Foto: Uriel Vasconcelos/Amazon Sat
Entre as ruas enfeitadas nas cores azul e vermelho e o movimento intenso de visitantes para o Festival Folclórico de Parintins, um dos passeios mais procurados por turistas e moradores, oferece uma perspectiva diferente da ilha. Com mais de 40 metros de altura e 162 degraus, a Torre da Catedral de Nossa Senhora do Carmo proporciona uma vista panorâmica de Parintins, do Rio Amazonas e da cidade que, nesta época do ano, se transforma para celebrar a cultura popular.
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Além da paisagem, a experiência também reúne história, religiosidade e fôlego. No entanto, o esforço é recompensado pela vista privilegiada de todos os ângulos da cidade. Parintinense que atualmente mora em Nhamundá, Marisa Sarraf conta que visitar a torre era um sonho antigo, já que durante anos não conseguiu incluir o passeio em seus roteiros pela cidade.
“Nunca visitei a torre, era uma vontade muito antiga, era um sonho, mas a gente nunca achava aquele tempo, aquela disponibilidade. Hoje a gente veio com essa intenção, porque é uma conexão com a nossa religiosidade. Eu precisava fazer isso dentro do meu roteiro de visitas à Parintins, minha terra tão amada”, relata.

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Segundo Marisa, a subida foi desafiadora, mas também representou um momento de fé. “Foi muito cansativo, estou com as pernas tremendo, mas valeu a pena. Além de tudo, você tem uma vista para todos os ângulos da nossa cidade, pode contemplar o Amazonas lindo e ver a cidade maravilhosa vestida de azul e branco, vermelho e branco. Então é um convite para que todos façam essa experiência”.
História preservada
A torre faz parte da história da Catedral de Nossa Senhora do Carmo e se tornou um dos principais atrativos turísticos de Parintins. De acordo com a secretária da Catedral, Graziele Ribeiro Belém, a construção foi assinada pelo construtor José Ribeiro, com auxílio de Simão Assayag, tendo seu início em 1969 e conclusão em 1981.
“Antigamente todos os degraus eram de madeira, mas como nós somos uma sociedade que evolui, foi preciso mudar e agora eles são de concreto, mas ainda existe uma parte de madeira para ajudar as pessoas durante a subida”, explicou Belém.

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Outro detalhe curioso chama a atenção de quem visita o local é o toque dos sinos. “Quando toca o sino, a torre treme. Inclusive eu já passei por essa experiência. Não é uma experiência muito boa, mas é interessante estar lá quando isso acontece. Normalmente a gente avisa os visitantes que ao meio-dia os sinos vão tocar por causa da missa”, contou.
Graziele explica que atualmente a torre possui 162 degraus e permanece aberta para visitação das 8h às 21h durante a semana do Festival Folclórico, com funcionamento contínuo, sem interrupção para o horário de almoço.
Vista que recompensa o esforço
Quem sobe até o topo também leva consigo uma nova percepção da cidade. Foi o caso do visitante José Bismarck, que visitou a torre pela segunda vez. Ele conta que já havia ido ao local durante uma viagem de trabalho, quando servia à Marinha, mas desta vez voltou acompanhado da família.
“Foi um pouco cansativo, até porque eu estava acompanhando minha filha, mas é muito prazeroso. A vista lá de cima compensa todo o desgaste físico de subir. São mais de 160 degraus, mas vale a pena chegar lá em cima e ver toda a ilha”, assegurou.

De acordo com José, quem puder e tiver condições físicas de subir deve vivenciar a experiência pelo menos uma vez. “É muito bonita a vista da ilha lá de cima”.
A Torre da Catedral de Nossa Senhora do Carmo reúne história, fé e turismo em um único espaço. Durante o Festival Folclórico, quando Parintins recebe milhares de visitantes de diferentes partes do Brasil e do mundo, o local se consolida como uma oportunidade de contemplar, do alto, a cidade que vive intensamente sua cultura, sua devoção e suas tradições.



Vamos Brincar de Boi
O “Vamos Brincar de Boi” é uma iniciativa da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas, da Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC) e do Governo do Amazonas.
A ação busca fortalecer a valorização da cultura popular amazônica, preservar a memória coletiva e ampliar o acesso às tradições do Festival Folclórico de Parintins por meio de conteúdos educativos, culturais e informativos exibidos em diferentes plataformas do Grupo Rede Amazônica.
