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Centro de Manaus: Redes de esgoto que irão beneficiar mais de 5 mil pessoas começam a ser instaladas

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O sistema de esgotamento sanitário em Manaus segue em expansão, com novas frentes de obra no Centro da cidade. A partir desta quarta-feira (19), as equipes da Águas de Manaus iniciam o trabalho de implantação de redes de esgoto na Rua Barcelos, na esquina com a Avenida Constantino Nery.

O serviço é realizado diariamente das 8h às 17h em duas faixas da via. Agentes de trânsito e fiscais de transporte do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) farão a orientação aos motoristas no local.

O projeto na via faz parte de uma extensão de mais de 5 km de rede coletora, que deve beneficiar 5,5 mil pessoas na Barcelos e nas ruas adjacentes. Os efluentes coletados no local serão enviados para a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do bairro Educandos.

As obras integram o cronograma do Trata Bem Manaus, programa de universalização dos serviços de coleta e tratamento de esgoto na capital amazonense.

“Em menos de dez anos, a concessionária fará a implantação de mais de 2,7 mil km de redes em toda a cidade, além da construção e ampliação de mais de 70 ETEs. No entanto, esse trabalho vai além das obras. O saneamento básico contribui diretamente para a melhoria dos índices de saúde e para a preservação do meio ambiente”, destaca o gerente de Projetos da concessionária, Jean Damaceno.

*Por Águas de Manaus

Figura típica regional (Festival Folclórico de Parintins)

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Fotos: Reprodução/Secom AM

O item 15 no Festival Folclórico de Parintins é a figura típica regional, que representa o imaginário caboclo da cultura amazônica, cria e recria lendas e mitos. É símbolo da cultura amazônica na sua soma de valores a partir dos elementos que compuseram sua miscigenação.

Expedição na Flona Tapajós, no Pará, coleta amostras ambientais com técnica eDNA

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Uma parceria entre o Instituto Chico Mendes e o Instituto Tecnológico da Vale (ITV) realiza uma expedição pioneira na Floresta Nacional (Flona) do Tapajós, no Pará, e especialistas estão utilizando a técnica de DNA ambiental, conhecida como eDNA, para identificar várias espécies ao mesmo tempo, a partir de amostras ambientais como solo, água e ar, utilizando sequenciamento de nova geração (NGS). 

O uso do eDNA tem se mostrado eficaz em superar as limitações dos métodos tradicionais de identificação de espécies, registrando facilmente espécies raras ou difíceis de encontrar, com menos esforço e tempo para a coleta de amostras. Essa abordagem é não-invasiva, pois não precisa capturar ou isolar os organismos. 

Expedição na Floresta Nacional do Tapajós 

As equipes do Instituto Chico Mendes e do ITV que estão na Floresta Nacional do Tapajós realizam a primeira expedição de campo usando a técnica de eDNA metabarcoding. A unidade de conservação, administrada pelo ICMBio, faz parte do Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade (Monitora) e possui resultados tanto pelo protocolo básico de transecção linear quanto pelo avançado com armadilhas fotográficas. 

Os dados obtidos permitirão comparações entre os métodos tradicionais de monitoramento e o eDNA metabarcoding. Além disso, a possibilidade de levantar dados de grupos taxonômicos ainda não previstos no Programa Monitora reforça o eDNA como metodologia bastante promissora, ampliando a disponibilidade de informações para a conservação da biodiversidade brasileira. 

Na expedição, estão sendo coletadas amostras de solo e serrapilheira, além de insetos, utilizando armadilhas malaise e armadilhas com iscas para moscas saprófitas. Essas amostras ajudarão a identificar mamíferos, aves, répteis, anfíbios e invertebrados tanto nos transectos de amostragem quanto nos pontos com armadilhas fotográficas. 

Este projeto conta com o apoio do ITV, CGPEQ, COMOB e da Floresta Nacional do Tapajós, além da participação do CENAP, RAN, CPB e CBC. A iniciativa busca melhorar a conservação da biodiversidade no Brasil, proporcionando uma ferramenta moderna e eficiente para o monitoramento de espécies. 

*Com informações do ICMBio
 

Editais são assinados com o objetivo de iniciar dragagem dos rios Amazonas e Solimões

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O Governo Federal assinou, na noite desta quarta-feira (19), em Brasília, a publicação de editais para contratação das dragagens de trechos dos rios Amazonas e Solimões. A previsão é de que a estiagem deste ano seja tão ou mais intensa quanto a de 2023.

“Felizmente temos uma resposta positiva do Governo Federal, do Ministro Silvio Costa, e também de toda a sua equipe, no sentido de iniciar esse processo para minimizar os impactos da seca que nós vamos ter este ano”, disse Wilson Lima.

Serão investidos R$ 505 milhões em obras para recuperar a capacidade de navegação dos rios, essencial no transporte de pessoas e no escoamento de mercadorias. A assinatura foi viabilizada pelos ministérios de Portos e Aeroportos e dos Transportes, por meio dos ministros Silvio Costa Filho e Renan Filho.

O edital prevê a contratação das dragagens em quatro trechos: Manaus-Itacoatiara; Coari-Codajás; Benjamin Constant-Tabatinga; Benjamin Constant-São Paulo de Olivença.

Cobrança

A dragagem atende um pleito do governador que, desde o início do ano, vem se reunindo com ministros de Estado, a exemplo dos ministérios de Portos e Aeroportos, de Integração e Desenvolvimento Regional e de Meio Ambiente e Mudança do Clima, solicitando apoio na antecipação de ações, além de encontro com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.

A dragagem de um rio consiste em remover sedimentos e resíduos decantados no fundo, que reduzem sua profundidade e prejudicam a navegabilidade. A dragagem evita que a seca dos rios tenha um impacto significativo e negativo na Zona Franca de Manaus e no comércio local.

Para o Polo Industrial, a estiagem afeta a logística, aumenta os custos de transporte, prejudica o abastecimento de água e acarreta desafios ambientais e socioeconômicos. E para o comércio local, causa dificuldades no abastecimento, eleva os custos operacionais, aumenta os preços e pode resultar na redução das vendas.

Na primeira quinzena de maio, o governador anunciou a emissão de licenças ambientais para a dragagem em quatro trechos de rios do Amazonas.

No domingo (16), Wilson Lima também cobrou o Governo Federal durante ligação aos ministros Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional), Marina Silva (Meio Ambiente e Mudança do Clima) e Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos).

Na segunda-feira (17), o governador esteve em Brasília e aproveitou, também, para reiterar os pedidos de ações de combate às queimadas e para o enfrentamento da estiagem em 2024.

Defesa Civil

A Defesa Civil também tem realizado, desde o mês de janeiro, reuniões com setores como indústria e comércio, poderes públicos, empresas de telecomunicações e concessionárias de água e energia para fornecer informações e coordenar ações de prevenção diante da possibilidade de outra severa estiagem em 2024.

Situação de emergência

Durante a assinatura do edital, na qual o governador participou de forma on-line, Wilson Lima anunciou que no mês de julho o Governo do Amazonas irá decretar Estado de Emergência em três calhas: Solimões, Juruá e Purus. O objetivo, segundo o governador, é iniciar as tratativas com ministérios e outros órgãos do Governo Federal para iniciar ações de ajuda às famílias afetadas.

*Com informações da Agência Amazonas

Tuxauas (Festival Folclórico de Parintins)

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Fotos: Divulgação/Boi Bumbá Caprichoso e Boi Bumbá Garantido

O Tuxaua é o chefe da tribo, uma representação alegórica do universo indígena e caboclo da Amazônia. Ele é quem conduz a indumentária em que os principais elementos étnicos da aldeia são representados. É o item 14 no Festival Folclórico de Parintins.

A liderança de uma aldeia está representada neste item que, por força da disputa, precisa conduzir uma indumentária com proporções agigantadas, onde os principais elementos étnicos da aldeia devem estar nela acoplados.

Especialista explica por quê o jacaré-açu é um dos que mais se envolvem em acidentes na Amazônia

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Uma menina de 14 anos morreu após ser atacada por um jacaré em uma comunidade ribeirinha em Porto Velho (RO), no dia 13 de junho. De acordo com especialista, provavelmente o animal responsável pelo ataque foi o ‘jacaré-açu‘.

Segundo o biólogo Flávio Terassini, o jacaré-açu está entre os três maiores répteis da espécie na Amazônia e pode chegar a cinco metros de comprimento.

O especialista explica que cerca de 100 ataques de jacaré por ano são registrados no mundo, ou seja, um ataque a cada três dias. Os acidentes são mais comuns na África, na Ásia e também na Oceania.

Já no Brasil, principalmente no bioma amazônico, poucos ataques são registrados, mas a maioria envolve o jacaré-açu. O animal pode confundir humanos com presas e atacar.

Flávio explica que embora ataques de jacarés não sejam comuns, é importante estar em alerta, pois durante a época de seca, o nível dos rios fica mais baixo, o que dificulta a obtenção de alimento. Portanto, qualquer animal que esteja na água pode se tornar uma presa.

“As pessoas têm que tomar bastante cuidado. Se houver relatos de que naquela região há algum jacaré ou outro animal grande próximo à água, é indicado evitar banhar-se nesse local, porque o jacaré pode confundir e atacar”, finaliza.

Ele destaca a importância de ter cuidado ao visitar os rios, principalmente nas áreas de bancos de areia que surgem durante o verão Amazônico nos rios Madeira, Machado, Jamari e Candeias. É essencial que os banhistas estejam atentos e se informem sobre a presença de animais perigosos, como arraias e jacarés.

*Com informações da matéria de Mateus Santos, do g1 Rondônia

Como foi a primeira transmissão ao vivo, em outro país, de uma rádio da Amazônia

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Era 1989 e vivíamos a emoção da eliminatórias da Copa do Mundo da Itália. Manaus possuía, à época, quatro rádios que alimentavam o Amazonas com informações. Na área do esporte uma luta gigantesca na busca da audiência. A rádio Difusora, dirigida por Josué Filho e Fezinha tinha no comando de programação esportiva Valdir Correia (“o garotinho”), que teve uma ideia inédita. Colocou o rádio amazônico na rota mundial dos esportes.

A rádio Difusora foi a primeira a ter o registro na Fifa. O Valdir colocou a rádio como “cabeça de rede” de centenas de outras rádios amazônicas no Acre, Rondônia, Roraima, Amapá e Pará, na transmissão da eliminatórias da Copa do Mundo.

Embarcamos para Caracas (Venezuela) com a extinta Varig em um voo direto Manaus/Caracas. Os hotéis estavam todos lotados a ponto que, ao chegar lá, fomos abordados por um deputado federal de Roraima e seu filho solicitando para dividirmos o quarto, o que foi prontamente aceito.

Foto: Eduardo Monteiro de Paula/Acervo pessoall

Dois dias antes, fomos para o estádio Brigido Iriarte, onde seria realizada a partida. Escolhemos uma cabine central assim como recolhemos as nossas credencias.

Finalmente, no dia 30 de junho de 1989, o jogo entre Brasil X Venezuela. Chegamos quatro horas antes e para nossa surpresa os grandes TV da América do Sul ocuparam o local que tínhamos escolhido. Com isso, transmitimos o jogo de uma muleta lateral as cabines. Triste, mas naquele dia fizemos história. Foi a primeira transmissão ao vivo de uma rádio na Amazônia com técnica, narração e comentários de Valdir Correia e Dudu Monteiro de Paula.

Por hoje é só, semana que vem tem mais! FUUUUUUUUUIIIIIIIII!!! 

Sobre o autor

Eduardo Monteiro de Paula é jornalista formado na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), com pós-graduação na Universidade do Tennesse (USA)/Universidade Anchieta (SP) e Instituto Wanderley Luxemburgo (SP). É diretor da Associação Mundial de Jornalistas Esportivos (AIPS). Recebeu prêmio regional de jornalismo radiofônico pela Academia Amazonense de Artes, Ciências e Letras e Honra ao Mérito por participação em publicação internacional. Foi um dos condutores da Tocha Olímpica na Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016.

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

Quase 2 anos após morte do ‘Índio do Buraco’, Terra Indígena segue em disputa judicial

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Há quase dois anos da morte do indígena Tanaru, conhecido como ‘Índio do Buraco‘, a Terra Indígena (TI) onde ele viveu sozinho e isolado por quase 30 anos, continua sendo alvo de uma disputa judicial em Rondônia.

Saiba mais: Relembre a história do “índio do buraco”, símbolo da resistência dos indígenas isolados

De acordo com informações do Governo Federal, o Ministério Público Federal (MPF), a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e um grupo de pessoas não indígenas aguardam que a Justiça Federal decida o destino da Terra Indígena Tanaru.

O MPF solicita que o território seja transformado em uma área de proteção socioambiental, enquanto outras 11 pessoas reivindicam a propriedade das terras. A Justiça Federal em Rondônia agendou para a segunda quinzena de julho uma audiência de conciliação entre as partes.

A TI possui cerca de 8 mil hectares e se espalha por quatro municípios de Rondônia: Chupinguaia, Corumbiara, Parecis e Pimenteiras do Oeste. A Funai mantém a região protegida por portarias de restrição de uso que têm validade até 2025.

O procurador Daniel Dalberto defende que as terras são da União e que sempre foram ocupadas por indígenas. A Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira apoia a iniciativa do MPF e também pede a proteção do território.

A ativista e fundadora da Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé, Neidinha Suruí, acompanha o caso e diz que a única opção viável é a proteção das terras indígenas.

“Proteger os povos indígenas é proteger a floresta. E proteger a floresta é a garantia da diminuição de todas as catástrofes que enfrentamos hoje. A região deveria ser transformada em um memorial ao povo que foi extinto”, diz Neidinha.

Entenda o caso

Em junho de 1996, o ‘Índio do Buraco’, também conhecido como Tanaru, foi visto pela primeira vez por homens brancos em Rondônia. Vinte e seis anos depois daquele ‘contato’, o indígena foi encontrado morto em seu território, em agosto de 2022.

Em novembro de 2022, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, de forma cautelar, a preservação da Terra Indígena (TI) Tanaru, a área onde vivia o único indígena. Na decisão monocrática, Fachin ordenou que a Fundação Nacional do Índio (Funai) informasse qual destinação deveria ser dada ao território.

Em dezembro de 2022, o Ministério Público Federal (MPF) orientou fazendeiros a não invadirem a área como forma de proteção, após identificarem pessoas transitando na TI. Na época, as notificações entregues aos fazendeiros alertaram que os invasores poderiam responder por crimes, como dano qualificado.

Quatro meses após a morte do indígena, o MPF voltou a recorrer à Justiça contra a União e a Funai, buscando obrigar os órgãos federais a transformar o território onde Tanaru viveu em uma área pública de proteção socioambiental.

Em janeiro de 2023, câmeras escondidas pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) registraram fazendeiros invadindo a palhoça onde o “Índio do Buraco” vivia, momentos após o sepultamento do indígena, que demorou cerca de três meses para acontecer.

*Por Iuri Lima, da Rede Amazônica RO

Monte Roraima: o que você precisa saber antes de visitar o gigante da tríplice fronteira

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“Quando dizem que o Monte Roraima (RR) é um lugar único no mundo, sim, é verdade”. Esse é o relato da viajante Pricilla Tatagiba, que realizou uma expedição ao local.

“Não existe vídeo ou imagem que consiga captar aquela imensidão. Existe muito ali que foge do nosso entendimento. Saber ouvir os guias que têm intimidade real com esse lugar, me fez perceber que eu não conseguiria descobrir tudo numa única visita”, conta.

Paisagens diferentes de tudo que os olhos já viram e sensações diferentes de tudo que o corpo já experimentou. Apesar das palavras serem distintas, a descrição de quem conhece o Monte, são as mesmas. Pricilla chegou no destino sem pesquisar ou saber muito, foi aprendendo e entendendo a grandiosidade das formações rochosas, lá mesmo. “Fui sem expectativas e aprendi sobre o lugar in loco, mas me despedir do paredão foi doloroso demais. Caminhar e me distanciar do Monte era muito visceral. É dizer adeus para um grande amor sem a certeza de poder estar ali novamente”.

Quem busca o gigante normalmente não possui metade da consciência do que o espera. Formado há mais de 2 bilhões de anos, no período pré-cambriano, numa altitude de 2.875m, com a paisagem repleta por rios, cascatas e formações rochosas, cercado de diversos aspectos da espiritualidade de seus anfitriões e protetores indígenas Taurepang, guardado pelo Parque Nacional Monte Roraima (RR), na fronteira do Brasil com a Venezuela e Guiana, o Monte Roraima é uma das montanhas mais antigas do mundo e possui o cume mais extenso do planeta, com 34 km².

Leia também: Conheça cinco lugares para se aventurar em Roraima

É considerado um verdadeiro santuário e meta de ascensão por um número cada vez maior de praticantes de caminhada, o trekking em inglês. De acordo com um relatório da Future Market Insights (FMI), a busca global por turismo de aventura entre os anos de 2023 e 2033 deve aumentar 16,2% ao ano. Além dos viajantes brasileiros, que em sua grande maioria são do sul e sudeste do país e escolhem o Monte como seu destino, estrangeiros também estão na lista. Roraima recebeu turistas, principalmente, do Chile, Argentina e Estados Unidos entre 2022 e 2023, que chegaram pelos aeroportos de Brasília (42,5%) e Guarulhos (22,1%).

Espiritualidade e cosmovisões

Ir até o Monte Roraima para conhecê-lo, é, além de uma grande aventura, uma experiência que coloca o viajante frente a frente com a história da Terra. As lendas que o cercam remetem ao seu surgimento, como a que diz que os indígenas Macuxi, que então viviam na área, certo dia notaram uma bananeira no local, seguida de um aviso divino que dizia não ser permitido cortá-la ou comer seus frutos. Após não respeitarem o recado e terem cortado a planta na raiz, a natureza se revoltou e, com raios e trovoadas, fez surgir o paredão.

Mais do que as lendas contadas há séculos, estar no local já é uma verdadeira experiência de um lugar mágico e diferente de todo o resto. “Há aqueles que se aventuram para o Monte para superar desafios físicos, porém, o real sentido dessa expedição está na compreensão dos aspectos sagrados da sabedoria ancestral de indígenas de diferentes etnias que reverenciam, respeitam e compreendem este espaço único do planeta Terra como fonte de vida, de espiritualidade e, sobretudo, de transformação. O intercâmbio que tive com os Taurepang me transformou completamente e foi um divisor de águas na minha concepção de mundo”, destaca Alberto Rabelo, produtor de experiências Vivalá e do roteiro ao Monte Roraima.

Seus atuais protetores são os indígenas Taurepang, que também são guias e levam os grupos de viajantes pelas trilhas, que devem ser feitas sempre com um local. O roteiro oferece uma imersão na cultura e no folclore Makunaima.

“A experiência com os indígenas e venezuelanos da equipe é maravilhosa. Pessoas incríveis, com histórias incríveis e super poderes de transportar todo o equipamento e nos cuidar de forma tão respeitosa, acolhedora, calorosa e carinhosa”, cita Pricilla.

A viajante também relembra o primeiro momento de contato visual com o Monte Roraima, que, apesar de simples, tem um significado especial para quem estava presente: “Lembro que até chegarmos no acampamento base, ele (o Monte Roraima) estava sempre coberto por nuvens, como se não quisesse se mostrar. Mas ali na base, aos poucos, as nuvens foram se dissipando até ele se mostrar por completo. Foi um momento de muita euforia e felicidade para o grupo. O primeiro contato com o paredão foi muito emocionante. Estar lá em cima e ver o tempo mudar em questão de segundos era lindo. Me permitir sentir a energia do lugar, sentir o frio, o vento, o sol, as águas… é tudo mágico se a gente se abrir para a experiência”.

Expedição de dez dias

Uma das formas de conhecer o Monte Roraima é por meio de uma Expedição de Aventura, como a collab entre a Vivalá e a Roraima Adventures (RRAdv), especialista na região há 22 anos e pioneira nas expedições ao Monte Roraima. “A Amazônia é o berço da Vivalá e ficamos extremamente felizes de expandir nossa operação para o sétimo dos nove estados da Amazônia Legal, especialmente para um local realmente inacreditável como a experiência no Monte Roraima que vai oferecer uma uma experiência incrível e transformadora para nossos viajantes”, afirma Daniel Cabrera, Cofundador e Diretor Executivo da Vivalá.

De acordo com o diretor-geral da RRAdv, Joaquim Magno, a parceria no roteiro se dá pelos objetivos em comum dos negócios sociais. “A contribuição é recíproca, pois as duas empresas proporcionam uma experiência que tem um objetivo comum, que é levar os viajantes a viver uma experiência no destino, mas com qualidade, segurança, impacto positivo e sonho realizado”.

Magno ainda destaca o quão único é o destino:

“Datado de 2 bilhões de anos, com formações geológicas pré-cambriana, onde a vida pouco evoluiu, com um endemismo de flora e fauna muito específico, com formas rochosas curiosas e pitorescas, o lugar é dotado de uma energia indescritível, com o topo forrado de cristais de quartzo. Isso atrai a atenção de turistas, aventureiros, cientistas, biólogos, antropólogos, esotéricos, místicos e todos aqueles que buscam nesta fascinante aventura o reencontro consigo mesmo e com a origem da vida, levando a todos a repensarem sobre o verdadeiro sentido da vida”.

Foto: Divulgação

O roteiro foi criado não somente para oferecer ao viajante uma linda e inesquecível experiência, mas também para impactar positivamente o lugar que irá ser palco da aventura. Esse impacto é fruto do turismo sustentável, que busca contribuir com a preservação ambiental do local, as comunidades participantes e a experiência dos viajantes.

“Desde o primeiro contato com nosso material de marketing e equipe de vendas até o retorno da Expedição, nosso viajante recebe todo o suporte e orientação para que sua experiência seja a mais agradável possível, o que inclui boas práticas relacionadas à sustentabilidade e segurança”, destaca Daniel Cabrera que, além de estar à frente da Vivalá, integra o conselho da Abeta – Associação Brasileira de Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura.

“O melhor impacto que o turismo sustentável pode proporcionar ao meio ambiente, se bem conduzido, começa no aspecto social, gerando emprego e renda em comunidades que não têm muitas oportunidades. Mas também avança no aspecto da preservação ambiental, porque a atividade se desenvolve em espaços naturais, e isso agrega valor ao conservacionismo. O turismo tem uma responsabilidade de impacto positivo, mas claro, se feito de forma responsável e sustentável”, afirma o diretor-executivo da Associação Brasileira de Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (Abeta), órgão responsável pela elaboração de normas técnicas adotadas no mundo inteiro, Luiz Del Vigna.

A expedição

O impacto social da Expedição ao Monte Roraima inicia na condução do roteiro e durante a subida, guiada por indígenas locais, que conhecem e possuem contato direto com a região. A expediçãotem duração de dez dias e é indicada para pessoas que já possuem um preparo físico, pois são 100 km de caminhada.

O dia um é apenas de embarque para Boa-Vista (RR), onde no segundo dia de roteiro todos os viajantes do grupo irão se encontrar e receber as últimas orientações da equipe, principalmente para questões de logística, segurança e desenvolvimento da parte operacional. Após o almoço, o grupo segue viagem até a fronteira com a Venezuela e realiza os procedimentos de aduanas, para então pernoitar em Santa Elena de Uairén, na Venezuela.

No terceiro dia a grande jornada começa. Após o café é hora de partir até a Comunidade de Paraitepuy, onde será o acampamento da primeira noite, às margens do rio Tek ou Kukenan. Na manhã seguinte o trekking continua até a base, para mais uma noite frente ao paredão. O quinto dia possui um dos caminhos com o cenário mais bonito, com paradas para contemplação da paisagem e fotos com os jardins de bromélias, orquídeas e pequenos pássaros. Neste dia, o grupo se aproxima do topo e é possível observar o Monumento de Makunaima, além de ser recepcionado pelos “Guardiões da Montanha”, três imensos blocos com formato de observadores.

O dia seis é de imersão total no topo, com destaque para o Vale dos Cristais. “O lugar por si só traz a sensação do Macro e do Micro, dos extremos, do surreal, do cósmico, do inexplicável. A energia desse lugar não se traduz em palavras, mas em suspiros, sons, silêncios, reflexões e observações caladas. Após passar pelo Ponto Triplo, a parada final do dia é o El Fosso”, explica Alberto.

No sétimo dia de expedição é hora dos viajantes se deslumbrarem com as Piscinas Jacuzzis e com o Mirante La Ventana, sendo possível admirar as quedas d’água e o vale de florestas do Monte Kukenan (Pai dos Ventos). Além de contemplar e se reconectar consigo mesmo, o grupo alcança o ponto mais alto do Monte e avista a Gran Sabana e a trilha que cruzaram até chegar à base. Para finalizar o dia e se sentir dentro de um santuário, é possível visitar o Salto Catedral, antes de ir até o Paso de Los Cristales e repor as energias.

O oitavo dia do roteiro é um momento de despedida da Casa de Makunaina, onde começa a descida até a base, com direito a pernoite com o céu mais estrelado da viagem. No dia seguinte o grupo realiza os últimos 15 Km de caminhada até a Comunidade de Paraitepuy, para embarcar em veículos 4×4 que os levarão até a fronteira para procedimentos de aduanas e pernoite em hotel na capital. O último dia é reservado para check-out e retorno para casa.

Os roteiros têm saídas previstas de uma a duas vezes no mês e incluem o transporte terrestre a partir de Boa Vista até a Comunidade Indígena Paraitepuy, onde o grupo passa tanto na ida, quanto na volta.Com um investimento é de R$ 5.500, que pode ser feito em 5x no cartão de crédito, PIX ou boleto, a expedição inclui treinamentos antes da viagem, hospedagem em Boa Vista e em Santa Elena de Uairén, transporte, todo o apoio de camping, incluindo equipamentos coletivos de acampamento, alimentação, taxa de entrada nas Comunidades e uma equipe capacitada para guiar a expedição. Ainda há vagas disponíveis para a próxima expedição que acontecerá em 07 de junho. Para mais detalhes sobre o roteiro e reservas, acesse AQUI.

Revestimento de ração medicada melhora controle de parasitas em tambaquis

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Pesquisadores da Unicamp e da Embrapa conduziram um estudo para minimizar os impactos ambientais e maximizar a eficácia no tratamento de parasitas em tambaquis, peixes amazônicos de importância econômica. Uma pesquisa, realizada em Manaus, AM, concentrou-se em revestir a ração medicamentosa  com etilcelulose, um polímero e o efeito deste na redução da lixiviação do albendazol, a partir da ração.

Este medicamento tem sido demonstrado eficaz no controle do acantocéfalo Neoechinorhynchus buttnerae , verme que parasita o intestino dos tambaquis. Após 34 dias de tratamento, a eficácia do albendazol foi de 34% nos peixes alimentados com ração não revestida e de 66% nos alimentados com ração revestida.

De acordo com Claudio Jonsson, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, a lixiviação, na água, de medicamentos provenientes de rações medicamentosas é uma preocupação ambiental significativa. Vários trabalhos relatam o problema a respeito do albendazol, um anti-helmíntico – medicamento que controla esses vermes, que ataca principalmente peixes e anfíbios. Entretanto, seu uso pode representar riscos tanto para o meio ambiente quanto para a saúde humana quando utilizado indiscriminadamente.

O estudo, aprovado pelos órgãos reguladores competentes, envolveu a análise de 340 tambaquis, adquiridos de duas pisciculturas, sendo uma com histórico de acantocefalose e outra sem esse histórico. A prevalência da parasita N. buttnerae foi de 100% nos peixes do primeiro grupo, evidenciando a necessidade de tratamento. Os peixes foram alimentados com ração medicamentosa contendo albendazol, sendo parte dela revestida com etilcelulose. 

A bioacumulação de albendazol em tecidos comestíveis dos tambaquis não foi afetada pelo revestimento com etilcelulose, mostrando-se uma opção viável para reduzir a lixiviação do medicamento sem comprometer sua eficácia no tratamento dos parasitas. Jonsson destaca que os resultados sugerem que o revestimento de ração medicamentosa pode ser uma estratégia eficaz para mitigar os impactos ambientais associados ao uso de medicamentos na aquicultura, ao mesmo tempo em que mantém a eficácia no controle de parasitas.

“Este estudo destaca a importância da pesquisa contínua na busca por soluções sustentáveis ​​para os desafios enfrentados pela aquicultura”, acredita o pesquisador.

A equipe do estudo é formada por Rafaelle Cordeiro, Patrícia Braga, Felix Reyes Reyes, da Unicamp; Claudio Jonsson, da Embrapa Meio Ambiente; e Edsandra Chagas e Franmir Brandão, da Embrapa Amazônia Ocidental.

*Com informações da Embrapa