Saiba quem foi Tia Biló, homenageada da edição de 2025 do Ciclo do Marabaixo

Tia Biló, falecida em 2021 aos 96 anos. era uma das mais respeitadas mestras e precursoras do Marabaixo no Amapá.

Pioneira do marabaixo amapaense, Tia Biló morreu aos 96 anos. Foto: Gabriel Penha/Fundação Marabaixo

O Ciclo do Marabaixo 2025 iniciou no dia 19 de abril em sete barracões tradicionais na zona central e rural de Macapá. O evento cultural segue até o “domingo do Senhor”, após a celebração de Corpus Christi, no dia 22 de junho. Esta edição homenageia o centenário de Benedita Guilherma Ramos, a Tia Biló, matriarca do marabaixo do bairro Laguinho, falecida em 2021 aos 96 anos.

Tia Biló era uma das mais respeitadas mestras e precursoras do Marabaixo no Amapá. Nasceu em Macapá em 10 de fevereiro de 1925, filha de Januária Ramos e Julião Ramos, que marcaram a história do Marabaixo e da construção da cidade de Macapá.

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Foi precursora do primeiro grupo desse ritmo afro, a Associação Folclórica Raimundo Ladislau (fundada em 1988). Tia Biló foi grande entusiasta e divulgadora da cultura afrodescendente. Ela teve sete filhos, 16 netos e 20 bisnetos.

Foto: Gabriel Penha/Fundação Marabaixo

Ciclo do Marabaixo 2025

“Mais do que valorizar a cultura, é preciso fortalecê-la. Garantir o futuro passa por investir no presente da juventude, das crianças e também nos saberes dos mais velhos. É com esse compromisso que o Governo do Amapá está promovendo um grande fomento à cultura, destinados a 11 ações do Ciclo do Marabaixo 2025. Quem está levando o Marabaixo e o Amapá para o mundo somos nós”, expressou Josilana Santos, diretora-presidente da Fundação Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Feppir/Fundação Marabaixo), sobre as expectativas para a edição de 2025.

Josilana Santos ressaltou, ainda, que o Ciclo do Marabaixo é mais do que uma celebração cultural, é uma afirmação de identidade, resistência e memória do povo amapaense. A cada toque do tambor e a cada canto entoado, reafirmam as raízes e fortalecem suas histórias.

Leia também: Conheça história do Marabaixo, manifestação cultural ancestral do Amapá

“O Ciclo do Marabaixo é um dos períodos mais significativos do calendário cultural do Estado do Amapá. O Governo do Amapá fortalece essa tradição, garantindo fomento e investimentos para que ela não se perca com o tempo. Pelo contrário, que cresça, se renove e continue sendo motivo de orgulho para o povo amapaense. Essa manifestação cultural, marcada pelo som dos tambores e pela herança africana, não apenas conta um pouco, mas conta muito da história do nosso estado”, frisou Clícia Vieira Di Miceli, secretária de Estado da Cultura.

Para a edição deste ano, a organização anuncia diversas novidades. Entre elas, dois eventos esportivos: uma corrida de rua e um pedal que irão percorrer os barracões que realizam a festividade deste ano. Ainda estão previstos os lançamentos de uma cartilha, uma revista e um documentário sobre a cultura marabaixeira amapaense.

Leia também: Marabaixo é usado para ensinar a história afro-amapaense em escola no Amapá

Outra novidade, é a primeira edição do projeto ‘Marabaixando entre Versos e Ladrões pelas plataformas digitais: O cantar do Marabaixo, dos tradicionais barracões para o mundo’, uma iniciativa do Governo do Amapá que promoveu a gravação de 16 faixas de “ladrões” de Marabaixo, levando os cantos tradicionais para as principais plataformas de streaming, na internet, e ampliando seu alcance para além dos barracões e rodas culturais.

Durante os dois meses de celebração, diversos rituais são realizados, como a retirada dos mastros nas matas do quilombo do Curiaú, cortejos da murta, levantamento dos mastros, ladainhas, missas, entre outros momentos que marcam essa manifestação cultural.

Confira a programação completa AQUI.

*Com informações da Rede Amazônica AP e Agência Amapá

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