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Invasores ‘demarcaram’ cerca de 100 lotes para grilagem dentro de Terra Indígena em Rondônia

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A Polícia Federal (PF) fez a segunda operação do mês contra invasões dentro da Terra Indígena Igarapé Lage, em Rondônia, entre os dias 26 e 28 de maio. Os agentes perceberam a área invadida foi dividida em cerca de 100 lotes para grilagem de terras.

A área desmatada dentro da terra protegida é equivalente a cerca de 800 campos de futebol, segundo a PF. Um corredor de 20 km foi criado dentro da TI, de ponta a ponta, para escoar a madeira ilegal e facilitar o acesso à área invadida.

A Terra Indígena Igarapé Lage fica localizada entre Nova Mamoré (RO) e Guajará-Mirim (RO). Durante a Operação Retomada II, os agentes destruíram:

5 pontes,
5 habitações,
2 galpões e
3 veículos.

Essa é a segunda operação do mês realizada na TI Igarapé Lage. A primeira foi realizada dos dias 16 e 17 de maio. Dentro da Terra Indígena, foram encontrados diversos pontos de extração ilegal de madeira. Para impedir a ação da polícia, os invasores derrubaram várias árvores pelo caminho.

Somente este ano, quatro operações já foram realizadas dentro da área de proteção, segundo a PF. Os suspeitos podem responder por invasão de terras públicas com intenção de ocupação e o desmatamento clandestino.

*com informações do G1 Rondônia

Primeira etapa do Plano Estadual de Turismo de Base Comunitária é iniciada no Pará

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A Secretaria de Estado de Turismo (Setur) deu início a primeira etapa de implementação do Plano Estadual de Turismo de Base Comunitária (TBC), entre os dias 6 e 11 de maio, no município de Maracanã, região nordeste do Pará, com a realização das oficinas de ‘Turismo de Base Comunitária’ e ‘Bioeconomia’, além da realização do Perfil das Comunidades do Pará.

O objetivo dos encontros é passar orientações para o desenvolvimento sustentável e inclusivo do turismo por meio da participação das comunidades na gestão do turismo local, destacando-se a criação de Roteiros de Vivência em Turismo de Base Comunitária, que promovam produtos da bioeconomia, as cadeias produtivas locais, o cotidiano das comunidades, o ambiente e a cultura local. O trabalho da Setur atende ao proposto com a edição da Política Estadual de Turismo em Base Comunitária (TBC), por meio da lei 9773/22. 

Foto: Divulgação/Ascom Setur PA

O TBC pode ser entendido como uma atividade socioeconômica que funciona de forma planejada e desempenhada por comunidades rurais e comunidades tradicionais, assim entendidos os grupos culturalmente diferenciados e que se reconhecem como tais, que possuem formas próprias de organização social e que ocupam e usam territórios e recursos naturais como condição para sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica, com base em conhecimentos, inovações e práticas gerados e transmitidos pela tradição. 

“O Turismo de Base Comunitária (TBC) nos permite trabalhar com a sustentabilidade e a inclusão, envolvendo a participação das comunidades na gestão do turismo local. É um novo modelo de desenvolvimento social e econômico destes territórios, sustentável, com base numa gestão turística que promova os produtos da bioeconomia, as cadeias produtivas locais, o cotidiano das comunidades, o ambiente e a cultura local”, explica o secretário de Estado de Turismo do Pará, Eduardo Costa. 

As oficinas passam orientações iniciais e nivelam informações com as comunidades sobre o Turismo de Base Comunitária (TBC), assim como contribuem para a identificação de atividades socioeconômicas planejadas e geridas por grupos e associações comunitárias e comunidades tradicionais, com base no uso sustentável dos recursos naturais e nos saberes tradicionais e populares amazônicos.

Após a primeira experiência em Maracanã, posteriormente, as próximas oficinas da Setur serão realizadas Belém (Região das Ilhas) e Ananindeua, Marapanim e Bragança. Todas elas reunindo o público de associações comunitárias e comunidades tradicionais, tais como ribeirinhos, quilombolas e indígenas dos municípios e/ou Unidades de Conservação do estado do Pará, que trabalham com o TBC ou que tenham interesse em desenvolvê-lo.

“É um passo importante na implementação de políticas para o setor de turismo, com enfoque na gestão local e que tem os seus princípios baseados no desenvolvimento local sustentável, com o protagonismo das comunidades e sistemas produtivos locais, na sustentabilidade econômica e geração de renda para as comunidades locais”, afirma Márcia Bastos. 

A implementação do Plano Estadual de Turismo de Base Comunitária (TBC) vai  contemplar ainda, este ano, a produção de material didático, tendo já previstas as publicações do Livro de Turismo de Base Comunitária  e a Cartilha sobre Plano de Negócios para associações, que serão utilizados nas capacitações e assessoria técnica para as comunidades envolvidas durante ação. 

*Com informações da Agência Pará

Cientista Indígena do Brasil: gestora ambiental de Roraima é premiada por atuação sobre crise climática

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Referência em Roraima por estudos sobre a crise climática em comunidades indígenas, a gestora ambiental Sineia Bezerra do Vale agora também é “cientista indígena do Brasil” reconhecida pelo Planetary Guardians, iniciativa que discute a emergência do clima em todo o mundo e tem como foco restaurar a estabilidade da Terra.

Indígena do povo Wapichana, Sineia do Vale recebeu o título no último dia 25 em São Paulo, no mesmo evento em que o cientista brasileiro Carlos Nobre, referência global nos efeitos das mudanças climáticas na Amazônia, foi anunciado com novo membro dos Planetary Guardians – guardiões planetários, em português.

Sineia do Vale tem como principal atuação o foco sobre a crise do clima, que impacta em consequências devastadoras em todo o mundo. Foi dela o primeiro estudo ambiental sobre as transformações do clima ao longo dos anos na vida dos povos tradicionais em Roraima.

Ao receber o prêmio de “cientista indígena do Brasil” das mãos de Carlos Nobre, a defensora ambiental destacou que quando se trata da crise climática, a ciência também precisa levar em conta a experiência de vida que os indígenas vivenciam no dia a dia – discurso que ela sempre defende nos debates sobre o assunto.

“Esse é um momento muito importante para os povos indígenas. Neste momento em que a gente se coloca junto com a ciência que chamamos de ciência universal, a ciência indígena tem uma importância tanto quanto a que os cientistas traduzem para nós, principalmente na questão do clima”, disse Sineia do Vale.

O estudo inédito comandado por Sineia foi o “Amazad Pana’ Adinham: percepção das comunidades indígenas sobre as mudanças climáticas”, relacionado à região da Serra da Lua, em Roraima. A publicação é considerada referência mundial quando se trata da emergência climática e povos tradicionais.

Sineia do Vale (terceira mulher da direira para a esquerda) atua há anos com foco na crise climática e os povos indígenas — Foto: Patricia Zuppi/Rede RCA/Cristiane Júlião/Divulvação

No evento em São Paulo, ela exemplificou como a crise climática é percebida nas comunidades. “Os indígenas já colocaram em seus planos de enfrentamento às mudanças climáticas que as águas já aqueceram, que os peixes já sumiram e que não estamos mais vivendo o período de adaptação, mas o de crise climática”.

“Precisamos de resposta rápidas. Não podemos mais deixar que os países não cumpram seus acordos porque à medida que o globo terrestre vai aquecendo, os povos indígenas sofrem nas suas terras com grandes catástrofes ambientais”, destacou a gestora.

“Precisamos de resposta rápidas. Não podemos mais deixar que os países não cumpram seus acordos porque à medida que o globo terrestre vai aquecendo, os povos indígenas sofrem nas suas terras com grandes catástrofes ambientais”, destacou a gestora.

A indicação para que Sineia recebesse o título ocorreu após indicação da ativista ambiental e geógrafa Hindou Oumarou, que é co-presidente do Fórum Internacional de Povos Indígenas sobre Mudanças do Clima e presidente do Fórum Permanente da ONU sobre questões indígenas chadiana.

Além da roraimense, também receberam a honraria de “cientista indígena do Brasil”: as antropólogas indígenas Braulina Baniwa e Cristiane Julião, do povo Pankararu, confundadoras da Articulação Nacional das Mulheres Guerreiras da Ancestralidade (Anmiga), e o antropólogo e escritor Francisco Apurinã, que pesquisa mudanças ecológicas na perspectiva indígena pela Universidade de Helsinki, na Finlândia.

onferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas – COP, em inglês, e promove junto às lideranças indígenas a avaliação climática a partir do conhecimento ancestral.

Sineia do Vale participa desde 2011 da COP

Ela também participa ativamente das discussões internacionais sobre mudanças climáticas há mais de 20 anos, entre elas, a Conferência de Bonn sobre Mudanças Climáticas – chamada de SB60, que ocorre todos os anos em Bonn, na Alemanha. Este ano, a COP29 ocorrerá de 11 a 24 de novembro em Baku, capital do Azerbaijão.

Em 2021, Sineia foi a única brasileira a participar da Cúpula dos Líderes sobre o Clima, evento convocado pelo então presidente estadunidense Joe Biden e que marcou a volta dos EUA nas discussões internacionais sobre o clima.

No ano passado, ela foi recebeu o “Troféu Romy – Mulheres do Ano”, honraria concedida a mulheres que se destacaram em suas áreas de atuação em 2023.

Gestora ambiental de formação, Sineia cursa mestrado em Sustentabilidade junto a Povos e Territórios Tradicionais na Universidade de Brasília (UnB), coordena o Departamento de Gestão Territorial e Ambiental do Conselho Indígena de Roraima (CIR), e integra a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC), focada na agenda indígena e a implementação de ações em nível local.

*Por Valéria Oliveira, do g1 Roraima

Estudo feito por dois anos na Bacia do Rio Acre propõe soluções para mudanças climáticas

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Analisar e ter uma base sólida para a tomada de decisões. Esse foi o objetivo da apresentação de diagnósticos da Bacia do Rio Acre. A reunião, conduzida pela Secretaria de Habitação e Urbanismo (Sehurb), mostrou detalhes importantes sobre o principal rio do Acre e medidas que precisam ser tomadas para mitigar o impacto das constantes enchentes registradas no estado.

O estudo fez um levantamento detalhado das características hidrológicas da Bacia do Rio Acre, incluindo padrões de precipitação, níveis de vazão e variações sazonais, além de identificação de áreas vulneráveis a enchentes, mapeamento de riscos e análise das causas subjacentes.

Governador acompanhou a apresentação do plano de contingência. Foto: Diego Gurgel/Secom AC

A apresentação foi conduzida por Fernando Fonseca de Freitas, coordenador executivo do contrato de estudo. Ele é engenheiro ambiental, especialista em segurança de barragens. Matheus Willinghoefer, coordenador técnico, engenheiro sanitarista e ambiental, especialista em segurança de barragens e mestrando em desastres naturais, foi quem explicou como foi feito o estudo, que durou dois anos, e apresentou as soluções.

Os impactos ambientais foram destacados pela ótica da interferência na biodiversidade local, ecossistemas aquáticos e qualidade da água. Foi feita, ainda, a análise dos efeitos das mudanças climáticas sobre a frequência e intensidade das enchentes na região.

Ao fim do estudo, foram propostas melhorias nas áreas de infraestrutura e drenagem; zoneamento e ordenamento territorial e indicação de um monitoramento e alerta precoce. Entre as medidas propostas estão:

– Implementação de obras de drenagem e canalização para aumentar a capacidade de escoamento das águas pluviais;

-Manutenção e limpeza periódica de canais e galerias para prevenir obstruções e inundações;

-Definição de áreas de risco e restrição para ocupação urbana, evitando a construção em áreas suscetíveis a enchentes;

-Promoção de práticas de uso do solo sustentáveis e conservação de áreas de proteção ambiental;

-Implementação de sistemas de monitoramento hidrológico em tempo real, para detectar precocemente o aumento dos níveis dos rios;

-Estabelecimento de protocolos de alerta e planos de evacuação para comunidades vulneráveis.

O estudo seguiu de Assis Brasil até Porto Acre avaliando detalhadamente cada especificidade.

Matheus Willinghoefer explicou como foi feito o estudo durante dois anos. Foto: Diego Gurgel/Secom AC

Já para a seca severa, que também deve atingir o estado de maneira mais rígida este ano, a orientação principal é a construção de reservatórios de pequeno e médio porte; implantação de reservatórios comunitários e em propriedades rurais e gestão desses tanques para múltiplos usos. 

Estudo fundamental

Em seu discurso, o governador Gladson Cameli reforçou que o manancial é de extrema importância para os acreanos e que o estudo técnico era fundamental para que fossem pensadas as intervenções necessárias.

“O Rio Acre é uma veia essencial que leva vida para todo o nosso estado. Faz parte da nossa história e da memória afetiva do nosso povo. Temos que encontrar um ponto de equilíbrio para que as águas do Rio Acre possam fluir naturalmente trazendo paz, bem-estar e prosperidade para o povo acreano. Por isso, esse estudo técnico realizado pela Secretaria de Habitação e Urbanismo é fundamental para gerarmos propostas de obras que possam proteger os moradores das secas e inundações”, pontuou.

Entre as sugestões, há construções de barragens, desocupação de áreas às margens do rio e criação de sistemas de alerta para a população. O estudo foi dividido em seis sessões, começando pelo plano de contingência; sistema de monitoramento chuva-vazão; plano de macrodrenagem e sistema de alerta de socorro.

Brasileia atingiu a maior cota história no dia 28 de fevereiro deste ano. Foto: Marcos Vicentti/Secom AC

“Vamos restaurar os ecossistemas biológicos de árvores, plantas e animais das margens desse tão importante manancial fluvial. Faremos obras de drenagem e canalização para aumentar a capacidade de escoamento de águas das chuvas. Também é importante que façamos limpezas periódicas dos canais e galerias que derramam águas no Rio Acre”, garantiu o governador.

Ao finalizar sua fala, se comprometeu nas medidas para garantir a estabilidade do rio e das milhares de pessoas que dele vivem. Entre final de fevereiro e março deste ano, a cheia dos rios em todo o Acre castigou o estado e atingiu mais de 120 pessoas. O fenômeno foi considerado o maior desastre ambiental do estado pela Defesa Civil e deixou 19 das 22 cidades em situação de emergência, devidamente reconhecida pelo governo federal.

O secretário de Habitação e Urbanismo, Egleuson Santiago, diz que o estudo e os resultados dele reafirmam o compromisso do governo do Acre em buscar soluções que tragam segurança e qualidade de vida para a população do estado.

“O estudo começou no município de Assis Brasil, passou por Brasileia, Xapuri, Rio Branco, finalizando em Porto Acre. Durante este período, foi realizada uma análise detalhada e abrangente dos dados hidrológicos, geomorfológicos e climáticos da bacia do Rio Acre. As recomendações e os dados apresentados neste estudo são fundamentais para a formulação de políticas públicas eficazes e para a implementação de projetos que visem a proteção da nossa região”, destacou.

*Com informações da Agência Acre

Gestores públicos e prefeitos se reúnem em Belém para Fórum de Cidades Inteligentes 

Belém sedia, no dia 5 de junho, o Fórum de Cidades Digitais e Inteligentes para tratar de tecnologia e inovação no desenvolvimento dos municípios paraenses. Com apoio da Federação das Associações dos Municípios do Estado do Pará (FAMEP), o evento, promovido pela Rede Cidade Digital (RCD) em parceria com a Prefeitura de Belém, por meio da Companhia de Tecnologia da Informação de Belém (Cinbesa), vai reunir no Palácio Antônio Lemos prefeitos, gestores, servidores e especialistas.

O diretor-presidente da Cinbesa, Antônio Paracampo, ressaltou a importância de Belém realizar o evento para promover o compartilhamento de conhecimentos e informações sobre tecnologias utilizadas em benefício da sociedade.

“Trazer esse tipo de evento garante que a população ‘veja’. A questão do princípio da transparência mostra o que um governo está realizando para atender a uma determinada demanda e o fortalecimento de cidades digitais e inteligentes garante maior eficiência da prestação de serviço do poder público à sua população”, afirma Paracampo. 

O Fórum de Cidades Digitais e Inteligentes em Belém é o primeiro evento presencial da Rede Cidade Digital no Estado do Pará. Conforme destaca o diretor da RCD, José Marinho, o objetivo do evento, já consolidado em vários Estado brasileiros, é promover um ambiente de interação e acesso a diversas soluções disponíveis para melhorar o atendimento ao cidadão: 

“O objetivo é abordar tudo que tem sido feito visando a melhorar a oferta de serviços. A pandemia intensificou mais esse movimento com a implementação de políticas públicas voltadas para melhorar a vida das pessoas por meio da tecnologia e da inovação”, observa Marinho.

COP-30, um desafio para Belém

“Belém tem um desafio muito importante e queremos contar com o Fórum de Cidades Inteligentes e as instituições que compõem essa rede”, ressalta o prefeito Edmilson Rodrigues. “Em 2025, Belém vai sediar a conferência sobre o clima da ONU, a COP-30, e isso nos exige, cada vez mais, estabelecer conexões sobre as mais diversas dimensões da vida humana e da vida urbana em particular. Uma das estratégias centrais do planejamento estratégico de gestão é tornar Belém Inteligente Metrópole Amazônica da Inovação”, conclui Edmilson Rodrigues.

Prefeitos Inovadores 

Durante o Fórum de Cidades Digitais e Inteligentes da “Região de Belém”, a Rede Cidade Digital também realiza a entrega do título de Prefeito Inovador 2024 dessa região. Para a seleção e o reconhecimento, são considerados diversos fatores, entre eles a utilização da tecnologia de forma estratégica na gestão pública, como forma de melhorar a prestação de serviços e qualidade de vida do munícipe, e o impacto positivo no desenvolvimento das cidades.

Além de políticas públicas e modelos implementados nos municípios, no encontro os gestores terão acesso às soluções desenvolvidas pela 1Doc, Aprova, Portal de Compras Públicas e Layout Sistemas. 

*Com informações da Agência Belém

Associação Yanomami ganha prêmio por campanha publicitária em que estátua indígena foi enviada para indicados ao Oscar 2023

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A Urihi Associação Yanomami ganhou na categoria ‘Destaque Publicitário’ a 7ª edição do Prêmio Sim à Igualdade Racial, do Instituto Identidades do Brasil (ID_BR) com a campanha ‘The Cost Of Gold (O Preço do Ouro)’. A iniciativa enviou a vinte indicados ao Oscar 2023 uma estatueta de madeira da divindade Yanomami Omama como alerta contra a extração ilegal do ouro.

A cerimônia foi transmitida no dia 26 de maio em São Paulo. A campanha de 2023 teve a intenção de conscientizar as estrelas de Hollywood para que elas usem de sua influência global e ajudem na causa Yanomami e também nos problemas que a extração de ouro podem causar.

Estrelas como Ana de Armas, Austin Butler, Cate Blanchett, Colin Farrell e Michelle Yeoh receberam a estatueta de madeira. A ação foi promovida pela Urihi em parceria com a agência DM9.

Além da estatueta de madeira, a campanha inclui um filme que mostra os malefícios da extração de ouro e informa que para a extração do mineral é usado mercúrio, metal altamente tóxico ao ser humano e ao meio ambiente.

Foto: Reprodução/X-thecostofgold

A campanha estava concorrendo com “Uma Princesa Puxa a Outra”, da Seda e “Tá Na Sua Mão”, do Meta. O prêmio foi entregue à Júnior Hekurari Yanomami, presidente da Urihi e estrela da campanha, junto com Roberto Yanomami. Em seu discurso de agradecimento, Hekurari destacou a identidade de luta do povo Yanomami.

“Somos Yanomami, eu acho que é importante essas campanhas, a gente realizar nas grandes cidades, a gente representar nossa identidade e essa é nossa identidade: de luta. Obrigado”, disse no discurso.

Hekurari reforçou a importância de ações como a do prêmio para incentivar iniciativas que promovem a igualdade. Para ele, é essencial conquistar espaço nas políticas públicas e o trabalho feito por campanhas publicitárias como a premiada precisam ser constantes pois “a situação ainda é tensa em Yanomami”.

“Fomos selecionados para esse prêmio importante, pelo trabalho que estamos realizando para combater a violência nas grandes cidades e, principalmente, nas terras indígenas. Esta é uma situação grave que precisa ser comunicada à sociedade civil, para que todos saibam o que realmente acontece na Terras Indígenas Yanomami. A visibilidade que nosso trabalho ganhou é crucial, pois é um trabalho arriscado e perigoso”, disse a liderança.

Ele destacou também a parceria com a agência DM9 e a participação das lideranças na luta Yanomami, que é o maior território indígena do Brasil e vive uma crise humanitária sem precedentes devido ao avanço do garimpo ilegal, principalmente de ouro. A invasão provocou a morte de crianças e deixou outras dezenas de indígenas doentes.

O prêmio é dado para incentivar esforços das pessoas e organizações que lutam pela igualdade racial, para “criar um impacto duradouro e inspirar outros a se envolverem constantemente e ativamente nessa importante causa”.

Foto: Divulgação/id_br

O Preço do Ouro

“As pessoas que vão ao Oscar tem o poder de mudar a cultura popular de todo o planeta. Abandonar o ouro é uma mudança que tem que começar por quem molda a cultura popular. Por isso, estamos pedindo o apoio deles, para que o ouro ilegal vire um tema global, porque é sim uma tragédia global que até agora não recebeu a atenção necessária”, destacou a liderança.

Hekurari afirmou que a ideia é mudar os rumos que a extração de ouro tem tomado na história recente do mundo, dizimando populações inteiras – incluindo os Yanomami.

*Por Caíque Rodrigues, do g1 Roraima

Fundação Rede Amazônica realiza quinta edição do ‘Rede Voluntária’ em Manaus

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A Fundação Rede Amazônica (FRAM) realiza mais uma edição do ‘Rede Voluntária‘, nesta quarta-feira (29), em Manaus. Dessa vez, a ação aconteceu no bairro Mauazinho, na Zona Sul da cidade. O trabalho voluntário é uma forma de se envolver com causas que importam para a sociedade e para o planeta.

A Rede Voluntária é um projeto da Fundação Rede Amazônica que nasceu em 2023 e chega a sua quinta edição. Esse projeto é composto por um grupo de pessoas, organizações e empresas dedicadas a promover o bem-estar social através de diversas ações solidárias.

O trabalho voluntário é uma atividade realizada por pessoas de forma não remunerada, em benefício de outras pessoas, comunidades ou causas, sem a expectativa de receber compensação financeira.

A oficina de empreendedorismo feminino busca capacitar mulheres com conhecimentos e ferramentas para iniciar e gerir seus próprios negócios.

Dentre os trabalhos exercidos no projeto Rede Voluntária é possível incluir atividades de prestação de serviços diretos, como assistência médica ou distribuição de alimentos em comunidades carentes.

Com estas iniciativas, a Rede Voluntária reafirma seu compromisso com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária e com o desenvolvimento da região.

*Com informações de Leonardo Matheus, da Fundação Rede Amazônica

Pontos de desmatamento ilegal são identificados em Porto Grande, no Amapá

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No período de 20 a 25 de maio foi realizado mais um ciclo da ‘Operação Protetor dos Biomas’ , uma ação integrada da Polícia Civil do Amapá. A operação aconteceu em uma área rural do município de Porto Grande, distante 108 quilômetros da capital Macapá). Foram identificados 25 pontos de desmatamento ilegais na região.

Ainda na semana de operações, foi apreendida uma espingarda calibre 12 e oito munições de calibres diversos em um alojamento de uma área de mineração. Além disso, foram feitas fiscalizações em rodovias e ramais, para detectar transporte ilegal de produtos provenientes da floresta e de animais silvestres. Ninguém foi preso.

Operação Protetor dos Biomas realizada pela Polícia Civil do Amapá. Foto: Divulgação/Polícia Civil AP

Conforme a polícia, o município de Porto Grande foi selecionado devido o elevado número de alertas gerados na região entre 2023 e 2024. A ação busca investigar a prática do desmatamento ilegal.

A ação foi realizada por meio da Delegacia Especializada em Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema), com apoio do Departamento de Polícia da Capital (DPC), do Núcleo de Operações em Inteligência da Polícia Civil do Amapá (NOI), da Delegacia Especializada em Crimes Contra o Patrimônio (Deccp) e da Delegacia de Polícia de Porto Grande.

Operação da Polícia Civil do Amapá investiga desmatamento ilegal. Foto: Divulgação/Polícia Civil AP

Lei de Crimes Ambientais

Pessoas envolvidas em algumas destas práticas, podem responder pelo crime previsto no art. 50-A da Lei de Crimes Ambientais, que diz que desmatar, explorar economicamente ou degradar floresta, plantada ou nativa, em terras de domínio público ou devolutas, sem autorização de um órgão competente tem pena de reclusão de 2 à 4 anos e multa.

*Por Isadora Pereira, do g1 Amapá

Acervo completo da revista científica Amazoniana é digitalizado pelo Inpa

Uma das primeiras revistas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), a ‘Amazoniana — limnologia e ecologia regional do sistema fluvial amazônico‘, foi digitalizada e disponibilizada para acesso público e gratuito no Repositório Digital do Inpa. Editada na Alemanha, em parceria com o Instituto Max-Planck, a revista circulou de 1965 a 2007 em formato impresso.

Com artigos inéditos, Amazoniana publicou textos escritos em alemão, português e inglês, e em menor quantidade em espanhol e francês. A revista levou para o cenário internacional pesquisas realizadas na Bacia Amazônica por grupos de pesquisa estrangeiros e nacionais, em cooperação com o Inpa. Na primeira década do Instituto (implantado em 1954), as comunicações científicas ocorriam via Cadernos Amazônicos. 

Seis anos após o funcionamento da Amazoniana, em 1971, nasceu a Acta Amazonica, a primeira revista do Inpa editada no Brasil com recursos nacionais, e que permanece até a atualidade. De acesso aberto e gratuito, a revista multidisciplinar possui todo o seu acervo em formato digital.

“Reunimos os volumes que estavam dispersos em salas de pesquisadores, e tomamos a iniciativa de fazer um trabalho de digitalizar toda a coleção a fim de disponibilizá-la ao público. Então, estamos premiando os leitores com essa importante publicação do século XX e preservando uma parte relevante da memória institucional da produção e circulação do conhecimento científico do Inpa”,

disse o curador da Coleção de Invertebrados do Inpa, o pesquisador Marcio Oliveira, destacando a necessidade de ter investimento governamental para financiar a digitalização de acervos históricos do Amazonas.
Pesquisador Marcio Oliveira. Digitalização da revista Amazoniana. Foto: Cimone Barros/Ascom Inpa

A iniciativa de digitalizar a Amazoniana teve início em 2022, e contou com a participação  do Serviço de Biblioteca e Gestão da Informação (Sebgi), liderado pelo bibliotecário Inácio Oliveira, e com o pesquisador aposentado Célio Magalhães, da área de crustáceos. A Biblioteca já tinha uma coleção completa da Amazoniana, e com a obtenção dos fascículos de Magalhães e de outros pesquisadores, hoje são duas coleções integrais, disponíveis para consulta local.

De acordo com o bibliotecário Inácio Oliveira, ao todo foram publicados 19 volumes da Amazoniana, cada um com quatro fascículos, gerando 593 trabalhos digitalizados, a maioria artigos, mas se considerou também prefácios, editoriais, comentários, ensaios e obituários. Os artigos abordavam os processos físicos, químicos e biológicos das águas amazônicas, além das áreas úmidas da região e investigações com plantas, peixes, algas e insetos aquáticos. Há ainda registros de pesquisas em outros biomas, como no Pantanal, mas em menor quantidade.

“Esse é um conhecimento muito importante sobre a Amazônia e ficou restrito a exemplares impressos em estantes de bibliotecas. Hoje a demanda é mais pelo artigo digital, que tem potencial de visibilidade para a comunidade acadêmica”, ressaltou o bibliotecário Inácio Oliveira. 

Digitalização da revista Amazoniana. Foto: Cimone Barros/Ascom Inpa

Segundo o chefe da biblioteca, ao inserir as publicações no Repositório Digital do Inpa, que possui quase 30 mil itens, as obras se conectam às redes e repositórios nacionais e internacionais, que têm ramificações globais.

“A partir do momento que disponibilizamos o artigo no Repositório, ele é coletado por coletores da América Latina, da Europa e do mundo , e com isso conseguimos dar maior visibilidade para a produção feita no Inpa”, explica.

Além de digitalizar a Amazoniana, que dará um ganho para as publicações do século passado, a Biblioteca do Inpa está em processo de digitalização da Coleção de Obras Raras, com quase três mil volumes do século XVII até o século XIX e disponibilizando em acesso aberto.

Saiba mais

A revista Amazoniana foi fundada pelo então pelo diretor do Inpa, o médico, cientista e escritor Djalma Batista — que consagrou seu prestígio com a obra ‘O Complexo da Amazônia: análise do processo de desenvolvimento’ -, e pelo diretor do departamento de Ecologia Tropical do Instituto Max-Planck de Limnologia (Plön/Alemanha), Harald Sioli, cientista que deu início ao convênio com o Max-Planck. Sioli influenciou sobremaneira os estudos de ecologia tropical e suas pesquisas foram pioneiras sobre a classificação das águas dos rios da Amazônia.

*Com informações do Inpa

Escritor manauara Vitor Gusmão vence premiação literária nacional em três categorias

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O poeta e escritor amazonense Vitor Gusmão, natural da cidade de Manaus, participou, neste fim de semana, do Prêmio Ecos da Literatura, no qual foi vencedor em três categorias. O evento, que aconteceu no dia 25 de maio na cidade de São Paulo (SP), atualmente está em sua 5º edição. A premiação contempla a divulgação de novos escritores além de promover a literatura.

Vitor Gusmão compareceu à cerimônia de premiação, da qual saiu triplamente vitorioso, com o apoio por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa. Seu primeiro livro de poesias, “Sentimentos e Vivências”, lançado em agosto de 2023 pela Editora Brunsmarck, foi indicado a três categorias do Prêmio Ecos da Literatura: Melhor Livro de Poesia, Autor Revelação e Melhor Livro Nacional.

O autor e vencedor dessas três categorias no Prêmio Ecos da Literatura compartilha sua experiência e gratidão pela oportunidade de participar e ser finalista do evento, destacando a representação da Amazônia em sua vestimenta e em seu discurso. “Foi muito gratificante a experiência de estar participando presencialmente da cerimônia de premiação literária. Eu nunca tinha ido ao Sudeste brasileiro, então foi muito legal ter tido essa oportunidade”, afirma

“Fui com uma camisa escrito ‘O Norte Existe’, um chapéu e um colar indígena. Busquei fortalecer muito a nossa região, falei da dificuldade que a gente enfrenta, falei dos povos indígenas, e falei o quanto eu tenho orgulho de ser daqui, de onde nós somos, de pertencer a essa cultura.” disse.

Durante sua apresentação, o escritor recitou um poema inédito de sua autoria, chamado “Filho da Amazônia”, agradando bastante o público. Ele reforça que apesar de estar no início de sua carreira literária, pretende continuar produzindo e aprofundando-se na cultura dos povos amazônicos.

O autor também agradeceu o apoio da SEC por apoiar sua participação na premiação, ressaltando a importância de levar a literatura nacional para diferentes locais e promovê-la.

“Agradeci ao nosso secretário Estadual de Cultura e Economia Criativa, Marcos Apolo Muniz, no primeiro discurso, porque foi a Secretaria de Cultura e Economia Criativa que ajudou com as passagens. E isso também é importante, para levar nossos nomes e divulgar a literatura nacional nesses ambientes”, destaca.

O poeta amazonense ainda está concorrendo ao prêmio nacional “Reflexo Literário” com seu primeiro livro de poesias, “Sentimentos e Vivências”. Gusmão concorre em duas categorias: Autor Revelação (Vitor Gusmão) e Melhor livro de poesia (“Sentimentos e Vivências”).

*Com informações da Secretaria de Cultura do Amazonas