Casa d’Arraia: Inpa inaugura espaço que integra arte, biologia e educação em Manaus

A proposta da Casa d’Arraia é fazer com que o público enxergue esses animais para além dos acidentes e do medo.

Foto: Marcela Orquiz/Rede Amazônica AM

A Casa d’Arraia, no Bosque da Ciência do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), em Manaus (AM), é um espaço que vai abrigar as atividades do projeto de extensão “Arraias do Bosque: Um Mergulho Profundo na Biologia das Arraias Amazônicas”, coordenado pelo docente Lucas Castanhola Dias, com apoio do Inpa e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). A inauguração do novo espaço ocorreu nesta quinta-feira (3).

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O espaço está sendo preparado para receber os visitantes, que darão início a uma experiência imersiva logo na entrada. Os artistas Juliana Lama e Alessandro Hipz realizaram a pintura de um mural com elementos que remetem ao universo das arraias na fachada da Casa.

Mais do que um elemento estético, a intervenção artística faz parte da proposta de comunicação do projeto: por meio de cores, formas e representações visuais, a arte se torna uma ferramenta para despertar a curiosidade e aproximar diferentes públicos do conhecimento científico.

Em espaços de educação não formal, essa integração permite que temas relacionados à biodiversidade, ecologia e conservação sejam apresentados de maneira mais acessível e conectada à experiência do visitante.

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Casa d’Arraia: Inpa inaugura espaço que integra arte, biologia e educação em Manaus
Casa d’Arraia será espaço destinado a estimular visitantes do Bosque da Ciência a aprender sobre as arraias da Amazônia. Foto: Marcela Orquiz/Rede Amazônica AM

Para o docente do Inpa, Lucas Castanhola Dias, a integração entre diferentes linguagens é fundamental para aproximar a população da ciência.

“A arte consegue despertar a curiosidade antes mesmo de apresentarmos o conteúdo científico. Na Casa d’Arraia, queremos que o visitante seja atraído pelo muralismo, observe os animais e, a partir dessa experiência, queira entender quem são essas espécies, como vivem e por que são importantes para os ecossistemas amazônicos”, destaca o coordenador.

Em seu interior, a Casa d’Arraia contará com aquários expositivos e recursos educativos voltados à divulgação da ciência. O projeto também prevê materiais de apoio e atividades de extensão, envolvendo estudantes de graduação e pós-graduação na mediação científica e em ações de educação ambiental. A iniciativa busca ainda contribuir para reduzir estigmas relacionados às arraias e mostrar que prevenção de acidentes e conservação da biodiversidade são objetivos complementares.

A proposta da Casa d’Arraia é justamente fazer com que o público enxergue esses animais para além dos acidentes e do medo, para isso a exposição abordará aspectos de sua biologia, ecologia, conservação e toxinologia, além de informações sobre prevenção de acidentes e convivência segura com esses animais nos ambientes amazônicos.

“Do trabalho artístico ao conhecimento produzido por pesquisadores e estudantes, a Casa d’Arraia propõe diferentes maneiras de comunicar a ciência amazônica. Das pinturas nas paredes aos animais nos aquários, cada elemento passa a integrar uma experiência voltada à descoberta, à educação ambiental e à valorização da biodiversidade regional”, completa o coordenador.

Mais do que receber uma nova exposição, o espaço busca estabelecer uma ponte entre arte, ciência e sociedade, mostrando que popularizar o conhecimento também significa encontrar novas linguagens para contar as histórias da biodiversidade amazônica.

Projeto Arraias do Bosque

O projeto é coordenado pelo pesquisador Lucas Castanhola Dias, docente dedicado ao estudo da biologia e toxinologia de arraias amazônicas. Sua trajetória científica inclui pesquisas sobre a estrutura dos ferrões, produção e ação das toxinas e respostas biológicas associadas ao envenenamento.

No projeto, esse conhecimento acumulado é levado para além dos laboratórios e publicações científicas, transformando resultados de pesquisa em conteúdos acessíveis à sociedade.

*Com informações do INPA

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