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Primeira edição do ‘Aleam Educa’ inicia preparação gratuita para o Enem

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Foto: Artur Gomes

A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) deu início, no último sábado, ao programa Aleam Educa, curso preparatório gratuito voltado a estudantes da rede pública estadual que irão prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A aula inaugural foi realizada no Auditório Belarmino Lins, sede da Aleam, das 8h às 12h, com foco em Língua Portuguesa e técnicas de redação.

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Idealizado pelo presidente da Aleam, deputado Roberto Cidade (União Brasil), o programa é fruto do Projeto de Resolução Legislativa (PRL) nº 66/2025 e tem como missão fortalecer a cidadania por meio da educação.

“A Assembleia está de portas abertas para receber os estudantes, contribuir com a formação desses jovens e fortalecer a educação em todo o Amazonas”, enfatizou o presidente da Aleam, que esteve presente na ação.

Além de preparar os alunos para as provas do Enem, que ocorrerão nos dias 9 e 16 de novembro, o Aleam Educa também promove valores como direitos humanos, ética, convivência democrática, diversidade étnico-racial e de gênero, responsabilidade social e segurança pública.

“Nesta primeira aula, participaram 215 estudantes, de quatro unidades públicas de ensino”, informou a coordenadora do programa, Adriana Pimentel, que destacou ainda o caráter inclusivo da iniciativa.

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A meta é atender 1,5 mil alunos até a data da primeira prova do Enem. “Sabemos que a prova é uma porta aberta para o ensino superior e para concursos públicos”, afirmou Pimentel, explicando que os encontros presenciais trabalharão conteúdos de redação e linguagem, com apresentação de dicas e reforço de aprendizado.

O próximo encontro ocorrerá no sábado, 11 de outubro, e reunirá estudantes do Colégio Brasileiro Pedro Silvestre, Escola Estadual Maria Amélia do Espírito Santo, Colégio Militar da Polícia Militar Pedro Câmara (CMPM VIII) e Escola Estadual Sant’Ana. As inscrições são realizadas pelas próprias escolas, com indicação da Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc-AM).

Cronograma do Aleam Educa

📅 11 de outubro – 8h às 12h

📅 18 de outubro – 8h às 12h

📅 1º de novembro – 8h às 12h (manhã) / 13h às 17h (tarde)

Senado aprova Belém como capital do Brasil durante a COP 30

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Foto: Reprodução/Estação das Docas

No próximo mês, o Brasil deve ter uma nova capital. Pelo menos, simbolicamente. É que o Senado aprovou, nessa terça-feira (7), um projeto de lei que transfere simbolicamente a capital do Brasil para Belém, durante a realização da COP 30, entre os dias 11 e 21 de novembro.

Leia também: Senado avalia que Belém seja a capital do Brasil durante a COP 30

A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas vai reunir líderes de vários países para discutir a crise climática global.

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imagem colorida de vista aérea da orla de belém, no pará
Foto: Reprodução/Agência Pará

O projeto é da deputada federal Duda Salabert, do PDT de Minas Gerais, prevê que, durante a COP30, os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário poderão se instalar em Belém.

Os atos e despachos do presidente Lula e dos ministros de Estado, assinados no período, também terão como registro a cidade de Belém.

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O senador Zequinha Marinho, do Podemos do Pará, defendeu a transferência simbólica da capital. Já o senador Eduardo Girão (Novo-CE) votou contra.

O projeto teve parecer favorável do senador Jader Barbalho (MDB-PA) e segue para sanção do presidente Lula.

*Com informações da Agência Brasil

Seis obras para conhecer o legado de Roberto Kahane

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O cineasta amazonense Roberto Kahane. Foto: Divulgação

O Amazonas perdeu, no início de outubro, uma de suas maiores referências no cinema brasileiro: Roberto Kahane. O documentarista, diretor e cineasta amazonense faleceu aos 77 anos em Manaus, deixando um legado inegável na cena cultural e cinematográfica do estado.

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Em meio às contribuições de Kahane, a principal foi a preservação da memória cultural e histórica da Amazônia. Conhecido por muitos como “o guardião da memória”, o cineasta é o dono de um acervo de filmes resgatados, negativos raros e imagens que retratam a história manauara entre os anos de 1940 e 1990, período que a cidade enfrentou diversas transformações políticas, sociais e econômicas.

Entre suas produções disponíveis na internet, muitas reforçam o papel fundamental de Roberto Kahane na conservação da identidade histórica e cultural do povo amazônico, bem como suas lutas e resistências. Como bem dizia Kahane:

“Uma sociedade que vira de costas para sua memória, ela não tem rosto”.

o cineasta amazonense roberto kahane

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Confira seis obras que fazem parte do legado de Kahane:

Igual a mim, igual a ti

Esta obra, de 1966, documenta a destruição da Cidade Flutuante, uma espécie de apêndice fluvial em Manaus, em 1965. Dirigido por Kahane e Felipe Lindoso, o filme aborda a remoção daquelas moradias, iniciativa encarada pelas elites locais como necessárias, do ponto de vista logístico, para uma cidade que abrigaria dois anos mais tarde a Zona Franca de Manaus. No entanto, a iniciativa foi considerada à época uma afronta ao modo de vida da população carente.

Um pintor amazonense

Também de 1966, este curta-metragem mostra um pouco da história de Hahnemann Bacelar (1948-1971), artista plástico, pintor e desenhista amazonense que marcou a arte e cultura local. Alguns de seus trabalhos artísticos, dos anos 1960, são mostrados na obra de Kahane.

1922 – A exposição da Independência

Com imagens de Silvino Santos, esta obra de 1970 mostra imagens da Exposição Internacional da Independência, evento que aconteceu entre os anos de 1922 e 1923 no Rio de Janeiro. Os registros foram recuperados e reconstituídos por Roberto Kahane.

O golpe tenentista de Ribeiro Júnior – O Filme

O documentário conta a história da Comuna de Manaus, movimento militar ocorrido em 1924 liderado pelo tenente Ribeiro Júnior, que depôs o governador do Amazonas, Rego Monteiro. Filmado por Silvino Santos, o pioneiro do cinema no Amazonas, as imagens foram resgatadas e recuperadas digitalmente por Kahane.

Teatro Amazonas

Com imagens raras, o documentário de 2005 aborda a história da construção do empreendimento e de seus personagens importantes que contribuíram para a obra fomentada pelo ciclo econômico da borracha.

Etelvina Garcia – A memória viva

Um dos seus últimos trabalhos, também de 2025, o documentário conta a trajetória de uma das maiores referências da história do Amazonas: a historiadora, jornalista e pesquisadora Etelvina Garcia, personagem icônica da identidade amazonense.

Parlamentar destaca a importância da ExpoPIM 4.0 para o futuro do PIM

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Foto: Daniel Santos

O deputado estadual Wilker Barreto (Mobiliza) participou, nesta segunda-feira (6/10), do lançamento da ExpoPIM 4.0 – Nova Indústria do Brasil, evento que busca conectar empresas, profissionais, estudantes e investidores em torno das novas tecnologias que vão marcar a transição do Polo Industrial de Manaus (PIM) rumo à Indústria 4.0. Wilker compôs a mesa de abertura representando a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) e na condição de presidente da Comissão de Indústria, Comércio e Zona Franca.

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Durante o evento, o parlamentar destacou que a exposição é um marco importante para preparar o modelo econômico da Zona Franca de Manaus para o futuro, garantindo que o Amazonas siga sendo protagonista do desenvolvimento nacional.

“Esse evento prepara o nosso modelo para o próximo salto, é inegável que a locomotiva do Amazonas continuará sendo por décadas esse modelo econômico. Eu fico feliz que a Suframa, juntamente com todo seu corpo técnico, com os empresários, com a classe política, esteja fazendo sua parte. Essa exposição vai permitir que a classe empresarial tenha as ferramentas necessárias, porque existe uma grande desinformação sobre isso e aqueles que têm a informação e são de fora das nossas fronteiras, não têm a coragem de propagar porque as questões econômicas ainda prevalecem mais que os interesses da república. Esse modelo econômico não é um modelo que beneficia apenas os que moram aqui nessa região, é um modelo que ajuda o país sobre os aspectos econômicos e ambientais”, afirmou.

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Indústria avançada

O superintendente da Zona Franca de Manaus, Bosco Saraiva, também reforçou o papel estratégico da exposição.

“Essa será a melhor feira de negócios que vai acontecer e vocês haverão de perguntar: ‘por que só em março?’. Exatamente porque até março nós vamos propagar através do Instituto Somar no mundo, que quem quiser ver o Polo Industrial de Manaus tem que estar aqui. O que nós queremos é que o investidor venha à ExpoPIM 4.0 sabendo que vai encontrar uma indústria avançada, que só quem visita as fábricas consegue perceber a pujança das fábricas instaladas no Polo Industrial de Manaus”, disse.

A ExpoPIM 4.0 busca posicionar o PIM como um polo estratégico para o futuro da indústria brasileira, alinhado às tendências globais, e reforçar o modelo sustentável da Zona Franca como um ativo de competitividade, inovação e preservação ambiental.

Professor de Boa Vista vence prêmio nacional com projeto Mandala Educativa

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O projeto “Mandala Educativa: Educando com Arte” conquistou o prêmio por integrar acolhimento, expressão e criatividade. Foto: Fernando Teixeira/PMBV

O poder transformador da arte ganhou destaque nacional com o reconhecimento do professor Claudinero Reis de Lima, da Escola Municipal Rujane Severiano dos Santos, vencedor da categoria Ensino Fundamental 1 do 26º Prêmio Arte na Escola Cidadã, o mais importante prêmio de arte-educação do país.

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O projeto “Mandala Educativa: Educando com Arte” conquistou o prêmio por integrar acolhimento, expressão e criatividade por meio da construção de mandalas com diferentes técnicas — pintura, colagem, recursos naturais, digitais e até mandalas humanas.

No dia 12 de novembro, o professor Claudinero estará em São Paulo para receber oficialmente o certificado e o prêmio de R$ 10 mil, além de participar da gravação de um documentário sobre o projeto. Mais do que uma atividade artística, a iniciativa nasceu como uma proposta de reconexão emocional dentro da sala de aula, promovendo calma, foco e cooperação entre os alunos.

Leia também: “Essa obra valorizou ainda mais nosso bairro”, afirma moradora do Laura Moreira

projeto mandala
As mandalas trabalham o senso estético dos alunos, além de contribuir em diversos fatores, como concentração, organização, dentre outros. Foto: Fernando Teixeira/PMBV

Um círculo que acolhe e ensina

A “Mandala Educativa” surgiu como resposta a uma necessidade concreta: melhorar o comportamento e o interesse dos alunos em uma turma desafiadora. Inspirado por estudos sobre o simbolismo das mandalas e seu efeito na concentração e na organização interior, o professor criou um ambiente em que cada traço e cor se tornou uma forma de escuta e expressão.

Durante cinco encontros, os alunos criaram mandalas com diferentes materiais — folhas, sementes, tintas, tablets e até os próprios corpos. A culminância do projeto aconteceu na quadra da escola, com uma grande mandala coletiva e uma roda de conversa em que as crianças compartilharam o que aprenderam e sentiram.

O resultado foi perceptível: alunos mais calmos, concentrados e conectados entre si. Segundo o professor, a arte ajudou a transformar o comportamento e o vínculo dentro da turma. “Os pais relatam que os filhos ficaram mais organizados e tranquilos em casa. Na escola, eles melhoraram a concentração e a coordenação motora. Além disso, ficamos mais próximos. Criamos um senso de coletividade muito bonito”, contou.

Claudinero também destacou o sentimento de orgulho ao ser premiado. “É gratificante ver o nosso trabalho reconhecido. Essa conquista mostra que estamos no caminho certo. O prêmio representa não só um incentivo financeiro, mas o reconhecimento de que a arte realmente transforma”, relatou.

“Os pais relatam que os filhos ficaram mais organizados e tranquilos em casa”, contou Claudinero, professor. Foto: Fernando Teixeira/PMBV

Aprendizado que faz diferença na rotina

Os alunos que participaram do projeto sentiram na prática o poder da arte como ferramenta de equilíbrio e expressão. Ayla Aragão, de 10 anos, conta que o projeto a ajudou a lidar melhor com as emoções.

“Achei muito legal e um jeito fácil de ‘desestressar’. A gente aprende a demonstrar sentimentos nas mandalas e a ficar mais tranquilo. Antes, a turma era bem bagunceira, mas com o projeto a gente ficou mais calmo e mais unido”, contou.

Para Adriel Aires, 11 anos, a mandala trouxe leveza e amizade. “A gente se diverte desenhando. Quando pinta, sente que tudo está bem. A parte que eu mais gostei foi a mandala humana, porque a gente brincou com os colegas e todo mundo ficou junto. Quem se sentia sozinho ganhou muitos amigos”, disse.

Já Yuliannys Veliz, 11 anos, descobriu um novo prazer em criar e pintar. “Eu amei fazer a mandala humana. Ficou linda, vista de cima. Desde que comecei a pintar mandalas, melhorei muito. Pinto melhor, com mais calma. Quando fico chateada, faço uma em casa e isso me deixa tranquila”, comentou.

Alunos vivenciaram na prática o poder transformador da arte como instrumento de equilíbrio, acolhimento e expressão no projeto. Foto: Fernando Teixeira/PMBV

O reconhecimento nacional da arte-educação

O Prêmio Arte na Escola Cidadã ocorre há 26 edições, sendo o principal reconhecimento brasileiro voltado a projetos de arte desenvolvidos em escolas públicas e privadas. Criado em parceria com a UNESCO, o prêmio destaca educadores que utilizam a arte como instrumento de transformação social e pedagógica.

Além do certificado e da premiação de R$ 10 mil, os arte-educadores vencedores têm seus projetos registrados em um documentário produzido pelo Instituto Arte na Escola, com exibição nacional.

Pesquisa ajuda a identificar perfil de turistas e romeiros do Círio de Nazaré 2025

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Foto: Marco Santos/Agência Pará

Com o objetivo de conhecer melhor as características, necessidades e motivações dos visitantes que participam da maior manifestação religiosa do Pará, a Secretaria de Estado de Turismo (Setur) iniciou, por meio do Observatório do Turismo Paraense, uma série de pesquisas durante o Círio de Nazaré 2025. A ação é realizada em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese-PA) e a Universidade Federal do Pará (UFPA).

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Entre os dias 8 e 12 de outubro, equipes estarão em pontos estratégicos de Belém, aplicando questionários com turistas e romeiros que participam da festividade. Ao todo, 44 pesquisadores irão aplicar 2.400 entrevistas, em locais de grande concentração de visitantes.

O secretário de Turismo do Pará, Eduardo Costa, destaca que as informações levantadas são estratégicas para o fortalecimento do turismo religioso no Estado:

“O Círio de Nazaré é um patrimônio cultural e espiritual do povo paraense, que movimenta milhares de visitantes e impacta fortemente a economia do Estado. Conhecer o perfil desses turistas e romeiros nos permite planejar melhor ações de acolhimento, infraestrutura e promoção turística, além de valorizar a fé e a identidade do nosso povo”.

Leia também: Círio de Nazaré recebe patrocínio inédito do Governo Federal: R$ 2 milhões

Duas pesquisas

A pesquisa ‘Perfil dos Turistas do Círio’ busca levantar dados sobre o número de visitantes de fora do Pará, os estados de origem das pessoas, tempo médio de permanência, gastos durante a estadia em Belém e o impacto econômico gerado para a economia local.

O estudo também investigará os principais meios de hospedagem utilizados — como hotéis, pousadas ou casas de amigos e parentes — e os atrativos turísticos mais visitados na capital paraense.

Já a pesquisa ‘Perfil dos Romeiros do Círio de Nazaré’ tem foco nos devotos que chegam a Belém a pé, de outros municípios. O levantamento busca compreender aspectos como o ponto de partida das caminhadas, o grau de envolvimento religioso, o formato das peregrinações (individual, em grupo ou familiar), a motivação para participar e a percepção sobre o acolhimento recebido ao longo do trajeto.

PESQUISA BUSCA ENTENDEER FLUXO DE ROMEIROS E TURISTAS DURANTE O CÍRIO EM BELÉM
Foto: Rogério Uchoa/Agência Pará

De acordo com o coordenador do Observatório do Turismo do Pará e Região Norte, Admilson Alcântara, a iniciativa envolve ampla articulação técnica. “Na quarta-feira (8), à noite, a partir das 18h, faremos o lançamento da pesquisa com as equipes do Observatório e do Dieese. São 22 pesquisadores para cada pesquisa, nas ruas de Belém, e um total de 2.400 questionários aplicados, com o apoio de parceiros como a UFPA e a Setur”.

“Será um trabalho importante para entendermos com profundidade o perfil dos peregrinos e dos turistas que participam do Círio”, explicou Admilson Alcântara, ao contar que as pesquisas já são realizadas há 20 anos e a parceria com o Dieese também completa este ano duas décadas de trabalho conjunto.

*Com informações da Setur-PA

COP30: ferramenta digital busca garantir direito territorial dos povos tradicionais no Brasil, afirma MPF

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Ilustração: Reprodução/MPF

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), uma das principais contribuições do ministério para o debate sobre justiça social e ambiental é o Projeto Territórios Vivos, desenvolvido a partir da necessidade de reconhecer direitos territoriais dos povos e comunidades tradicionais brasileiros. A iniciativa tem como principal objeto a Plataforma de Territórios Tradicionais (PTT), uma ferramenta digital criada para dar visibilidade e garantir a proteção dos territórios autodeclarados por essas populações. 

Lançada em 2019, a plataforma é um sistema que reúne dados sobre a localização e características dos territórios tradicionais, incluindo informações geográficas, vínculos identitários, histórico de ocupação, demandas, ameaças sofridas e formas de uso da terra.

Os cadastros são feitos pelas próprias comunidades e validados por um comitê técnico interinstitucional e por um conselho gestor formado majoritariamente por representantes das comunidades. Uma inovação que garante segurança, legitimidade e protagonismo às populações envolvidas. 

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“A Plataforma de Territórios Tradicionais é resultado de um esforço coletivo e permanente do MPF para assegurar que os povos e comunidades tradicionais sejam reconhecidos não apenas como beneficiários, mas como sujeitos ativos na formulação das políticas públicas que impactam seus modos de vida”, coordenadora da Câmara de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais do MPF, Eliana Torelly.

seringueiros fazem parte de povos tradicionais
Ilustração: Reprodução/MPF

As informações servem de base para a atuação do MPF na defesa desses povos e para a execução de políticas públicas voltadas a essas populações, baseadas na escuta e no respeito aos saberes tradicionais. Parte dos dados também pode ser acessada pelo público em geral. Hoje, mais de 400 territórios já estão cadastrados na plataforma, representando a diversidade dos biomas e das culturas tradicionais do Brasil.

O projeto é coordenado pela Câmara de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais (6CCR) do MPF, em parceria com o Conselho Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais (CNPCT) e a Agência Alemã de Cooperação Técnica para o Desenvolvimento Sustentável (GIZ). Também conta com o apoio técnico de diversas universidades, instituições de pesquisas e organizações da sociedade civil.

Leia também: Portal Amazônia responde: qual a diferença entre povos originários e povos tradicionais da Amazônia?

O território existe quando é ocupado e reconhecido por seu povo

A ferramenta foi criada após o MPF constatar que milhares de comunidades tradicionais – como indígenas, quilombolas, ciganos, ribeirinhos, quebradeiras de babaçu, entre outras –  permanecem invisíveis no processo de construção e execução das políticas públicas pelo Estado, mesmo preservando seus territórios há séculos. A proposta da plataforma parte de um princípio fundamental: o território tradicional é aquele reconhecido por seus próprios habitantes, ainda que o Estado brasileiro não o tenha oficialmente demarcado.

A iniciativa também reconhece a importância dos povos tradicionais para a preservação do meio ambiente ecologicamente equilibrado.

“Protegendo os territórios, protege-se a totalidade existencial dos povos e comunidades, incluídos os bens ambientais a partir dos quais essas comunidades se constituem como sujeitos coletivos particulares, portadores de modos de vida e de conhecimentos essenciais ao futuro sustentável de toda a humanidade”, explica o procurador da República e diretor-geral do projeto Territórios Vivos, Wilson Assis.

🌱💻 Saiba mais sobre a COP30 aqui

Confira a série de reportagens especiais sobre os 28 segmentos de povos e comunidades tradicionais formalmente reconhecidos pelo Decreto 8.750/2016.

*Com informações do MPF. Leia a matéria completa AQUI.

Portal Amazônia responde: como os peixes enxergam nas águas dos rios Negro e Solimões?

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Encontro das águas dos rios Negro e Solimões em Manaus. Foto: Janailton Falcão/Acervo Amazonastur

Quem já mergulhou nos rios amazônicos e tentou abrir os olhos debaixo d’água, com certeza se deparou com um cenário desfocado e de pouca visibilidade. Mas e os peixes? Como será que funciona a visão deles nas águas escuras e barrentas dos rios Negro e Solimões, respectivamente? Será que eles conseguem enxergar com mais facilidade?

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Para esclarecer essa dúvida, a equipe do Portal Amazônia conversou com o Dr. Luiz Peixoto, pesquisador adjunto no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e especialista em ictiologia (ramo da biologia que se dedica ao estudo dos peixes). Mas, antes da explicação técnica, é necessário entender o que é a visão.

Como funciona a visão humana?

A visão consiste num processo de captação de estímulos luminosos e formação de imagens através do cérebro, sendo os olhos os principais órgãos desse processo.

Quando a luz entra nos olhos, passa pela córnea, pupila e cristalino, que a foca na retina. Nela, células fotorreceptoras, chamadas cones e bastonetes, transformam essa luz em sinais elétricos, que são enviados ao cérebro pelo nervo óptico. O cérebro interpreta esses sinais e forma a imagem que você vê.

E como funciona a visão dos peixes?

Voltando à questão principal, Peixoto explica que a visão dos peixes funciona da mesma maneira que a dos seres humanos, mas adaptada ao meio aquático, e o que diferencia é a capacidade visual a partir das características dos diferentes ambientes aquáticos.

No caso das águas escuras do rio Negro e barrentas do Solimões, a visibilidade depende da quantidade de luz que penetra debaixo d’água e demais fatores como ação do vento, algas e partículas orgânicas suspensas.

“Os peixes conseguem enxergar em ambos os ambientes, tudo depende da disponibilidade de luz e quantidade de sedimento nas águas. Nos olhos dos peixes, os bastonetes são mais intensamente estimulados em ambientes de baixa luminosidade, dada a quantidade absurda de sedimentos como no Rio Solimões. Já os cones requerem luz mais brilhante, proporcionando assim a visão de cores. Portanto, a visão dos peixes é extremamente variável”, explicou o doutor.

Leia também: Conheça curiosidades sobre nove peixes da Amazônia

O especialista exemplifica que a capacidade visual de peixes populares da região amazônica – como tambaqui, pacu, bodó, entre outras espécies – se adapta em qualquer ambiente e se diferencia apenas por características físicas das mesmas.

“O olho do tambaqui em geral é o padrão comum de peixes, contudo, apresenta um estoque substancial de gordura coroidal, que é uma camada vascular e esponjosa do olho localizada entre a esclera – parte branca do olho – e a retina. As piabas normalmente ocupam igarapés, portanto, são mais dependentes de luz para enxergar melhor. Já o bodó tem uma íris que pode ser alterada de forma e tamanho e, hipoteticamente, essas alterações são funcionais para a camuflagem do olho no fundo dos rios e igarapés. Ou seja, além da função sensorial, o olho ajuda também na camuflagem”, reforça Luiz.

peixe tambaqui
Peixe tambaqui. Foto: Siglia Souza/Embrapa

Visão dos peixes x visão humana

O pesquisador destaca que, apesar de serem estruturalmente semelhantes aos vertebrados, os olhos dos peixes tem diferenças peculiares, como lentes esféricas e rígidas e a percepção de cores ultravioleta (UV). Os humanos, por exemplo, possuem apenas três tipos de cones para a visão das cores vermelho, verde e azul.

“De um modo geral, os olhos dos peixes são estruturalmente semelhantes aos de outros vertebrados. Em síntese, a luz perpassa a córnea e penetra no olho pela pupila. Existem espécies com visão focal a curta distância, outras a médias distâncias ou mistas. O que muda é a processo de focalização da imagem. Por exemplo, alguns peixes regulam a posição do olho para mais externamente ou internamente, diferente dos humanos, onde o foco é delimitado pela alteração do formato dos componentes do olho”, pontuou Peixoto.

Leia também: Saiba o significado dos nomes de peixes populares na Amazônia

Super-sentido?

Apesar de a visão ser um dos sentidos essenciais da vida humana, ela não é o principal meio de percepção do mundo utilizado pelos peixes. A linha lateral, como o nome diz, é um sistema sensorial localizado nos dois lados do animal, detecta movimentos e vibrações na água, como uma espécie de radar. Isso permite que os peixes detectem presas ou possíveis ameaças dentro da água.

“Alguns peixes utilizam a visão apenas como um sistema de percepção do meio de modo secundário devido a estruturas como a linha lateral ou a capacidade de perceber e produzir campos elétricos, no caso das tuviras”, revelou o ictiólogo.

Por tudo isso: sim, eles conseguem enxergar dentro dos rios amazônicos e dependem apenas de fatores externos e físicos relativos à luz para poder ver com clareza em seu próprio habitat. Já os humanos, é melhor pegar um óculos de mergulho e pular dentro do rio para imaginar a sensação da enxergar igual aos peixes.

*Por Dayson Valente, repórter do Portal Amazônia

Azeite de açaí é desenvolvido com tecnologia limpa no Pará

Professor Raul Carvalho, coordenador Labtecs. Foto: Bruno Cecim/Agência Pará

Pesquisadores do Laboratório de Tecnologia Supercrítica (Labtecs), da Universidade Federal do Pará (UFPA), sediado no Parque de Ciência e Tecnologia (PCT) Guamá, em Belém, desenvolveram um azeite extraído da polpa do açaí. A pesquisa, apoiada pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Profissional e Tecnológica (Sectet), utiliza tecnologia limpa e inovadora, que garante um produto de alta pureza, livre de solventes químicos e com preservação dos compostos bioativos da fruta.

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Rico em ácidos graxos mono e poli-insaturados — conhecidos como “gorduras boas” —, o azeite de açaí auxilia na saúde cardiovascular e no equilíbrio do metabolismo. A concentração de antioxidantes é cerca de 33 vezes superior à da uva, contribuindo para o controle do colesterol.

Além do uso culinário, especialmente em saladas e preparações frias, o produto tem potencial para a indústria cosmética, podendo ser incorporado em shampoos, cremes, hidratantes e sabonetes.

Leia também: Suco, azeite, insumo: diversidade sustentável do açaí é pesquisada no Pará

Valorização da bioeconomia 

O projeto também busca reduzir o descarte de resíduos na cadeia do açaí. Atualmente, cerca de 83% do fruto são eliminados após o consumo da polpa. Com o azeite, esse resíduo pode ser aproveitado, gerando novas oportunidades econômicas em torno de um dos principais produtos da sociobiodiversidade amazônica.

“O azeite de açaí é um exemplo de como a ciência pode agregar valor à biodiversidade amazônica. Utilizamos uma tecnologia limpa e inovadora, que garante um produto de alta pureza e grande potencial gastronômico e cosmético. Além de promover saúde, essa iniciativa contribui para a sustentabilidade da cadeia do açaí e fortalece a bioeconomia regional. Nosso foco agora é viabilizar a inserção do produto no mercado e ampliar seu impacto positivo na Amazônia”, destaca o professor Raul Costa, coordenador do Labtecs.

Açaí
Açaí é uma das frutas mais populares da Amazônia. Foto: Divulgação/Idam

O azeite é definido como o óleo obtido apenas por processos físicos, sem uso de solventes químicos, preservando as características naturais do fruto. Mais conhecido pelo azeite de oliva, o conceito também se aplica ao açaí quando extraído por prensagem mecânica ou tecnologia supercrítica, ambos métodos limpos.

Assim como o de oliva, o azeite de açaí pode ser classificado em virgem ou extra virgem, de acordo com sua acidez e pureza sensorial. No Brasil, o uso do termo “azeite” é regulamentado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A inovação utiliza dióxido de carbono em estado supercrítico, que combina características de gás e líquido, permitindo maior eficiência na extração de substâncias sem solventes tóxicos. Esse método é amplamente usado nas indústrias alimentícia, cosmética, farmacêutica e ambiental, inclusive para a descafeinação do café. Sua principal vantagem é preservar propriedades nutricionais e reduzir impactos ambientais.

Foto: Bruno Cecim/Agência Pará

Referência em inovação na Amazônia 

O Parque de Ciência e Tecnologia (PCT) Guamá é uma iniciativa do Governo do Pará, em parceria com a UFPA, Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) e gestão da Fundação Guamá. Localizado em Belém, o complexo é o primeiro parque tecnológico da região Norte e atua como um polo de estímulo à pesquisa aplicada, ao empreendedorismo e à sustentabilidade.

Atualmente, reúne mais de 90 empresas residentes e associadas, 17 laboratórios com mais de 400 pesquisadores, 44 patentes e uma escola técnica. O PCT integra redes nacionais e internacionais de inovação, consolidando o Pará no mapa da ciência e tecnologia mundial.

*Com informações do PCT Guamá

Setembro tem queda histórica nos focos de queimadas em Rondônia, informa governo

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Por conta das queimadas, em setembro de 2024 o céu de Rondônia estava cinza. Já em 2025, é possível contemplar um céu mais limpo. Fotos: Daiane Mendonça/Secom RO

Em setembro de 2024, Rondônia viveu um cenário marcado pela fumaça e pelos focos de calor acima da média histórica. Os céus, que deveriam ostentar sempre o azul, como descreve o hino estadual, ficaram cobertos pela névoa das queimadas. Os registros chegaram a índices de emergência, resultado direto da forte estiagem e déficit hídrico enfrentados no período.

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Já em setembro de 2025, o panorama se transformou. De acordo com a Sala de Situação do Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia (CBMRO) e da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Ambiental (Sedam), os focos de calor caíram de forma expressiva, com números próximos ou até abaixo dos mínimos históricos.

No mês de setembro, o acumulado de 2.840 focos representou uma redução de 87,7% do número de focos que já havia sido registrado no mesmo mês do ano passado. Nas Unidades de Conservação, a redução também foi significativa, reforçando o efeito das medidas de monitoramento e prevenção.

Leia também: Acre teve setembro com menor número de queimadas em duas décadas, diz Inpe

Queimadas em Porto Velho Foto Prefeitura de porto velho
Queimadas em Porto Velho. Foto: Reprodução/Prefeitura de Porto Velho

Integração no combate às queimadas

Para o governador de Rondônia Marcos Rocha, esse resultado é fruto das ações integradas do governo de Rondônia.

“Desde o início do ano estamos com operações do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil, da Sedam e de órgãos parceiros que serão sempre muito bem vindos para somar esforços”, salientou.

Com o céu mais limpo os portovelhenses conseguiram enxergar o fenômeno halo solar, no dia 24 de setembro. O fenômeno é formado quando a luz do Sol atravessa cristais de gelo hexagonais presentes em nuvens altas. Mas é necessário que o céu esteja limpo de nuvens baixas, permitindo que os cristais de gelo em nuvens altas sejam visíveis.

Halo solar em Porto Velho. Foto: Daiane Mendonça/Secom RO

Plataforma de monitoramento e tecnologias

Um exemplo de resultado positivo é o estudo que vem sendo feito pelo Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) que resultou em um painel que demonstra os resultados das ações do governo de Rondônia. O técnico do TCE-RO, ferramenta, que já está disponível na plataforma Mapbiomas deve trazer também dados por Unidades de Conservação”.

O comandante-geral do CBMRO reforça que “o uso de tecnologia de satélites de alta precisão, além de campanhas educativas junto às comunidades e produtores rurais. O investimento em prevenção refletiu em céus mais limpos, menor impacto ambiental e melhor qualidade de vida para a população”.

*Com informações do Governo de Rondônia