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Museu do Seringal fecha por conta da seca do Rio Negro em Manaus

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Foto: Divulgação/SEC AM

A seca severa que afeta o Amazonas vai fechar temporariamente, a partir de segunda-feira (16), o Museu do Seringal, localizado no Rio Negro, região ribeirinha de Manaus (AM). O acesso ao local acontece exclusivamente por rio, segundo o governo do estado.

O Amazonas vive um caos ambiental, potencializado pelas queimadas e pela estiagem severa. Nesta semana, a prefeitura de Manaus decretou situação de emergência pelos próximos 180 dias por conta da seca do Rio Negro – que banha a capital – e, que atingiu, na sexta-feira (13), a cota de 16,75 metros.

Situado no igarapé São João, afluente do igarapé do Tarumã Mirim, o Museu do Seringal Vila Paraíso tem seu acesso comprometido, em virtude do nível muito baixo dos rios.

Segundo o Governo do Amazonas, atualmente, os visitantes estão realizando o desembarque em um porto provisório, tendo que percorrer aproximadamente um quilômetro para chegar ao museu, o que se constitui em uma caminhada muito mais longa do que de costume, levando cerca de 20 a 30 minutos.

De acordo com a diretora, os turistas que visitam o museu atualmente estão sendo obrigados a passar por uma trilha provisoriamente sinalizada, três pontes de madeira provisórias, subindo e descendo barrancos, além de ficarem expostos ao aparecimento de animais peçonhentos como aranhas, escorpiões e cobras.

A diretora ressalta ainda que os visitantes ficam expostos por estarem fora do perímetro de vigilância do espaço, e que, em caso de qualquer intercorrência com animal peçonhento, por exemplo, o transporte da vítima até um local onde possa ser realizado o socorro também fica prejudicado.

O fechamento provisório do museu tem duração indeterminada, “O equipamento cultural ficará fechado para visitação até o tempo que ocorra a elevação do nível das águas dos rios, assim retornando o funcionamento normal do espaço”, afirma Aline Santana.

O museu

O Museu do Seringal Vila Paraíso, localizado no Igarapé São João, na área rural de Manaus, foi inaugurado no dia 16 de agosto de 2002. O espaço reproduz um seringal do final do século 19 e início do século 20, época do ciclo da borracha e período de grande ascensão econômica do Amazonas.

As instalações originalmente foram usadas como locações para as filmagens do filme “A Selva”, do diretor português Leonel Vieira, que adaptou o livro de mesmo nome do escritor português Ferreira Castro.

*Com informações da Rede Amazônica AM

Mais de 900 focos de queimadas são registrados no Amazonas em apenas um dia

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Foto: Alexandro Pereira/Rede Amazônica AM

O Amazonas registrou 930 focos de queimadas no dia 12 de setembro, segundo dados da plataforma BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O número é referente aos focos identificados na data e mostra um aumento expressivo em relação a média registrada no mês até então.

A marca fez com que o Amazonas fosse o segundo estado com mais focos de queimadas no dia em todo o Brasil, atrás apenas do Mato Grosso, que lidera o ranking com 974 focos.

Todos os 62 municípios do Amazonas foram declarados em estado de emergência devido à seca severa e às queimadas que afetam o estado este ano.

Até quarta-feira (11), o estado mantinha uma média de 238 focos por dia em setembro deste ano. O número registrado na quinta-feira (12) representa um aumento de 290,7% comparado a média do mês. Ao todo, já são 3.550 focos de queimada nos últimos 12 dias.

Focos de queimadas no Amazonas em setembro de 2024:

🔥1 de setembro: 261 focos
🔥2 de setembro: 540 focos
🔥3 de setembro: 269 focos
🔥4 de setembro: 142 focos
🔥5 de setembro: 282 focos
🔥6 de setembro: 76 focos
🔥7 de setembro: 376 focos
🔥8 de setembro: 139 focos
🔥9 de setembro: 149 focos
🔥10 de setembro: 338 focos
🔥11 de setembro: 187 focos
🔥12 de setembro: 930 focos

Queimadas crescem no estado

Amazonas enfrenta um aumento significativo nas queimadas, que têm provocado novas ondas de fumaça. Em agosto, foram registrados mais de 7 mil focos de calor no estado, contra 4 mil no mesmo mês em 2023. Em julho, o estado alcançou o maior número de queimadas dos últimos 26 anos.

Apenas em agosto, um incêndio atingiu uma área de mata próximo a um estaleiro no município de Manacapuru e quase atingiu embarcações que estavam atracadas no local. Em Boca do Acre, o fogo das queimadas quase alcançou uma área residencial e em Apuí, um incêndio de grande proporção atingiu uma área de pasto.

Os principais focos de calor estão localizados na região sul do Amazonas, onde há uma significativa presença da pecuária. O Corpo de Bombeiros destaca que muitos incêndios em áreas de vegetação são causados por ação humana.

Os efeitos das queimadas também foram sentidos pela população – houve fumaça no sul do estado e em Manaus uma densa “neblina” de fumaça encobriu a cidade por quatro dias. A fumaça resultante dos incêndios chegou até a Região Sul do país.

*Por Juan Gabriel, da Rede Amazônia AM

Comissão do Senado reconhece Festa do Sairé como manifestação da cultura nacional

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Foto: Reprodução/Iphan

A Festa do Sairé, realizada em setembro no distrito de Alter do Chão, no município de Santarém (PA), será reconhecida como manifestação da cultura nacional. Projeto com essa finalidade foi aprovado no início de setembro na Comissão de Educação (CE). Da Câmara dos Deputados, o PL 1.765/2024 recebeu parecer favorável do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) e, caso não haja recurso para votação em Plenário, segue para sanção.

Leia também: Sairé ou Çairé: qual é a grafia certa da famosa festa de Alter do Chão?

Conforme explicou Zequinha Marinho, a Festa do Sairé, que remonta ao século 17, começou como um ritual indígena e foi adaptada pelos jesuítas para facilitar a catequização, incorporando ao longo do tempo elementos das culturas africanas e dos caboclos. 

O lado religioso é marcado por procissões, missas e atividades católicas que atraem centenas de fiéis, enquanto o lado cultural é representado pelo Festival dos Botos. Essa festa folclórica envolve uma disputa entre os grupos Boto Tucuxi e Boto Cor-de-Rosa, que encenam a lenda amazônica do boto, um golfinho de água doce que se transforma em um jovem sedutor. As apresentações são acompanhadas por torcidas organizadas, e um grupo de jurados decide o vencedor.

O relator ressaltou que a festa estimula o turismo e contribui significativamente para o desenvolvimento econômico no oeste do Pará. 

“Ao preservar tradições e estimular o turismo, a Festa do Sairé contribui significativamente para o desenvolvimento econômico, gerando empregos diretos e indiretos em Alter do Chão e em Santarém, com reflexos positivos em todo o Oeste do Pará. Este impacto econômico ressalta a importância de reconhecer e apoiar eventos que preservam a identidade cultural brasileira e promovem o desenvolvimento regional”. 

Proposições legislativas: PL 1765/2024

*Com informações da Agência Senado

Projeto ‘Pipoca em Cena’ encerra primeira semana de atividades com exibição de 21 curtas

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Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia

Após uma semana de atividades intensas, os alunos da Escola Estadual Áurea Pinheiro Braga finalmente puderam assistir o resultado de tanto esforço e dedicação. Neste fim de semana, a instituição recebeu a mostra do projeto ‘Pipoca em Cena’. Ao todo, com a ajuda dos oficineiros, os estudantes conseguiram entregar 21 curtas-metragens.

Desenvolvido pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), o projeto ‘Pipoca em Cena’ tem o objetivo de fomentar a criatividade dos jovens na área do audiovisual. Durante uma semana, os alunos participaram de oficinas em que puderam aprender o passo a passo da produção de um curta-metragem.

“Uma semana trabalhosa”, destacou o gerente de conteúdos especiais da Fundação Rede Amazônica, Anderson Mendes.

Alunos e oficineiros do ‘Pipoca em Cena’. Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia

Ele acompanhou de perto a evolução de cada uma e confessou que ficou surpreso com a desenvoltura dos participantes. “Eles deram um show, desde a criação dos roteiros, passando pela atuação e edição dos curtas. Ver os jovens motivados e focados em entregar um bom material me deixou muito feliz”, afirmou.

Participantes, alunos e parentes deles celebraram o lançamento dos curtas-metragens, que aconteceu na quadra esportiva da instituição. Pouco a pouco, o espaço ficou lotado. De acordo com a coordenação da escola, a mostra do ‘Pipoca em Cena’ contou com a participação de mil pessoas.

Além da exibição dos curtas e do filme ‘Um Tio Quase Perfeito’, estrelado por Marcus Majella, cedido em parceria com a Globo Filmes, os participantes também contaram com áreas instagramáveis e já garantiram uma selfie. E, claro, não poderia faltar bastante pipoca e refrigerante.

Mas sabe quem “abrillhantou” o evento? A atriz Rosa Malagueta, que aproveitou a oportunidade para tirar a dúvida dos alunos.

De acordo com Rosa, a sua paixão pelo audiovisual começou dentro da Fundação Rede Amazônica. “A FRAM tem um lugar muito especial para mim, pois foi o local onde dei meus primeiros passos no audiovisual. Serei sempre grata a todo conhecimento que adquiri na instituição”, lembrou.

Público conheceu os 21 curtas produzidos pelos alunos. Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia

De mãos dadas com a comunidade

Há 10 anos, o papel do ‘Pipoca em Cena’ é levar arte para a comunidade. Durante o decorrer do tempo, o projeto se transformou e ganhou novos objetivos. Para a diretora-presidente da FRAM, Claudia Daou Paixão, a motivação da instituição é sempre agregar e compartilhar conhecimento.

“É um prazer para a FRAM e para o Grupo Rede Amazônica proporcionar uma programação tão importante para vocês. Após essa semana tão trabalhosa, vocês merecem relaxar e se divertir”, disse.

Segundo a diretora executiva da FRAM, Mariane Cavalcante, o ‘Pipoca em Cena’ surgiu como uma maneira de integrar o audiovisual com as comunidades. Ela destacou os trabalhos entregues pelos alunos da Escola Estadual Áurea Pinheiro Braga, que destacaram os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que envolvem sustentabilidade, meio ambiente e qualidade de vida.

“Dá para educar através da arte. Essa é a principal lição que podemos aprender através do ‘Pipoca em Cena’. Por exemplo, muitos alunos que não sabiam o que eram as ODS puderam conhecer e criar um alerta para a população através do audiovisual”, destacou.

Evento marcou o fim da primeira parte do ‘Pipoca em Cena’. Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia

Apoio

Para a realização do projeto, a FRAM contou com a parceria da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (SEC). O secretário executivo da SEC, Cândido Neto, disse que o audiovisual da Região Norte é muito importante para a divulgação cultural. “Essa ação é de extrema importância para o cenário cultural local. Espero que daqui saiam futuros atores, diretores e roteiristas”, almejou.

Já o diretor do CMPM IV, tenente-coronel Jailson de Souza, que recebeu o projeto ‘Pipoca em Cena’ de braços abertos, confessou que está orgulhoso dos alunos e chamou a FRAM para realizar outras edições na instituição. “Vocês da FRAM estão mais que convidados para realizar outra edição do ‘Pipoca em Cena’ na escola. Eu pude ver o quanto os alunos se esforçaram para a realização dos curtas”, convidou o diretor.

Confira alguns momentos da Mostra:

Segunda Etapa

Neste ano, o Pipoca em Cena acontece de forma presencial em duas escolas estaduais de Manaus e segue até o dia 21 de setembro. Com o fim da primeira etapa, a partir do dia 16, o projeto vai levar as oficinas para a Escola Estadual Coronel Pedro Câmara (CMPM VIII), no bairro Compensa.

O projeto se expande para os demais públicos interessados em conhecer e estudar mais sobre cinema por meio das videoaulas, que também serão veiculadas em todas as emissoras do Grupo Rede Amazônica.

Sobre o Pipoca em Cena

A décima edição do Projeto Pipoca em Cena, da Fundação Rede Amazônica (FRAM), tem o apoio institucional da Globo Filmes; Policia Militar do Amazonas; Secretaria de Estado de Educação e Deporto Escolar (SEDUC); e o apoio da Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC); Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (SEC) e Governo do Amazonas.

Professor ‘usa’ fumaça de queimadas para explicar fenômeno óptico em Porto Velho

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Foto: Sebastião Vasconcelos/Casa das Ciências

Um professor de Física de uma escola particular de Porto Velho (RO) usou a poluição do ar causada pelas queimadas na região para explicar um fenômeno físico: o Efeito Tyndall, que ocorre quando a luz é dispersada por partículas suspensas no ar.

A explicação sobre o fenômeno surgiu por acaso, o professor dava uma aula sobre ametropia, que é um distúrbio visual.

Segundo ele, em condições normais, esse trajeto não seria facilmente percebido. Porém, a poluição do ar em Porto Velho, causada pelas queimadas, tornou as partículas de fumaça visíveis à luz, facilitando a observação do fenômeno durante a aula.

No dia 6 de setembro, a concentração de PM2,5 em Porto Velho é atualmente 40 vezes maior que o valor anual recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para a qualidade do ar, de acordo com a plataforma de monitoramento suíça, a IQAir.

“O efeito Tyndall permite visualizar o caminho da luz por conta das partículas coloidais, como as de fumaça. A poluição causada pelas queimadas na cidade possibilitou a demonstração do fenômeno”, explicou ao Ezequiel Júnior.

Para facilitar o entendimento, o professor comparou o fenômeno com a dispersão de aerossol.”Se você usa um desodorante spray e ilumina o ar, consegue ver o trajeto da luz. Com a fumaça é a mesma coisa, pois as partículas são pequenas, mas grandes o suficiente para dispersar a luz”, explicou ele.

Durante a aula, o professor o falou que a visualização do efeito assustou a maioria dos alunos: “A maioria ficou chocada ao perceber, de forma mais clara, o quanto a qualidade do nosso ar está precária”.

Pior ar do Brasil

Rondônia enfrenta queimadas excessivas e uma seca extrema. Pela primeira vez, desde que começou a ser monitorado em 1967, o rio Madeira ficou abaixo de um metro. Além disso, a quantidade de queimadas registradas entre 1º de janeiro e 5 de setembro é a maior dos últimos quatorze anos.

A estiagem também é uma realidade dura. A capital do estado, Porto Velho, está há mais de três meses sem chuvas significativas, de acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Todo esse cenário coloca o estado, sobretudo Porto Velho, entre os piores índices de qualidade do ar do país. Há semanas consecutivas, a cidade amanhece encoberte por fumaça.

*Por Caio Pereira, da Rede Amazônica RO

Observatório Nacional contribui para estudo de terremotos profundos na Amazônia

Sismógrafo instalado pelo projeto. Foto: Divulgação/Observatório Nacional

O Observatório Nacional (ON/MCTI), por meio da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e do Pool de Equipamentos Geofísicos do Brasil (PEG-BR), anuncia a participação no projeto ‘Tomografia Sísmica na Amazônia Ocidental: Terremotos Profundos na Placa de Nazca’, liderado pelo Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

O principal objetivo é determinar a estrutura sísmica detalhada da placa de Nazca sob a Amazônia Ocidental, buscando compreender o regime térmico e a origem dos terremotos de fonte profunda (550 – 650 km) na região.

Leia também: Região Norte registra maior tremor de terra da história do Brasil

Para isso, uma rede sismográfica temporária está sendo instalada, composta por 11 sismógrafos de banda larga do PEG-BR, que é um projeto do ON, além de cinco sismógrafos da RSBR, coordenada pelo Observatório Nacional, bem como três sismógrafos do Laboratório Sismológico da UFRN e um sismógrafo da rede de monitoramento global (GSN).

Os terremotos profundos ocorrem no interior de placas oceânicas em subducção e o fenômeno, em si, não difere substancialmente dos terremotos que ocorrem perto da superfície terrestre. No entanto, devido às diferentes condições de pressão e temperatura nessas profundidades, o mecanismo físico por trás da ocorrência desses terremotos profundos não pode ser semelhante ao dos terremotos rasos.

Mapa das estações sismográficas. Fonte: LABSIS/UFRN

É importante ressaltar que a implantação da rede de estações sismográficas temporárias permitirá também ampliar a detecção de eventos na Amazônia Ocidental.

Além disso, com base nos dados coletados, as Defesas Civis dos estados poderão se preparar melhor para enfrentar terremotos expressivos. Planos de evacuação, estratégias de resposta e medidas de segurança podem ser desenvolvidos com base nas informações sísmicas disponíveis. O envolvimento dos gestores públicos, como prefeitos, secretários de Defesa Civil e outros, será fundamental para isso, através de tomada de decisões informadas com base nos dados coletados e a implementação de políticas de prevenção e resposta.

A conscientização pública será também fundamental para garantir que as comunidades estejam preparadas para lidar com esses eventos naturais, o que será feito através de palestras em escolas, universidades e instituições locais.

Parcerias

O projeto “Tomografia Sísmica na Amazônia Ocidental” conta com a participação de uma equipe multidisciplinar composta por dez pesquisadores e dois técnicos, representando oito instituições de ensino e pesquisa, além de uma empresa do setor privado.

A coordenação geral está a cargo do Prof. Dr. Jordi Julià Casas, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), enquanto a vice-coordenação é realizada pelo Prof. Dr. Antonio Romero da Costa Pinheiro, da Universidade Federal do Acre (UFAC).

Os demais participantes são: Prof. Dr. Marcelo P. Rocha (UnB); Juraci Mário de Carvalho (UnB); Prof. Dr. Paulo Araujo de Azevedo (UFOPA); Prof. Dr. Marcelo Assumpção (USP); Prof. Dr. Rosana Maria do Nascimento Luz (UFRA); Prof. Dr. Waldemir Lima dos Santos (UFAC); Dr. Diogo Farrapo de Albuquerque (Braskem); Dr. Marcus Vinícius Ferreira (CPRM); Eduardo Alexandre Santos de Menezes (UFRN); Adriano Pereira Botelho (UnB).

O projeto obteve recursos do CNPq (Chamada Universal) e conta com o apoio financeiro do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Estudos Tectônicos (INCT-ET).

*Com informações do Observatório Nacional

Jogo educativo criado em MT desperta conscientização da preservação da Amazônia

Imagem: Reprodução/Amazônia Viva Game

O pesquisador Thiago Rodrigues Itacaramby desenvolveu o jogo eletrônico educativo ‘Amazônia Viva Game’ com objetivo de conscientizar sobre a importância da preservação da floresta amazônica. O jogo foi lançado nesta semana com apoio do Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat) em parceria com o Governo Federal.

O apoio financeiro faz parte da segunda fase do Programa Centelha II, uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), para investir em ideias de tecnologia. Em Mato Grosso, o projeto é executado pela Fapemat.

O Amazônia Viva Game surge como uma ferramenta educacional que combina entretenimento, informação científica e questões críticas para o meio ambiente da atualidade, como desmatamento, biodiversidade e sustentabilidade.

Para Thiago, o jogo busca inspirar pessoas, especialmente os jovens, a se tornarem defensores ativos da Amazônia e do meio ambiente

Imagem: Reprodução/Amazônia Viva Game

O jogo tem uma narrativa imersiva, onde os jogadores são transportados para o coração da Floresta Amazônica, assumindo o papel de personagens que vivem e exploram esse ecossistema. Durante a jornada, eles enfrentam desafios e dilemas relacionados à preservação da floresta, que refletem problemas reais enfrentados por esse bioma.

No Amazônia Viva Game, os jogadores também são desafiados a tomar decisões significativas, onde as escolhas que afetam não apenas o curso do jogo, mas também o destino virtual da Amazônia.

Para garantir a precisão e relevância das informações, a ficha técnica do jogo foi validada por uma equipe de ecologistas da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O game também inclui um banco de dados acessível com informações detalhadas sobre a Amazônia para incentivar os jogadores a explorarem tópicos de seu interesse e aprofundarem seu conhecimento sobre o bioma.

Thiago apontou que o próximo passo do Amazônia Viva Game é captar novos recursos para lançar a versão mobile do jogo nas plataformas Android e iOS. Além disso, está em andamento a tradução do game para o inglês para expandir o alcance internacional e engajar novos públicos na conscientização ambiental.

*Com informações da FAPEMAT

Alunos amazonenses ganham destaque em congresso internacional de sustentabilidade

Foto: Divulgação

Uma pesquisa desenvolvida por alunos do ensino médio do Colégio IDAAM, em Manaus (AM), que endereçou um dos principais problemas urbanos da capital amazonense – a ocupação irregular e degradação ambiental da encosta dos igarapés -, ganhou destaque na 5ª edição do Congresso Internacional de Sustentabilidade (CONINTERS), evento de caráter técnico-científico promovido pelo Instituto Multiprofissional de Ensino (IME).

O congresso, realizado de forma virtual entre os dias 2 e 5 de setembro, reuniu acadêmicos e profissionais da área de sustentabilidade para debater soluções inovadoras e sustentáveis para os desafios ambientais globais. A pesquisa foi desenvolvida pelos estudantes Thaine Maia de Souza, Eduardo Cordeiro da Câmara e Erick de Melo Barbosa, sob orientação da professora Maria Lucimar da Silva.

O estudo investigou a utilização da juta como uma solução para minimizar os processos erosivos e de assoreamento que afetam os cursos d’água da cidade. Os estudantes exploraram a aplicação da juta no contexto dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), propondo alternativas para a recuperação socioambiental das áreas impactadas, com foco em garantir a sustentabilidade urbana e a proteção dos recursos naturais de Manaus. A área analisada foi o igarapé do Mindu, com recorte em seu baixo curso, no entorno da escola, na Avenida Djalma Batista.

O projeto foi desenvolvido em 2021 como parte da quarta fase da Olimpíada Brasileira de Geografia (OBG), ocasião em que foi classificado como o terceiro melhor do Brasil. A participação no CONINTERS representou a primeira vez que o IDAAM integrou um evento internacional voltado para o público acadêmico e profissionais de ensino superior.

A inscrição ao congresso foi realizada pela professora orientadora do estudo, Maria Lucimar da Silva.

Estudo realizado em Roraima visa proteção de belezas naturais da região

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Foto: Divulgação / Ascom/Secult

No vasto bioma amazônico, Roraima se destaca por suas belezas naturais singulares, que vão além das florestas densas, oferecendo uma rica diversidade de serras, rios, montanhas e cachoeiras. Esses elementos não apenas contribuem para a conservação ambiental, mas também se consolidam como importantes atrativos turísticos dentro da economia do Estado.

A Secretaria de Cultura e Turismo, por meio do Departamento de Turismo (Detur), lançou, no dia 5 de setembro, a ‘Pesquisa de Impacto Socioeconômico e Ambiental (PISA) – Recomendação Técnica Sobre Visitação Turística em Áreas Naturais de Roraima’, realizada nos principais atrativos naturais do Estado, sobretudo nas cachoeiras. A publicação pode ser acessada e baixada AQUI.

O estudo

A ação foi feita pelos técnicos do Detur e especialistas nas cachoeiras do Paiva e Barata, além da Pedra da Mão de Deus, na região do Tepequém, no município de Amajari, além da cachoeira Excalibur e a trilha da Serra Grande, no Cantá, e a Rota Apiaú nas cachoeiras do Davi e Evandro, em Mucajaí.

Esse estudo serviu para identificar os principais impactos ambientais sentidos por esses biomas identificando a capacidade de carga turística de cada um desses atrativos. Com isso, é possível determinar o número máximo de visitantes que podem fazer as trilhas ecológicas nesses recursos naturais.

Segundo o diretor do Detur, Bruno Muniz de Brito, isso garante a segurança e a restauração, além de reforçar a resiliência desses locais, com foco na sustentabilidade.

Práticas turísticas sustentáveis e sem prejuízos ao meio ambiente

A capacidade de carga de um destino turístico refere-se ao número máximo de visitantes que um destino pode receber ao mesmo tempo, sem que ocorram impactos negativos significativos ao ambiente, à comunidade local ou à qualidade da experiência turística. Este conceito é essencial no planejamento e na gestão sustentável do turismo, pois visa equilibrar a preservação dos recursos naturais e culturais com a demanda dos turistas.

Existem diferentes dimensões da capacidade de carga, que pode ser a física, que se refere ao espaço físico disponível em um destino, como a quantidade de pessoas que uma praia ou trilha pode acomodar sem superlotação, ou ainda à capacidade ecológica, que é o limite em que o ambiente natural pode absorver a presença e as atividades dos visitantes sem sofrer degradação irreversível, como erosão de solos, destruição de habitats ou poluição de recursos hídricos.

Para o pesquisador Marcos Pastana, que ajudou na elaboração da pesquisa, existem diversos motivos para dar importância a essas pesquisas de capacidade de carga turística, principalmente em ambientes naturais, sendo uma delas a necessidade de preservação desses ecossistemas, que são bem frágeis. 

Com o uso excessivo destes atrativos, esses ambientes podem começar a degradar, a paisagem muda, animais se afastam, a flora é abalada e o próprio pisoteio do solo pode fazer com que ele seja compactado, alterando a naturalidade do lugar.

*Com informações do Governo de Roraima

Trabalho premiado analisa psicologia comunitária em projeto realizado no Pará

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A Rede Latino-Americana de Formação em Psicologia Comunitária anunciou que Nathan Almeida da Silva é o vencedor da edição 2024 do Prêmio ‘Esther Wiesenfeld’. Este prêmio reconhece a trajetória da Dra. Esther Wiesenfeld e destaca contribuições significativas para o campo da Psicologia Comunitária.

O trabalho intitulado ‘Psicologia Comunitária e implicação sociopolítica: inovações metodológicas, conflitos socioambientais e comunidades tradicionais’, conquistou o primeiro lugar na categoria de trabalhos de pós-graduação. O estudo foi reconhecido por sua pertinência e relevância sociopolítica, abordando problemas nos contextos latino-americanos e trazendo inovações metodológicas e conceituais.

As pesquisas com foco na região do Projeto de Assentamento Agroextrativista Lago Grande Curuai (PAE Lago Grande), no estado do Pará, são realizadas em parceria com a Sociedade para a Pesquisa e Proteção do Meio Ambiente (Sapopema), a Universidade de Brasília (UnB) e organizações locais de base e de pesca. Seu trabalho na Amazônia reflete um compromisso com as comunidades tradicionais e os conflitos socioambientais da região.

Foto: Divulgação / Sapopema

Nathan Almeida da Silva é psicólogo formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e atualmente é pesquisador de mestrado no programa Psicossociologia de Comunidades e Ecologia Social (EICOS/IP/UFRJ). Sob a orientação do Prof. Dr. Gustavo Mendes de Melo e coorientação da Dra. Marie-Paule Bonnet, Nathan tem se destacado por sua abordagem crítica e inovadora.

O pesquisador é assistente de pesquisa no Institut de Recherche pour le Développement (IRD) e participa de projetos de extensão universitária voltados para a sustentabilidade socioambiental, como o PSIOP e o Projeto Saberes, financiado pela fundação BNP Paribas.

O Prêmio ‘Esther Wiesenfeld’ 2024 reafirma o compromisso da Rede Latino-Americana de Formação em Psicologia Comunitária em promover e reconhecer trabalhos que têm um impacto significativo nas comunidades e na sociedade como um todo.

*Com informações do Projeto Sapopema