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Festival de Ópera do Theatro da Paz firma cooperação com ‘Corredor Norte-Sul de Ópera’

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Foto: Bruno Cecim/Agência Pará

O Festival de Ópera do Theatro da Paz , em Belém (PA), assinou, no dia 26 de maio, o termo de cooperação ‘Corredor Norte-Sul de Ópera’ com a Companhia de Ópera do Rio Grande do Sul para fortalecer o intercâmbio entre produções operísticas no país.

A cerimônia de assinatura contou com a presença do secretário de estado de cultura, Bruno Chagas; da diretora geral e de produção do XXV Festival de Ópera do Theatro da Paz, Nandressa Nunez; e do presidente da Companhia de Ópera do Rio Grande do Sul, Flávio Leite.

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Festival de Ópera do Theatro da Paz firma cooperação com Corredor Norte-Sul de Ópera
Nandressa Nunes assina o termo de cooperação. Ela é a diretora geral e de produção do Festival de Ópera do Theatro da Paz, que apresenta as óperas ‘Os Heróis’, ‘La Traviata’, ‘La Serva Padrona’, e a ópera moderna ‘Amazônia Motirô’. Foto: Bruno Cecim/ Agêncial Pará

O secretário de cultura do Pará, Bruno Chagas, destacou que a parceria é motivo de orgulho e oportunidade de circulação de obras operísticas pelo Brasil:

“Eu quero agradecer essa parceria com o Rio Grande do Sul. Para nós, é motivo de orgulho e honra termos essa possibilidade e estender cada vez mais essa prática, que há 25 anos preenche esta casa de espetáculos. O Theatro da Paz, inicialmente, foi feito para ser uma casa de ópera e ao longo do tempo passou a receber todas as manifestações culturais, passando a ser o símbolo da cidade de Belém”.

A cooperação busca ampliar a circulação de óperas entre as diferentes regiões do Brasil por meio da troca de montagens, figurinos, cenários, equipes técnicas e até temporadas completas de espetáculos. O primeiro passo dessa articulação é a circulação da ópera ‘Os Heróis’ para a temporada de ópera do Rio Grande do Sul.

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Foto: Bruno Cecim/Agêncial Pará

“É com imensa alegria que celebramos esse termo de cooperação histórico no nosso país e para os nossos dois Estados. É uma honra imensa, para todos nós, assinarmos esse termo, porque a cooperação é quem nos leva ainda mais longe do que estamos hoje em dia. O Pará tem esse festival maravilhoso há 25 anos e nós, no Rio Grande do Sul, apenas há quatro anos, temos a nossa companhia de ópera do Rio Grande do Sul, que está transformando a cena lírica do Rio Grande do Sul”, ressaltou Flávio Leite.

Além do fortalecimento cultural, o ‘Corredor Norte-Sul de Ópera’ também dialoga com a sustentabilidade das produções operísticas, criando parcerias que ajudam a reduzir custos e fortalecer a economia criativa envolvida na realização de uma ópera, movimentando diferentes profissionais da cadeia cultural.

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Foto: Bruno Cecim/ Agêncial Pará

Ópera inédita no Festival

Em seguida, o público assistiu a última récita da ópera ‘Os Heróis’, que fez sua estreia mundial nesta edição do Festival. A ópera é ambientada em Milão, em março de 1848, durante a dominação austríaca na Lombardia, e retrata conflitos familiares, amor, lealdade política e ideais revolucionários. A obra é uma composição do maestro paraense Meneleu Campos e a estreia foi no dia 22, no Festival de Ópera do Theatro da Paz.

*Com informações da Secult Pará

Pesquisa no Amazonas descobre novas espécies de sapos e bactéria na BR-319

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Foto: Divulgação/Arquivo pessoal dos pesquisadores André Luiz, Clarissa Rosa e William Magnusson

Pesquisadores do Amazonas descobriram duas novas espécies de sapos (Allobates sp. e Pristimantins sp.) e uma possível nova espécie de bactéria produtora de mucilagem (Mucilaginibacter sp.), que estão associadas às posturas de ovos de sapos ao longo da rodovia BR-319.

A pesquisa, feita no âmbito do Programa de Pesquisas Ecológicas de Longa Duração (Peld), conta com apoio do Governo do Amazonas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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O projeto intitulado Peld Sudoeste do Amazonas (PSAM) é desenvolvido por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e buscou compreender os processos ecossistêmicos, as interações biológicas e os impactos das atividades humanas sobre a biodiversidade no sudoeste da Amazônia.

Sapo Pristimantins sp. encontrado pelos pesquisadores. Fotos: Divulgação/Arquivo pessoal dos pesquisadores André Luiz, Clarissa Rosa e William Magnusson

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Entre os organismos encontrados, desde 2020, estão herbáceas, morcegos, fungos, formigas, borboletas, peixes, anfíbios, répteis, aves e insetos. Alguns grupos estudados encontrados no interflúvio Purus-Madeira estão passando por uma fase de testes inédita para identificação de espécies, por meio de tecnologias de baixo custo. Esse processo inclui o uso do equipamento NIR (Near Infrared Spectroscopy), que permite a identificação autônoma e precisa das espécies, tornando o processo taxonômico mais eficiente e ágil.

Os estudos foram realizados por meio de seis módulos Rapeld (Rapid Assessment of Biodiversity in Long-Term Ecological Research), distribuídos de forma perpendicular à rodovia BR-319, no Amazonas e em Rondônia, o que permitiu avaliar, com precisão, os efeitos da estrada sobre a fauna, a flora e as variáveis ambientais.

A pesquisa é coordenada pelo doutor em Ciências Biológicas William Ernest Magnusson, do Inpa, e amparada via Chamada Pública nº 021/2020, articulada pelo Confap, com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), CNPq, e a Fapeam.

Os resultados foram divulgados em 20 artigos publicados em periódicos científicos, 6 livros, 4 livros traduzidos em línguas de etnias indígenas Mura-Pirahã e Tupi-Kagwahiva, e 14 trabalhos apresentados em eventos científicos.

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Módulos de Rapeld

Os módulos de Rapeld são revisitados periodicamente por equipes multidisciplinares, que realizam coletas padronizadas e comparáveis a outras regiões da Amazônia e do Brasil. A metodologia garante análises em diferentes escalas espaciais e temporais.

“O intuito da pesquisa é compreender questões relacionadas às mudanças da biodiversidade ao longo do tempo, além de abordar temas mais acessíveis à pesquisa brasileira, como eventos de alteração no uso e cobertura da terra ou a delimitação da distribuição espacial de espécies. Essa capacidade de avaliar as mudanças da biodiversidade no tempo e no espaço é o que torna os Pelds tão importantes para a produção científica brasileira”, destacou William Magnusson.

Experimentos ecológicos

O projeto busca incorporar as comunidades locais das áreas onde é desenvolvido, promovendo o engajamento por meio do envolvimento de ajudantes que conhecem e compreendem a região. Além disso, contribui para a produção científica no interior do Amazonas.

Em 2024, foi conduzido um experimento com formigas para avaliar a atratividade do sódio. Os resultados foram transformados em artigos educativos que explicam o papel ecológico do sódio na nutrição mineral de espécies neotropicais, contribuindo para a popularização da ciência.

*Com informações da Fapeam

Amapá abre edital para doar 44 robôs que colhem açaí; saiba quem pode participar

Foto: Divulgação/ Governo do Amapá

O Governo do Amapá abriu edital para selecionar entidades sem fins lucrativos que atuam na cadeia produtiva do açaí e doar 44 robôs colhedores portáteis, chamados de Açaí-Bot. A iniciativa busca modernizar a produção, aumentar a segurança dos trabalhadores e fortalecer a agricultura familiar no estado.

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As inscrições são gratuitas e devem ser feitas presencialmente na sede da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em Macapá, até o dia 5 de junho de 2026. O resultado final está previsto para 26 de junho.

Podem participar associações, cooperativas e organizações da sociedade civil com pelo menos um ano de fundação ativa e atuação voltada ao extrativismo ou produção do fruto.

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Foto: Isadora Pereira/Arquivo/Rede Amazônica AP

Açaí-Bot

O Açaí-Bot é uma tecnologia registrada no Inpi e desenvolvida para a realidade local. O robô se locomove de forma autônoma pelo tronco do açaizeiro e realiza o corte seguro dos cachos, controlado remotamente por um operador em solo.

O kit inclui coletor mecanizado, controle remoto sem fio, carregador bivolt, sistema de energia fotovoltaico, bolsa impermeável e manual do operador.

Saiba mais: Açaí Bot: tecnologia robótica é usada no Amapá para agilizar produção do fruto

Segundo a secretária da SDR, Beatriz Barros, a tecnologia vai além da produtividade:

“Essa inovação protege vidas ao reduzir acidentes por queda, diminui o desperdício do fruto e abre espaço para mulheres no manejo, com capacitação técnica completa para os produtores”.

O projeto integra o programa Amapá Mais Produtivo e é fruto de convênio com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR).

*Por Josi Paixão, da Rede Amazônica AP

Boa Vista avança com recapeamento da Avenida Nazaré Filgueiras no Pintolândia

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Os investimentos de infraestrutura contemplam a via com 3,6 km de asfalto. Foto: Andrezza Mariot/PMBV

A Prefeitura de Boa Vista continua executando obras de infraestrutura urbana na capital, com o recapeamento de ruas e avenidas. As obras beneficiam principalmente as regiões mais afastadas do Centro. Nesta terça-feira, 26, as máquinas chegaram à avenida Nazaré Filgueiras, no bairro Pintolândia, contemplando 3,6 km de asfalto.

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A mudança na via já é perceptível para os moradores da região. Para o aposentado João Souza, que acompanhou muitas transformações ao longo de duas décadas, essa era a melhoria mais aguardada. “Vai ficar muito bom depois desse asfalto, pois valoriza mais os imóveis da gente. E melhora também o acesso ao meu comércio. Agora está mais fácil para o pessoal ‘encostar’ aqui”, disse.

Boa Vista avança com recapeamento da Avenida Nazaré Filgueiras no Pintolândia
“Vai ficar muito bom depois desse asfalto, pois valoriza mais os imóveis da gente”, disse o aposentado João Souza. Foto: Andrezza Mariot/PMBV

É importante destacar que a vida útil de uma pavimentação asfáltica varia conforme fatores como o volume de tráfego, as condições climáticas e a manutenção ao longo dos anos. Em média, o asfalto pode durar cerca de 15 anos em boas condições de uso.

Infraestrutura urbana e rural

De 2021 a 2026, a Prefeitura de Boa Vista implantou importantes serviços de infraestrutura urbana e rural, contemplando 75,60 km de pavimentação, 106,29 km de recapeamento e 9,89 km de terraplenagem.

Leia também: Patrulha da Chuva mantém limpeza urbana diária em Boa Vista

De 2021 a 2026, a prefeitura implantou 75,60 km de pavimentação, 106,29 km de recapeamento e 9,89 km de terraplenagem. Foto: Andrezza Mariot/PMBV

As ações também incluíram 60,05 km de obras de drenagem, a construção de 164,50 km de calçadas e a implantação de 229,43 km de meio-fio, contribuindo para a melhoria da mobilidade e da qualidade de vida da população.

Foram executados ainda 290,47 km de recuperação de estradas vicinais e 77,31 km de pavimentação de estradas, fortalecendo a infraestrutura de transporte e o acesso entre áreas urbanas e rurais.

Ufac participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia

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Pesquisa tem foco na zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia. Foto: Reprodução/Universidade Federal do Acre

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

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A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Saiba mais: Caça de paca na Amazônia ameaça saúde de comunidades tradicionais

Ufac participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia
Pesquisa tem foco na zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia. Foto: Reprodução/Universidade Federal do Acre

Pesquisa reforça necessidade de ações de vigilância em saúde na região

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo sobre zoonose reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

*Com informações da Universidade Federal do Acre

Projeto une forças para proteger a natureza em Madre de Dios, na Amazônia peruana

Acordo foca na preservação e saúde de comunidade indígena em Madre de Dios. Foto: Divulgação/IIAP

O Instituto de Pesquisas da Amazônia Peruana (IIAP), entidade vinculada ao Ministério do Meio Ambiente no Peru, e a comunidade indígena Bélgica assinaram um acordo-quadro de cooperação para a execução de projetos conjuntos de pesquisa científica, inovação e transferência de tecnologia em Madre de Dios.

A cerimônia de ativação do acordo ocorreu no auditório do IIAP, sede em Madre de Dios, com a presença do engenheiro Ronald Corvera Gomringer, diretor regional da instituição, e do Sr. Ilzon López Añez, presidente da comunidade Bélgica.

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Para Corvera, este acordo representa um marco na colaboração com as comunidades indígenas.

“O nosso objetivo é abordar os aspetos técnicos e desenvolver novas tecnologias em conjunto com as comunidades, para que tudo isto se traduza em desenvolvimento social, econômico e produtivo real em Madre de Dios”, afirmou.

O acordo, que tem validade de dois anos, prioriza três áreas de trabalho:

  • A primeira é o monitoramento participativo da qualidade da água e do crescimento das espécies de peixes. 
  • A segunda abrange ações de coleta de sementes, propagação e restauração de florestas andino-amazônicas.
  • A terceira inclui oficinas, estágios e apoio técnico direto para membros da comunidade.

Leia também: Madre de Dios, a ‘Capital da Biodiversidade’ do Peru

Apoio técnico para piscicultores em Madre de Dios

A bióloga Anaí Gonzales Flores , da equipe técnica do IIAP, explicou a importância desse acordo para os habitantes da região:

“Queremos que nossos piscicultores aprimorem suas habilidades e concentrem seus cultivos para melhorar sua qualidade de vida. Este acordo é um passo fundamental para que a comunidade sinta que tem profissionais à sua disposição”.

Foto: Divulgação/IIAP

Um dos aspectos relevantes dessa aliança é o apoio técnico a um projeto que busca validar a produção do peixe piracatinga (Calophysus macropterus) livre de mercúrio, uma iniciativa vital para a saúde dos habitantes da Amazônia. 

Especificamente, a área de Tahuamanu – onde se localiza a comunidade indígena de Bélgica – é uma das mais afetadas pela contaminação por mercúrio resultante da mineração informal.

Leia também: Mineração ilegal ameaça atividades sustentáveis de famílias na região Madre de Dios, na Amazônia peruana

Tecnologia moderna, conhecimento ancestral

Foto: Divulgação/IIAP

Nessa linha, Corvera lembrou que a missão do IIAP é gerar conhecimento que integre a tecnologia moderna com a sabedoria ancestral a serviço das sociedades amazônicas. 

Por sua vez, o representante da comunidade expressou o interesse de seu povo em cuidar do território em conjunto e garantir o uso sustentável de seus recursos.

Com este acordo, o IIAP e a comunidade indígena iniciam uma nova fase de trabalho colaborativo, respeitando a cultura local e a livre vontade da comunidade. “Este é um passo concreto rumo a uma Amazônia mais saudável, melhor aproveitada por seus habitantes”, afirmou a instituição.

*Com informações da Agência Andina

Desafios e soluções da mobilidade urbana na Amazônia são debatidos na TranspoAmazônia 2026

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Mobilidade urbana na região Norte ainda apresenta desafios logísticos. Foto: Robervaldo Rocha/CMM

O transporte de passageiros no Amazonas e em toda Região Norte ainda enfrenta diversos desafios logísticos singulares que impactam diretamente na circulação de pessoas e mercadorias. No intuito de discutir soluções para o melhoramento da mobilidade urbana na região, o assunto é um dos temas da TranspoAmazônia 2026, a Feira e Congresso Internacional de Transporte e Logística que chega a terceira edição entre os 27 a 29 de maio no Centro de Convenções Vasco Vasques, em Manaus (AM).

A pauta da mobilidade urbana visa colocar lideranças empresariais, personalidades políticas e representantes para o diálogo de novas abordagens e reposicionamento dentro dos projetos e ações futuras acerca mobilidade urbana na Amazônia.

Leia também: TranspoAmazônia 2026 projeta R$ 900 milhões em negócios e Manaus vira centro do mapa logístico das Américas

Foto: Divulgação/Seinfra

É o que conta o presidente da Federação das Empresas de Transportes Rodoviários da Região Norte (Fetranorte) e do Conselho Regional do SEST SENAT, Francisco Bezerra Júnior.

De acordo com o dirigente, a Amazônia Legal concentra 60% do território brasileiro e enfrenta desafios logísticos singulares, com impacto direto na circulação de pessoas e mercadorias. Ele ressalta, ainda, que o Brasil é fortemente dependente do modal rodoviário, responsável por 65% das cargas e 90% dos deslocamentos de passageiros no país.

“A logística se preocupa com toda a cadeia de movimentação de carga. Mas essa carga é produzida por pessoas que precisam ir para as fábricas, vendida por pessoas que têm que chegar ao comércio e consumida por pessoas que precisam se deslocar a esse comércio. Por isso, as dificuldades logísticas e o transporte de passageiros precisam ser discutidos como um todo, especialmente na Amazônia, onde, na região, temos rodovias em um número menor que os rios”, afirmou o especialista em transporte e mobilidade urbana da região Norte.

BR-319, a solução da mobilidade urbana terrestre

Principal ligação terrestre do Amazonas com Rondônia e o restante do país, a BR-319 é vista, segundo Bezerra, como a principal solução para desafogar a mobilidade urbana dos estados e que sua pavimentação, conciliada com a preservação ambiental deverão integrar os debates na TranspoAmazônia.

“Isso só muda com melhoria do transporte coletivo, com equipamentos mais modernos, mais segurança e melhor mobilidade. Mas isso exige investimento em infraestrutura. Nós vamos ter na TranspoAmazônia, a conversa logística de um modo amplo. Logística de carga e logística de pessoas, daí a importância essencial de uma feira como essa que, além de um ambiente físico de discussões, proporciona encontros e negócios”, ressaltou.

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Rodovia é vista como uma das principais soluções da mobilidade urbana na Amazônia
BR-319 é a principal ligação terrestre do Amazonas com Roraima e o restante do país. Foto: Divulgação/DNIT

TranspoAmazônia 2026

A TranspoAmazônia 2026 acontece entre os dias 27 a 29 de maio, no Centro de Convenções Vasco Vasques, em Manaus (AM), reunindo lideranças empresariais, autoridades públicas e especialistas para discutir soluções voltadas à infraestrutura, inovação e sustentabilidade.

Com expectativa de movimentar mais de R$ 900 milhões em negócios, o evento se consolida como o maior da Região Norte e um dos principais do setor no País e será promovido pela Federação das Empresas de Logística, Transporte e Agenciamento de Cargas da Amazônia (Fetramaz).

A presença de representantes de mais de 60 países foi confirmada, além de importantes players nacionais e internacionais, como a Câmara Interamericana de Transportes (CIT), a Confederação Nacional do Transporte (CNT) e a Associação Nacional de Transporte e Logística (NTC&Logística), além do Congresso Internacional de Transporte e Logística, que acontece paralelamente à feira.

*Com informações da assessoria

Sistema de fertirrigação de baixo custo para pequenos produtores é apresentado em Tocantins

Trabalho de acadêmicos da Unitins foi apresentado durante Vitrine Agrotecnológica. Foto: Divulgação/Unitins

Estudantes do 5° período de Tecnologia em Gestão do Agronegócio da Universidade Estadual de Tocantins (Unitins) apresentaram, durante a Feira de Tecnologia Agropecuária do Tocantins (Agrotins 2026), um sistema de fertirrigação artesanal de baixo custo voltado para pequenos produtores.

Sistema alternativo de fertirrigação. Foto: Reprodução/Unitins

O trabalho, realizado por acadêmicos do polo de Campos Lindos, é coordenado pela professora mestra, Sílvia Ferreira de Sá, do projeto TO Graduado. A docente afirmou que a inovação alternativa pode ser replicado para a agricultura familiar de pequenos produtores.

“Nesse ano nós trouxemos um sistema de fertilização para hortaliças. O que seria esse sistema? Sistema de fertilização usa o fertilizante com método de irrigação. Onde você vai agregar, pois ao utilizar a água na irrigação, a água já vai estar com adubo. É uma vantagem para o pequeno produtor, para a agricultura familiar. É um sistema barato para o pequeno produtor e de grande interesse. É para ele agregar bastante no seu dia a dia”, explica Sílvia.

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Para o acadêmico do 5° período de Gestão do Agronegócio, Cleuson Gomes, o sistema de fertirrigação traz simplicidade para as atividades dos agricultores em campo.

“O objetivo aqui é para mostrar principalmente para a agricultura familiar, o quanto é simples e fácil montar um sistema desse de fertirrigação para melhorar as atividades no campo. E através do injetor de abertura, é possível a gente injetar diretamente na produção, por meio de gotejamento ou com os aspersores”, explicou o estudante.

A pequena agricultura Iraci de Araújo Ribeiro assistiu atentamente a demonstração do sistema de fertirrigação artesanal e afirmou categoricamente que vai replicar o sistema.

“Eu achei nota 10. É realmente muito interessante e eu vou tentar fazer lá na minha chacrinha, localizada no município de Miracema. Eu moro aqui em Palmas mas, como eu já vou me aposentar, eu quero ir pra lá, morar lá. Eu vou guardar esse folheto com as instruções para eu fazer esse sistema”, finalizou.

Leia também: Nova técnica que quebra partículas da água e melhora a irrigação do café é desenvolvida em Cacoal

O que é fertirrigação?

Fertirrigação
Exemplo da técnica de Fertirrigação. Foto: Aegro

Fertirrigação é uma técnica de aplicação simultânea de fertilizantes e água, através de um sistema de irrigação.

É uma das maneiras mais eficientes e econômicas de aplicar fertilizante às plantas, principalmente em regiões de climas árido e semi-árido, pois aplicando-se os fertilizantes em menor quantidade por vez, mas com maior frequência, é possível manter um teor uniforme de nutrientes no solo durante o ciclo da cultura.

Dessa forma, aumentará a eficiência do uso de nutrientes pelas plantas e, consequentemente, a produtividade.

*Com informações da Unitins

MPF pede retirada de animais criados ilegalmente em reserva no Amapá

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Animais estão sendo criados ilegalmente na região do Lago Piratuba, no Leste do Amapá. Foto: Reprodução/Rede Amazônica AP

O Ministério Público Federal (MPF) acionou quatro pecuaristas para retirar bois e búfalos criados ilegalmente na Reserva Biológica do Lago Piratuba, na área Leste do Amapá, e no leito do Rio Araguari. A medida foi tomada após os criadores recusarem acordos para desocupar a área de forma voluntária.

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A reserva é alvo de discussões e fiscalizações há anos. Segundo o MPF, os animais ocupam a área de forma irregular, que pertence à União, e comprometem a preservação ambiental. Especialistas ambientais ouvidos pelo MPF também defendem a retirada.

O MPF informou que a ação foi movida após tentativas extrajudiciais. Dos 16 criadores identificados, nove assinaram Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) e se comprometeram a retirar mais de 8 mil animais. Outros três casos seguem em análise.

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Reserva Biológica do Lago Piratuba
Região tem 392 mil hectares e abrange os municípios de Amapá, Tartarugalzinho e Pracuúba, na Região dos Lagos. Foto: Rafael Aleixo/arquivo Rede Amazônica AP

O órgão também pede indenizações e a recuperação das áreas degradadas. Os pecuaristas que rejeitaram os acordos podem ser condenados judicialmente. Um deles mantém mais de 6 mil animais na reserva.

Em dezembro de 2023, o Ministério Público Federal (MPF) recomendou que a Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Amapá (Diagro) suspendesse a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) para entrada e saída de animais. A medida tinha como objetivo impedir a chegada de novos animais na área. Desde então, a Diagro informou que só emite a guia de saída.

“A Diagro mantém cadastro agropecuário dessas propriedades e autoriza apenas a saída de búfalos por meio da emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA). Não há entrada de animais nas áreas de reserva nem na região assoreada do rio Araguari, que fica ao redor da reserva”, explicou Kelly Gonçalves, diretora de defesa agropecuária do Amapá.

Impacto ambiental na reserva

A criação de búfalos é considerada de médio a alto impacto. Os animais pesados e soltos impedem a regeneração da vegetação nativa e degradam o ecossistema. Os búfalos invadem áreas de floresta e manguezal, destruindo a vegetação e comprometendo o equilíbrio ambiental.

O pisoteio causa erosão das margens e assoreamento dos igarapés, afetando a qualidade da água e ameaçando espécies que vivem no lago. O problema também coloca em risco comunidades ribeirinhas que dependem da pesca e da preservação da reserva para sobreviver.

Em 2023, região teve mais de 8 hectares atingidos por incêndio. Foto: Divulgação/Rebio do Lago Piratuba

Leia também: Mais de 8 mil hectares de Reserva Biológica no Amapá já foram consumidos por incêndios em novembro

A Reserva Biológica do Lago Piratuba tem 392 mil hectares e abrange os municípios de Amapá, Tartarugalzinho e Pracuúba, na Região dos Lagos. Durante a estiagem, a região também sofre com incêndios. Em 2023, 8 mil hectares da região foram atingidos, caso acompanhado pela Polícia Civil.

As denúncias incluem crimes como dano direto à unidade de conservação, impedimento da regeneração da flora e poluição que destrói a vegetação. Se condenados, os pecuaristas podem pegar reclusão, detenção e pagar multas.

*Por Mariana Ferreira, da Rede Amazônica AP

Cheias e secas extremas ficaram mais intensas no Amazonas a partir de 2005, aponta estudo

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Seca do Rio Amazonas no município de Itacoatiara. Foto: Liam Cavalcante/Rede Amazônica AM

Um estudo publicado na revista científica Environmental Research Letters apontou que o Amazonas vive uma intensificação sem precedentes no ciclo hidrológico do rio Amazonas. A pesquisa analisou dados entre 1970 e 2023 e concluiu que, desde 2005, as cheias e secas passaram a ocorrer de forma mais extrema, aumentando os impactos nas várzeas e nas comunidades ribeirinhas do estado.

O levantamento foi realizado por pesquisadores do Brasil, França e Reino Unido. Para chegar aos resultados, os cientistas combinaram medições históricas do nível e da vazão do rio com imagens de satélite e modelos computacionais que simulam o comportamento da água ao longo de um trecho de 1,1 mil quilômetros do rio Amazonas.

Leia também: Portal Amazônia responde: como funcionam os processos de enchente e vazante dos rios?

Diferente de estudos anteriores, a pesquisa focou no fluxo de água que entra em grandes áreas de várzea, que são regiões alagadas durante o período de cheia. Foram analisadas quatro áreas entre Amazonas e Pará: Jatuarana, em Manaus; Parintins; Curuai, em Santarém; e Monte Alegre.

Confira a conclusão do estudo sobre cada município

Imagem colorida mostra Mercado Municipal de Parintins
Foto: Yuri Pinheiro/ Secom Parintins

Parintins

Em Parintins, os pesquisadores identificaram que as cheias de 2009 e 2021 bateram recordes históricos. Segundo o estudo, a quantidade de água que passou pelas várzeas durante esses eventos foi comparável à vazão de alguns dos maiores rios do mundo.

As enchentes atingiram comunidades ribeirinhas e causaram impactos em casas, plantações e áreas urbanas. O estudo alerta que o aumento da velocidade da água nas várzeas pode acelerar processos de erosão e transporte de sedimentos, provocando mudanças duradouras na região.

Manaus

Na capital amazonense, os dados da estação fluviométrica do Porto de Manaus, que monitora o rio desde 1902, mostram um aumento na diferença entre os níveis mínimos e máximos do rio ao longo do ano.

Segundo os pesquisadores, isso indica que as secas e cheias estão ficando mais severas. O estudo aponta um aumento de 18% nessa variação em comparação com o século passado.

“Dados da estação de Porto de Manaus revelam um aumento de 18% na diferença entre o nível mínimo e máximo do Amazonas em relação ao século anterior”, afirmou o professor Rodrigo de Paiva, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), coautor da pesquisa.

rio negro no porto de manaus
Foto: Reprodução/Porto de Manaus

O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) participou das análises sobre os efeitos das mudanças no ciclo dos rios. Segundo o ecólogo Jochen Schöngart, pesquisadores também utilizam anéis de crescimento de árvores da floresta para identificar mudanças históricas nos períodos de cheia e seca.

O estudo destaca ainda a importância da vegetação das várzeas para reduzir os impactos das enchentes. Árvores, gramíneas e plantas aquáticas ajudam a diminuir a força das correntezas e protegem as margens dos rios.

Tefé

Em Tefé, os pesquisadores relacionaram os efeitos da seca histórica de 2023 ao aumento da temperatura da água no lago Tefé, que chegou a 41°C. O fenômeno provocou a morte de mais de 200 botos vermelhos e tucuxis.

Segundo estudos citados na pesquisa, a estiagem também reduziu em até 8% a superfície coberta por água na Amazônia Central, enquanto alguns lagos perderam até 80% da área alagada.

Tefé - seca de 2024 - amazonas amazônia
Foto: Ayan Fleischman

O município abriga o Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, que participou de pesquisas sobre os impactos das secas e cheias na biodiversidade amazônica.

Preservação da vegetação

Os pesquisadores alertam que poucas áreas de várzea estão protegidas por unidades de conservação. Por isso, defendem medidas de preservação dessas regiões diante do avanço das mudanças climáticas.

“Vamos fornecer informações relevantes para políticas públicas voltadas à conservação da várzea”, afirmou Schöngart.

*Por Lucas Macedo, da Rede Amazônica AM