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Segunda, 06 Dezembro 2021

Como as competências humanas em transformar Soft Skills em Human Skills ajudarão a manter-se no mercado de trabalho? – Parte 1

Diariamente, tomamos conhecimento, através das mídias sociais ou dos portais de notícia, sobre a necessidade imediata das empresas em adotar o caminho da transformação digital. Esta tendência é defendida visando tornar as empresas cada vez mais eficientes.

Nesta jornada, saem de cena equipes inteiras e tudo passa a ser delineado por estratégias algorítmicas que, em suma, proporcionam uma gestão muito eficiente quanto à utilização dos recursos humanos, físicos e financeiros da organização.

Homem candidato a emprego de negócios competindo com robôs para uma entrevista de emprego. Shutterstock

A grande questão é quando algo inesperado acontece, pois o algoritmo não é capaz de prever quando um cliente fará uma reclamação ou quando seu negócio do dia para noite vai deixar de existir!

A eficiência do algoritmo é muito bem-vinda e funciona perfeitamente quando conseguimos prever do que iremos precisar. Porém, quando algo anormal surge, a dita "eficiência" mostra-se ineficiente e dispensável.

Incertezas

 A única certeza que temos é: em um mundo globalizado e altamente tecnológico - reconhecido como Sociedade 5.0 -, ter a capacidade de lidar com o inesperado será uma questão de sobrevivência tanto no âmbito pessoal quanto no profissional.

Por quê?

Porque, ao longo das últimas décadas, deixamos de ser uma sociedade complicada para nos tornarmos complexa, ou seja, os padrões que, até então, eram tidos como fundamentais, estão sendo transformados em uma velocidade muito mais rápida do que poderíamos imaginar.

Isso significa que detalhes, antes pequenos e sem tanta importância, estão transformando a nossa realidade e causando um grande impacto. Por isso, mais do que nunca devemos fazer uso das competências humanas.

Competências Humanas

As competências humanas representam a capacidade de mobilizar os diversos recursos para lidarmos com as mais distintas situações. Esses recursos, de forma bem simplificada, podem ser divididos em quatro categorias:

  1. Conhecimentos, habilidades ou atitudes;
  2. Capacidade de fazer analogia com experiências já vivenciadas para lidar com novas situações;
  3. Capacidade de raciocínio e pensamento crítico;
  4. Capacidade de aprendizagem contínua.

Com todas as incertezas que temos pela frente, fazer um bom uso destes quatro aspectos fará uma grande diferença, pois é inegável que, em algum momento no futuro, haverá outro colapso financeiro, mas não sabemos onde e quando.

Sabemos que a mudança climática é uma realidade, mas não é possível saber qual cidade inundará ou sofrerá estiagem. Paralelamente, sabemos que em um mundo globalizado nunca mais estaremos livres das pandemias, mas não se sabe quando será a próxima, quais serão os sintomas e quais tratamentos serão necessários.

Por isso que os governos e as organizações são surpreendidos quando, da noite para o dia, mudanças na moral social ou na cultura transformam hábitos de consumo antes normais em algo completamente fora de moda.

Assim como ocorreu com as sacolas plásticas, canudos e copos descartáveis etc. Você ainda usa copos e canudos de plástico? Se sim, é muito provável que fique um certo peso na consciência.

Soft Skills > Human Skills

As soft skills (habilidades comportamentais) são consideradas como características necessárias para que um profissional alcance os seus objetivos profissionais, ou seja, atingir algo no futuro estabelecido no passado.

Mas, como você vai concretizar algo planejado no passado em um futuro completo de incertezas?

O profissional e/ou empreendedor que desejar se manter ativo deve buscar desenvolver opções, se tornar robusto - assim como como abordamos na nossa coluna anterior sobre antifragilidade.

Em uma era imprevisível, alianças estratégicas, imaginação, experiências prévias, criatividade, coragem e integrar conhecimentos são grandes fontes de liberdade de escolha, resiliência e força.

E, para surpresa de muitos, estas são as human skills, ou no bom português, habilidades humanas. Então elas são a chave para um futuro de sucesso? Não, mas nos permitem ter uma capacidade ilimitada de adaptação, inventividade e variação.

Lembre-se: onde existe dilema, existe espaço para as competências humanas! Na próxima quinzena, vamos continuar abordando esse tema e a crescente dependência tecnológica.

Até breve.

Vitor Kurahayashi


Vitor Kurahayashi é Mentor, Diretor da Consultoria Hayashi, Diretor no grupo TravelCorp, professor em MBA nos cursos de Gerenciamento de Projetos e Gestão Estratégica de Negócios, atua como voluntário no Instituto Soka Amazonas e no Capítulo Amazônia do Project Management Institute (PMI-AM). Administrador pela Universidade Católica de Brasília – UCB, Master in Business Administration em Gerenciamento de Projetos pela FGV e em Gestão Estratégica de Negócios pela UCB; doutorando em Educação Superior pela Universidade Nacional de Rosario – UNR, na Argentina.

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