Home Blog Page 467

Em 10 anos, mais de 9 mil indígenas venezuelanos migraram para o Brasil

Foto: Benjamin Mas/ACNUR

Mais de 9 mil indígenas deixaram a Venezuela e migraram para o Brasil na última década (2015 – 2024), conforme levantamento da InfoAmazonia com base em dados da Organização Internacional para as Migrações (OIM), agência da Organização das Nações Unidas (ONU), em conjunto com o governo brasileiro.

A análise dos boletins migratórios dessas instituições revela que, além da crise política e econômica no país, a migração dos povos também tem relação com impactos ambientais, como os causados pelas obras de represamento de rios e pelo avanço da exploração petrolífera na região.

Leia também: Migração na Amazônia: conheça os principais fluxos de pessoas na região

A reportagem identificou, por meio do levantamento da OIM, 13 povos indígenas originários da Venezuela vivendo em todos os estados do Brasil. Entre os 3.725 indígenas contabilizados, a maioria pertence às etnias Warao (2.633) e Taurepang (703). Os dados consideram o fluxo migratório entre 2015 e 2024 e apontam que fatores climáticos e ambientais estão entre as principais motivações do deslocamento.

Veja no gráfico abaixo quais grupos indígenas foram mapeados no levantamento:

Povo Warao representa 71% dos indígenas migrantes venezuelanos no Brasil

Levantamento da OIM em conjunto com o governo brasileiro identificou 13 povos indígenas originários da Venezuela vivendo nos 26 estados do país mais o Distrito Federal.

Fonte: Organização Internacional para as Migrações (OIM). Análise e Visualização: InfoAmazonia.

Entre as 65 comunidades indígenas entrevistadas pela OIM, 35% (23) afirmaram que seus territórios foram atingidos por inundações na Venezuela. A contaminação de água foi relatada por 19% (12), e a ocorrência de fortes chuvas foi citada por 14% (9) das comunidades entrevistadas na época. 

Realidade em ascensão

Os indígenas estão entre os 568.058 venezuelanos presentes no território brasileiro, de acordo com dados atualizados até junho de 2024, pela Plataforma R4V, que monitora o fluxo e inclui informações de agências da ONU e da sociedade civil envolvida no processo migratório. 

No Brasil, as primeiras mudanças sobre a migração foram sentidas a partir de Pacaraima, cidade fronteiriça ao norte de Roraima, porta de entrada para venezuelanos. Do outro lado da fronteira, no país vizinho, está a cidade de Santa Elena de Uairén.

Para lidar com o intenso fluxo de migrantes que começaram a entrar no Brasil por Pacaraima, em 2018, o governo federal criou a Operação Acolhida, que oferece atendimento aos venezuelanos, incluindo indígenas, por meio da regularização do processo migratório e do acesso aos abrigos.

Atualmente, Roraima conta com sete abrigos, sendo três exclusivos para a população indígena: Janokoida, Waraotuma a Tuaranoko e Jardim Floresta, todos na capital Boa Vista. Juntos, esses espaços acolhem 1.893 indígenas, o que representa 32% dos 5.971 migrantes abrigados no estado.

 Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

No entanto, ainda em Boa Vista, há uma ocupação espontânea onde vivem migrantes indígenas em situação de vulnerabilidade na periferia. Antes, o local, um antigo ginásio de esporte do governo no bairro Pintolândia, zona oeste, era gerido pela Operação Acolhida. No entanto, foi desativado em 2022 por questões estruturais. As famílias indígenas seguem morando por lá.

Foi neste mesmo abrigo que em agosto de 2021 militares do Exército Brasileiro, responsáveis pela segurança, foram flagrados “punindo” indígenas no chamado “canto dos maus-tratos”, um espaço onde os migrantes eram detidos sem mandado judicial. À época, a história foi revelada pela  Repórter Brasil.

O professor e pesquisador sobre migrações na Universidade Federal de Roraima (UFRR), João Carlos Jarochinski, acompanhou as mudanças na rotina e na cultura do estado com a chegada dos migrantes, principalmente em relação aos indígenas, que passaram a ser vistos com frequência nas ruas de Boa Vista.

“Essa primeira faceta visível [dos indígenas migrantes nas ruas] gerou também um processo no social, colocando esses indígenas numa condição de subalternidade em relação ao restante da população”, destaca o professor. De acordo com ele, houve muita dificuldade de aplicar as normativas internacionais e nacionais em relação aos povos originários.

“No caso brasileiro, acho que o principal fator que agravou a situação de alguns desses grupos, foi a demora por parte do Estado no reconhecimento dessa condição de povos indígenas”, completa Jarochinski.

O problema citado pelo professor também foi apontado pela OIM. Em 2020, a organização denunciou que a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) não participava do processo de registros de documentação dos migrantes indígenas que chegavam no Brasil. A ausência da entidade também foi percebida no acompanhamento da presença de indígenas Warao em cidades brasileiras. 

Em resposta à InfoAmazonia, a Funai disse que “acompanha o fluxo migratório dos indígenas venezuelanos desde 2016, porém, dentro de seus limites orçamentários, estruturais e de pessoal”.

Ainda na avaliação de Jarochinski, também é necessário que o debate sobre migração indígena seja ampliado para questões além das sociais, como as ambientais e culturais que envolvem cada povo.

“As pessoas que têm que deixar as suas localidades, seja de forma permanente ou temporária, necessitam de proteção, elas precisam de políticas públicas específicas para a sua realidade. É um tema bastante difícil no contexto internacional, que a gente precisa ir construindo aos poucos”, explicou.

Em razão da falta de ações específicas do governo brasileiro no contexto migratório indígena, organizações não governamentais desenvolvem projetos que integram as diferentes culturas indígenas. Um deles foi promovido pela Cáritas Brasileira na terra indígena de São Marcos, em Pacaraima. Desde 2019, a comunidade indígena Tarau-Paraú acolhe cerca de 600 indígenas venezuelanos do povo Taurepang-Pemon.

Foto: Reprodução/Cáritas Brasileira

De acordo o assessor nacional de monitoramento da Cáritas Brasileira, organização ligada à igreja Católica que atua no serviço humanitário, Wellthon Leal, falta estrutura, principalmente, para os indígenas que estão fora dos abrigos.

“A gente está passando por um refluxo grande de apoio, de ajuda humanitária. Existe uma pressão internacional para que o governo brasileiro assuma isso”. 

Em janeiro de 2024, a Cáritas chegou a anunciar a paralisação das atividades do Projeto “Wash Orinoco: Águas que atravessam fronteiras”, que oferecia serviços de água, saneamento e higiene aos imigrantes. O motivo foi a suspensão do repasse de recursos oriundos da USAID, anunciada pelo Governo Trump.

O povo Warao

Maioria entre os migrantes indígenas venezuelanos no Brasil, o povo Warao vive na região delta do rio Orinoco, no nordeste da Venezuela, e é a segunda etnia mais populosa do país vizinho, com cerca de 49 mil pessoas, conforme o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), da ONU.

O povo Warao iniciou o processo migratório por volta de 2013, quando a crise na Venezuela começou a eclodir – foi nesta mesma época que o presidente Hugo Chávez morreu e Nicolás Maduro assumiu. Nos anos seguintes, o sucateamento se agravou e milhares de pessoas deixaram o país, incluindo indígenas, mas o modo de vida do povo Warao inclui interferências territoriais registradas anos antes. 

Leia também: Inspirada na cultura Warao, publicação apresenta método de consulta às comunidades indígenas

Em dezembro de 1960, um decreto assinado pelo então presidente venezuelano Rómulo Betancourt instituiu a criação da Corporación Venezolana de Guayana. O órgão seria encarregado de construir um dique-estrada para represar águas do rio Manamo, na bacia do Orinoco. O objetivo era criar um sistema de diques na região do delta Orinoco, que tornaria cerca de 300 mil hectares de terras até então inundáveis, disponíveis para a agricultura e para a pecuária. 

Os povos indígenas, incluindo os Warao, no entanto, não foram ouvidos durante os estudos para implementação da intervenção, conforme um levantamento antropológico feito no país, o “Planificando el desastre ecológico”, feito por pesquisadores da Universidad Central de Venezuela (UCV), que analisa o impacto das obras executadas no delta do Orinoco.

À época, a obra avançou e a primeira parte foi entregue em 1965, com consequências ambientais à região e ao modo de vida dos povos. A principal foi a intensificação da salinização dos rios, que afetou a fertilidade dos solos e a diminuição da quantidade de água para consumo humano, além de prejudicar a vegetação e a pesca. O documento classifica o ocorrido como o “maior desastre ecológico da Venezuela”.

Anos depois, em 1976, uma grande enchente provocou mortes entre os Warao. Nos anos 1980, existia um movimento migratório em direção às cidades próximas, como Barrancas e Tucupita.

Nos centros urbanos, os indígenas foram submetidos a trabalhos precários e governos locais construíram moradias improvisadas nas redondezas dos municípios para impedir que muitos se instalassem na zona urbana. Na década de 1990, o início da exploração petrolífera terminou em mais danos ambientais. A tendência migratória para os centros urbanos se mantém e comunidades inteiras deixam de existir.

—

Esta reportagem foi realizada com o apoio do Programa Vozes pela Ação Climática Justa (VAC), que atua para amplificar ações climáticas locais e busca desempenhar um papel central no debate climático global. A InfoAmazonia faz parte da coalizão “Fortalecimento do ecossistema de dados e inovação cívica na Amazônia Brasileira” com a Associação de Afro Envolvimento Casa Preta, o Coletivo Puraqué, PyLadies Manaus, PyData Manaus e a Open Knowledge Brasil.

*O conteúdo foi originalmente publicado pelo InfoAmazônia, escrito por Herbert Brandão

Portal Amazônia responde: o que é greenwashing?

Foto: Reprodução/Iberdrola 

Greenwashing? Você já ouviu falar nessa palavra ou sabe seu significado? Greenwashing quer dizer “lavagem verde”, um termo cujo uso está associado à uma estratégia de marketing enganosa, geralmente praticada pelos interessados para afirmar que seus produtos ou serviços são sustentáveis. 

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

Atualmente, a sociedade tem buscado com mais frequência por produtos, serviços e marcas que “pensam sustentável” e que, de alguma forma, colaborem com um futuro mais viável para o planeta. Por isso, questões ambientais tem sido cada vez mais debatidas em estudos de interesse mundial. 

Algumas empresas costumam investir pesado na divulgação e propagandas para atrair consumidores preocupados com o meio ambiente. No entanto, outras também usam os investimentos em propaganda, mas não na execução de fato de formas sustentáveis para seus produtos ou serviços.

Como identificar um greenwashing?

O Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) lista sete sinais para identificar o “falso sustentável” mais utilizadas pelas empresas:

1. ‘Não contém ingredientes animais’ – Sem provas.

Produtos que se dizem “ambientalmente corretos”, mas não especificam os fatos e dados científicos em que são baseados, como cosméticos que alegam ser veganos, mas não possuem certificados ou não explicitam os ingredientes no rótulo.

2. ‘Até 50% de economia em água’ – Troca oculta.

Ocorre quando uma questão ambiental é enfatizada em detrimento de outras preocupações potencialmente mais sérias. Um exemplo é incentivar o uso de plástico, negativo sob o ponto de vista ambiental, alegando economia de água, pois não há necessidade de lavagem do copo.

3. ‘Amigo do meio ambiente’ – Vagueza e imprecisão.

Uso de expressões mal definidas e amplas, como o uso de termos vagos como “sustentável” e “amigo do meio ambiente” em embalagens, sem fornecer qualquer detalhe ou explicação de atitudes ambientalmente concretas referentes ao produto, deixando o consumidor em dúvida sobre seu real significado.

4. ‘Não contém CFC’ – Irrelevância.

Apelo que pode ser verdadeiro, mas não é relevante para o consumidor que procura um produto com vantagem ambiental. “Não contém CFC” é o exemplo mais comum. O uso da substância (clorofluorcarboneto, clorofluorcarbono ou CFC) é proibido por lei, o que significa que o produto não é mais ambientalmente correto que qualquer outro da categoria.

5. ‘50% menos plásticos’ – Menor de dois males.

Ocorre quando o apelo ambiental pode ser verdadeiro, mas distrai o consumidor de impactos ambientais maiores. Um exemplo prático é um produto descartável afirmar possuir menos plástico, mas, no fim, ele continua sendo um problema na geração de lixo.

6. ‘Produto com descarte seletivo’ – Lorota.

Embalagens que contêm declarações e reivindicações que são simplesmente falsas. Um exemplo é afirmar falsamente que um produto possui descarte seletivo, quando a empresa não possui controle sobre o mesmo.

7. ‘Menor consumo de energia’ – “Adorando” falsos rótulos.

Quando há falsa sugestão ou imagem que parece um selo para induzir os consumidores a pensar que o produto possui certificação de terceiros e se tratar de produto “verde” – por exemplo, uma embalagem com imagem de lâmpada que afirma economia de energia, com um certificado que não é oficial ou conferido por entidade confiável.

ESG/ODS

O termo greenwashing teve origem na década de 1980, quando ambientalistas começaram a observar as práticas enganosas de empresas e comunicações em busca de uma “imagem sustentável” para conquistar clientes, etc. Com a crescente conscientização ambiental em função de debates sobre, por exemplo, o ESG e os ODS, o termo voltou a ganhar força.

Produção de banana na Amazônia é impulsionada por técnica de controle da Sigatoka-negra

Foto: Siglia Souza

Produtores de banana nos estados do Amazonas, Acre e Rondônia comemoram o aumento da produtividade de seus plantios. Desenvolvida pela Embrapa Amazônia Ocidental (AM), uma técnica simples e acessível de aplicação de fungicida permitiu o controle eficiente da Sigatoka-negra, principal doença da bananeira na Amazônia.

Além de elevar a produtividade, a solução promoveu o retorno de variedades tradicionais ao mercado, viabilizou a bananicultura na região e trouxe maior segurança para os agricultores.

Leia também: Feira da Banana: o lugar criado para exaltar uma das frutas mais queridas pelos manauaras

Os dados fazem parte do Relatório de Avaliação de Impactos das Tecnologias geradas pela Embrapa nos últimos 15 anos nos três estados. O documento foi e elaborado por três Unidades da Embrapa (Acre, Amazônia Ocidental e Rondônia) sob a responsabilidade dos pesquisadores Francisco de Assis Correa Silva, Lindomar de Jesus de Sousa Silva e Márcio Muniz Albano Bayma.

O texto “Recomendação de aplicação de fungicidas para o controle químico da Sigatoka-negra na produção de banana na Amazônia Ocidental” aponta os ganhos econômicos, social e ambiental da tecnologia. Ele conclui ainda que a sua adoção foi um instrumento essencial para a continuidade do cultivo de banana tradicionalmente apreciada pelas comunidades amazônicas.

“Os impactos foram positivos, em sua maioria, evidenciando melhorias significativas na geração de renda, possibilitando o desenvolvimento da propriedade de forma sustentável, viabilizando uma produção capaz de contribuir para o desenvolvimento das unidades familiares de produção e garantir que a população tenha acesso a um importante fruto: a banana”, explica Lindomar Silva.

Foto: Léo Cunha

Expansão do mercado

Há uma perspectiva do aumento da área cultivada com a superação de problemas estruturais como a implantação de casa de embalagens e a adesão ao sistema de mitigação de risco da Sigatoka-negra. Com isso, os produtores rurais e suas entidades de classe poderão acessar novos mercados, atualmente restrito aos estados da Amazônia.

A tecnologia foi desenvolvida pela Unidade da Embrapa no Amazonas e validada nos estados do Acre e Rondônia pelos centros de pesquisa da Empresa nesses estados.

Posteriormente, foram implantadas Unidades Demonstrativas para a capacitação para multiplicadores, distribuição de materiais informativos e palestras com o intuito de transferir a tecnologia. O aplicador foi gerado em 2001, disponibilizado aos agricultores em 2008 e a sua adoção começou em 2009.

Como funciona a tecnologia 

A solução se baseia no uso de um equipamento e técnica para aplicação de fungicida na axila da segunda folha da bananeira. Para uso dessa técnica, foi elaborado um equipamento adaptado a partir de uma seringa veterinária, mangueira de silicone ou látex e um cano com uma das pontas curvadas.

O equipamento permite colocar gotas do fungicida no local específico, com uma dose recomendada, dependendo do fungicida utilizado de um a dois mililitros por planta. Isso evita a dispersão do produto no ambiente e torna possível controlar a doença com apenas três aplicações por ciclo produtivo, que seria em torno de dez a 12 meses.

Foto: Léo Cunha

Perdas de bananais 

Com o surgimento da Sigatoka-negra houve uma redução substancial de bananais cultivados com variedades tradicionais na Amazônia brasileira. Variedades como Prata Comum, Maçã e o plátano Pacovan, cultivadas há décadas pelos agricultores, deixaram de ser encontradas nos mercados e feiras locais. “Com a disponibilização da tecnologia de controle da Sigatoka-negra tem possibilitado o retorno das bananas tradicionais à mesa dos amazonenses, acreanos e rondonienses”, comenta o pesquisador.

Os métodos oficiais de levantamento da produção primária não consideram os grupos de banana (prata, maçã, D’Angola), sendo apresentados de forma agregada como produto único nas estatísticas. Assim, observa-se que os indicadores de desempenho produtivo da última década apontam uma retomada na oferta do produto nos três estados.

Produção e produtividade cresceram nos três estados 

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE 2023), no período de 2013 a 2022, observou-se um incremento de produção e ganhos de produtividade no cultivo de banana nos estados do Acre, Amazonas e Rondônia. Quanto à produção, no estado do Acre esta saltou de 77,7 mil para 82,8 mil toneladas no referido período. Também foi registrado um incremento de produtividade atingindo 12,4 toneladas por hectare (t/ha) (2022) ante 10,6 t/ha (2013).

No Amazonas, nos últimos dez anos, registrou-se crescimento moderado na produção da banana passando de 84,7 mil, em 2013, para 88,7 mil toneladas, em 2022. Nesse período, o pico da produção foi em 2018 com 113,3 mil toneladas. A produtividade aumentou de 12,7 t/ha para 14,4 t/ha, no referido período.

Já no estado de Rondônia a produção passou por um crescimento gradativo na última década, passando de 70,6 mil para 81,9 mil toneladas. Os crescimentos de produtividade foram expressivos atingindo 11,6 t/ha em 2022, bem superior ao volume registrado em 2013 (8,5 t/ha).

Logística para atender os mercados

Entre os estados estudados, o principal mercado consumidor é a cidade de Manaus (AM), cuja produção não é suficiente para atender a demanda local pelo produto. Por isso, foi construído ao longo dos anos um eficiente arranjo de logística envolvendo transporte rodoviário (Rio Branco / Porto Velho) e hidroviário (Porto Velho / Manaus) como forma de escoar uma parte da produção do Acre e de Rondônia para a capital amazonense. Esse arranjo, associado à adoção da tecnologia, tornou competitivos os bananicultores dos municípios de Buritis e Porto Velho (RO) e Acrelândia (AC), no fornecimento ao estado vizinho.

Para a agricultora Cristiana Gomes, do município de Presidente Figueiredo (AM), a tecnologia permitiu que ela continuasse plantando a banana Pacovan.

“Com a técnica da Embrapa mudou todo o meu jeito de plantar. Antes, eu precisava plantar todo ano, por causa da doença, mas agora eu já estou a Pacovan [plantada] desde 2018 que continua dando cacho satisfatório, cacho bonito”, relata a produtora. 

Como a banana Pacovan é uma variedade muito procurada pela população, a produção destina–se principalmente aos mercados tradicionais como feiras livres, supermercados, mercearias e sacolões das capitais dos estados (Manaus, Porto Velho e Rio Branco). Uma pequena quantia é destinada ao mercado institucional como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), comumente abastecidos por bananas oriundas de cultivares resistente a doença, principalmente a Thap Maeo.

A renda obtida com a comercialização da banana auxilia no desenvolvimento das propriedades. Os recursos são investidos no aumento dos plantios, com a recuperação de novas áreas, ou na diversificação produtiva. Há propriedades que iniciaram cultivos de maracujá, melancia, açaí, mandioca, hortaliças, criação de peixes e em lavouras de outras variedades de banana como: Thap Maeo, a FHIA 18 e a Caipira

A disponibilização de uma tecnologia capaz de incentivar o plantio de variedades tradicionais de banana, tem impactado positivamente nos aspectos cultural e econômico do mundo rural e urbano da Amazônia Ocidental. No aspecto cultural, está o fato de a tecnologia ter possibilitado a população o acesso a um produto tradicional, cujo consumo passou de pai para filho, e o econômico com a geração de renda e desenvolvimento das propriedades.

*Com informações da Embrapa

Confira um resumo de como foi a segunda noite do Carnaboi 2025; FOTOS

0

Foto: Diego Andreoletti/Amazon Sat

O Carnaboi 2025, parte do projeto Carnaval Amazônico, seguiu em sua segunda noite neste sábado (8). A festa que une a temporada carnavalesca com a temporada bovina no Amazonas aconteceu no Studio 5 Centro de Convenções, na Zona Sul de Manaus, com transmissões ao vivo pelo Grupo Rede Amazônica. 

Além das atrações musicais de ambos bois, os itens que disputam título no Festival Folclórico de Parintins também participam do festejo. E ainda aconteceu uma surpresa para o público: a presença da Kamélia.

Carnaval Amazônico

O Carnaval Amazônico é um projeto realizado pela Fundação Rede Amazônica, correalizado pelo Grupo Rede Amazônica, com o apoio da Associação Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas, Governo do Amazonas e Prefeitura de Parintins.

O projeto visa resgatar a importância histórica das tradicionais bandas e blocos de Carnaval de Manaus, unindo tradição, cultura e entretenimento, levando a Amazônia para o público de toda a Região Norte. Campanhas educativas e socioambientais também fazem parte do projeto.

Pará irá lançar Caravana Climática Rumo à COP 30 em Terras Indígenas

0

Foto: Alex Ribeiro/Agência Pará

Promover ações de sensibilização, mobilização, formação de lideranças indígenas, entre jovens e adultos para debates na Conferência das Nações Unidas Sobre Mudanças Climáticas de 2025, a “COP das Florestas”, em Belém, entre os dias 10 e 21 de novembro de 2025, são alguns dos objetivos da Caravana Climática Rumo à COP 30, iniciativa do Governo do Pará, executada por meio da Secretaria de Estado dos Povos Indígenas (Sepi).

O projeto vai levar para os territórios informações sobre a conferência, informações sobre os temas que serão discutidos durante a programação. As caravanas vão percorrer as etno-regiões do Estado, para preparar e qualificar participantes indígenas nos espaços de incidência da conferência. A ação conta com o apoio do Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e da deputada federal Célia Xakriabá.

Leia também: Belém do Pará: a capital amazônica que receberá a COP30

“É uma iniciativa muito importante da Sepi, porque a COP é um momento muito esperado por todos os indígenas. Vamos levar para dentro dos territórios o máximo de informações sobre a temática”, disse Laysa Martins, coordenadora de Planejamento e Desenvolvimento da Sepi.

Foto: Marco Santos/Agência Pará

Conhecimentos ancestrais

Embora os povos originários do Pará desempenhem um papel fundamental na preservação do meio ambiente, muitas lideranças sentem a necessidade de formação para promover engajamento ambiental de forma ativa, nas discussões globais e defender seus direitos e conhecimentos.

“Já que não poderemos trazer todos os indígenas para a capital paraense, entre as iniciativas está formar ‘delegados’, que são pessoas que já tenham uma formação política, conhecimentos ambientais para representar suas respectivas etno-regionais, e que eles participem das mesas de discussões durante a COP, para fazerem incidência política e nas tomadas de decisões, com suas próprias vozes e serem ouvidos sobre suas demandas”, destacou.

Outro objetivo é formar um grupo de 20 jovens e mulheres indígenas em comunicação e produção audiovisual, para saberem usar os meios de mídias digitais, principalmente, para que eles possam produzir conteúdos sobre diferentes vertentes, com pautas ambientais.


“Mais importante do que isso, ao final das caravanas e durante a conferência, queremos lançar um documentário sobre como foi todo o processo de sensibilização, de como foi eles receberam essas informações e como foi a formação, preparação e capacitação deles, contando as narrativas. Porque a comunicação é uma ferramenta de luta”.  

Foto: Bruno Cecim/Agência Pará

Voz e escuta

O compromisso do Governo do Pará é dar voz aos povos indígenas, e garantir o olhar e visão deles de forma mais expressiva dentro dos debates climáticos. 

“Vamos fazer um trabalho de informação, um trabalho de esclarecimento, para garantir a participação dos povos indígenas que a gente possa mostrar a importância de demarcar os territórios, para reduzir os impactos ambientais, principalmente por conta das mudanças climáticas, que já estamos vivendo”, enfatizou Puyr Tembé, titular da Sepi. 

A menos de 300 dias para a COP 30, temas como demarcação ambiental, preservação e bioeconomia são pautas que sempre se entrelaçam com os povos originários. Ter esse espaço para debate envolve um tema que sempre será foco dos povos indígenas. 

Foto: Bruno Cecim/Agência Pará

“É importante assegurar políticas públicas e os direitos territoriais, com a demarcação das terras indígenas. Então, hoje, o nosso foco primordial é a demarcação deles. A gente quer falar sobre a bioeconomia, sobre o reflorestamento e do ‘reflorestar mentes’, para acabar com os garimpos e reduzir os impactos ambientais, que já foram causados pelo desmatamento e dentro da nossa sociedade”, concluiu.

Programação

A primeira parada da caravana será na Aldeia Pykatoti, em Novo Progresso, sudeste do Pará, entre os dias 13 e 18 de março. Em seguida, em abril, passará por São Félix do Xingu, Oriximiná. Já em maio, será em Santarém e Jacareacanga. Em junho, Tucuruí e Altamira e por último, em julho, em Paragominas. Todas as datas, exceto a primeira, serão divulgadas em breve pelo Governo do Estado.

* Com informações da Agência Pará

Carnaval Amazônico: segunda noite do Carnaboi 2025 é sucesso e encanta o público

0

Foto: Diego Andreoletti/Amazon Sat

O Carnaboi 2025, parte do projeto Carnaval Amazônico, seguiu em sua segunda noite neste sábado (8). A festa que une a temporada carnavalesca com a temporada bovina no Amazonas aconteceu no Studio 5 Centro de Convenções, na Zona Sul de Manaus, com transmissões ao vivo pelo Grupo Rede Amazônica. 

Segundo o diretor de eventos do Boi Caprichoso, Carlos Kaita, “o Carnaboi 2025 já é um sucesso”. “Mesmo com algumas intempéries, tivemos uma primeira noite completa, com shows bem preparados tanto pelo Caprichoso quanto pelo Garantido e o público saiu satisfeito. Hoje com certeza vai ser mais um grande show”, afirmou antes do evento começar.

Para ele, a união dos bois em eventos como o Carnaboi é essencial para a divulgação da cultura amazonense: “Claro que a gente tem a grande disputa, mas fora do bumbódromo a gente monta um show que levamos para o Brasil e para o mundo a nossa cultura. Apresentamos um pouco do artístico, do musical, das coreografias e a gente monta de acordo com a situação”.

Por falar nas atrações apresentadas, Maria Angelita Melo da Costa, a coordenadora do Grupo de Dança Garantido Show, contou que os ensaios para o Carnaboi são intensos e isso faz a diferença durante o evento.

“Essas coreografias tem que estar na ponta do pé, para chegar e mostrar um espetáculo”, afirmou sobre o empenho dos voluntários que formam o balé vermelho e brando. “É uma forma, eles dizem pra gente, de ‘desestressar’. E muitos deles estão com a gente há mais de 10 anos”, revelou. Para ela, o resultado do Carnaboi também é um sucesso e muito satisfatório. “A gente chega aqui e aplaude”, resumiu.

No palco

Além das atrações musicais de ambos bois, os itens que disputam título no Festival Folclórico de Parintins também participam do festejo.

Pérola Araújo, substituta da porta-estandarte do Caprichoso (Marcela Marialva), mostrou estar emocionada com a participação no evento. “É muito emocionante poder representar esse item que eu tanto amo, o boi que eu amo muito, de paixão mesmo. Mas me sinto muito honrada. É muito gratificante ver a galera interagindo com a gente”, destacou.

Valentina Coimbra, sinhazinha da fazendo do Boi Garantido, afirmou sentir-se feliz de poder estar com a galera do boi vermelho e branco no Carnaboi. “Esses eventos são para a gente se reconectar. […] Cada evento que passa a gente vai aperfeiçoando para quando chegar na arena, colocar tudo em prática”, lembrou.

Na plateia

Realizado pelo segundo ano consecutivo no Centro de Convenções do Studio 5, o evento proporcionou um lugar seguro, coberto e confortável para o público que foi se despedir do Carnaval e começar a temporada bovina. O espaço contou também, por exemplo, com suporte para pessoas com deficiência (PCD).

É o caso de Rogério Nascimento, cadeirante, que contou que sua experiência no evento foi positiva e que gosta de prestigiar o Carnaboi. “Gosto ‘mermo’! Se tivesse quarto dia, quinto, sexto, eu viria. Isso aqui é a nossa cultura, nossa identidade, nossa raiz”, comemorou.

Além disso, o local também ofereceu um ambiente amplo e climatizado, com opções para diversão além dos shows, como as ações educativas da Fundação Rede Amazônica (FRAM).

Larissa e Jonas Almeida foram aproveitar tudo que a festa proporciona: “A gente sempre vem curtir o Caprichoso, ver nossos amigos. A gente adora vir. É um evento super organizado, sempre tem uma programação enorme e muito boa, muito família, por isso a gente gosta de vir”.

Carnaval Amazônico

O Carnaval Amazônico é um projeto realizado pela Fundação Rede Amazônica, correalizado pelo Grupo Rede Amazônica, com o apoio da Associação Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas, Governo do Amazonas e Prefeitura de Parintins.

O projeto visa resgatar a importância histórica das tradicionais bandas e blocos de Carnaval de Manaus, unindo tradição, cultura e entretenimento, levando a Amazônia para o público de toda a Região Norte. Campanhas educativas e socioambientais também fazem parte do projeto.

Edna Castro, a fortaleza dos Altos Estudos Amazônicos

0

Foto: Alexandre de Moraes

O ensino, a pesquisa e a extensão voltados para a identificação, a descrição, a análise e a interpretação dos problemas amazônicos, sobretudo os de natureza socioeconômica, bem como a proposição e a discussão de soluções possíveis são a marca do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos da Universidade Federal do Pará (NAEA/UFPA). Alçar este trabalho a um patamar de qualidade internacional envolve o esforço de muitas(os) docentes e pesquisadoras(es), como Edna Maria Ramos de Castro: a sétima mulher a quem o Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe/UFPA) concedeu o título de professora emérita, em 23 de julho de 2020.

Nascida em Belém (PA), Edna Castro graduou-se em Ciências Sociais, em 1969, na UFPA. Em 1971, ingressou como docente nesta instituição, na categoria Auxiliar de Ensino. Participou do Curso de Formação de Especialistas em Áreas Amazônicas (Fipam), no início do NAEA, em 1973. Fez um Curso de Aperfeiçoamento em História da Filosofia, sob orientação do professor Benedito Nunes (1929-2011), em 1974. Obteve os títulos de mestre e doutora em Sociologia na École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS), na França, em 1978 e em 1983, nessa ordem.

Entre 1992 e 1994, desenvolveu os seus estudos em nível de pós-doutorado no Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS), com bolsa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Em 1995, concluiu o segundo pós-doutorado, na Universidade de Brasília.

Além de ser responsável por uma vasta literatura acadêmica e científica, Edna Castro destacou-se em cargos de gestão universitária. De 1994 a 1996, foi coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido (PPGDSTU/NAEA/UFPA) e atuou na direção-geral do NAEA por duas gestões (1997-2000; 2005-2009). 

Foto: Alexandre de Moraes

A habilidade gerencial da professora emérita da UFPA esteve, igualmente, a serviço de Associações Científicas. Entre 2007 e 2009, foi presidente da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Planejamento Urbano e Regional (Anpur). De 2011 a 2015, foi diretora da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Esteve ainda na diretoria da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciências Sociais (Anpocs) por três mandatos (1986-1988; 1994-1996; 2012-2014). Na Sociedade Brasileira de Sociologia (SBS), ocupa o cargo de presidente desde 2023.

Atualmente, atua como docente voluntária no PPGDSTU/NAEA e no Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia (PPGSA) no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH/UFPA). Em breve, deverá publicar dois livros de síntese que resultam de mais de 40 anos de pesquisa na Amazônia. Temas como desenvolvimento, ambiente, globalização e pensamento social latino-americano certamente serão explorados.

“Um intelectual desempenha esse papel de tradutor da realidade e, ao mesmo tempo, enquanto intelectual público que se considera, assume o compromisso de estar implicado com os dilemas de sua sociedade. Esse é o sentido de um intelectual engajado, como se referia Florestan Fernandes, que não se interessa apenas pela carreira, mas pela construção do seu tempo, o que inclui a sociedade, mas também o seu contexto, a natureza”, avalia.

Cores, figuras, motivos

Trabalho, trabalhadoras(es) e lutas referidas ao lugar e significado do trabalho; estado e concepção de políticas públicas; identidade, territórios, conflitos; populações tradicionais e processos de lutas territoriais estão entre as questões de pesquisa evidenciadas por Edna Castro.

“Para mim, a Amazônia foi aparecendo, e se formando na minha percepção, desde a infância, para além da vida urbana, nas margens povoadas de rios e igarapés, como o rio Acará, onde passava as férias na casa de meus avós”, conta. “Há uma diversidade de processos de trabalho na Amazônia e eles estão, de uma ou outra forma, conectados com a biodiversidade da floresta e dos rios”, completa.

Foto: Alexandre de Moraes

Entre as muitas contribuições da professora emérita, destacam-se os estudos sobre o Programa Grande Carajás (PGC) – com destaque para os processos de transformação socioambiental decorrentes do avanço da fronteira agrícola e mineral dos anos 1980 e a instalação de grandes projetos hidrelétricos e minerais, voltados ao mercado exportador, capitalista. Essa temática levou-a a se envolver com a produção de dois filmes documentários: Fronteira Carajás, que evidencia os impactos socioambientais provocados pelo PGC na mina de ferro, na ferrovia, nas carvoarias e nas usinas de ferro-gusa nas cidades de Marabá e Parauapebas (Pará) e em Açailândia (Maranhão); e Marias da Castanha (coproduzido por Simone Raskin), que resulta das pesquisas feitas sobre as relações de trabalho nas fábricas de Belém, sobre inúmeros setores econômicos. 

“É inegável e inquestionável a relevante produção acadêmica de Edna Castro e o compromisso que tem com o desenvolvimento da ciência e com o povo amazônida. Como docente, pesquisadora e cidadã, demonstra que a universidade é o lugar, por essência, da formação acadêmica e da educação cidadã”, afirma o professor Tadeu Oliver Gonçalves, que assinou a relatoria do processo de concessão do título honorífico. 

O recém-lançado site da professora Edna Castro reúne seus trabalhos e seus interesses, bem como abre espaço para o diálogo. “Confesso que passo uma boa parte do meu tempo com meu computador, em casa ou na Universidade. Gosto de escrever, de corrigir, de ler e reler. Agrada a ideia do texto como um artesanato, um trabalho exercido como manufatura e cuidado. Essa perspectiva me embala também na orientação de projetos de discentes do mestrado e do doutorado, de fazer da pesquisa um exercício de busca rigorosa como uma arqueologia do saber”, comenta.

*Com informações da UFPA

Veja como foi a primeira noite do Carnaboi 2025

0

Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia

O Carnaboi 2025 começou! Parte do projeto Carnaval Amazônico, a festa une a temporada carnavalesca com a temporada bovina no Amazonas. Este ano, a festividade acontece nos dias 7 (sexta-feira) e 8 (sábado) de março no Studio 5 Centro de Convenções, na Zona Sul de Manaus. A entrada é gratuita. 

Confira a programação do primeiro dia AQUI.

Confira a programação do segundo dia AQUI.

Além das atrações musicais dos bois-bumbás parintinenses, ações educativas e socioambientais fazem parte do projeto. E é claro que a feira de artesanato não poderia faltar. Com diversos itens de ambos bois, artesãos aproveitaram para dar uma amostra do que vai para o Festival de Parintins.

Leia também: Grupo Rede Amazônica transmite o Carnaboi 2025; saiba onde assistir

Carnaval Amazônico

O Carnaval Amazônico é um projeto realizado pela Fundação Rede Amazônica, correalizado pelo Grupo Rede Amazônica, com o apoio da Associação Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas, Governo do Amazonas e Prefeitura de Parintins.

O projeto visa resgatar a importância histórica das tradicionais bandas e blocos de Carnaval de Manaus, unindo tradição, cultura e entretenimento, levando a Amazônia para o público de toda a Região Norte. Campanhas educativas e socioambientais também fazem parte do projeto.

Banda Babado Novo anima último dia do Carnaval em Santana

0

Foto: Rafael Aleixo/Rede Amazônica AP

O Carnaval Amazônico segue para o seu último dia em Santana, no Amapá. Neste sábado (8) a programação conta com a escola de samba Império do Povo, artistas locais, Pipoca do Povo e a aguardada atração nacional: Babado Novo. O evento acontece na Avenida Santana.

A Associação Recreativa Escola de Samba Império do Povo, representante do município, desfilou pelo grupo especial das escolas de samba do Amapá durante o carnaval este ano em Macapá, com o enredo ‘Kusiwa – O Caminho Desenhado Sobre a Pele’. O tema mostrava grafismos indígenas, uma homenagem ao povo Wajãpi.

Já a Pipoca do Povo é uma levada musical que conta com apresentação de Rogério e Cia, e Tom Nanini. E além de diversos outros artistas locais, a atração mais aguardada é a banda Babado Novo, uma das bandas de axé mais populares no carnaval da Bahia.

Veja programação (no horário do Amapá):

Escola de Samba Império do Povo (20h)
Banda Babado Novo (22h)
Pipoca do Povo (1h).

*Com informações de Josi Paixão, da Rede Amazônica AP

Carnaval Amazônico – Amapá

O Carnaval Amazônico é um projeto realizado pela Fundação Rede Amazônica, correalizado pelo Grupo Rede Amazônica, com o apoio do Governo do Amapá, Coca-Cola e Rodrigues Colchões.

O projeto une tradição, cultura e entretenimento, levando a Amazônia para o público de toda a Região Norte. Campanhas educativas e socioambientais também fazem parte do projeto.

De bubuia: 5 praias para conhecer em Paricatuba

0

Foto: Rubens Curvelo, CC BY-SA 4.0 https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0, via Wikimedia Commons

Conhecida por seu valor histórico para o estado do Amazonas, Paricatuba é um distrito de Iranduba. Suas ruínas são consideradas Patrimônio Cultural Imaterial do Amazonas. 

Leia também: Conheça a história do Leprosário de Paricatuba, “a cidade da dor”

Para além da sua importância cultural, Paricatuba abriga diversas opções de praias para quem deseja curtir com familiares e amigos, busca fugir da rotina ou só ficar de bubuia. 

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

Conheça algumas opções:

Praia de Paricatuba

Considerada uma das principais praias do local, a praia de Paricatuba fica na direção do Mirante da Virgem (localizado em um antigo porto de Paricatuba, onde as embarcações que chegavam na vila atracavam seus barcos). No período de cheia (entre dezembro e junho), no pico, a praia fica praticamente toda submersa.

Praia dos Restaurantes

A segunda opção de praia é uma extensão da Praia de Paricatuba. A Praia dos Restaurantes é conhecida por este nome devido a grande quantidade de estabelecimentos instalados no local. As opções variam desde café da manhã regional, almoço com pratos feitos de peixes típicos da região, além da venda de drinks e bebidas no geral.

Praia do Inglês

Localizada no ramal atrás das Ruínas de Paricatuba, a Praia do Inglês é uma praia particular, porém aberta ao público em geral. O acesso é feito por uma escada de madeira e existe uma opção de restaurante para alimentação.

Praia da Bica

A Praia da Bica fica ao lado da Praia do Inglês e é uma opção para quem deseja aproveitar o período de estiagem na região (entre julho e novembro), pois na cheia dos rios, o acesso se torna mais limitado.

Praia do Lago

Por fim, existe a opção da Praia do Lago. Para acessá-la, é preciso passar ao lado do Centro Cívico da Vila de Paricatuba e seguir até a margem do rio.

De lá, é necessário fazer a travessia de lancha ou canoa até chegar na praia. No local é possível encontrar uma estrutura de bares e restaurantes que atendem a demanda dos turistas e visitantes.