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Cidade em Mato Grosso é líder entre os municípios mais ricos no agro

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Foto: Divulgação/Gcom-MT

A produção agrícola brasileira alcançou, em 2023, um valor total de R$ 814,5 bilhões. Desse total, os 100 municípios mais ricos no agronegócio contribuíram com 31,9%, ou seja, R$ 260 bilhões. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O destaque vai para o estado de Mato Grosso à frente, abrigando 36 dos municípios mais produtivos do país. A primeira posição é ocupada por Sorriso (MT), com uma produção de R$ 8,3 bilhões, seguido por São Desidério (BA), com R$ 7,8 bilhões.

Outras cidades mato-grossenses que compõem essa lista são:

  • Sapezal, com valor de produção agrícola estimado em R$ 7.544.333 bilhões;
  • Campo Novo do Parecis, com R$ 7.157.753;
  • Diamantino, com 5.905.259;
  • e Nova Ubiratã, com 5.463.407 bilhões, entre outras.

Confira a lista completa dos municípios mais ricos no AQUI.

Área colhida

Os 100 municípios mais ricos em valor de produção agrícola ocupam uma área colhida de 33,1 milhões de hectares, que corresponde a 34,5% da área total de hectares do Brasil. 

Esse grupo dos 100 municípios está distribuído entre 14 unidades da federação. São elas (em ordem alfabética): 

Bahia 

Distrito Federal

Goiás

Maranhão

Mato Grosso

Mato Grosso do Sul

Minas Gerais

Pará

Paraná 

Pernambuco 

Piauí 

Rio Grande do Sul 

São Paulo 

Tocantins

Produtos

Em relação aos produtos, a soja continua no topo, com R$ 348,6 bilhões. Esse valor corresponde a 42,8% do valor total da produção agrícola. Quanto ao milho, também houve resultados significativos, com R$ 101,8 bilhões, seguido pela cana-de-açúcar, com R$ 101,9 bilhões. Outras culturas como algodão, laranja e café também tiveram participações expressivas.

*Com informações do Brasil 61

Cicloturismo: ‘Caminhos de Bujaru’ conectará territórios quilombolas no nordeste do Pará

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Foto: Reprodução/Ideflor-Bio

A cidade de Bujaru, no nordeste paraense, avança na implantação de um circuito de trilhas ecológicas com apoio do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-Bio). Denominada de ‘Caminhos de Bujaru‘, a iniciativa será uma trilha de longo curso destinada ao cicloturismo e conectará dois territórios quilombolas, promovendo integração cultural, conservação ambiental e desenvolvimento socioeconômico local.

Leia também: Confira a localização de nove trilhas para aproveitar na Amazônia

Na última semana, o gerente da Região Administrativa de Belém do Ideflor-Bio, Júlio Meyer, esteve no município para realizar o mapeamento inicial do trajeto, em parceria com a Prefeitura de Bujaru, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Além de sua atuação no Ideflor-Bio, Meyer também é diretor nacional de trilhas da Rede Brasileira de Trilhas de Longo Curso, o que reforça a relevância técnica do projeto.

Ecoturismo

O trajeto da trilha vai incluir passagens por igarapés de águas cristalinas, vegetação nativa, e construções históricas que contam parte da história da região. Para a secretária de Meio Ambiente de Bujaru, Leuda Coelho, o projeto representa uma oportunidade transformadora para o município.

Coelho enfatizou ainda os impactos positivos que o ecoturismo pode gerar na economia local. “Guias, transportes, hospedagens e restaurantes serão beneficiados diretamente. Além disso, pequenos negócios, como artesanatos e produtos locais, ganharão visibilidade. É uma oportunidade para destacar nossa cultura, histórias das comunidades quilombolas e patrimônios históricos”, pontuou.

Foto: Reprodução/Ideflor-Bio

Aprendizagem

O projeto não se limita ao desenvolvimento econômico, mas também visa promover educação ambiental. “Os visitantes poderão aprender sobre a biodiversidade local, os ecossistemas e a importância da preservação. Isso contribui para uma maior conscientização sobre práticas sustentáveis”, acrescentou a secretária.

A iniciativa também busca engajar as comunidades quilombolas na conservação ambiental, mostrando o valor econômico e ecológico das áreas naturais. Segundo o presidente do Ideflor-Bio, Nilson Pinto, esse envolvimento é fundamental para o sucesso do projeto. “Quando as comunidades se tornam protagonistas na preservação e na promoção do ecoturismo, os resultados são mais duradouros e significativos”, afirmou.

Com o planejamento em andamento, a Prefeitura de Bujaru e o Ideflor-Bio esperam iniciar as primeiras ações estruturais no próximo ano. A expectativa é que os “Caminhos de Bujaru” não apenas atraiam visitantes, mas também coloquem o município como referência no ecoturismo no Pará, promovendo sustentabilidade e valorização cultural.

*Com informações do Ideflor-Bio

Estudo mostra que chuvas em Terras Indígenas da Amazônia contribuem para 57% da renda agro do Brasil

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Chuva cai na região do Alto Rio Mucajaí, na Terra Indígena Yanomami (RR). Foto: Lucas Lima/ISA

As Terras Indígenas da Amazônia influenciam as chuvas que abastecem 80% da área das atividades agropecuárias no país, mostra um estudo inédito. Conduzido por 10 cientistas e endossado por alguns dos maiores especialistas no tema no Brasil, ele aponta que a influência dessas chuvas na economia é significativa: em 2021, a renda econômica do setor agrícola nas áreas mais beneficiadas por essa dinâmica chegou a R$ 338 bilhões — 57% do total nacional.

A conclusão é que o impacto da preservação das TIs vai além do meio ambiente, destacando-se como peça-chave para a segurança hídrica, alimentar e econômica do Brasil. O estudo foi feito por um grupo de pesquisa em ecologia tropical do Instituto Serrapilheira, a partir do cruzamento e análise de diversos dados, como os do MapBiomas, IBGE e Funai.

Os dados indicam que 18 estados e o Distrito Federal encontram-se parcial ou totalmente dentro da área de influência dessas Terras Indígenas (TIs) amazônicas.

Em estados como o Acre, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná, há regiões onde a chuva proveniente da reciclagem de água feita pelas florestas das TIs amazônicas chega a um terço do total anual de cada local. Até 30% da chuva média que cai sobre as terras agropecuárias do país está diretamente relacionada à eficiente reciclagem de água nesses territórios.

A agricultura e a pecuária estão entre as atividades que mais consomem água no Brasil. Ou seja: a chuva é condição fundamental para essas atividades.

“O desmatamento e a degradação das florestas nas Terras Indígenas causam a redução das chuvas e, com isso, acarretam riscos graves à economia do país”, afirma o hidrólogo Caio Mattos, pesquisador de pós-doutorado na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e autor do estudo.

Apesar disso, Rondônia e Mato Grosso, que figuram entre os nove estados mais influenciados por essa chuva, estão entre os que mais desmataram florestas desde 1985. Os dados mostraram, ainda, que as chuvas provenientes dessas TIs contribuem diretamente para a segurança alimentar nacional: a participação da agricultura familiar no valor da produção total supera os 50% em vários estados influenciados, e grande parte da produção desses pequenos produtores é destinada, justamente, ao mercado interno.

Como Terras Indígenas da Amazônia “irrigam” grande parte do país

Na prática, a Amazônia “irriga” grande parte do país por meio dos chamados “rios voadores”: a umidade reciclada nas florestas das Terras Indígenas amazônicas é transportada pela atmosfera e se torna chuva em outras regiões do Brasil, como o Centro-Oeste e o Sul. Esse mecanismo natural de geração de chuva depende da manutenção de áreas de florestas nativas conservadas, que são responsáveis pelo bombeamento de umidade para a atmosfera.

Infográfico ilustra como as Terras Indígenas propiciam chuvas para o centro-oeste e sul do Brasil. Imagem: Joana C. Carvalho/Maria Carlos Oliveira

“A influência dos rios voadores já era conhecida, então o que fizemos foi usar dados já disponíveis desde 2020 para quantificar de fato essa influência – não só do ponto de vista da água, mas também da economia, em uma abordagem interdisciplinar”, explica a matemática e meteorologista Marina Hirota, professora na UFSC. “Ou seja, mais do que mapearmos as chuvas que atingem as áreas de agropecuária, convertemos esse dado em valores econômicos.”

As TIs ocupam aproximadamente 23% da Amazônia Legal, incluem mais de 450 territórios e abrigam cerca de 403,6 mil pessoas. Elas atuam como barreira ao desmatamento ao longo da história: dos 4,4 milhões de hectares desmatados no bioma Amazônia entre 2019 e 2023, apenas 3% (130,2 mil hectares) ocorreram dentro de TIs.

Isso acontece porque grande parte das atividades desenvolvidas em TIs são realizadas de maneira integrada ao ecossistema, envolvendo formas de uso e manejo que não necessariamente implicam na remoção da vegetação nativa. Existe, assim, relação intrínseca entre a proteção territorial de povos indígenas e a conservação de ecossistemas.

A demarcação de Terras Indígenas tem pautado o debate público porque o Supremo Tribunal Federal (STF) discute, nesse momento, a constitucionalidade da lei do marco temporal (lei 14.701/2023). A tese do marco temporal prevê que os povos indígenas teriam direito de ocupar apenas as terras que já ocupavam ou disputavam na data da promulgação da Constituição de 1988.

Além de Hirota e Mattos, assinam a nota técnica os cientistas Paulo N. Bernardino, Bruna Stein, Gabriela Prestes Carneiro, Julia Tavares, Adriane Esquivel-Muelbert, Silvio Barreto, André Braga Junqueira e Arie Staal. O estudo foi desenvolvido no escopo de um grupo de pesquisa em ecologia tropical do Serrapilheira – Staal, holandês, é o único dos 10 autores que não é integrante do grupo. 

Constituído no início de 2024, o grupo transdisciplinar inclui pesquisadores brasileiros de hidrologia, biodiversidade, ecologia, ecologia humana, matemática, clima, arqueologia, antropologia, políticas públicas, economia e comunicação. “A junção de cientistas com expertises diferentes permitiu essa análise complexa de dados que não são fáceis de se obter”, explica Hugo Aguilaniu, diretor-presidente do Serrapilheira.

Os autores também são vinculados à UFSC, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade de Utrecht (Holanda), Universidade de Uppsala (Suécia), Cary Institute of Ecosystem Studies (EUA), Museu Nacional de História Natural (França) e Universidade de Birmingham (Reino Unido). 

A nota técnica é endossada por outros nomes de peso da ciência: o climatólogo Carlos Nobre, o físico Paulo Artaxo, a antropóloga Manuela Carneiro da Cunha (os três da USP), o economista Ronaldo Seroa da Motta (Uerj) e a bióloga Mercedes Bustamante (UnB).

Confira a nota técnica aqui.

*O conteúdo foi originalmente publicado pelo Instituto Socioambiental.

Bolívia solicita reconhecimento da folha de coca como patrimônio ancestral durante evento na Áustria

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Foto: Reprodução/Vice-Presidência da Bolívia

O secretário-geral da Vice-Presidência da Bolívia, Juan Carlos Alurralde, reafirmou esta semana a posição do país em relação à desestigmatização da folha de coca, solicitando a sua retirada da Lista 1 de Entorpecentes da ONU.

Durante o seu discurso nas sessões da Comissão de Estupefacientes (CND) e da Comissão de Prevenção do Crime e Justiça Penal (CCPCJ) das Nações Unidas em Viena, Áustria, destacou a importância de fazer justiça a esta planta milenar, cujo uso foi erroneamente classificado como prejudicial desde meados do século passado.

A autoridade boliviana recordou os esforços da Bolívia desde 2011 para defender a sua soberania e proteger o uso tradicional, medicinal, nutricional e cultural da folha de coca.

Em 2013, a Bolívia reafirmou a sua posição através de uma reserva que protege o uso ancestral da coca, ao mesmo tempo que implementou mecanismos de controlo eficazes para equilibrar estas práticas com a luta contra o tráfico de drogas.

Alurralde destacou que a Bolívia demonstrou que é possível compatibilizar a preservação das tradições ancestrais com o cumprimento das regulamentações internacionais.

Apelou ao respeito pelos direitos dos povos indígenas e dos seus medicamentos tradicionais, solicitando o pleno reconhecimento da folha de coca como um bem comum para a humanidade.

Destacou a necessidade de corrigir os preconceitos históricos que levaram à estigmatização da folha de coca, qualificando de injusto o relatório de 1950 que baseou a sua classificação atual.

A este respeito, destacou que o exame crítico liderado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) representa uma oportunidade única para reivindicar esta planta como patrimônio dos povos indígenas e um recurso de grande valor para a humanidade.

Reiterou o compromisso da Bolívia com a proteção da Mãe Terra e a preservação das tradições ancestrais, garantindo que a folha de coca seja um símbolo de harmonia com a natureza e um recurso com potencial transformador, não só para os povos indígenas, mas para todo o mundo.

*Com informações da Agência Boliviana de Informação

MMA e BNDES lançam os primeiros editais para restauração da Amazônia

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Foto: Leonardo Milano/ICMBio

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançaram os primeiros editais de chamada pública para a iniciativa Restaura Amazônia.

As chamadas iniciais contarão com R$ 100 milhões para a recuperação de vegetação nativa na Amazônia Legal, para transformar a área conhecida como “Arco do Desmatamento” no “Arco da Restauração”. O anúncio foi feito no MMA, em Brasília (DF), com presença do secretário-executivo do ministério, João Paulo Capobianco, e da diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello.

Leia também: Portal Amazônia responde: qual a nova fronteira do desmatamento?

A iniciativa conta com R$ 50 milhões de recursos do Fundo Amazônia e R$ 50 milhões da Petrobras. Ela integra o Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg 2025-2028), contribuindo diretamente para a meta de recuperação de 12 milhões de hectares de vegetação nativa até 2030, confirmada pelo Brasil durante a COP29, conferência do clima da ONU realizada em Baku, Azerbaijão, de 11 a 22 de novembro.

Os editais selecionarão projetos para restauração ecológica e/ou produtiva, fortalecendo a conservação da biodiversidade e fomentando a cadeia produtiva da restauração nos territórios que compõem o Restaura Amazônia. A iniciativa vai priorizar unidades de conservação, além de assentamentos da reforma agrária, territórios indígenas e quilombolas nas áreas de entorno.

Para serem selecionados, os projetos devem levar em consideração o contexto socioeconômico e cultural de cada região. “O Restaura Amazônia é uma prioridade do BNDES porque segue a política governamental de integrar os benefícios ecológicos e de manutenção dos serviços ecossistêmicos com a geração de emprego, renda, segurança hídrica e alimentar. O projeto une benefícios para o meio ambiente e melhora as condições de vida da população”, explica o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

As propostas também devem buscar alinhamento com os instrumentos e políticas públicas coordenadas pelo MMA e governo federal para recuperação da vegetação nativa na região. Podem concorrer ao edital pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos nacionais, sediadas no país. A experiência prévia no tema e a capacidade de execução também são pré-requisitos.

“O Restaura Amazônia não é apenas uma resposta ambiental, mas um novo modelo de desenvolvimento econômico. Combinando recursos públicos e privados, nacionais e internacionais, estamos mostrando que a recuperação da vegetação nativa é um investimento que reduz externalidades econômicas negativas, gera empregos e impulsiona a economia de base florestal”, afirma Capobianco.

De acordo com o gerente executivo de Responsabilidade Social da Petrobras, José Maria Rangel, as chamadas públicas representam um marco na estratégia da empresa de soluções baseadas na natureza. “Esses editais fazem parte do nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável do país. Esse investimento reforça nosso papel na restauração de ecossistemas críticos, como a Amazônia, promovendo o sequestro de carbono, a preservação da biodiversidade e a geração de benefícios socioeconômicos para as comunidades locais”, afirmou.

Os editais destinam recursos para as macrorregiões quem compõem o Restaura Amazônia: macrorregião 1 (Acre, Amazonas e Rondônia), 2 (Mato Grosso e Tocantins) e 3 (Pará e Maranhão).

O Instituto Brasileiro de Administração Municipal (Ibam) é o parceiro gestor para a macrorregião 1, a Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS) responde pela 2 e a Conservation International do Brasil (CI Brasil) pela macrorregião 3.

Foto: Divulgação

O prazo para a execução dos projetos deverá ser de até 48 meses. As ações de restauração devem ser iniciadas nos primeiros 24 meses. O monitoramento e a manutenção de todas as áreas restauradas ocorrerão nos 24 meses seguintes.

As propostas devem contemplar: mapeamento e diagnóstico da área para elaboração do plano de restauração; articulação local e mobilização de parceiros; preparo das áreas e implementação das técnicas de restauração selecionadas; manutenção e monitoramento; e fortalecimento da cadeia produtiva da restauração, incluindo ações de capacitação profissional dos atores locais.

Com o lançamento, os parceiros gestores CI, Ibam e FBDS vão iniciar o processo de seleção para os projetos de restauração nas três macrorregiões. Após a apresentação da chamada, representantes do MMA (por meio do Departamento de Florestas e da Secretaria Nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais), do BNDES e das três parceiras gestoras conduzirão uma oficina técnica, com foco nas regras de aplicação, cronogramas da chamada pública e a integração estratégica com o Planaveg.

Restaura Amazônia

Lançada pelo MMA e BNDES em dezembro de 2023, a iniciativa Restaura Amazônia conta com R$ 450 milhões provenientes do Fundo Amazônia. Integrada ao Planaveg 2025-2028, a iniciativa contribui diretamente para a meta de recuperar 12 milhões de hectares de vegetação nativa até 2030. Os projetos para a recuperação da vegetação nativa na Amazônia Legal serão selecionados por meio de chamadas públicas, conduzidas pelos parceiros gestores, que também foram escolhidos por meio de chamadas públicas. Durante sua vigência, o Restaura Amazônia poderá receber recursos adicionais de empresas e governos, ampliando seu alcance e impacto na restauração da Amazônia.

Arco da Restauração

O projeto Arco da Restauração foi anunciado pelo MMA e pelo BNDES para recuperar e restaurar a vegetação nativa degradada na extensa região conhecida como “Arco do Desmatamento”, que vai do leste do Maranhão ao Acre, passando pelo sul do Pará, Mato Grosso e Rondônia. A estimativa é estimular o desenvolvimento de um arco florestal de 6 milhões de hectares até 2030, com expansão para 24 milhões de hectares até 2050, o que demandará investimentos de longo prazo, provenientes de setores nacionais e internacionais, privados e públicos.

Para iniciar o Arco da Restauração, o MMA e o BNDES anunciaram a destinação de R$ 1 bilhão para a iniciativa, por meio de dois fundos: R$ 450 milhões do Fundo Amazônia; e R$ 550 milhões para financiamento reembolsável oriundos do Fundo Clima, ambos operados pelo BNDES em parceria com MMA. No âmbito do Fundo Clima, já foram aprovados financiamentos a dois projetos privados de restauração ecológica desde dezembro de 2023.

*Com informações do MMA

Encontro de líderes rurais em Roraima promove integração no setor agro durante a 10ª Festa da Banana

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Foto: Reprodução/YouTube – Amazon Sat

O encontro de presidentes e representantes dos sindicatos rurais de Roraima aconteceu durante a programação da 10ª Festa da Banana, no município de Caroebe, com o objetivo de fortalecer a integração das lideranças que colaboram para o desenvolvimento agro no estado. 

No evento também foram elencados assuntos como quais ações foram realizadas ao longo de 2024, programas de capacitação, assistência técnica e programas de promoção social.

Segundo o presidente do FAER/SENAR – junção administrativa de duas instituições que trabalham para melhorar a vida de quem vive no campo -, Sílvio de Carvalho, foi satisfatório reunir os líderes em prol de melhorias da classe. 

Foto: Reprodução/YouTube – Amazon Sat

A federação de Roraima ainda listou os principais assuntos discutidos durante o evento:

– Estratégias para aumentar a produtividade agrícola em Roraima;

– Infraestrutura e logística para escoamento da produção;

– Políticas públicas de apoio ao pequeno e médio produtor rural;

– Incentivo à adoção de tecnologias no campo para melhorar a competitividade.

Houve, também, avaliação da evolução do setor agro em Roraima, com o consenso de que o setor agropecuário está em crescimento constante, especialmente em culturas como a banana e a soja.

Foto: Reprodução/YouTube – Amazon Sat

A federação também tornou público as carências de benfeitorias necessárias no setor agro, como a necessidade de melhorias em infraestrutura rodoviária para facilitar o transporte de insumos e produtos; a ampliação do acesso à irrigação e sistemas hídricos em áreas rurais; além de investimentos em formação técnica e capacitação de trabalhadores; e o fortalecimento da segurança no campo.

Principal dificuldade

Quanto as dificuldades enfrentadas, os líderes relataram o acesso ao crédito rural, principalmente para pequenos produtores; e problemas recorrentes com a regularização fundiária e ambiental, que por vezes impede muitos produtores de obterem financiamentos.

Vídeo: Reprodução/Youtube – Amazon Sat

Websérie tem como tema proteção de árvores gigantes da Amazônia

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Foto: Fernando Sette

Lançada do mês de novembro, a websérie Árvores Gigantes da Amazônia‘ é um convite para uma jornada única pela Amazônia Brasileira. Em um território ainda pouco conhecido, na fronteira entre os estados do Pará e Amapá, é encontrada uma quantidade impressionante de árvores de grande porte, que ultrapassam os 70 metros de altura.

Leia também: Novo santuário de árvores gigantes na Amazônia é revelado no oeste do Pará

É lá que foi recentemente criado o Parque Estadual Ambiental das Árvores Gigantes da Amazônia, tema da nova produção da Fundação Amazônia Sustentável (FAS).

A websérie narra a história de um projeto de conservação com foco nesses espécimes gigantescos da natureza amazônica, cujas circunstâncias de existência na floresta ainda intrigam a ciência. A partir de uma aliança entre governo, instituições de pesquisa e organizações socioambientais, foi possível expandir o conhecimento sobre uma região com grande concentração de árvores gigantes, como o angelim-vermelho (Dinizia excelsa) e fornecer subsídios para a criação da nova área de proteção integral, um Parque Ambiental com cerca de 560 mil hectares, gerido pelo governo paraense.

A iniciativa de conservação é liderada pelo Governo do Pará, por meio do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio) e conta com a parceria do Instituto Federal do Amapá (IFAP), Fundação Amazônia Sustentável (FAS) e financiamento do Andes Amazon Fund (AAF).

Websérie traz imagens inéditas da biodiversidade da Amazônia

A série audiovisual é repleta de registros do novo Parque Ambiental, localizado no Oeste do Pará, e da diversidade biológica da região. As imagens foram captadas durante a mais recente expedição técnico-científica no território das árvores gigantes, realizada no primeiro semestre de 2024. 

Em quatro episódios, a produção narra a trajetória do projeto, desde a descoberta de um angelim-vermelho de 88,5 metros na área, registrado como a maior árvore da América do Sul e a quarta maior do mundo. 

Ao redor dele, já foram identificadas também, ao menos, 38 árvores de grande porte, duas delas com mais de 80 metros. Trata-se da maior incidência de árvores gigantes na Amazônia, um indicador da rica biodiversidade do território, o que o torna prioritário nos planos de proteção do bioma amazônico.

As árvores gigantes da Amazônia representam também um papel-chave na manutenção da biodiversidade e no equilíbrio ecológico do bioma. Esses espécimes de grande porte atuam na regulação do clima, absorvendo grandes quantidades de carbono da atmosfera e ajudando a mitigar os impactos da crise climática.  

*O conteúdo foi originalmente publicado pela FAS

Concerto de Natal apresenta interpretações clássicas e Música Popular Amazonense em Manaus

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Orquestra Passione. Foto: Divulgação

O ‘Concerto de Natal‘, idealizado pelo tenor Miquéias William, promete encantar o público de Manaus (AM) no dia 21 deste mês, com apresentações emocionantes de artistas da música clássica e da Música Popular Amazonense (MPA). Esses músicos e intérpretes proporcionarão uma noite inesquecível, repleta de talento e emoção. O evento acontecerá no Largo São Sebastião, no Centro, a partir das 18h, integrando a programação ‘O Mundo Encantado do Natal’, da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (SEC), com entrada gratuita.

Uma das apresentações que devem encantar o público será a interpretação de ‘The Prayer’, por Miquéias William e a soprano Dhijana Nobre, acompanhados pela Orquestra Passione e o Coral MW Ópera Studio. ‘The Prayer’ é uma balada poderosa, que mistura elementos de música clássica e pop, sendo famosa nas vozes de Celine Dion e Andrea Bocelli. A letra é uma oração, pedindo orientação, força e proteção, com versos que expressam o desejo de encontrar a paz e a sabedoria para enfrentar os desafios da vida.

“Cantar ‘The Prayer’ com a Dhijana será um momento muito especial. A canção traz uma mensagem de paz e orientação, e espero transmitir toda a serenidade que ela oferece ao público. A música tem o poder de unir as pessoas, e o Natal é a época perfeita para celebrarmos a vida e a esperança”, comenta Miquéias William.

Outro ponto alto da noite será a performance de ‘You Raise Me Up’, também será interpretada por Miquéias, acompanhado dos tenores Everaldo Barbosa e Cristiano Silva. Essa canção foi regravada por vários artistas ao redor do mundo, sendo a versão de Josh Groban a mais famosa. A composição fala sobre a ideia de ser levantado, inspirado e fortalecido por alguém que oferece apoio emocional e espiritual, especialmente em momentos difíceis.

Toque amazônico

O grupo Gaponga, conhecido por suas influências regionais e pelo resgate da música popular amazônica, também trará momentos inesquecíveis no concerto. Os músicos apresentarão canções como ‘Natal Ribeirinho’ e ‘Canoa de Luz’, que unem a celebração do Natal com a identidade cultural da região Norte. Além disso, Miquéias terá um momento especial com o grupo, para interpretar ‘Pai Nosso’, do Padre Marcelo Rossi. “Esta é uma canção profunda, de grande significado espiritual, e dividir esse momento com o Gaponga vai ser muito emocionante”, afirma Miquéias William.

Grupo Gaponga. Foto: Divulgação

Além disso, o evento contará com uma intervenção poética de Celdo Braga, integrante do Gaponga. Ele apresentará a poesia autoral “Jesus Caboclo”, uma reflexão sobre o Natal sob a perspectiva da religiosidade amazônica. A poesia, que originalmente fez parte do álbum “Natal Amazônico” (2010), do extinto grupo Imbaúba, trará um toque sensível e introspectivo à noite, enriquecendo a experiência do concerto com uma mensagem de união e fé.

Os integrantes do Imbaúba, como Celdo Braga, João Paulo Ribeiro e Sofia Amoedo, deram origem ao Gaponga, perpetuando sua contribuição para a música e cultura amazônica.

Gostinho de Natal

Para quem deseja entrar no clima da apresentação, a canção “Noite Santa”, que fará parte do repertório do evento, está disponível nas plataformas de streaming de música Spotify e Amazon Music, com a interpretação de Miquéias William. Para encontrá-la, basta pesquisar pelo nome do tenor nas buscas dessas plataformas.

Governo Federal cria programa ‘Inglês para Jovens Líderes Indígenas’

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Foto: Reprodução/Funai

O Governo Federal instituiu no dia 5 de dezembro o programa ‘Inglês para Jovens Líderes Indígenas‘ com o objetivo de promover a capacitação linguística básica em inglês de jovens lideranças indígenas. A portaria que cria a iniciativa foi assinada pela ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, e publicada no Diário Oficial da União.

O programa vai desenvolver competências de comunicação em inglês, para participação em fóruns internacionais relacionados à governança ambiental, climática e direitos humanos — como a COP30, das Nações Unidas, que será realizada em novembro de 2025, em Belém (PA) —, além de outros temas de interesse dos povos indígenas no âmbito das relações internacionais.

Público-alvo

Os beneficiários da iniciativa serão estudantes selecionados para participar do Programa Kuntari Katu: Líderes Indígenas na Política Global, os servidores indígenas do Ministério dos Povos Indígenas, com idades entre 18 e 40 anos, e lideranças indígenas da mesma faixa etária, a serem selecionadas por edital. O intuito é capacitar pessoas sem conhecimento prévio de inglês, com exceção de habilidades básicas adquiridas no ensino fundamental ou médio.

Metodologia

O foco do curso de língua inglesa será no desenvolvimento de competências e habilidades em leitura, escrita, escuta e fala em nível básico, tendo como meta o acompanhamento de negociações internacionais, por meio de aulas ao vivo à distância, com metodologia interativa e levando em consideração a interculturalidade da relação de aprendizagem estabelecida.

Parceria

O programa será implementado por meio de parceria com a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, como uma das ações componentes do U.S.-Brazil Joint Action Plan To Eliminate Racial and Ethnic Discrimination and Promote Equality (Japer), ou Plano de Ação Comum Brasil-EUA para Eliminar a Discriminação Racial e Étnica e Promover a Igualdade. A Embaixada arcará com as despesas do programa, por meio da contratação de uma instituição prestadora do serviço.

*Com informações da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

Cientistas buscam as origens da domesticação de plantas na bacia do alto rio Madeira

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Foto: Charles Roland Clement/Acervo pessoal

Pesquisadores do Reino Unido e do Brasil investigaram a domesticação de cultivos amazônicos, incluindo mandioca, pupunha, pimenta, urucum, biribá e piquiá, além de documentar a domesticação da paisagem florestal na bacia do rio Madeira, no Amazonas e em Rondônia. O estudo, apoiado pelo Programa Fundo Newton – RCUK, via Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), é fruto da parceria entre a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e o Conselho de Pesquisa do Reino Unido (RCUK).

A pesquisa intitulada ‘As origens da domesticação de plantas na bacia do alto rio Madeira’, coordenada pelo doutor em Horticultura e pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Charles Roland Clement, compreende que a domesticação de plantas começou na paisagem florestal, como um pequeno conjunto de práticas simples: proteção, cuidado, liberação de concorrência, dispersão de propágulos (sementes de plantas ou plântulas) e seleção humana.

Anteriormente ao estudo, era de conhecimento geral que a mandioca e a pupunha começaram a ser domesticadas no alto rio Madeira e também era provável que outros cultivos foram domesticados, uma vez que as terras pretas mais antigas da Amazônia são da mesma região, o que demonstra a presença de assentamentos humanos de longa duração. As espécies arbóreas, como pupunha, urucum, biribá e piquiá, poderiam ter sido selecionadas inicialmente nas paisagens florestais, enquanto a mandioca provavelmente nos assentamentos.

Segundo o pesquisador Charles Roland Clement, estes estudos em ecologia histórica têm importância também na atualidade. Com a expansão das mudanças climáticas, faz-se necessária a adaptação das plantas cultivadas e dos sistemas de cultivo.

Foto: Charles Roland Clement/Acervo pessoal

Análises

As análises genéticas foram realizadas por diversos doutorandos do Brasil e geraram dissertações e publicações. O biribá foi estudada por Ariel Kuma, no PPG Genética, Conservação e Biologia Evolutiva, e o piquiá foi estudado por Rubana Palhares Alves, bióloga no PPG Ecologia, ambos do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), e o urucum foi estudado por Gabriel Dequigiovanni, no PPG Genética e Melhoramento, da Universidade de São Paulo (USP).

E ainda, na região de Humaitá, houve uma análise da composição florística de florestas localizadas perto de sítios arqueológicos e comunidades indígenas e tradicionais atuais, demonstrando que as florestas mais próximas a esses locais eram as mais ricas em espécies úteis, especialmente as fruteiras, em comparação com florestas mais longe dos sítios e comunidades. Este estudo foi feito por Maria Julia Ferreira, no PPG Botânica do Inpa, e contou com a colaboração de comunitários, que aprenderam a fazer inventários para conhecer melhor suas próprias florestas.

O biólogo explicou ainda que, caso ofereçam vantagens, existem duas opções. A primeira consiste na introdução dos benefícios das silvestres diretamente em populações cultivadas, uma prática muito comum atualmente entre as melhoristas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), por exemplo. A segunda diz respeito a uma nova domesticação, em que se utilizariam critérios diferentes dos usados pelos povos indígenas há milhares de anos.

*Com informações da Fapeam