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Exército combate garimpo e exploração ilegal de madeira em Terras Indígenas de Rondônia

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O Exército Brasileiro mobilizou 97 militares para uma operação na Terra Indígena (TI) Tubarão Latundê, localizada em Chupinguaia (RO), no dia 19 de agosto. O foco principal é a repressão ao garimpo, exploração ilegal de madeira, narcotráfico e trafico de armas.

Durante a operação, as equipes apreenderam um trator utilizado na extração ilegal de madeira e identificaram pelo menos 25 pontos de desmatamento na reserva. Além disso, armamentos ilegais foram confiscados em ações anteriores, realizadas no Rio Guaporé, no município de Cabixi.

A primeira fase da operação começou no dia 14 de agosto e tem como objetivo percorrer diversas regiões do estado de Rondônia.

A TI Tubarão Latundê abriga cerca de 300 indígenas das etnias Aikanã, Kwazá e Nambikwara. As atividades ilegais representam uma grave ameaça à preservação do território e à segurança dos seus habitantes.

Exército faz operação em Terra Indígena — Foto: Rede Amazônica
Foto: Rede Amazônica RO

A operação, que deverá continuar até setembro, avançou para uma nova etapa na segunda-feira, com ações concentradas dentro da Terra Indígena. As autoridades esperam que o balanço oficial dos resultados seja divulgado ao término da operação.

Segundo autoridades, a repressão aos crimes ambientais é crucial para proteger as reservas indígenas e impedir que essas atividades ilegais ganhem mercado através das fronteiras do país.

Com a operação em andamento, a expectativa é que as ações contribuam para a preservação ambiental e a segurança dos povos indígenas que habitam a área.

*Por Iuri Lima, da Rede Amazônica RO

22,76 metros: Rio Negro atinge nível crítico em Manaus devido à seca

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Porto de Manaus durante a vazante de 2023. Foto: William Duarte/Rede Amazônica AM

Com 22,76 metros, o Rio Negro atingiu um nível crítico de vazante em Manaus (AM), conforme informou a Defesa Civil do Amazonas no dia 19 de agosto. Para 2024, o governo estadual prevê uma seca severa que pode ser tão grave quanto, ou até pior do que, a enfrentada no ano passado.

Em 2023, a estiagem provocou o nível mais baixo dos últimos 120 anos para o Rio Negro, resultando em estado de emergência em Manaus, fechamento de escolas rurais e alteração significativa em pontos turísticos importantes da cidade.

Atualmente, o governo do Amazonas declarou situação de emergência em 20 cidades devido aos efeitos da seca. Em Envira, a população enfrenta desabastecimento e aumento nos preços de itens básicos. Na sexta-feira 16 de agosto, foi publicado um relatório sobre a estiagem que já afeta 111 mil pessoas.

Na segunda-feira, 19 de agosto, a Defesa Civil classificou a situação da vazante em Manaus como crítica. Dados do Porto de Manaus mostram que, só em agosto, o rio caiu 2,42 metros, totalizando uma redução de 4,09 metros desde o início da vazante.

A situação é a mesma nas bacias do Alto Solimões, Médio Solimões e Médio Amazonas. Todas, segundo a Defesa Civil Estadual, estão em nível crítico de vazante.

A situação também é crítica nas bacias do Alto Solimões, Médio Solimões e Médio Amazonas, conforme a Defesa Civil Estadual.

Em Tabatinga, no Alto Solimões, o nível do rio está em 0,02 metros. Em Coari, o rio mede 7,66 metros, e em Itacoatiara, na Região do Médio Amazonas, as águas do Rio Amazonas estão em 8,70 metros nesta segunda-feira, segundo o Proa Manaus.

*Com informações da Rede Amazônica AM

Festival em Santa Luzia do Pacauí celebra importância da mandioca para o Amapá

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A mandioca, também conhecida como macaxeira, aipim, uaipi ou maniveira, é a terceira maior fonte de carboidratos nos trópicos, depois do arroz e do milho. Na região amazônica, a mandioca pode ser consumida de diversas maneiras, ela vai desde o beiju, tapioca, tucupi e tacacá. 

No distrito de Santa Luzia do Pacauí, na área rural de Macapá (AP), o fruto tem um festival para chamar de seu. Isso mesmo. Na cidade, a população celebra o Festival da Mandioca, que reúne uma programação com atividades esportivas, culturais e shows artísticos. A ideia do evento é destacar o potencial da mandiocultura na região e sua importância econômica para o Amapá.

Durante o festival, acontecem competições para eleger as melhores iguarias a partir da mandioca, como farinha e tapioca. O evento também conta com ações sociais, palestras e atendimentos para produtores rurais, incluindo emissões de documentos.

Tecnologia

Em 2024, o Festival chegou a sua 32ª edição em julho. De acordo com o secretário de Estado do Desenvolvimento Rural, Rafael Martins: “Estamos juntos com a comunidade para realizar um evento que envolve, além dos momentos festivos, ações sociais, palestras e atendimento ao produtor para emissões de documentos”.

Durante o evento, técnicos extensionistas mostraram aos produtores rurais inserções de tecnologias na agricultura familiar, como a apresentação de um protótipo de uma mini estufa para multiplicação rápida de manivas-sementes.

Confira alguns dos palestrantes confirmados para a Glocal Amazônia 2024

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Lideranças indígenas, influenciadores, embaixadores de pautas climáticas, empresários e membros da sociedade civil são algumas das funções dos palestrantes convidados da Glocal Amazônia 2024

Com o lema “Pensar local, agir global”, a segunda edição da Glocal na região amazônica será realizada entre os dias 22 e 24 de agosto em Manaus (AM).

Ao todo, são mais de 20 palestrantes. Confira um resumo sobre alguns dos convidados:

Isabelle Nogueira – Influenciadora digital e embaixadora do Festival Folclórico de Parintins, Isabelle ganhou notoriedade após levantar pautas culturais relacionadas à Amazônia em rede nacional.

Phelippe Daou Jr. – CEO do Grupo Rede Amazônica, maior empresa de comunicação da Amazônia. Engenheiro com vasta experiência em comunicações e dedicado à defesa da Amazônia e dos amazônidas, compromisso deixado pelo seu pai, o Jornalista Phelippe Daou.

Valcicleia Solidade – Superintendente de desenvolvimento sustentável de Comunidades. Nascida em uma comunidade quilombola no interior do Pará, Valcléia é uma líder inspiradora e uma defensora incansável do desenvolvimento sustentável e da justiça social. Possui 28 anos de experiência em projetos socioambientais, destacando-se por sua dedicação e impacto significativo nas comunidades da Amazônia.

Luana Borba – Editora-chefe e apresentadora. Luana Borba começou sua carreira na televisão em 2004, no Amazon Sat, em Manaus, depois buscou o desafio de ir para o Nordeste. Em 2013, a convite, retornou para Rede Amazônica (Manaus). Atualmente é apresentadora e editora chefe do Jornal do Amazonas Segunda Edição. Em 2019, foi selecionada para participar do projeto JN50, apresentando o Jornal de maior relevância e audiência do País, o Jornal Nacional. 

Eduardo Taveira – Mestre em Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas, possui graduação em Ciências Sociais pela Ufam (2000) e especialização em Desenvolvimento Sustentável (2004). É Secretário de Estado do Meio Ambiente do Amazonas desde de janeiro de 2019. Possui mais de 15 anos de experiência com projetos de gestão pública, ambiental e geração de renda na Amazônia brasileira e internacional.

Jander Manauara – Rapper, Artivista e Articulador cultural. Amazonense e natural de Manaus, acadêmico de Produção Cultural e estudante de Direção de Fotografia na Academia Internacional de Cinema, há 20 anos atuante no cenário Hip Hop Nortista, idealizador do Coletivo de Hip Hop – Origenas. Em 2021 foi homenageado como uma das vozes atuantes na luta pela agenda climática pela ONU Brasil. Agente de transformação local atuante em redes de conexões por todo território da Amazônia Legal.

Yra Tikuna – Artista indígena do povo Tikuna do alto Solimões, estilista, cantora, professora da língua tikuna, Yra cursa pedagogia intercultural na Universidade Federal do Amazonas e tem uma uma marca de roupas e artesanato indígena , além de um coletivo de modelos indígenas com mais de 10 etnias diferentes.

Para acessar a lista completa de palestrantes, acesse aqui.

Sobre o Acelera Amazônia

Glocal Experience Amazônia faz parte do projeto Acelera Amazônia 2024 e tem o apoio da Apa Móveis, Prefeitura de Manaus, Secretaria do Meio Ambiente (SEMA), Amazonastur e Governo do Amazonas. Idealização e operação: Dream Factory. Realização: Fundação Rede Amazônica (FRAM).

Glocal Experience nasceu em maio de 2022 com sua primeira edição no Rio de Janeiro. O encontro busca se tornar anual e tem a intenção de ser realizado em cada Estado da Amazônia. Em 2024, Manaus (AM) recebe o evento pela segunda vez.

MPF processa União e Funai para que Terra Indígena Amanayé, no Pará, seja demarcada

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Imagem: Instituto Socioambiental – Programa Monitoramento de Áreas Protegidas, 2024

O Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação civil pública na Justiça Federal para obrigar a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) a demarcar a Terra Indígena (TI) Amanayé, em Goianésia, no Pará. Apesar de ter sido reservada para os indígenas em decreto publicado há quase 80 anos, até hoje não houve a identificação, delimitação e demarcação da área, conforme destaca o MPF na ação, ajuizada na última quinta-feira (15), com pedido de decisão urgente.

Enquanto o Poder Público é omisso, os indígenas são vítimas de uma série de violações a seus direitos, alerta o MPF. Na ação, o órgão destaca que a demora no cumprimento das obrigações legais da União e da Funai tem gerado pressões econômicas, conflitos fundiários e danos ambientais significativos, além de resultar em desagregação e alterações importantes nos costumes e modos de vida dos Amanayé.

Por isso, além dos pedidos urgentes à Justiça para que sejam adotadas as medidas administrativas necessárias à demarcação da área, o procurador da República Sadi Machado pede, na ação, que a União e a Funai sejam obrigadas a compensar os danos morais resultantes da série de omissões que estão atrasando a demarcação. O pedido do MPF é para que a Justiça Federal condene a União e a Funai ao pagamento de, no mínimo, R$ 3 milhões a serem revertidos em investimentos diretos, visando a promoção de políticas públicas destinadas aos indígenas Amanayé.

Histórico

A Reserva Amanayé foi criada em 1945, pelo interventor federal no Pará Magalhães Barata. Só em 1984 foi designado Grupo Técnico (GT) da Funai e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para definir os limites dessa e de outras áreas indígenas. Em relação à Reserva Amanayé, o trabalho do GT não teve sucesso.

Em 1998, a Funai publicou nova portaria, constituindo o GT para realizar estudos e levantamento de identificação e delimitação da TI Amanayé. Já na época foi identificada a ocupação da área por não indígenas e crimes ambientais contra a fauna e a flora.

Em 2020, os Amanayé pediram à Funai urgência na demarcação, apontando invasão de fazendeiros e plantadores de soja, que estavam georreferenciando terras e até implementando marcos demarcatórios.

Em resposta aos indígenas, a Funai disse que não possuía recursos orçamentários nem pessoal para realizar os estudos da terra indígena. Para o MPF, esse contexto demonstra descaso com a comunidade e com o cumprimento das normas referentes ao direito à demarcação.

A omissão estatal permitiu que, na área da terra indígena, já existam 37 Cadastros Ambientais Rurais (CARs) e arrecadações de glebas para o Estado do Pará, sendo que algumas delas se transformaram em títulos particulares de terras. Os Amanayé atualmente encontram-se parcialmente deslocados da área por uso da força, sem a colaboração da União ou da Funai para que retomem as terras.

Ação Civil Pública nº 1003779-54.2024.4.01.3907

Consulta processual

*Com informações do MPF

Monitoramento da fauna no Médio Xingu indica saúde dos ecossistemas da região

Câmeras especiais capturam o andar imponente de uma jaguatirica. Há poucos quilômetros dali uma onça parda passeia calmamente pela região, enquanto uma onça pintada, que tem excelente visão noturna, vasculha o local atrás de presas. Esses flagrantes recentes da vida selvagem dos três maiores felinos das Américas foram feitos no Médio Xingu, no Pará. Os registros fazem parte do monitoramento de animais que a Norte Energia, concessionária de Usina Hidrelétrica Belo Monte, conduz na área de influência direta do empreendimento, e indicam a saúde dos ecossistemas das florestas, dos rios e igarapés da região. 

O território corresponde a 515 mil hectares, equivalente a 477 mil campos de futebol, e a biodiversidade impressiona. Desde 2012, durante a etapa de implantação da usina, a companhia faz esse trabalho que, até o momento, registrou 825 espécies, em 24 campanhas de campo para monitorar anfíbios, répteis, aves e mamíferos de médio e grande porte e morcegos. A última campanha aconteceu em abril e maio desse ano. Além dos felinos, entre os animais mapeados pelos técnicos, destacam-se o cachorro vinagre, o queixada, o tamanduá-bandeira, o tatu-canastra, o jupará, o quatipuru e o macaco-aranha.

“A presença destes animais nas áreas monitoradas representa um importante bioindicador da saúde dos ecossistemas florestais e hídricos”, avalia Roberto Silva, gerente dos meios físico e biótico da Norte Energia.

De acordo com o biólogo e mestre em Ecologia e Evolução, Átilla Ferregueti, trata-se de um dos maiores levantamentos do país e com descrição de novas espécies.  

Foto: Divulgação/Acervo Norte Energia

Entre os registros ao longo dos últimos 12 anos, o biólogo e coordenador técnico dos trabalhos de campo, Ismael Martins, destaca o momento em que observaram o macaco aranha, um flagrante raro de se conseguir. “No monitoramento que acabamos de fazer detectamos um macaco aranha com filhote. Essa cena comprova como o nosso trabalho está dando certo”, comemora o biólogo. 

Ele explicou que o tempo de gestação de um macaco-aranha é de cerca de 7 meses e meio, nascendo apenas uma cria por ninhada, fatores que dificultam o aumento da população da espécie. Após o nascimento, a mãe ainda cuida do filhote por um período de 3 a 4 anos. A espécie merece atenção e consta nas listas de conservação do Ministério de Meio Ambiente (MMA) e da International Union for Conservation of Nature (IUCN).

Câmeras são camufladas para fazer os flagrantes

Para conseguir observar os animais sem interferir em seus hábitos, a equipe da Norte Energia camufla os equipamentos, chamados de câmeras trap, que são acionados pelos movimentos dos animais e conseguem registrar as interações sociais e padrões comportamentais das espécies. Cada ponto onde a câmera é instalada é mapeado. Por exemplo, é necessário identificar, um corredor ecológico, onde esses animais vão ter acesso à água, em geral, um local mais propício para serem flagrados. 

Todo o processo de monitoramento envolve 72 profissionais, entre biólogos e pilotos fluviais e conta com a participação de moradores de comunidades locais. O conhecimento dos povos da região amazônica é fundamental nesse processo e contribui com os biólogos na identificação de rastros dos animais e de vestígios da floresta durante as atividades de campo.

“Nosso trabalho é bem complexo. Cada atividade é diferente. Datas, horários, nível do rio, cada detalhe vai afetar o método, logística, tipos de equipamentos. Por exemplo, a equipe de aves desenvolve duas metodologias. Uma é o avistamento, registrado com fotografia. Na segunda, eles vão para pontos de escuta pré-definidos, porque os animais são bem pequenos, e utilizamos a microfonia. Eles vão ouvindo e identificando. Quando há dúvida, utilizam playback. Com isso, a ave lá no meio da floresta vai responder, então temos a certeza de que estamos tratando da espécie identificada”, explica Ismael.

Além das câmeras trap, são utilizados lanternas, binóculos, gravadores de ultrassons específicos para monitorar morcegos, gravadores digitais com microfones unidirecionais para captar o som de aves e balanças, paquímetros e fitas métricas utilizadas na biometria dos animais analisados. Também são utilizadas abordagens inovadoras, como os estudos genéticos com DNA ambiental, para detectar as espécies no meio ambiente, sem a necessidade de capturá-las. A metodologia é revolucionária e tem sido utilizada de forma complementar em diversos países.

A aventura da mineração em Rondônia é mostrada em livro

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Garimpeiro representado na arte plástica de Rafael Prado. Foto: Reprodução

Por Júlio Olivar – julioolivar@hotmail.com

O jornalista Montezuma Cruz, com 55 anos de carreira, lança nesta sexta-feira (23/8), às 19h, na Casa de Cultura Ivan Marrocos, em Porto Velho (RO), seu mais recente livro, “Território Dourado”. A obra, com 154 páginas, traz à tona histórias inéditas e significativas sobre a mineração em Rondônia, abordando a vida nos garimpos do Rio Madeira (região de Porto Velho), na Serra Sem Calças em Jaru (região central do estado) e na Serra do Touro em Colorado do Oeste (sul de Rondônia).

Montezuma Cruz revela que a exploração de minérios e metais na região ocorre sem a devida fiscalização dos órgãos públicos federais e estaduais. O autor vai além da mineração, destacando os problemas sociais decorrentes da extração de ouro, como doenças, prostituição e criminalidade. Ele também aborda o tráfico de mulheres entre os estados do Acre, Goiás, Mato Grosso e Rondônia, e a alta mortalidade materna na Amazônia, conforme dados do Ministério da Saúde.

O garimpo na tela pintada por R. Prado. Foto: Reprodução

O livro também explora a ascensão e queda da zona boêmia de Porto Velho, frequentada por garimpeiros entre as décadas de 1970 e 1980, período marcado por doenças venéreas e malária, antes da epidemia de AIDS. A narrativa inclui a ganância de grupos bilionários, o contrabando de metais pelo antigo Aeroporto Belmonte, e questões como analfabetismo, drogas e cinema nos garimpos.

Correspondente de importantes jornais brasileiros, Montezuma relata que, no auge das atividades garimpeiras, o Banco Central enviava aviões com dinheiro para suprir o intenso movimento comercial. A Avenida 7 de Setembro, principal via de Porto Velho, era conhecida como “rua do ouro” devido à quantidade de lojas de compra e venda do metal.

O autor Montezuma Cruz com seu livro. Foto: Divulgação

Ouro e estanho (cassiterita) fazem parte da história de Rondônia desde o século passado. Na década de 1950, o seringalista Joaquim Pereira da Rocha testemunhou um aumento de pessoas em seu Seringal União e rapidamente contatou o geólogo Donald Campbell e o governador Jesus Burlamaqui Hosannah, que apoiaram a pesquisa, conforme relatado pelo jornal ‘O Globo’.

Trata-se de um livro-reportagem envolvente, desnudando a realidade dos garimpeiros e comerciantes que os apoiavam. A obra também inclui pinturas a óleo do artista rondoniense Rafael Prado, filho de garimpeiro, reconhecido em Bienais no Brasil e no exterior. Recentemente, Rafael participou de exposições itinerantes em Belo Horizonte (MG) e Marabá (PA).

Sobre o autor

Júlio Olivar é jornalista e escritor, mora em Rondônia, tem livros publicados nos campos da biografia, história e poesia. É membro da Academia Rondoniense de Letras. Apaixonado pela Amazônia e pela memória nacional.

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

Achado arqueológico é descoberto em obra do Parque Linear da Doca, no Pará

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A proa (parte dianteira) de uma provável embarcação metálica antiga foi encontrada durante o acompanhamento arqueológico nas obras do Parque Linear da Doca, em Belém (PA). O parque integra um conjunto de obras para a Conferência do Clima, a COP 30, que será realizada na capital paraense no final de 2025.

O achado arqueológico foi descoberto por uma equipe de pesquisa da empresa contratada pela Secretaria de Estado de Obras Públicas (SEOP), responsável legal do empreendimento.

Em nota, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), afirmou:

O Iphan, autarquia federal vinculada ao Ministério da Cultura, ainda destaca que o achado é único, pois não havia registros desse gênero na região.

A profundidade da embarcação metálica só será determinada após a conclusão dos estudos realizados pelo Iphan.

Para ler a nota na íntegra, acesse aqui.

Porto Velho, encoberta por fumaça, segue com a pior qualidade do ar do país

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Porto Velho amanheceu novamente com a pior qualidade do ar do país, no dia 14 de agosto, de acordo com a empresa suíça que mede os níveis de poluição do mundo, a IQAir. Uma ‘nuvem’ densa cobriu a cidade desde às primeiras horas da manhã.

Medidores da IQAir registraram que o Índice de Qualidade do Ar (IQA) marcava 557, considerado ‘perigoso’, o último grau de classificação da plataforma. A classificação varia entre ‘Bom’, ‘Moderado’, ‘Insalubre para grupos sensíveis’, ‘Insalubre’, ‘Muito insalubre’ e ‘Perigoso’.

Quando maior o IAQ, mais poluído e danoso é o ar. No início do mês Porto Velho também esteve na liderança com os piores índices. No entanto, à época a capital alcançou o IQA de 272. Ou seja, em menos de duas semanas, o número duplicou e subiu para índices ainda mais preocupantes.

Imagens de satélite mostram Rondônia no centro dos focos de queimadas. Em meio a um período de seca extrema, Rondônia bateu recordes de focos de queimadas: o mês de julho foi o pior em quase duas décadas.

Foto: Reprodução/IQAir

O cenário de seca e queimadas excessivas contribuem para colocar Porto Velho entre os piores índices de qualidade do ar do país. Especialistas relacionam as novas frentes de desmatamento, avanço das pastagens no sul do Amazonas e as queimadas na região como os principais responsáveis pela péssima qualidade do ar.

A umidade da capital registrada está em 23%, menos da metade do ideal que é entre 50 e 60%. Segundo o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam)

Um dos principais poluentes do ar na capital de Rondônia é o PM2,5, uma partícula inalável ultrafina que é mais difícil de ser eliminada no organismo. A concentração dessa partícula em Porto Velho está 40,8 vezes maior que o valor anual recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Essa partícula é resultante, sobretudo, de fumaça de incêndios ou da queima de combustíveis fósseis.

Foto: Tiago Frota/Rede Amazônica

Imagens de satélite mostram a formação e a distribuição das ‘nuvens’ de fumaça, que se formam, em grande parte, no Sul do Amazonas. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o estado registrou quase 3 mil focos de queimadas apenas nos primeiros dez dias de agosto.

Consequências na saúde

A pneumologista Ana Carolina explica que a diminuição da umidade do ar e o aumento da concentração de partículas finas (PM 2,5) na atmosfera, devido à poluição e redução de chuvas, podem causar ou agravar diversas doenças respiratórias na população, as mais comuns são:

  • Asma
  • Bronquite alérgica
  • Doenças relacionadas ao cigarro
  • Pneumonia
  • Tuberculose
  • Rinite e sinusite alérgica

Também há o aumento de doenças infectocontagiosas, (viroses e gripes). Além disso, crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias crônicas são os grupos mais vulneráveis.

Dicas para enfrentar o tempo seco

  • Beba bastante água (cerca de dois litros por dia ou 10 copos de água de 200 ml). Ela hidrata todos os órgãos, inclusive pele e mucosa;
  • Umidifique o ar em casa. Você pode colocar uma bacia com água no ambiente ou uma toalha umedecida para minimizar os efeitos do ar seco, do ar poluído;
  • Lave os olhos com soro fisiológico ou com colírio de lágrima artificial;
  • Mantenha a casa limpa, evitando o acúmulo de poeira;
  • Evite praticar exercícios físicos das 11h às 17h
  • Proteja-se ao máximo do sol e evite o ressecamento das mucosas e pele.

*Com informações da Rede Amazônica RO

IBGE divulga novo limite leste do Sistema Costeiro-Marinho adequado à Amazônia Azul em Macapá

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgará no dia 27 de agosto o novo limite leste do Sistema Costeiro-Marinho do Brasil, em consonância com a Amazônia Azul. O lançamento será realizado no Seminário de Gestão Costeira e Marinha, no Auditório do Pavilhão de Conhecimento, no Parque de Exposições da Fazendinha, em Macapá (AP).

O Seminário é uma ação conjunta do IBGE com o Departamento de Oceano e Gestão Costeira do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, com apoio do Projeto TerraMar (MMA/GIZ/IKI), da Secretaria Interministerial para os Recursos do Mar (SECIRM) da Marinha do Brasil, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Amapá e de atores locais do gerenciamento costeiro. O Seminário terá transmissão online pelo portal IBGE Digital.

O recorte busca atender às expectativas de diferentes setores da sociedade interessados em um mapeamento que abranja a área marítima sob jurisdição brasileira, com a utilização da Amazônia Azul – região que compreende a superfície do mar, águas sobrejacentes ao leito do mar, solo e subsolo marinhos contidos na extensão atlântica, que se projeta a partir do litoral até o limite exterior da Plataforma Continental Brasileira.

Essa adequação representa um aumento em área de mais de 4 milhões de km2 em relação ao Mapa de Biomas e Sistema Costeiro-Marinho do Brasil, compatível com a escala 1: 250 000, publicado em 2019, e que adotava como limite leste a extensão dos Grandes Ecossistemas Marinhos brasileiros. Não houve, no entanto, alteração na porção continental, onde se encontram os ambientes costeiros como dunas, mangues e restingas, formações pioneiras que se formaram sobre os sedimentos marinhos ao longo do litoral brasileiro.

Na divulgação, serão disponibilizados: uma nota técnica com os procedimentos para o desenvolvimento do traçado na porção marítima, dado vetorial em formato shapefile e mapa em PDF. Esses produtos constituem documentos para a representação de um recorte físico-biótico do país, contribuindo para a gestão sustentável da biodiversidade costeira e marinha, desde a sua popularização na educação básica até o apoio no estabelecimento de políticas públicas.

Segue o convite publicado pela Agência de IBGE de Notícias:

*Com informações do IBGE