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Projeto ensina comunidades indígenas a restaurar vegetação de áreas devastadas em Roraima

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A agricultora familiar Alcineia Pinho Cadete, de 43 anos, é Wapichana e, na comunidade Cauanaunim, onde vive, cultiva plantas tradicionais medicinais da cultura indígena, por isso, tem uma relação especial com as plantas. A comunidade dela, assim como a Malacacheta e a Tabalascada, no Norte de Roraima, participam de uma capacitação onde aprendem a técnica de plantio que usa sementes diversas para reflorestamento do lavrado — e também como forma de geração de renda.

O projeto ‘Produção de sementes nativas e restauração ecológica’ é uma iniciativa do Instituto Socioambiental (ISA) que tem como objetivo incentivar as comunidades indígenas a restaurar a vegetação de áreas consumidas por queimadas e pelo desmatamento.

Para isso, os indígenas são introduzidos ao conceito de muvuca: uma técnica que mistura sementes de diversas espécies e tipos para plantio por semeadura direta no solo onde ela ficará. Alcineia não conhecia essa técnica, e já levará o que foi aprendido para a rotina na comunidade, onde junto com outras mulheres, cultiva as plantas medicinais.

“Utilizamos várias plantas em nossa produção. Entre as plantas para chás, temos o capim-santo, a cidreira e o capim-alho. Para as tinturas que tratam ferimentos, coletamos materiais na mata, como a copaíba, de onde usamos o óleo e a casca, a andiroba e a sapucaia. Há ainda muitas outras plantas que empregamos”.

Indígenas aprendem técnicas de plantio para reflorestamento em Roraima. Foto: Caíque Rodrigues/g1 RR

“A muvuca se relaciona diretamente com a medicina tradicional. Essas plantas são utilizadas de várias formas em nossa comunidade, tanto como remédio quanto como alimento. O projeto de reflorestamento fortalece ainda mais a conservação das nossas florestas, nascentes e matas. Mesmo em áreas de lavrado, existe um ecossistema que precisa ser preservado”, disse a agricultora.

O Grupo Rede Amazônica acompanhou o primeiro contato dos indígenas com a técnica, em uma reunião no Malocão da comunidade Tabalascada, no município do Cantá, Norte de Roraima. A ideia do ISA é oferecer apoio inicial aos indígenas, oferecendo as sementes e criando o que chamam de “redário”, mas quem vai implementar e continuar o projeto são os próprios moradores.

Emerson Cadete é da comunidade Tabalascada e é o assessor técnico do ISA que vai tocar o projeto. Ele explica que inicialmente o projeto deve ser trabalhado com em dois eixos: produção de sementes nativas e restauração ecológica.

“A ideia é criar redes de coletores de sementes em três comunidades. Cada comunidade terá sua rede de coletores que vão escolher locais de coleta e aplicar as sementes no próprio território. Inicialmente, os coletores venderão as sementes ao ISA, que as comprará e retornará às comunidades para restauração”, explicou Emerson.

Emerson Cadete, assessor técnico do ISA é quem vai tocar o projeto nas comunidades em Roraima. Foto: Caíque Rodrigues/g1 RR

Produção de sementes nativas

O projeto surgiu no Parque Indígena do Xingu, com moradores do local para reflorestar áreas degradadas e ajudar os indígenas financeiramente — deu certo e o ISA resolveu levar para outros lugares. No Norte de Roraima, quem mais entende da vegetação do lavrado são os povos originários e, de acordo com Emerson, há grandes expectativas para o projeto no extremo Norte do país.

“Estamos num momento delicado, com alta taxa de desmatamento e queimadas intensas. Muitos fazendeiros e até indígenas, por falta de consciência, derrubam a mata para vender a madeira. O ISA fortalece as comunidades e a questão cultural”.

“Queremos incentivar não só a preservação, mas também a restauração, que também é essencial”, disse o assessor.

Indígenas aprendem a unir reflorestamento com geração de renda em oficina promovida pelo ISA. Foto: Caíque Rodrigues/g1 RR

No primeiro momento, a participação do ISA será na distribuição e na compra dessas sementes produzidas pelos indígenas, mas sempre incentivando a independência para que os membros das comunidades sigam com o projeto de forma autônoma.

Para o tuxaua da comunidade Tabalascada, César da Silva, a ideia do ISA chega em boa hora para os indígenas, já que encontrar maneiras de unir desenvolvimento com recuperação ambiental é algo que interessa a todos.

“Esse projeto é algo que almejávamos há alguns anos, pois não tínhamos oportunidade até agora. Não temos uma instituição com CNPJ que nos permita acessar certos projetos. No ano passado, conseguimos uma parceria com o ISA, o que foi bastante importante para nós, pois finalmente tivemos a chance de realizar algo que desejávamos há muito tempo”.

“Falamos muito sobre preservação, mas nunca havíamos pensado em recuperar nossas áreas ou replantar árvores nativas. Esse projeto chegou em boa hora para nós. Apesar da seca severa e dos incêndios deste ano, agora temos a oportunidade de recuperar nossas áreas degradadas. Esse projeto, com a parceria do ISA é realmente importante para a comunidade”, disse o tuxaua.

Muvuca

O conceito de muvuca foi apresentado aos indígenas durante a primeira capacitação. A analista sênior de restauração ecológica do ISA, Danielle Celentano, foi quem introduziu os conceitos para as comunidades.

De acordo com ela, a restauração ecológica consiste em recuperar florestas, lavrados e outros ecossistemas nativos, trazendo de volta os benefícios que esses ambientes naturais oferecem para a humanidade. Ela destaca que esses benefícios são chamados de serviços ecossistêmicos, incluindo a provisão de alimentos, madeira, pesca, água, a regulação do clima e das águas, entre outros.

“Quando desmatamos, perdemos todos esses benefícios. A restauração tem como objetivo recuperar essa vegetação e trazer de volta os animais. Existem várias formas de fazer restauração ecológica, buscando que a área restaurada seja o mais parecida possível com o estado original antes de ser degradada”, explicou a analista.

Para isso, a muvuca é uma das saídas para restaurar áreas degradadas de diferente formas. Ela explica que sementes nativas estão presentes em áreas conservadas, preservadas por populações indígenas e comunidades tradicionais, pois “essas pessoas são as guardiãs das sementes”.

“Essa técnica envolve a mistura de dezenas de espécies diferentes, que são plantadas simultaneamente. Essa estratégia imita o mecanismo de regeneração natural da floresta, resultando em uma estrutura e diversidade muito semelhantes à floresta original. Além disso, permite um ganho de escala e fomenta uma economia baseada na sociobiodiversidade, ou seja, a economia das sementes nativas”.


A participação dos indígenas e a empolgação com o projeto é algo que animou Danielle, pois para ela, “trabalhar na formação de grupos e redes de coletores de sementes fortalece o conhecimento tradicional, valoriza a floresta e gera renda”.

Indígenas de três comunidades são ensinados sobre a muvuca de sementes em iniciativa do ISA. Foto: Caíque Rodrigues/g1 RR

Redário

O outro conceito introduzido aos indígenas nesta primeira reunião foi o de “redário”. Quem explicou este processo foi o analista socioambiental e líder da iniciativa do redário Eduardo Malta. De acordo com ele, o redário nada mais é do que uma rede de distribuição de sementes diversas para ajudar na restauração florestal.

“Um dos grandes desafios apontados pelos estudos é a falta de sementes. Observamos que muitas redes de sementes de base comunitária começaram a surgir no Brasil, mas enfrentam dificuldades para se estruturar, se profissionalizar e se regularizar, fornecendo sementes de boa qualidade com todas as informações exigidas pelas normas para atender a essa demanda crescente”, explicou Eduardo.

De acordo com o analista socioambiental, a iniciativa é para ajudar os produtores de semente — como os que surgirão nas comunidades indígenas de Roraima — a se regularizar a fazer parte desta rede. Foi analisado que as dúvidas eram semelhantes e, por isso, a rede também incentiva a troca de experiências e conhecimentos na produção de sementes.

“O redário é um espaço de proteção e suporte onde as redes de sementes encontram um porto seguro. Estruturamos essa iniciativa com vários serviços: assistência técnica para cuidados específicos com cada semente, orientação sobre como se registrar e preencher a documentação necessária, identificação do nome científico das sementes, um sistema digital com aplicativo para marcar matrizes e áreas de coleta, além de gestão de estoque, controle de vendas e apoio na precificação das sementes”, explicou o analista.

Eduardo Malta, analista socioambiental e líder da iniciativa do redario do ISA. Foto: Caíque Rodrigues/g1 RR

A ideia é que os indígenas do Norte de Roraima também façam parte desta rede. O redário, de acordo com o analista, facilita intercâmbios entre redes, promovendo trocas de conhecimento e visitas de campo, e apoia grandes projetos que precisam de um volume de sementes que uma única rede não pode fornecer.

Com o tempo, as três comunidades de Roraima devem também participar da rede de troca.

“Reunimos sementes de várias redes para atender essas demandas, facilitando tanto para o cliente quanto para as redes participantes. Assim, os clientes podem comprar sementes diretamente do Redário ou das redes individualmente”.

Futuro do projeto

Agora, com os conceitos e ideias do projeto introduzidos, o próximo passo é “colocar a mão na massa” escolhendo um local para armazenar, grupos que coletarão sementes e onde elas serão plantadas. Tudo isso demanda tempo e conhecimento mas, no que depender dos indígenas, tudo será feito com maestria.

Com os coletores de cada comunidade escolhidos, eles participarão de uma oficina, que oferecerá o suporte que eles precisam para o ofício.

Indígenas que participaram da capacitação do projeto “Produção de sementes nativas e restauração ecológica” do ISA. Foto: Caíque Rodrigues/g1 RR

“A partir deste seminário, os próximos passos incluem reunir e formar grupos de coletores e realizar oficinas nas comunidades. As oficinas tratarão do beneficiamento das sementes, desde a coleta, limpeza, retirada de fungos até a secagem, garantindo sementes de qualidade para venda”, explicou Emerson.

Caso a experiência nas três comunidades dê certo, os planos são construir uma rede de clientes para o comércio das sementes e apresentar o projeto para outras comunidades, criando uma rede e um redário próprio para Roraima.

*Por Caíque Rodrigues, do g1 Roraima

‘Prêmio Jovens Talentos da Literatura Maranhense’ busca incentivar novos escritores

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Estão abertas as inscrições para o Prêmio Jovens Talentos da Literatura Maranhense. A iniciativa é do escritor e professor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA – Imperatriz), Marcos Fábio Belo Matos, em parceria com a Academia Imperatrizense de Letras, com apoio cultural da empresa CredFácil Imperatriz, da Editora Estampa e da Superintendência de Comunicação e Eventos (SCE-UFMA), por meio dos seus veículos: Diretoria de Comunicação, Rádio Universidade FM e TV UFMA.

O Prêmio é voltado para a descoberta de novos escritores e escritoras radicados no Maranhão. Podem se inscrever jovens de 15 a 25 anos. A inscrição é gratuita e poderá ser feita, de 20 de maio até o dia 1° de agosto de 2024, pela internet, via email: premiojovenstalentosliteratura@gmail.com.

Todas as informações relativas à inscrição podem ser acessadas no edital, que será disponibilizado em sites e redes sociais e está também neste pdf.

Iniciativa é inspirada em outro prêmio

O organizador do Prêmio maranhense informa que a ideia surgiu de um outro prêmio que recebeu.

“Em 2022, eu fui premiado no I Concurso Literário da Academia Ludovicense de Letras (ALL). Na oportunidade, fiquei em primeiro lugar e, como premiação, recebi 5 mil reais. Então, decidi, com este valor, publicar meu livro vencedor do concurso. Em 2024, publiquei o livro ‘Veritas’ e decidi também, que o valor arrecadado com esta venda seria destinado, integralmente, para a promoção de um concurso literário para jovens escritores e escritoras do estado. Já que eu ganhei um prêmio, queria que ele fosse usado para incentivar outras pessoas a também escreverem”, relata.

O prêmio deste ano terá como categoria literária a crônica. “Pensamos na crônica porque ela é mais simples de produzir, e é por onde muitos escritores iniciam sua carreira”, afirma Marcos Fábio. Cada candidato ou candidata poderá inscrever um único trabalho.

Parcerias

O organizador informa que está buscando mais parcerias para realizar o evento. “Já temos a parceria institucional da AIL e a parceria, em termos de apoio para a feitura do evento, da Credfácil Imperatriz e da Editora Estampa. Agora, estamos atrás de mais parceiros para que possamos bancar os demais custos da produção do evento”, informa Marcos Fábio. O prêmio será entregue em dezembro, durante o Salão do Livro de Imperatriz (Salimp).

Cesta literária

Outra novidade da premiação será a entrega, para os vencedores ou vencedoras, de um troféu e uma cesta literária.

“Cada escritor ou escritora que vencer o prêmio vai receber um valor em dinheiro, junto com um troféu e uma cesta literária. Esta cesta será formada por livros de autores e autoras maranhenses. Os livros foram doados pelos próprios autores e autoras, que atenderam ao nosso chamado para se juntar ao projeto nesta corrente do bem, em prol da literatura maranhense”, explica o professor.

*Com informações da UFMA

Taxa consolidada de desmatamento na Amazônia em 2022/2023 é de 9.064 km²

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Secretário André Lima apresenta dados atualizados da taxa de desmatamento na Amazônia. Foto: MMA

A taxa consolidada de desmatamento para os nove estados da Amazônia Legal em 2023, referente ao período de agosto de 2022 a julho de 2023, é de 9.064 km², segundo dados do sistema Prodes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O número representa queda de 21,8% em relação à taxa de 2022, de agosto de 2021 e julho de 2022 (11.594 km²).

A diferença em relação à taxa estimada para a Amazônia (9.001 km²), divulgada em novembro pelo Inpe, é de 0,7 ponto percentual, abaixo da média para a série histórica iniciada em 1988, de 4 pontos.

Nos 70 municípios considerados prioritários para o combate ao desmatamento, que concentraram 75% da derrubada em 2022, houve queda de 42%, quase o dobro da taxa em toda a Amazônia Legal.

A queda é resultado da retomada da governança socioambiental no país desde a posse do presidente Lula em 2023, afirmou a ministra Marina Silva. As ações de combate, completou, ocorrem em várias frentes:

“É a combinação de instrumentos, ações de fiscalização, mas também as ações voltadas para os outros eixos do combate ao desmatamento, como instrumentos econômicos e creditícios, para que a gente possa fazer uma abordagem positiva. Não há mais expectativa da impunidade, da conivência e da cumplicidade de governantes com criminosos”, afirmou a ministra.

A meta do governo brasileiro é zerar o desmatamento até 2030:

“O presidente Lula legitimou o desmatamento zero na campanha, legitimou no discurso de posse, legitimou agora com os Planos de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento. E também foi para Dubai para dizer que era preciso sair da dependência de combustíveis fósseis”, declarou Marina.

Dados de alertas de desmatamento, de outro sistema do Inpe, o Deter, indicam que houve queda mais acentuada nos últimos nove meses: de agosto de 2023 a abril de 2024 foram registrados 2.686 km² na Amazônia Legal, queda de 55% em relação ao mesmo período anterior.

Trata-se do menor desmatamento para o intervalo desde o início da série histórica do Deter-B, em 2015. Nos municípios prioritários, a queda de agosto de 2023 a abril de 2024 foi de 66%.

Os dados do Prodes, com a taxa consolidada, são divulgados anualmente. Já o Deter emite alertas diários para apoiar a fiscalização em campo realizada por Ibama e ICMBio.

“A ciência está concentrada agora em como nós vamos colocar nos modelos futuros da atmosfera, do sistema total do planeta, as influências das políticas que não são adequadas. Precisamos mostrar concretamente que políticas negacionistas impactam, sim, o planeta”, afirmou o secretário de Políticas e Programas Estratégicos do Ministério da Ciência, Osvaldo Moraes.

A ministra Luciana Santos (MCTI); o secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco; o secretário extraordinário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial, André Lima; e o coordenador do programa de Monitoramento da Vegetação Nativa dos Biomas Brasileiros do Inpe, Cláudio Almeida, também participaram do lançamento.

Áreas não florestais na Amazônia

O Inpe divulgou pela primeira vez dados de supressão de vegetação nativa não florestal no bioma Amazônia. Foi registrado em 2023 (agosto de 2022 a julho de 2023) desmatamento de 584,9 km², queda de 19,5% em relação a 2022 (agosto de 2021 a julho de 2022).

A área de vegetação não florestal representa 6,6% do bioma Amazônia, quase duas vezes a área de todo o bioma Pantanal e maior que o estado de São Paulo. Até então, a área não florestal não era monitorada. A divulgação inclui a série histórica desde 2000.

A área não florestal, no bioma Amazônia, inclui formações como o lavrado em Roraima, trechos de cerrado no sul do Amazonas, em Rondônia e Mato Grosso, e áreas de várzea ao longo da calha do Rio Amazonas.

No Cerrado, o desmatamento consolidado em 2023 (agosto de 2022 a julho de 2023) foi divulgado em dezembro: taxa de 11.011 km², aumento de 3%.

Pantanal

O Inpe divulgou ainda o dado de desmatamento no Pantanal. A taxa consolidada para os dois estados do bioma em 2023 (agosto de 2022 a julho de 2023) é de 723 km². O número representa queda de 9,2% em relação à taxa de 2022 (agosto de 2021 a julho de 2022).

Mais da metade (52,8%) do desmatamento no Pantanal está concentrado no município de Corumbá (MS). Foi registrado desmatamento em 16 municípios de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

A divulgação inclui a série histórica do Prodes para o Pantanal desde 2000 e dados inéditos de alertas de desmatamento, do sistema Deter, desde agosto de 2023.

*Com informações do Ministério do Meio Ambiente

MMA publica edital para pagamento a assentados que reduzam desmatamento na Amazônia

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) publicou nesta quarta-feira (22), Dia Internacional da Biodiversidade, edital para selecionar assentamentos da reforma agrária que serão beneficiados com projetos de Pagamento por Serviços Ambientais. Trata-se de mecanismo para remunerar integrantes do Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA) por serviços ambientais que gerem benefícios para a sociedade, como a redução do desmatamento e a conservação da vegetação nativa.

A iniciativa faz parte do programa União com Municípios pela Redução do Desmatamento e Incêndios Florestais na Amazônia, lançado pelo MMA em 2023, e integra medidas anunciados no Dia Internacional da Biodiversidade.

O cadastramento de assentados interessados será realizado de 15 de junho de 2024 a 30 de março de 2025. Há cerca de R$ 60 milhões disponíveis para desembolso em dois pagamentos anuais, em 2024 e 2025.

O edital é uma ação do projeto Floresta+ Amazônia, com recursos do Fundo Verde para o Clima (GCF, na sigla em inglês). O projeto é executado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em parceria com o MMA.

Estão aptos à chamada assentamentos federais na Amazônia (criados e reconhecidos pelo Incra) localizados em um dos 70 municípios considerados prioritários pelo MMA para prevenção e controle do desmatamento.

Os assentamentos não podem ter embargos do Ibama e devem apresentar redução de pelo menos 25% do desmatamento em 2023, de acordo com a taxa Prodes, do Inpe, em relação a 2022. Quanto maior a redução, maior o desembolso.

Também devem ter cobertura de vegetação nativa igual ou superior a 50% de sua área total, de acordo com dados do Prodes/Inpe de 2022 e estar inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) como imóvel rural de assentamento da reforma agrária.

De acordo com o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm), os assentamentos da reforma agrária do Incra representam parcela significativa do desmatamento. Por meio das ações do PPCDAm, verificou-se, em 2023, redução expressiva do desmatamento nos assentamentos que mais desmataram em 2022.

Os candidatos também devem integrar o Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA) e não podem ser beneficiários do Programa Bolsa Verde.

Veja a apresentação do MMA aqui.

Para informações sobre formulário de inscrição e termo de adesão, acesse o edital aqui

*Com informações de Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

Primeira escola em alvenaria do Vale do Javari é inaugurada em Atalaia do Norte

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O Vale do Javari ganhou a primeira escola em alvenaria da Terra Indígena. Foi inaugurada em 18 de maio, com a presença de autoridades e lideranças indígenas, a Escola Municipal Indígena Dunu Mayuruna, na aldeia Flores da etnia Mayuruna/Matsés, localizada no rio Curuçá (distante 135 quilômetros da sede do município de Atalaia do Norte, no Amazonas). A obra é uma realização da prefeitura por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed).

A nova escola dispõe de quatro salas de aula padrão FNDE, que atendem às exigências do Ministério da Educação quanto ao dimensionamento dos espaços educacionais de acordo com práticas pedagógicas; respeitando requisitos e critérios de desempenho técnico das edificações, em consonância com as normas técnicas brasileiras.

Cada sala é projetada para receber 25 alunos e a escola possui internet via satélite Starlink; iluminação LED em todos os ambientes; banheiros; cozinha equipada com freezer, fogão industrial e utensílios; secretaria informatizada; sala do diretor; refeitório amplo e um sistema de energia solar com quatro baterias que suporta a demanda da unidade de ensino municipal.

Foto: Divulgação/PMATN

A prefeitura também esteve presente na aldeia Flores com serviços diversos para atender os indígenas, como os da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), que realizou atendimentos médicos, odontológicos e outros na UBS Fluvial; Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) com atividades dos Programa Criança Feliz, conscientização sobre o combate ao abuso sexual contra crianças e adolescentes; identificação; Cadastro Único; entre outras atividades. 

De acordo com o prefeito de Atalaia do Norte, Denis Paiva (União) “em breve, mais uma escola em alvenaria e outras em madeira serão inauguradas no Vale do Javari, tudo isso parte da política de uma gestão que valoriza os indígenas e ribeirinhos e investe no desenvolvimento da educação”.

Conservação do meio ambiente por meio de saberes ancestrais é comprovado em estudo

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A relação dos povos indígenas e de comunidades tradicionais com o meio ambiente revela-se essencial para a conservação da biodiversidade. Essa é a constatação de um estudo publicado na revista Nature Ecology & Evolution, elaborado por um grupo de pesquisadores de diversas instituições, entre elas o Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri) da Unicamp, e por indígenas da região do Alto Xingu, no Mato Grosso.

O artigo, de revisão bibliográfica, mapeou publicações que investigaram a relação entre a biodiversidade e a cultura desses povos. Por meio do estudo de caso de cinco modelos de conservação bem-sucedidos, denominados pelos pesquisadores de ‘pontos de esperança socioecológica’. 

O trabalho sublinha a importância dos conhecimentos tradicionais, acumulados ao longo de milhares de anos, e a necessidade de esses saberes serem valorizados e assimilados pela comunidade científica na busca por soluções transdisciplinares quando se trata dos problemas enfrentados atualmente pela humanidade.

“Por meio de suas práticas culturais, de sua relação com o ambiente, do seu conhecimento ecológico local, gerado ao longo de milhares de anos, a ação de povos tradicionais resulta em manutenção da diversidade biológica”, sintetiza Maíra Padgurschi, pesquisadora colaboradora do Cepagri, coordenadora do eixo de estudos do programa AmazonFace sobre impactos socioambientais e uma das autoras do artigo.

Visões antagônicas

A ideia de uma dicotomia entre sociedade e natureza perpassa o pensamento urbano e industrial de hoje, determinando a forma como as pessoas manejam a terra e os recursos hídricos. A agricultura atual, por exemplo, apesar de sua alta produtividade, baseia-se na monocultura e, no longo prazo, provoca uma redução da diversidade biológica, um aumento da resistência natural de pragas e um agravamento de fenômenos climáticos adversos. Nesse cenário, consagra-se um ideal na ecologia segundo o qual, para haver preservação do meio ambiente, é necessário separar os seres humanos e a natureza.

O estudo contrapõe essa perspectiva apresentando a visão de mundo dos povos tradicionais, baseada na existência de uma conexão entre todos os elementos que compõem o meio ambiente, incluindo os seres humanos e suas estruturas sociais. Ou seja, não existem fronteiras entre natureza e sociedade. Essa concepção modela a forma como os povos indígenas e as comunidades tradicionais convivem com a natureza, pois trata-se de uma relação negociada, pautada no respeito aos limites impostos pelo meio ambiente. 

“É como se nós nos relacionassemos com uma pessoa próxima, de nossa família, agindo com cuidado para não a desrespeitar”, afirma Padgurschi. Segundo a pesquisadora, em muitos casos, isso transparece nas diferentes cosmologias desses povos, que consideram árvores e rios, por exemplo, entes sagrados, o que vai de encontro ao próprio conceito de ‘recursos naturais’. Todos os elementos da natureza revelam-se sujeitos em interação contínua.

Foto: Antonio Scarpinetti

O artigo questiona a perspectiva tradicional da ecologia ao destacar estudos segundo os quais mais de um terço das áreas naturais conservadas, que sofreram baixo impacto das atividades produtivas, encontram-se dentro de territórios indígenas. 

Para os pesquisadores, esse estado de conservação resulta da visão de mundo desses povos. Padgurschi argumenta que tal conduta humana proporciona benefícios às regiões afetadas, como é o caso da chamada ‘terra preta de índio’, solo fértil encontrado na Amazônia e produto da ação de povos originários. 

“Tudo isso mostra a importância dessas populações para a manutenção da biodiversidade e apresenta formas de manejo que podem ser alternativas”, argumenta.

No trabalho publicado, os pesquisadores destacam cinco experiências observadas no Território Indígena do Xingu. Em uma primeira, o manejo da floresta aumentou a diversidade biológica de culturas alimentares e medicinais. Em outra, implementou-se um modelo bem-sucedido de preservação do pirarucu (Arapaima gigas) no Rio Solimões, peixe sob ameaça de extinção que teve sua população ampliada com o envolvimento de comunidades tradicionais em sua gestão. 

Em uma terceira, o turismo arqueológico-ecológico no Parque Nacional da Serra da Capivara passou a ser gerido por moradores locais, levando a uma melhora. Em uma quarta, o uso de saberes Xavante no manejo do fogo em áreas do cerrado mostrou-se eficiente. E, por fim, houve uma dispersão de sementes de araucária no sul da Mata Atlântica por meio dos deslocamentos de populações indígenas. A respeito desse último tema, diz Padgurschi: “A dinâmica natural desses povos de se deslocar e levar as pinhas das araucárias incrementa a diversidade das araucárias. O deslocamento é um mecanismo de dispersão, assim como fazem as aves, por exemplo”.

Futuro transdisciplinar

O fomento à diversidade biocultural reúne especialistas de diversas áreas em torno de objetivos comuns, entre os quais a incorporação, pelo fazer científico, dos saberes e práticas dos povos originários e de comunidades locais. 

“A transdisciplinaridade envolve as populações tradicionais não apenas como objetos de pesquisa, mas como atores, e engloba visões de mundo diferentes”, afirma a pesquisadora, ressaltando a presença dessa abordagem nos novos acordos mundiais de preservação ambiental. É o caso do Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal, firmado em 2022, na 15ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica, que inclui, em 7 de suas 23 metas, a valorização dos saberes de povos originários. Segundo Padgurschi, o desenvolvimento de pesquisas na área mostra-se um desafio a ser necessariamente enfrentado pela ciência. 

“Vamos conseguir entender problemas complexos e buscar soluções conjuntas quando, por meio do respeito mútuo, compartilharmos visões de mundo diversas e chegarmos a uma transdisciplinaridade real.”

*O conteúdo foi originalmente publicado pelo Jornal da UNICAMP, escrito por Felipe Mateus

Fábrica de mingau instantâneo busca atender demanda de merenda escolar no Amazonas

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti) do Amazonas recebeu representantes da startup Amazon Porridge no dia 20 de maio e o grupo anunciou ao titular da secretaria, Serafim Corrêa, o investimento na implantação de uma fábrica no Polo Industrial de Manaus (PIM). A fábrica produzirá mingau instantâneo com ingredientes amazônicos, como banana, castanha e tapioca.

A startup deixa de ser uma empresa incubada pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA) para se estabelecer na Zona Franca de Manaus (ZFM), produzindo em grande escala.

De acordo com o fundador e CEO da Amazon Porridge, Vanilson Costa, o investimento de aproximadamente R$ 10 milhões permitirá a implantação da empresa na ZFM. A fábrica estará em funcionamento nos próximos meses e deverá gerar 18 empregos.

“Nós estamos evoluindo de uma startup para nos tornarmos uma indústria. Atualmente, estamos no processo de implantação e estruturação da nossa planta de produção. Acredito que, nos próximos dois meses, teremos a planta totalmente pronta. Já estamos começando a operacionalizar o que temos hoje, que é nossa planta-base inicial”, revela Costa.

A empresa vai trabalhar com as comunidades ribeirinhas para coletar a produção e instalar as plantas em áreas estratégicas do Estado. O processamento inicial ocorrerá nessas áreas, com a finalização sendo feita em Manaus, gerando emprego no interior e um escoamento mais seguro da produção.

Com a nova fábrica, a startup poderá atender à demanda de merenda escolar e apoiar o Estado durante a estiagem, especialmente na alimentação escolar. 

“Atualmente, o que falta para fornecermos merenda escolar é a produção em escala. Com a estrutura que tínhamos antes, não conseguíamos atender a demanda das escolas. Agora, com nossa nova indústria, poderemos atender de forma escalável e é para isso que estamos nos preparando”.

*Com informações SEDECTI AM

Derivados de própolis são desenvolvidos no Mato Grosso para uso na indústria alimentícia

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Uma equipe de pesquisadores da Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat), com apoio via Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (Fapemat), está desenvolvendo novos produtos para agregar valores à exploração apícola no Estado. São realizados estudos e experimentos para transformar o extrato aquoso de própolis com a técnica de secagem em leito de espuma, classificando assim seus derivados para diversos usos na indústria.

Conforme o coordenador do projeto, o doutor da área de produtos naturais Rogério Alexandre Nunes dos Santos, própolis é um produto apícola pouco explorado pelas indústrias de alimentos. O extrato aquoso de própolis não apresenta efeito medicinal e nem teor alcóolico, podendo ser usado em formulações alimentícias.

“Os resultados demonstraram que a própolis obtida, através do método usado, apresentou potencial para ser um ingrediente funcional e naturalmente saudável para o uso na indústria  alimentar, como antioxidante em bebidas, produtos lácteos, produtos de panificação, entre outros, preservando as propriedades antioxidantes e antimicrobianas da própolis, garantindo um produto final na qualidade e segurança alimentar, contribuindo para a diversificação e inovação neste setor”,

avaliou o coordenador.

A apicultura é uma atividade econômica rural e geralmente familiar que não requer grandes investimentos e terras para sua exploração, além de estar presente em um grande número de municípios da zona rural brasileira. A utilização destes produtos, além do mel, podem ter um grande impacto na cadeia produtiva apícola e consequentemente um maior impacto social.

“Por isso, a necessidade das informações científicas para o uso alimentício de tais produtos se torna importante nesse processo. A extração de substâncias pode ser feita de diferentes maneiras, a qual envolve normalmente uma extração simples, onde a amostra é deixada em contato com o solvente a frio por um determinado tempo, com ou sem agitação, ou por uma extração exaustiva, que utiliza um aparelho com solvente aquecido, passando continuamente através da amostra, onde foi feita a avaliação do efeito da porcentagem de aditivos (formulação selecionada), sobre a qualidade da espuma, a cinética, e avaliação físico-química do produto seco”, explicou Rogério Alexandre.

O projeto intitulado “Extração aquosa de própolis padronizado e secagem em leito de espuma para uso em alimentos” faz parte do Edital nº 010/2021 Pesquisa com Alto Nível de Maturidade Tecnológica PANMT, da Fapemat, em parceria com a Farmácia Homeopática Naturalis Ltda, e é desenvolvido em Várzea Grande.

*Com informações da Fapemat

Acre é quinto Estado com a maior proporção da população em áreas de risco

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Com a intensificação das mudanças climáticas provocadas pela ação humana no meio ambiente, têm aumentado os desastres ambientais e climáticos em todo o mundo, a exemplo do que ocorre no Rio Grande do Sul. No Brasil, o governo federal mapeou 1.942 municípios suscetíveis a desastres associados a deslizamentos de terras, alagamentos, enxurradas e inundações, o que representa quase 35% do total dos municípios brasileiros.

“O aumento na frequência e na intensidade dos eventos extremos de chuvas vêm criando um cenário desafiador para todos os países, em especial para aqueles em desenvolvimento e de grande extensão territorial, como o Brasil”, diz o estudo do governo federal.

As áreas dentro dessas 1,9 mil cidades consideradas em risco concentram mais de 8,9 milhões de brasileiros, o que representa 6% da população nacional.

O levantamento publicado em abril deste ano refez a metodologia até então adotada, adicionando mais critérios e novas bases de dados, o que ampliou em 136% o número dos municípios considerados suscetíveis a desastres. Em 2012, o governo havia mapeado 821 cidades em risco desse tipo.

Com os novos dados, sistematizados até 2022, os estados com a maior proporção da população em áreas de risco são Bahia (17,3%), Espírito Santo (13,8%), Pernambuco (11,6%), Minas Gerais (10,6%) e Acre (9,7%). Já as unidades da federação com a população mais protegida contra desastres são Distrito Federal (0,1%); Goiás (0,2%), Mato Grosso (0,3%) e Paraná (1%).

O estudo foi coordenado pela Secretaria Especial de Articulação e Monitoramento, ligada à Casa Civil da Presidência da República. O levantamento foi solicitado pelo governo em razão das obras previstas para o Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que prevê investimentos em infraestrutura em todo o país.

Populações pobres

As populações pobres são as mais prováveis de sofrerem com os desastres ambientais no Brasil, de acordo com a nota técnica do estudo.

“A urbanização rápida e muitas vezes desordenada, assim como a segregação sócio-territorial, têm levado as populações mais carentes a ocuparem locais inadequados, sujeitos a inundações, deslizamentos de terra e outras ameaças correlatas. Essas áreas são habitadas, de forma geral, por comunidades de baixa renda e que têm poucos recursos para se adaptarem ou se recuperarem dos impactos desses eventos, tornando-as mais vulneráveis a tais processos”, aponta o documento.

O levantamento ainda identificou os desastres ambientais no Brasil entre 1991 e 2022, quando foram registrados 23.611 eventos, 3.890 óbitos e 8,2 milhões de desalojados ou desabrigados decorrentes de inundações, enxurradas e deslizamentos de terra.

Recomendações

A nota técnica do estudo faz uma série de recomendações ao Poder Público para minimizar os danos dos desastres futuros, como a ampliação do monitoramento e sistemas de alertas para risco relativos a inundações, a atualização anual desses dados e a divulgação dessas informações para todas as instituições e órgãos que podem lidar com o tema.

“É fundamental promover ações governamentais coordenadas voltadas à gestão de riscos e prevenção de desastres”, diz o estudo, acrescentando que o Novo PAC pode ser uma oportunidade para melhorar a gestão de riscos e desastres no Brasil.

“[A nota técnica deve] subsidiar as listas dos municípios elegíveis para as seleções do Novo PAC em prevenção de risco: contenção de encostas, macrodrenagem, barragens de regularização de vazões e controle de cheias, e intervenções em cursos d’água”.

A lista completa conta com 1.942 municípios classificados como os mais suscetíveis à ocorrências de deslizamentos, enxurradas e inundações para serem priorizados nas ações da União em gestão de risco e de desastres naturais. Destes, mais de 200 são dos Estados da Região Norte. Confira se seu município está na lista, a partir da página 12 da nota técnica:

*Com informações da Agência Brasil

Saiba quais estádios da Amazônia irão sediar a Copa do Mundo Feminina 2027 

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A próxima Copa do Mundo Feminina, que será realizada no Brasil em 2027, contará com dois estádios da Amazônia legal na rota dos jogos de futebol. O anúncio aconteceu no Congresso da Federação Internacional de Futebol (FIFA) em Bangkok, na Tailândia, com abertura prevista para 24 de junho e a decisão em 25 de julho, de acordo com o projeto apresentado.

A Arena da Amazônia é um dos dois estádios selecionados. Está localizada no Amazonas e o espaço esportivo já foi palco de quatro jogos da Copa do Mundo FIFA de 2014, e jogos das Olimpíadas de 2016. O centro esportivo, terá a capacidade de abrigar 26.948 torcedores e quatro jogos estão previstos para ocorrem no estádio amazonense na fase de grupos. 

Saiba mais sobre a Arena da Amazônia.

Arena da Amazônia, em Manaus (AM). Foto: Bruno Zanardo/Secom-AM

Outro Estado da Amazônia Legal que irá receber os jogos é Mato Grosso. A Arena Pantanal, em Cuiabá, é que será o centro da festa do futebol mundial feminino no Estado. O local também foi sede de quatro partidas da Copa do Mundo FIFA e ainda de cinco jogos da Copa América 2021. No período da Copa feminina, o estádio comportará 26.386 torcedores e deve receber outros quatro jogos na fase de grupos.

Arena Pantanal, em Cuiabá (MT). Foto: Daniel Meneses/Secom-MT