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Abacaxi gigante e farofa de pirarucu com castanha e banana do Acre conquistam Gramado

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 Foto: Karolini Oliveira/Sete

Abacaxi de 8,5kg, do Tarauacá, Acre, e união de sabores tradicionais da farofa de pirarucu seco com castanha do Brasil torrada e banana frita, são algumas especialidades acreanas que impressionaram o público na Feira Internacional de Turismo de Gramado (RS).

Aos 75 anos, Olívia Minatti, representante da Naturallis Turismo, de São Paulo, foi à Festuris para negociar novos destinos e pacotes. No estande do Acre, Olívia ficou encantada com o abacaxi gigante de Tarauacá:

Foto: Karolini Oliveira/Sete

Também visitando o Estado do Acre, a guia de turismo de Canoas (RS), Carmen Feiten, disse ter se impressionado com o sabor dos quitutes, entre eles, a farofa de pirarucu seco com castanha e banana comprida frita: “Olha, eu tô achando esse aqui a nível de MasterChef, muito gostoso. Aqui no sul a gente escuta muito sobre essas iguarias diferentes e é surpreendente, muito bom, gostei”.

Foto: Karolini Oliveira/Sete

O responsável pela farofa de sucesso é o chefe e professor da Escola de Gastronomia e Hospitalidade Miriam Assis Felício (Ieptec), Ivonaldo Portela Filho. Ele detalhou alguns dos preparos que fez para degustação no estande do Acre.

 Foto: Karolini Oliveira/Sete
Foto: Karolini Oliveira/Sete

Ivonaldo disse ter ficado contente com o resultado alcançado entre o público da feira: “O feedback tem sido muito positivo. As pessoas que estão experimentando vem com comentários surpreendentes, inclusive pessoas que a princípio tem um olhar negativo quanto a alguns ingredientes, como por exemplo o pirarucu, mas ao experimentar mudam de ideia, então não tem como ser uma resposta melhor”, acrescentou.

Neste sábado, 9, o chefe Ivonaldo Portela apresenta, na Arena Gastronômica da Festuris, um prato que representa um pouco da cultura acreana: arroz caldoso de rabada no tucupi e jambú. A expectativa é de que o sabor do prato agrade o público presente na feira.

Cores e sabores

Entre cores e sabores, o Acre também apresenta produtos que destacam os potenciais regionais. Participam o Sindicato da Indústria de Produtos Alimentares do Estado do Acre (Sinpal/Fieac), Vinhos Florisa, Café Raízes da Floresta, Café Contri, Café Sarah, Indústria Acreaninha e Miragina.

Foto: Karolini Oliveira/Sete

Também estão presentes as Bebidas Quinari, Império do coco, Tempero do Norte, Naturus Alimentos da Amazônia, Cachaça Mineirinha. Além disso, o estandes apresentou a degustação de farinha de tapioca, açúcar mascavo (gramixó), biscoitos de goma, salame de cupuaçú, pé de moleque acreano e rapadura.

Foto: Karolini Oliveira/Sete

Comitivas acreana na Festuris 2024

A Feira Internacional de Turismo de Gramado (Festuris) teve abertura na quinta-feira, 7, em Gramado, na Serra Gaúcha. O evento reúne players do turismo nacional e internacional até este sábado, 9, com diversidade de apresentações e possibilidades de novos negócios.

O governo do Estado do Acre apoia a apresentação de especialidades da culinária acreana e destinos turísticos por meio da Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo (Sete), em parceria com o Programa REM (Redd Early Movers) e Instituto Estadual de Educação Profissional e Tecnológica (Ieptec).

Foto: Karolini Oliveira/Sete

As diversas apresentações e exposições também acontecem em parceria com o Sindicato da Indústria de Produtos Alimentares do Acre, por meio da Federação das Indústrias do Acre (Fieac), e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/AC).

A comitiva acreana composta por representantes das instituições apoiadoras e parceiras, e profissionais do turismo Wigberto Nunes (Pousada Bom Conforto), Ruama Demir (Sebrae/AC), Thaly Figueiredo (Agência Destino Acre), Victor Toledo Pontes (Operadora Ayshawã Travel) e Antônio Pereira Mesquita (Amazon Tour Turismo).

*Com informações da Agência de Notícias do Acre

Lomo saltado faz sucesso no Acre: prato é tradicional no Peru, mas tem ‘DNA’ chinês

Foto: Reprodução/Rede Amazônica AC

Vizinhos, Acre e Peru mantêm uma relação amistosa há pouco mais de um século, desde o Tratado do Rio de Janeiro, em 1909, que estabeleceu de vez os limites geográficos entre as duas regiões. No Acre, uma das formas de notar essa proximidade é a através da culinária.

Pratos peruanos como o ceviche fazem sucesso nas cozinhas do estado brasileiro. Outro prato tradicional do Peru que também faz sucesso é o lomo saltado, que o chef peruano Nilton Izquierdo ensina a fazer.

Ele explica sobre a origem do prato: “O lomo saltado é um prato com influência chinesa. Os chineses trouxeram para o Peru e nós peruanos modificamos o preparo dele. E assim ele se converteu em um prato típico peruano e é um prato nacional nosso agora, igual ao ceviche”.

Ainda segundo o chef, o prato além de fácil de fazer, é versátil, podendo ser servido em diversas formas e ocasiões. “Pode ser consumido no almoço, na janta. Pode ser consumido sem arroz, com pão. No Peru é comum comer só o lomo saltado ao molho. Pode comer no café da manhã também. Pode fazer com qualquer carne ou acompanhamento, um arroz, batata frita ou macaxeira. Pode misturar que o prato fica muito saboroso”, garantiu.

Leia também: Conheça o típico café da manhã peruano e suas versões regionais

Foto: Reprodução/Rede Amazônica AC

Confira a receita completa:

Ingredientes

  • Filé mignon ou qualquer corte de carne mole como patinho ou fraldinha
  • Coentro
  • Mistura de trigo com maisena para engrossar o caldo
  • Caldo de verduras
  • 1 tomate e 1 cebola
  • Gengibre
  • 1 dente de alho ou uma colher pequena de pasta de alho
  • Sal, pimenta e temperos de sua preferência
  • Vinagre
  • Molho shoyu

Modo de preparo

Coloque um fio de óleo em uma frigideira (Uma dica do chef é deixar a panela ficar bem quente antes de colocar a carne para preservar as proteínas);
Tempere a carne com o alho, sal, pimenta os temperos de sua preferência e em seguida coloque as tiras para fritar;
Jogue na mesma panela o tomate e a cebola cortados em pedaços grandes;
Acrescente um pouco de vinagre, o shoyu e o caldo de verduras (Outra dica é ir cozinhando em fogo baixo);
Ponha o gengibre e a mistura de trigo com maisena;
E para finalizar acrescente o coentro para dar um aroma especial ao prato;
Agora é só servir e se deliciar.

Segurança alimentar: Rondônia registra recorde histórico de exportações

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Foto: Daiane Mendonça/Secom RO

Rondônia alcançou recorde de exportação e está presente em 83 países, com 135 produtos. De janeiro a setembro de 2024, foram movimentados US$ 2,20 bilhões, o que equivale a R$ 12,72 bilhões. O valor é o maior que o registrado no mesmo período de 2023 (US$ 2,13 bi), e é o maior valor registrado em toda a série histórica, que começou a ser divulgada a partir de 1997. O levantamento é da Coordenação de Geointeligência de Dados Econômicos, vinculada à Secretaria de Estado Desenvolvimento Econômico (Sedec), com base nos dados do comércio exterior brasileiro: Comex Stat, e aponta uma evolução da evidência de Rondônia na segurança alimentar no mercado global.

O governador de Rondônia, Marcos Rocha, explicou que o estado colhe os resultados de valorizar a produção local com a expansão do mercado consumidor.

Produção Rondoniense

O estado é o terceiro que mais exporta na região Norte. Os principais produtos exportados são: soja, carne bovina, milho e estanho. Além disso, o café, o Tambaqui, assim como outros pescados do estado; castanhas e chocolates estão cada vez mais presentes na pauta de exportações.

Foto: Tony Santos/Secom RO

Rondônia é referência na produção do Tambaqui, café (robustas amazônicos), e cacau, que são produções com Selo do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). É historicamente um importante produtor de grãos, com destaque para soja e milho, e possui o maior rebanho do Brasil, livre de febre aftosa sem vacinação. O alto padrão de sanidade da carne bovina conquista até os mercados internacionais mais exigentes.

Em 2023, no top 10 dos países que mais importam de Rondônia; estão China, Turquia, Espanha, México, Argélia, Estados Unidos, Países Baixos, Emirados Árabes Unidos, Chile e Argentina. Para chegarem até o mercado internacional, os produtos rondonienses contam com uma logística estratégica com ligação por rodovias, aeroportos e a hidrovia do Madeira.

Levantamento com base nos dados do comércio exterior brasileiro, feito pela Coordenação de Geointeligência de Dados Econômicos da Sedec.

Desenvolvimento econômico

No estado, os empresários recebem o apoio da Invest Rondônia, a Coordenadoria de Atração de Investimentos da Sedec, que possui como uma das principais missões; aumentar a presença de Rondônia no mercado internacional, oferecendo acolhimento, apoio e assessoramento aos empreendedores e investidores.

O titular da Sedec, Sérgio Gonçalves, salienta que a Invest está atenta para impulsionar as rotas estratégicas de exportações e à procura das oportunidades para o desenvolvimento econômico. ‘‘Rondônia tem um dos melhores ambientes de negócios do Brasil, está estrategicamente localizado no coração da Amazônia, e o governo do estado busca dar todas as condições para que os negócios rondonienses prosperem, e que pessoas do mundo inteiro conheçam o diferencial dos produtos do estado”.

*Com informações da Sedec-RO

Projeto para prevenir incêndios na Amazônia é aprovado por Comissão de Meio Ambiente

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Foto: Divulgação/Brigada de Alter do Chão-PA

O ano ainda não acabou e a Amazônia já registrou quase o dobro de focos de incêndios em relação ao ano passado. 2024 foi o pior, dos últimos 26 anos, em relação ao número de queimadas na região — até outubro foram mais de 22 mil focos. Só em agosto, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foram mais de 10 mil focos. No mês anterior, julho, a área de floresta queimada na Amazônia cresceu 132%, na comparação com 2023. 

Para reduzir os focos e proteger a floresta, um dos projetos de lei de autoria do deputado Amom Mandel (CIDADANIA-AM) institui medidas para prevenir e combater incêndios florestais na Amazônia. O PL 4980/2023 foi aprovado na Comissão de Meio Ambiente e inclui ainda a criação de protocolos de resposta rápida e campanhas de conscientização sobre o impacto do fogo nas florestas.

Entre os artigos propostos pelo PL 4980/2023 estão:

  • Criação da Comissão Interestadual de Combate às Queimadas;
  • Criação do Fundo de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais na Amazônia (FPCIFA);
  • Alteração do Código Florestal de 2012, integrando a Política Nacional de Manejo e Controle de Queimadas;
  • Criação de protocolos de resposta rápida;
  • Promoção de campanhas de conscientização.

Comissão Interestadual de Combate às Queimadas

Um dos destaques do projeto é a criação da Comissão interestadual de Combate às Queimadas, que deve ter um papel fundamental para dar mais atenção às queimadas na região. Ou seja, potencializando o trabalho do Prevfogo na região e funcionando como uma espécie de comitê de monitoramento local. O autor do projeto explica.

Segundo Amom Mandel, a ideia não é tirar a competência dos órgãos já postos, como o Prevfogo, mas potencializar o seu trabalho na região.

Sobre o Prevfogo

O Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) é um Centro Especializado, que funciona dentro da estrutura do Ibama, e é responsável pela política de prevenção e combate aos incêndios florestais em todo o território nacional. O Prevfogo inclui atividades relacionadas com campanhas educativas, treinamento e capacitação de produtores rurais e brigadistas, monitoramento e pesquisa.

O projeto de lei ainda precisa ser aprovado pelas Comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça para ser votado no plenário da Câmara.

*Com informações do Brasil 61

Saiba quais são os benefícios da compostagem para a agricultura familiar

Foto: Marfran Vieira/Idam

Com o objetivo de estimular a produção sustentável de alimentos por meio de técnicas de manejo agroecológicas, o Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam) recomenda a produção de composto orgânico para utilização nas lavouras. A iniciativa, segundo o órgão, minimiza, também, os impactos das mudanças climáticas nas produções agrícolas e pode ser utilizado em substituição aos fertilizantes químicos.

De acordo com o gerente de Apoio à Agroecologia e Produção Orgânica (Geapo) do Idam, Mario Ono, a compostagem orgânica é um processo de decomposição de resíduos orgânicos de origem animal e vegetal, livres de contaminantes, que resulta composto orgânico. O bioinsumo, segundo ele, é utilizado na nutrição vegetal para o fornecimento de macro e micronutrientes às plantas, além de melhorar a estrutura e aumentar a atividade microbiana do solo.

Ono ressalta que a pilha de resíduos deve ser feita em um local próximo a fonte de água. Além disso, é importante que esteja fora do alcance de animais e crianças e, ainda, à sombra de árvores para não secar rapidamente em períodos de maior incidência solar.

Foto: Marfran Vieira/Idam

O preparo

A montagem da pilha de compostagem deve ser preparada com as seguintes camadas: 15 a 20 cm de material seco rico em carbono (material vegetal), cobrindo toda área demarcada; mais ou menos 5 cm de resíduos fonte de nitrogênio (estercos de animais); uma camada de 10 a 15 cm de material verde rico em carbono (material vegetal); uma camada fina de 1 a 2 cm de terra fértil ou cinza; as próximas camadas são a repetição das anteriores, até atingir uma altura de 1,5m.

Segundo ele, o composto fica pronto em torno de 90 a 120 dias, dependendo do número de reviradas e do tipo de materiais utilizados, quando estiver soltinho, com a cor marrom e cheiro de terra. “Para tanto, é importante controlar umidade e temperatura da pilha de compostagem para se obter um composto orgânico de qualidade. Depois disso, o composto deve ser peneirado e o material que não ficou bem decomposto deve ser adicionado a uma nova pilha de compostagem”, reforçou o gerente.

*Com informações do IDAM

Estudos revelam potencial da pupunha branca nas indústrias alimentícia e farmacêutica

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Foto: Alexandre de Moraes/UFPA

Partindo da premissa de que a geração de conhecimento possa ser revertida em benefício à sociedade, sobretudo à população de menor poder aquisitivo, o Laboratório de Ciências dos Alimentos (LCA), da Faculdade de Nutrição (ICS/UFPA), vem desenvolvendo estudos e pesquisas com a pupunha branca, uma variedade pouco consumida, de reduzido interesse comercial, encontrada em diferentes partes da Amazônia.

Também chamada pupunha albina, essa variedade possui casca e polpa inteiramente brancas. Apesar da polpa abundante, ela possui menos óleo que outras variedades: vermelha, amarela e verde – o que a torna mais seca, dando a sensação de formação de farinha na mastigação, e reduz a procura para seu consumo. No entanto é importante destacar que a pupunha branca é rica em compostos, como amido e fibra, conforme apontaram as pesquisas desenvolvidas no LCA, lideradas pela pesquisadora professora Orquídea Vasconcelos dos Santos, do Grupo de Pesquisa Aplicação de Tecnologias Analíticas para Agregação de Valor a Produtos e Subprodutos da Fruticultura Amazônica, chancelado pelo CNPq.

Um desses estudos foi realizado por Rosely Carvalho do Rosário, durante o Mestrado em Ciência e Tecnologia de Alimentos, do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos (PPGCTA/UFPA), em que comprovou o elevado teor de amido da pupunha branca e a sua diversidade de uso. A dissertação ‘Caracterização do amido da pupunha albina’ deu continuidade às pesquisas nas quais os estudos de constituintes isolados dessa matriz vegetal reconheceram a alta potencialidade desse fruto, com destaque para a composição amilácea, ou seja, rica como fonte de amido.

Ela explica que, na caracterização, o amido do fruto em questão é analisado como um todo, desde a quantidade de proteínas e sais minerais até as suas potencialidades de aplicação, justamente para dizer à comunidade científica em que ele pode ser empregado. Um dos achados das pesquisas do grupo do LCA é que o amido de pupunha branca pode ser empregado tanto no desenvolvimento de alimentos como na indústria farmacêutica, por exemplo, na encapsulação de medicamentos e de compostos bioativos, na indústria da panificação e de massas, na área tecnológica, na fabricação de bioplásticos para envolver alimentos, entre outras.

Pesquisa garante que o fruto não apresenta risco à saúde

No Laboratório de Ciências dos Alimentos, as pesquisas com pupunha começaram em 2018, mas foram interrompidas em decorrência da pandemia da covid-19, o que causou perda de amostras e problemas com as parcerias científicas. A ideia de pesquisar a pupunha branca surgiu como uma forma de desmistificar o receio das pessoas em consumir o fruto, seja pela aparência, por medo de envenenamento, seja por achar que não gostariam do sabor. As pesquisas, no entanto, mostram que a pupunha branca pode ser consumida sem nenhum risco.

Segundo a professora Orquídea Vasconcelos, a pupunha branca causa uma admiração nas pessoas em razão da cor diferente, mas os vendedores dizem que vende muito pouco.

Buscando evitar esse desperdício, o grupo de pesquisa propôs adicionar o amido de pupunha branca ao trigo no preparo de pães e massas como forma de baratear a produção. De acordo com o que se sabe, o trigo é uma matéria-prima que encarece bastante os produtos, porque grande parte é importada para o Brasil. “Você pode substituir parcialmente o trigo daqueles produtos pelo amido de pupunha branca e de outras fontes não convencionais, assim barateando a produção da indústria e o preço ao consumidor”, informa.

A pesquisadora esclarece que o amido de pupunha não substitui o trigo totalmente, visto que eles têm propriedades diferentes: “Estamos testando proporções diferentes, de modo a manter a propriedade final do produto. O pão, por exemplo, não pode perder a propriedade elástica, dada pelo trigo. Isso está sendo feito por meio de uma substituição proporcional. Adicionamos 5, 10, 15% de amido ao trigo e observamos até onde a massa se mantém elástica e palatável”.

Orquídea Vasconcelos informa que é possível extrair amido de qualquer variedade de pupunha, mas o rendimento e a coloração variam conforme a cor do fruto. A pupunha branca fornece um amido branco mais apropriado à mistura com o trigo por não alterar a coloração dos produtos.

A pesquisadora cita um estudo do LCA sobre a composição mineral dos amidos de pupunhas, mostrando que essa composição não oferece nenhum risco à saúde humana.

Análise nutricional e funcional apresenta bons resultados

Foto: acervo da pesquisa

Em janeiro de 2023, a pesquisadora Mayara Santos defendeu sua dissertação no PPGCTA, na qual avaliou a composição nutricional e funcional dos extratos lipídicos isolados de variedades de pupunhas (vermelha, amarela, verde e branca), concluindo que o rendimento da pupunha branca é menor do que o das outras pupunhas. O rendimento é a quantidade de óleo presente em 100g de amostra. Enquanto as outras pupunhas oscilam entre 15 e 20%, a quantidade de óleo da pupunha branca é de 7%. Tendo menos óleo, ela perde o sabor.

No entanto a pesquisa detectou que, em relação à composição de ácidos graxos, a pupunha branca mantém a sua funcionalidade na prevenção cardiovascular, dado que os índices de aterogenicidade e trombogenicidade e as taxas hipocolesterolêmicas (redução do colesterol), por exemplo, ainda estão presentes em seu óleo, mesmo em quantidades reduzidas.

A pupunha branca também apresenta baixo teor de carotenoides, uma provitamina A que exerce, no organismo, a função de proteção contra agentes oxidantes celulares, podendo, assim, minimizar a etiologia de doenças cardiovasculares e o envelhecimento celular. Em escala progressiva, a pupunha vermelha apresenta maior teor de carotenoides; a amarela, um pouco menor; a verde, menor ainda. A branca é a última dessa escala.

De acordo com a professora Orquídea, as pesquisas do LCA buscam desenvolver produtos aplicando as potencialidades de cada uma dessas matrizes, ou seja, isolando e elaborando produtos alimentícios de fácil consumo e de custo reduzido. Alguns exemplos são as farinhas utilizadas em massas (biscoitos, pães, cookies e snacks em geral) e os óleos extraídos como fontes coadjuvantes na prevenção de doenças crônicas não transmissíveis, por exemplo, a provitamina A (carotenoides).

Laboratório tem dois pedidos de patente em tramitação

Atualmente, o Laboratório de Ciências dos Alimentos (LCA) está com dois pedidos de patentes em tramitação no Instituto Nacional da Propriedade Industrial; e um terceiro, postado. O processo é realizado em três etapas: a postagem e duas avaliações. A segunda avaliação encerra o processo, que leva em torno de quatro anos.

Orquídea Vasconcelos revela a preocupação social que norteia os trabalhos desenvolvidos no laboratório:

*O conteúdo foi originalmente publicado pelo Jornal Beira do Rio, edição 172, da UFPA, escrito por Walter Pinho

Olericultura: produtor triplica produção após acompanhamento técnico 

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O estado de Tocantins tem registrado aumentos significativos na produção de hortaliças folhosas, mesmo que a região Norte continue entre as menores produções brasileiras de hortícolas, com um destaque especial para a melancia, segundo a página oficial do Governo do estado.

Um dos ramos da horticultura, a olericultura abrange a exploração de um grande número de espécie de plantas que possibilita a geração de empregos. O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) tem auxiliado diversos produtores de forma técnica em suas plantações nesse ramo.

O olericultor Edvan Milhomem foi um dos produtores em Tocantins que viu sua produção triplicar após o acompanhamento técnico. 

Foto: Reprodução / YouTube – Amazon Sat

A equipe técnica do Senar lista uma série de dificuldade enfrentadas quando iniciam o acompanhamento com um olericultor que tem experiência, mas que necessita de orientação para o crescimento de produção:

Conhecimento técnico limitado: O olericultor não possui conhecimento sobre práticas agrícolas modernas, manejo de solo, irrigação, controle de pragas e doenças entre outros.

Infraestrutura inadequada: A propriedade pode não tem infraestrutura adequada para o cultivo como, equipamentos, ferramentas e instalações.

Gestão deficiente: normalmente não tem habilidades gerenciais para planejar, organizar e controlar a produção.

Dificuldade em absorver informações: precisa de tempo para absorver e aplicar as orientações técnicas.

Resistência a mudanças: muitas vezes resisti a mudanças em suas práticas tradicionais.

Limitações financeiras: O olericultor enfrenta problemas com restrições financeiras para investir em melhorias.

Dificuldade em acessar mercados: apresenta dificuldade em encontrar canais de venda para sua produção.

Foto: Reprodução / YoutubeAmazon Sat.

Quanto as diferenças de um olericultor menor para um de grande propriedade, os técnicos afirmam que há uma série de técnicas diferentes que devem ser aplicadas para ambos.

Os técnicos descrevem quais são as principais práticas para um olericultor ter bom desempenho na produção: 

Olericultor de pequeno porte

Cultivo intensivo: aproveitar ao máximo o espaço disponível.

Diversificação de culturas: reduzir riscos e aumente a oferta.

Técnicas manuais: utiliza ferramentas simples e mão de obra familiar.

Controlar as pragas e doenças: métodos orgânicos e integrados.

Irrigação eficiente: uso de sistemas de gotejamento.

Olericultor de grande porte

Cultivo extensivo: aproveita áreas maiores para economia de escala.

Especialização em culturas: foco em poucas variedades para otimizar produção.

Mecanização: uso de equipamentos pesados para aumentar eficiência.

Controle de pragas e doenças: métodos químicos e biológicos integrados.

Irrigação automatizada: sistemas de irrigação por aspersão ou pivô.

Técnicas comuns a ambos

  • Planejamento e gestão;
  • Análise de solo e adubação;
  • Controle de nutrientes;
  • Monitoramento climático;
  • Práticas de sustentabilidade.
Vídeo: Reprodução/YouTube – Amazon Sat

Riscos da alta produção de açaí: Igarapé-Miri testemunha transformações socioambientais no Pará

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Foto: Oswaldo Forte

Rica e diversa, a culinária paraense é um farto exemplo do paladar amazônico. Conhecidos pelos seus aromas, seus pratos típicos incluem ervas e carnes, trazendo no sabor um quê inconfundível. Entre os sabores mais famosos da região, está o do açaí, típico acompanhamento das refeições nas mesas locais. De norte a sul do Brasil, a sua forma de consumo varia, mas do que ninguém discorda é do seu potencial. Pensando nisso, Benedito Brito de Almeida, graduado em Licenciatura Plena em Educação do Campo (Ênfase em Ciências Naturais) pela UFPA/Campus Abaetetuba, pesquisou quais têm sido as consequências advindas do aumento da produção do fruto.

Nascido e criado nas ilhas do município de Igarapé-Miri, Benedito trabalhou na produção do açaí até entrar na faculdade e viu seu município se desenvolver graças a esse fruto. A cidade está situada a 78 quilômetros de Belém, na mesorregião do nordeste paraense, conhecida como Baixo Tocantins. O município é reconhecido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) como a capital mundial do açaí, por ser um grande produtor e exportador do fruto. Dados do IBGE apontam que, somente em 2020, o fruto movimentou a economia local mais de R$1,57 bilhão, com mais de 420 mil toneladas produzidas.

A dissertação intitulada ‘O aumento da produção do açaí e as alterações socioambientais na várzea de Igarapé-Miri/PA’ teve como objetivo analisar as transformações na área de várzea, ocasionadas pela produção do açaí, por meio do olhar de sujeitos sociais que contribuem com a realidade atual da comunidade miriense. “Os debates realizados em sala de aula despertaram a minha curiosidade pelo processo de consolidação dessa produção, que tem importância inestimável para os ribeirinhos. Também quis entender seus impactos em três esferas: social, ambiental e econômico”, revela o pesquisador.

Fruto, palmito, biofertilizantes e artesanato

O açaí possui elevada qualidade nutricional e sua polpa pode ser utilizada de inúmeras maneiras; todavia outros componentes de sua palmeira também possuem importante valor comercial na cadeia de produção, nos níveis nacional e internacional. “Nos últimos anos, temos visto a exportação do palmito, que possui valor nutricional elevado, e também do caroço de açaí, considerado resíduo do fruto, para a produção de fibras, biomassas e biofertilizantes. Localmente, sua raiz é usada na Medicina tradicional; seu caule, como suporte para construção de pontes e casas; as folhas e as vassouras, como adubo orgânico; e seus caroços, como artesanato”, detalha.

Esse quadro contribui para que o açaí seja cada vez mais procurado e tenha suas áreas de plantação expandidas. Assim, buscando obter dados de forma segura sobre a produção do fruto, Benedito Brito de Almeida baseou a metodologia de seu trabalho em quatro abordagens: observações, entrevistas, aplicações de formulários e reuniões com grupos focais.

“A primeira entrevista aconteceu com um dos sócios fundadores da Associação dos Minis e Pequenos Produtores Rurais de Igarapé-Miri, o qual forneceu riquíssimas informações e documentos que direcionaram a pesquisa. Posteriormente, fizemos a aplicação de formulários com produtores, ao longo da várzea do município, e, por fim, reunimos com um grupo composto por agricultores de várias regiões para elaborar os mapas cognitivos, com suas percepções sobre a produção do açaí”, enfatiza o professor.

Com a pesquisa, Benedito de Almeida constatou que um dos principais danos socioambientais resultantes da elevada produção de açaí é a invasão de áreas de preservação permanente, o que culmina na retirada de matas ciliares e na redução de espécies de vegetais e animais (pescados e caças) que, segundo o autor, já foram a base da alimentação das comunidades rurais. Por outro lado, o aumento de renda da população é o fator positivo ocasionado pelo processo, visto que a produção gerou autonomia, melhorias de residências e acesso à educação, promovendo, então, maior conforto à comunidade local.

Economia e meio ambiente seguem rumos diferentes

O professor afirma que, na região pesquisada, economia e meio ambiente seguem rumos diferentes.

Como alternativa para a redução dos danos ambientais, o professor ressalta que o estado pode incentivar a geração de renda com outras culturas além do açaí, auxiliando os produtores na entressafra do fruto. “O açaí é o carro-chefe da produção, mas é preciso investir em outras culturas, ou seja, trabalhar com o consórcio de espécies, agredindo menos o meio ambiente e produzindo o ano todo, pois a safra do açaí se concentra entre agosto e dezembro. Porém, para isso acontecer, precisa de investimento do poder público, principalmente em assessoramento, certificação e abertura de mercados”, enfatiza.

Filho de mãe professora e pai agricultor, Benedito Brito de Almeida segue os caminhos já percorridos pelos pais. O professor, que já foi produtor rural e, agora, é doutorando em Educação, conclui esta matéria reconhecendo o enorme potencial do açaí. “Antes, os produtores eram obrigados a procurar mercado para expandir sua produção, mas, depois que o mundo conheceu o sabor e os valores nutricionais do açaí, é o mercado que vem à sua procura”, finaliza.

Sobre a pesquisa

A dissertação O aumento da produção do açaí e as alterações socioambientais na várzea de Igarapé-Miri/PA foi defendida por Benedito Brito de Almeida em 2020, no Programa de Pós-Graduação em Cidades, Territórios e Identidades (PPGCITI), Campus Abaetetuba, com orientação dos professores Yvens Ely Martins Cordeiro e Norma Ely Santos Beltrão.

*O conteúdo foi originalmente publicado pelo Jornal Beira do Rio, edição 172, da UFPA, escrito por André Furtado

IRMA: nova estratégia peruana ajuda a restaurar ecossistemas e reduzir risco de desastres

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Foto: Divulgação/Agência Andina

Uma nova estratégia que permite identificar e priorizar medidas de conservação de infraestruturas naturais para reduzir o risco de desastres no Peru em caso de eventos naturais como deslizamentos de terra e inundações foi lançada pelo Ministério do Meio Ambiente (Minam) peruano.

Trata-se do IRMA, sigla para o modelo de ‘Identificação Rápida de Medidas de Ação’, uma ferramenta de informação preventiva para reduzir o impacto gerado por inundações e deslizamentos de terra.

Segundo o Minam, a ferramenta está em implementação e permitirá identificar e priorizar medidas de conservação de infraestruturas naturais para prevenir e reduzir o risco de desastres com uma abordagem sustentável.

De acordo com o ministério, a estratégia setorial dá ênfase aos ecossistemas do alto andino e da Amazônia andina, bem como às partes altas das bacias que precisam ser restauradas, pois perderam a capacidade de regular a água, estabilizar encostas e proteger as populações contra os perigos naturais.

Segundo a Direção Geral de Ordenamento do Território e Gestão Integral dos Recursos Naturais do Minam, cerca de 30% da superfície destes ecossistemas é afetada, por isso é necessário mudar os cuidados com o território com uma abordagem baseada na conservação da natureza.

Valor estratégico do IRMA

Foto: Divulgação/Agência Andina

A implementação do modelo IRMA contribui para reverter a deterioração dos espaços naturais e recuperar a sua capacidade de proporcionar segurança e bem-estar à população, disse o diretor de Monitorização e Avaliação dos Recursos Naturais do Território, do Minam, Jesus Flores.

Da mesma forma, a sua aplicação incentiva a utilização eficaz dos recursos públicos e privados, garantindo uma ocupação mais resiliente do território, com uma visão de longo prazo contra os efeitos das alterações climáticas e reduzindo o risco de catástrofes.

A infraestrutura natural inclui ações como a “revegetação” do solo, a instalação de barreiras vivas, a criação de plataformas e o controle de voçorocas em áreas críticas.

Estas intervenções ajudam a mitigar o risco de catástrofes, reforçando a retenção de água nos solos, estabilizando os terrenos e prevenindo a erosão. Além disso, contribuem para a recuperação do ambiente natural, que é fundamental para proteger as populações e os seus meios de subsistência.

Em quais regiões já funciona?

Esta metodologia foi implementada nas bacias de Rímac, Lurín e Chillón (Lima), Lucre e Andahuaylillas (Cusco), Mantaro (Junín), Ponasa (San Martín), Vraem (distrito de Pichari em Cusco) e na inter-bacia de Ancón e Santa Rosa (Lima).

Seus resultados e avanços foram apresentados no Pavilhão do Peru durante a COP 16 em Cali, na Colômbia, no evento “Gestão de riscos de desastres e recuperação de ecossistemas: reduzindo riscos e conflitos”, liderado por Minam, Universidad Católica Sedes Sapientiae e Peru CO2 – Alliance for Amazônia peruana.

*Com informações da Agência Andina

Dois filhotes de peixes-boi são resgatados e levados para Belém

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Foto: Divulgação

O Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp), vinculado à Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (Segup), realizou, neste domingo (10), o transporte de dois filhotes de peixe-boi-da-Amazônia (Trichechus inunguis), uma das espécies mais ameaçadas de extinção da região amazônica. De regiões distintas, os dois mamíferos aquáticos foram encontrados em Monte Alegre, no Baixo Amazonas, e Portel, no Marajó, e foram transportados para a capital Belém.

O voo de transporte iniciou na manhã deste domingo (10) para Santarém e, em seguida, para Monte Alegre, onde o primeiro filhote embarcou. O animal foi encontrado dia 7 pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma). A secretaria solicitou apoio ao órgão estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) no traslado do animal. Durante esses dias, o filhote foi assistido pelos comunitários e pela Semma de Monte Alegre até o acionamento para o resgate.

A ação conjunta de resgate contou com diversos parceiros, entre eles, a Comunidade São Benedito, Prefeitura de Portel, Ibama, ICMBio, Mpeg, Instituto Bicho D’água, Semas, Cetras-Ufra e o Graesp.

Segundo o diretor do Grupamento, coronel Armando Gonçalves, o transporte no modal aéreo é o mais recomendado nesse tipo de demanda, por oferecer maior segurança aos animais, em menor tempo.

Foto: Divulgação

“A agilidade e eficiência da nossa equipe foram cruciais para salvar os dois filhotes de peixe-boi em situação de risco. O uso de aeronaves em operações de resgate como essa garante a segurança dos animais e a eficiência do processo, minimizando o tempo de resposta e maximizando as chances de sucesso. Agradecemos a todos os envolvidos nessa operação e reiteramos o nosso compromisso com a preservação ambiental e o bem-estar da fauna brasileira”, afirma o diretor, coronel Armando Gonçalves.

Durante o traslado de Monte Alegre a Belém, neste domingo, a equipe tomou conhecimento do segundo animal, conhecido carinhosamente como ‘Bené Baixinho’. Bené foi encontrado no sábado (9) na comunidade São Benedito, área rural de Portel, no Marajó, e estava sob cuidados do Instituto Bicho D’água.

Foi então que a rota para Portel foi traçada para o resgate do segundo animal com pouso no final da tarde na base do Graesp, em Val-de-Cans, Belém. Agora, os dois filhotes estão recebendo cuidados no Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Selvagens (Cetras) da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra). Após, ‘Bene Baixinho’ (Portel) será encaminhado ao Hospital Veterinário da Universidade Federal do Pará (UFPA).

De acordo com a gerente de fauna, aquicultura e pesca da Semas, Talita Praxedes, os filhotes devem receber cuidados específicos. “No caso de Monte Alegre, estimam que ele tenha ficado pelo menos oito dias sem alimentação. Ele tinha um ferimento nas costas, o que comunica para a gente que, talvez, muito provável, a mãe tenha sido morta por arpão e esse arpão também pegou nele. Então, ele teve muito emagrecimento e desidratação”.

“O menor, como foi encontrado ontem, apresentava apenas desidratação, talvez alguma perda de peso, mas não tão acentuada quanto o outro. Eles precisam de cuidado agora de alimentação, medicação, e também assistência por causa da vida de estresse, da viagem. Vão receber todos os cuidados necessários e a avaliação por parte da equipe técnica lá do hospital veterinário”, informou Talita Praxedes.

*Com informações da Agência Pará