Trilhas interpretativas são implementadas em unidades de conservação do Amazonas

Implementação das trilhas realizada pela FAS conta com o apoio do grupo internacional LVMH.

Trilhas interpretativas implementadas envolvem 14 comunidades e mais de 160 participantes

A Fundação Amazônia Sustentável (FAS) implementou um conjunto de trilhas interpretativas em unidades de conservação (UCs) do Amazonas, com apoio da LVMH – Moët Hennessy Louis Vuitton, grupo internacional líder no setor de moda.

A iniciativa promove experiências de educação ambiental, valoriza a biodiversidade amazônica e fortalece oportunidades de turismo sustentável conduzido pelas próprias comunidades da floresta.

  • O projeto foi realizado entre junho de 2024 e dezembro de 2025 e envolveu 14 comunidades em três unidades de conservação do estado:
  • a Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Uatumã,
  • a Área de Proteção Ambiental (APA) Rio Negro
  • e a RDS Rio Negro, cuja gestão é da Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas (Sema).

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Ao todo, mais de 160 pessoas participaram das atividades, incluindo jovens, comunitários, empreendedores locais e guias comunitários. 

As trilhas interpretativas são percursos educativos realizados na floresta, nos quais visitantes e moradores percorrem caminhos guiados que apresentam espécies da fauna e da flora, além de conhecimentos tradicionais das comunidades locais. A metodologia utiliza a própria natureza como espaço de aprendizagem, estimulando a sensibilização ambiental e o entendimento sobre a importância da conservação da Amazônia.

Segundo Aldenor Sirico dos Santos, morador da comunidade Saracá, as trilhas possibilitam agregar valor econômico à comunidade:

“Para nós vai estar agregando muito valor, porque o jovem vai conseguir tirar o sustento da família deles numa trilha. Possibilita acima de tudo a oportunidade de melhorar a qualidade do turismo local, a qualidade da educação ambiental”.

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Entre as comunidades participantes estão São Francisco do Caribi, Três Unidos, Tumbira, Saracá e comunidade do Inglês, que receberam atividades de capacitação e participaram da implantação das trilhas, incluindo mapeamento dos percursos, instalação de sinalização e atividades de educação ambiental. 

Trilhas são educativas

Uma das trilhas implantadas na RDS Uatumã, por exemplo, possui aproximadamente 838 metros de extensão, com percurso de cerca de uma hora de duração, permitindo aos visitantes conhecer diferentes espécies da floresta e compreender aspectos ecológicos e culturais do território.

Além de promover educação ambiental, a iniciativa também contribui para fortalecer o turismo de base comunitária, criando oportunidades para que moradores atuem como guias locais e compartilhem seus conhecimentos sobre a floresta.

trilhas interpretativas em unidades de conservação do Amazonas
Foto: Rodolfo Pongelupe/FAS

Para Rafael Sales, coordenador de projetos da FAS, a iniciativa superou as expectativas e demonstrou o interesse das comunidades em fortalecer o turismo sustentável.

“No planejamento inicial, estavam previstas trilhas interpretativas nas comunidades Três Unidos, Tumbira e São Francisco do Caribi. No entanto, a pedido das próprias comunidades, ampliamos a iniciativa para Saracá e Inglês, na RDS Rio Negro. Como esses territórios já desenvolvem atividades ligadas ao turismo comunitário, as trilhas surgem como um novo atrativo e uma oportunidade de geração de renda para as famílias, além de fortalecer a escola e a comunidade como espaços de aprendizado sobre a floresta e seus conhecimentos tradicionais”.

Para os participantes, a experiência trouxe novos aprendizados e perspectivas. Um dos comunitários envolvidos no projeto destaca que a iniciativa fortalece o orgulho pelo território e abre novas oportunidades de trabalho.

“O curso, associado às trilhas, proporcionou estudos sobre legislação, bioeconomia, biodiversidade e abriu esse espaço para que pessoas como eu e outros alunos que têm a idade maior do que os jovens tivessem a possibilidade de partilhar o nosso conhecimento”, relata Izolena Garrido, da Comunidade do Tumbira. 

As trilhas interpretativas contribuem para fortalecer a conexão entre pessoas e natureza, ao mesmo tempo em que incentivam a conservação da biodiversidade e valorizam os conhecimentos tradicionais das comunidades amazônicas. A parceria com a LVMH e a Sema reforça o papel de alianças entre organizações da sociedade civil, governos e o setor privado para apoiar iniciativas que conciliam conservação da floresta, geração de renda e valorização cultural na Amazônia.

*Com informações da FAS

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