Instituto Mamirauá disponibiliza novas edições de cartilhas sobre manejo do pirarucu

As duas novas cartilhas voltadas ao fortalecimento do manejo sustentável do pirarucu na Amazônia já estão disponíveis e com acesso gratuito.

Foto: Reprodução/Instituto Mamirauá

O Instituto Mamirauá disponibilizou duas novas cartilhas voltadas ao fortalecimento do manejo sustentável do pirarucu na Amazônia. Os materiais, intitulados “Boas Práticas de Manipulação do Pirarucu” e “Contagem e Censo Populacional de Pirarucu”, já estão disponíveis para acesso no site institucional. 

A iniciativa, coordenada pelo Programa de Manejo de Pesca do Instituto Mamirauá, tem como objetivo reforçar boas práticas sanitárias, técnicas de manipulação do pescado e metodologias atualizadas de contagem da espécie, beneficiando diretamente comunitários e comunitárias que atuam no manejo, além de pesquisadores e instituições parceiras. 

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As cartilhas “Boas Práticas de Manipulação do Pirarucu” e “Contagem e Censo Populacional de Pirarucu”, nesta 2ª edição, passaram por atualizações que tornaram os conteúdos mais claros, didáticos e alinhados às práticas atuais do manejo da espécie. A nova versão tem uma maior fidelidade às práticas realizadas em campo e maior respaldo técnico e científico. 

De acordo com Ana Claúdia Torres Gonçalves, Coordenadora do Programa de Manejo de Pesca do Instituto Mamirauá, as cartilhas atualizadas são ferramentas estratégicas para fortalecer a governança e promover o desenvolvimento territorial nas Reservas Extrativistas de Auati-Paraná e Baixo Juruá.

Os materiais contribuem para a qualificação técnica das comunidades envolvidas no manejo sustentável, reduzindo a dependência de assessorias externas e ampliando a autonomia local. 

cartilhas sobre manejo sustentável de pirarucu na amazônia
Foto: Reprodução/Instituto Mamirauá

Ao todo, 10 mil cartilhas foram impressas, e terão uso direcionado. A cartilha de Contagem e Censo Populacional será utilizada como material de apoio em cursos sobre aplicação da metodologia de contagem do peixe, previstos para 2026, junto aos manejadores das Reservas Extrativistas de Auati-Paraná e Baixo Juruá, além de atender demandas de outras instituições ao longo do ano.

Já a cartilha de Boas Práticas de Manipulação dará suporte às oficinas de boas práticas sanitárias e de gestão e uso das tecnologias sociais da Unidade Flutuante de Recepção e Pré-Beneficiamento de Pirarucu (UFRPP), previstas para ocorrer em 2026 na Reserva Extrativista do Baixo Juruá. 

Realizadores do edital do manejo de pirarucu

Desenvolvidas pelo Instituto Mamirauá, com patrocínio do Fundo Vale, no âmbito do projeto Sustenta.Bio, a produção e a criação das cartilhas envolveram manejadores(as), pesquisadores e integrantes do Programa de Manejo de Pesca do Instituto Mamirauá, em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). 

Leia também: Com manejo sustentável, pirarucu recupera estoque natural na região do Médio Solimões

Foto: Divulgação / Instituto Mamirauá

Acesse as duas cartilhas abaixo:  
  
Contagem de Censo Populacional do Pirarucu
Boas Práticas de Manipulação do Pirarucu

*Com informações do Instituto Mamirauá

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