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Como andam as suas práticas espirituais?

Por Julio Sampaio de Andrade – juliosampaio@consultoriaresultado.com.br

A saúde integral nos lembra que ela abrange a totalidade do ser humano e não apenas o seu corpo físico. Há muito se sabe sobre a importância da saúde mental, embora não se fale em prevenção. Costuma-se agir quando já se estabeleceu a doença. É aí que se concentram as ações mais comuns. No caso da saúde espiritual, a atenção é menor ainda, relegando-a muitas vezes ao setor de crenças, quando não das superstições. Saúde Espiritual é um conceito relativamente novo que somente há pouco tempo começou a ser mencionada nas áreas médicas, com o avanço dos estudos da psicologia positiva e da neurociência. Para a plena saúde, assim como para a felicidade, é preciso considerar as dimensões física, mental e espiritual.

Entre as três, há uma forte interligação e é antiga a máxima “Mens sana in corpore sano”, uma mente sã em um corpo são. Mesmo ainda faltando a palavra “spiritus” na frase, era já evidente a percepção de que somos mais do que ossos e músculos.

Como estão as suas atividades físicas? – perguntam os médicos. Como estão as suas práticas intelectuais e cognitivas? – um questionamento mais frequentemente dirigido às pessoas mais velhas. Sabe-se que exercícios físicos e mentais são essenciais para a preservação da saúde, da longevidade e da felicidade. E como andam as práticas espirituais?

Dan Buettner, ganhador de três prêmios Emmy, pelo documentário “Viver até os 100. Segredos das Zonas Azuis” apresenta estatísticas que demonstram como pertencer a uma comunidade religiosa aumenta a expectativa de vida. Em um dos estudos com 263 pessoas que viveram 100 anos ou mais, apenas 5 não estavam ligadas a um grupo religioso. Outra pesquisa aponta que uma prática regular religiosa aumentou em 7 anos a expectativa de vida de americanos e de 14 afro-americanos. São dados que superam até mesmo práticas mais aceitas para favorecimento da longevidade, como o exercício físico ou a dieta alimentar. Pelos estudos, seguir uma fé e adotar práticas religiosas regulares é, pelo menos, tão importante quanto estes cuidados. Mas será que vale qualquer tipo de prática religiosa ou espiritual, incluindo a meditação, um tipo de alimentação natural ou outras?

Matheu Ricard, pesquisador dos efeitos da meditação no cérebro e um dos fundadores do programa Mind and Life Institute, afirma que: “Precisamos nos perguntar lucidamente se a prática espiritual que fazemos nos transforma em pessoas melhores e contribui para a felicidade dos outros”. Ou seja, nossas práticas nos tornam melhores pessoas para os outros e para nós mesmos? Como responder a esta pergunta?

Penso que, apesar da subjetividade do tema, podemos encarar a questão de uma maneira muito prática. Elas estão nos ajudando a ser mais gratos? Elas nos estimulam a sentimentos e ações mais altruístas e menos voltados para nós mesmos? Estamos evoluindo no desapego, seja em relação a bens materiais, a preocupações com o passado ou ao futuro, às pessoas ou aos nossos pontos de vista? Nossas práticas espirituais nos dão força para agir de maneira resiliente diante das adversidades? Elas nos aproximam da arte e da leveza, nos estimulando a desfrutar melhor a vida? Estamos melhorando a nossa comunicação com as pessoas, com mais assertividade e empatia? Avançamos na compreensão que de que estamos aqui para realizar algo construtivo e vivenciando um propósito que dá sentido e sabor aos nossos dias?

Práticas espirituais, religiosas ou não, podem fazer muita diferença na conquista da saúde e da felicidade. É preciso, porém, que elas não caiam no automático ou se limitem a rituais externos. Que estejamos atentos sobre o seu efeito sobre nós mesmos e, consequentemente, com quem convivemos. Estamos dando a devida importância a elas? Como andam as suas práticas espirituais?

Sobre o autor

Julio Sampaio (PCC,ICF) é idealizador do MCI – Mentoring Coaching Institute, diretor da Resultado Consultoria, Mentoring e Coaching e autor do livro Felicidade, Pessoas e Empresas (Editora Ponto Vital). Texto publicado no Portal Amazônia e no https://mcinstitute.com.br/blog/.

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

Festa de Nossa Senhora do Rosário é documentada por meio de projeto da UFT

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Foto: Noeci Carvalho

A equipe do Projeto Dossiê Taieiras e Congos de Monte do Carmo esteve presente na cidade de Monte do Carmo, Tocantins, entre os dias 10 e 13 de outubro, para acompanhar e documentar a tradicional Festa de Nossa Senhora do Rosário, que ocorre há mais de dois séculos na região.

Coordenado pela professora Noeci Carvalho Messias, do curso de Teatro da Universidade Federal do Tocantins (UFT), o projeto tem como objetivo registrar e valorizar essa manifestação cultural afro-brasileira.

Durante a pesquisa de campo, a equipe participou de diversos momentos rituais da festividade, que inclui as taieiras e os congos — grupos que, por meio de cantos, danças e percussões, relembram suas tradições afrobrasileiras ligadas à devoção a Nossa Senhora do Rosário. 

Além dos registros fotográficos e audiovisuais dos rituais, a equipe entrevistou detentores das práticas culturais, documentando saberes ancestrais e a participação dos mais jovens, essenciais para a continuidade dessas tradições. Entre os locais visitados, destaca-se as Ruínas do antigo arraial, onde foi construída a igreja de Nossa Senhora do Rosário, no século XVIII.

A professora Noeci enfatizou os principais objetivos do projeto, que incluem a produção e sistematização de conhecimentos sobre as Taieiras e os Congos, com a criação de um dossiê etnográfico, um catálogo de imagens e um documentário de 15 minutos.

Foto: Noeci Carvalho

Entre os resultados esperados, estão a criação de um banco de dados que poderá subsidiar futuras políticas públicas de preservação e ações de salvaguarda do patrimônio cultural tocantinense.

Impacto na comunidade local

A professora também destacou o impacto positivo que o dossiê e o documentário poderão ter sobre a comunidade carmelitana. 

Próximos passos do projeto

Os próximos passos incluem a sistematização dos dados coletados, a continuidade das pesquisas bibliográficas e documentais e a produção do relatório parcial. 

Foto: Noeci Carvalho

O Projeto Dossiê Taieiras e Congos de Monte do Carmo é uma iniciativa da Universidade Federal do Tocantins (UFT), realizada em parceria com a Secretaria de Cultura do Tocantins (Secult) e com o apoio da Fundação de Apoio Científico e Tecnológico do Tocantins (Fapto). Além disso, o projeto conta com a colaboração de pesquisadores das universidades federais de Roraima (UFRR) e de Goiás (UFG). 

A equipe multidisciplinar abrange especialistas de diversas áreas do conhecimento, incluindo História, Antropologia, Música e Artes Visuais.

*Com informações da Universidade Federal do Tocantins

Estratégias para manter o networking e não ser esquecido

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Imagem: Gerd Altmann por Pixabay

Por Flávio Guimarães – flavioguimaraesjr@hotmail.com

Networking…. você já deve ter ouvido essa palavra zilhões de vezes, não é? Até vira clichê o tanto que ouvimos e lemos sobre ela. Normalmente se diz que é importante ter, que isso pode proporcional excelentes oportunidades e etc, entretanto, hoje a abordagem será diferente, fora do que normalmente lemos em artigos e conteúdos em geral.

No artigo de hoje falarei sobre estratégias para manter o networking ativo com o objetivo de não ser esquecido(a), não ser visto como uma pessoa que só procura quando precisa e, o mais importante de tudo, ser lembrado(a) quando surgir alguma oportunidade numa roda de conversas. Nos primeiros cenários abaixo, vou descrever técnicas de gestão de contatos. No último cenário, como devemos agir perante essas pessoas.

Técnica da teia de aranha

Essa é uma estratégia que reproduz os contatos através de balões desenhados com ligações de setas. Sim, isso mesmo. Pode ser feito em Paint, Corel Draw ou qualquer outro recurso que possibilite criar um grande espaço com nomes, telefones, cargos e empresas, com ou sem cores, da forma que melhor ficar visualmente para você. Apesar de ser um método pouco habitual, indico devido ser visualmente menos cansativo para procurar, visualizar e ler.

Para manter a ordem de nomes, você pode aplicar do A ao Z, no sentido da esquerda para a direita, de cima para baixo. Assim, saberá exatamente quem procurar de acordo com o mapa de letras.

É importante indicar que essa não é uma regra. Você pode criar métodos de acordo com o que achar melhor, seja por balões, quadrados, bolas, nuvens, enfim, o que facilitar o seu processo de visualização.

Mapeamento por categorias de proximidade

Um ponto importante para o nosso mapa de contatos é sabermos com quem mais temos proximidade ou não, para assim, não fazermos contatos com todos da mesma forma, o que pode não funcionar muito bem. Com a separação de “intimidade”, conseguiremos ter uma visão melhor de quem podemos falar mais, menos ou os que falaremos apenas de maneira informal.

Sendo assim, podemos fazer essa separação por categorias:

  • Os mais próximos.
  • Aproximação média.
  • Pouca aproximação.
  • Contato casual.

Para cada categoria teremos uma abordagem diferente nos contatos que fizermos. Se ultrapassarmos a linha desse sentido, podemos criar uma relação enjoativa, o que vai afastar pessoas, ao invés de aproximar.

Controle em planilhas

Esse é o método mais tradicional de controle de informações, podendo haver a separação de nome, cargo, cidade, telefone, e-mail e outras informações. Contrário da teia de aranha, pode conter mais informações sem gerar poluição visual, havendo classificação por célula existente.

Para quem possui conhecimentos avançados em Excel, a experiência pode até ser divertida, com separações por tickets, cores, fórmulas, lembretes ou outros recursos que o software permite.

O que fazer depois da organização desses contatos?

E agora?

Depois de termos todos os contatos organizados, é hora de pensarmos algumas estratégias e ações para sempre sermos vistos por essas pessoas. Abaixo envio algumas possibilidades:

  • Mensagens de motivação via telefone ou e-mail: mensagens rápidas e simples, não sendo vídeos nem textos longos.
  • Envios de artigos e conteúdos sobre a área de atuação da pessoa ou grupo de pessoas: pode ser com o uso de textos um pouco mais longos.
  • Pedido de orientações para uma tomada de decisão específica: isso cria um bom laço de contato entre pessoas – pedidos rápidos, sem textos longos que podem ser tornar cansativos.
  • Interação em redes sociais através de publicações feitas pela pessoa: cautela para não ser invasivo(a) com quem não tiver intimidade suficiente.

Sobre o autor

Flávio Guimarães é diretor da Guimarães Consultoria, Administrador de Empresas, Especializado em Negócios, Comportamento e Recursos Humanos, Comentarista de Carreira, Emprego e Oportunidade dos Jornais Bom Dia Amazônia e Jornal do Amazonas 1ª Edição, CBN Amazônia, Portal Amazônia e Consultor em Avaliação/Reelaboração Curricular.

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

Rio Madeira continua batendo mínimas históricas mesmo com chuvas em Rondônia

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Foto: Reprodução/Rede Amazônica RO

Chuvas intensas e temporais causam estragos em Rondônia há semanas. Apesar disso, o rio Madeira continua batendo níveis mínimos históricos, como no dia 11 de outubro, de 19 centímetros. O cenário é explicado pela geografia: a maior parte da vazão do Madeira vem do Peru e da Bolívia.

As chuvas começaram a cair no estado em setembro, após meses de estiagem. Em poucas semanas houve um acumulado de 75 mm de precipitação somente em Porto Velho, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Essa quantidade é o primeiro volume considerável em pelo menos quatro meses. Em junho e julho não ocorreram chuvas na capital de Rondônia. Já em agosto choveu apenas 16 mm.

O engenheiro hidrológico do Serviço Geológico do Brasil (SGB), Guilherme Cardoso, explicou ao Grupo Rede Amazônica que somente a chuva nos rios Madre de Dios e Beni influenciam significativamente no nível do rio Madeira.

O especialista explicou que cerca de 70% da vazão do rio Madeira vêm das regiões de cabeceira na Bolívia e no Peru. Isso faz com que o rio funcione como uma ‘artéria’ conectada diretamente ao ’coração’ das montanhas desses países. Quando não chove lá, o ‘corpo’ do rio aqui enfraquece, independentemente do volume de chuva que cai sobre Rondônia.

Enquanto o rio permanece baixo, as chuvas caem sobre cidades de Rondônia. Ventos arrancam telhados e arrastam carros, como ocorreu em Governador Jorge Teixeira, onde um temporal na última semana causou estragos. A dependência climática das regiões andinas é o que mantém o Madeira em seu estado de crise, como destaca o engenheiro hidrólogo Guilherme Cardoso:

A vida paralisada

Pela primeira vez na história, o Porto de Cargas de Porto Velho, vital para o escoamento de produtos como soja e biocombustíveis, foi paralisado.

As operações foram suspensas no dia 23 de setembro, à medida que o rio se tornou inavegável para grandes embarcações. O porto continua parado, afirmou a assessoria que faz a gerência do porto.

“Os armadores e operadores portuários continuam aguardando o nível do rio apresentar melhores condições pra navegação. Por enquanto seguem com as atividades de movimentação de cargas interrompidas”, informou a administração do local.

Além disso, os moradores das comunidades ribeirinhas viram os poços amazônicos secos, assim como o rio. Sem acesso à água, eles dependem de carregamentos enviados pela Defesa Civil Municipal e as secretarias de assistência social de Porto Velho e do estado de Rondônia.

Ribeirinhos agora caminham por antes era possível andar de barco. A imensidão de água se transformou em um deserto de areia.

Leia também: Seca extrema revela cor natural do rio Madeira novamente; entenda o motivo da mudança

A seca tem forçando os moradores do distrito de Calama, em Porto Velho, a desenvolverem novas estratégias de navegação. Pescadores, como Moises Correia, usam as hélices de embarcação para criar ‘caminhos’ na lama.

Moises, que vive há 15 anos em Calama, conta que os pescadores precisaram se organizar para manter uma rota de acesso ao porto. Com o rio cada vez mais seco, eles começaram a usar as hélices de suas voadeiras para cortar a lama, criando um canal. 

Monitoramento do nível das águas

Atualmente, o rio Madeira é monitorado por três estações da Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN), operadas pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB), na Residência de Porto Velho (REPO). Elas são equipadas com sistemas automatizados, réguas linimétricas e pluviômetros. O monitoramento integra o Sistema de Alerta Hidrológico do Madeira (SAH Madeira), disponível na plataforma Sace, no site do SGB.

Os dados sobre o nível e a vazão são coletados a cada 15 minutos e o comportamento do rio é analisado com base em previsões de chuva, gerando boletins com prognósticos da bacia e previsões dos níveis do rio.

Foto: Gladson Souza/Rede Amazônica

O Sistema Sace, usado pelo SGB para monitorar os principais rios no Brasil fez alterações nas suas legendas dentro do sistema. Em outubro foi implementada uma função que permite a representação da situação de estiagem nas estações da bacia pela primeira vez. Antes, o sistema indicava apenas a situação de cheia.

Segundo o engenheiro hidrólogo, ao contrário das cotas de inundação, que seguem critérios bem definidos pela Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (Compdec), as cotas de estiagem não têm um critério tão específico.

“Para criar essa representação no sistema, a equipe do SGB se baseou na cota mínima histórica, atingida durante a última seca severa, e na cota de permanência de 10%, que indica o nível abaixo do qual o rio permanece em condições de seca extrema.”

A modificação no sistema foi feita em outubro, desde então, o acompanhamento das condições do rio Madeira se tornou mais detalhado, facilitando a geração de relatórios e boletins que mostram com mais precisão o comportamento do rio durante os períodos de estiagem.

*Com informações da Rede Amazônica RO

Licitação para construção da ponte binacional entre Brasil e Bolívia é suspensa

Imagem: Divulgação/Ministério dos Transporte

O Ministério dos Transportes suspendeu o processo licitatório para a construção da Ponte Internacional que ligaria Guajará-Mirim (RO) à cidade boliviana de Guayaramerin. Previsão de entrega da ponte era para 2027.

A medida foi tomada após questionamentos sobre a “atestação de capacidade técnica” das duas empresas. Processo de licitação foi publicado no Diário da União em novembro de 2023.

Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), a medida foi tomada após questionamentos sobre a “atestação de capacidade técnica” das duas empresas melhor colocadas na fase inicial do processo. Os questionamentos foram enviados ao Tribunal de Contas da União (TCU).

A licitação, que foi publicada no Diário Oficial da União em novembro de 2023, prevê a elaboração dos projetos básico e executivo, além da execução da obra, construção dos acessos e do complexo de fronteira.

O Dnit ainda não se pronunciou oficialmente sobre os impactos no cronograma de construção da ponte. A autarquia disse que segue as decisões do TCU.

*Com informações de Rede Amazônica Rondônia

Funai e MPI se unem para aprimorar prevenção e resposta às mudanças climáticas nas terras indígenas

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A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Ministério dos Povos Indígenas (MPI) promoveram um amplo debate com outros órgãos do Governo Federal para aprimorar as medidas de prevenção e resposta aos eventos climáticos extremos nas terras indígenas

A reunião ocorreu no último dia 10 no âmbito do Grupo de Trabalho (GT) permanente para qualificar o plano de ação e gestão de crise climática nos territórios tradicionalmente ocupados e assegurar o atendimento adequado às comunidades indígenas.

Em fase de implementação, o GT é uma iniciativa da Funai e do MPI com o objetivo de garantir maior efetividade das ações de adaptação às mudanças climáticas, causadas pelo desmatamento florestal, garimpo ilegal e outras ações que ameaçam o modo de vida sustentável dos povos indígenas.

No encontro, foi discutido o desenvolvimento de ações integradas subsidiadas por informações técnico-científicas para potencializar a atuação do Governo Federal na prevenção, planejamento e respostas à crise climática, que tem se manifestado de diferentes formas no território nacional, como enchentes e estiagens severas. 

Foto: Lohana Chaves/FUNAI

Os técnicos presentes defenderam, entre outros pontos, a necessidade de uma base de dados padronizada e unificada para utilização conjunta dos órgãos federais. Foi apontada ainda a importância de envolver os estados e municípios, que também são responsáveis por assegurar os direitos dos povos indígenas, nas discussões para o desenvolvimento e implementação de políticas públicas de Estado para o enfrentamento e adaptação às mudanças climáticas. 

Além da Funai e MPI, participaram da reunião representantes da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde; Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA); Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (Cemaden/MCTI); Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (Cenad/MIDR); Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). 

*Com informações da FUNAI

Roraima confirma segundo caso de febre amarela vindo da Guiana; saiba como se prevenir

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Sesau alerta a população sobre a necessidade de se vacinar contra a doença. Foto: Divulgação/Ascom Sesau

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), de Roraima, confirmou o segundo caso de febre amarela do tipo silvestre em 2024, em um paciente de 13 anos, da Guiana. O caso foi divulgado no dia 14 de outubro. A pasta deve se reunir com autoridades da Guiana e equipes do Bonfim, município na fronteira com o país, para discutir ações de controle.

De acordo com a Sesau, o paciente é da comunidade Awarewanau Village, no país vizinho. Ele manifestou os primeiros sintomas compatíveis com a febre amarela no dia 30 de setembro e foi transferido do Hospital de Lethem para o Hospital Geral de Roraima (HGR), em Boa Vista.

A confirmação da doença pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Roraima (Lacen-RR) ocorreu no dia 11 deste mês. O paciente está em tratamento, com bom estado clínico, sob os cuidados da equipe de infectologia do HGR.

“A equipe de Infectologia do HGR prontamente organizou todo o protocolo de manejo deste paciente, incluindo a notificação e coleta de exames. Após isso, o paciente foi para a UTI e está respondendo bem ao tratamento”, ressaltou a gerente do Núcleo de Controle da Febre Amarela e Dengue, Rosângela Santos.

O primeiro caso de febre amarela silvestre deste ano foi identificado em março. O paciente, de 17 anos, morador de uma região próxima à cidade de Lethem, foi tratado e acompanhado pelos profissionais do HGR, seguindo todos os protocolos previstos pela Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde (CGVS), recebendo alta após cura.

Vacina previne

Com a confirmação de mais um caso importado, a Sesau alerta a população sobre a necessidade de se vacinar contra a doença. O imunizante está disponível em qualquer Unidade Básica de Saúde.

A população pode ajudar a fortalecer a vigilância da febre amarela comunicando às autoridades sanitárias caso encontre animais (macacos ou bichos-preguiça). A vigilância de epizootias é essencial para evitar casos em humanos.

“Se você viu um macaco morto ou doente, avise as autoridades de endemias do seu município para que as medidas necessárias sejam providenciadas. Isso não significa que ele esteja transmitindo, mas ele é o nosso alerta de que o vírus da febre amarela está circulando”, ressaltou.

O que é a febre amarela?

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus transmitido por mosquitos infectados.

Em área rural ou de floresta, os macacos são os principais hospedeiros e a transmissão ocorre pela picada dos mosquitos transmissores infectados Haemagogus e Sabethes.

Nas cidades, a doença pode ser transmitida principalmente por mosquitos da espécie Aedes aegypti.

Não há transmissão direta de pessoa para pessoa.

Os sintomas iniciais da febre amarela são: febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza.

Em casos graves, a pessoa infectada por febre amarela pode desenvolver algumas complicações, como febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia e eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos.

*Com informações da Rede Amazônica RR

Mais de 100 jovens da Amazônia participam de imersão para criação de soluções inovadoras e sustentáveis

Foto: Thiago Herculano/UNLEASH

Mais de 100 jovens de todos os estados da Amazônia Legal seguem em uma intensa imersão de debates para a criação de soluções inovadoras e sustentáveis no UNLEASH Amazon Innovation Lab. O programa internacional acontece até o dia 19 de outubro, na Escola Superior de Tecnologia da Universidade do Estado do Amazonas (EST/UEA) em Manaus.

A iniciativa visa capacitar jovens comprometidos em enfrentar os desafios reais de suas comunidades e desenvolver soluções escaláveis, inovadoras e sustentáveis. Esta é a primeira edição do UNLEASH realizada nas Américas e Manaus foi a cidade escolhida para a edição inédita do programa. As edições anteriores ocorreram na Groenlândia, Dinamarca, Singapura, China, Índia e Ruanda.

Nesta quarta-feira, dia 16, os participantes se dividiram em 27 grupos para debater e elaborar soluções em dois eixos centrais: “Proteção e Responsabilidade Ambiental” e “Desenvolvimento Sustentável e Bioeconomia”. Esses temas estão alinhados com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas.

O evento reúne participantes de comunidades tradicionais, ribeirinhos, indígenas e quilombolas, vindos de todos os estados da Amazônia Legal, que inclui Amazonas, Acre, Amapá, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão. Participantes de áreas urbanas desses estados também estão incluídos no programa.

Igor Ribeiro, um jovem quilombola do Maranhão, está participando do eixo de Proteção e Responsabilidade Ambiental no UNLEASH Amazon Innovation Lab. Ele destacou o desafio do êxodo rural em sua comunidade.

Foto: Thiago Herculano/UNLEASH

Igor também ressaltou que o êxodo rural está associado a várias questões secundárias, principalmente à ausência de políticas públicas essenciais, como educação e saúde, dentro desses territórios.

Já Sabrina Almeida, designer amazonense e facilitadora do UNLEASH Amazon, enfatiza que esse momento inicial visa ouvir as diferentes vozes para garantir que a região como um todo seja atendida.

“Às vezes, nós falamos da Amazônia como uma única entidade, mas na verdade há muitas faces entre os diferentes estados da região. E conseguimos reunir um público muito diverso de participantes, então enxergamos de diferentes perspectivas os problemas. Isso é muito importante para pensarmos em um futuro mais próspero e sustentável”, explica.

O UNLEASH Amazon trabalha com uma metodologia moderna, baseada em técnicas de Design Thinking e inovação social, o que proporciona várias ferramentas para que os jovens trabalhem suas soluções.

Dos 107 participantes, mais da metade são de comunidades tradicionais da Amazônia, segundo a organização do evento. Todas as equipes reúnem jovens de diferentes origens, garantindo mais representatividade e democracia nas soluções.

Ao final do programa, três dos 27 projetos apresentados receberão uma premiação em dinheiro. Além disso, a solução escolhida pelos próprios participantes receberá um prêmio de R$ 20 mil, enquanto outras duas propostas, selecionadas por especialistas, serão contempladas com R$ 15 mil cada.

Todos os projetos principais terão a oportunidade de continuar seu desenvolvimento em incubadoras, assegurando suporte e acompanhamento para que as ideias se transformem em iniciativas concretas.

Doma racional de bovinos sem o uso da violência é ensinada pelo Senar em Roraima

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Foto: Reprodução / YouTube – Amazon Sat

A doma de bovinos de forma racional, sem violência, transforma o relacionamento do ser humano com os animais. O processo é uma forma de melhorar os procedimentos da propriedade que trabalha com esses animais, que ajuda a garantir a saúde patrimonial ao produtor e harmonia no ambiente rural. 

O produtor rural de gado leiteiro, Aregeu Pereira, de Roraima, foi um dos dez pecuaristas da região beneficiados pelo curso de técnicas modernas de manejo de bovinos promovidos pelo Sistema Senar.

Foto: Reprodução / YouTube – Amazon Sat

O Instrutor do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Senar Roraima, Richardson Tanaka, esclarece que a técnica fica restrita somente ao bovino leiteiro.

O técnico afirma ainda que, a produção leiteira dos bovinos tendem a aumentar após o uso da doma racional.

Foto: Reprodução / YouTube – Amazon Sat

Uma das técnicas usadas na prática para a doma, é a proximidade através do cotonete (uma vara de 2 metros, com um saco de estopa enrolado na ponta). 

Foto: Reprodução / YouTube – Amazon Sat

Quanto tempo é necessário para um bovino ser domado sem o uso da violência?

Segundo Richardson Tanaka, se a técnica for aplicada corretamente, após três horas, já é possível passar a mão no animal, e que em torno de uma semana provavelmente você já consegue alcançar a confiança do bovino. Lembrando que tem que ser feito diariamente até chegar no objetivo desejando que é tirar leite, sem colocar corda e maltratar o animal.

Confira:

Justiça Federal extingue processo que impedia inclusão de terras indígenas nos sistemas fundiários no Maranhão

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Foto: Edison Bueno/Acervo Funai

As terras indígenas do Maranhão podem ser incluídas no Sistema de Gestão Fundiária (Sigef) e no Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (Sicar). A medida foi possível porque a Seção Judiciária do estado acolheu pedido da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e extinguiu o processo judicial movido contra a instituição, que determinava a exclusão das terras indígenas dos referidos sistemas.

“Cuida-se de importante decisão para os povos indígenas do Maranhão, pois garante mais proteção às terras indígenas, bem como permite que a Funai execute a política indigenista sem entraves judiciais”, afirmou o procurador-chefe da Procuradoria Federal Especializada junto à Funai, Matheus Antunes Oliveira.

O Sigef e o Sicar gerenciam informações ambientais dos imóveis rurais de todo o país. A inclusão das áreas indígenas favorece os direitos territoriais dos povos indígenas ao reconhecer os limites das terras tradicionalmente ocupadas.

Entenda o caso

A gestão anterior da Funai editou a Instrução Normativa (IN) nº 9/2020, que impedia a inclusão de áreas indígenas no Sigef e no Sicar. O Ministério Público Federal (MPF) questionou na Justiça Federal a validade da norma, por meio da Ação Civil Pública nº 1049919-30.2020.4.01.3700, em desfavor da Funai e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Além de pedir a suspensão dos efeitos da norma, o MPF solicitou que a autarquia indigenista incluísse novamente no Sigef e no Sicar as terras indígenas do Maranhão abrangidas pelas condições da IN.

No curso do processo, houve determinação judicial para a Funai excluir as terras indígenas dos sistemas. A autarquia indigenista, no entanto, se manifestou nos autos pedindo para extinguir a Ação Civil Pública. Isso porque a atual gestão da Funai editou a Instrução Normativa nº 30/2023 anulando a anterior, no caso, a IN nº 9/2020.

“[É] evidente a perda de objeto com relação à declaração de nulidade da IN 9/2020, ante a publicação da Instrução Normativa FUNAI nº 30/2023, que declarou a nulidade da Instrução Normativa n. 09/2020”, diz um trecho da decisão judicial proferida pela 3ª Vara da Seção Judiciária do Maranhão, acolhendo o pedido da Funai.

O documento editado pela gestão anterior da Fundação determinava a exclusão, do Sigef e do Sicar, das terras indígenas em processo de demarcação nas seguintes situações: área formalmente reivindicada por grupos indígenas; área em estudo de identificação e delimitação; terra indígena delimitada (com os limites aprovados pela Funai); terra indígena declarada (com os limites estabelecidos pela portaria declaratória do Ministro da Justiça e Segurança Pública); e terra indígena com portaria de restrição de uso para localização e proteção de indígenas isolados.

De acordo com a atual gestão da Funai essas condições violam os direitos territoriais dos povos indígenas, razão pela qual o órgão editou uma nova instrução normativa com efeitos contrários aos estabelecidos anteriormente.

*Com informações da Funai