‘Aurora Luzitana’: livro revela história dos portugueses maçônicos no Amazonas

Em mais de 400 páginas, com um exclusivo acervo de imagens, Abrahim Baze revela grande parte da história dos maçons lusitanos no Amazonas.

Com uma bibliografia de dezenas de obras que ajudam a contar diversos aspectos da história amazonense, o escritor, historiador e membro da Academia Amazonense de Letras (AAL), Abrahim Baze lançou o livro ‘Aurora Luzitana – A semente portuguesa no Amazonas‘. 

Em mais de 400 páginas, com um exclusivo acervo de imagens, Baze revela grande parte da história dos maçons lusitanos no estado. Ao Portal Amazônia, ele explica como se deu o processo de construção do livro.

“Há 26 anos eu escrevi o livro ‘Aurora Lusitana – os maçons lusitanos no Amazonas’. Mas eu confesso que não gostei desse livro. Ele, na época, teve muita influência de políticos importantes que tiveram interesse em fazer parte do livro. Bom, o livro saiu, mas não foi do meu agrado”, relembrou Baze.

No entanto, a situação mudou há cerca de dois anos, quando o escritor recebeu uma nova proposta.

“Fui procurado pelo venerável mestre Carlos Valente, um eminente advogado, jurista, que era venerável da loja na época. Ele disse que tinha interesse em fazer o livro [uma nova versão]. Eu fiz só uma exigência: faço um livro novo, não tiro uma segunda edição do existente porque não queria repetir o mesmo erro. E, naturalmente, ele levou ao conhecimento da loja, que aprovou. A partir daí nós começamos a trabalhar o novo livro”, detalhou.

A cronografia da loja maçônica Aurora Luzitana começa no final do século XIX, quando Abel Thompson de Quadras convida outros portugueses para um jantar em sua casa. No jantar, segundo Baze, ele despertou a ideia de criar uma loja para agregar os portugueses que estavam no Amazonas.

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Foto: Isabelle Lima/Portal Amazônia

“A Aurora, naquele início de caminhada, tinha um propósito: apenas iniciar maçonicamente portugueses. Porém isso foi até os anos 50, quando o Amazonas deixou de ter uma imigração massiva. A partir daí, eles passaram a receber seus descendentes, os luso-brasileiros. A partir dos anos 60, 70, eles naturalmente abriram as portas para brasileiros”, pontuou Abrahim.

Ao todo, existem 40 lojas maçônicas em todo o Amazonas, todas subordinadas à Grande Loja Maçônica do Amazonas (Glomam) e congregando-se entre si. 

“Todas as lojas maçônicas são filantrópicas, mas a Aurora tem isso como preocupação principal”, finalizou Abrahim Baze.

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