Antiga fachada do museu, antes da reforma em 2024. Foto: Reprodução/Secult-AP
O município de Oiapoque, no Amapá, abriga cerca de 6 mil indígenas, em 34 aldeias, vivendo em uma área de 520 mil hectares nas Terras Indígenas Uaça, Galibi e Juminã. Por esse motivo, os povos indígenas do Oiapoque possuem um lugar especial para a preservação de sua história e sabedoria: o Museu Kuahí.
O museu integra os múltiplos saberes das populações indígenas, promovendo respeito à sua identidade cultural e oferecendo atividades que mantem o intercâmbio entre as aldeias, instituições acadêmicas, museus nacionais e internacionais e organizações socioambientais.
Fundado em 2007, seu nome se refere tanto a um pequeno peixe, também denominado matupiri, presente nas águas de diversas regiões das Terras Indígenas do Oiapoque, quanto a um padrão gráfico símbolo entre alguns povos da região, utilizado na decoração de artefatos locais. “Kuahí”, em língua tupi-guarani, significa “olhar para o futuro”.
As etnias Karipuna, Palikur, Galibi Marworno e Galibi Kalinã são representadas no museu, cujo objetivo é integrar as atividades culturais e manter viva a tradição desses povos.
Foto: Divulgação
O espaço possui loja, sala de teatro, áreas para exposições fixas, temporárias e audiovisuais, biblioteca , feira do agricultor, reserva documental, etnográfica e arqueológica, maloca e jardim.
Ao entrar no museu Kuahí o visitante se depara com mastros e bancos do Turé (dança típica). E nos outros ambientes pode ver o processo de construção de cuias e canoas, joias em miçanga e penas, potes de barro e muitas outras peças da cultura indígena do Oiapoque.
De acordo com a Secretaria de Cultura do Estado do Amapá (Secult), a iniciativa de criar o museu partiu das quatro etnias que habitam o extremo norte do Brasil, na fronteira com a Guiana Francesa. Além de mostrar e preservar a sua cultura, as etnias também buscam estreitar os laços com os moradores da cidade de Oiapoque.
Fachada do museu após revitalização da cobertura. Foto: Jhon Martins/GEA
Um grão com um sabor diferente, picante ou levemente adocicado, dependendo da quantidade utilizada. Além de adicionar sabor aos pratos, é conhecido por suas propriedades digestivas, antioxidantes e anti-inflamatórias. Ele também melhora a circulação sanguínea devido às suas propriedades vasodilatadoras, possuindo atividade antibacteriana e antifúngica. Reconheceu essa especiaria?
A pimenta-do-reino (Piper nigrum) é amplamente utilizada na culinária mundial, tanto em pratos salgados quanto em sobremesas, pois realça o sabor dos alimentos e adiciona complexidade aos pratos. Além de possuir diversas características benéficas à saúde, ao ser transformada em óleo, potencializa suas propriedades, tornando-se uma opção versátil para diversos usos. O óleo, extraído com métodos ideais, é empregado na produção de sabão em barra, em que são utilizadas tecnologias para aprimorar tanto a eficácia quanto a qualidade do produto final.
A pesquisa ‘Estudo da utilização do óleo essencial da Pimenta-do-Reino e óleos fixos da Amazônia na obtenção de sabões‘ foi desenvolvida por Isis Gomes Campos, bolsista Pibic, da Faculdade de Engenharia Química (Itec/UFPA), com orientação do professor Davi do Socorro Barros Brasil. O estudo aborda a produção de sabão utilizando óleos essenciais (com destaque para o óleo da pimenta-do-reino) de maneira sustentável e benéfica ao meio ambiente.
A pesquisa realizada no Pará teve como objetivo principal a elaboração e a caracterização de sabonetes contendo óleo essencial de pimenta-do-reino e óleos fixos da região amazônica. Utilizando métodos de extração e análise, foram avaliadas as propriedades físico-químicas e terapêuticas desses óleos, visando aprimorar a qualidade e eficácia dos sabonetes resultantes. Além disso, buscou-se explorar benefícios adicionais para a saúde da pele e o bem-estar geral dos usuários, contribuindo, significativamente, para o desenvolvimento de produtos cosméticos mais naturais e eficientes.
Processo a frio preserva propriedades da matéria-prima
A metodologia empregada envolveu a produção de sabão por meio do processo a frio. A técnica foi escolhida para preservar as propriedades naturais do óleo essencial da pimenta-do-reino e garantir, assim, a integridade dos seus compostos ativos.
“O processo a frio é aquele em que a homogeneização ocorre apenas com a agitação, sem precisar aquecer. Optamos por esse método justamente porque o calor pode causar a perda de algumas características desejáveis, pois o óleo utilizado é muito volátil. O processo a frio foi fundamental para garantir a integridade das propriedades dos ingredientes”, explica Isis Campos.
Foto: Reprodução/Semas PA
Para a fabricação do sabão em barra, foram empregados cinco tipos distintos de óleo: andiroba, castanha-do-pará, coco, açaí e, é claro, pimenta-do-reino. Essa seleção foi baseada nas propriedades funcionais e medicinais, visando criar um produto com diversos benefícios e de boa qualidade. O óleo essencial da pimenta foi escolhido pelo seu diferencial e por suas múltiplas propriedades.
A reunião dos óleos no sabão em barra criou um produto final que não apenas limpa, mas também hidrata e nutre a pele.
“A escolha de cada um deles foi feita com base em suas propriedades específicas. O óleo de castanha e o de coco proporcionam emoliência e hidratação, enquanto os de açaí e andiroba têm ação anti-inflamatória. Assim, o sabão resultante agrega valor ao reunir todas essas características, além da limpeza”, afirma a jovem pesquisadora.
A intenção dos pesquisadores era produzir um sabão em barra que possuísse viabilidade social amazônica, do mesmo modo agregar valor a esses produtos. “Queríamos integrar a produção a um modelo sustentável e economicamente viável para os produtores locais. Essa abordagem impulsiona a pesquisa ao mesmo tempo em que promove o desenvolvimento da comunidade local, permitindo o crescimento coletivo”, avalia.
Etapas de produção aplicaram os princípios da química verde
Ao utilizar uma combinação de óleos vegetais na produção do sabão em barra, a iniciativa não só promove matérias-primas renováveis, como também prioriza a sustentabilidade em cada etapa do processo de fabricação, colocando em prática os princípios da química verde, quando, além de não causar poluição, ainda se agrega valor ao produto.
Essa abordagem minimiza a geração de resíduos, reduz as emissões de substâncias poluentes, resultando em produtos finais menos tóxicos e mais seguros para o meio ambiente e os consumidores. O compromisso com a sustentabilidade demonstra que é possível integrar a responsabilidade ambiental à produção de produtos de qualidade.
“Optamos por minimizar o uso de reagentes, com base em um planejamento experimental estratégico, justamente porque queríamos aplicar os princípios da química verde desde a bancada e levar isso para uma escala industrial”, esclarece Isis.
O trabalho conclui que a combinação de óleos vegetais na produção de sabão em barra apresenta-se como uma estratégia viável e promissora para a indústria de cosméticos. Essa abordagem não apenas oferece benefícios funcionais e medicinais para a pele, mas também demonstra um compromisso efetivo com a sustentabilidade, ao utilizar matérias-primas renováveis e minimizar os impactos ambientais ao longo do processo de fabricação.
Saiba mais sobre óleos e seus benefícios
Castanha-do-Pará (Bertholletia excelsa): Rico em Vitaminas A e E, possui propriedades emolientes, antioxidantes e cicatrizantes.
Pimenta-do-Reino (Piper nigrum): Possui ação anti-inflamatória, antioxidante e outras propriedades que otimizam processos cicatrizantes e combatem fungos e bactérias.
Andiroba (Carapa guianensis): Conhecido por suas propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes e analgésicas.
Açaí (Euterpe oleracea):Indicado para tratamentos de doenças de pele, auxiliando a regeneração, além de ser um antioxidante eficaz devido a sua alta concentração de vitamina C.
O plano de trabalho ‘Estudo da utilização do óleo essencial da Pimenta-do-Reino e óleos fixos da Amazônia na obtenção de sabonetes‘ faz parte do Projeto de Pesquisa Potencial de oleaginosas da Amazônia para o aproveitamento e desenvolvimento de novos produtos.
A pesquisa foi realizada por Isis Gomes Campos, sob orientação do professor Davi do Socorro Barros Brasil. O estudo foi conduzido no Laboratório de Biossoluções e Bioplásticos da Amazônia (FEQ/ITEC), com financiamento da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
*O conteúdo foi originalmente publicado pelo Jornal Beira do Rio, edição 172, da UFPA, escrito por Evelyn Ludovina
A seca intensa que atinge a região amazônica nos últimos meses tem gerado grande preocupação entre os piscicultores de Rio Preto da Eva, no interior do Amazonas, especialmente em comunidades com tanques escavados. A falta de chuvas tem levado as nascentes que abastecem os tanques a secar, reduzindo drasticamente o volume de água disponível e comprometendo a produção de peixes.
Em uma das propriedades mais afetadas, o piscicultor Antônio Leandro, que possui 18 tanques, relatou que a seca já causou a morte de muitos peixes devido à escassez de água e à queda da qualidade da água nos tanques. Para tentar salvar o restante de sua produção, ele teve que transferir os peixes para outros tanques e, diante da dificuldade, investiu em alternativas sustentáveis.
“O custeio já se tornou caro, então investimos em tecnologias como poços artesianos e energia solar para reduzir custos e garantir a sobrevivência dos peixes”, disse Leandro.
A situação se repete em outras propriedades. Seu José Gil Tavares, que também enfrenta a falta de água em seus dois tanques, tem se esforçado para minimizar o impacto, fazendo um manejo intensivo de água, bombeando o líquido para os tanques a cada duas horas.
“Eu já perdi praticamente todos os peixes. Quando a água falta, ela esquenta demais, e os peixes começam a sofrer. Decidi focar na criação de peixes, galinhas e porcos”, comentou.
O engenheiro de pesca Marcos Fábio, do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal do Estado do Amazonas (IDAM), explica que a evaporação é um problema crônico para a piscicultura na região.
“A perda de água por evaporação, especialmente em períodos de verão intenso, é significativa. Isso impacta diretamente nos parâmetros ideais para a criação de peixes, o que, consequentemente, afeta a alimentação e a saúde dos animais”, destacou Marcos.
Em meio a essa crise hídrica, os piscicultores também enfrentam o aumento dos custos e a queda na produção. Para tentar amenizar os efeitos da estiagem, muitos recorrem a soluções como painéis solares e poços artesianos. No entanto, a escassez de recursos e a falta de crédito rural tornam a situação ainda mais difícil.
José Maria Frad Junior, gerente do IDAM em Rio Preto, destaca a importância das linhas de crédito para os piscicultores neste momento crítico. “O crédito rural poderia fornecer os recursos necessários para investir em tecnologias que ajudariam a resolver o problema da falta de água nos tanques”, afirmou.
Enquanto os piscicultores buscam alternativas e aguardam a chegada das chuvas, a situação continua desafiadora. A falta de água tem afetado diretamente a saúde dos peixes, aumentando a mortalidade e reduzindo a produção. A esperança agora é de que as chuvas cheguem a tempo para reabastecer os tanques e minimizar as perdas.
O Ecopainel de MDF, produzido pelo resíduo do açaí, será exibido no Web Summit Innovation, em Lisboa (Portugal). O projeto, selecionado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), está sob a responsabilidade de Antônio de Lima Mesquita, Prof. Dr. da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) que descobriu na fibra do resíduo do caroço de açaí o potencial para produção de MDF de móveis sustentáveis, divisórias e placas acústicas.
O professor conta que estar em um dos eventos mais importantes da Europa, e onde estarão investidores buscando investimento de produtos, será importante para a universidade, que faz parte do ecossistema de inovação.
“É um momento muito especial porque o ecopainel foi selecionado, nacionalmente, pelo Sebrae. É um produto da bioeconomia amazônica e esse é o principal diferencial, que é um produto da bioeconomia amazônica e um dos produtos que o Sebrae nacional vai levar para essa grande exposição mundial. Isso é muito importante para todos nós, que vamos trazer um diferencial da sociobiodiversidade, da inovação e do desenvolvimento de um produto extremamente importante para a economia circular, porque é um reaproveitamento de toda essa cadeia”, explica Antônio Mesquita.
Ecopainel de MDF da fibra de açaí
O resíduo do caroço do açaí é reaproveitado e destinado como um painel de MDF ecologicamente correto e sustentável, em toda a sua cadeia produtiva. A produção é simples, mas diferenciada, porque é utilizada uma tecnologia distinta dos painéis tradicionais.
“Não usamos a resina sintética de ureia formaldeído, que causa grande poluição. Utilizamos uma resina do óleo de mamona. E essa resina é que faz toda a agregação das fibras a partir da colocação dessas fibras com o produto, numa prensa hidráulica a 110 graus Celsius. É um produto que a gente denomina, ecologicamente, friendly. Ele faz a redução do CO2 para a atmosfera e traz um diferencial também nesse aspecto das mudanças climáticas. Então, esse produto é único. É um produto diferente para ser colocado no mercado internacional”, ressalta o professor.
Foto: Divulgação/UEAFoto: Divulgação/UEA
Sobre o Web Summit Lisboa 2024
O Web Summit Lisboa 2024 é o maior festival de inovação descentralizado de Portugal que reúne profissionais, empreendedores e inovadores. Para a edição de 2024, que ocorre entre 11 e 14 de novembro, o evento espera atrair 70 mil participantes e mais de 3 mil startups.
As Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) são plantas que não costumamos consumir regularmente, como a alface, por exemplo, facilmente encontrada em mercados. Algumas delas possuem alto valor nutricional e até propriedades medicinais que ainda foram pouco difundidas.
Por isso, as PANC podem diversificar a alimentação, enriquecendo o cardápio brasileiro, mas também possuem o potencial de auxiliar na saúde. Elas são exemplo de alimento natural que pode se tornar fonte de renda para produtores, principalmente da agricultura familiar.
Um das plantas que tem ganhado evidência não só pelo sabor, mas por ser uma uma PANC medicinal anti-inflamatória e desintoxicante, é o espinafre-amazônico (Alternanthera sessilis), da família Amaranthaceae. PANC rica em fonte de nutrientes e fácil de cultivar, pode ser explorada como um cultígeno (espécie domesticada cuja origem é desconhecida por não se ter registro de ocorrência de seu ancestral silvestre).
Foto: Reprodução/Youtube- Sítio PANC
O mestre em Ciências Biológicas (Botânica) pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e doutor em fitotecnia, Valdely Kinupp, conta que a planta pode ser usada como chá calmante, para alívio da dor de cabeça e catarata.
Mas o espinafre-amazônico também tem ganhado destaque por sua versatilidade na cozinha.
Foto: Reprodução/Youtube- Sítio PANC
Saiba como identificar essa planta e cultivar de forma sustentável:
Os fungos muitas vezes levam uma fama de mal e muitas pessoas pensam neles de forma negativa como mofo ou causadores de doenças, mas eles vão muito além disso. O primeiro antibiótico para humanos, por exemplo, foi produzido a partir de um fungo que impedia o crescimento de bactérias que causam doenças. Isso foi considerado um grande feito da medicina em 1928.
Além da sua aplicação na medicina, os fungos são considerados fundamentais para a nossa alimentação e na produção de bebidas. Sabe como? A cerveja, a famosa “geladinha”, é feita com a ajuda de um fungo que realiza a fermentação. Esse mesmo fungo também é utilizado para produzir massas, como pães.
Outra contribuição importante dos fungos é a grande diversidade de fungos comestíveis, encontrados na pizza, no sushi e no queijo. Eles são ricos em nutrientes, vitaminas, fibras, contém baixas calorias e contribuem para uma alimentação saudável. Porém apenas algumas espécies de fungos são comestíveis, outras são venenosas e não devem ser comidas em nenhuma hipótese.
Além disso, os fungos têm uma importante participação no meio ambiente. Eles ajudam a decompor os resíduos florestais, como folhas e madeira, devolvendo esses nutrientes para o solo. Também há fungos que se associam com árvores para ajudá-las a absorverem mais água e nutrientes.
De acordo com Rafaela Peres, bolsista do Centro de Estudos Integrados da Biodiversidade Amazônica (CENBAM), os fungos possuem funções necessárias para as florestas e para os seres humanos.
“É importante preservar os fungos ao longo da BR-319; eles são essenciais para o funcionamento da floresta e, ainda, podem ser grandes aliados na cura de doenças e da boa alimentação. Mas para fazer isso de maneira eficiente, precisamos conhecê-los, e esse tem sido um dos objetivos do Programa de Pesquisas Ecológicas de Longa Duração do Sudoeste do Amazonas (PELD PSAM). Portanto, quando você pensar em fungos, lembre-se que ele é mais do que aquele mofo de pão velho e esquecido: ele é um grande aliado da nossa saúde e é essencial para a nossa existência!”, afirmou Peres.
Foto: Sergio Santorelli Jr.Foto: Sergio Santorelli Jr.
*O conteúdo foi originalmente publicado pelo Observatório BR-319, escrito por Rafaela Saraiva Peres (Bolsista INCT Centro de Estudos Integrados da Biodiversidade Amazônica – CENBAM)
A Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas (Adaf) alerta a população que está proibida a entrada de mamão oriundo dos estados de Roraima, Amapá e Pará, onde já foi detectada a existência da mosca-da-carambola. O mamão foi incluído entre as dezenas de frutos hospedeiros da praga, por isso seu trânsito para o Amazonas está proibido.
Na Portaria nº 1.188, de 15 de outubro, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) incluiu a espécie Mamoeiro (Carica papaya) como hospedeiro da praga Bactrocera carambolae. Essa lista tem cerca de 30 frutos, como a carambola, manga, caju, laranja, pitanga, jambo, acerola, goiaba e pimenta de cheiro.
“Essa portaria restringe o trânsito de mamão, assim como dos outros hospedeiros da mosca-da-carambola, dos estados onde a praga se encontra presente para os outros estados da federação”, explica o gerente de Defesa Vegetal da Adaf, Sivandro Campos.
A proibição já está vigente e as equipes de fiscalização da Adaf devem realizar a apreensão em caso de tentativa de entrada, no Amazonas, dos frutos vindos do Amapá, Pará e Roraima. Para garantir a sanidade vegetal do Estado, especialmente na divisa com estados onde a praga se faz presente, a agência mantém servidores nas barreiras de Jundiá (RR) e Parintins (a 369 quilômetros de Manaus), monitorando a entrada de pessoas de Roraima e Pará.
Foto: Divulgação/Governo do Amazonas
O gerente da Adaf destaca que a mosca-da-carambola não representa perigo à saúde humana, mas que “a praga, entrando no Estado, vai afetar a parte econômica e social”. Isso porque ela é devastadora para a fruticultura e ameaça a economia do Brasil, o terceiro maior produtor de frutas do mundo.
A mosca-da-carambola mede 8 milímetros de comprimento, tendo a parte superior do tórax de cor escura e o abdome amarelo, com listras pretas que se encontram formando um “T”. Suas asas são levemente amareladas e translúcidas.
Qualquer suspeita de ocorrência da praga no Amazonas deve ser imediatamente comunicada aos órgãos responsáveis. Informações e denúncias podem ser reportadas à GDV/Adaf pelo número (92) 99390-1750.
A taxa de desmatamento da Amazônia entre agosto de 2023 e julho de 2024, no estado do Amazonas, apresentou uma redução de 29% comparada ao mesmo período entre 2022 e 2023, segundo o relatório anual do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
De acordo com o relatório, a área desmatada no estado foi de 1.143 km² . No balanço divulgado no ano anterior, a área desmatada foi de 1.610 km².
Dentre os estados brasileiros que compõem a Amazônia Legal, o Amazonas foi o terceiro que mais apresentou redução dentro do período avaliado, atrás apenas do Mato Grosso e Rondônia. Roraima foi o único estado a apresentar aumento.
O biólogo Leonardo Paz avalia a redução de forma positiva e atribuí a redução apresentada no Amazonas a fatores como fiscalização e conscientização. Ele também ressalta que o avanço tecnológico possibilitou um monitoramento mais preciso, o que ajuda no combate ao desmatamento.
“Tem um grande fator que é a maior introdução de tecnologias que auxiliam a fiscalização e os sistemas de alerta e monitoramento, permitindo melhores planejamentos de operações para impedir o desmatamento. Também tem a aplicação de tecnologias de monitoramento desenvolvidas no Brasil, que diminui custos com equipamentos e agiliza a obtenção dos materiais”, diz o especialista.
Foto: Reprodução/TV Brasil
Amazônia legal
Em toda a Amazônia legal a redução no desmatamento foi de 30% aponta o levantamento do Inpe. A área desmatada na Amazônia foi de 6.288 km² entre agosto de 2023 e julho de 2024.
Com essa redução de 2776 km², a taxa divulgada este ano é a menor para uma temporada do Prodes desde 2017.
Desmatamento cai, queimadas sobem
Embora, os números apresentem redução no desmatamento, o Amazonas registrou 24.965 mil queimadas entre 1º de janeiro de 2024 até esta segunda-feira (11) e, com isso, já é considerado o pior no número de focos de calor desde 1998, quando o Inpe começou a série histórica.
Até então, o pior índice de queimadas no Amazonas tinha sido registrado em 2022, quando o estado contabilizou 21.217 focos de calor. Já em 2023, foram quase 20 mil.
O estado está e emergência ambiental por conta das queimadas. O problema também gerou uma onda de fumaça que atingiu todas as 62 cidades amazonenses, incluindo a capital Manaus. Em agosto deste ano, uma mancha de fogo com cerca de 500 quilômetros de extensão chegou a cobrir o estado.
*Por Lucas Macedo e Juan Gabriel, da Rede Amazônica AM
Carlos e Maia Studart, inventor do Leite de Colônia. Foto: Jorge Franco de Sá
Por Abrahim Baze – literatura@amazonsat.com.br
O Doutor Carlos Studart nasceu em Fortaleza, Ceará no dia 28 de março de 1862. Filho de John Willian Studart, um cidadão inglês que imigrou para o Brasil quando tinha 11 anos de idade, tendo criado raízes no Brasil por toda vida e se dedicado ao comércio.
[…] John Willian Studart casou-se com uma brasileira e segundo o professor Agnello Bittencourt seus filhos orientados pelo pai tornaram-se homens notáveis nas ciências, nas industriais e no comércio, destacadamente Guilherme Chambly Studart, de renome continental pelos seus grandes serviços à cultura e à humanidade, mas, conhecido pelo distintivo honorifico de Barão Studart.
Fonte: BITTENCOURT, Agnello. Dicionário Amazonense de Biografias: vultos do passado. Rio de Janeiro. Editora Conquista: 1973. Pg. 156.
Carlos Studart ficou órfão de sua mãe aos cinco anos de idade. Seu pai logo reconstruiu sua família casando com sua própria cunhada, senhora Augusta de Castro Studart, ela ficou responsável pela educação do sobrinho e enteado, vale destacar sua dedicação e carinho como madrasta, dedicando-se a ensinar-lhe as primeiras letras.
Adolescente ainda, Carlos Studart comunica aos pais que desejava começar a vida trabalhando no comércio. Obtém permissão para seguir rumo a Pernambuco sob a orientação do cônsul inglês em Recife. Tendo chegado a Recife consegue emprego de uma firma que comercializava com fazendas e tecidos. Vale a pena lembrar que neste período, o primeiro emprego de um jovem em um estabelecimento comercial, era de cacheiro – vassoura, fosse ele filho de um pobre ou de uma família que possuísse bens, naturalmente recebia o mesmo tratamento com rigor, conquistando a confiança logo foi promovido a cacheiro graduado, abandonando o espanador e a vassoura, porém, fazia as entregas na cabeça de grandes compras a pé pelas ruas. Na verdade foi o início de sua vida profissional.
A partir desse momento seu trabalho consistia em manter a casa limpa, fazer as entregas dos clientes ou em outras casas comerciais. Carlos, que era um moço franzino não reclamava de seu trabalho, nem o peso das mercadorias que entregava quase sempre em longas distâncias. O regime era duro, em contraste com o trato na residência de sua família. Essa experiência lhe tinha sido adversa, porém, acendeu em sua alma a explosão de uma revolta e amor na busca de sua independência.
Com o passar do tempo resolve regressar ao convívio da família, não como filho pródigo, mas cheio daquela experiência que lhe transformou em uma lição, assim, foi indescritível a alegria que seus pais o receberam em casa.
Os tempos mudaram neste momento os negócios de John Willian Studart já não iam bem levando-o quase a falência. Hábil Timoneiro torna a adversidade pondo em ação os destinos dos negócios. No decorrer do tempo ocorre o falecimento do chefe John, a 20 de fevereiro de 1878, ainda muito jovem com 59 anos.
Carlos resolve transferir-se para a Bahia, em cuja Escola de Medicina seus irmãos acabavam de concluir suas formaturas. Sua permanência ali, criou um forte desejo de estudar e realizar seus preparatórios para o vestibular. Carlos era um jovem sonhador e logo desperta a ideia de seguir a carreira militar, então viaja ao Rio de Janeiro, a fim de entrar na Escola Militar.
[…] Recém – chegado ao Rio – diz o seu filho e biografo, General Carlos Studart Filho – ardentemente desejava alistar-se cadete. Estava, porém, praticamente só naquela grande e estranha cidade, sem apoio, nem amigos que o orientassem, na consecução de seus projetos: os presentes, em cuja, casa-se hospedara, não viam com bons olhos a esdruxula inclinação do moço estudante pela carreira das armas e, por isso, não queriam dar-lhe o auxílio de que tanto carecia. Em tão aflitivo momento, resolveu valer-se do General Osório, então Ministro da Guerra do Gabinete Sinimbu. Procura-se em sua residencia e lhe expõe os seus anelos. O velho e benemérito militar ouviu-o com bondade e logo procurou dissuadi-lo desse proposito, fazendo-o ver a insensatez dos seus sonhos e toda a grandeza da pretensão. Havia poucas vagas no modelar estabelecimento de ensino e estas destinavam-se a filhos e protegidos dos altos figurões do império. Ele, um provinciano bisonho, sem padrinhos, nem bons amizades na corte, que poderia esperar? (Meu Pai, pág. 16).
Diante dos fatos, tendo gastos cerca de três anos em tentativas frustradas, Carlos Studart regressa a Salvador e matricula-se na Escola de Medicina – realiza o curso de Farmácia, diplomando-se em 18 de setembro de 1882. Munido do seu diploma, retorna a Fortaleza onde funda a Farmácia Studart, no centro comercial da cidade, a poucos passos da, já então famosa, Praça do Ferreira.
Quando Carlos Studart se retirou de Salvador para Fortaleza, lá deixava um compromisso de casamento com D. Maria Elvira Morais, o que cumpriu, em Salvador, em 1883. Mas, foi um enlace transitório, pois D. Maria Elvira vei a falecer, em Fortaleza, a 12 de setembro de 1884, sem descendentes.
Carlos Studart contrai novas nupcias com sua prima D. Maria da Fonseca Pereira, filha do comerciante Capitão Antônio Joaquim Pereira. Deste ser matrimônio, houve os seguintes filhos: Arthur Pereira Studart, farmacêutico, bacharel em direito, médico e industrial, nascido em Fortaleza a 4 de maio de 1886, e que a 30 de junho de 1910 se consorciou com a prima D. Leonisia da Cunha Studart; Hilda Pereira Studart, viúva do bacharel em Direito, José Maria Corrêa de Araújo, nascida em Fortaleza a 10 de novembro de 1887 e falecida, no Rio de Janeiro em novembro de 1961; Beatriz Pereira Studart, viúva do bacharel em Direito Jose Alves de Souza Brasil, nascida em Fortaleza a 19 de dezembro de 1891 e Carlos Studart Filho, doutor em Medicina e general professor, nascido em Fortaleza a 17 de junho de 1897, casado a 13 de novembro de 1924 com D. Neusa Dinoá da Costa. (Meu Pai, pág. 18.)
Fonte: BITTENCOURT, Agnello. Dicionário Amazonense de Biografias: vultos do passado. Rio de Janeiro. Editora Conquista: 1973. Pg. 157 e 158.
Foto: Jorge Franco de Sá
Carlos Studart casa-se pela terceira vez com a senhora Francisca Rodrigues das Neves, desse enlace matrimonial nasceu uma filha Emília Studart. Tomando parte nas atividades políticas do Ceará, entrega a gerência da Farmácia Studart a seu irmão e passa a visitar o interior da Província e propaganda partidária e abolicionista que por muitas vezes correu o risco de vida.
Com sucesso de sua farmácia passou a comprar propriedades no sertão, sua campanha política durou aproximadamente três anos, tornando-se conhecido em vários municípios e por fim retorna definitivamente a capital. Não lhe interessavam cargos públicos, em dado momento aceitou a função de Preparador de Química no Liceu do Ceará e naturalmente os trabalhos na Santa Casa de Misericórdia.
Amazônia naquele período tinha uma certa atração e o nordeste por sua vez era estimulado a emigrar, o que naturalmente motivou Carlos Studart a regressar com a família para Manaus, deixando Fortaleza no dia 4 de junho de 1899, e chegando a Manaus a 12 do mesmo mês. Não era uma imigração forçada e sim voluntária naturalmente com alguns recursos. Sua chegada foi cercada de pessoas acolhedoras e de expressões o que lhe permitiram aumentar a possibilidade de vencer.
Semi-ambientado, sobretudo, no meio da numerosa colônia cearense, cruza o centro da cidade, numa época em que se iniciativa o rush da valorização da borracha. Encontra, na esquina da florescente Av. Eduardo Ribeiro e da Rua Municipal, mais tarde Av. Sete de Setembro, o ponto estratégico para assentar a base dos seus esforços e, aí instala a Farmácia Studart, homônima daquela que fundara e deixara em Fortaleza. Estava montando a cavaleiro para as lutas do comércio e da riqueza.
O estabelecimento vivia abastecido de drogas nacionais e estrangeiras, do que havia de mais moderno e acreditado. A Farmácia Studart não havia mãos a medir nas preferências de uma grande freguesia.
Studart prosperou rapidamente. Sua residência particular enchia-se de conterrâneos. Com a franqueza que lhe era habitual, sua mesa de refeições, máximo nos domingos e feriados, parecia a de um patriarca. E, ele o era espiritualmente.
O irmão do Barão de Studart tinha na alma e no sangue, algo dos seus antepassados, da linha paterna: qualquer coisa de nômade e de aventureiro. E, pela etnia materna, o mesmo fenômeno, traçado pelo atavismo: os nordestinos dizem-se as pessoas mais andejas do mundo. Onde quer que se chegue, nos paramos da China e do Japão, encontram-se filhos da terra de Iracema.
Durante os 30 anos em que esteve no Amazonas, pequenos espaços de tempo permaneceu na sua farmácia. É que seu espírito de direção, na sua ausência, ficava otimamente entregue ao escalão da competência e da lealdade.
“Na gíria popular, era homem que não esquentava lugar”.
Itinerante incansável, Studart derivou repetidas vezes para o velho continente e, entre 1905 e 1911, cruzou, ora só, ora acompanhado da família, doze vezes o Atlântico (Obra cit., 31). Em suas excursões, visitou os países mais adiantados da Europa, não esquecendo as terras em que nasceram os trisavós, os Studart.
Depois da Primeira Grande Guerra, suas viagens também, por várias vezes, eram para o Ceará e para o Rio de Janeiro.
Dentro do Amazonas consta ter feito viagens: esteve no Rio Juruá, até S. Felipe, hoje Eirunepé.
Em 1921, liquidou seus negócios em Manaus e transferiu-se para São Paulo, fazendo-se industrial, manipulando o seu Leite de Colônia, de extraordinária procura. Com este produto de beleza Carlos Studart recheou sua algibeira, em pouco tempo, tornando-se. Parte de sua fortuna, entregou na construção de dois arranha-céus, no Rio de Janeiro, dando a um deles o nome de Manaus, grata lembrança da terra hospitaleira.
Fonte: BITTENCOURT, Agnello. Dicionário Amazonense de Biografias: vultos do passado. Rio de Janeiro. Editora Conquista: 1973. Pg. 158, 159, 160.
Informações cedidas por Jorge Franco de Sá
Sobre o autor
Abrahim Baze é jornalista, graduado em História, especialista em ensino à distância pelo Centro Universitário UniSEB Interativo COC em Ribeirão Preto (SP). Cursou Atualização em Introdução à Museologia e Museugrafia pela Escola Brasileira de Administração Pública da Fundação Getúlio Vargas e recebeu o título de Notório Saber em História, conferido pelo Centro Universitário de Ensino Superior do Amazonas (CIESA). É âncora dos programas Literatura em Foco e Documentos da Amazônia, no canal Amazon Sat, e colunista na CBN Amazônia. É membro da Academia Amazonense de Letras e do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA), com 40 livros publicados, sendo três na Europa.
Abacaxi de 8,5kg, do Tarauacá, Acre, e união de sabores tradicionais da farofa de pirarucu seco com castanha do Brasil torrada e banana frita, são algumas especialidades acreanas que impressionaram o público na Feira Internacional de Turismo de Gramado (RS).
Aos 75 anos, Olívia Minatti, representante da Naturallis Turismo, de São Paulo, foi à Festuris para negociar novos destinos e pacotes. No estande do Acre, Olívia ficou encantada com o abacaxi gigante de Tarauacá:
“É maravilhoso. Nossa! Nunca tinha visto igual e achei que era de Itú, lá em São Paulo, porque lá todas as coisas são grandes, é lápis grande, sorvete grande, tudo grande, mas um abacaxi desse, nunca vi igual. É lindo de se ver”.
Foto: Karolini Oliveira/Sete
Também visitando o Estado do Acre, a guia de turismo de Canoas (RS), Carmen Feiten, disse ter se impressionado com o sabor dos quitutes, entre eles, a farofa de pirarucu seco com castanha e banana comprida frita: “Olha, eu tô achando esse aqui a nível de MasterChef, muito gostoso. Aqui no sul a gente escuta muito sobre essas iguarias diferentes e é surpreendente, muito bom, gostei”.
Foto: Karolini Oliveira/Sete
O responsável pela farofa de sucesso é o chefe e professor da Escola de Gastronomia e Hospitalidade Miriam Assis Felício (Ieptec), Ivonaldo Portela Filho. Ele detalhou alguns dos preparos que fez para degustação no estande do Acre.
Foto: Karolini Oliveira/Sete
“A gente tem a farofa de pirarucu seco com castanha do Brasil torrada e banana da terra frita, são ingredientes regionais do Acre, como a farinha de Cruzeiro do Sul, vindo lá do Vale do Juruá. E a gente tem também um doce típico, que é o salame de cupuaçu com castanha que é tradicional da nossa terra”, disse o chefe.
Foto: Karolini Oliveira/Sete
Ivonaldo disse ter ficado contente com o resultado alcançado entre o público da feira: “O feedback tem sido muito positivo. As pessoas que estão experimentando vem com comentários surpreendentes, inclusive pessoas que a princípio tem um olhar negativo quanto a alguns ingredientes, como por exemplo o pirarucu, mas ao experimentar mudam de ideia, então não tem como ser uma resposta melhor”, acrescentou.
Neste sábado, 9, o chefe Ivonaldo Portela apresenta, na Arena Gastronômica da Festuris, um prato que representa um pouco da cultura acreana: arroz caldoso de rabada no tucupi e jambú. A expectativa é de que o sabor do prato agrade o público presente na feira.
Cores e sabores
Entre cores e sabores, o Acre também apresenta produtos que destacam os potenciais regionais. Participam o Sindicato da Indústria de Produtos Alimentares do Estado do Acre (Sinpal/Fieac), Vinhos Florisa, Café Raízes da Floresta, Café Contri, Café Sarah, Indústria Acreaninha e Miragina.
Foto: Karolini Oliveira/Sete
Também estão presentes as Bebidas Quinari, Império do coco, Tempero do Norte, Naturus Alimentos da Amazônia, Cachaça Mineirinha. Além disso, o estandes apresentou a degustação de farinha de tapioca, açúcar mascavo (gramixó), biscoitos de goma, salame de cupuaçú, pé de moleque acreano e rapadura.
Foto: Karolini Oliveira/Sete
“A gastronomia representa a cultura acreana e trazer os produtos fortalece o turismo gastronômico, valorizando os produtos regionais e a tradição do povo acreano”, disse Sirlânia Venturin, diretora de Turismo da Sete.
Comitivas acreana na Festuris 2024
A Feira Internacional de Turismo de Gramado (Festuris) teve abertura na quinta-feira, 7, em Gramado, na Serra Gaúcha. O evento reúne players do turismo nacional e internacional até este sábado, 9, com diversidade de apresentações e possibilidades de novos negócios.
O governo do Estado do Acre apoia a apresentação de especialidades da culinária acreana e destinos turísticos por meio da Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo (Sete), em parceria com o Programa REM (Redd Early Movers) e Instituto Estadual de Educação Profissional e Tecnológica (Ieptec).
Foto: Karolini Oliveira/Sete
As diversas apresentações e exposições também acontecem em parceria com o Sindicato da Indústria de Produtos Alimentares do Acre, por meio da Federação das Indústrias do Acre (Fieac), e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/AC).
A comitiva acreana composta por representantes das instituições apoiadoras e parceiras, e profissionais do turismo Wigberto Nunes (Pousada Bom Conforto), Ruama Demir (Sebrae/AC), Thaly Figueiredo (Agência Destino Acre), Victor Toledo Pontes (Operadora Ayshawã Travel) e Antônio Pereira Mesquita (Amazon Tour Turismo).