‘Vem Passarinhar Belém’: conexão com a natureza no Parque Estadual do Utinga

A iniciativa, que reúne observadores experientes, iniciantes e curiosos interessados em aves amazônicas da área urbana, está com inscrições abertas em Belém e as vagas são limitadas.

Foto: Divulgação/Ideflor-Bio

A primeira edição de 2026 do ‘Vem Passarinhar Belém‘ será realizada neste domingo (1º), com a concentração às 6h, no Centro de Acolhimento do Parque Estadual do Utinga Camillo Vianna, em Belém (PA). A iniciativa é promovida pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio), por meio da Gerência da Região Administrativa de Belém (GRB), em parceria com o Clube de Observação de Aves do Pará. As inscrições estão abertas e as vagas são limitadas.

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Consolidado como uma das principais atividades de sensibilização ambiental na capital paraense, o “Vem Passarinhar Belém” reúne observadores experientes, iniciantes e curiosos interessados em conhecer mais sobre a avifauna amazônica na área urbana.

A proposta alia lazer, educação ambiental e ciência cidadã, estimulando o registro das espécies e contribuindo para o monitoramento da biodiversidade local.

A programação prevê caminhada pelas trilhas do Parque do Utinga nas primeiras horas da manhã, período de maior atividade das aves. Para participar, a organização recomenda o uso de roupas leves e confortáveis, de preferência em cores neutras, além de calçados fechados adequados para trilha. Boné ou chapéu, protetor solar, repelente e água também são itens essenciais. Binóculos e câmeras fotográficas não são obrigatórios.

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Intercâmbio em Belém

A última edição do evento ocorreu em 16 de novembro de 2025, durante a COP30 (conferência mundial sobre mudanças climáticas), e reuniu dezenas de participantes do Brasil e exterior. Ainda eram 6h quando grupos começaram a se reunir em frente ao Centro de Acolhimento do Parque. Em silêncio, mas com atenção redobrada, visitantes de diferentes regiões brasileiras e de outros países, como Estados Unidos, Bélgica e Nova Zelândia, participaram da atividade, em uma edição especial marcada pelo intercâmbio cultural e pelo interesse internacional na biodiversidade amazônica.

Por cerca de quatro horas de caminhada, aproximadamente 59 espécies foram avistadas nas trilhas e nos entornos dos lagos Bolonha e Água Preta, mananciais de Belém. A experiência reforçou o reconhecimento do Utinga como um dos maiores refúgios de fauna em área urbana no Brasil. Cada registro feito pelos participantes contribuiu para ampliar o conhecimento sobre as aves, fortalecendo estratégias de gestão e conservação.

Aprendizagem 

Para o presidente do Clube de Observação de Aves do Pará, Gustavo Melo, é importante destacar o caráter local da iniciativa. Segundo ele, o “Vem Passarinhar Belém” — cada cidade tem sua denominação — representa uma oportunidade singular de conexão com a natureza e de aproximação entre pessoas que compartilham o interesse pela preservação ambiental.

Segundo ele, a atividade vai além da observação visual, envolvendo também a escuta atenta das vocalizações, o que permite identificar espécies e comportamentos, e ampliar a experiência sensorial dos participantes. Gustavo Melo também agradeceu o apoio do Ideflor-Bio à programação, e convidou o público a vivenciar essa experiência.

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Foto: Divulgação/Ideflor-Bio

O gerente da Região Administrativa de Belém do Ideflor-Bio, Júlio Meyer, falou sobre a expectativa de reunir novos participantes na primeira edição de 2026. Para ele, o “Vem Passarinhar Belém” reforça a vocação do Parque Estadual do Utinga como espaço de aprendizagem, convivência e contemplação.

“Mais do que observar aves, a proposta convida a população a desacelerar, ouvir os sons da floresta e reconhecer, no cotidiano da cidade, a força e a diversidade da natureza amazônica”, enfatizou.

Júlio Meyer reafirmou, ainda, o compromisso do Estado com a valorização das unidades de conservação e o estímulo à participação social. “O ‘Vem Passarinhar Belém’ é uma ação estratégica de educação ambiental, que aproxima a sociedade das unidades de conservação e fortalece a cultura da conservação da biodiversidade. Ao promovermos essa experiência no Parque Estadual do Utinga, estimulamos o sentimento de pertencimento e ampliamos o conhecimento sobre a riqueza natural que existe em plena área urbana”, acrescentou.

*Com informações do IDEFLOR-BIO

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