Projeto estrutura seis núcleos para fortalecimento da sociobioeconomia na Amazônia

Iniciativa coordenada pelo MMA, implementada pela FAS e financiada pelo governo alemão por meio do KfW reúne redes e organizações para ampliar assistência técnica e outros serviços voltados aos negócios da sociobiodiversidade

Homem segurando um paneiro e despejando castanhas em cima de uma mesa. Foto: Michael Dantas

Seis Núcleos de Desenvolvimento da Sociobioeconomia estão sendo estruturados na Amazônia para articular organizações e serviços voltados ao fortalecimento de negócios e cadeias produtivas da sociobiodiversidade. A iniciativa é coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), implementada pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS) e financiada pelo governo alemão, por meio do Banco Alemão de Desenvolvimento (KfW).

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O projeto é voltado ao fortalecimento de organizações, negócios e cadeias produtivas baseadas no uso sustentável da biodiversidade e busca ampliar o acesso a serviços relacionados ao desenvolvimento da sociobioeconomia nos territórios amazônicos.

Projeto estrutura seis Núcleos para fortalecimento da sociobioeconomia na Amazônia
Comunidade em área de preservação ambiental. Foto: Rodolfo Pongelupe/FAS

Leia também: Redes amazônicas avançam na implementação dos Núcleos de Desenvolvimento da Sociobioeconomia

Os Núcleos de Desenvolvimento da Sociobioeconomia serão implantados nos territórios:

  • de Altamira, Portel e Salgado-Bragantino, no Pará;
  • Macapá, no Amapá;
  • Juruá-Tefé, no Amazonas;
  • e Rio Branco-Brasileia, no Acre.

A implementação envolve atividades técnicas e administrativas relacionadas à estruturação e operacionalização da iniciativa. Representantes das instituições envolvidas no projeto estiveram nesta terça-feira (8), em Brasília, para assinatura dos contratos de cooperação financeira entre a FAS e as redes.

Para a implementação dos seis núcleos, foram selecionadas por edital redes multi-institucionais formadas por organizações com atuação nos territórios. Elas reúnem organizações da sociedade civil, associações, cooperativas, empreendimentos da sociobioeconomia, instituições de ensino e pesquisa, organizações de assistência técnica e outros atores locais.

Cada núcleo irá receber R$ 11,7 milhões para desenvolver atividades relacionadas à assistência técnica, formação, inovação, gestão, acesso a crédito, comunicação, fortalecimento produtivo e comercialização. O edital dos seis núcleos prevê investimento total de R$ 70,2 milhões.

Segundo o superintendente-geral da Fundação Amazônia Sustentável, Virgilio Viana, a FAS antecipou, com recursos institucionais que agora serão reembolsados, etapas preparatórias necessárias à implementação do projeto, incluindo a preparação dos editais, atividades de mobilização e visitas aos territórios.

Serviços articulados nos territórios

Os núcleos funcionarão como arranjos territoriais destinados a articular serviços e instituições que atuam no desenvolvimento da sociobioeconomia. A proposta é conectar organizações comunitárias e empreendimentos locais a assistência técnica, qualificação profissional, inovação, gestão, crédito e mercados.

As atividades poderão abranger diferentes cadeias da sociobiodiversidade presentes nos territórios, considerando suas características produtivas, sociais e ambientais. Entre as organizações envolvidas está a Rede TSBio Portel. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Portel e representante da Rede, Robson Gonçalves Machado, destaca que a iniciativa está relacionada ao fortalecimento das comunidades tradicionais e ao desenvolvimento de atividades econômicas associadas ao uso sustentável da floresta.

A estruturação dos núcleos é realizada no âmbito do Prospera Sociobio, programa do Governo Federal coordenado pelo MMA e voltado ao fortalecimento da sociobioeconomia por meio da articulação de políticas públicas, instrumentos de apoio e iniciativas territoriais.

Apoio a coletivos da sociobioeconomia

Além dos seis núcleos, o projeto contempla o apoio a Coletivos da Sociobioeconomia na Amazônia Legal. O edital destinado a essas articulações selecionou cinco iniciativas, com previsão de até R$ 500 mil para cada projeto.

Foto: Bianca Moreno/ ISA

Os coletivos reúnem organizações e atores que compartilham desafios e oportunidades relacionados a cadeias produtivas ou territórios. As atividades previstas incluem fortalecimento da governança, articulação entre organizações, intercâmbio de conhecimentos e construção de estratégias conjuntas.

Sobre o Projeto Sociobioeconomia na Amazônia

O Projeto Sociobioeconomia na Amazônia integra a cooperação financeira entre os governos do Brasil e da Alemanha. A iniciativa é financiada pelo governo alemão, por meio do Banco Alemão de Desenvolvimento (KfW), tem coordenação política do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e é implementada pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS).

* Com informações da Fundação Amazônia Sustentável.

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