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Matemática: Universidade de Roraima conquista segundo registro de computador emitido pelo INPI

Professora do curso de Licenciatura em Educação do Campo (LEDUCARR), Gladys Maria Bezerra de Souza, e o Técnico em Sistema de Computação e ex-aluno do Instituto Federal de Roraima (IFRR), Tiago Almeida dos Santos. Foto: Divulgação/UFRR

A Universidade Federal de Roraima (UFRR) conseguiu seu segundo registro de computador emitido pelo Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (INPI). O feito foi possível graças a um programa que identifica todos os números primos usando algoritmos matemáticos. O certificado foi recebido no dia 22 de outubro.

Os inventores são a professora do curso de Licenciatura em Educação do Campo (LEDUCARR), Gladys Maria Bezerra de Souza, e o Técnico em Sistema de Computação e ex-aluno do Instituto Federal de Roraima (IFRR), Tiago Almeida dos Santos.

A professora Gladys conta que o produto final do programa demandou anos de estudos. “Foi resultado de um longo tempo de espera. A ideia voltou quando retornei a estudar com 45 anos no curso de Licenciatura de Matemática na Universidade Estadual de Roraima (UERR). No terceiro para o quarto semestre, eu participei da 1ª Semana de Matemática da UFRR e ouvi uma palestra sobre criptografia que tem como base os números primos. Tive muita curiosidade a respeito. Por que os números primos são tão complexos de serem identificados?”, conta.

O programa é um aplicativo de celular desenvolvido para ser capaz de identificar todos os números primos dentro de um intervalo que pode ser determinado pelo usuário. Desta forma, o aplicativo utiliza de algoritmos matemáticos a partir de duas fórmulas criadas pela professora Gladys Souza enquanto que o processo de adaptar esses cálculos para programação e criação do aplicativo foi desenvolvido por Tiago Almeida dos Santos.

Elaborado por Tiago Santos, o programa possui uma interface intuitiva, sendo que com alguns cliques, o usuário pode obter uma lista completa de todos os números primos dentro do intervalo desejado. O objetivo é transformar o app em uma ferramenta valiosa para estudantes, pesquisadores e profissionais que trabalham com Matemática e Ciência de Dados.

“O projeto foi o meu primeiro em questões de aplicação de pesquisa e a Gladys veio com uma ideia inovadora em aplicabilidade de números primos. O que eu fiz foi colocar os cálculos dela em prática dentro de uma aplicação. Utilizei alguns métodos para adaptar as fórmulas dela para o contexto da programação. Posso dizer que todo o processo foi eficiente de forma até inesperada por nós mesmos, sem dúvida, uma experiência muito bacana”, destaca Santos.

Para conseguir o registro, o aplicativo também passou por testes, análises e fase de implementação. Os testes foram realizados com 20 alunos e professores de Matemática durante 20 dias. “As minhas fórmulas também foram analisadas por professores especializados e depois tivemos a fase de implementação do aplicativo. Desde o início vinha tentando fazer uma parceria buscando alguém para fazer a programação e encontrei o Tiago que estava finalizando a graduação no IFRR. Apesar de ele não ter feito seu trabalho final com esse programa, continuamos com a ideia e implementamos o app de fato”, afirma a docente.

Já Tiago destaca a parceria como importante para a conquista do registro pelo INPI. “A Gladys também trouxe a questão do registro e daí criamos o app, as documentações, foi uma conquista muito legal para gente. Sou desenvolvedor há mais de cinco anos e sempre crio coisas. Eu nunca tive algo que fosse uma patente minha também e gostaria que muitos da minha área tivessem a mesma oportunidade e até mesmo o incentivo. Essa participação colaborativa nossa em que Gladys tinhas as fórmulas e eu o conhecimento da programação foi relevante para essa conquista. A Matemática tem uma área muito ampla para ser estudada”, conclui Tiago.

O Coordenador do Núcleo de Inovação Tecnológica da UFRR (NIT/UFRR), Elton Bentes Neves, destaca que o “registro é fundamental para garantir a proteção legal de direitos autorais sobre programas de computador”. Desta forma, o produto garante proteção autoral e formaliza a UFRR como detentora dos direitos, ao impedir que terceiros usem ou distribuam o software sem autorização. O registro permite que a UFRR possa explorar comercialmente o software, negociar parcerias, transferências de tecnologia e garantir a segurança jurídica.

Além disso, conforme o Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT/UFRR), em instituições de ensino e pesquisa, como a UFRR, o desenvolvimento de softwares pode resultar em projetos inovadores que poderão ser repassados para a sociedade e também promover uma cultura de proteção intelectual. Esse fato incentiva professores, pesquisadores e estudantes a considerarem a propriedade intelectual como parte integrante do processo de desenvolvimento.

Buscando ajudar e democratizar o conhecimento da Matemática, os inventores destacam o aplicativo como um grande avanço e companheiro importante para os estudos da área. “O nosso app pode ser usado na educação básica por professores para que os alunos entendam como é o fenômeno de identificar os números primos e mostrar como eles são importantes no desenvolvimento da própria Matemática. Também pode ser usado a um nível superior da álgebra avançada e na teoria dos números”, analisam Gladys e Tiago.

Os interessados podem encontrar o programa em formato de aplicativo disponível gratuitamente na plataforma da Loja Google Play.

Relembre o primeiro registro da UFRR no INPI

O primeiro registro da titularidade de um programa de computador da UFRR no INPI foi com o aplicativo “Meu Software”, que busca facilitar a vida das pessoas interessadas em registrar programas de computador no Brasil. O app concentra em um único espaço informações sobre a importância, legislação, procedimentos e custos sobre o processo para pedido de depósito de registro de programa de computador junto ao INPI. A intenção é ajudar as pessoas a entenderem e a viabilizarem de maneira otimizada os seus registros.

O aplicativo foi produto tecnológico do trabalho de conclusão de curso do acadêmico e servidor da UFRR, José Alailson Sousa Pinho, na época aluno do Mestrado Profissional em Rede do Programa de Pós-graduação em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação (PROFNIT/UFRR).

*Com informações da UFRR

Com R$ 5,4 bilhões, BNDES e BID ampliarão financiamento a empresas na Amazônia

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Foto: André Telles/BNDES
 
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) obteve do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) a aprovação de um empréstimo de R$ 4,5 bilhões para facilitar o acesso ao crédito a micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) na Amazônia brasileira. É o Programa BID-BNDES de Acesso a Crédito para MPMEs e Pequenos Empreendedores (Pró-Amazônia), que prevê uma contrapartida de R$ 900 milhões do banco de fomento brasileiro e tem o potencial de beneficiar 16 mil empresas de menor porte.

A iniciativa busca fortalecer atividades produtivas sustentáveis que geram empregos e aumento da renda. O BNDES tem priorizado essa operação e avança nos processos internos para deliberação e na posterior ratificação legislativa.

As MPMEs são as maiores empregadoras do país, concentram a maioria das vagas oferecidas pelo mercado de trabalho brasileiro. Com mais de 75% da população residindo em cidades e 8 milhões de pessoas em situação de desemprego ou trabalho informal, o papel das companhias de menor porte é ainda mais crítico na Amazônia brasileira, onde elas enfrentam sérias restrições de acesso a financiamento de longo prazo.

“O futuro da Floresta Amazônica requer uma visão holística, que proteja a o meio ambiente e ofereça oportunidades econômicas sustentáveis para os habitantes da região. Essa abordagem é central no nosso programa Amazônia Sempre e baliza esta parceria com o BNDES para beneficiar mais de 16 mil micro, pequenas e médias empresas amazônicas”, disse Ilan Goldfajn, presidente do BID.

Para ampliar o impacto em temas-chave para o desenvolvimento sustentável da região, o programa define metas específicas de alocação de recursos para empresas de mulheres (30%), investimentos climáticos que promovam a adoção de práticas de agricultura de baixo carbono (20%) e distribuição geográfica (70%) em munícipios com IDH abaixo da média nacional. O compromisso ambiental do programa será reforçado com uma política de desmatamento zero, que exclui créditos com alertas ativos de desmatamento e realizando o monitoramento georreferenciado do uso da terra das áreas beneficiadas.

O BNDES é parceiro-chave do BID na oferta de serviços financeiros e não financeiros adaptados às necessidades de desenvolvimento e superação barreiras de acesso a crédito das MPMES, graças à sua experiência e relação estreita com essas entidades.  Com o empréstimo de longo prazo do banco multilateral, o BNDES ampliará sua capacidade de oferta de crédito com um enfoque multissetorial e operações indiretas realizadas por meio de agentes financeiros credenciados.

O modelo de crédito indireto do BNDES contribui para desconcentrar e dinamizar o setor bancário, com o potencial de mobilizar recursos adicionais do setor privado para atividades elegíveis do programa por meio destas instituições financeiras. O empréstimo do BID tem prazo de amortização de 25 anos, 5,5 anos de carência e uma taxa de juros baseada na SOFR, a taxa referencial para empréstimos calculada pelo Federal Reserve (FED) de Nova York.

Pará perde Mestre Laurentino; artista completaria 99 anos em janeiro de 2025

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Foto: Reprodução/Instagram-mestrelaurentino

João Laurentino da Silva, conhecido como Mestre Laurentino, foi sepultado na tarde deste domingo (22), no cemitério São Jorge, no bairro da Marambaia, em Belém (PA). Natural da cidade de Ponta de Pedras, na Ilha do Marajó, ele era conhecido como o roqueiro mais antigo do Brasil e faleceu nesse sábado (21), de causas naturais. Mestre Laurentino tinha 98 anos e completaria 99 anos no próximo dia 1º de janeiro. 

O marajoara cresceu na capital paraense onde formou família se tornando pai de 27 filhos. Durante sua longa trajetória, o artista desenvolveu seus talentos de maneira autodidata: ele adorava ouvir rádio e, influenciado pelo ritmo do jazz, aprendeu a tocar sozinho, no quintal de casa.

Em suas pesquisas e experimentações, Laurentino gravou  centenas de fitas com diversos sons da natureza que o cercava: uivos de cachorros, o cacarejar de galinhas, o sons emitidos por papagaios e muitos outros. Ele incorporava posteriormente o som de sua  inseparável gaita para construir uma sonoridade própria, que ia para muito além do rock pelo qual era conhecido popularmente. Em paralelo a música, trabalhou em dezenas de funções como boxeador, ajudante de pedreiro e mecânico de aviação ao longo de sua vida quase centenária.

Seu talento só foi descoberto pelo grande público em 2014, quando gravou seu primeiro CD, “Laurentino e os Cascudos”. O sucesso, ainda que tardio, lhe rendeu reconhecimento de público e crítica, com participações em festivais e músicas gravadas por personalidades da MPB como Tom Zé e Otto; Gilberto Gil e a banda pernambucana Mundo Livre S/A, que incluíram no seu repertório a composição do Mestre chamada “Lourinha Americana”.

O Governo do Estado do Pará decretou luto oficial pela morte de Mestre Laurentino.

*Com informações da Radio Agência Nacional

IBGE divulga que Brasil tem mais de 8,5 mil localidades indígenas

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População indígena está distribuída em 4.833 municípios brasileiros e corresponde a 0,83% da população total do país. Foto: Estevam Rafael/Audiovisual/PR

Dados do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados no dia 19 de dezembro, indicam que há 1,69 milhão de indígenas no país, distribuídos em 4.833 municípios, o que corresponde a 0,83% da população total do país. Entre 2010 e 2022, a população indígena aumentou 88,96%.

O estudo mostra que existiam 8.568 localidades indígenas em 2022, identificadas em todos os estados e no Distrito Federal. A maioria (71,55% ou 6.130) estava em terras indígenas declaradas, homologadas, regularizadas ou encaminhadas como reservas na data de referência do Censo, enquanto 2.438 (28,45%) encontravam-se fora dessas áreas. A região Norte (60,20%) concentrava a maior parcela das localidades indígenas. Isso equivale a 44,47% da população indígena do país.

O segundo lugar no ranking regional ficou com o Nordeste, onde havia 1.764 localidades (20,59%), seguido por Centro-Oeste, com 1.102 localidades (12,86%), Sul, com 308 localidades (3,59%), e Sudeste, onde existiam 236 localidades (2,75%).

Por região

O percentual mais expressivo de localidades fora de terras indígenas foi registrado na região Sul, onde 146 (47%) das 308 localidades enquadravam-se nessa situação. No Rio Grande do Sul, o índice alcançou 58,93%. O Nordeste alcançou 39% do total de localidades fora de terras indígenas e, com exceção do Maranhão e da Paraíba, todos os estados apresentaram mais da metade das localidades fora de terras indígenas. Em números absolutos, as maiores quantidades de localidades indígenas fora de terras indígenas estavam no Amazonas, com 1.078 (41,93%), em Pernambuco, com 237 (56,97%), no Pará, com 187 (21,52%), no Ceará, com 159 (79,50%), e na Bahia, com 138 (68,32%).

Características

Em 2022, 53,97% da população indígena, ou 914.746 pessoas, está em situação urbana (vive nas cidades) e 46% em situação rural (780.090 pessoas). Quando comparado a 2010, 36,22% vivia em situação urbana e 63,78% em situação rural. Os maiores percentuais de indígenas residindo em áreas urbanas em 2022 foram observados em Goiás (95,52%), Rio de Janeiro (94,59%) e Distrito Federal (91,84%). Por outro lado, os estados com maiores proporções de pessoas indígenas residindo em áreas rurais em 2022 foram Mato Grosso (82,66%), Maranhão (79,54%) e Tocantins (79,05%). No Amazonas, 59 (95,16%) dos 62 municípios que abrigam 28,44% da população indígena do país tiveram perda de percentual da população indígena em áreas rurais. Cenário semelhante de perdas de população indígena em áreas rurais ocorreu em Roraima (11 dos 15 municípios) e no Acre (15 dos 22 municípios).

Analfabetismo em queda

De 2010 para 2020, a taxa de analfabetismo da população indígena recuou de 23,40% para 15%, segundo dados do Censo 2022. Entre os indígenas vivendo em áreas rurais, a taxa de analfabetismo caiu de 32,16% para 20,80%. Para os de áreas urbanas, a taxa recuou de 12,29% para 10,86%. Dentro das terras indígenas, a taxa de analfabetismo recuou de 32,30% para 20,80%, de 2010 para 2022. No mesmo período, a taxa de analfabetismo da média da população do país recuou de 9,62% para 7%.

Saneamento

No Brasil, 97,28% da população urbana residia em domicílios conectados à rede geral de abastecimento de água ou a poço, fonte, nascente ou mina canalizada até dentro do domicílio. Entre os indígenas em áreas urbanas e fora das terras indígenas, esse percentual era de 89,92%. Ou seja, 13,3% da população indígena residindo em áreas urbanas e fora de terras indígenas tinha acesso a água em condições de maior precariedade, enquanto para a média da população urbana o percentual era 2,72%. Em relação ao esgotamento sanitário, cerca de 83,05% da população urbana do país reside em domicílios conectados à rede geral ou pluvial de esgoto, ou com fossa séptica ou fossa filtro.

Em contrapartida, 59,24% da população indígena em áreas urbanas e fora das terras indígenas tinham acesso a esse tipo de saneamento básico em 2022. “Povos tradicionais residindo em territórios remotos não poderiam apresentar os mesmos percentuais de acesso ao saneamento que a média da população do país. No entanto, o Censo 2022 mostra que, mesmo em áreas urbanas, a população indígena tem menor acesso aos serviços de saneamento que o conjunto da população do país”, destacou Marta Antunes, coordenadora do Censo de Povos e Comunidades Tradicionais do IBGE.

Predominância feminina

A razão de sexo da população indígenas mostra que, dentro de terras indígenas, havia 104,9 homens para cada cem mulheres. Nas terras indígenas em áreas urbanas, havia 101,55 homens para cada cem mulheres. Nas terras indígenas em áreas rurais, havia 105,33 para cada cem mulheres. Além disso, em áreas rurais fora de terras indígenas, havia 106,65 homens para cada cem mulheres. No entanto, em áreas urbanas fora de terras indígenas, havia 89,37 homens para cada cem mulheres.

*Com informações da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

Projetos de inovação em Engenharia Civil e Agronomia de Roraima são aprovados pelo CNPq

Foto: Reprodução/UFRR

Dois projetos coordenados por professoras da Universidade Federal de Roraima (UFRR) foram aprovados em edital lançado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em conjunto com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

A chamada nº 19/2024 intitulada ‘Centros avançados em áreas estratégicas para o desenvolvimento sustentável da região amazônica – Pró-Amazônia’ possui o objetivo de apoiar projetos de pesquisa em rede que visem contribuir para o desenvolvimento científico, tecnológico e a inovação dentro da região da Amazônia Legal de forma sustentável, incluindo também projetos de inovação social.

Para tanto, os projetos devem contemplar temas e áreas estratégicas, como recuperação dos ecossistemas amazônicos, biotecnologia, geração de energia renovável, sistemas alimentares sustentáveis, adaptação e mitigação a mudança climática, educação, cultura, povos e saberes tradicionais, entre outros.

Pela UFRR, os projetos contemplados foram da professora do departamento de Engenharia Civil, Mariana Chrusciak que garantiu R$ 4.076.540 e da professora do curso de Agronomia e Programa de Pós-graduação em Agronomia, Kedma da Silva Matos que conseguiu financiamento de R$ 2.391.976.

A professora Mariana, responsável pelo projeto que cria uma rede de pesquisas que envolvem a UFRR, o Instituto Federal do Tocantins (IFTO), Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), além da Newcastle University, conta que o intuito é produzir conhecimento sobre o solo da região.

Mariana é coordenadora geral e local, em Boa Vista. Além dela, integram o projeto os professores e pesquisadores da UFRR, Alex Bortolon de Matos, Franciele Oliveira Campos da Rocha e Thais Oliveira Almeida. Da UFMA faz parte a professora Mayssa Alves da Silva Sousa, do IFTO o professor Flavio da Silva Ornelas, da UFAM o professor Matheus Pena da Silva e Silva e da Newcastle University da Inglaterra, a professora Bruna de Carvalho Lopes.

Já a segunda aprovação na chamada do edital foi com o projeto intitulado “Bioprospecção e caracterização da diversidade microbiana de plantas nativas visando práticas agrícolas sustentáveis para a Amazônia Setentrional”. A pesquisa da professora Kedma Matos trabalha com plantas nativas, como o camu-camu, araçá-boi e caimbé.

O objetivo é bioprospectar (procurar por organismos vivos) e caracterizar microrganismos associados a essas plantas nativas da Amazônia Setentrional que possuem capacidade de promoção do crescimento vegetal e controle biológico de patógenos (organismos capazes de causar doenças em um hospedeiro) em culturas de interesse econômico. “O intuito é desenvolver inoculantes microbianos sustentáveis e eficientes contribuindo para a agricultura de baixo impacto ambiental e para a conservação da biodiversidade microbiana da região”, destaca a professora.

Desta forma, o projeto é focado nestas espécies nativas pouco estudadas, o que contribui para alavancar inovações na agricultura tropical sustentável. “Isso se alinha com as demandas globais por práticas agrícolas ecologicamente responsáveis. Nossa iniciativa posiciona a região amazônica na vanguarda da pesquisa em microbiologia agrícola tropical, prometendo impactos significativos na conservação da biodiversidade, no desenvolvimento econômico sustentável e na valorização dos recursos genéticos da Amazônia”, conta Kedma.

O projeto de pesquisa também é realizado por meio de uma ação multi-institucional envolvendo professores, técnicos, alunos e pesquisadores na execução das suas etapas. Neste caso, a parceria da UFRR ocorre com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Centro de Pesquisa Agroflorestal da Amazônia Ocidental, Manaus – AM e Centro Nacional de Pesquisa de Florestas, Colombo – PR), a Universidade Estadual de Roraima (UERR), o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO), a Universidade Federal de Viçosa (UFV), além do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e o Instituto de Investigaciones de la Amazonía Peruana (IIPA) em Iquitos no Peru.

Para as professoras, a aprovação na chamada do CNPq é uma chance de viabilizar financeiramente os projetos e trazer benefícios para a pesquisa produzida na UFRR e em Roraima. “Buscamos construir um centro de pesquisa e vamos interligar uma rede com universidades do Tocantins, Amazonas, Maranhão e até de fora do País. Com o investimento, vamos comprar equipamento para as universidades que fazem parte dessa rede, sendo que o principal beneficiário é a UFRR”, afirma Mariana.

Aprovação em outro edital do CNPq é estímulo à participação de meninas e mulheres nas Engenharias

A professora Mariana Chrusciak também teve o projeto “Conversas entre meninas e engenheiras: construindo redes” aprovado no edital do CNPq nº 31/2023 – Meninas nas ciências exatas, engenharias e computação”.

O objetivo é estimular o ingresso, formação, permanência e ascensão de meninas e mulheres nas engenharias por meio da organização de uma rede colaborativa de instituições acadêmicas e não acadêmicas. Conforme a professora, o projeto prevê ações de formação, grupos de estudo, sensibilização sobre políticas públicas de igualdade de gênero, acompanhamento de egressas, entre outras, atuando em uma rede que envolve quatro estados e o Distrito Federal somando seis instituições de ensino superior (IES) e cinco escolas de ensino fundamental e médio (EFEM).

Participam do projeto as unidades voltadas para o ensino de Engenharias da Universidade Federal de Goiás (UFG), Universidade Federal do Piauí (UFPI), Universidade de Brasília (UFB/UNB), Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (UNIFESSPA) e UFRR compondo uma coordenação em rede nacional. A atuação ocorrerá no Colégio Estadual Nazir Safatle em Goiânia (GO), Casa de Educação Popular em Marabá (PA), Escola Municipal Joca Vieira em Teresina (PI), Colégio de Educação Fundamental – CEP 120 Samambaia em Brasília (DF) e Colégio de Aplicação da UFRR.

O projeto receberá R$ 1.186.440 durante três anos (2024-2027) para pagamento de custeio e 63 bolsas em várias modalidades.

*Com informações da UFRR

Árvore amazônica, Samaúma é escolhida como logomarca do Brics Brasil

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Foto: Divulgação

“Guardiã da floresta”, “mãe das árvores”, “escada do céu”. Estas são algumas formas populares de referência à Samaúma (Ceiba pentandra) que, podendo chegar a 60 metros de altura e dois metros de diâmetro, é uma gigante da Amazônia. Em uma proposta visual que, dentre tantos outros aspectos, busca traduzir a grandiosidade diplomática, socioeconômica e política do BRICS, é esta árvore que inspira a construção da logomarca da presidência brasileira do fórum em 2025.

Leia também: Portal Amazônia responde: Sumaúma ou Samaúma?

Não há como pensar no Brasil sem pensar na Amazônia, e a Samaúma, profundamente respeitada pelas comunidades indígenas da floresta, carrega significados alinhados a valores centrais do Brics. Enquanto a copa da árvore, aberta e horizontal, que protege outras espécies da flora, simboliza proteção e inclusão, as sapopemas, raízes vigorosas e visíveis que sustentam a árvore, simbolizam a força da união entre as partes.

Já a capacidade da Sumaúma de retirar água das profundezas do solo, mesmo em tempo de seca, e compartilhá-la com outras plantas, simboliza a cooperação e o desenvolvimento compartilhado. As sapopemas também são usadas para comunicação na floresta. A estrutura de maneira combinada à quantidade de água acumulada no tronco, uma vez golpeada, propicia um som que ecoa por longas distâncias, o que evoca a ideia de conexão e diálogo.

No início do ano, o presidente Lula plantou duas mudas da árvore na residência oficial , o Palácio da Alvorada, destacando o tamanho que a Samaúma pode chegar.

Uma identidade plural

Depois de receber o G20, e 15 anos após a primeira cúpula do Brics no Brasil, o único país do continente americano a ser membro do grupo reassume o comando do Brics em 2025, ano que marca a expansão dos países-membros e abertura de portas para países parceiros. Assim, a inspiração na Ceiba pentandra busca comunicar também esta diversidade, ao ser encontrada em outros países da América e na África Ocidental. As cores oficiais para as manifestações gráficas são inspiradas nas cores das bandeiras dos países-membros.

Uso da marca

A marca possui uma licença de uso livre (Creative Commons CC BY-NC-SA) e pode ser aplicada em materiais impressos e digitais que vierem a ser produzidos – sites, redes sociais dos governos e da sociedade civil, outdoors, brindes de eventos e outros sem solicitação prévia de uso, desde que respeitado o manual da marca, que pode ser acessado aqui.

A licença de uso da marca permite a remixagem, adaptação e cocriação a partir da marca original para fins não comerciais, desde que atribuam ao governo federal o devido crédito e que licenciem as novas criações sob termos idênticos.

*Com informações da Secretaria de Comunicação do Governo Federal

Dossiê “Amazônia contra o Antropoceno” aborda sociodiversidade da região

Luar na casa comunal Wai Wai. Comunidade Katual TI Trombetas Mapuera, Roraima. Foto: Claide Moraes

O Instituto de Estudos Avançados (IEA) da Universidade de São Paulo (USP) publicou o dossiê Amazônia contra o Antropoceno”, organizado pelos professores Claide de Paula Moraes e Miguel Aparicio, ambos do Instituto de Ciências da Sociedade (ICS) da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa).

Na publicação constam nove artigos de arqueólogos, antropólogos e ecólogos, indígenas e não indígenas, entre eles, docentes pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Arqueologia e Antropologia (PPGAA) da Ufopa.

Para eles, as visões convencionais sobre a Amazônia têm dado uma especial relevância às características de sua biodiversidade. Com menor frequência é reconhecido o destaque da sua sociodiversidade, componente fundamental na configuração da Amazônia e, nas últimas décadas, tão ameaçada quanto a biodiversidade.

Os impactos sobre as florestas da Amazônia incidem também, em grande escala, sobre as formas de vida humana que modelaram suas paisagens. Com todo o avanço predatório sobre seus sete milhões de quilômetros quadrados, no século XXI, a Amazônia continua sendo o lar de uma ampla diversidade de povos indígenas, falantes de cerca de 180 línguas, além de inúmeras populações tradicionais que se estabeleceram na região em períodos mais recentes.

“A partir da perspectiva da Arqueologia, da Antropologia e da Ecologia queremos trazer para o debate o que os pelo menos 12 mil anos de história humana na Amazônia mostram sobre uma convivência com o ambiente que imprimiu marcas profundas nas paisagens. Frente a um viés homogeneizante no debate do Antropoceno, pretendemos destacar os impactos positivos para a manutenção da biodiversidade promovidos pelas populações indígenas e tradicionais da Amazônia, num movimento divergente e resistente aos modelos próprios da invasão colonial, em contínuo processo de avanço”, alertam.

Para concluir, os pesquisadores esclarecem os seus objetivos:

*Com informações da Ufopa

IBGE informa que mais de 60% dos indígenas do Amazonas moram em cidades

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Mais de 60% dos indígenas do AM moram em cidades, aponta IBGE. Foto: Janailton Falcão/FAS

Cerca de 62% dos indígenas no Amazonas moram em cidades. É o que aponta uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada no dia 19 de dezembro. O recorte ainda é do Censo realizado em 2022, pelo órgão.

Segundo o IBGE, a população indígena total, em 2022, foi de 490.935 pessoas, sendo que 62,3% vive em áreas urbanas (305.866) e 37,7% em áreas rurais (185.069).

Já em relação ao número de indígenas que moram em terras indígenas, esses são 149.080 (30,4% do total indígena). Desses, 22,2% vivem em áreas urbanas (33.070), enquanto a maioria (77,8%) permanece em áreas rurais (116.010).

Fora de terras indígenas, o IBGE aponta que a população é majoritariamente urbana, com 341.855 indivíduos (69,6% do total indígena).

O Censo também aponta que, os cinco municípios do Amazonas com maior população indígena nas cidades foram:

  1. Manaus: 69.747 indígenas;
  2. Tabatinga: 26.091 indígenas;
  3. São Paulo de Olivença: 18.265 indígenas;
  4. Tefé: 15.544 indígenas; e
  5. Santo Antônio do Içá: 13.863 indígenas,

Já em áreas rurais, destacaram-se São Gabriel da Cachoeira (24.913), Maués (8.092), Tabatinga (8.406), São Paulo de Olivença (8.354) e Santo Antônio do Içá (5.019), mostrando forte presença em territórios rurais.

Manaus continua sendo a cidade mais indígena do Amazonas

A pesquisa também apontou que Manaus é a cidade com o maior número de indígenas no Amazonas. Segundo o Censo, são 71.691 indígenas que, segundo o órgão “demonstra o impacto da urbanização e da migração em busca de oportunidades”.

A lista também contempla:

  • São Gabriel da Cachoeira, com 48.256 indígenas, destaca-se como um dos principais polos culturais e tradicionais indígenas;
  • Tabatinga, com 34.497, representando a influência das comunidades indígenas na região de tríplice fronteira;
  • São Paulo de Olivença (26.619) e Autazes (20.447) evidenciam a relevância indígena em áreas mais interioranas.
  • Tefé (20.394), Santo Antônio do Içá (18.882), Benjamin Constant (17.811), Barcelos (14.178) e Santa Isabel do Rio Negro (13.622) completam a lista, mostrando a ampla presença indígena nas regiões do médio e alto Rio Negro e do Solimões, que preservam tradições e enfrentam desafios em infraestrutura e serviços públicos, como saúde e educação.

Pesquisa de Roraima ganha prêmio máximo em congresso internacional de química

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Foto: Pablo Felippe/Coordcom/UFRR

A pesquisa Determining the content of paracetamol using machine learning with the use of a smartphone‘, realizada por meio de uma parceria entre Universidade Federal de Roraima (UFRR) e o Instituto Federal de Roraima (IFRR), recebeu a premiação de melhor pôster na categoria Quimiometria no 9º Congresso Ibero Americano de Química Analítica (Ciaqa), ocorrido em Belém em setembro deste ano.

A pesquisa trata da quantificação de paracetamol usando a inteligência artificial com o uso de um smartphone. Participaram da elaboração do estudo o grupo de pesquisa em Quimiometria do Extremo Norte da Amazônia junto com integrantes do Departamento de Química e da Escola Agrotécnica da Universidade Federal de Roraima (UFRR), além de docentes do Instituto Federal de Roraima (IFRR).

O estudo é realizado dentro de uma área da química chamada de Quimiometria que se concentra em auxiliar no entendimento de dados que são oriundos de análises químicas facilitando o planejamento e o desenvolvimento de métodos e modelos estatísticos voltados para diversas aplicações.

Conforme explica o professor do curso de química da UFRR, Francisco dos Santos Panero, os pesquisadores buscaram a quantificação de paracetamol nas formulações farmacêuticas utilizando para isso imagens digitais adquiridas com um smartphone e uma técnica de inteligência artificial. 

Foto: Pablo Felippe/Coordcom/UFRR

A professora da UFRR, Mirla Janaina Augusta Cidade, que representou o grupo de pesquisa no congresso apresentando o pôster, destaca que o método de medição utilizado no estudo é realizado de modo simples, porém bastante eficaz. 

“A técnica envolve uma reação química que muda a cor da solução, capturada pelo celular com o app PhotoMetrix-Pro®. Usando essas imagens, o estudo consegue determinar a concentração de paracetamol de forma precisa e acessível”, explica.

Além da aluna Sara Rocha e dos professores Francisco Panero e Mirla Cidade, também participaram da pesquisa o professor da Eagro/UFRR, Wilson Botelho Nascimento Filho, a aluna do curso de química, Rosana Ferreira de Sousa e o professor do IFRR, Pedro dos Santos Panero.

Com uma pesquisa envolvendo a parceria entre duas instituições públicas federais, para Mirla esse tipo de união é fundamental e o resultado positivo demonstra a importância e a qualidade da ciência roraimense.

Foto: Pablo Felippe/Coordcom/UFRR

Um dos participantes fundamentais para a aprovação da pesquisa, o professor Wilson Botelho também destaca a satisfação em receber a premiação e a qualidade das pesquisas realizadas na Amazônia.

“Nesse evento tínhamos diversas instituições e de todas as regiões do Brasil. É um reconhecimento para nós como professores e pesquisadores e mostra que aqui no extremo norte, na Amazônia roraimense, conseguimos desenvolver trabalhos de ponta que podem ser tão importantes quanto os trabalhos de outras instituições espalhadas pelo nosso país, instituições essas consolidadas no cenário nacional e internacional. Isso motiva a continuar nesse caminho e chegar a um ponto que seremos reconhecidos por nossas contribuições na pesquisa brasileira e quem sabe futuramente no cenário internacional”, afirma Wilson.

UFRR terá representante como embaixador do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (Cnpem)

Foto: Arquivo Pessoal/Gabriel Zazeri

A Universidade Federal de Roraima terá um representante como embaixador do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (Cnpem). Nesta primeira edição do Programa Embaixadores do Centro, o professor escolhido foi Gabriel Zazeri, do departamento de Física que será um dos 28 embaixadores espalhados pelo Brasil.

O Programa Embaixadores do Cnpem é uma iniciativa que tem o objetivo de expandir o alcance da ciência e tecnologia pelo país incentivando o engajamento de pesquisadores com áreas de pesquisa que necessitam de alta resolução dentro das Ciências Exatas e da Terra, Engenharias e Ciências Biológicas.

A primeira edição do programa foi voltada apenas para profissionais que atuam nas regiões Norte e Nordeste também com o intuito de fortalecer ações de capacitação e divulgação do centro de pesquisa na região. A aproximação também busca trazer pesquisadores e estudantes para utilização dos laboratórios e estruturas de referência do centro.

Conforme destaca o professor Gabriel Zazeri, o objetivo do embaixador é divulgar o papel desses laboratórios e do Sirius na busca por conectar a sociedade científica aos avanços tecnológicos e científicos feitos no CNPEM, além de promover o acesso a oportunidades e conhecimentos que visam beneficiar a comunidade científica e a sociedade em geral.

*Com informações da UFRR

Parque da Cidade, em Belém, terá mais de 2,5 mil árvores

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Foto: Bruno Cecim/Agência Pará

Com mais de 60% do paisagismo finalizado, as obras do Parque da Cidade avançam em ritmo acelerado em Belém. O Parque, que será o palco da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP 30, no Pará em 2025, já tem mais de 1.300 árvores plantadas, das 2.500 previstas para serem entregues na primeira fase da obra, em novembro de 2025.

Dessas 1.300 árvores que já compõem o paisagismo do Parque, 190 foram transplantadas. O processo prima pela sustentabilidade, como explica a engenheira florestal responsável pela execução do projeto, Regina Meireles. “Podemos dizer que o transplante de árvores adultas é uma técnica de sustentabilidade, pois estamos ‘mudando o endereço’ de uma árvore”, explica.

O transplante segue etapas criteriosas. Primeiro, avalia-se a viabilidade da árvore para ser removida. Em seguida, realiza-se a sangria, cortando 50% das raízes para estimular sua conservação, ao mesmo tempo que a folhagem é podada para reduzir o estresse da planta. Depois, corta-se o restante das raízes e a base da árvore é envolvida com terra nutritiva, preparando-a para o transporte.

No novo local, o plantio ocorre em um “berço” adequado, com irrigação abundante e adubação química e orgânica para garantir a nutrição da árvore. Após o plantio, monitora-se o rebrotamento das folhas e realiza-se manejos como poda e adubações, quando necessário. “O acompanhamento continua com medições regulares para avaliar o crescimento e a recuperação da árvore”, completa Regina.

Floresta na cidade

Entre as espécies plantadas, está a samaumeira, espécie emblemática da Amazônia e de Belém. Mas não só ela: também seringueiras, pau-preto, pau-ferro, pau-mulato, sibipiruna, jatobá, ipê, pau-brasil, mamorana, jambo, mangueira, andiroba, copaíba, cedro, açaí, jerivá, bacaba, flamboyant e diversas outras. São mais de 100 espécies.

Margareth Maroto, idealizadora do projeto de paisagismo, explica que o conceito foi trazer a floresta amazônica para a cidade. “O paisagismo foi inspirado na vegetação do bioma da Amazônia. Quisemos valorizar e perpetuar as espécies regionais, com todo o espaço remetendo à região amazônica. A ideia foi replicar uma floresta dentro do parque, e essa elaboração aconteceu em três anos”, conta.

Cronograma

Ursula Vidal, titular da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), pasta que gerencia e fiscaliza as obras do Parque, garante que o projeto é um compromisso de legado para Belém e todo o Pará. “Estamos falando em uma área paisagística grandiosa, com um investimento de mais de 50 milhões, um dos maiores do Brasil em paisagismo adulto”, destaca a secretária.

Ela também ressalta que as obras estão dentro do cronograma estipulado.

Porto Futuro

Além do Parque da Cidade, o Porto Futuro II, localizado no bairro do Reduto, é mais uma obra que ficará para os moradores da capital como um dos legados da COP 30, e que também segue dentro do cronograma exigido. A obra avançou 61%, com etapas concluídas, como é o caso das revitalizações das praças Pedro Teixeira e Barão de Mauá.

O complexo abrigará um Centro Gastronômico, um Parque de Inovação e Bioeconomia e a Caixa Cultural, a primeira da Região Norte, além do Museu das Amazônias. Haverá ainda uma espaço de convivência interno com playground, quiosques e fonte de água interativa. A entrega do equipamento também está prevista para novembro de 2025.

*Com informações da Agência Pará