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Terça, 16 Agosto 2022

Plano de conservação vai incluir árvores gigantes da Amazônia para impedir derrubadas no Amapá

Plano de conservação vai incluir árvores gigantes da Amazônia para impedir derrubadas no Amapá

Entre os estados que guardam maior riqueza em biodiversidade do Brasil está o Amapá. Situado na região amazônica, o local é o berço de espécies raras de árvores gigantes, que agora devem ser incluídas em uma política local de preservação. A iniciativa vai evitar que as espécies raras sejam destruídas, além de incentivar a conservação dos itens que já fazem parte da flora da região.

Visando a proteção, a Promotoria de Meio Ambiente do Ministério Público do Estado (MP-AP) avalia uma série de medidas que fazem parte da proposta apresentada pelo órgão ao governo do Estado.

"Iniciamos um diálogo com o governador sobre a necessidade de proteger e de criarmos um santuário amapaense para as árvores gigantes [...]. De imediato, a proposição que nós colocamos ao estado é que tornem essas árvores imunes ao cortes, enquanto se discute qual a melhor proteção deve ser dada a elas",

 afirmou o promotor de meio ambiente, Marcelo Moreira.

Como o projeto ainda necessita de uma estruturação e de organização em conjunto das forças estaduais e federais, a medida provisória de proteger as árvores de cortes ou derrubadas vai dar mais segurança para evitar crimes ambientais.

"Ficamos encantados quando o grupo de cientistas da Ueap [Universidade do Estado do Amapá], além de pesquisadores nacionais e internacionais, registraram que no Estado temos essas gigantes da natureza. Isso simboliza a nossa preservação e conservação", completou Moreira.

Dados coletados pelos pesquisadores em expedições que acontecem desde 2019, mostram que o Parque do Tumucumaque, considerado o maior parque de floresta tropical do mundo e que fica situado no Amapá, abriga as árvores mais altas do Brasil, todas da espécie Angelim Vermelho, nativa da região. 

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Foto: Rafael Aleixo/Setec/Divulgação

A unidade de conservação fica localizada na divisa com o Pará e tem uma área de 3,7 milhões de hectares. O local também possui espécies inéditas descobertas pela ciência, como uma variedade do peixe matupiri.

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A descoberta das árvores gigantes foi feita com o auxílio de uma tecnologia especial que calcula o tamanho das árvores através de um laser. Durante as expedições todas as informações são checadas com escaladas e também com auxílio de drones.

O promotor explica que existem duas possibilidades para iniciar a criação de políticas de proteção às árvores gigantes, uma delas é a fundação de uma área de interesse ecológico focada na realidade da região e que, por serem um bem natural, devem ser preservadas para as futuras gerações.

"Nossa pesquisa foi aceita em uma revista da Suíça, o artigo escrito pela equipe fala sobre a interação entre as espécies de árvore gigantes com o ecossistema da região amazônica. As árvores estão localizadas em vários pontos do Estado, em áreas bastante montanhosas", 

afirmou o cientista.

Essas gigantes têm a função de acumular carbono, já algumas partes mais específicas, como os galhos e o tronco, servem como abrigo para diversas espécies de animais. E a previsão é de que uma nova expedição, ainda neste ano, seja realizada para a catalogação de mais itens da espécie.


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