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Terça, 28 Setembro 2021

Cerâmica Marajoara: Arte que resiste ao tempo!

Muitos aspectos da cultura, história e arte do Brasil estão ligados à colonização dos portugueses e espanhóis no país. Mas existem produções artísticas que não tiveram influência de fora, como elementos indígenas, e uma delas é a cerâmica marajoara, produzida na Ilha de Marajó, no estado do Pará. 

O Portal Amazônia apresenta a história dessa arte e a sua influência nos dias de hoje.

Foto: Reprodução

História

A arte marajoara surgiu com os indígenas que ocuparam a região entre meados dos anos 400 e 1400. De acordo com registros, acredita-se que o local onde está situado hoje a Ilha de Marajó, tenha sido ocupado diversas vezes. Essas ocupações se dividem em cinco fases. A fase marajoara, que é a qual a cerâmica passou a ser produzida, corresponde à quarta fase.

Características

Os primeiros registros de cerâmicas encontradas na região por historiadores e arqueólogos possuíam algumas características, dentre elas: a representação de animais em formas humanas (zoomorfismo); representações femininas, pois questões como fertilidade eram importantes para os habitantes da Ilha de Marajó; e o antropomorfismo, que atribui a divindades características do ser humano.

Reprodução: Internet

Os traços da cerâmica marajoara são bastante detalhistas. Para isso, as tribos indígenas aplicavam técnicas que combinavam cores que tornavam as peças sofisticadas. Essas cores eram extraídas de elementos da natureza, como:

  • urucum;
  • caulim;
  • jenipapo;
  • carvão;
  • fuligem
Reprodução: Conrado Leiloeiro

Legado

Até os dias atuais, a cerâmica marajoara é produzida e se também ganhou novos significados, servindo como objetos de decoração e são vendidas em feiras de artesanato e comércios locais. 

Peças históricas podem ser encontradas em museus da região e inclusive internacionais. São eles: Museu Paraense Emílio Goeldi, Museu do Marajó, no Museu Histórico Nacional (RJ), no Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, no Museu Universitário Professor Oswaldo Rodrigues Cabral e por fim, no Museu Americano de História Natural, em Nova York.

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