Jogo ajuda na aprendizagem dos conceitos da termoquímica. Foto: Divulgação/Acervo pessoal
Professor e alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) da Escola Estadual Padre Seixas, localizada no munícípio de Barreirinha, no Amazonas, decidiram inovar no ensino e aprendizagem dos conceitos da termoquímica. Com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), o grupo criou o jogo de tabuleiro ‘Caminho termoquímico’.
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O jogo didático contém um trajeto dividido em 30 casas numeradas, além de mais duas casas indicando o início e o fim do percurso. As regras são simplificadas, o que incentiva o processo educativo com conceitos-chave relacionados ao conteúdo de termoquímica, que estuda as trocas de calor (energia térmica) em reações químicas e transformações físicas.
“A aplicação do projeto propiciou o desenvolvimento da criatividade e do processo de ensino e aprendizagem de maneira natural e prazerosa. Essa estratégia pedagógica demonstrou ser um recurso motivador, e permitiu o desenvolvimento de várias competências”, explicou o coordenador, Evaldo Valente Belo.
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Ensino da termoquímica
O projeto, chamado “Caminho termoquímico: Proposta de jogo didático para trabalhar a Termoquímica em turmas da Educação de Jovens e Adultos”, realizado no âmbito do Programa Ciência na Escola (PCE), edital n° 002/2024, foi desenvolvido por 18 alunos na faixa etária de 18 a 62 anos e coordenado pelo professor da Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar, Evaldo de Jesus Valente Belo.
No tabuleiro, cada casa é representada por placas igualmente numeradas, além disso cada placa possui uma pergunta. No total são 34 perguntas divididas em: cartas azuis (carta pergunta), cartas vermelhas (volte uma casa) e cartas verdes (carta-da-sorte), além de duas cartas amarelas que simbolizam a saída e a chegada.

A construção, o estudo e a aplicação do jogo foram praticadas em oito aulas de 40 minutos, que totalizaram oito semanas. Após a conclusão do jogo, foram realizados momentos de debates com os alunos, no qual eles conversaram sobre a compreensão do conteúdo abordado, relacionando-o às aulas expositivas e lúdicas.
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Aprender brincando
O professor aponta que a dificuldade de aprendizagem está, muitas vezes, relacionada ao distanciamento entre os conceitos químicos e a realidade social dos alunos. A expectativa, a longo prazo, é de que as atividades teóricas com práticas lúdicas tornem o processo de aprendizagem mais dinâmico e significativo.
“Acreditamos que a aplicação do jogo nas aulas de Química será uma excelente ferramenta pedagógica para proporcionar aos educandos maior assimilação do conteúdo de termoquímica, sendo uma boa estratégia de auxílio para o ensino”, destacou o coordenador.

Ao transformar conceitos abstratos em experiências interativas, o jogo contribui para uma maior assimilação do conteúdo, estimula a participação ativa dos educandos e fortalece o processo de ensino-aprendizagem, aproximando o conhecimento científico do cotidiano dos estudantes e promovendo uma educação inclusiva e transformadora.
Apoio da Fapeam
Para o coordenador, o PCE incentiva a formação de futuros cientistas e a popularização da ciência no interior do Amazonas, e o apoio da Fapeam é fundamental para a ampliação desse conhecimento.

“A Fundação impulsiona o desenvolvimento de projetos de iniciação científica, inovação tecnológica e artísticos na educação básica. Sua fundamental importância está na promoção do avanço do conhecimento e na formação de professores e alunos, impactando positivamente na qualidade do ensino e na divulgação do conhecimento científico produzido no ambiente escolar”, explicou Evaldo Valente Belo.
Programa Ciência na Escola
O Programa Ciência na Escola (PCE) é direcionado à participação de professores e estudantes de escolas públicas estaduais do Amazonas e municipais de Manaus e Tefé em projetos de pesquisa científica e de inovação tecnológica a serem desenvolvidos nas escolas. O PCE apoia a participação de estudantes do 5º ao 9º ano do Ensino Fundamental e da 1ª à 3ª série do Ensino Médio, incluindo modalidades como educação de jovens e adultos, educação escolar indígena, atendimento educacional específico e Projeto Avançar.
*Com informações da Fapeam e da Agência Amazonas
