Agricultores, pescadores e a população que depende do transporte fluvial em Tabatinga, no interior do Amazonas, estão enfrentando uma crise. No dia 30 de agosto, o alto Rio Solimões alcançou o nível mais baixo já registrado na história. No dia 31, o nível caiu ainda mais, chegando a -1,4 metro, dez centímetros abaixo da medição do dia anterior, conforme dados da estação de monitoramento da Agência Nacional de Águas.
A régua de medição é monitorada diariamente pelo Serviço Geológico Brasileiro (SGB) desde o fim da década de 70. O número está atualmente negativo, ou seja, abaixo da régua de medição. Os dados apontam que esta é a maior seca, pelo menos, dos últimos 40 anos na região.
Conforme a Defesa Civil, a estiagem antecipada já afeta mais de 300 mil pessoas em todo o Amazonas, que também enfrenta os impactos das queimadas. No último dia 28, o governo estadual ampliou um decreto situação de emergência para todos os 62 municípios do estado (antes, apenas 20 estavam em emergência).
Com a falta de chuvas e o nível cada vez mais baixo de rios, lagos e igarapés, a agricultora Maria Lenise, que vive em Tabatinga, teme pelo futuro de suas plantações. Ela precisa vender o que ainda resta antes que tudo se perca.
“A vida na minha comunidade está difícil. Não chove há três meses e nossas plantações estão morrendo. Esta seca está acabando com a gente”, lamentou.
Foto: Roney Elias/Rede Amazônica AM
De acordo com o SGB, com a previsão de chuvas abaixo do esperado para as próximas duas semanas, o cenário no Alto Solimões pode se agravar ainda mais.
O pescador Benedito Catique, que atua na região há 42 anos, afirma nunca ter visto uma seca tão severa como a deste ano.
“Nunca vi uma seca assim no nosso Amazonas. Está realmente seco. O rio está quase seco, os lagos estão secando, e temos que caminhar mais de 40 minutos para conseguir pescar”, relatou.
O vice-presidente da associação de taxistas fluviais de Tabatinga, Aladino Ceita, anunciou um aumento no preço da passagem fluvial. Antes da seca, a travessia custava R$ 40, mas agora subiu para R$ 70, devido ao aumento da distância percorrida pelos barqueiros.
“Precisamos aumentar o preço porque estamos contornando uma ilha. Antes, gastávamos três latas de gasolina; agora, são sete latas e meia. Quando o nível do rio subir, voltaremos ao preço anterior”, explicou.
Foto: Roney Elias/Rede Amazônica
Para atender as famílias afetadas, o governo estadual informou que instalou 25 purificadores de água, dos quais 10 foram destinados à calha do Alto Solimões, e também enviou 100 caixas d’água para melhorar o acesso à água potável na região.
*Por Daniel Landazuri e Patrick Marques, da Rede Amazônica AM
Por Julio Sampaio de Andrade – juliosampaio@consultoriaresultado.com.br
Não sei como o tema espiritualidade soa para você. Desde criança, sempre me interessou, principalmente a espiritualidade prática, aquela que a gente traz para o dia a dia, sem rótulos e sem muita forma. Chamo isso de Espiritualidade Aplicada, como mencionei no meu primeiro livro O Espírito do Dinheiro.
Já mais velho, em minha dissertação de mestrado, abordei os temas que emergem da chamada Sociedade de Risco, de Ulrich Beck, uma das teorias filosóficas que se referem aos dias atuais. Um dos temas que emergem é a Espiritualidade. Meu primeiro orientador da dissertação foi inflexível: “a espiritualidade não entra na academia”. Troquei de orientador e fui então alertado por outro, de como poderia abordar o assunto e os cuidados que precisaria tomar.
Um dos desafios era lidar com a compreensão do termo. O significado de espiritualidade varia de cada um. Para este estudo, saía perguntando a várias pessoas: “O que é espiritualidade para você?”. As respostas eram das mais variadas, do tipo: religiosidade, mediunidade, incorporação, sentido de existência, pertencimento ao universo, energia, contemplação, natureza, rede da vida, fazer o bem e algumas outras.
A ideia de espiritualidade está frequentemente associada ainda a palavras como: intuição, sensibilidade, percepção, criatividade, entusiasmo, carisma, justiça maior, valores éticos, estado de paz, gratidão e altruísmo.
Ou seja, entrar no universo da espiritualidade é entrar em um mundo em que as palavras podem assumir vários significados. Por definição, espiritualidade é imaterial e, talvez, não seja possível defini-la em termos tão concretos, sem diminuir a sua dimensão. Falar em espiritualidade, por exemplo, não é falar de religião, embora praticamente todas elas tenham como base a existência de um Mundo Invisível, de Deus, de Deuses ou de uma Força Superior, cujas leis comandam o universo.
Para a ciência também existem leis imutáveis, sendo que algumas delas são cabíveis de comprovação e controle, como é o caso das leis da física. Pelas definições de suas próprias regras, porém, há aquelas que não passam pelo crivo do atual método científico, o que não significa que não existam e que não sejam ainda mais determinantes do que as leis conhecidas. Algumas delas não são ainda alcançáveis pela nossa matemática ou pela física, mas já há um grande avanço no conhecimento de um mundo que para nós é invisível, o mundo quântico.
Mas como podemos fazer uso de tudo isso em nossa vida prática? Existe relação entre espiritualidade e felicidade? Os estudos e a vida nos mostram que existem práticas que nos aproximam e outras nos distanciam da felicidade. Isto é sustentado pela filosofia, pela neurociência e pela psicologia positiva. Todas estas práticas nos tornar melhores como pessoas e fazermos os outros felizes também, ou na ordem inversa, colhermos felicidade, na medida em que plantemos felicidade. Todas elas visam promover a evolução de nossa individualidade, nossa essência. Podemos falar em nossa espiritualidade?
Há ainda os diferentes tipos de transmissão de energia como o Johrei, o Reiki, o Passe Magnético e outros, cada um com os seus fundamentos, mas em geral, associados a processos de purificação e de elevação espiritual, visando a cura ou a felicidade. Isto poderá ser assunto de um outro artigo.
E para você, o que é espiritualidade? Na sua compreensão, há uma relação entre espiritualidade e felicidade?
Sobre o autor
Julio Sampaio (PCC,ICF) é idealizador do MCI – Mentoring Coaching Institute, diretor da Resultado Consultoria, Mentoring e Coaching e autor do livro Felicidade, Pessoas e Empresas (Editora Ponto Vital). Texto publicado no Portal Amazônia e no https://mcinstitute.com.br/blog/.
Estudo realizado por pesquisadores do Instituto Federal do Maranhão (IFMA) – Campus Maracanã, traçou o perfil de piscicultores e das atividades desenvolvidas por eles, no município de Monção, localizado a 246 km de São Luís. Foi possível identificar que a criação de peixes rende uma média de dois salários mínimos e meio aos produtores locais, representando um ganho mensal de mais de R$ 3.600,00.
“Atualmente, a piscicultura desempenha um papel essencial na economia da Baixada Maranhense, no entanto, ainda existem muitos entraves de conhecimento em vários municípios dessa microrregião, principalmente naqueles onde a piscicultura não está plenamente desenvolvida. Por esses motivos, essa caracterização é uma ferramenta tão importante nesse processo”, destacou a estudante de Agronomia, Cássia Kimberly, que compõe o grupo de pesquisa e é bolsista de iniciação científica da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema).
O trabalho foi orientado pela professora Izabel Funo, coordenadora do Núcleo de Maricultura do IFMA – Campus Maracanã (Numar). A coleta de dados ocorreu em 25 pisciculturas, por meio de um questionário semi-estruturado.
“Chamou atenção o fato de 36% faturarem mais de quatro salários mínimos, quase o dobro da média de ganhos no município, o que reforça o potencial da piscicultura na geração de renda aos pequenos produtores”, avaliou o zootecnista Lucas Felipe da Cruz Pereira, que fez parte da equipe e apresentou parte desses resultados em seu trabalho de conclusão de curso pelo Pronera.
Também foi observado que a maioria dos piscicultores é de homens, com idade média de 48 anos, e autônomos. 80% possuem o Ensino Médio completo, sendo a piscicultura a principal fonte de renda para todos, embora 60% se dediquem a outras atividades. Os entrevistados revelaram, ainda, que seus empreendimentos começaram após receberem algum tipo de formação técnica. 25% deles possuem o Curso Técnico em Piscicultura e outros 75% já fizeram algum curso de curta duração.
Pequena escala
A piscicultura em Monção é de pequena escala, com policultivo (produção simultânea de duas ou mais espécies aquáticas no mesmo viveiro), e destinada exclusivamente ao comércio local. O ciclo dura cerca de 6 meses e a produção média é de aproximadamente 5 toneladas, nesse período. A comercialização é majoritariamente feita por meio de intermediários. O manejo alimentar dos peixes é eficiente e feito com o uso de ração extrusada (comercial) e probióticos.
“A cooperação entre piscicultores, órgãos governamentais, instituições de pesquisa e organizações civis é crucial para o desenvolvimento sustentável e também para a inclusão socioeconômica. Estudos como o nosso fornecem subsídios importantes para a formulação de políticas públicas que sejam estratégicas e que possam ajudar a expandir a piscicultura tanto em Monção como no Brasil”, defendeu a estudante Cássia.
Mas, além dos ganhos, há desafios enfrentados pelos piscicultores locais, principalmente pela falta de infraestrutura nas estradas e também pela informalidade do trabalho. Há dificuldade no acesso à linha de crédito, principalmente pela burocracia e falta de documentação, reduzindo a capacidade de mais investimentos na produção.
“O desenvolvimento de um projeto como esse melhora o desempenho do aluno durante o curso, além de prepará-lo para o mundo do trabalho, por meio do desenvolvimento pessoal e profissional. Nossos alunos aprendem a pesquisar e a produzir artigos, fazer testes, montar e aplicar questionários, realizar entrevistas, tabular e analisar os resultados. Eu costumo dizer que, durante esses processos, eu vejo meus orientandos aprendendo a criar senso crítico para produzir pesquisa”, destacou a pesquisadora Izabel Funo, que coordenou o estudo.
Às margens de um dos maiores rios do Brasil — o Madeira — famílias ribeirinhas vivem com menos de 50 litros de água por dia em razão da seca histórica e a estiagem extrema que atinge Rondônia. A quantidade é menos da metade dos 110 litros por dia considerados pela Organização das Nações Unidas (ONU) como necessários para suprir as necessidades básicas de uma pessoa.
“Hoje mesmo foi um dia que ninguém pegou água aqui. A gente tá com a água que veio ontem ainda. Ontem veio um pouco de água e a gente guardou, porque tem dias que não vem”, disse o ribeirinho Raimundo Souza, morador do distrito de São Carlos.
O dia era 31 de agosto, quando a média observada no Madeira foi de 1,26 metro e deveria estar em 4,28 metros, ou seja: o rio marcou mais de dois metros abaixo do que era esperado.
O nível do Madeira é monitorado desde 1967. Nesses quase 60 anos, nunca houve uma seca tão severa, sobretudo nos meses de julho e agosto. Historicamente, o nível do rio deveria chegar a níveis baixos somente nos meses de setembro e outubro.
A falta d’água afeta diretamente a população. Em São Carlos, para atender ao menos as necessidades básicas, os moradores da comunidade precisam adotar medidas extremas, como fazer buracos no chão para extrair água.
“Às vezes a gente precisa abrir um buraco para apanhar um pouquinho de água pra poder lavar uma louça, tomar um banho. E é contado, a situação pra nós tá difícil”, revela Raimundo.
Na comunidade Maravilha 2, zona rural de Porto Velho, famílias estão racionando água. Nesse período de seca extrema, o “cacimbão” (o poço que abastece as casas), está quase seco. Antes, ele marcava um nível constante de aproximadamente meio metro, hoje os moradores contam com apenas 10 centímetros ou menos.
“Tem 40 anos que a gente mora aqui, nunca tinha secado desse jeito, esse ano é que secou assim. A gente pega um pouquinho, depois pega outro, porque se pegar de uma vez vai secando”, revelou Antônio Nogueira, morador da comunidade.
Outra dificuldade apresentada pela comunidade do Maravilha 2, é a baixa qualidade da água. Ao armazenar as garrafas, os moradores precisam coar a água com uma toalha.
“Eu tenho medo de ficar bebendo essa água. Eu peguei uma infecção de urina que até hoje eu não fiquei boa”, disse Liete Torres, moradora da comunidade.
Para auxiliar no tratamento da água consumida por ribeirinhos e moradores da zona rural, já que eles não têm acesso à água encanada, a Defesa Civil Municipal de Porto Velho distribui kits de hipoclorito de sódio, uma substância que “limpa” a água que agora está sendo consumida pela população.
Ribeirinhos estocam água em garrafas pet durante seca. Foto: Gladson Souza/Rede Amazônica RO
Um Igarapé localizado na comunidade ribeirinha Maravilha secou, causando a morte de dezenas de peixes e dificultando o acesso à água para os moradores da região.
Atualmente, existem 52 comunidades ribeirinhas em Porto Velho, às margens do rio Madeira. São quase 1,5 mil quilômetros de extensão em água doce. Ainda assim, os ribeirinhos não possuem acesso à água tratada e encanada.
Segundo a Defesa Civil, os ribeirinhos são os mais afetados pela seca em Porto Velho. As comunidades são divididas em três regiões: Alto, Médio e Baixo Madeira.
Menores níveis da história
Segundo dados do Sistema Integrado de Monitoramento e Alerta Hidrometeorológica do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), em agosto o Rio Madeira bateu uma sequências de mínimas históricas, mais especificamente desde o dia 24 até o dia 31.
A situação foi semelhante no mês anterior: recordes de seca para o período, com níveis mínimos históricos. No último dia 31 de julho a água baixou a 2,45 metros, o nível mais baixo já registrado no mês desde que o monitoramento passou a ser feito pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB)
Seca do rio Madeira em 2024. Foto: Reprodução/Rede Amazônica RO
Na maior parte do ano o rio se manteve abaixo da zona de normalidade e por várias vezes ultrapassou as mínimas já observadas historicamente.
O Madeira abriga duas das maiores usinas hidrelétricas do Brasil: Jirau e Santo Antônio, que representam cerca de 7% da capacidade de geração do sistema elétrico brasileiro. As duas fazem parte do Sistema Interligado Nacional (SIN) e geram energia para todo país.
A ANA já admitiu a possibilidade de paralisação da hidrelétrica de Santo Antônio por causa da seca. O risco se deve ao funcionamento da usina, em formato de “fio d’água”, que não armazena muita água em seu reservatório e depende do fluxo do rio para manter as turbinas em funcionamento.
*Por Amanda Oliveira, Marcelo Moreira e Jaíne Quele Cruz, da Rede Amazônica RO
Em uma decisão histórica, a Câmara de Vereadores de Santarém aprovou o Projeto de Lei Ordinária nº 12 de 2024, que declarou oficialmente a Feira do Pirarucu de Manejo como patrimônio histórico, cultural e imaterial do município. A feira, realizada anualmente na praça Barão de Santarém, é agora reconhecida por sua importância cultural e social para as comunidades manejadoras e santarenos.
A autoria do projeto é do vereador Sérgio Pereira, que destacou a relevância da feira para a identidade e tradição da região. Com essa nova classificação, a feira do pirarucu de manejo ganhou um novo status que promete fortalecer e preservar essa prática sustentável e ecologicamente responsável.
Poliane Batista, bióloga da Sapopema, ressaltou a importância desse reconhecimento legal:
“Esse projeto de lei é importante no sentido de dar reconhecimento para esse evento como sendo relevante e importante para o município e isso também coloca a feira no calendário oficial de eventos do município”.
Foto: Reprodução/Sapopema
Batista também ressaltou que a medida pode “contribuir para potencializar os resultados das próximas edições dando mais visibilidade, tendo mais apoio do próprio município e também visibilizando essa atividade que ela é considerada especial principalmente por esse componente do manejo do pirarucu que ainda são experiências muito pontuais aqui no município”, disse.
A feira do pirarucu de manejo é um evento que celebra as práticas sustentáveis de pesca que são essenciais para a conservação da biodiversidade na região. A iniciativa começou em 2020, liderada pela Sapopema e comunidades envolvidas (à época Costa do Tapará, Tapará Grande, Santa Maria, Pixuna do Tapará e Tapará Miri) com a parceria de diversas organizações, dentre elas o Sebrae, Colônia de Pescadores Z-20, Mopebam, Semap, Ufopa, Sedap e TNC.
Desde 2020, quatro edições foram realizadas: duas em 2020, uma em 2022 e uma em 2023. Com a participação efetiva dos consumidores, as edições foram ganhando maior estruturação e adesão de público. Até agora foram comercializadas sete toneladas, resultando em lucro para os manejadores.
Seca em Tabatinga. Foto: Reprodução/Rede Amazônica AM
O Dia da Amazônia, celebrado em 5 de setembro,é marcado por discussões sobre a vital importância da preservação da maior floresta tropical do planeta. No entanto, a celebração é ofuscada pelos graves problemas enfrentados pela região, como o aumento das queimadas e a severa seca dos rios, em meio a uma crise ambiental.
De acordo com dados do programada BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), agosto de 2024 registrou 38.266 focos de queimada na Amazônia, o maior número desde 2005, quando foram contabilizados 63.764 focos.
Os focos de queimadas começaram a afetar as capitais da região. No último mês, Manaus ficou coberta por fumaça por pelo menos 7 dias, devido a uma massa de ar do Sudoeste do país. Esta massa alcançou o sul do Amazonas e alterou a direção dos ventos, transportando a fumaça dos incêndios florestais até a região metropolitana do estado.
A capital acreana, Rio Branco, amanheceu na segunda-feira (2), encoberta por uma nuvem de poluição e a qualidade do ar alcançou o nível ‘perigoso’, segundo monitoramento da IQAir.
O problema se estendeu para outras capitais do país. Na quarta-feira (4), Belo Horizonte amanheceu coberta por fumaça pelo terceiro dia consecutivo. No último mês, o céu ficou cinza em cidades da Grande São Paulo devido à fumaça provocada na Amazônia. O fenômeno também chegou ao Sul do Brasil na terça-feira (3)
Com mais de 1,9 mil focos de incêndio em agosto no Acre, de acordo com o monitoramento por satélite do Inpe, o Estado decretou emergência em saúde pública no final de agosto.
Parte do bioma está encoberto por uma mancha de fogo de quase 500 quilômetros de extensão, conforme captado pelo satélite europeu Corpenicus. O problema afeta os estados do Amazonas, Acre, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e agora o Pará, formando um verdadeiro ‘cinturão do fogo’.
Seca severa
Mas as queimadas e fumaça que podem ser vistas nas cidades não são os únicos problemas ambientais vividos na região. A seca dos rios também já começou a afetar a população que sofre a dificuldade de locomoção.
No Amazonas, o cenário este ano é crítico. Cidades têm dificuldades de receber insumos, há aumento no preço de produtos e comunidades indígenas e ribeirinhas podem ficar isoladas.
Todos os 62 municípios do Amazonas foram declarados em estado de emergência ambiental e de saúde pública devido o cenário enfrentado. A seca dos rios no estado, em 2024, afeta mais de 330 mil pessoas, segundo o governo.
Um dos rios que mais sofre os impactos até então é o Solimões. No fim de agosto, a região do Alto Solimões, localizada na fronteira do estado com Colômbia e Peru, alcançou o nível mais baixo já registrado na história.
Seca em Tabatinga. Foto: Reprodução/Rede Amazônica AM
Agricultores, pescadores e a população que depende do transporte fluvial em Tabatinga, no interior do Amazonas, estão enfrentando diretamente a crise, já que o município fica na região mais afetada.
Com a falta de chuvas e o nível cada vez mais baixo de rios, lagos e igarapés, a agricultora Maria Lenise, que vive em Tabatinga, teme pelo futuro de suas plantações. Ela precisa vender o que ainda resta antes que tudo se perca.
“A vida na minha comunidade está difícil. Não chove há três meses e nossas plantações estão morrendo. Esta seca está acabando com a gente”, lamentou.
O pescador Benedito Catique, que atua na região há 42 anos, afirma nunca ter visto uma seca tão severa como a deste ano.
“Nunca vi uma seca assim no nosso Amazonas. Está realmente seco. O rio está quase seco, os lagos estão secando, e temos que caminhar mais de 40 minutos para conseguir pescar”, relatou.
De acordo com o SGB, com a previsão de chuvas abaixo do esperado para as próximas duas semanas, o cenário no Alto Solimões pode se agravar ainda mais.
Cenário preocupa especialista
Ao Grupo Rede Amazônica, o ambientalista Erivaldo Cavalcanti alertou que todos os sinais indicam que a seca que o Amazonas enfrenta este ano deve superar a do mesmo período em 2023. Em várias áreas da Amazônia, os rios atingiram os níveis mais baixos em mais de um século, causando graves impactos nas comunidades ribeirinhas.
“Como vamos comemorar nossa independência administrativa? Com queimadas e incêndios, que provocam problemas respiratórios e diversas doenças, reduzindo a expectativa de vida. Ou seja, a vida dos amazonenses está sendo encurtada devido à inalação dessa fumaça devastadora”, destacou o especialista.
Sobre o cenário das queimadas, o especialista ressaltou a necessidade urgente de uma fiscalização mais eficaz e de uma atuação mais robusta dos órgãos responsáveis para reduzir o número de focos e mitigar os impactos na população.
“É crucial uma intervenção decisiva do poder público, com o apoio da sociedade civil e a aplicação rigorosa da lei, seja por meio de multas ou detenções. O número de fiscais precisa ser ampliado, e isso não se limita a pessoas físicas — pode incluir drones e satélites. Embora o mapeamento já seja feito pelos órgãos federais e estaduais, falta uma intervenção firme, incluindo a participação de instituições coercitivas”, afirmou Cavalcanti.
Para o especialista, o Dia da Amazônia representa uma oportunidade para discutir a crise ambiental que a região enfrenta e oferecer esperança para um futuro melhor para os habitantes da Amazônia.
“É um momento para celebrar a autonomia administrativa do Amazonas e, ao mesmo tempo, para destacar a urgência da situação. Precisamos colocar essa questão em evidência e buscar soluções rápidas para reduzir e eventualmente acabar com a crise”, concluiu.
O Dia da Amazônia, celebrado em 5 de setembro, assume novos significados a cada ano. Enquanto a região enfrenta uma das piores secas em décadas, incêndios devastadores se proliferam, ameaçando não apenas a biodiversidade, mas a saúde das pessoas e animais.
E na semana de comemoração sobre a importância da preservação da maior floresta tropical do mundo, grande parte do Brasil está em alerta laranja ou vermelho devido à baixa umidade do ar. A medição, feita pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), indica que a variação pode chegar entre 20% e 12%, sendo que o recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) está entre 20% e 30%.
A combinação de baixa umidade do ar, fumaça intensa provocada por queimadas e altos índices de poluição cria um cenário perfeito para o agravamento de doenças respiratórias, como asma e bronquite, além de outros riscos mais silenciosos.
“A estação do inverno, que é geralmente mais seca, já é propícia para aumentar os cuidados com o sistema respiratório. No entanto, vivemos hoje um ambiente com níveis de poluição e queimadas preocupantes, que precisamos dar atenção máxima à saúde além das vias aéreas, como a importância da hidratação, dos cuidados com a pele e das questões cardiovasculares”, explica o coordenador e médico de família do time de Saúde na Sami, Alexandre Calandrini.
Para o especialista, calor, secura e poluição podem desenvolver doenças um pouco mais silenciosas, mas que necessitam de tratamento rápido e contínuo.
“As mudanças climáticas estão intensificando alguns riscos à saúde humana. Baixa umidade do ar pode causar ressecamento das vias respiratórias. Altas temperaturas exigem mais atenção com a hidratação e à pele por conta da exposição aos raios solares. As queimadas podem agravar o trato respiratório além da ingestão de substâncias tóxicas. Sem contar que alguns poluentes podem aumentar o risco de distúrbios cardiovasculares, gerando ataques cardíacos ou derrames”, explica o especialista.
A importância da Atenção Primária à Saúde (APS) para prevenção e tratamento certo, na hora certa, são fundamentais nestas situações onde toda a população de uma mesma comunidade está sofrendo com os impactos. “Quando se tem um contexto histórico do paciente, conseguimos prevenir e tratar sintomas de forma precisa. Hoje, os reflexos do que acontece com o meio ambiente pode afetar drasticamente a nossa saúde, principalmente de quem já precisa de cuidados especiais. Não se pode negligenciar a atenção primária, em especial para grupos vulneráveis como crianças, idosos e pessoas com condições médicas pré-existentes”, completa Calandrini.
Ainda de acordo com o Inmet, ao longo de toda a semana de comemoração ao Dia da Amazônia, as áreas mais afetadas pela baixa umidade incluem o centro e leste de Goiás, Alto Paranaíba, centro-sul de Mato Grosso, diversas regiões de Minas Gerais, incluindo o Triângulo Mineiro, além de partes de Mato Grosso do Sul, São Paulo e o Distrito Federal. Nessas localidades, a umidade do ar pode atingir níveis críticos, aumentando os riscos de queimadas.
Além de consultar um médico com frequência e estar em dia com exames de rotina, é importante tomar algumas precauções. Calandrini reforça os cuidados essenciais para semanas como esta:
Hidratação adequada:
Beber água regularmente, mesmo se não sentir sede. A hidratação ajuda a manter a temperatura corporal e a evitar a desidratação;
Evitar bebidas alcoólicas e cafeinadas porque podem aumentar a desidratação e devem ser consumidas com moderação.
Proteção contra o calor:
Evitar exposição ao sol entre às 10h e às 16h. Se for necessário sair, use chapéus, roupas leves, de cores claras, e protetor solar;
Dê preferência por ambientes frescos e bem ventilados;
Tomar banhos frios pode ajudar a baixar a temperatura corporal.
Cuidados com as vias respiratórias:
Se sua região é alvo de queimadas florestais, use máscaras do tipo N95 ou PFF2 para filtrar as partículas finas e evitar a inalação de fumaça e outros poluentes;
Mantenha os ambientes úmidos com umidificadores de ar. Ou utilize recipientes com água nos cômodos para melhorar a umidade do ar dentro de casa. Evite o uso excessivo de ventiladores, que podem ressecar ainda mais o ambiente;
Faça lavagens nasais com soro fisiológico para aliviar a irritação das vias respiratórias.
Consuma alimentos leves e de fácil digestão, como frutas, verduras e legumes, que também ajudam na hidratação;
Evite comidas pesadas com alimentos gordurosos, que podem dificultar a digestão e aumentar o desconforto em dias quentes.
Monitoramento da saúde:
Fique atento aos sinais de desidratação: boca seca, dor de cabeça, tontura e urina escura indicam desidratação e exigem atenção imediata;
Procure assistência médica se houver dificuldades respiratórias, palpitações, desmaios ou outros sintomas graves.
Atividade física:
Evite esforço físico intenso. Atividades físicas extenuantes durante os períodos de maior calor e baixa umidade devem ser evitadas. Se for se exercitar, faça isso em horários mais frescos, como de manhã ou no final da tarde.
Prevenção de problemas cardiovasculares:
Evite estresse térmico. Pessoas com condições cardíacas devem ter cuidado redobrado, evitando exposição ao calor e desidratação, que podem sobrecarregar o sistema cardiovascular.
Acompanhamento de qualidade do ar:
Acompanhe os boletins meteorológicos e índices de qualidade do ar. Sabendo disso, evite sair de casa quando os níveis de poluição estiverem altos, especialmente se você pertence a grupos de risco.
Orientações específicas para crianças e idosos:
São os mais vulneráveis a altas temperaturas e baixa umidade, então devem ser hidratados com mais frequência e monitorados quanto a sinais de desidratação ou insolação.
O Manaus Passo a Paço 2024, festival de artes integradas realizado na capital do Amazonas, conta com uma programação vasta de atividades e com diversas atrações nacionais. E, com o propósito de dar voz à cultura amazônica, tem em sua programação atrações que revelam isso, como o grupo musical Waruna.
O grupo formado por representantes da etnia Kokama, originária do Alto Solimões, no Amazonas, desenvolve um ritmo com influências do trapézio amazônico (Brasil – Colômbia – Peru), na levada da cumbia. Porém, para esta edição do evento, o repertório conta somente com músicas tradicionais indígenas.
“Eu e minha equipe vamos desenvolver um trabalho para mostrar para toda a sociedade e para todo o país a área musical indígena, juntamente com o Cacique Natalino. É uma oportunidade única, né? A gente fica muito feliz por causa dessa oportunidade. Através disso a gente pretende crescer na música indígena”, comenta o tecladista João Kokama, conhecido como “João do Arrocha”.
O Cacique Natalino Moura, da etnia Kokama, reforça que a presença de grupos musicais indígenas em eventos como o Manaus Passo a Paço endossam a difusão cultural que estes grupos precisam.
“É uma oportunidade que, não só para mim, mas por todo o povo ‘amazona’, né? Eu digo ‘amazona’ porque nós somos muitos, né? E nós não tocamos só na cidade, nós tocamos também no nosso território, onde tem nosso povo indígena. Nós temos esse trabalho há muitos anos e é uma honra sempre ter essa oportunidade.
O grupo é formado por sete pessoas que divulgam a música, idioma e dança indígena amazônica. Os interessados em conhecer a atração podem acompanhar as apresentações nos três dias do evento no Palco Coreto, sempre a partir das 17h.
A edição de 2024 do Manaus Passo a Paço 2024 acontece nos dias 5, 6 e 7 de setembro, no Centro Histórico da cidade. A previsão é receber um público aproximado de 450 mil pessoas.
Seca do rio Madeira em 2024. Foto: Edson Gabriel/Rede Amazônica RO
O Rio Madeira atingiu a cota de 96 centímetros nesta quinta-feira (5) em Porto Velho (RO), de acordo com o monitoramento do Serviço Geológico do Brasil (SGB). É a primeira vez, desde que começou a ser monitorado, que o rio fica abaixo de um metro.
A marca histórica acontece em uma data de discussões sobre a preservação da floresta e dos recursos hídricos: o Dia da Amazônia. Em uma situação de estiagem extrema, o Rio Madeira abriga 40% de todas as espécies de peixes da bacia amazônica — são mais de 1,2 mil. Em paralelo a isso, o estado bateu recordes de queimadas nos últimos meses.
Por causa da seca, as hidrelétrica de Santo Antônio, uma das maiores do Brasil, está operando com apenas 14% das turbinas.
O cenário é tão inédito que para continuar acompanhando os níveis do rio, o SGB vai precisar instalar uma nova régua de medição com marcação de cota até 0, tendo em vista que a atual régua não conta com um nível tão baixo.
O Rio Madeira é um dos maiores do mundo e passa por três países: Brasil, Bolívia e Peru. Ele começou a ser monitorado em 1967 pelo SGB.
O volume das águas do Madeira baixaram em uma velocidade alarmante. No dia 31 de julho ele estava em 2,45 metros, o que já era muito baixo para o período. Ou seja, em pouco mais de um mês, o nível do rio desceu quase 1,5 metro.
Desde julho de 2024, o Madeira vem batendo uma sequência de mínimas históricas. Nessa época do ano o rio deveria estar em cerca de 3,80 metros, ou seja: está quase três metros abaixo do esperado. Esses dados são do Sistema Integrado de Monitoramento e Alerta Hidrometeorológica (SipamHidro).
Consequências da seca para todo o Estado
No dia 4 de setembro, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou sobre a paralisação parcial das unidades geradoras de Santo Antônio em razão da seca extrema do rio Madeira. Das 50 turbinas, apenas sete estão em funcionamento, ou seja: apenas 14% das turbinas estão trabalhando.
Segundo a Eletrobras, controladora da Hidrelétrica Santo Antônio, a manobra de paralisar as unidades geradoras localizadas na margem esquerda e no leito do rio permite manter a geração de energia concentrada no grupo Gerador 1, localizado na margem oposta. A empresa afirma que segue gerando energia para todas as regiões do país.
Quem mais sofre com a seca do Rio Madeira
Com as altas temperaturas e uma seca extrema, moradores das comunidades ribeirinhas, que vivem às margens do Madeira, sofrem com a falta de um recurso essencial: a água.
Ribeirinhos vivem com menos de 50 litros de água por dia para toda a família, sendo que a quantidade necessários para suprir as necessidades básicas de uma pessoa é 110 litros por dia, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).
Atualmente, existem 52 comunidades ribeirinhas em Porto Velho, às margens do rio Madeira. São quase 1,5 mil quilômetros de extensão em água doce. Ainda assim, os ribeirinhos não possuem acesso à água tratada e encanada.
Panorama das queimadas
A seca ocorre em meio a um período de queimadas extremas. Somente nos quatro primeiros dias de setembro, 570 focos de incêndios foram registrados. Além disso, o número de focos registrados entre janeiro e o início de setembro é o maior em 14 anos. Os dados são do Programa BDQueimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Agosto foi o pior mês em 14 anos, tanto para Rondônia quanto para o Brasil. Entre janeiro e o início de setembro foram registrados 6.984 focos de incêndio no estado, sendo que 64% desse total foram identificados somente em agosto.
Pior ar do Brasil
O cenário de seca e queimadas excessivas contribuem para colocar Porto Velho e outras cidades de Rondônia entre os piores índices de qualidade do ar do país.
De acordo com dados IQAir, plataforma suíça de monitoramento do ar, a concentração de PM2,5 em Porto Velho é atualmente 31,2 vezes maior que o valor anual recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para a qualidade do ar.
Há mais de um mês, o estado de Rondônia está encoberto por fumaça. O céu azul, citado no hino do estado, foi substituído pelo “cinza” causado pelas queimadas na Amazônia. A fumaça causada por todas essas queimadas afetam diretamente as paisagens de Rondônia. O pôr do Sol “abraçando” o rio Madeira, por exemplo, que fazia parte do dia a dia da população, passou a ser raras ou inexistentes.
O maior festival de artes integradas da Região Norte, o ‘Manaus Passo a Paço‘ deu início à edição de 2024 nesta quinta-feira (5). O evento recebe shows nacionais e reúne cultura e gastronomia amazônica à música.
Confira a programação completa:
PALCO MALCHER
DIA 5 17h30 – Jhon Veiga 18h25 – George Japa 19h20 – Luíza Sonza 20h50 – João Gomes 22h50 – Alok 00h50 – Luan Santana Nos intervalos – DJ Nairle
DIA 6 17h50 – 40 Graus de Amor 18h45 – Guto Lima 19h40 – Ases do Pagode 20h40 – Don Juan 22h10 – Pixote 23h40 – Manu Bahtidão Nos intervalos – DJ Noelle
DIA 7 18h – Uendel Pinheiro 19h30 – Chitãozinho e Xororó 21h30 – Titãs 23h10 – Wesley Safadão Nos intervalos – DJ Hayden
PALCO ALFÂNDEGA
DIA 5 18h – Oficial 80 18h55 – Casa de Caba 19h50 – Critical Age 21h – Pitty 22h45 – Capital Inicial 00h30 – Matuê Nos intervalos – DJ Juanzinho
DIA 6 18h – As Travas no Samba 18h55 – Kelton Piloto 19h50 – Jhony Jack Mesclado 20h50 – Tucumanos 23h – Lorena Simpson Nos intervalos – DJ Rani
DIA 7 20h50 – Templos + Izabelle Ribeiro 21h30 – Dallyson Fernandes + Joas Gadeli 22h10 – Aline Barros 23h20 – Som e Louvor Nos intervalos – DJ Emerson S, DJ JC e DJ Michilis
PALCO MANGUEIRÃO
DIA 5 17h30 – Las Mucuras 18h10 – Kaiza Marques 19h – Bororós 19h50 – Nunes Filho 20h40 – Aurora Boreal 21h30 – Jyou Guerra 22h20 – Prefixo 92 23h10 – Banda Bates 00h – Tome Xote 00h50 – Vanessa Auzier Nos intervalos – DJ Bibous
DIA 6 17h30 – Banda do Instituto PCD 18h30 – Anne Queiroz 19h – Daniel Trindade 19h50 – Marcia Novo 20h40 – Mikael 21h30 – Não Existe Saudade em Inglês 22h20 – Dennys Salvador 23h10 – Esssence 00h – Banda Uns e Outros Nos intervalos – DJ Fergadore
DIA 7 17h30 – Banda Impacto 18h10 – Thiago e Banda 19h – Grupo Calçada 19h50 – Banda Madalena 20h40 – Antônio Bahia 21h30 – Batuque Banzeiro 22h20 – Chora Cachorro 23h10 – Lúcio Flavio 00h – Audrey San Silver Nos intervalos – DJ Peter
PALCO CORETO
DIA 5 17h00 – Apresentações Indígenas 19h30 – Apresentador 19h40 – Bumbá Meu Bloco 20h20 – Vídeo Mapping Performático 20h50 – Marquinhos Negritude 21h40 – Moham Henrique 22h20 – Vídeo Mapping Performático 22h50 – Jean Cantor Nos intervalos – DJ Falcão
DIA 6 17h00 – Apresentações Indígenas 19h30 – Apresentador 19h40 – Síncope Tropical 20h20 – Vídeo Mapping Peformático 20h50 – Bruno Rroguez 21h40 – Jorge Dias 22h20 – Vídeo Mapping Performático 22h50 – Alê Borges Nos intervalos – DJ Frank Fera
DIA 7 17h00 – Apresentações Indígenas 19h30 – Apresentador 19h40 – Vitor França 20h20 – Vídeo Mapping Performático 20h50 – Trio Telengo Tengo 21h40 – Kallyandra Cunha 22h20 – Vídeo Mapping Performático 22H50 – Gabi Nobre Nos intervalos – DJ Peter
TEATRO DA INSTALAÇÃO
DIA 5 19h às 20h40 – Cabaré Chinelo 21h às 22h – Apresentações de Stund Up Comedy – Marcos Paiva, Valdo César, Papagaio, UGomes, Salém e Téo Júnior
DIA 6 19h às 19h45 – O Casamento da Filha de Mapinguari 20h30 às 22h – Apresentações de Stund Up Comedy – Marcos Paiva, Diego Nascimento, Thiago Ribeiro, Dann Dias, Beto Monteiro e Dunga Mesquita
DIA 7 18h às 18h50 – O Circo Chegou na Cidade 20h30 às 22h – Apresentações de Stund Up Comedy – Marcos Paiva, Manoel Eufrásio, Lucas Eduardo, Ricardo Mesquita e William Oliveira
PALCO PASSINHO (infantil)
DIAS 6 e 7 Apresentações de palhaços e artistas das 17h às 22h, com show de Patati e Patatá como atração principal do palco no dia 7
MUSEU DA CIDADE
Nos dias 5, 6 e 7 – Mapping Performático – Gandhi Tabosa – nos horários de 20h20 e também às 22h20 em todos os três dias
ESPAÇO URBANO
Apresentações de rap, reggae, rock, danças, K-Pop, cosplayers e batalhas de breaking dance adulto e infantil também fazem parte da programação do Espaço Urbano.
DIA 5 17h00 – DJ Carapanã (Abertura de Intervalos) 17h20 – Mestre Chico Bento – Roda de Capoeira 18h15 – Batalha – Eliminatórias 19h25 – 3ª Idade 100% Jovem 19h42 – Banda Leticia 20h27 – Alta Academy 20h45 – Zona Tribal 21h30 – Art Factory 22h15 – Lil Pavan 23h35 – Team Floor Kings Apresentador – João Junior
DIA 6 17h00 – DJ Lecons (Abertura e Intervalos) 17h10 – Mestre Budá – Roda de Capoeira 18h05 – Batalha – Semifinal 19h15 – Ritmo 3 Crew 19h50 – Lary Go & Strela 20h35 – Sonic Street Dance 21h00 – Conduta 092 21h45 – Artigo 5 22h30 – Jander Manauara 23h15 – DD Tankers Apresentador – Daryork
DIA 7 17h00 – DJ Tubarão – (Abertura e Intervalos) 17h10 – Movimento Mulheres em Conexão 18h05 – Batalha – Final 19h15 – Hunter 19h25 – Moonrise 19h35 – Dark Wings 19h55 – Banda Kyuubi 20h50 – Holograma 21h20 – Calcanha de Maracujá 22h15 – Heaven 22h25 – Synk 22h35 – Spelium 22h55 – Minas do Rap 00h05 – Resgate Urbano 00h15 – DJ Tubarão – Encerramento Apresentador – Maiko MD