Eventos climáticos extremos tem mostrado que mesmo as pequenas ações, que parecem inofensivas, podem ter consequências gigantes. Em Rio Branco (AC), por exemplo, as cheias de rios tem se intensificado e até mesmo o menor foco de lixo nessas áreas pode se transformar em um problema maior neste período. Isso mostra a necessidade de cuidar melhor do meio ambiente e usar os recursos naturais de forma responsável.
E a educação ambiental é o que converte o conhecimento teórico em práticas sustentáveis, como reflorestamento, redução do uso de combustíveis fósseis e adoção de energias renováveis.
Esse é um dos objetivos do projeto Consciência Limpa, da Fundação Rede Amazônica (FRAM), realizado há mais de 20 anos. O projeto atua na promoção da educação ambiental, da reciclagem e da preservação dos recursos naturais na Amazônia e, este ano, retorna ao Acre para uma nova rodada de ações que incentivam a sustentabilidade.
Entre as ações educativas estão o Drive-thru ambiental, orientações sobre descarte correto de resíduos e serviços de cidadania. O projeto também inclui o plantio de mudas, contribuindo para a recuperação de áreas degradadas e para a valorização da biodiversidade local, com a participação da comunidade em atividades educativas. Tudo com foco na educação ambiental.
Modalidade vem atraindo aventureiros e impulsionando novas empresas, além de fortalecer a economia de comunidades ribeirinhas. Foto: Divulgação/Prefeitura de Santarém
Banhada por rios de águas doces e cristalinas, Santarém, no Pará, transforma a própria geografia num de seus principais ativos turísticos. Entre praias de areia clara, comunidades ribeirinhas e áreas de várzea, o município reúne condições naturais que favorecem atividades náuticas ao longo de todo o ano.
Nesse cenário, a canoagem havaiana vem ganhando espaço, com percursos emblemáticos como o Encontro das Águas, Igarapé-Açu, o Lago do Juá, a Praia de Alter do Chão e expedições pelos rios Arapiuns e Tapajós.
Além dos roteiros contemplativos, expedições de maior duração ampliam o fluxo de visitantes interessados em experiências imersivas na natureza.
O movimento acompanha o crescimento do turismo esportivo, segmento caracterizado por viagens motivadas pela prática de atividades físicas. Mais do que lazer, a modalidade contribui para fortalecer a imagem do destino, estimular pequenos empreendedores e dinamizar a economia, especialmente nas comunidades ribeirinhas.
Denis Renê fez do esporte um empreendimento. Foto: Divulgação/Prefeitura de Santarém
Entre os empreendedores do setor está Denis Renê, que desde 2022 dirige a Santarém VA’A. Segundo ele, a procura por atividades ao ar livre cresceu de forma significativa no período pós-pandemia.
“Eu já trabalhava com canoagem para outras pessoas e resolvi montar minha própria empresa. A demanda já era grande e, depois da pandemia, percebi que as pessoas passaram a buscar ainda mais atividades ao ar livre”, relata.
A ligação com o esporte começou em 2004, quando integrou o projeto social Navegar, do Governo Federal, voltado ao incentivo esportivo. Selecionado entre os quatro melhores atletas de Santarém, competiu em Belém e em São Domingos do Capim, município conhecido pela pororoca.
“Foi ali que me apaixonei definitivamente pelas águas e pelo esporte”, relembra.
A Santarém VA’A oferece passeios de canoagem às sextas, sábados, domingos e feriados, abertos a todos, inclusive iniciantes. Os roteiros incluem Igarapé-Açu, Lago do Juá, Encontro das Águas e Alter do Chão, sempre acompanhados por instrutor, com equipamentos de segurança e orientações prévias.
Os trajetos começam às 16h, permitindo contemplar o pôr do sol, ou podem ser realizados pela manhã, com valor médio de R$ 40 por pessoa.
Para este ano, estão programadas quatro expedições:
13 a 18 de julho – Rio Arapiuns
20 a 25 de julho – Rio Tapajós
30 de julho a 4 de agosto – Rio Tapajós
24 a 29 de agosto – Rio Arapiuns
Canoagem caracterizada por viagens motivadas pela prática de atividades físicas em contato com a natureza. Foto: Divulgação/Prefeitura de Santarém
As expedições têm duração média de seis dias e podem reunir até 30 participantes por grupo. O valor do pacote é informado mediante consulta. Interessados podem obter mais informações e realizar agendamento pelo WhatsApp (93) 99221-2384 ou pelo Instagram @santaremvaa.
Os pacotes incluem alimentação, hospedagem em redes no barco de apoio e equipe composta por cozinheiro, enfermeira e suporte técnico.
Durante o percurso, os participantes visitam comunidades ribeirinhas, conhecem atrativos turísticos e espaços de artesanato. À noite, a programação inclui piracaia e momentos de integração nas praias da região.
Para Denis Renê, a modalidade vai além do esporte: “É saúde, é contato com a natureza, é conhecer pessoas. Muita gente procura para aliviar o estresse e se desconectar da rotina”.
Passeio inclui toda uma equipe de apoio e segurança. Foto: Divulgação/Prefeitura de Santarém
Bióloga é apaixonada pela genética forense e utiliza o método no dia a dia para identificar crimes no ramo alimentício. Foto: Leilane Brito/Acervo pessoal
Apaixonada por ciências naturais desde o ensino médio, a bióloga e especialista em genética forense Leilane Brito usa o método para combater crimes ambientais da indústria alimentícia, principalmente a pesqueira. Com olhar especializado, a cientista aproveita a rotina diária para analisar peixes que são vendidos em supermercados e restaurantes de cidades do Pará, com intuito de identificar fraudes como comercialização de peixes diferentes do anunciado.
Leila, que também é discente de doutorado no Programa de Pós Gradução em Biologia Ambiental (PPBA) da Universidade Federal do Pará (UFPA), Campus Bragança, explica como nasceu a paixão pela genética forense.
“Quando iniciei o curso de Ciências Naturais na UFPA, tive a oportunidade de conhecer pesquisas de diversas áreas de conhecimento, estagiei em alguns laboratórios, também realizei algumas coletas de campo, até encontrar o que realmente me identifiquei: a genética”, explica a jovem pesquisadora.
Já identificada com a genética, Leilane começou a analisar peixes comercializados em estabelecimentos para apurar supostas fraudes alimentícias. De forma contextual, é como se um filé de peixe promocional anunciado como dourada fosse uma outra espécie de peixe com aparência semelhante.
“Quando se trata de peixes, a fraude pode gerar sérios prejuízos à sociedade em diversos âmbitos. Um deles é na saúde pública, quando um produto é rotulado com o nome de um peixe, mas é substituído por outro que pode conter substâncias que causam alergias ou que são tóxicas ao consumidor”, alerta a pesquisadora.
Além dos prejuízos à saúde pública, a jovem cientista também alerta sobre os prejuízos ambientais e os danos econômicos associados à fraude, sobretudo quando esta envolve peixes ameaçados de extinção.
“A troca de espécies dificulta a elaboração de políticas públicas eficientes para a conservação das espécies vulneráveis. E, geralmente, a maioria das substituições envolvem trocas de espécies mais caras por outras mais baratas, gerando lucros para as empresas em detrimento do consumidor”, acrescenta.
Por isso, Leilane almeja gerar tecnologias inovadoras com a sua pesquisa, que também funcionem como soluções para essa problemática. “Soluções como selos de autenticidade baseados em marcadores de DNA, para a autenticação e certificação de peixes de importância comercial no Norte do Brasil”, exemplifica a jovem.
Pesquisadora ganhou o Prêmio Cientista do Instituto de Estudos Costeiros/UFPA. Foto: Acervo pessoal
Os resultados preliminares da tese de doutorado de Leilane já renderam à estudiosa ótimos resultados, como o Prêmio Jovem Cientista do IECOS (Instituto de Estudos Costeiros/UFPA), premiação focada em reconhecer talentos em pesquisa e conservação de ecossistemas costeiros amazônicos, e publicações em revistas científicas internacionais de renome, como a Neotropical Ichthyology e PeerJ.
“Receber o prêmio foi gratificante, pois simboliza o reconhecimento de um longo trabalho de pesquisa”, assegura Leilane. “Antes de ingressar na Universidade, o mundo da pesquisa sempre me pareceu muito distante, e na verdade, não sabia que jovens podiam realizar trabalhos em laboratórios.”
Em paralelo à vida de pesquisadora, Leilane também deseja atuar como professora de Ciências Naturais no Ensino Fundamental, e espera conseguir inspirar outras jovens com a sua trajetória profissional.
“Quando as mulheres assumem espaços, elas ajudam a construir um cenário de representatividade na ciência, despertando o interesse de jovens estudantes que almejam ocupar diferentes espaços na sociedade. Ser pesquisadora e estar em papel de destaque quebra barreiras de desigualdade de gênero, estimula a permanência e avanço de outras mulheres e chama a atenção para outros temas anteriormente não percebidos pelo sexo oposto”, finalizou.
Alunos e professores do curso de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), campus de Rolim de Moura, participaram, em janeiro deste ano, da implantação de uma área experimental de silvicultura e melhoramento genético de espécies florestais nativas.
A ação foi desenvolvida em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Fundação Bezos Earth, e integra um projeto nacional de fomento à silvicultura de espécies nativas no Brasil.
Esta é a primeira unidade implementada em Rondônia, no município de Porto Velho, no âmbito da parceria. A área está localizada no entorno do reservatório da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio e contempla o plantio de oito espécies florestais nativas com potencial madeireiro.
Cada espécie ocupa um hectare, totalizando oito hectares. As árvores possuem identificação e controle das matrizes, o que permitirá estudos de crescimento e desempenho silvicultural.
A UNIR contribui com mão de obra qualificada, coordenação técnica, acompanhamento científico e atuação direta de docentes e estudantes nas atividades de implantação, manutenção e monitoramento da área, que será acompanhada pelo campus de Rolim de Moura.
Foto: Divulgação/Unir
Os trabalhos são desenvolvidos por alunos do curso de Engenharia Florestal vinculados ao Laboratório de Recuperação de Ecossistemas e Produção Florestal (REProFlor).
Participam diretamente da ação os discentes: Bruna de Lima Santos, Robson da Silva Ribeiro, Matheus Magalhães de Lima Bonfim, Daniel da Silva Lins e Iranildo de Andrade Almeida, sob coordenação da professora Kenia Quadros.
Além do plantio das mudas, o projeto inclui tratos silviculturais, adubação, poda, manejo e inventário florestal, todos com a atuação de estudantes da UNIR.
“As atividades contribuem para a formação prática dos alunos e para a geração de conhecimento aplicado à silvicultura de espécies nativas na região amazônica”, destaca a professora Kenia Quadros.
O projeto prevê a implantação de unidades experimentais em diferentes regiões do país, e a unidade de Rondônia se destaca pela forte atuação acadêmica e técnica da Universidade Federal.
Amazon Poranga Fashion inaugura hub no Centro de Bionegócios da Amazônia e apresenta projeções para 2026. — Foto: Divulgação
O Amazon Poranga Fashion (APF), movimento amazônico de moda autoral e economia criativa, inaugura no dia 28 de fevereiro, o Hub APF no Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA), em Manaus (AM). Durante a solenidade, também serão apresentadas as projeções e ações da iniciativa para 2026, além de novos projetos voltados ao fortalecimento de criadores e marcas da Amazônia.
A iniciativa marca um novo momento para a moda autoral amazonense, que passa a atuar de forma permanente dentro de um dos principais polos de bioeconomia e inovação da região Norte. A inauguração é às 18h30.
Foto: Divulgação/Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas
Para a idealizadora do projeto, Jessilda Furtado, a inauguração representa um avanço estrutural para o setor da economia criativa no estado.
“Estamos unindo moda, arte e cultura ao ecossistema de inovação, à bioeconomia e à economia criativa. Esse espaço simboliza a maturidade de um movimento que entende a Amazônia não apenas como inspiração estética, mas como território de conhecimento, tecnologia e desenvolvimento sustentável”, destacou.
Já o coordenador do projeto, Felipe Taveira, avalia que o novo espaço amplia a capacidade de articulação da moda amazônica com outros segmentos da economia criativa.
“O Hub APF nasce como uma plataforma de estruturação. A moda amazônica está em franco crescimento, mas toda cadeia econômica precisa de base sólida, métodos, infraestrutura e articulação. O que estamos construindo é um ambiente capaz de conectar criadores, indústria, pesquisa, tecnologia e investimento”, explicou.
A parceria com o Centro de Bionegócios da Amazônia reforça o diálogo entre criação, empreendedorismo e desenvolvimento sustentável.
Segundo o diretor-geral do CBA, Márcio Miranda, a presença do Amazon Poranga Fashion fortalece a conexão entre cultura e bioeconomia.
“O CBA atua como plataforma de integração entre ciência, tecnologia, indústria e novos modelos de negócios sustentáveis. Ao incorporar a moda autoral amazônica, fortalecemos cadeias produtivas baseadas na biodiversidade e estimulamos a geração de emprego e renda com identidade regional”, afirmou.
Exposição de moda
Como parte da programação, também será aberta a exposição “Corpo-Território: Amazônia Veste o Futuro”, que propõe uma reflexão sobre identidade, território e contemporaneidade a partir da moda produzida na Amazônia, conectando saberes tradicionais, design e tecnologia.
A mostra ficará em exposição até 5 de março, de segunda a sexta-feira, no CBA, com entrada gratuita, mediante cadastro na portaria.
Durante o evento, foram compartilhadas as experiências do Museu Kuahí, do Museu das Culturas Indígenas e da delegação da Guiana Francesa. Foto: Divulgação/Museu Kuahí
O Governo do Amapá concluiu, nesta quarta-feira (25), o segundo dia do Encontro de Cooperação entre Museus – ‘Oyapock, o rio que une’, realizado no Museu Kuahí, em Oiapoque. A iniciativa fortalece a cooperação institucional entre Brasil e Guiana Francesa, com foco na valorização das línguas e culturas indígenas da região de fronteira.
Participam do encontro a galeria Kuahí, vinculado à Secretaria de Estado da Cultura (Secult), o Museu da Língua Portuguesa e o Centro de Documentação de Línguas e Culturas Indígenas, reunindo ainda o Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo, a Coletividade Territorial da Guiana (CTG), a Coletânea das Culturas Indígenas e o Instituto Brasileiro de Museus.
A programação teve início na terça-feira (24), com apresentações institucionais e debates sobre as experiências das entidades participantes. Foram compartilhadas iniciativas do Museu Kuahí, do Museu das Culturas Indígenas e da delegação da Guiana Francesa, que apresentou o projeto do Musée des civilisations des peuples autochtones de Guyane.
Como desdobramento da “Declaração de São Paulo” (dezembro de 2025) e da “Declaração do Oiapoque” (setembro de 2025), os participantes elaboram uma proposta de cooperação que consolida compromissos e estabelece diretrizes para o plano de trabalho 2026-2027.
Entre os eixos prioritários estão o fortalecimento dos museus indígenas, a valorização e documentação das línguas e culturas originárias, a gestão de coleções e a formação de profissionais indígenas que atuam em museus.
Delegação da Guiana Francesa teve a oportunidade de visitar o acervo do Museu Kuahí. Foto: Divulgação/Museu Kuahí
Nesta quarta-feira, o segundo dia foi dedicado a oficinas e grupos de trabalho que avançaram na construção da proposta da “Residência Cruzada”, iniciativa que prevê intercâmbio técnico entre instituições dos dois territórios, com protagonismo indígena no processo de seleção. Também foram realizadas visitas técnicas ao acervo e ao banco de dados do Museu Kuahí, ampliando o compartilhamento de metodologias de documentação e preservação.
A gerente do Núcleo de Preservação Histórico da Secult, Flávia Souza, destacou a relevância estratégica do encontro para o estado.
“Este evento se alinha à nossa política cultural e às diretrizes governamentais, que visam fortalecer as relações transfronteiriças, inclusive com a Guiana. Ao promover o diálogo entre museus e comunidades fronteiriças, estamos consolidando uma agenda permanente de cooperação e valorização dos saberes indígenas”, ressaltou.
Foto: Divulgação/Museu Kuahí
A diretora do Museu Kuahí, Kássia Lod, enfatizou que o fortalecimento da cooperação internacional é fundamental para a valorização dos patrimônios linguísticos e culturais dos povos indígenas da região. Segundo ela, o encontro busca consolidar uma rede de museus comprometida com práticas colaborativas e interculturais.
Programação dos museus
A programação encerrou nesta quinta-feira (26), com visita ao polo universitário e à sede do Instituto Iepé, além de reunião técnico-científica voltada à ampliação das parcerias em pesquisa, linguística e antropologia, reforçando o compromisso do Governo do Amapá com a integração cultural e o protagonismo indígena na faixa de fronteira.
A educação ambiental vai muito além da sala de aula. O projeto Consciência Limpa, da Fundação Rede Amazônica (FRAM), é uma das ferramentas que mostram o quão importante é isso.
Em sua segunda edição no Acre, o evento leva imunização, negociação de dívidas e emissão de documentos, coleta de resíduos eletrônicos e óleo de cozinha, além de distribuição de mudas e outras atividades ao Lago do Amor, em Rio Branco, neste sábado (28), a partir das 15h.
A iniciativa conta com parcerias, como da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) para a distribuição de plantas, além da coleta de eletroeletrônicos, pilhas, baterias e óleo de cozinha usado para o descarte adequado.
O Drive-Thru de Resíduos vai permitir que a comunidade leve até o local materiais para descarte, que poderão ser entregues sem precisar sair do carro.
“A Ação Dia D integra educação ambiental, serviços comunitários e práticas sustentáveis com o objetivo de estreitar o vínculo entre a sociedade e a preservação do meio ambiente. Oferecer serviços gratuitos à população e facilitar o descarte adequado de resíduos é parte essencial desse compromisso coletivo”, complementou o coordenador do projeto, Matheus Aquino.
Serviços disponíveis
Atendimento jurídico (cível e previdenciário) com a OAB-AC;
Emissão de documentos e serviços sociais (Cadastro Único, alistamento militar, entre outros) com a OCA;
Atendimento ao público, negociações e orientações de segurança elétrica com a Energisa;
Testes rápidos, clínico geral e vacinação com apoio de unidades parceiras;
Atividades recreativas e educativas para públicos de todas as idades;
Espaços de orientação e capacitação sobre temas relacionados à sustentabilidade e ao consumo responsável;
Serviços do INSS;
Título Eleitor;
Cadastro de Microempreendedor Individual (MEI);
Agendamentos para retirar passaportes, para Receita Federal e Previdência Social;
Carteira Interestadual;
Atendimento no Procon-AC;
Serviço do Instituto de Identificação;
Atendimento a estrangeiros com autorização de residência;
Sesacre terá clínico geral, vacinação e teste rápido.;
Entre outros.
Lago do Amor recebe ações do Consciência Limpa em Rio Branco. Foto: Larissa Marinho
Com esses e outros serviços, o Consciência Limpa busca mudar hábitos na Amazônia por meio de educação, ações práticas e comunicação. A iniciativa reforça o compromisso com a sustentabilidade e com a melhoria da qualidade de vida da população.
Em dezembro do ano passado, na primeira edição do projeto no Acre, dezenas de estudantes e professores da Escola Dr. Pimentel Gomes participaram da ação social com diversos serviços de cidadania à comunidade promovido pelo projeto.
Além das oficinas, os moradores da comunidade puderam acompanhar palestras sobre preservação do Igarapé São Francisco, reciclagem e economia circular.
Marciele Albuquerque, cunhã-poranga do boi preto de Parintins. Foto: Bruno Melo/Idesam
A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) aprovou o Projeto de Lei 957/2025, de autoria do deputado estadual Wilker Barreto (Mobiliza), que concede o título de Cidadã Amazonense à Cunhã-Poranga do Boi-Bumbá Caprichoso, Marciele Albuquerque, atual participante do Big Brother Brasil (BBB). A solicitação da honraria foi protocolada no dia 5 de novembro de 2025.
Durante a votação, realizada nesta quarta-feira (25), o parlamentar destacou as motivações que o levaram a apresentar o projeto.
“As razões que me trouxeram a apresentar o título de cidadã do Amazonas à Marciele foi em função de sua luta como ativista na defesa dos povos originários”, afirmou.
A entrega do título ocorrerá em reunião especial da Aleam, em data a ser definida pela Mesa Diretora.
Na justificativa, o deputado ressalta que a ativista natural de Juruti (PA) já é reconhecida nacional e internacionalmente como símbolo de força, beleza e ancestralidade da mulher amazônica, por seu título como cunhã-poranga do Caprichoso.
Sua trajetória ultrapassa os limites do Bumbódromo de Parintins e a consolida como uma das mais importantes vozes femininas da atualidade a projetar o nome do Amazonas em palcos e fóruns de relevância global.
Marciele Albuquerque em apresentação no Festival Folclórico de Parintins. Foto: Divulgação
Wilker também destacou a atuação da ‘Cunhã’ como ativista em defesa da Amazônia, com participação em eventos internacionais como a Climate Week NYC, a Youth4Climate e a COP29, levando a pauta ambiental e indígena do Amazonas para o centro do debate mundial.
Além da presença artística e política, Marciele também se destaca como empreendedora amazônida. Criadora da marca “Vai de Cunhã”, idealizada para promover o empoderamento feminino, a moda sustentável e a valorização da estética amazônica, ela consolida um modelo de liderança em que a mulher indígena é protagonista, criadora e agente de transformação econômica e social no Estado.
O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Amazonas (Fecomércio-AM), Aderson Frota, participa do programa Tarde de Notícias para comentar o tema “O fim da escala 6×1” e analisar os possíveis impactos da proposta sobre o setor de comércio e serviços. Durante a entrevista, o dirigente ressalta que qualquer mudança na jornada de trabalho precisa considerar a realidade econômica das empresas, especialmente em segmentos que operam com horários estendidos e elevada demanda por mão de obra.
Segundo Frota, o debate exige análise técnica e equilíbrio entre direitos trabalhistas e viabilidade econômica. Para ele, alterações estruturais na jornada podem impactar diretamente os custos operacionais, a manutenção dos postos de trabalho e a competitividade das empresas — sobretudo em estados como o Amazonas, onde o comércio exerce papel estratégico na economia regional.
“O comércio e os serviços funcionam com dinâmica própria e forte dependência de equipes operando em turnos contínuos. Qualquer mudança na jornada precisa considerar o impacto nos custos e na capacidade das empresas de manter empregos”, afirma.
Empregabilidade e sustentabilidade empresarial
Durante a entrevista, o presidente da Fecomércio-AM destaca que o setor é um dos maiores geradores de emprego do país e que medidas que elevem significativamente os custos podem provocar reflexos na contratação de trabalhadores ou no repasse de despesas ao consumidor.
Para Frota, o debate precisa envolver diálogo entre empresários, trabalhadores e poder público, sempre com base em dados econômicos consistentes e projeções responsáveis.
“A geração de empregos depende diretamente da sustentabilidade das empresas. Se os custos aumentam de forma abrupta, isso pode comprometer a capacidade de contratação e de manutenção dos postos de trabalho”, pontua.
Comércio como motor da economia regional
Aderson Frota enfatiza a importância do comércio e dos serviços para o desenvolvimento econômico do Amazonas, setor responsável por movimentar cadeias produtivas, gerar renda e sustentar milhares de famílias.
A Fecomércio-AM atua na defesa de um ambiente de negócios equilibrado, que estimule crescimento, segurança jurídica e estabilidade nas relações de trabalho. A entidade também participa de iniciativas voltadas ao fortalecimento empresarial e à qualificação profissional, contribuindo para a competitividade do setor no estado.
Ao abordar o fim da escala 6×1, Frota reforça que o tema precisa ser tratado com responsabilidade e visão econômica ampla, considerando seus impactos diretos sobre empresas, trabalhadores e consumidores.
Satélites captam poeira do Saara atravessando o Oceano Atlântico. Foto: Reprodução/Youtube-NASA Goddard
Para muitas pessoas tem sido uma novidade descobrir que a poeira do deserto do Saara chega até a Amazônia. Mas desde 2019 estudos apontam que aproximadamente 182.000 toneladas de poeira do Saara atravessam o oceano Atlântico até chegar à América e, consequentemente, à Amazônia.
Um estudo da NASA, divulgado pelo Portal Amazônia em 2021, feito pelo Goddard Space Flight Center, mediu a quantidade de areia que viaja pelo oceano Atlântico. Segundo os satélites da agência espacial, mais de 27 milhões de toneladas por ano, com cerca de 22 mil toneladas de fósforo, o que beneficia a Amazônia na nutrição das plantas.
“Todo o ecossistema da Amazônia depende do pó do Saara para reabastecer suas reservas de nutrientes perdidos”, afirmou o coordenador do estudo, Dr. Hongbin Yu, que coletou dados entre 2007 e 2013, na matéria divulgada na época.
Poeira do Saara na Amazônia não pode ser vista a olho nu
Esse fenômeno ocorre todos os anos e é detectado apenas por sensores, não sendo possível perceber a olho nu. Por conta disso, moradores de cidades como Macapá (AP), confundiram a neblina causada por umidade e baixa temperatura com poeira do deserto.
O meteorologista Jeferson Vilhena, do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa), explicou que o fenômeno visto pelos moradores não se trata da poeira, mas sim de neblina.
“A neblina ocorre por causa da alta umidade relativa do ar e da baixa temperatura. A poeira do Saara sempre chega, mas em quantidade muito pequena, imperceptível ao ser humano”, explicou.
Segundo Vilhena, o transporte dessas partículas é mais intenso durante o verão do hemisfério sul, quando a zona de convergência intertropical se desloca para o sul da linha do Equador. Esse movimento facilita a chegada até a Amazônia.
“Essas partículas são chamadas de higroscópicas, porque ajudam na formação de nuvens de chuva. Mas não formam uma nuvem visível, como se vê em imagens de desertos. O que aparece no céu do Amapá é neblina, não poeira”, reforçou.
De acordo com o Iepa, o transporte é feito por meio das nuvens e pode alcançar países da América do Sul, como Brasil, Guiana Francesa e Suriname. No entanto, o fenômeno só pode ser identificado por sensores específicos.
Meteorologista explicou que a poeira do deserto do Saara passa todo os anos pela América do Sul. Foto: Jeferson Vilhena
Transporte da poeira
Uma vez no ar, ela é capturada pelos Ventos Alísios, que sopram de leste para oeste, cruzando o Oceano Atlântico. Essa ‘pluma’ viaja a grandes altitudes, formando rios atmosféricos de sedimentos que podem ser vistos até do espaço.
Quando a poeira chega à bacia amazônica, ocorre um processo de deposição. Isso acontece de duas formas:
Deposição Seca: A poeira simplesmente assenta sobre as copas das árvores.
Deposição Úmida: As chuvas frequentes da região “lavam” o ar, trazendo a poeira para o solo.
As partículas viajam mais de 5 mil quilômetros do deserto africano até a floresta amazônica. Em episódios mais intensos, o céu na região Norte do Brasil pode ganhar tons mais opacos ou alaranjados.
A poeira que vem do Saara é rica em fósforo e ferro, o que contribui para a adubação da terra. No entanto, as partículas podem piorar a qualidade do ar em pequena escala.
Em 2015, a NASA divulgou um material já explicando o fenômeno:
*Com informações do Portal Amazônia; Inpa; e de Isadora Pereira, da Rede Amazônica AP