PIM registra faturamento de R$ 99,6 bilhões entre janeiro e maio de 2026. Foto: Foto: Divulgação/Suframa
O Polo Industrial de Manaus (PIM) faturou R$ 99,64 bilhões entre janeiro e maio de 2026. Em dólares, o valor chegou a US$ 19,26 bilhões. No mesmo período, o polo manteve média mensal de 130,6 mil empregos. As exportações do PIM alcançaram US$ 339,4 milhões nos cinco primeiros meses do ano. Só em maio, foram US$ 62,2 milhões.
O setor de Duas Rodas liderou o faturamento até maio, com 20,7% do total. Em seguida vieram Bens de Informática (20,6%), Eletroeletrônicos (16,2%) e Químicos (11%). Também tiveram participação relevante os segmentos de Termoplásticos (10,4%), Metalúrgicos (8,7%) e Mecânicos (6,4%).
Setor de Duas Rodas liderou o faturamento até maio do Polo Industrial de Manaus, com 20,7% do total. Foto: Reprodução/Acervo Rede Amazônica AM
Dados de produção do polo
O setor de Bebidas foi o que mais cresceu em faturamento no período. Na produção, o destaque foi para motocicletas, motonetas e ciclomotores, com mais de 1 milhão de unidades fabricadas. Os celulares somaram 5,08 milhões de aparelhos.
Os itens que registraram maior crescimento percentual de produção no período foram home theaters, com 20.349 unidades produzidas; lâminas e cartuchos, com 41.578.760 unidades produzidas; e aparelhos telefônicos (inclusive porteiros eletrônicos), com 126.150 unidades
Os produtos com maior crescimento na produção foram os home theaters (20,3 mil unidades), lâminas e cartuchos (41,5 milhões) e aparelhos telefônicos, incluindo porteiros eletrônicos (126,1 mil).
APA Jará receberá atividades do Um Dia No Parque. Foto: Daniel Govino/Imazon
A campanha nacional ‘Um Dia no Parque’ conta com atividades gratuitas em 36 unidades de conservação (UCs) da Amazônia em 2026, em oito estados: Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. A programação oficial acontece neste sábado e domingo (18 e 19 de julho), mas algumas localidades também promoverão ações em outras datas. Essa é a maior mobilização em prol das áreas protegidas do Brasil, que ocorre anualmente desde 2018 para promover a conscientização sobre a importância desses territórios.
Neste ano, por causa da Copa do Mundo, a campanha tem o tema “Campeão por Natureza”, destacando o Brasil como um dos países mais biodiversos do planeta. Além de desempenharem papel fundamental na regulação do clima, na proteção dos recursos hídricos e na manutenção dos modos de vida de povos indígenas e comunidades tradicionais, as áreas protegidas brasileiras impactam positivamente a economia e a saúde da população em todo o país.
“Com essa chamada, a edição de 2026 convida o público a torcer e participar de uma Amazônia mais conservada, reconhecendo que proteger esse patrimônio natural é um compromisso de todas as pessoas”, afirma o pesquisador Daniel Costa, do Imazon, uma das organizações articuladoras da campanha.
As atividades incluem trilhas interpretativas, observação de aves, oficinas, passeios, ações de educação ambiental e outras experiências voltadas ao contato com a natureza. A proposta é transformar as unidades de conservação em espaços de aprendizado, lazer e sensibilização.
Foto: Divulgação
Entre os estados amazônicos, o Pará concentra a maior agenda da edição deste ano, com ações distribuídas em 19 unidades de conservação, localizadas em 16 municípios.
O segundo lugar ficou com o Acre, que terá ações em seis territórios, de seis municípios. Amapá e Amazonas empatam em terceiro lugar, com atividades em dois territórios cada.
Descrição: a atividade consistirá em um passeio pelas trilhas e espaço público com um condutor, observando a avifauna e toda vida selvagem que aparecer
Público geral
Dificuldade leve
Levar água, protetor solar, calça comprida e sapato fechado. Binóculos e/ou câmeras fotográficas para quem tiver.
Mais informações: (68) 992171364
Floresta Estadual do Antimary
Município: Bujari e Sena Madureira
Atividade: vivência no Parque
Descrição: vivência com a natureza e conversa com moradores para imersão na floresta e na realidade social dos residentes do Parque
Levar material de higiene pessoal, garrafa d’água, protetor solar, calçado para trilha em terreno amazônico (bota leve e impermeável tipo “sete léguas”, por exemplo), capa de chuva e item para reposição de energia como barra de cereais
Mais informações: (68) 99960-4090
Área de Proteção Ambiental Lago do Amapá
Município: Rio Branco
Atividade: Visita ao lago do Amapá e passeio na trilha do lago
Atividade: observação do Rio Carabine, com trilha e observação de animais locais
Atividade: visita à árvores samaúmas, soltura de quelônios, trilhas e visita ao Rio Carabine
Reserva Extrativista do Médio Juruá
Município: Carauari
Atividade: visita à comunidade Nova Esperança
Descrição: haverá apresentações sobre o modo de vida da comunidade, o monitoramento da biodiversidade feito pelos comunitários, a saboaria artesanal da associação da comunidade e o trabalho do ICMBio e instituições parceiras.
Atividade fechada, destinada para crianças do ensino fundamental da cidade e seus responsáveis
Descrição: momento de reconexão interior em meio à floresta, com meditação guiada voltada à escuta do corpo, respiração e sintonia com o ambiente natural
Hora: 6h
Ponto de encontro: Fundação Ecológica Cristalino – Avenida Perimetral Oeste, nº 2001, Setor C
Aberta a participantes a partir dos 12 anos
Levar água, alimento, canga, toalha ou esteira para se sentar no chão, além roupa confortável
Descrição: caminhada, observação da flora e fauna, com o objetivo de ativar a percepção dos sons dos pássaros, vento, galhos e animais ao redor. Sentir o cheiro das plantas, contemplar os diversos tons de verde da natureza e muito mais.
Hora: 6h30
Ponto de encontro: Fundação Ecológica Cristalino – Avenida Perimetral Oeste, nº 2001, Setor C
Destinado ao público a partir dos 12 anos, menores de idade deverão estar acompanhados do responsável
Recomendado trazer água e alimento, além de vir com roupa de campo e calçado fechado
Descrição: uma atividade prática e criativa que ensina a construir mini ecossistemas autossustentáveis em recipientes de vidro. Durante a oficina, os participantes irão aprender sobre as camadas de drenagem, uso de carvão ativado, terra, musgos e plantas adequadas para a montagem do terrário, promovendo conscientização ambiental, conexão com a natureza e uma experiência terapêutica e educativa.
Hora: 8h
Ponto de encontro: Fundação Ecológica Cristalino – Avenida Perimetral Oeste nº 2001 Setor C
Destinado ao público a partir dos 12 anos, menores de idade deverão estar acompanhados do responsável
Atividade: trilha interpretativa em uma estrada de seringa, com informações sobre como extrair o látex das árvores e mostrando a importância de preservar a tradição. Além disso, abordar também a importância de ter uma unidade de conservação que mantenha essa tradição como fonte de renda e ao mesmo tempo cuidado da natureza
Local: Comunidade Nova Colônia
A atividade será fechada e limitada para um público específico
Roraima
Parque Nacional do Viruá
Município: Caracaraí
Atividade não divulgada
Local: acesso pela BR-174, saindo de Boa Vista. Seguir em direção a Caracaraí e acessar a entrada do parque conforme sinalização e orientações do ICMBio.
Tocantins
Parque Estadual do Cantão
Município: Caseara
Atividade: apresentação da unidade de conservação
Data: 18/07/2026
Hora: das 8h30 às 9h30
Público geral
Local: Centro de Visitantes, localizado na Sede Administrativa do Parque, o acesso principal é realizado pela rodovia no sentido Marianópolis do Tocantins – Caseara. Ao chegar ao portal de entrada do Parque, os visitantes encontrarão placas de identificação e sinalização indicando o caminho
15 pessoas por turma
As inscrições deverão ser realizadas previamente por e-mail ou presencialmente junto à administração da unidade de conservação
Gratuita
Atividade: visita ao Pier do Parque Estadual do Cantão
Descrição: durante a visita guiada, os participantes poderão conhecer os ambientes aquáticos da UC, realizar contemplação da paisagem natural e observar aspectos ecológicos característicos da região de encontro entre Cerrado e Amazônia
Data: 18/07/2026
Hora: das 9h30 às 11h
Público geral
15 pessoas por grupo
As inscrições deverão ser realizadas previamente por e-mail ou presencialmente junto à administração da unidade de conservação
Gratuita
Atividade: observação da fauna e flora
Descrição: os participantes poderão observar espécies típicas do Cerrado e da Amazônia, incluindo aves, mamíferos, répteis e vegetação nativa, promovendo sensibilização ambiental e valorização da biodiversidade local
Data: 19/07/2026
Hora: das 10h às 11h
Público geral
15 pessoas por grupo
As inscrições deverão ser realizadas previamente por e-mail ou presencialmente junto à administração da unidade de conservação
Gratuita
É preciso que os visitantes mantenham silêncio durante a observação da fauna e respeitem todas as normas ambientais
*O conteúdo foi originalmente publicado pelo Imazon
Caminhada histórica encerra temporada bovina do Garantido. Foto: Reprodução/Assessoria do Boi Garantido
Encerrando oficialmente a temporada bovina de 2026, a Associação Folclórica Boi-Bumbá Garantidorealiza todo 17 de julho, a tradicional Matança do Boi, momento que marca simbolicamente o fim do ciclo anual do boi vermelho e branco. O evento reúne torcedores, brincantes e artistas em Parintins (AM).
A programação da tradição herdada pelo criador do Garantido, Lindolfo Monteverde, começa com uma apresentação dos bois mirins Ana e Tupi para o público infantil, em 2026, com direito a distribuição gratuita de kits em um gesto de “esperança e renovação” da brincadeira de boi-bumbá para as futuras gerações, segundo a organização do boi.
Assim como na Ladainha, o Boi Garantido realiza uma caminhada pelas ruas da cidade, começando pela Baixa do São José ao som das suas toadas, até culminar na tradicional matança simbólica do boi.
Segundo a tradição, boi Garantido é lançado pelos vaqueiros e levado para o curral, onde é morto, encerrando os festejos da temporada bovina. Foto: Reprodução/Assessoria do Boi Bumbá Garantido
E o que é a Matança do Boi?
O ritual da Matança do Boi é uma encenação simbólica “carregada de fé, emoção e resistência cultural”, conforme descreve a associação folclórica, em que o boi percorre as ruas da Baixa para fugir dos vaqueiros, até ser laçado e levado de volta ao Curral, onde é morto, momento chamado de auto do boi.
De acordo com a tradição, a morte do boi simboliza o fim das apresentações do boi Garantido no ano, devendo ressuscitar no ano seguinte.
Durante a caminhada, o boi sai às ruas com os chifres enfeitados com palha de piririma, representando o boi fugitivo e camuflado na floresta. Segundo a família Monteverde, os enfeites relembram relatos de Lindolfo, o criador do boi, de que o Garantido tinha os chifres queimados e as palhas já estavam presas para facilitar a queimada.
Os vaqueiros perseguem e capturam o boi, laçando-o com cordas. Na dramatização, o boi é levado de volta para o curral, local em que o Pai Francisco encena a morte do boi, seguindo a tradicional narrativa.
Após a morte do Garantido, o boi só deve renascer no ano seguinte, tradição mantida até hoje pela família Monteverde e respeitada pela nação encarnada.
“A matança é uma tradição que vem desde o início do nosso boi. É quando a gente agradece, se despede da temporada com o coração cheio e se prepara para o que vem. É um momento forte, de fé, de saudade e de muita gratidão”, destacou Maria Monteverde, única filha viva do criador do Boi Garantido, Lindolfo Monteverde.
A Matança do Boi ocorre anualmente no dia 17 de julho, sempre um dia depois do arraial de Nossa Senhora do Carmo, padroeira de Parintins. Após a encenação, os moradores compartilham um banquete na Baixa da Xanda.
Diante da previsão do Super El Niño e do potencial aumento de prejuízos relacionados a eventos extremos no país, o agronegócio brasileiro precisa acelerar a adoção de boas práticas produtivas, ampliar a recuperação de áreas degradadas e fortalecer a adaptação climática, utilizando como instrumentos o crédito, o seguro rural e a assistência técnica.
O uso sustentável da terra, nesse sentido, é fundamental para preparar o campo para um cenário climático cada vez mais instável, defende a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura em um novo documento de propostas para os candidatos às eleições de 2026.
O alerta surge em um momento crítico, com uma nova análise da Administração Atmosférica e Oceânica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) indicando que há 81% de chances de o El Niño se tornar muito forte entre outubro e dezembro, o que deve ampliar a ocorrência de ondas de calor, secas e chuvas intensas.
Para a Coalizão Brasil, o cenário reforça a urgência de impulsionar da agenda a adaptação climática, focando em uma direção estratégica que reduza as vulnerabilidades do setor produtivo.
“A previsão de um El Niño deixa de ser apenas um alerta meteorológico para se tornar um chamado urgente à modernização das nossas políticas públicas para o campo”, alerta Leila Harfuch, membro do Grupo Estratégico da Coalizão e sócia-gerente da Agroicone.
“O fenômeno pressiona a agenda de adaptação climática, exigindo que o seguro e o crédito rural sejam atualizados para oferecer previsibilidade e proteger a renda do produtor diante de quebras de safra cada vez mais frequentes”, afirma. “Não podemos mais tratar eventos extremos como exceções; precisamos de um planejamento territorial robusto e da implementação célere do Código Florestal para reduzir as vulnerabilidades e garantir a segurança hídrica, energética, produtiva e alimentar do país”.
El Niño é um alerta
Além do fortalecimento do seguro e do crédito rural, as medidas prioritárias apresentadas pela Coalizão aos candidatos às eleições de 2026 incluem a expansão de tecnologias já consolidadas, como o plantio direto, o uso de bioinsumos e sistemas integrados, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), que recuperam a qualidade do solo e ampliam a capacidade de adaptação da produção.
“A resiliência da agropecuária brasileira depende do reconhecimento do uso sustentável da terra como um ativo econômico”, afirma Rodrigo Castro, membro do Grupo Estratégico da Coalizão e diretor de País da Fundação Solidaridad.
O documento da Coalizão também enfatiza a importância de considerar a conservação e o manejo adequado da terra como ativos econômicos concretos, e não temas apartados da agenda produtiva.
“É preciso produzir mais e melhor, o que passa obrigatoriamente pela adoção de práticas de agricultura regenerativa, de baixo carbono e de conservação do solo para criar resiliência diante da irregularidade climática. É importante ressaltar que a agropecuária brasileira contribui para a segurança alimentar de mais de 1 bilhão de pessoas no planeta; garantir a nossa capacidade de adaptação é assegurar o abastecimento de quase 20% da população mundial”, alerta Castro.
Para o especialista, ao acelerarmos a regularização ambiental e integrarmos a conservação da vegetação nativa aos sistemas produtivos, “não estamos apenas protegendo biomas, mas blindando a produtividade contra os efeitos do clima e garantindo a competitividade do Brasil no mercado global”, enfatiza.
Para acessar o documento com as propostas completas, clique aqui ou acesse o site oficial.
Atividade de preparação de selva ocorreu na cidade de Zanderij, no Suriname. Foto: Reprodução/CMA
No intuito de capacitar militares para operações em ambiente de selva, o Exército Brasileiro realizou, entre 4 a 8 de julho, o Programa de Treinamento em Operações na Selva na República do Suriname, país vizinho da América do Sul. Por meio da 22ª Brigada de Infantaria de Selva, a atividade reuniu participantes do Exército, da Marinha e da Polícia Militar do Suriname para essa especialização, juntamente com o Comando de Fronteira Amapá e 34º Batalhão de Infantaria de Selva.
As instruções foram realizadas na Base de Instrução Ayoko Kazerne, situada na cidade de Zanderij, e abordaram temas como o ambiente operacional amazônico, emprego de drones, orientação avançada, Atendimento Pré-Hospitalar Tático (APHT), tiro rápido básico, tiro avançado de combate, técnicas de ação imediata, infiltração orientada, movimento tático , técnicas de ação no objetivo, exploração tática de cena, além do planejamento e da condução de operações.
Atividade reuniu participantes do Exército, da Maria e da Polícia Militar do Suriname. Foto: Reprodução/CMA
Foto: Reprodução/CMA
O programa foi encerrado com uma cerimônia de entrega de certificados, presidida pelo Adido de Defesa, Naval e do Exército Brasileiro na República do Suriname. O evento contou com a participação do comandante do Exército Surinamês, Tenente-Coronel Menig, além de autoridades militares locais.
A atividade integra o programa regular de cooperação bilateral entre o Exército Brasileiro e as Forças Armadas do Suriname.
O Exército Brasileiro realiza a preparação de militares para operações em ambiente de selva no Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), localizado em Manaus (AM), desde 1966. A atividade tem duração de 12 semanas e os conhecimentos desenvolvidos são compartilhados por meio de intercâmbios com Forças Armadas de Nações Amigas, no contexto das atividades de diplomacia militar.
A formação é uma das especialidades mais reconhecidas internacionalmente do Exército Brasileiro. Desenvolvida com base na experiência adquirida ao longo de décadas de atuação na Amazônia, ela reúne conhecimentos sobre sobrevivência, mobilidade, logística, navegação, liderança e emprego de tecnologias em um ambiente operacional de elevada complexidade.
CIATox do HUGV registra aumento na procura por informações sobre o estireno e reforça quais medidas devem ser adotadas em caso de exposição. Foto: William Duarte/Rede Amazônica AM
O vazamento de estireno, registrado em Manaus (AM) no dia 15 de julho, elevou a procura da população por informações sobre os riscos da exposição à substância e as condutas adequadas diante da inalação do produto. Desde o episódio, o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox), que funciona no Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV-Ufam), da Rede HU Brasil, passou a registrar aumento no número de atendimentos por telefone.
O estireno é uma substância química utilizada na fabricação de plásticos e resinas. A inalação do produto pode causar irritação das vias respiratórias e dos olhos, além de provocar manifestações que variam conforme o tempo de exposição, a concentração no ambiente e as condições de saúde da pessoa.
Segundo a chefe da Unidade de Farmácia Clínica do HUGV, Sangely Mendonça, responsável pelo atendimento do CIATox, a maior parte das ligações recebidas pelo serviço na quinta-feira (16) é de pessoas que buscam informações para terceiros.
“As pessoas ligam para saber como orientar a família, colegas de trabalho e moradores de áreas próximas. A demanda realmente está bastante alta”, afirma.
Entre os sintomas mais relatados por quem procurou o serviço nas últimas horas estão o desconforto respiratório, que costuma surgir logo após a exposição, além de irritação nos olhos, no nariz e na garganta.
Medidas imediatas em caso de exposição ao estireno
De acordo com Sangely Mendonça, a primeira providência é interromper imediatamente a exposição ao produto.
“Ao perceber que está em uma área contaminada, a pessoa deve sair imediatamente do local e procurar um ambiente aberto e ventilado, onde não haja contato com a substância. Se estiver dentro de casa e tiver condições de ir para outro ambiente seguro, essa também é uma orientação importante”, explica.
Caso haja irritação nos olhos ou na pele, a recomendação é lavar a região com água corrente em abundância. Se as roupas tiverem sido expostas ao produto, recomenda-se retirá-las assim que possível para reduzir o contato.
A especialista destaca que alguns sinais exigem avaliação médica imediata. “Dificuldade para respirar, sensação intensa de falta de ar, desmaio e dor importante no peito são situações que requerem atendimento de urgência”, alerta.
O que não fazer em caso de exposição
Uma das recomendações é não recorrer à automedicação para aliviar sintomas respiratórios ou outros desconfortos sem avaliação de um profissional de saúde. Também não é indicado permanecer na área contaminada pelo estireno acreditando que os sintomas desaparecerão espontaneamente, já que a continuidade da exposição pode agravar o quadro.
Sobre o uso de máscaras, a especialista ressalta que os modelos convencionais não oferecem proteção contra gases tóxicos. “Existem equipamentos específicos utilizados em ambientes industriais, mas eles não fazem parte da rotina da população. Mesmo em ambiente hospitalar, a recomendação é utilizar equipamentos de proteção adequados quando disponíveis”, salienta. Também é importante não ignorar sintomas persistentes e procurar atendimento médico imediatamente.
Pessoas que apresentarem sintomas após a exposição ao estireno devem procurar uma unidade de saúde ou, em situações de urgência, acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192). O tratamento é direcionado às manifestações apresentadas pelo paciente.
“Não existe antídoto para essa substância. O tratamento é sintomático e de suporte, ou seja, depende dos sintomas apresentados pelo paciente. Se houver falta de ar ou desconforto respiratório persistente, é fundamental procurar um serviço de pronto atendimento para avaliação e, se necessário, realização de oxigenoterapia e outras medidas de suporte”, enfatiza.
Enquanto houver risco de exposição ao estireno, a população também deve acompanhar as informações divulgadas pelos órgãos responsáveis pela ocorrência. “É importante acompanhar as notícias para verificar quais regiões podem estar sendo atingidas, porque esse produto pode se dispersar para outras áreas. Assim, as pessoas conseguem evitar permanecer em locais onde a concentração ainda seja maior”, pontua Sangely.
Centro divulga cuidados em caso de exposição ao estireno. Foto: Divulgação/HUGV-Ufam
CIATox
O Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) funciona 24 horas por dia e presta atendimento à população e aos profissionais de saúde em casos de intoxicação e exposição a produtos químicos, medicamentos, animais peçonhentos e outras substâncias tóxicas.
Além do atendimento à população, o serviço oferece suporte técnico aos profissionais de saúde responsáveis pela condução desses casos. “Orientamos tanto a comunidade quanto os profissionais de saúde. Médicos que tenham dúvidas sobre o manejo desses pacientes também podem entrar em contato conosco para receber orientação técnica e acompanhamento”, finaliza a responsável pelo serviço.
O atendimento é realizado pelos telefones (92) 3305-4702 e 0800 722 6001.
Plano de Contingência
Na quinta, o Colegiado Executivo do HUGV-Uam reuniu-se para aprovar o plano de contingência para o enfrentamento a “Exposição Acidental a Gás Tóxico (Estireno)”. O documento visa estabelecer diretrizes para resposta rápida diante da escalada de contaminação ambiental por estireno, visando proteger pacientes, acompanhantes, trabalhadores e visitantes, assegurando a continuidade da assistência hospitalar e reduzindo os riscos decorrentes da exposição ao agente químico.
“A criação do Comitê de Crise e a aprovação do plano de contingência permitem que o hospital esteja preparado para responder de forma organizada e eficiente a eventuais situações de risco, garantindo a proteção dos nossos pacientes, acompanhantes, trabalhadores e demais usuários dos serviços do HUGV”, finalizou o superintendente em exercício do HUGV-Ufam, André Mourão.
Obras ampliam em 3 km a calçada e a ciclovia da Avenida Dom Aparecido. Foto: Jonathas Oliveira/PMBV
A Prefeitura de Boa Vista segue investindo na ampliação da mobilidade urbana. Desta vez, a Avenida Dom Aparecido, que liga os bairros João de Barro e Cidade Satélite recebe obras de construção de calçada e ciclovia, ampliando a infraestrutura do local em mais 3km de extensão.
A intervenção busca garantir mais acessibilidade, segurança e conforto para quem utiliza a via diariamente, além de melhorar a integração entre os dois bairros e promover um deslocamento mais seguro e eficiente para pedestres, ciclistas e motoristas.
De acordo com o secretário municipal adjunto de Mobilidade Urbana, Gino Falcão, a previsão é que os serviços sejam concluídos em agosto e trará diversos benefícios à aos moradores da região.
Intervenção garante mais acessibilidade, segurança e mobilidade entre os dois bairros. Foto: Jonathas Oliveira/PMBV
“Essa obra também fortalecerá a integração entre os bairros João de Barro e Cidade Satélite, facilitando o acesso da população a escolas, unidades de saúde, estabelecimentos comerciais e demais serviços públicos”, destacou o secretário.
Desde 2021, a Prefeitura já implantou 164 km de calçadas, distribuídos em mais de 310 trechos da cidade. Com a conclusão da ciclovia da Avenida Dom Aparecido, Boa Vista passará a contar com 50 km de malha cicloviária.
“É a melhor coisa que a prefeitura está fazendo, porque vou ter um espaço seguro para andar”, disse a moradora, Ana Cristina. Foto: Jonathas Oliveira/PMBV
Investimento fortalece acessibilidade e qualidade de vida da população
Ana Cristina Lira é moradora do bairro João de Barro. A bicicleta é o principal meio de transporte dela e da família. Por isso, ela comemora os investimentos em ciclovia, por onde passará a trafegar com mais segurança.
“Estou achando essa obra muito boa. Vai melhorar bastante o nosso deslocamento, porque eu e meu marido usamos a bicicleta todos os dias. Pela manhã, eu passo por esse trecho. É a melhor coisa que a prefeitura está fazendo, porque vou ter um espaço seguro para andar”, disse a moradora.
Praia, piscina ou igarapé? Em julho, as férias escolares e o calor chamam para pelo menos um desses destinos e as famílias planejam passeios e viagens com todos seus integrantes, incluindo os pets. Se a sua opção é levá-los junto ou deixá-los sob outra supervisão, saiba que os animais domésticos precisam de cuidados específicos para manter a saúde e o bem-estar durante o verão amazônico.
Segundo o relatório sobre o Estado do Clima Global 2025, da Organização Meteorológica Mundial (OMM), o clima da Terra está mais desequilibrado do que em qualquer outro momento da história.
Diante desse cenário, Adriano Braga Brasileiro de Alvarenga, docente da Faculdade de Medicina Veterinária do Instituto de Medicina Veterinária (IMV/UFPA Campus Castanhal) e especialista em Comportamento e Bem Estar Animal, explica que as temperaturas elevadas já atingem os animais, pois atrapalham a dissipação do calor corporal, causam desidratação, estresse térmico e insolação. Filhotes, idosos e obesos, os de pelagem escura ou densa, além daqueles com doenças cardíacas ou respiratórias estão entre os grupos mais vulneráveis.
Em caso de altas temperaturas, “o animal deve ser levado para um local fresco, receber resfriamento gradual com água fresca para permitir a termorregulação e ser encaminhado ao médico veterinário”, ressalta o professor.
Avaliar o consumo de nutrientes também é fundamental neste período. Adriano Alvarenga afirma que a alimentação não deve mudar, mas é essencial focar em alimentos frescos e evitar refeições pesadas nos horários mais quentes do dia. Certos animais podem reduzir o apetite durante o verão, desde que continuem bem hidratados e saudáveis.
Disponibilizar pontos de água limpa é útil para estimular a ingestão. O professor alerta que a hidratação reduz diversas patologias, entre elas, as urinárias. “Outra boa opção é implementar o enriquecimento sensorial com alimentos dentro de cubos de gelo, pois ocupa o tempo do animal e proporciona hidratação adicional ou indireta”, recomenda Adriano.
Animais domésticos precisam de atenção redobrada no período de calor mais intenso. Foto: Pedro Bentes
Animais podem sofrer com estresse e ansiedade durante viagens
O calor também acende um alerta para maior proliferação de pulgas, carrapatos e mosquitos. “Também são comuns dermatites e problemas gastrointestinais relacionados ao calor. A alta umidade do ar amazônico também pode favorecer doenças causadas por fungos”, reforça o especialista. É importante manter os animais domésticos em locais bem preservados e buscar protetores solares específicos, sobretudo para aqueles de pouca pelagem ou de cor clara.
Caso prefira aproveitar o verão passeando com os pets, priorize o início da manhã ou fim da tarde, um tempo de duração curto e em locais arborizados, pois a temperatura amena protege as patas de queimaduras. Já, se você estiver planejando uma viagem, é necessário considerar as condições prévias do animal como saúde, idade e temperamento, visto que algumas espécies sofrem com maior ansiedade e estresse.
Se esse for o caso do seu animal, talvez seja preferível deixá-lo com um cuidador de confiança ou hotel especializado. Para qualquer desses responsáveis, repasse informações como rotina, alimentação, medicamentos, comportamento, além de deixar seus contatos e do médico veterinário, além de orientações em caso de emergência.
Adriano Alvarenga destaca que o bem-estar animal é o fator decisivo. “Animais expostos pela primeira vez a um novo ambiente como o carro, podem apresentar comportamento aversivo, enjoo e até vômito. O ideal é expor o animal a pequenos passeios prévios para o organismo se adaptar”, recomenda o professor.
Por isso, destinos conhecidos como pet friendly, que possuam boa estrutura veterinária, com áreas de sombra ou que não exijam longos períodos de esforço e de exposição ao sol são as melhores opções.
Nos trajetos de carro, utilizar a caixa de transporte ou cinto de segurança apropriado é indispensável, além de paradas para hidratação e realização das necessidades fisiológicas, lembrando de nunca deixar seu pet sozinho no veículo. Já nas viagens em transportes maiores como aviões, o mais recomendado é seguir as normas da companhia e consultar o médico veterinário antes do embarque.
Mesmo com tantos detalhes, o professor enfatiza que esses cuidados são básicos para evitar desconfortos e tornar a experiência proveitosa para toda a família.
“Planeje a viagem com antecedência, mantenha a vacinação e controle de parasitas em dia, leve água, alimentação, medicamentos, documentos do animal e os objetos com os quais ele está acostumado, como pelúcias e bolas. O objetivo é garantir a segurança e uma experiência positiva para o pet, evitando que ele associe a viagem e a estímulos aversivos”, finaliza Alvarenga.
*O conteúdo foi originalmente publicado pelo Jornal Beira do Rio, da UFPA, edição 178, escrito por Karina Moraes
Conheça a cooperativa que ajudou a transformar o robusta amazônico em café premiado. Foto: Reprodução/LaCoop Amazônia
Durante muitos anos, o café robusta foi visto apenas como um grão comum, destinado principalmente à indústria. Em Rondônia, essa história começou a mudar quando agricultores familiares passaram a investir em qualidade, inovação e cooperativismo. Hoje, cafés produzidos por essas famílias conquistam prêmios, cruzam oceanos e chegam às xícaras de consumidores em países como Coreia do Sul, China, Alemanha e Espanha.
No centro dessa transformação está a Cooperativa dos Agricultores Familiares da Amazônia (LaCoop Amazônia), criada em 2017, quando um grupo de produtores percebeu que o café produzido na região tinha características únicas, mas enfrentava um desafio: comercializar microlotes de cafés especiais.
“A dificuldade que se tinha em comercializar microlotes de café fez com que reunissem um grupo de produtores e começasse a ideia de se criar uma organização que pudesse fazer isso por eles. Daí nasceu a Lacoop”, explica o diretor-presidente da cooperativa, Nildo Pereira.
Conheça a cooperativa que ajudou a transformar o robusta amazônico em café premiado. Foto: Janderson Dalazen
A partir da criação da cooperativa, os produtores passaram a trabalhar de forma coletiva para elevar o padrão dos cafés produzidos nas propriedades familiares. O foco deixou de ser apenas a produtividade e passou a incluir qualidade, sustentabilidade e agregação de valor ao produto.
Segundo Nildo Pereira, o diferencial do café produzido em Rondônia começa nas próprias características da Amazônia. O clima, a umidade e a nebulosidade influenciam o desenvolvimento dos grãos e ajudam a formar um perfil sensorial próprio, que hoje distingue o robusta amazônico no mercado de cafés especiais.
“Os cafés especiais na Amazônia e em Rondônia surgiram justamente pelo diferencial que é produzir na região amazônica, pelas características que esse produto tem em função de tudo que cerca a Amazônia, clima, nebulosidade, umidade. Tudo isso faz com que o café da Amazônia, o café de Rondônia e, em especial, o café robusto amazônico, o Matas de Rondônia, tenha características únicas”, disse.
Café Robusta Amazônico conquistou prêmios e chegou a mercados internacionais. Foto: Reprodução/LaCoop Amazônia
Além das condições naturais, a cooperativa passou a orientar os produtores sobre boas práticas de manejo, uso racional de agroquímicos e protocolos de produção voltados à qualidade e à sustentabilidade. A proposta, segundo o diretor, é buscar um equilíbrio entre produtividade, preservação ambiental e retorno financeiro para as famílias.
“A forma de produzir o que mudou foi, de fato, alguns cuidados culturais, alguns tratos culturais que vêm de encontro com a qualidade, o zelo pelo uso racional dos agroquímicos de forma que não viesse a interferir na qualidade do café”, explicou.
Qualidade que abriu mercados
O investimento na qualidade começou a refletir nos resultados. Ao longo dos últimos anos, cafés produzidos por cooperados passaram a conquistar espaço nos principais concursos de cafés especiais de Rondônia e abriram portas para novos mercados.
“Hoje 70% de todos os cafés premiados em Rondônia, de uma certa forma, são de pessoas diretamente envolvidas na Lacoop”, informou.
O reconhecimento também ajudou a ampliar a presença do robusta amazônico no mercado internacional. Os grãos produzidos pelos cooperados já foram exportados para países da Ásia e da Europa, enquanto o mercado brasileiro continua sendo o principal destino da produção.
“Os cafés da cooperativa já chegaram a mercados asiáticos, principalmente Coréia, China, além de países da Europa, Alemanha”, disse.
Conheça a cooperativa que ajudou a transformar o robusta amazônico em café premiado. Foto: Reprodução/LaCoop Amazônia
Mais do que reconhecimento, os prêmios também mudaram a forma como muitos produtores comercializam o café. Em vez de vender apenas o grão cru, parte dos cooperados passou a investir em marcas próprias e em todas as etapas de beneficiamento, agregando valor ao produto.
“Grande parte dos produtores premiados criaram as suas próprias marcas, estão fazendo o ciclo completo, torrando, moendo, empacotando e colocando nas grandes cafeterias Brasil afora”, informou.
Para Nildo Pereira, essa transformação é resultado de um trabalho construído ao longo dos últimos anos para mostrar que o robusta amazônico poderia ser reconhecido não apenas pela produtividade, mas também pela qualidade e pela identidade.
“Caracterizar o café produzido aqui como único, criar uma característica para ele, foi um diferencial, foi o que de fato fez com que hoje estivesse no nível que nós estamos”, explicou.
A Secretária Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos do Ministério da Justiça, Marta Machado, afirmou em conversa com o jornalista Welliton Lopes, no programa Entrevistas, do canal Amazon Sat, que o Governo Lula encontrou um “déficit de fiscalização” na Amazônia.
Ao comentar o tema, Marta Machado afirmou que o trabalho feito por ela e sua equipe encontrou problemas no combate ao crime organizado na região ao assumir a pasta e que isso também contribuiu para um cenário de necessidade de atenção do Governo Federal na região.
“A gente assume a gestão com um déficit muito sério de fiscalização, inclusive fiscalização ambiental na região da Amazônia e claro esse déficit de fiscalização foi um dos fatores que propiciou a entrada do crime organizado e a consolidação de algumas rotas ali importantes, principalmente as rotas dos rios amazônicos”, comenta.
Marta Machado afirmou ainda que a partir de 2023, o Governo Federal tomou decisões classificadas por ela como “acertadas” na região para endurecer o trabalho de fiscalização a crimes ambientais, tráfico de drogas e outros crimes.
“Então, em 2023, em uma ação muito acertada e urgente o Governo retoma as ações na Amazônia, inclusive com a inauguração do CCPI [Centro de Cooperação Policial Internacional], coordenado pela Polícia Federal com representantes de todos os países que compartilham a Amazônia. Então houve um foco muito acertado que já deu muito resultado em termos de situação do desmatamento, de toneladas de apreensão de drogas e agora a gente dá um passo além, integrado com esse programa, com um programa mais completo. Um programa que vê a segurança pública de uma maneiro integrada”.
A entrevista completa já está disponível no canal do Amazon Sat no Youtube: assista o programa completo AQUI.
‘Entrevistas’
O programa Entrevistas, do Amazon Sat, nasce com a proposta de aproximar os amazônidas das decisões tomadas em Brasília que impactam diretamente a região. Produzido pela sucursal do Grupo Rede Amazônica na capital federal, o programa aborda temas ligados à política, justiça, economia e meio ambiente, ouvindo representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de especialistas e formadores de opinião.
Apresentado pelo jornalista Welliton Lopes, que há mais de duas décadas acompanha pautas da Amazônia em Brasília, o programa pretende aprofundar debates e revelar os bastidores das decisões que influenciam a vida de mais de 30 milhões de pessoas na região amazônica. A atração também busca transformar assuntos técnicos e complexos em informações acessíveis ao público.
‘Entrevistas’ tem sempre um episódio inédito às terças-feiras, às 19h30, e conta com reexibições: quartas, às 9h; quintas, às 13h30; sextas, às 17h30; sábados, às 9h30; domingos, às 15h45; e segundas, às 19h30. Todos os horários seguem o fuso de Manaus/AM (GMT -4).