Com projeto de purificação da água, alunos do Amazonas são finalistas em Feira Brasileira de Ciência e Engenharia da USP

 A mostra, este ano virtual, contou com 345 projetos avaliados a distância.

Voltado para purificação das águas do rio Amazonas e abastecimento de comunidades ribeirinhas do Estado, o projeto dos alunos do ensino médio da Escola SESI Abrahão Sabbá – localizada em Itacoatiara, a 269 quilômetros de Manaus -, ficou entre os finalistas na Mostra Virtual da Feira Brasileira de Ciência e Engenharia (Febrace), promovida para escolas públicas e privadas de todo o Brasil, pela Universidade de São Paulo (USP). Realizada em abril, a Feira contou com avaliações a distância, por meio de teleconferências.

O sistema foi elaborado a partir de uma roda d’água, em que a energia mecânica foi transformada em energia elétrica por um gerador. (Foto:Divulgação/FIEAM)

O projeto criado pelos alunos Rickson Moraes, Amanda Vasconcelos e Alice Pimentel ficou entre os três melhores do Estado, sendo o único representado por escola do interior. A proposta descreve e avalia um sistema que converte a energia elétrica em energia química, conhecida como eletrólise, para purificar as águas do rio Amazonas e abastecer as comunidades ribeirinhas do estado com água potável.

“O sistema foi elaborado a partir de uma roda d’água, em que a energia mecânica foi transformada em energia elétrica por um gerador. Essa energia foi utilizada no processo da eletrólise na água. Para o estudo foram avaliadas diferentes voltagens para o tratamento de água”, explica a aluna Alice Pimentel.

A pesquisa mostrou que a implementação do sistema eletrolítico seria de baixo custo. (Foto:Divulgação/FIEAM)

De acordo com dados do último ano do Painel Saneamento Brasil do Instituto Trata Brasil (ITB) no Amazonas, mais de 20% da população (633.753 habitantes) não possuem acesso a água com algum tipo de tratamento. A pesquisa feita pelos alunos mostrou que a implementação do sistema eletrolítico seria de baixo custo, sendo viável para ser aplicado em comunidades ribeirinhas isoladas no Amazonas.

“O projeto não está totalmente concluído, é preciso fazer testes bacteriológicos para testar a qualidade da água quanto a potabilidade e presença de agentes patogênicos, para então assegurar que seja viável para o consumo humano, porém os resultados obtidos demonstram que o sistema para purificação é viável, estando de acordo com o sexto objetivo do desenvolvimento sustentável da ONU, sobre água potável e saneamento”, explicou o aluno da Escola SESI Abrahão Sabbá, Rickson Moraes, membro equipe.

Alunos do projeto. (Foto:Divulgação/FIEAM)

O projeto começou a ser desenvolvido desde julho de 2019 e teve a duração de seis meses. A ideia surgiu na temporada 2017/2018, conhecida como Hydro Dynamics (Hidrodinâmicas), do torneio SESI de Robótica First Lego League (FLL), que teve como desafio da temporada reunir trabalhos e pesquisas que abordassem a água como recurso, com temas variados, desde encontrar, transportar, usar ou descartar o líquido.

Com o trabalho desenvolvido e apresentado este ano na 18ª edição da Febrace, os alunos irão participar também da Feira Brasileira de Jovens Cientistas nos dias 26 a 28 de junho. Convidada pelos especialistas e avaliadores da Febrace, a equipe irá fazer parte da primeira feira científica e pré-universitária nacional totalmente virtual, com atividades, palestras, workshops e apresentação de projetos. Os melhores concorrem a premiações, incluindo uma credencial para a Conferência Internacional de Jovens Cientistas, na Grécia.

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