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Quarta, 29 Junho 2022

Lealdade e generosidade não habitam corações ressecados

Sempre fui um guerreiro sobrevivente desde criança, por necessidade e por saber que era na luta diária que o meu destino seria construído para vencer na vida com honestidade, lealdade, caráter reto, generosidade e calor humano com muito amor. Sim, é necessário dizer que vencer na vida não significa ter muito dinheiro, mas ter compaixão, solidariedade, gratidão, sororidade e muito amor no coração, onde maldade, inveja, deslealdade e o rancor não habitam.

Tive sim uma vida de muita luta, nunca deixei as dificuldades e sofrimentos abater meu sentimento de coragem, persistência, resistência e insistência, mantendo sem abalar a determinação e firmeza de que com muito estudo, trabalho, lealdade, honestidade e gratidão seria possível chegar aonde quisesse na vida pessoal e profissional.

Claro que na caminhada até aqui nem tudo foram flores e fragrâncias, tive momentos de muito sofrimento e carências financeiras que me fizeram ser mais duro comigo mesmo, alimentando minha consciência de que percalços e dificuldades sempre teremos pela frente e é nestas horas que saberemos quem somos e com quem contamos.

Neste caminhar de conquistas pelo trabalho, a confiança em si próprio e em pessoas marcaram minha trajetória. Tenho dito que a lealdade e confiança são elementos iguais aos cristais, uma vez trincados nunca mais serão os mesmos. E é neste aspecto que muitas vezes, por confiar sinceramente numa pessoa, nascem as decepções e frustrações de relacionamentos entre amigos, irmãos e nos negócios.

Foto: Reprodução/Pixabay

Necessário lembrar que a construção da confiança nasce aos poucos, e se solidifica com a lealdade recíproca. Muitas vezes seja até mesmo com irmão ou pessoa próxima, em que há presunção da irmandade com lealdade e fidúcia mútuas, percebemos que estas qualidades não se medem com parentesco e sim com personalidade e caráter de cada qual. Aí nasce a pior das decepções, a traição.

Relevante também dizer que traição não significa maldade, e sim a revelação de quem a pessoa é de verdade, e nisso não podemos interferir, apenas observar e conhecer a cara de quem se aproxima por interesses escusos moralmente.

Mas tudo isso pode ser desvendado com a convivência e confidência de situações que dirão com quem andas e trata de seus negócios e ou relações, e se são dignos de respeito e merecem nossa voz e nossos atos em sua vida.

Assim, saberemos que a lealdade que você tanto esperava, com pessoas assim, não tem nenhuma ressonância com generosidade, gratidão, respeito e, muito menos, confiança. Como dizia meu velho pai, já nos seus 92 anos, quer conhecer o caráter e personalidade de uma pessoa de verdade disponibilize dinheiro e poder e logo saberás quem são.

A gratidão está forte e consistentemente associada a uma maior felicidade, ajuda as pessoas a sentirem emoções mais positivas, lidar com adversidades e construir relacionamentos fortes. Ademais se você fez e a pessoa não teve gratidão, certamente, isso fala mais dela do que de você.

Destarte, "corações ressecados" são aqueles que no afã de ter vantagem em tudo, renegam sentimentos de fraternidade, amor, solidariedade, compaixão e amor-próprio, cegam em todos os quesitos mais elementares da convivência humana, e são desleais a si próprios.

Por isso cada dia vivencio minha satisfação de felicidade, que estão concretizadas na caminhada repleta de erros e acertos, sem perder a estrutura do caráter e da personalidade, que habitam a generosidade, fraternidade, lealdade, gratidão e muito amor no coração. Claro, tudo isso, pelas pessoas que pude conhecer na estrada da vida e que fazem edificar o sucesso das minhas realizações pessoas e profissionais.

Sobre o autor

Luiz Gomes é Professor e Advogado, socio sênior do Escritório L.Gomes Advogados Associados, com sede em Natal-Brasil e filial em Lisboa-Portugal, Doutor em Ciências Sociais e Jurídicas; é presidente da Escola da Advocacia Trabalhista do Rio Grande do Norte-ESAT; é membro da Comissão Nacional de Direito do Trabalho da Associação Brasileira de Advogados (ABA); é Membro da Comissão Nacional de Direitos Sociais (CNDS do CFOAB); foi Presidente da Associação Norteriograndense de Advogados Trabalhistas (ANATRA); foi Conselheiro Federal da OAB pelo RN e foi o primeiro Ouvidor Geral da OAB-RN. 

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

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