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3 tesouros históricos escondidos em cidades amazônicas

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A Amazônia, com sua vasta biodiversidade e diversidade de paisagens, guarda não apenas segredos naturais, mas também preciosidades arquitetônicas que revelam a inventividade e a história do povo amazônida. Em meio à floresta, é possível encontrar verdadeiros tesouros históricos, que variam desde antigas construções pré-colombianas até cidades industriais abandonadas.

O Portal Amazônia encontrou três desses fascinantes locais: o “Stonehenge brasileiro” em Calçoene; a cidade histórica de Natividade; e a intrigante Fordlândia. Confira:

Stonehenge brasileiro

Vamos começar pelo Stonehenge brasileiro? Para começar, o que é o Stonehenge? Localizado na Inglaterra, no condado de Wiltshire, está o Stonehenge: uma estrutura composta, formada por círculos concêntricos de pedras, que chegam a ter 5 metros de altura e a pesar quase 50 toneladas.

Pois bem. O Amapá possui a sua própria versão do Stonehenge. No Parque Arqueológico do Solstício existe 127 rochas com mais de 4 metros foram organizadas em formato circular em um raio de 30 metros intriga pesquisadores

O sítio arqueológico popularmente conhecido como ‘Stonehenge da Amazônia’, é um conjunto de grandes rochas de granito fincadas no solo em formato circular. Ao todo, 127 rochas com mais de 4 metros foram erguidas em um raio de 30 metros.

De acordo com as pesquisas, as pedras maciças foram organizadas por mãos humanas, às margens do igarapé Rego Grande, na área rural da cidade de Calçoene, a 374 km da capital, Macapá. As estruturas estão localizadas dentro do Parque Arqueológico do Solstício e o acesso é feito pelo ramal que liga a sede do município à Vila do Cunani, percorrendo cerca de 30 km.

A história e os motivos pela construção do megálito ainda são desconhecidas, os indícios encontrados por pesquisadores são de que ele foi construído por indígenas há cerca de 1000 anos antes de Cristo, para observação astronômica e rituais. 

Saiba mais: Rochas milenares eram usadas como calendário solar por povos indígenas. Conheça Stonehenge da Amazônia, no Amapá

Foto: Reprodução/ Iphan

Natividade

O município de Natividade (distante a 200 quilômetros de Palmas) remonta às origens do Estado do Tocantins e ao ciclo do ouro, quando os bandeirantes enfrentaram a resistência dos indígenas Xavantes e ocuparam a Região Norte de Goiás, entre 1724 e 1734, dando origem ao primeiro povoamento do Estado.

As relações entre colonizadores, escravos, mineiros, sertanistas, missionários e criadores de gado resultaram no sítio histórico reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) como Patrimônio Nacional. O casario com cerca de 250 prédios coloniais e igrejas preservadas, entre ruas estreitas e muros de pedra construídos por escravos, guardam a memória do Tocantins.

Saiba mais: 5 curiosidades sobre Natividade, o berço histórico de Tocantins

Foto: Reprodução/Prefeitura de Natividade

Fordlândia

O projeto nasceu de um sonho do empresário norte-americano Henry Ford em criar um cultivo racional de seringueiras na Amazônia, transformando-a na maior produtora de borracha natural do mundo. Ele surgiu através do empresário Henry Ford que comprou uma área de terras às margens do Rio Tapajós.

De acordo com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o projeto ‘Fordlândia’ conseguiu a concessão do Estado do Pará, por meio do governador Dionísio Bentes, e aprovada pela Assembleia Legislativa em 20 de setembro de 1927.

O projeto teve início e uma estrutura nunca antes montada em toda a região foi dando vida à futura cidade modelo. Hospitais, escolas, casas no estilo americano, mercearias, portos próximos à praia foram construídos para abrigar as famílias de todos os empregados que estavam trabalhando no projeto.

Em cinco anos, o projeto ganhou dimensões incomuns para a região naquela época: campos de atletismo, lojas, prédios de recreação, clube de sinuca e cinema. De 1938 a 1940, Belterra viveu o seu período áureo e foi considerado o maior produtor individual de seringa do mundo.

No entanto, o final da segundo Guerra Mundial, a morte do filho de Henry Ford, a grande incidência de doenças nos seringais e, principalmente, a descoberta da borracha sintética na Malásia foram fulminantes para a decadência do projeto em Belterra.

Saiba mais: ‘Fordlândia’, o gigante sonho abandonado no Pará

Foto: Ricardo Leoni/Agência O Globo

Manutenção emergencial na Santa Luzia é concluída e abastecimento começa a retornar em bairros da zona Sul de Manaus

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A Águas de Manaus concluiu, por volta das 16h desta segunda-feira (27), uma manutenção emergencial localizada na rua Henrique Archer Pinto, bairro de Santa Luzia, na zona Sul de Manaus. O abastecimento de água tratada em dez regiões da zona Sul de Manaus, que foi interrompido para que a manutenção ocorresse com segurança, já está em normalização. A previsão é que até o fim da noite desta segunda, a área esteja com o serviço de água completamente recuperado.

Uma força-tarefa envolvendo mais de 50 pessoas foi montada para atuar na manutenção da tubulação de grande porte, na Santa Luzia. Com isso, foi possível realizar o serviço, atender os moradores impactados e liberar a via em menos de 24 horas.

As equipes atuaram no serviço desde os primeiros momentos após a ocorrência, na noite de domingo (26). Equipes da empresa visitaram todas as residências impactadas pelo vazamento, para prestar apoio e assistência. Além disso, foram deslocados ao local equipamentos como retroescavadeiras, tratores e caminhão-pipa.

De acordo com o gerente de Operações da concessionária, Lineu Machado, a pronta resposta reforça o comprometimento da empresa em solucionar qualquer tipo de situação emergencial que venha ocorrer. 

“Em um curto espaço de tempo mobilizamos nossos profissionais para atenderam a esta ocorrência de alta complexidade. Iniciamos o trabalho logo na sequência do sinistro e seguimos até a conclusão, na tarde desta segunda-feira, sem interrupção. Neste tempo também disponibilizamos carros-pipa para atender os moradores”, destaca.

Morador do bairro Santa Luzia há mais de 50 anos, o líder comunitário, Glaucinei Serpa, reforçou a rápida resposta apresentada pela concessionária. “Na mesma hora em que soube desta situação, fiz um vídeo e enviei para empresa. Logo em seguida fomos atendidos. A equipe da Águas de Manaus foi muito atenciosa, conversou com cada morador e se prontificou em ressarcir os prejuízos causados por este vazamento. É muito importante quando uma empresa vem, ouve a população e dá soluções”, disse o morador.

A concessionária segue à disposição da população nos canais oficiais 0800 092 0195 (SAC e WhatsApp), site www.aguasdemanaus.com.br e aplicativo Águas App.

Dados sobre florestas brasileiras são lançados em plataforma digital

O Serviço Florestal Brasileiro (SFB) lançou uma plataforma para disponibilizar os dados abertos do Inventário Florestal Nacional (IFN). Além das informações em formato de planilha, a nova plataforma inclui painéis interativos que permitem filtrar as informações referentes ao levantamento biofísico, botânico e socioambiental do IFN. Os dados estão disponíveis pelo Sistema Nacional de Informações Florestais (SNIF).

Participaram da abertura do evento, o diretor-geral do SFB, Garo Batmanian, a secretária-executiva adjunta do MMA, Anna Flávia Franco, a secretária Nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais, Rita Mesquita, os presidentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama), Rodrigo Agostinho, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Mauro Pires, e o diretor de Pesquisa Científica do Instituto de Pesquisa do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ), Leonardo Salgado.

O diretor-geral do SFB ressaltou a importância da nova plataforma para ampliar o acesso à informação. “Informação que não é compartilhada é como informação que não existe e as pessoas não usam”, disse. “É como uma biblioteca com a porta fechada, ninguém lê os livros, então, é como se eles não existissem”.  Batmanian acrescentou que o IFN é resultado de uma ampla articulação, envolvendo servidores, pesquisadores, professores, profissionais de campo e organismos internacionais e nacionais que financiam as atividades do IFN.

Anna Flávia Franco disse que o MMA possui cerca de 154 conjuntos de dados   ambientais disponíveis em formato aberto e padronizados para fácil análise e reutilização pela sociedade. Nesse contexto, segundo ela, o IFN é um dos bancos de dados mais importantes nesse processo porque apresenta dados coletados em todo o País. “Temos quase 60% do território nacional coberto por florestas. A informação do IFN tem uma relevância muito grande sobre a ótica da representatividade nacional, inclusive para o planejamento territorial brasileiro”.

Para a secretária Rita Mesquita, o nível de refinamento da base de informações do IFN vai permitir “ampliar as camadas de informação que existem ainda de forma um pouco incipiente, em especial, o mapeamento dos ecossistemas brasileiros”. Com isso, ela avalia que o País terá um importante instrumento para amparar as decisões e escolhas relativas ao manejo, conservação e restauração vegetação nativa.

O presidente do Ibama destacou a importância dos resultados do IFN para iniciativas de restauração florestal realizadas pelo órgão. Já o presidente do ICMBio citou que as informações serão fundamentais no processo de definição de novas áreas de proteção. “Precisamos realizar estudos sobre aspectos sociais, econômicos, territoriais e da biodiversidade. Essas informações são extremamente valiosas tanto para o processo de criação de unidades de conservação, como também para sua implementação e recuperação”, explicou Pires.

O representante do JBRJ enfatizou a importância do IFN para a botânica brasileira, para a estruturação de herbários e capacitação dos profissionais. “Essa parceria entre o JBRJ e o SFB, por meio do Inventário Florestal Nacional, permitiu, inclusive, a estruturação de outros programas bastante relevantes, como o programa Reflora e o catálogo da flora e fauna do Brasil”, mencionou Salgado.

O Brasil tem 4,96 milhões de km2 de florestas, o que representa praticamente 60% de todo o território nacional. A rica biodiversidade do nosso País, que é o maior em área de florestas tropicais do mundo, tem grande importância social, econômica e ambiental para os brasileiros e o resto do mundo.

Diante disso, o Inventário Florestal Nacional é a ferramenta que mantém informações estratégicas sobre os recursos florestais naturais e plantados. Com metodologia única de coleta de dados para todos os biomas, o IFN busca coletar, analisar e divulgar não só dados qualitativos e quantitativos das florestas, como também das comunidades que vivem nos arredores. O objetivo é orientar políticas públicas, investimentos e atividades na área florestal, além de também incentivar a pesquisa científica.

Balanço

Mais de 125 mil amostras botânicas já foram coletadas em mais de 10 mil pontos amostrais distribuídos a cada 20 km em um total de 19 unidades da federação, alcançando quase 60% do território nacional. Mais de 900 mil árvores foram mensuradas e catalogadas, 8,4 mil espécies identificadas e 13 novas espécies confirmadas. Mais de 38 mil pessoas foram entrevistadas nas comunidades que vivem nessas regiões.

Em relação aos biomas, 100% do Pampa foi inventariado, 71% da Caatinga, 78% do Cerrado e 58% da Mata Atlântica. Na Amazônia, os trabalhos já foram realizados em 44% do bioma. O próximo a ser inventariado é o Pantanal.

Atualmente, o IFN é apoiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Instituto Interamericano de Cooperação para Agricultura (IICA), pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES), por meio do Fundo Amazônia, e pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

*Com informações do Serviço Florestal Brasileiro

Educação e internet: conectividade para o EAD

Seja pelo smartphone ou por um computador, um estudante EAD está sempre conectado. Imagem: Divulgação/Freepik

Nos últimos anos, uma nova forma de aprender tem conquistado cada vez mais espaço: o ensino a distância, que ao invés de frequentar uma sala de aula tradicional, os estudantes podem aprender de casa, usando seus computadores ou até mesmo seus celulares.

Apesar de se falar bastante sobre o EAD nos últimos anos, ele existe há algumas décadas com os chamados cursos por correspondência. Inicialmente, o ensino a distância era feito por materiais didáticos recebidos via correios, em seguida veio a televisão de conteúdo educacional até evoluir ao que conhecemos.

Democratização do ensino

Com o avanço da internet nos anos 2000, o ensino a distância mudou bastante, passando agora a utilizar a internet para realização das aulas, incluindo o acesso de materiais e realização de avaliações. Então, em vez do aluno ir a uma sala de aula, no ensino a distância, as aulas acontecem online, usando sites ou aplicativos.
No Brasil, a educação a distância se tornou popular porque torna o acesso ao ensino superior mais democratizado, ou seja, quem anteriormente não possuía disponibilidade de ir a aulas presenciais, agora, poderá assistir de casa, e assim conseguir uma formação superior.

Desafios de conexão para o EAD

Apesar de ter sido criado com o instituto de ser um facilitador de ensino, o EAD ainda necessita de alguns requisitos para ser bem aplicado. Por exemplo, o estudante precisa de um smartphone ou preferencialmente um computador para assistir às aulas e conseguir realizar os exercícios.

Uma internet de qualidade também é um requisito essencial, afinal, uma conexão instável pode deixar as atividades inacessíveis, atrasar a entrega de trabalhos e impossibilitar o acompanhamento das aulas remotas.
Por isso, a Vellon, um dos maiores provedores de internet do estado do Pará, se preocupa em sempre entregar uma conexão rápida e estável para seus clientes. Com cobertura em grande parte do estado, possui atendimento humanizado 24h por dia.

Além de velocidade e estabilidade já conhecida por seus usuários, possui aplicativos exclusivos como Ubook Go e OléTV, que servem de um enorme complemento aos estudos diários.

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Estudo afirma que custo ambiental do desmatamento e da soja no leste da Amazônia chega a R$ 10 bilhões

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O desmatamento na Amazônia e o aumento de áreas agrícolas têm diminuído a capacidade da floresta de oferecer benefícios à população, como produtividade da terra e melhor qualidade do clima, do ar e da água. Em artigo publicado nesta segunda-feira (27) na revista científica ‘Ambiente & Sociedade’, pesquisadores do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e da Universidade Federal do Pará (UFPA) estimam que, em 36 anos, houve uma perda de cerca de R$ 10 bilhões em serviços ecossistêmicos na região da bacia do Gurupi, leste da Amazônia, devido ao aumento de áreas de plantio de soja. O valor foi corrigido para o ano corrente.

O grupo quantificou perdas econômicas geradas pelo desmatamento de 1985 a 2021 na bacia do Gurupi, que fica entre os estados do Pará e do Maranhão. O cálculo foi feito a partir de levantamento de uso de terras na área de 35 mil quilômetros quadrados, usando a base de dados MapBiomas, que mantém um registro anual de mudanças da região desde 1984.

Para facilitar o trabalho, os pesquisadores classificaram o uso da terra em cinco categorias: florestas, formações naturais não florestais, agricultura, áreas sem vegetação e região de águas. A valoração dos serviços ecossistêmicos foi feita a partir de base de dados global que mapeia a economia dos ecossistemas e da biodiversidade. Foram selecionados 210 valores para 15 tipos de serviços ecossistêmicos.

A partir do cruzamento de dados levantados, os pesquisadores observaram que, em 36 anos, houve perda de 25% de área florestal e aumento de 92% de áreas agrícolas. O plantio de soja corresponde a 84% do terreno destinado à agricultura na região.

“Toda essa produção vai para exportação, pois a soja não alimenta pessoas”, comenta Ima Vieira, coautora do estudo e pesquisadora do Museu Goeldi.

De acordo com a especialista, a redução do plantio de produtos voltados para a alimentação humana provocado pelo aumento de áreas de soja pode aumentar o risco de insegurança alimentar na região, além de prejudicar o ecossistema. “Todo esse plantio enfraquece as funções dos ecossistemas naturais, como a regulação do clima, a qualidade da água e a polinização, que são serviços importantes prestados pela floresta. Se a área de floresta é reduzida, esses serviços também se reduzem”, explica.

A maior parte da produção agrícola no Pará, segundo os autores do artigo, depende de serviços ecossistêmicos como a polinização – e, por isso, é considerado um serviço valioso. Além da vida humana, outras espécies de animais podem ser ameaçadas pelas mudanças no uso da terra na região, assim como a regulação do clima.

Os pesquisadores esperam que esse tipo de estudo de valoração dos serviços ecossistêmicos possa ser útil não apenas para informar a população e os tomadores de decisão, mas também possa mobilizar políticas públicas de conservação e estímulo a atividades econômicas mais aderentes à manutenção biodiversidade dos biomas tropicais. “Comunidades locais, como as populações quilombolas que vivem na região do Gurupi, podem se beneficiar de políticas nacionais de pagamentos por serviços ambientais”, comenta Vieira, salientando que incentivos financeiros podem promover atividades produtivas mais sustentáveis e com maior capacidade de geração de benefícios econômicos e socias às comunidades.

Após a publicação do artigo, que fez parte da tese de doutorado da pesquisadora Fabiana da Silva Pereira no Programa de Ciências Ambientais, parceria entre o Museu Goeldi, a UFPA e a Embrapa, o grupo está trabalhando em pesquisas qualitativas sobre a percepção dos, quilombolas, sobre as mudanças do uso da terra e dos serviços ecossistêmicos e as ameaças aos seus territórios.

*O conteúdo foi originalmente publicado pela Agência Bori

Pescador captura maior surubim de lenha em Rondônia e bate recorde brasileiro

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O pescador esportivo Fábio Baca entrou para a lista da ‘Brazilian Game Fish Association‘ (BGFA) ao pescar o maior peixe surubim lenha já registrado no Brasil. A pescaria recordista aconteceu no início do mês de maio de 2024 no rio Madeira em Porto Velho (RO).

A BGFA é uma entidade que realiza a criação de regras e critérios técnicos para homologação de recordes de peixes no Brasil, em duas modalidades e diversas categorias, desde que as espécies sejam capturados por meio da prática da pesca esportiva.

O peixe da espécie “surubim lenha ou chicote” (Sorubimichthys planiceps) capturada por Fábio tem 1 metro e 8 centímetros. O animal foi catalogada pela BGFA como recorde brasileiro na categoria “absoluto masculino” pelo seu comprimento.

Fábio Baca, que é pescador esportiva há cerca de 30 anos, conta que geralmente utiliza iscas artificiais, mas no dia em que capturou o surubim recordista, usava uma “tuvira” (peixe de água doce). O pescador estava a bordo de um caiaque em um ponto de grande correnteza no rio Madeira.

“Os surubins gostam de regiões com bastante correnteza. Eu estava em um caiaque e em uma área de muita correnteza no rio Madeira. Quando vi o peixe, fiquei impressionado, pois para a espécie, esse tamanho é considerado muito grande”, explica.

De acordo com o pescador, cada espécie de peixe tem um limite de tamanho e o surubim chamou a atenção devido ao seu comprimento, que é o máximo que um peixe dessa espécie pode atingir.

Foto: Fábio Baco/Arquivo Pessoal

Como é feita a medição do peixe?

Fábio Baca explica que para comprovar o recorde é necessário realizar a medição da espécie com uma régua fornecida pela BGFA em um local plano e medir o peixe vivo. Todos os momentos precisam ser filmados para comprovar a medição.

As partes medidas vão desde a boca do peixe até o meio do rabo (o restante da cauda não entra na medição). Depois disso, é necessário filmar também a soltura do peixe, pois, para ser homologado, o animal precisa ser devolvido ao habitat natural.

“Fiquei muito feliz em ter esse reconhecimento. Tenho outras espécies com as quais poderia bater recordes, mas como a medição exige um processo e eu pesco geralmente sozinho, às vezes não consigo medir. Não basta você pegar o peixe, você precisa medir da forma adequada”, conta.

Outros registros

No inicio do ano Fábio Baca conseguiu, pela quinta vez, uma façanha que muitos pescadores sonham: fisgar um pirarucu com mais de dois metros e 130 quilos. A pescaria aconteceu em Jaci-Paraná, distrito de Porto Velho.

Mas, essa não foi a primeira pescaria de grandes emoções que Fábio participou. Em maio de 2023, uma “briga” com um pirarucu gigante foi responsável por uma vara de pescar quebrada, boca machucada e muito cansaço.

A pescaria esportiva é a paixão de Baca e ele intercala com a profissão de procurador federal em Rondônia. Natural do Espírito Santo, Fábio começou na pescar esportiva com o pai e há mais de 30 anos se aventura pelos rios de RO.

Os registros das pescarias são feitas em seu canal no Youtube, que surgiu como uma plataforma para registrar o hobby e cresceu até se tornar o maior canal de pesca do Brasil. Um de seus vídeos possui mais de 14 milhões de visualizações.

*Por Emily Costa, do g1 Rondônia

Plano Nacional de Mineração 2030: geologia, mineração, transformação mineral

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Por Osíris M. Araújo da Silva

O Plano Nacional de Mineração 2030 (PNM − 2030), lançado em maio de 2011 pelo Ministério de Minas e Energia (MME), tem por objetivo “servir como referência para o planejamento do setor mineral nos próximos 20 anos, integrado às políticas ambientais e industriais, com o objetivo comum de promover o desenvolvimento sustentável do Brasil”. Em síntese, representa mais uma etapa das atribuições do governo brasileiro voltadas à formulação de políticas e planejamento dos setores energético e mineral. Nesse sentido, o PNM-2030 apresenta diretrizes gerais para as áreas de geologia, recursos minerais, mineração e transformação mineral, inclusive metalurgia.

Segundo o Plano, os bens minerais formam a base do padrão de consumo e da qualidade de vida da sociedade moderna. O Brasil, salienta, é um importante produtor mundial de minérios; contudo, seu consumo per capita encontra-se entre 15% e 30% dos países que já lograram atingir níveis mais elevados de desenvolvimento. A assimetria, salienta o documento, se reproduz internamente devido à baixa demanda das regiões Norte e Nordeste. Assim, o Plano prevê “elevar o consumo interno per capita de produtos de base mineral tendo em vista aproximar-se da média mundial, até 2015, e triplicar no horizonte 2030, atingindo um patamar próximo ao de países desenvolvidos, com o país alcançando um PIB per capita superior a US$ 20 mil, associado a uma melhor distribuição de renda”.

O setor mineral, compreendido pelas etapas geologia, mineração e transformação mineral, é base para diversas cadeias produtivas. O Brasil destaca-se internacionalmente como produtor de nióbio, minério de ferro, bauxita, manganês e vários outros bens minerais. No processo de elaboração de cenários e definição de visão de futuro, o PNM 2030 atém-se a uma perspectiva integrada do setor mineral, destacando-se a importância da agregação de valor e uma melhor distribuição dos benefícios que as cadeias produtivas do setor possibilitam. Além do mais, o Plano sustenta-se na pressuposição segundo a qual “a inserção regional dos grandes empreendimentos ganha agenda pública, favorecendo a costura de novos pactos de atuação do setor levando em conta o que a sociedade pensa a respeito e quais as perspectivas de estados e municípios sobre o futuro do setor”.

No tocante aos investimentos previstos no PNM-2030 sobre pesquisa mineral, mineração e transformação mineral (metalurgia e não-metálicos), quase todos oriundos da iniciativa privada, deverão totalizar US$350 bilhões, considerando, adicionalmente, os gastos com infraestrutura e logística. Em decorrência do aumento da produção, avalia o MME, “o número de empregos também crescerá, multiplicando-se por três vezes nas próximas duas décadas. Cabe notar que a transformação mineral é a que gera o maior quantitativo de empregos”.

Dentre os objetivos básicos do Plano Nacional de Mineração − 2030 destacam-se dois por sua essencialidade: a) governança pública para a consolidação do novo marco regulatório do setor mineral, com a criação do Conselho Nacional de Política Mineral, mudanças no modelo de outorga e a criação da Agência Nacional de Mineração (ANM), além de revisão da política para a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (os royalties da mineração), e b) ampliação do conhecimento geológico, com metas e escalas diferentes, 100% do território nacional deverá estar mapeado.

Quanto aos investimentos, deverão contemplar atividades relacionadas aos segmentos de geofísica, geoquímica, geodiversidade e recursos hídricos. O grande problema está no distanciamento da coleta de resultados do setor, hoje em níveis muito distantes do padrão mundial. Presentemente, o governo Federal atribuiu-se metas de curtíssimo prazo circunscritas basicamente à destruição de balsas e equipamentos de mineração na Amazônia. Medidas objetivas para o crescimento do setor ainda aguardam a chuva passar.

Sobre o autor

Osíris M. Araújo da Silva é economista, escritor, membro do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA) e da Associação Comercial do Amazonas (ACA).

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

Os cantores do rádio na Manaus de outrora


Por Abrahim Baze – literatura@amazonsat.com.br

Bem mais além do que mero meio de comunicação, o rádio em todo país e muito especialmente no Amazonas, possibilitou a consolidação de gêneros musicais e teve importante participação na formação política do Brasil no decorrer da primeira metade do século XX, cuja, participação, crescimento e difusão das ondas radiofônicas foram importantes nas décadas de 1920 e 1930.

“… A primeira transmissão do rádio ocorreu em 7 de setembro de 1922, como parte das comemorações que celebravam o centenário da Independência do Brasil. A transmissão teve como destaque um discurso do então presidente da República Epitácio Pessoa. Também foram espalhadas nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Petrópolis, aproximadamente oitenta receptores que captavam áreas encenadas no teatro municipal de São Paulo d’O Guarani, de Carlos Gomes. A primeira transmissão por rádio já prenunciava, de alguma maneira, o futuro ligado às manifestações nacionalistas que seriam recorrentes durante o governo Vargas, época de maior expansão das ondas radiofônicas”. ¹

Jornalista Josué Cláudio de Souza, sócio honorário. Manaus, 10 de junho de 1972. Foto: Abrahim Baze/Acervo pessoal

Ainda na década de 1920, dois episódios marcaram inicio da era do rádio no Brasil, de acordo com Sérgio Cabral:

“… A fundação da Rádio Sociedade, por Roquette Pinto e Henrique Morize, em 1923 e a fundação da Rádio Clube no Brasil no ano seguinte. Tais rádios funcionavam por poucas horas e em dias alternados, o que há no entanto, no estudo de Sérgio Cabral, que nos chama atenção é a sua tese de que o Rádio retira a música popular do terreno do amadorismo e a situa, em um processo paulatino, como também, uma forma de profissionalização: isso viria a ocorrer de modo mais acentuado na década de 1930”.

¹ CABRAL, Sérgio. AMPB na era do rádio. São Paulo: Editora Moderna. 1996.

A profissionalização dos cantores do rádio tanto no Brasil quanto no Amazonas veio junto de um repertório, por isso, não foi ao acaso que a partir de 1930 o samba ganha cada vez mais relevância no cenário cultural brasileiro, se torna mais comercial e alia a figura do cantor às ondas radiofônicas, a venda de discos e ao gênero musical, em um circuito que nos permite visualizar uma lógica mercadológica sobre as canções. No entanto, foi a partir deste momento que passam a serem ouvidas com destaque as composições de Ismael Silva, Wilson Batista, Noel Rosa e outros. Como também, surgia grandes interpretes como Mário Reis e Francisco Alves e as interpretes Araci de Almeida, Carmem Miranda e Dalva de Oliveira.

“… Como destaca o autor Francisco Weffort, o Governo de Vargas pode ser compreendido pela chave do populismo: um fenômeno político de bastante recorrência na América Latina que tem por objetivo ser paternalista, desenvolvimentista e patriótico. Getúlio operou mudanças significativas na vida do povo brasileiro. Ele tratou de criar um aparelho estatal nas rádios brasileiras, a exemplo do que fez também outro presidente sul-americano Juan Domingo Perón na Argentina. Desse modo a Rádio Nacional que quando criada em 1936, tinha um caráter de empresa privada, tornou-se em 1940, uma empresa pertencente ao Governo Brasileiro. Seu modo de operar por meio de ondas curtas fez com que todo território brasileiro fosse preenchido pelas ondas da emissora. O Estado Novo, mais precisamente o Departamento de Imprensa e Propaganda criou um modelo de programação onde e jornalismo e entretenimento caminhava lado a lado na Rádio Nacional desse período datam o surgimento da Ora do Brasil, dedicada as notícias do executivo brasileiro, o Repórter Esso, jornalismo de plantão que informava os fatos emergenciais, e programas humorísticos que consagraram artistas brasileiros, como a Balança mais não cai e PRK-8, onde atuavam grandes nomes como: Paulo Gracindo, Valter D’Ávila e Brandão Filho e, mais tarde dar-se inicio as radionovelas”. ²

² WEFFORT, Francisco. O populismo na política brasileira. São Paulo: Editora Paz e Terra. 1989.

André Limonge (Rádio Difusora) e Clovis Carvalho (Rádio Difusora). Foto: Abrahim Baze/Acervo pessoal

Por este caminho, cada vez mais focaliza-se a figura do artista e sua representatividade na sociedade, esse processo se transforma com o tempo, mas é o embrião da figura do ídolo que ficou conhecido a época e que não foi diferente em Manaus nos anos 50 na Rádio Difurosa e Rádio Baré, fosse por meio dos concursos das rainhas do rádio na década de 1950 que, a nível nacional imortalizaram Dalva de Oliveira, Ângela Maria e Emilinha Borba ou pelo fenômeno que se tornou Cauby Peixoto, Orlando Silva e Nelson Gonçalves.

“… O paradigma musical consolidado pelo rádio na primeira década do século 20 no Brasil trouxe a tona muitos nomes da musicalidade, tinha-se um entendimento de que a canção necessitava de ampla orquestra e grande potência vocal e, desse modo está inscrita no imaginário brasileiro”.³

³ NAVES, Santuza Cambraia. Canção popular no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. 2010.

Roque de Souza (Rádio Baré) e Fred, locutor esportivo (Rário Baré). Foto: Abrahim Baze/Acervo pessoal

De acordo com as autoras Ierecê Barbosa Monteiro e Edilene Mafra, contam a história do rádio na capital do Amazonas:

“… Nos anos de 1920, o Amazonas amargava dias difíceis na economia. Após o fim do apogeu da borracha, a produção amazônica respondia por apenas 5% do consumo mundial de borracha. Mário de Andrade um dos lideres do movimento modernista brasileiro, em visita a Manaus no ano de 1927 afirmou que a capital amazonense de “virgem de luxo” estava se transformando em “mulher fecunda”, metáfora que ilustra a decadência da outrora Paris dos trópicos. Foi nesse cenário de estagnação econômica pós primeiro ciclo da borracha que antecederam as primeiras transmissões de rádio no Amazonas. Segundo a doutora em educação Ierecê Barbosa Monteiro, autora de o livro Favor Transmitir ao Destinatário: uma análise semiológica dos avisos de rádio no Amazonas, obra que se transformou em um clássico e faz parte das bibliografias básicas de várias disciplinas de cursos superiores, o rádio surge no Amazonas em 1927”. 4

A Professora Doutora Edilene Mafra acrescenta ainda que, diferentemente da maior parte do Brasil, onde surgiu como no Amazonas o rádio foi introduzido como veículo estatal.

“… A primeira emissora instalada no Amazonas, em abril de 1927 foi a voz de Manáos, que atendia aos interesses comerciais e políticos dos barões da borracha, transmitindo diariamente as cotações do látex no mercado internacional, a situação econômica do país anunciando a chegada e saída dos navios, os feitos do governo e notícias de interesse público. Tinha a prioridade semanal de três dias, entrava no ar nas segundas, quartas e sextas-feiras a noite de 21h às 22h. Afirma ainda, a professora Ierecê Barbosa que após este primeiro impulso de radiófilos aumentou consideravelmente, o que levou ao investimento de receptores de alta qualidade e sofisticação para época, todos importados. No entanto, impactado pela crise de 1929 que afetou a economia de todo planeta, a emissora pioneira sofreu vários cortes dos governantes e quebrou. Na sequência o Amazonas amargou um período de quase uma década sem rádio. Depois vieram a voz da Baricéa, em 1938, a Rádio Baré em 1939, a Rádio Difusora em 1948 e a Rádio Rio Mar em 1954″. 5

4 e 5 portalamazonia.com/cultura/amazonas-ontemehojenasondasdoradio. Ierecê Barbosa/Edilene Mafra

Josapha Pires (Rádio Baré) e Ayrton Pinheiro (Rádio Baré). Foto: Abrahim Baze/Acervo pessoal

Cidade apaixonada – Etelvina Garcia

“… A Manaus dos primeiros tempos da Difusora era uma cidade de pouco mais de 100 mil habitantes, que almoçava em casa, fazia a sesta, passeava de bonde, lia jornal e ouvia rádio.

O rádio fazia parte da vida do povo, que formava dois times apaixonados e adversários, o da Difusora e o da Baré. A rivalidade entre as duas emissoras começou no dia da inauguração da Difusora. Em quanto Orlando Silva cantava no auditório da Rua Joaquim Sarmento n. 100, a Baré apresentava Jorge Veiga e Ademilde Fonseca no Cine Teatro Politheama.

Nesse clima de disputa, a difusora diversificava a sua programação de auditório. O Bonde da Alegria era a grande atração do carnaval de 49, com desfiles da escola de samba Tem Batucada no Morro e apresentação do valoroso Cast-S8, cantando os grandes sucessos carnavalescos do ano, Chiquita Bacana, Jacaré Paguá e Pedreiro Valdemar. O Programa tem gato na tuba, distribuía prêmios para o auditório, gongando sem piedade os calouros desafinados e revelando alguns dos muitos talentos que ajudaram a fazer a história do rádio no Amazonas. Semana a semana, as duas emissoras proporcionavam aos seus torcedores inesquecíveis espetáculos com os ídolos do rádio brasileiro. Em resposta ao aparecimento da Maloca dos Barés, a Difusora instalava a Festa da Mocidade. Os fãs de Dalva de Oliveira que torciam pela Difusora perdiam a oportunidade de vê-la cantar com o Trio de Ouro na Maloca dos Barés, porque se recusavam a pisar em território inimigo, motivando Josué a contratar a grande estrela para uma temporada exclusiva na Festa da Mocidade.

Os fanáticos torcedores invariavelmente se defrontavam em acirradas discussões, nas escolas, nos bares, nas calçadas da vizinhança, defendendo o som da sua emissora preferida. Mas, os índices de audiência da época diziam que a Difusora era mesmo a mais querida.

A magia do rádio incorporou o marketing dos patrocinadores à vida desta cidade, que por muito tempo falou no Juca, o louco da rua dos barés 150 e, cantarolou o jingle da Sapataria Salvador”. 6

6 GARCIA, Etelvina. Rádio Difusora 50 anos no coração do povo. Editora Norma Cor. Manaus, 1998.

Danilo Silva (Rádio Baré) e Belmiro Vianez (Rádio Baré). Foto: Abrahim Baze/Acervo pessoal

No traçar desta evolução histórica do rádio e seus cantores, apresentadores, destacamos esse período rico desta fase do rádio no Amazonas. Foram muitos aqueles que escreveram seus nomes na história do nosso rádio, cuja contribuição singular e preciosa foi artífices deste período.

Todas as vezes que surge a oportunidade de se resgatar um pedaço da história especialmente quando trata-se de um assunto pouco explorado ganha o “BROADCASTING” valiosos argumentos de decisão na certeza de que embora fragmentos vale a pena publicar. Aliás, existem circunstâncias efetivamente interessante a ser mostrado.

Nomes como:

Maria de Lourdes – Rádio Baré,
Roque de Souza – Rádio Baré,
Belmiro Vianez – Locutor – Rádio Baré,
Dantas de Mesquita – Locutor,
Jayme Rebello – Locutor,
Corrêa de Araújo – Locutor – Rádio Baré,
Josaphat Pires – Locutor, Produtor – Rádio Ator – Rádio Baré,
Sylvia Lene – Cantora,
Neuza Inês – Cantora – Rádio Baré,
Grace Moema – Cantora – Rádio Difusora,
Tânia Regina – Rádio Atriz – Rádio Baré,
Nice de Alcântara – Rádio – Atriz Rádio Baré,
Carolina Lander – Rádio Atriz – Rádio Baré,
Denizar Menezes – Locutor – Rádio Difusora, mais tarde foi da Rádio Globo,
André Limonge – Locutor Rádio Difusora,
Índio do Brasil – Locutor Rádio do Brasil,
Ayrton Pinheiro Rádio – Ator – Rádio Baré,
Maria Eneida – Cantora – Rádio Baré,
Ray Fernandes – Cantora – Rádio Baré,
Carmen Morais – Cantora – Rádio Baré,
Ângelo Amorim – Cantor – Rádio Baré,
Wilson Dantas – Cantor – Rádio Difusora,
Clóvis Carvalho – Cantor – Rádio Difusora,
Raymundo Sena – Cantor – Rádio Difusora,
Tarub e Seu Joaquim – Humoristas – Rádio Baré,
Jokeide Barbosa – Cantor – Rádio Baré,
Sérgio Roberto – Cantor – Rádio Baré,
Corrêa Lima – Cantor – Rádio Baré,
Alfredo Fernandes – Diretor Artístico, Produtor e Radio Ator – Rádio Baré,
Amélia Vitória – Pianista – Rádio Baré,
Príncipes da Melodia – Conjunto Vocal – Rádio Baré,
Ponce de Leão – Controle Rádio Baré,
Raymundo Mendes – Controle – Rádio Baré,
Waldison Gondin – Controle e Chefe – Rádio Baré,
Hélio Trigueiro – Sanfoneiro – Rádio Baré,
Tânea e Mara (Guiomar Cunha e Lúcia Maria) Vocalistas – Rádio Difusora,
Reginaldo Xavier – Rádio Ator – Rádio Baré,
Danilo Silva – Contrarregra e Rádio Baré,
Chiquinho – Contrabaixo – Rádio Baré,
Fred (Flaviano Limonge) Rádio Baré,
Rômulo Gomes – Diretor Artístico, Produtor e Rádio Ator – Rádio Difusora,
entrega de prêmios pelo doutor Coqueiro Mendes a Cantora Maria de Lourdes – Rádio Baré,
Almir Silva – Cantor Rádio Baré,
Jorge Araújo – Cantor – Radio – Baré,
Conjuntos Vocais – Rádio Difusora,
Rosângela Fuentes – Cantora e Rádio Atriz – Rádio Baré,
Lélia de Souza – Cantora – Rádio Baré,
Los Caribes – Rádio Baré,
Marivá Neide – Cantora – Rádio – Difusora,
Maria Medina – Violinista – Rádio Difusora,
José Eduardo – Locutor – Rádio Difusora
e Genésio Bentes – Rádio – Ator e Rádio Baré. 7

7 Tapiri Radiofônico. Gráfica do Jornal do Brasil. Rio de Janeiro: Junho de 1952.

Sobre o autor

Abrahim Baze é jornalista, graduado em História, especialista em ensino à distância pelo Centro Universitário UniSEB Interativo COC em Ribeirão Preto (SP). Cursou Atualização em Introdução à Museologia e Museugrafia pela Escola Brasileira de Administração Pública da Fundação Getúlio Vargas e recebeu o título de Notório Saber em História, conferido pelo Centro Universitário de Ensino Superior do Amazonas (CIESA). É âncora dos programas Literatura em Foco e Documentos da Amazônia, no canal Amazon Sat, e colunista na CBN Amazônia. É membro da Academia Amazonense de Letras e do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA), com 40 livros publicados, sendo três na Europa.

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

Caprichoso e Garantido participam pela primeira vez do ‘São João da Thay’, no Maranhão

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Pela primeira vez, os bois-bumbás de Parintins, Caprichoso e Garantido, participam do ‘Festival de São João da Thay‘, na cidade de São Luís, capital do Maranhão. O evento reúne grupos da cultura popular maranhense, nos dias 7 e 8 de junho, no Espaço Reserva, e tem o propósito de valorizar as raízes folclóricas da região. É neste cenário de celebração à cultura popular que o Touro Negro da Francesa e o Boi da Baixa do São José se apresentam na noite do dia 8 de junho, interagindo com Bumbá Meu Boi de Morros.

O secretário de Cultura e Economia Criativa, Marcos Apolo Muniz, enfatiza a participação da cultura do Amazonas no festival que valoriza as tradições folclóricas e a diversidade. “Dar notoriedade aos bois de Parintins em palco nacional é de grande representatividade aos amazonenses, aos povos originários, aos nossos artistaso”, afirma o secretário.

“É o momento de mostrar o quão empolgante são os espetáculos dos bois e aproveitar para convidar o público de outros estados a conhecer o Festival de Parintins, nos dias 28, 29 e 30 de junho, promovido pelo Governo do Amazonas”, completa Apolo.

O evento, idealizado pela comunicadora Thay OG, chega à sua sexta edição, sendo a primeira com o formato de festival em dois dias de programação, e com a presença inédita dos bois de Parintins. “É uma honra ver que o São João da Thay será palco desse inédito grande encontro de histórias que se interligam. Nossas regiões são plurais, nossa cultura é rica. Nosso bumba meu boi com o boi-bumbá de Garantido e Caprichoso será, sem dúvida, um momento inesquecível.. Vai ser lindo!”, comemora Thay.

Popularmente conhecido por reunir música, manifestações culturais e dança, o São João da Thay também promove a solidariedade: lucro com a venda de ingressos é revertido às instituições sociais do Maranhão.

No palco maranhense, ao lado da cantora Fafá de Belém, os bois vão protagonizar seus espetáculos que encantam as galeras e ganham força no cenário nacional. Para dar nome ao Festival de Parintins, músicos e ritmistas, vão entoar os repertórios azulados e encarnados para apresentação dos itens oficiais.

Do lado do Caprichoso, Patrick Araujo (levantador), Marciele Albuquerque (cunhã-poranga), Marcela Marialva (porta-estandarte), Alexandre Azevedo (tripa). E do Garantido, estão confirmados David Assayag (levantador), Isabelle Nogueira (cunhã-poranga), Livia Christina (porta-estandarte) e Arnaldo Barbosa (tripa).

*Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas

Invasores desmataram área equivalente a mais de 1,1 mil campos de futebol em Terra Indígena de Rondônia

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Invasores desmataram uma área equivalente a 1,1 mil campos de futebol dentro da Terra Indígena Igarapé Lage, localizada entre Nova Mamoré (RO) e Guajará-Mirim (RO), na fronteira com a Bolívia. Um corredor de 20 km foi criado dentro da TI para escoar a madeira ilegal e facilitar o acesso à área invadida.

Uma operação foi realizada entre os dias 16 e 17 de maio para retirar os invasores do local. Polícia Federal, Exército Brasileiro, Fundação Nacional dos Povos Indígena (Funai) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) participaram da ação.

Dentro da Terra Indígena, foram encontrados diversos pontos de extração ilegal de madeira totalizando uma área de aproximadamente 840 hectares. Os invasores também construíram habitações no local.

Além de abrir um “corredor” de ponta a ponta na TI, foram construídas pontes para facilitar o trajeto até o interior da área. Uma dessas pontes já tinha sido destruída pela polícia em março de 2024, mas foi reconstruída. A estrutura possuía mais de 100 metros de extensão.

As estruturas ilegais encontradas dentro da TI foram destruídas e a madeira ilegal foi apreendida durante a Operação Retomada.

*Com informações do G1 Rondônia