Prêmio Nobel já prestigiou algumas personalidades da Amazônia Internacional. Fotos: Reprodução
Quando o inventor, empreendedor e homem de negócios Alfred Nobel faleceu, seu testamento determinou que sua fortuna fosse utilizada para premiar “aqueles que, durante o ano anterior, tivessem conferido o maior benefício à humanidade”. Assim, nasceram os Prêmios Nobel, que reconhecem conquistas excepcionais nas áreas de Física, Química, Fisiologia ou Medicina, Literatura e Paz, os campos de maior envolvimento de Nobel em vida.
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Os primeiros prêmios foram entregues em 1901 e desde então se tornaram o reconhecimento mais prestigioso do mundo. Em 1969, foi criado um novo prêmio: o Prêmio Sveriges Riksbank em Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel, como parte da celebração dos 300 anos do banco central da Suécia. Todos os anos, em outubro, o mundo volta seus olhos para Estocolmo e Oslo, onde são anunciados os novos laureados.
Na Amazônia Internacional, região que abrange países como Venezuela, Colômbia, Brasil e Peru, diversas personalidades se destacaram por seus feitos notáveis e chegaram a conquistar o prêmio máximo da academia sueca.
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María Corina Machado – Prêmio Nobel da Paz 2025 (Venezuela)
A mais recente representante da Amazônia Internacional a receber um Nobel é María Corina Machado, da Venezuela, laureada com o Prêmio Nobel da Paz de 2025.
O Comitê Norueguês destacou Machado como um dos ‘exemplos extraordinários de coragem na América Latina’, por sua luta constante em defesa da democracia e dos direitos humanos em meio a um contexto político conturbado.
Sua atuação foi reconhecida como um símbolo de resistência e esperança para milhões de venezuelanos e latino-americanos.

Juan Manuel Santos – Prêmio Nobel da Paz 2016 (Colômbia)
O ex-presidente colombiano Juan Manuel Santos recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 2016 por seus esforços decisivos para encerrar mais de meio século de guerra civil na Colômbia.
Mesmo após a rejeição inicial do acordo de paz em referendo popular, Santos perseverou, revisou o tratado e garantiu sua implementação com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), demonstrando comprometimento com a reconciliação nacional.
O prêmio reconheceu sua dedicação em transformar um dos conflitos mais longos do mundo em um processo de reconstrução social e política.

Mario Vargas Llosa – Prêmio Nobel de Literatura 2010 (Peru)
O renomado escritor peruano Mario Vargas Llosa, um dos principais nomes do “boom” latino-americano, recebeu o Prêmio de Literatura em 2010.
A Academia Sueca destacou sua “cartografia de estruturas de poder e imagens incisivas da resistência, revolta e derrota do indivíduo”.
Nascido em 1936, em Arequipa (Peru), Vargas Llosa foi o primeiro latino-americano a vencer o Nobel desde Octavio Paz, em 1990. Sua vasta obra, marcada por romances como ‘A Casa Verde’ e ‘Conversa na Catedral’, influenciou gerações e consolidou seu nome entre os maiores escritores do século XX.
O autor faleceu em abril de 2025, deixando um legado literário de relevância mundial.

Gabriel García Márquez – Prêmio Nobel de Literatura 1982 (Colômbia)
O escritor colombiano Gabriel García Márquez foi laureado com o Prêmio de Literatura em 1982, em reconhecimento à totalidade de sua obra, que mescla o realismo mágico e o retrato social da América Latina.
A Academia destacou sua habilidade única em “combinar o fantástico e o real em um mundo ricamente composto de imaginação e humanidade”.
Seu romance ‘Cem Anos de Solidão’ se tornou um clássico universal e projetou a literatura latino-americana para o cenário global. García Márquez foi o quarto latino-americano a receber o Nobel, consolidando a Colômbia como um dos grandes polos culturais da região amazônica.

