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Sistema de distribuição de água em Macapá perde 15,5 piscinas olímpicas por dia 

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Dados divulgados no dia 5 de junho, revelam que em Macapá (AP) são desperdiçados diariamente o equivalente a 15,56 piscinas olímpicas através dos sistemas de distribuição. A pesquisa foi realizada pelo Instituto Trata Brasil, em parceria com a consultoria GO Associados.

Ainda de acordo com o levantamento, o Amapá lidera o ranking dos estados com maiores desperdícios de água no país, com 71,43%. Uma portaria do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) define o valor de 25% como índice máximo aceitável.

Em nota, a Concessionária de Saneamento do Amapá (CSA) informou que os índices de perdas de água refletem dados do período em que as operações da CSA iniciaram no estado. Disse ainda que busca mudar a realidade do saneamento no estado (Veja a nota na íntegra no fim desta matéria).

O ‘Estudo de Perdas de Água 2024 (SNIS, 2022): Desafios na Eficiência do Saneamento Básico no Brasil’ revela o problema econômico e social no controle de perdas de água em todo o país. Mais de 100 municípios mais populosos foram analisados para a obtenção dos dados.

Entre os principais motivos de perdas estão vazamentos, erros de medição e consumos não autorizados.

Dados nacionais

O estudo aponta que 37,8% de toda água potável produzida no país foi perdida antes de chegar às residências em 2022, ano mais recente com dados disponibilizados. Em 2021, a perda havia sido de 40,3%.

O volume total de água perdido por ano devido a vazamentos nas redes, desvios – os populares gatos -, erros de medição dos hidrômetros e outros problemas chegou a 7 bilhões de metros cúbicos em 2022.

O levantamento foi elaborado a partir de dados públicos do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS).

Veja a nota da CSA na íntegra:

A Concessionária de Saneamento do Amapá (CSA) informa que os índices de perdas de água apresentado pelo Instituto Trata Brasil, reflete dados levantados e analisados a partir dos indicadores do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) de 2022, período em que as operações da CSA iniciaram e, que foram efetivadas apenas nos últimos seis meses do ano.

A concessionária destaca ainda que, apesar do período reduzido de serviços em 2022, o relatório apresenta o Amapá em ascensão, em uma posição diferente do resultado que vinha ocupando no mesmo ranking desde 2014. Esta redução de índices em apenas seis meses de acompanhamento reflete o empenho das operações da empresa e os investimentos realizados para mudar este cenário em menor tempo possível.

Por fim, a CSA reafirma seu compromisso com o estado, com a mudança da realidade do saneamento e com o trabalho diário para levar mais saúde e qualidade de vida para os amapaenses.

*Por Rafael Aleixo, do g1 Amapá

Memorial Chico Mendes é inaugurado em parque ambiental de Rio Branco

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A cidade de Rio Branco, no Acre, recebeu mais um espaço para eternizar um dos ícones do Estado. Foi inaugurado o Memorial Chico Mendes, no Parque Ambiental Chico Mendes. O local, fechado desde 2021 para revitalização, já está aberto ao público para visitação.

Dentro do espaço de 100 metros quadrados há utensílios, aparelhos, livros e demais itens que contam a história do seringueiro. Além disto, há uma TV multimídia onde passa vídeos educativos, e o cantinho ‘Chico Ensina, que conta com livros infantis na temática ambiental. No centro do espaço, há uma seringueira, que é símbolo do estado, e um totem do próprio Chico em tamanho real na varanda do espaço.

Leia também: 5 músicas que homenageiam legado de Chico Mendes

Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Carlos Nasserala, o espaço estava deteriorado, oferecia riscos aos visitantes e, então, passou por reconstrução desde dezembro do ano passado. O valor da obra foi orçado em R$ 104,9 mil.

“Aqui no nosso parque é um lugar muito movimentado. Em 2021, até hoje, já passaram por aqui 558 mil pessoas nesse Parque Chico Mendes. Só esse ano foram 45 mil pessoas, então é um lugar que realmente tem que preservar. Sem falar que nós temos visitantes do mundo inteiro aqui. E chegando aqui, visitava o parque, céu aberto, mas faltava exatamente a característica, o local que deu origem ao nome do nosso grande Chico Mendes”, complementou.

A gerente do parque, Joseline Guimarães, falou que o local é um atrativo para a população e que esse momento de devolução é importante para que as pessoas rememorem o legado e a luta de Chico Mendes.

“É um espaço que conta toda a luta, o legado do Chico Mendes, e também vai ser um espaço multiuso, um espaço cultural, onde os artistas acreanos podem fazer o seu vernissage, atividades educativas, reuniões”, diz.

Foto: Val Fernandes/Asscom Prefeitura de Rio Branco

Legado

Sandino Mendes, filho do líder ambiental, participou da cerimônia de abertura do espaço e destacou que o local traz o objetivo de eternizar a luta de Chico e mostrar a importância dele para as futuras gerações.

“A inauguração do Memorial de Chico Mendes serve não só como um espaço para preservar a memória do meu pai, esse grande líder, mas que também nos inspira a dar continuidade aos seus ideais, a sua luta, ao seu legado”, falou.

Angélica Mendes, neta de Chico, pontuou também sobre legado e do reconhecimento internacional dele. Além disto destacou também sobre a necessidade de perpetuar a causa ambiental, que é de responsabilidade de toda a sociedade.

“Esse parque ele representa muito não só pra gente, como família, mas pra toda a população de Rio Branco, porque a gente precisa de áreas verdes, a gente precisa voltar essa conexão que a gente tem com as flores. A gente precisa retomar a conexão com as nossas raízes. É muito importante porque nós somos amazônidas, nós somos Amazônia, nós somos o presente e nós somos o futuro”, frisou.

Esta causa também foi pontuada pelo prefeito Tião Bocalom durante o discurso de inauguração. “Meio ambiente não é só árvore e bicho. Meio ambiente é tudo […] quando o espaço é bem cuidado, as pessoas têm uma melhor qualidade de vida”, destacou.

*Por Aline Nascimento e Renato Menezes, do g1 AC

Prêmio Innovare promove evento sobre Meio Ambiente e Sustentabilidade em parceria com Rede Amazônica

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O Instituto Innovare promove no próximo dia 21 de junho um evento na Rede Amazônica, para divulgar o tema do Prêmio Destaque desse ano: Meio Ambiente e Sustentabilidade. A proposta é apresentar a premiação aos participantes do judiciário local e promover a causa ambiental.

O encontro contará com a presença de premiados pelo Innovare na Região Norte, em edições anteriores, o juiz Marcio Teixeira, do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) e a defensora pública federal Luciene Strada; e do ministro Mauro Campbell, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

“Para nós, do Innovare, é importante divulgar essa causa no Amazonas e estimular que novas ideias e propostas surjam entre os participantes do Judiciário, de forma a colaborar com a proteção ao meio ambiente”, afirma a coordenadora da premiação, Raquel Khichfy.

A ação também contará com o apoio da Rede Amazônica, que sediará o evento no salão nobre localizado na sede da emissora, em Manaus (AM).

“Neste evento conjunto, o Innovare e a Rede Amazônica esperam promover ações positivas para aumentar a integração entre as instituições e estimular conexões que possam promover a sustentabilidade e a preservação do meio ambiente local”, afirmou o CEO da Rede Amazônica, Phelippe Daou Junior.

Pesquisa mostra atuação da justiça contra organizações criminosas

Em pesquisa divulgada em abril passado, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) fez um levantamento das principais características e modus operandi das organizações criminosas ambientais na lavagem de bens relacionados aos crimes.

A pesquisa recomenda ações para aprimorar a atuação jurisdicional nas cadeias de lavagem de bens e capitais, corrupção e organização criminosa relacionadas ao tema.

Entre as recomendações, a melhoria e intensificação de “articulações institucionais coordenadas e estratégicas, a fim de superar desafios quanto à articulação dos órgãos públicos”.

Outras propostas incluem o incremento de recursos humanos e tecnológicos para o fortalecimento das ações de fiscalização, sobretudo em áreas de alta incidência de conflitos fundiários e crimes; e o aprimoramento de recursos para a gestão de bens apreendidos a fim de superar as dificuldades logísticas relacionadas a isso na região.

Ações neste sentido têm sido premiadas pelo Innovare. Em 2018, a premiação destacou o trabalho do juiz Márcio Teixeira, do TJPA. O Plano de execução ambiental, inscrito por ele, previa a reparação do dano ambiental efetivado, mediante o reflorestamento suficiente para cobrir toda a área indevidamente degradada.

Outra iniciativa premiada e de grande repercussão foi a da defensora pública Luciene Strada. A prática Erradicação do Escalpelamento, premiada em 2010 na Categoria Defensoria Pública, previa reparadoras e preventivas.

O trabalho incluía a orientação das vítimas por parte da Defensoria Pública da União, cirurgia plástica reparadora, além de estimular a vítima a frequentar cursos de capacitação visando a sua ressocialização. Como parte das ações preventivas, o foco principal foi cobrir o eixo que liga o motor à hélice nas embarcações ribeirinhas e promover campanhas de prevenção e orientação.

Veja o roteiro da cerimônia:

Abertura com representantes da Rede Amazônica e Instituto Innovare
Apresentação de vídeo com práticas premiadas pelo Innovare na Região Norte
Palavra do juiz Marcio Teixeira (TJPA) sobre a prática Plano de execução ambiental e como a justiça pode contribuir para o meio ambiente.
Palavra da defensora pública da União Luciene Strada
Palavra do presidente da OAB Conselho Federal Beto Simonetti
Encerramento da cerimônia com o Ministro Mauro Campbell (STJ)

Sinhazinha da Fazenda (Festival Folclórico de Parintins)

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Fotos: Reprodução/Instagram Valentina Cid e Valentina Coimbra

A Sinhazinha da Fazenda na história do boi-bumbá do Festival Folclórico de Parintins, é a filha do dono da fazenda e tem muito carinho pelo boi. Ela representa o item 7 e durante sua performance, quando acaricia o boi e o alimenta com capim ou sal, sua indumentária, movimentos e saudação ao boi e ao público são analisados pelos jurados.

Porta-estandarte (Festival Folclórico de Parintins)

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Fotos: Divulgação/Assessorias dos bois-bumbás Caprichoso e Garantido

A porta-estandarte, item 5, é a figura responsável por conduzir o estandarte do boi durante os espetáculos do Festival Folclórico de Parintins, representando a fundação do boi. Como o próprio nome diz, a porta-estandarte irá desenvolver a sua performance visando mostrar garra, desenvoltura, elegância e alegria em união com os movimentos do estandarte, que pode ser uma bandeira ou um símbolo somados a indumentária.

Amor na Floresta Amazônica: 5 animais que ensinam lições da natureza para o Dia dos Namorados

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Olá, entusiastas da natureza! Bem-vindos à Amazônia! No Dia dos Namorados, celebramos o amor e os relacionamentos especiais que compartilhamos. Curiosamente, a floresta amazônica, com sua vasta diversidade de vida, nos oferece exemplos surpreendentes de como diferentes espécies expressam afeto e constroem vínculos.

Aqui estão cinco exemplos fascinantes de animais amazônicos e seus comportamentos curiosos em relação ao tema do amor.

Arara-vermelha

A arara-vermelha (espécie Ara macao) é um exemplo clássico de monogamia no reino animal. Esses pássaros formam casais que podem durar por toda a vida. Eles demonstram seu afeto de várias maneiras, incluindo o grooming, onde um limpa, cata e arruma as penas do outro.

Esse comportamento não apenas mantém as penas em boas condições, mas também fortalece o vínculo entre o casal. Além disso, araras-vermelhas frequentemente vocalizam juntas, ajudando a manter a conexão e a coordenação entre os parceiros.

As araras-vermelhas acariciam com seus bicos, catam e limpam as penas do parceiros e até mesmo vocalizam juntas para estabelecer laços sociais. Foto: Germano Roberto Schüür

Macaco-barrigudo

Os macacos-barrigudos (Lagothrix lagotricha) são altamente sociais e vivem em grupos grandes, onde a interação social é vital. São onívoros, alimentando-se principalmente de frutas, mas também comem sementes, gomas, flores e algumas presas animais. Eles exibem comportamentos de grooming (catam-se e limpam os pêlos um dos outros) não só entre parceiros sexuais, mas também entre amigos e familiares, fortalecendo os laços sociais dentro do grupo.

Durante o período de acasalamento, machos e fêmeas passam mais tempo juntos, interagindo de maneira afetuosa e cuidando um do outro, o que ajuda a reforçar seus vínculos.

O ato de catar o outro é uma forma de estabelecer vínculo no caso do macaco-barrigudo, além disso, no período de acasalamento, machos e fêmeas passam mais tempo juntos. Foto: Fabio Colombini

Boto cor-de-rosa

O boto cor-de-rosa (espécie Inia geoffrensis) é o maior dos botos podendo chegar até 2,55 metros de comprimento e pesar até 207 kg. Também conhecidos como golfinhos da Amazônia, possuem uma vida social rica e exibem comportamentos intrigantes durante o acasalamento.

Os machos realizam acrobacias impressionantes e muitas vezes oferecem presentes, como peixes ou plantas aquáticas, para conquistar as fêmeas. Esse comportamento de “presenteio” é uma forma de demonstrar aptidão e interesse, similar ao cortejo humano.

Os botos-cor-de-rosa machos realizam acrobacias impressionantes e muitas vezes oferecem presentes para conquistar as fêmeas. Foto: Getty images

Sapos ponta-de-flecha

Os sapos-flecha (Dendrobatídeos) da Amazônia são famosos por suas cores vibrantes e seu veneno potente, mas também têm comportamentos de acasalamento únicos. Algumas espécies exibem cuidados parentais extraordinários: após a fertilização dos ovos, o macho transporta os girinos em suas costas até um local seguro com água. Esse cuidado dedicado aumenta as chances de sobrevivência dos filhotes, refletindo um aspecto de proteção e comprometimento nos relacionamentos.

Dendrobatídeo comum na Amazônia brasileira, Ameerega trivittata. Nessa espécie, o macho cuida dos filhotes e pode transportar até 40 girinos de uma única vez. Foto: Piotr Naskrecki

Araçari

Os araçaris (Família Ramphastidae) são parentes menores dos tucanos, e algumas espécies apresentam um comportamento de cortejo interessante que envolve oferecer frutas à fêmea. Viu só rapazes, alimentem suas companheiras/os! Os machos escolhem e entregam frutas suculentas como parte do ritual de acasalamento, demonstrando sua capacidade de fornecer alimentos.

Os araçari oferecem frutas à fêmea como parte do ritual de acasalamento. Foto: Dubi Shapiro

É isso pessoal! Esses exemplos mostram que o amor e o cuidado não são exclusivos dos humanos. Na verdade, a floresta amazônica está repleta de comportamentos que refletem afeição, comprometimento e cuidado, ensinando-nos que o amor pode ser encontrado em todas as formas e em todas as espécies.

Neste Dia dos Namorados, podemos nos inspirar na natureza e apreciar os diversos modos como o amor se manifesta no reino animal. Abraços de sucuri para vocês e até o próximo texto com informações sobre a nossa exuberante fauna da amazônica!

Sobre a autora

Luciana Frazão é pesquisadora na Universidade de Coimbra (Portugal), onde atua em estudos relacionados as Reservas da Biosfera da UNESCO, doutora em Biodiversidade e Conservação (Universidade Federal do Amazonas) e mestre em zoologia (Universidade Federal do Pará).

*O conteúdo é de responsabilidade da colunista

Medicina indígena é destaque de debate realizado pelo Ministério da Saúde  

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O Ministério da Saúde realizou um evento virtual com o tema ‘Medicinas Indígenas: Tecnologias de cuidados em saúde e cura nos territórios indígenas’ no dia 7 de junho e, durante o encontro, a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) explicou como esses conhecimentos têm sido aplicados nos territórios e quais são as iniciativas para ampliação de seu uso nas políticas do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS).

Ao longo das discussões, o secretário da Sesai, Weibe Tapeba, destacou a participação do Brasil durante as reuniões do G20 na última semana, que ocorreram em Salvador (BA), onde as medicinas indígenas foram amplamente debatidas nos diálogos sobre saúde.

“Estamos estabelecendo o eixo das as medicinas indígenas como um eixo fundamental, um pilar, uma diretriz importante para nossa política de saúde indígena”, disse.

Tabepa também anunciou a realização de cinco seminários regionais da saúde indígena, a partir de julho, com amplo debate e apresentação das técnicas de medicina desenvolvidas pelos povos originários.

Grupo de trabalho para criação de políticas específicas

Em janeiro deste ano, o ministério criou o Grupo de Trabalho Medicinas Indígenas, cujo objetivo é a elaboração de um programa sobre medicinas indígenas no SasiSUS, por meio da Portaria SESAI/MS nº 8, de 23 de janeiro de 2024 .

O grupo é coordenado pela assessora técnica da Sesai, Putira Sacuena. Durante o diálogo, ela ressaltou que, dada a sua relevância, o tema está inserido desde a instituição do SasiSUS, por meio da Lei 9.836 de 23 de setembro de 1999 .

“O direito dos povos indígenas à saúde está diretamente relacionado à questão do reconhecimento da existência das medicinas indígenas”, frisou.

O evento virtual também contou com participação do antropólogo social, Yupuri Tukano, do coordenador da Fórum dos Presidentes dos Conselhos Distritais de Saúde Indígena (FPCondisi), Celso Xukuru-Kariri, e da especialista em medicinas indígenas, Cíntia Guajajara.

*Com informações do Ministério da Saúde

Saiba por quais áreas da Amazônia passam as rotas de integração propostas pelo Governo Federal

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O debate sobre a integração sul-americana encerrou a edição Brasília do projeto Diálogos Amazônicos, promovido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e com apoio do Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (CIEAM). O secretário de Articulação Institucional, do Ministério do Planejamento, João Victor Villaverde, foi quem apresentou o projeto do governo federal, que já traçou cinco rotas de integração do Brasil com a América do Sul. A conferência presencial aconteceu no dia 6 de junho na capital federal.

O investimento dos países sul-americanos no projeto tem previsão de US$ 10 bilhões de dólares, com 190 obras de infraestrutura somente no lado brasileiro. Segundo Villaverde, a reunião de todos os 11 presidentes da América do Sul, em maio de 2023, no Brasil – que não ocorria havia nove anos – trouxe o ‘Consenso de Brasília’ e definiu o projeto de integração de todo o território latino-americano.

“Temos um duplo propósito para fazer a integração sul-americana. Primeiramente, podemos e devemos fazer mais negócios, mais turismo mais oportunidades de emprego, mais pesquisa com os nossos irmãos sul-americanos. Em segundo lugar, enquanto a gente se integra mais com os países que são banhados pelo Pacífico, a gente também se aproxima, pelo Pacífico, de quem compra o que a gente vende, a China”, argumentou.

De acordo com o secretário, os levantamentos do Ministério do Planejamento revelam que, entre os anos 2000 e 2012, o principal destino de exportação do Brasil eram os Estados Unidos. Desde, então, majoritariamente, é a China.

Em 2023, as vendas brasileiras para o país ultrapassaram, pela primeira vez, o valor de US$ 100 bilhões e a corrente do comércio bilateral entre os países chegou a US$ 157,5 bilhões. Daí o interesse do governo brasileiro nessa integração pelo oceano Pacífico.

Rotas de integração

Aos empresários do Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (CIEAM) e demais participantes do Diálogos Amazônicos, João Victor Villaverde mostrou as cinco rotas de integração sul-americana projetadas pelo governo brasileiro:

Rota 1 – Ilha das Guianas: contempla fundamentalmente o Amapá e Roraima, mas também o Norte do Pará e Amazonas, com a Guiana Francesa, Suriname, Guiana e Venezuela;

Rota 2 – Amazônica: integra o Amazonas à Colômbia, Equador e Peru, a chamada rota da Amazônia. Para o Amazonas, essa rota é uma das importantes porque, segundo o secretário do governo, quando estiver pronta e interligada aos modais rodoviários e hidroviários vai chegar ao porto de Chancai, no Peru, via município Tabatinga.

Rota 3 – Quadrante Rondon: é a rota do Futuro porque ela pega a potência agrícola do Mato Grosso; uma potência agrícola crescente, que é Rondônia, além do Acre, todo o Norte e Centro-Oeste do Brasil com a Bolívia, rica em fertilizantes, que tanto o país necessita para o agronegócio. E ainda o Peru e o Norte do Chile;

Rota 4 – Bioceânica de Capricórnio: de caráter bioceânico, a rota prevê saída do Atlântico, pelo porto de Santos, e chegada no porto Antofagasta, em Iquitos, Chile, no oceano Pacífico ou vice-versa.

Rota 5 – Porto Alegre-Coquimbo: essa rota passa pelo Rio Grande do Sul, Uruguai, Argentina que desemboca um Coquimbo no sul do Chile.

Rota Amazônica

No caso da Região Norte, a atenção se volta para a Rota Amazônica (2). Isso porque a potencialidade das exportações é promissora, de acordo com o secretário do Ministério do Planejamento, principalmente com produtos da bioeconomia, máquinas, equipamentos e bens de consumo de Manaus para o Peru, Equador e Colômbia, além da Ásia e América Central.

Pelo projeto do governo, os novos setores da economia a serem promovidos na Rota Amazônica serão: isqueiros, motocicletas, canetas, barbeadores, aparelhos de TV e som, bens de bioeconomia e indústria naval.

Recursos e obras

Para viabilizar as cinco rotas de integração da América do Sul, cerca de 190 obras estão no novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), dentre elas: 65 rodovias, 40 obras hidroviárias, 35 aeroportuárias, 21 portos, 15 infovias, 9 ferrovias e 5 linhas de transmissão de energia.

Já o financiamento dessas obras, pelo lado brasileiro, o governo já levantou recursos no valor de US$ 10 bilhões, sendo US$ 3,4 bilhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), US$ 3 bilhões do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), US$ 3 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômicos e Social (BNDES) e US$ 600 milhões do Fundo Financeiro para Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata).

*Com informações da CIEAM

CETEM segue com pesquisa e monitoramento de mercúrio em rios da TI Yanomami

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Um grupo de pesquisadores do Centro de Tecnologia Mineral (CETEM), unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), esteve nas Terras Indígenas Yanomami, em Roraima, entre mamio e junho, para estudar o nível de exposição de mercúrio das comunidades.

Durante o trabalho, foram coletadas águas fluviais e de consumo, sedimentos e peixes em Unidades de Conservação (UCs) Federais do Estado de Roraima. Segundo o grupo, o objetivo do estudo é monitorar a qualidade ambiental e dos teores de mercúrio nos peixes.

Segundo a pesquisadora do CETEM, Zuleica Castilhos, esta é a terceira visita para coleta de amostras. A primeira foi em novembro de 2023 e a segunda em março deste ano. Nas duas primeiras, foram coletadas amostras de águas de consumo, águas fluviais e sedimentos de rio dentro do território. 

“Nos estudos nós estamos analisando diversas amostras que contêm metais (incluindo mercúrio), agrotóxicos, HPAs, BTEX, entre outros, dependendo da matriz, águas de consumo, águas fluviais e sedimentos”, explica a pesquisadora do CETEM que é responsável pela expedição.

As atividades fazem parte do Projeto Monitora Y, que compõe a Rede de Monitoramento Ambiental em Terras Indígenas Yanomami e Alto Amazonas. “A região é amplamente atingida pela atividade de garimpo de ouro ilegal com consequências ainda não avaliadas criteriosamente quanto aos seus potenciais impactos ao meio ambiente e efeitos à saúde das populações locais, indígenas ou não”, diz Castilhos.

Além dos pesquisadores do CETEM, o trabalho também contou com a colaboração de pesquisadores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).

De acordo com o Censo Demográfico de 2023 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a etnia Yanomami é a maior do país e conta mais de 27 mil indígenas vivendo principalmente em Roraima e Amazonas.

*Com informações do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI)

Governo do Acre assina pacto de prevenção a incêndios e desmatamentos na Amazônia

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Em alusão ao Dia Mundial do Meio Ambiente, o governador do Acre, Gladson Cameli assinou um pacto com o governo federal que dispõe sobre o controle e prevenção de incêndios na Amazônia. O ato ocorreu no Palácio do Planalto, em Brasília (DF) e contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra do Meio Ambiente, a acreana Marina Silva.

O pacto com o governo federal também inclui regiões como o Pantanal, que é impactado com queimadas e desmatamentos. Além disto, segundo o documento, o objetivo principal é de implementar “ações colaborativas e integradas de prevenção, preparação e combate aos incêndios florestais e demais formas de vegetação nativa”, uma vez que as mudanças climáticas estão impactando diretamente e, principalmente, nas regiões amazônicas.

Inclusive, no Acre, pouco mais de dois meses após o principal afluente do estado alcançar a segunda maior cota histórica e atingir mais de 70 mil pessoas com uma enchente devastadora, o manancial chegou a marca de 2,52 metros em maio, menor marca para o mês nos últimos cinco anos. A situação alerta para a possibilidade de um período de seca que, segundo especialistas, pode se antecipar e se tornar cada vez mais frequente em um menor espaço de tempo.

De acordo com Cameli, o Acre está preparado para contribuir na redução destes impactos e diz que “reafirma o compromisso do Acre com a agenda ambiental do governo federal, uma vez que temos a consciência da necessidade urgente de integrar nossas políticas públicas, garantindo, assim, a conservação da biodiversidade e a manutenção dos serviços dos ecossistemas”.

“Diante das crises climáticas já apresentadas na região amazônica e lamentavelmente vivenciadas pela população acreana, consideramos que a união entre todos nós é fundamental para prevenir e controlar o sistema ecológico da Amazônia e do Pantanal”, complementou.

Assinatura do pacto pela Amazônia contou com a presença dos governadores, da ministra Marina Silva e do presidente Lula. Foto: Pedro Devani/Secom AC

O governador destacou também a elaboração e implementação do Plano Estadual de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas no Acre (PPCDQ-AC), que está na terceira fase de publicação, aprovada pelo Decreto nº 11.372/23, bem como a assinatura do contrato de colaboração no âmbito do Fundo Amazônia, envolvendo o BNDES e o Ministério do Meio Ambiente, e que visa o desmatamento ilegal zero no estado.

Desmatamentos

Em 5 de julho do ano passado, considerando os dados de desmatamento ilegal, queimadas, incêndios florestais e degradação florestal nos últimos anos, o governo do Acre declarou situação de emergência ambiental em dez cidades do estado.

Naquele período, conforme o decreto publicado, a emergência declarada ficou em vigor entre os meses de julho a dezembro de 2023. Para a medida, o governo considerou os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) que, segundo a publicação, apontam um aumento de 127% no desmatamento no Acre entre os anos 2018 e 2021, comparado com o quadriênio anterior.

O governo também levou em consideração as condições climáticas adversas, tais como estiagens prolongadas, altas temperaturas, ondas de calor, baixa umidade relativa do ar e intensos ventos, que favorecem as ocorrências de incêndios florestais.

Segundo um levantamento do MapBiomas Amazônia, apresentado na COP 28 em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, em dezembro do ano passado, o Acre é um dos locais que compreendem o “Arco do Desmatamento”, que se estende, além do estado, entre Pará, Mato Grosso e Rondônia, apontada como região de maior desmatamento na Amazônia Legal, e que teve avanço na conversão de florestas em pasto. O território compreende cerca de 14% do território explorado pela pecuária.

Conforme o mapeamento, a pecuária é o principal vetor do desmatamento em metade da América do Sul nos últimos 37 anos.

Uso da terra para pecuária cresceu em 442% entre 1985 e 2022 no Acre — Foto: Reprodução

*Com informações de G1 Acre