Pan-Amazônia lidera missão ao porto peruano de Chancay e Canal do Panamá

De acordo com a Associação Pan-Amazônia, nova rota para a Ásia objetiva impactar a redução de custos de transporte e potencializar o crescimento das exportações do Norte e Centro-Oeste brasileiro.

Foto: Marcos Vicentti/Secom AC

Por Osíris M. Araújo da Silva – osirisasilva@gmail.com

Coordenada pela Associação Pan-Amazônia, empresários dos estados do Amazonas, Roraima e Rondônia integraram, no período de 16 a 21 de fevereiro, missão institucional objetivando conhecer projetos estratégicos de infraestrutura econômica na América do Sul, fortalecer relações institucionais e avaliar oportunidades comerciais, logísticas e de investimentos visando desenvolver laços de negócios entre Peru, Panamá e a região Norte do Brasil.

As atividades se iniciaram em Lima, capital peruana, onde a delegação foi recebida pela ministra do Comércio Exterior e Turismo do Peru, Teresa Mera, em reunião com a presença do vice-ministro de Comércio Exterior e Turismo e representantes de diversos órgãos governamentais e empresas privadas ligados à estrutura portuária e modais de transporte que operam desde a Ásia dando suporte à corrente de comércio estabelecida com países sul-americanos.

Foram realizadas apresentações técnicas abordando a infraestrutura logística peruana, o papel estratégico do país como eixo de conexão Ásia–América do Sul, o potencial de integração comercial Peru/ Brasil e as oportunidades específicas para a região Norte brasileira relativamente ao estratégico corredor bioceânico Oeste amazônico/porto de Chancay.

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De acordo com o diretor executivo da Associação Pan-Amazônia, Belisário Arce, esta nova rota para a Ásia objetiva impactar significativamente a redução de custos de transporte e potencializar o crescimento das exportações do Norte e Centro-Oeste brasileiro, especialmente no tocante à produção de grãos dos estados do Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima.

Fatores que levaram a Associação a organizar e cumprir a agenda de trabalho nos dois países amigos, salientando-se os arrojados Porto de Chancay e o Canal do Panamá. Reunidos com o Embaixador do Brasil em Lima, Clemente Baena Soares, os empresários da Pan-Amazônia levantaram queixas reais, destacadamente sobre a burocracia excessiva e os entraves alfandegários que tanto prejudicam o fluxo de mercadorias na região. A integração física já existe, mas os “trâmites de papéis” precisam acelerar, salienta Arce.

A missão seguiu para a Cidade do Panamá e as Eclusas de Água Clara, onde se localiza o famoso Canal, que, em suma, compreende uma hidrovia artificial de 82 km edificada sobre o istmo do Panamá conectando os oceanos Atlântico e Pacífico. Um marco da engenharia mundial ao encurtar drasticamente viagens marítimas e, desta forma, eliminar o perigoso contorno do Cabo Horn, o ponto mais meridional do continente Sul-americano.

Crucial para o comércio global, a estrutura permite economizar tempo e custos, sendo uma das rotas mais importantes para o transporte de mercadorias entre a Ásia, as Américas e a Europa. Sua importância destaca-se, sobretudo, por ser vital ao comércio internacional, por onde passa cerca de 4% a 6% do comércio marítimo mundial; reduzir a longa e perigosa rota do Cabo Horn economizando milhares de milhas, tornando-se, enfim, cadeias de suprimentos fundamentais às rotas Ásia-Costa Leste dos EUA, Europa-América do Sul mais eficientes.

A delegação da Associação Pan-Amazônia em visita a Lima e Panamá City estava assim constituída:

  • Belisário Arce – Fundador e Diretor Executivo da Associação;
  • David Israel – empresário do setor de turismo;
  • João Luiz Oliva Pinto e esposa Antonia Oliva, empresários do setor de logística de transporte;
  • Adelso Neves – do setor de logística, transporte de carga terrestre e fluvial;
  • Diretor presidente da Fogás, Jaime Benchimol e esposa, Anne Benchimol;
  • Osiris M. Araújo da Silva, economista, do setor de agronegócios;
  • Adélio Barofaldi, CEO do grupo Rovema, de Rondônia, que atua nos setores de geração de energía, agronegócio, indústria, logística e transporte;
  • Germano Andrade – advogado tributarista;
  • Felipe Castro – produtor e transportador de soja em Roraima;
  • Phelippe Daou Júnior, CEO da Rede Amazônica, e sua esposa, Flávia Piva.

Leia também: Agro paraguaio impulsionado por capital brasileiro

Sobre o autor

Osíris M. Araújo da Silva é economista, escritor, membro do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA) e da Associação Comercial do Amazonas (ACA).

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

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