Livreto sobre caranguejo-uçá reforça importância do manguezal para preservação da espécie no litoral paraense

Para valorizar a população e aproximá-la dos processos químicos, biológicos e culturais que sustentam o manguezal, ecossistema vital para a pesca, o turismo e a economia, estudantes do curso de Química da Universidade Federal do Pará, Campus Ananindeua, desenvolveram o livreto científico-educacional Caranguejo-uçá: ciência com cheiro de mangue e maré.

Caranguejo-uçá. Foto: Reprodução

Em São Caetano de Odivelas, no litoral do Pará, o mangue integra a vida da população fazendo parte da economia e das tradições locais, incluindo o famoso Festival do Caranguejo, que ocorre no segundo domingo de novembro, atrai turistas e celebra o modo de vida das famílias extrativistas. 

Para valorizar a população e aproximá-la dos processos químicos, biológicos e culturais que sustentam o manguezal, ecossistema vital para a pesca, o turismo e a economia, estudantes do curso de Química da Universidade Federal do Pará (UFPA), Campus Ananindeua, desenvolveram o livreto científico-educacional ‘Caranguejo-uçá: ciência com cheiro de mangue e maré‘.

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Disponível de forma digital e gratuita na plataforma EduCAPES, a publicação une ciência, cultura local e linguagem acessível, com o objetivo de aproximar a população dos processos que sustentam o manguezal, um dos ecossistemas mais importantes para o município.

A iniciativa evidencia, ainda, que preservar o caranguejo-uçá deve ser parte essencial da história, da cultura e da economia de São Caetano de Odivelas, sendo imprescindível a conscientização de toda a comunidade sobre a preservação do território.

Conteúdo acessível

Apresentado aos moradores da região, o produto foi recebido com entusiasmo para o fortalecimento da educação ambiental e para a valorização da cultura de São Caetano de Odivelas. Entre os jovens, os profissionais da educação, os trabalhadores do mangue e os membros da comunidade local ouvidos pelas pesquisadoras, o destaque ficou para a facilitação da explicação sobre o ciclo de vida do caranguejo-uçá, a dinâmica do manguezal e a relação entre fatores biológicos, químicos e ambientais. 

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Foto: Reprodução

As descobertas mais citadas pelos moradores foram: a habilidade do caranguejo-uçá de reconhecer sua toca pelo cheiro do lodo e pelo arranjo das raízes; a compreensão ampliada sobre o manguezal como berçário natural; a química envolvida na mudança de cor do caranguejo ao ser cozido, por ação da crustaceana;  e a possibilidade de reaproveitamento da carapaça para práticas sustentáveis, sugerida como potencial atividade em oficinas escolares. Outro destaque ficou para o uso de ilustrações que facilitam a compreensão dos leitores. 

Educação ambiental, pertencimento e tradição

Para os entrevistados, ter essa possibilidade de compreender o ciclo de vida do caranguejo e a dinâmica do manguezal é importante para fortalecer o sentimento de pertencimento e a responsabilidade ambiental dos moradores da região que têm, no caranguejo-uçá, uma fonte de alimento, renda, cultura, memória e festejo.

caranguejo-uçá
Foto: Fernando Sinimbu/IMA-AL

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O Festival do Caranguejo em São Caetano de Odivelas, é celebrado anualmente e envolve música, gastronomia e valorização da vida pesqueira. A festa é vista pelos moradores como espaço de reafirmação cultural, de renda e de conscientização sobre sustentabilidade. 

O livreto foi elaborado pelas estudantes do curso de Química da Universidade Federal do Pará, Campus Ananindeua, Rosiellen Soares e Vitória Santos, com orientação da professora Janes Kened, no âmbito do Programa de Iniciação à Docência (Pibid).

*Com informações da Universidade Federal do Pará.

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