Foto: Divulgação/FRAM
Depois de criar as histórias, conhecer as etapas de uma produção audiovisual e participar das gravações, os estudantes da 12ª edição do Pipoca em Cena chegaram a uma das últimas etapas da produção: a montagem dos filmes. Nesta terça-feira (1º), durante a oficina de edição, os alunos aprenderam a selecionar as imagens gravadas, organizar as cenas e transformar o material produzido em uma narrativa.
Na Escola Estadual Cívico-Militar Fueth Paulo Mourão, no bairro São Jorge, zona Oeste de Manaus, os estudantes acompanharam de perto o processo e começaram a visualizar como as cenas gravadas se conectam para contar as histórias criadas por cada equipe. A atividade foi conduzida pelo oficineiro Adailton Santos, que apresentou técnicas e ferramentas utilizadas na construção de um filme.
Durante a oficina, os participantes puderam rever as cenas produzidas nas etapas anteriores e entender como a escolha e a ordem das imagens ajudam a dar ritmo, sentido e continuidade à narrativa.
“Hoje é quando eles começam a dar brilho às cenas e ao roteiro que criaram. A gente mostra o que pode ser incluído na edição, inclusive aquilo que não conseguimos fazer durante as gravações, mas que podemos criar depois. Foi incrível ver como eles receberam a atividade”, contou o oficineiro Adailton Santos.
O contato com as diferentes etapas da produção também ajuda os estudantes a superar a insegurança comum durante o processo de criação. Segundo Adailton, ao perceberem que as ideias pensadas no roteiro podem ganhar forma no audiovisual, os alunos passam a confiar mais no próprio trabalho.
“É muito comum esse nervosismo. Às vezes, não é desinteresse, é a preocupação de não serem capazes. Quando colocamos em prática o roteiro, a produção e a criação, eles ganham confiança e chegam à cena muito mais empolgados. Na edição, conseguem olhar para o resultado e pensar: ‘Nossa, a gente conseguiu montar isso?’”, explicou.
A oficina marca uma das etapas finais da produção dos curtas-metragens. Ao longo do projeto, os estudantes passaram por diferentes momentos, desde a criação dos roteiros até a gravação das cenas, assumindo funções como atuação, direção, câmera e produção.

Ao todo, cerca de cem estudantes participantes vão produzir 20 curtas-metragens com histórias relacionadas ao meio ambiente e à sustentabilidade. A proposta é utilizar o audiovisual como ferramenta de aprendizado, criatividade, expressão artística e protagonismo juvenil.
Com as imagens já registradas, os estudantes agora precisam definir quais cenas farão parte da versão final de cada produção. Na prática, eles aprendem que construir um filme vai além de gravar: é preciso fazer escolhas, organizar as imagens e encontrar a melhor maneira de contar a história criada por cada equipe.
Visita ao Teatro Amazonas
Como parte da programação do Pipoca em Cena, os estudantes também terão contato com um dos principais espaços culturais de Manaus. Nesta quarta-feira (2) e quinta-feira (3), os participantes farão uma visita ao Teatro Amazonas.
A atividade integra a programação do projeto e proporciona aos alunos uma experiência de contato com a história, a cultura e o patrimônio cultural do Amazonas.
Exibição dos curtas
Os 20 curtas-metragens produzidos pelos estudantes serão exibidos nos dias 9 e 10 de setembro, em uma programação que marca uma das etapas de encerramento da 12ª edição do Pipoca em Cena.
Além da exibição dos filmes produzidos durante as oficinas, a programação contará com a entrega de certificados aos participantes. O encerramento também terá distribuição de pipoca e refrigerante e a exibição de um filme da Globo Filmes, parceira do projeto.
Pipoca em Cena
O Pipoca em Cena é uma iniciativa da Fundação Rede Amazônica que utiliza o audiovisual como ferramenta de formação, expressão artística e protagonismo juvenil. Em sua 12ª edição, o projeto reúne cerca de cem estudantes de duas escolas públicas de Manaus e conta com apoio da Eucatur Urbano e da Globo Filmes.
