Home Blog Page 445

Boi-bumbá Malhadinho conquista bicampeonato no Festival Folclórico Duelo na Fronteira

0

O Boi-bumbá Malhadinho conquistou o título de bicampeão no Festival Duelo na Fronteira 2024, que aconteceu entre os dias 15 a 17 de novembro em Guajará-Mirim (RO).

O Boi da Nação azul e branca venceu com 835 pontos, contra 827,5 do Flor do Campo, uma diferença de 7.5 na pontuação geral das duas noites de disputa. O tema defendido esse ano foi ‘TEKOHÁ’, com o significado ‘este chão é nossa essência’. O enredo buscava celebrar as raízes e histórias de Rondônia. O tema escolhido fez uma homenagem à resistência dos povos originários e dos negros quilombolas, protagonistas de uma luta histórica por dignidade e preservação de suas identidades.

No sábado, primeira noite de apresentação, o Boi Malhadinho foi o primeiro a entrar no Bumbódromo Márcio Paz Menacho.

Fotos: Ceiça Pereira

Durante o espetáculo, o Malhadinho mostrou lendas da região amazônica e deu espaço para apresentar a cultura do Divino Espírito Santo, que acontece às margens do Rio Guaporé entre Brasil e Bolívia.

No domingo, o Boi da Nação azul e branca abordou a celebração da vida e resistência dos povos da Amazônia.

Entre elas, levou a conhecimento a “A Lenda do Pirarucu”, que conta a história de um jovem indígena cruel e egoísta que foi transformado em um peixe gigante.

Para a presidente do boi-bumbá Malhadinho, Camila Miranda, a conquista é resultado de muito trabalho:

Fotos: Ceiça Pereira

Flor do Campo

O Boi-bumbá Flor do Campo levou para arena o tema ‘Terra de um Povo Mestiço’, como forma de homenagem aos povos que sobrevivem dentro das raízes negras, indígenas e caboclas.

Durante toda a noite de sábado, a apresentação da agremiação da Nação vermelha e branca retratou a as culturas que formam a identidade mestiça da Amazônia.

No domingo, a agremiação levantou subtemas como a arte como forma de resistência, destacando a força de um povo.

De acordo com o presidente do boi-bumbá Flor do Campo, Ricardo Maia, a agremiação trouxe um espetáculo esse ano e entregou o prometido:

Cada agremiação teve 2h30 de apresentação na arena e, durante o processo de apuração, uma comissão de jurados avaliou 21 critérios das duas equipes.

O Festival foi criado em 1995 e é uma das tradições realizadas em Guajará-Mirim, em Rondônia. É um dos maiores eventos culturais do estado de disputa entre os dois bois-bumbás. Em 2023 foi considerado Patrimônio Cultural Imaterial rondoniense.

*Por Leiliane Byhain

Rede de diagnóstico de malária em Boa Vista busca ser referência para a região Norte

0

Foto: Rebeca Lima/PMBV

Boa Vista (RR) é a única capital da região Norte a oferecer testes rápidos de Malária em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A conquista é resultado de um projeto elaborado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) no final de 2023, que teve como objetivo ampliar a rede de diagnóstico da doença no município. No dia 11 de novembro foi a vez de apresentar ao Ministério da Saúde (MS) os resultados alcançados.

O projeto foi motivado pela necessidade de fortalecer o diagnóstico precoce e tratamento adequado da Malária em Boa Vista, tendo em vista as inúmeras dificuldades enfrentadas na região amazônica no controle da doença. Após a implantação, o município avançou no acesso aos testes e na consequente cobertura da doença, facilitando a detecção precoce dos casos durante 2024.

Um dos resultados mais expressivos alcançados foi o aumento de testes em gestantes, que é um dos indicadores do Ministério da Saúde para as capitais da região amazônica. De janeiro a agosto de 2023, foram 1.138 testes no município. No mesmo período deste ano, foram mais de 10 mil testes, representando um aumento de mais de 87% na cobertura.

A superintendente de Vigilância em Saúde, Ana Paula Merval, destacou que Boa Vista já atendia os indicadores antes do projeto e agora passa a atender de forma mais qualificada.

Referência para a região Norte

A ampliação da rede de diagnósticos envolve a oferta de testes em todas as unidades, mas também a capacitação das equipes e o fortalecimento da logística para a distribuição dos testes, o que impacta diretamente na cobertura e tratamento dos casos positivos. Na região Norte, Boa Vista se torna uma referência para as demais capitais que também devem atender aos indicadores do MS.

Foto: Rebeca Lima/PMBV

O diretor do Departamento de Doenças Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA) do Ministério da Saúde, Pablo Amaral, destacou que o projeto deverá causar um impacto relevante na região Norte, tendo em vista que uma das primeiras ações na Malária é o diagnóstico oportuno.

“O projeto é excelente e ótima iniciativa. Ter a ampliação da rede diagnóstica com o uso de teste rápido e a população ter mais pontos de acesso, isso é fundamental para a gente conseguir eliminar a Malária. Boa Vista deve ser referência para a região Norte, porque a realidade da doença entre as cidades na região amazônica é semelhante”, pontuou.

Os resultados do projeto foram apresentados em Brasília, em setembro do ano passado, para todas as áreas técnicas em Malária das capitais do Norte.

*Com informações da Prefeitura de Boa Vista

Selo reconhece qualidade de panelas de barro produzidas por mulheres Macuxi em Roraima

0

 Foto: Ailton Alves/Rede Amazônica RR

Com uma forma de produção artesanal, passada de geração em geração e que perpetua uma tradição secular, as panelas de barro produzidas por mulheres do povo Macuxi na comunidade Raposa I, na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, ganharam um selo de Identificação Geográfica (IG) que atesta a qualidade e a autenticidade do produto.

A comunidade é a primeira em Roraima e a segunda localizada em terras indígenas no Brasil a ter um projeto com a certificação, que é concedida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).

Costume ensinado desde 1870, a produção das panelas de barro por mulheres Macuxi é uma atividade ancestral que representa orgulho para a comunidade e garante fonte de renda para os indígenas que vivem na região.

Foto: Ailton Alves/Rede Amazônica RR

A identificação geográfica é usada para identificar produtos ou serviços que tenham uma origem geográfica específica. Ela destaca a procedência do produto e é concedida a um local conhecido e reconhecido a nível nacional e também internacional como um centro de fabricação.

No caso das ‘Panelas da Raposa’, o trabalho feito por mulheres indígenas despertam o interesse daqueles que visitam a comunidade, que realiza o etnoturismo e recebe visitantes de todo o mundo, além de chamar a atenção de empresas de outros estados e até países. As panelas já foram vendidas para Boa Vista, Normandia, Amazonas, São Paulo e até a Guatemala.

Panelas de barro produzidas na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. — Foto: Ailton Alves/Divulgação
Foto: Divulgação /Ailton Alves

O selo foi concedido no dia 13 de agosto e entregue a comunidade durante o tradicional Festejo das Panelas de Barro, dedicado a celebração do artesanato, realizado entre os dias 8 e 10 de novembro. Há dez anos a comunidade Raposa I, no município de Normandia, ao Nordeste do estado, é palco do evento.

Os moradores celebram a tradição com indígenas de comunidades vizinhas, que são convidados para os três dias de festa, que ocorre tradicionalmente em novembro. Neste ano, o selo trouxe ainda mais significado para a festa.

Tradição secular

Não há uma data definida de quem iniciou primeiro a tradição, mas os indígenas garantem que o trabalho começou há muito tempo, ainda no século 19, quando os seus ancestrais viviam no arredores das serras da terra indígena, de onde o barro é retirado. Hoje em dia, eles ainda vivem nas regiões das serras, porém em comunidade mais afastadas dos pés das montanhas.

Claucimar da Silva Raposo, líder das ceramistas na Raposa Serra do Sol. — Foto: Ailton Alves/Rede Amazônica
 Foto: Ailton Alves/Rede Amazônica RR

Líder do grupo de paneleiras, que formam uma associação dentro da comunidade indígena para compartilhar as experiências e conhecimento, a indígena Macuxi Claucimar da Silva Raposo explica que a produção das panelas de barro é um trabalho demorado. Ela herdou a tradição de mulheres da família e exerce o trabalho artesanal com o barro há mais de 15 anos.

A produção começa com a extração da terra, que é retirada de uma área de serras. A busca pela matéria prima exige uma caminhada de quatro horas.

Ceramistas Claucimar Raposo e Lilibete da Silva (da esquerda para a direita) durante o processo de peneirar o barro.  — Foto: Yara Ramalho/g1 RR
Foto: Yara Ramalho/g1 RR

Com a goma e o barro em pó, as ceramistas iniciam a modelagem das panelas. Inicialmente, os dois materiais são misturados e ao atingirem uma determinada homogeneidade, a massa descansa por duas horas ou, no máximo, uma noite.

Depois, a massa é modelada a mão e passa por um aperfeiçoamento de até dois dias, dependendo da data de entrega do produto. Durante o processo, a peça também é polida com uma pedra de jaspe e aquecida em um forno a lenha, por 20 ou 30 minutos.

Aquecida, a panela é coberta por pedaços de caimbé, uma árvore encontrada no lavrado roraimense, e queimada. Após a queima, as panelas passam por um processo de “cura” onde os indígenas cozinham arroz ou tucupi, molho tradicional da região Norte, extraído da mandioca brava, dentro da peça, que filtra o óleo.

Mulheres do povo Macuxi usam urucum benzido para pedir permissão da 'Vovó Barro'. — Foto: Yara Ramalho/g1 RR
 Foto: Yara Ramalho/g1 RR

Mas o trabalho das ceramistas envolve muito mais do que esforço físico e técnicas, ele depende, principalmente, da ligação das indígenas com a ancestralidade. Mentora de toda essa tradição, a entidade indígena Ko Ko Non, que em macuxi quer dizer “Vovó Barro”, é sempre consultada.

Para não deixá-la assim, quem manipula a argila que se transforma em panela seguem regras como: as mulheres não podem tocar no barro durante o período menstrual, isso para não adoecer ou não correr o risco do artesanato desandar. Estar feliz também é um pré-requisito para participar da produção.

Selo de referência

O processo de certificação do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) começou em maio de 2021, com o apoio e orientação do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) em Roraima.

O processo envolveu dez etapas: sensibilização das ceramistas, formação de um comitê gestor, capacitação do comitê, adequação de conselho regulador, criação de intensidade visual, dossiê histórico, delimitação geográfica, elaboração de um Caderno de Especificações Técnicas (CET), simulação do processo e o protocolo e acompanhamento.

Povo Macuxi: cultura da produção de panela de barro feita por mulheres deve ganhar selo. Além do artesanato, as famílias da comunidade Raposa I tem ligação próxima com a agricultura familiar. Os indígenas cultivam diversas culturas para consumo interno e comercialização.

O produtor rural Eduardo Galvão, por exemplo, trabalha com a fruticultura — um ramo da agricultura que se dedica especificamente às plantações de frutas.

Através do intercâmbio entre diferentes regiões e realidades, os indígenas esperam que novos projetos evoluam e possam ser reconhecidos, tal qual as panelas feitas pelas mulheres do povo Macuxi.

*Por Ailton Alves, da Rede Amazônica RR

Geoportal utiliza tecnologia para direcionar ações no combate aos incêndios florestais em Rondônia

Reforço na Brigada aérea do CBMRO está entre as ações de combate aos incêndios florestais em Rondônia. Foto: Frank Néry/Secom RO

O governo de Rondônia tem intensificado o combate aos incêndios florestais e o investimento com a contratação de aeronaves de combate ao fogo e operações que reúnem as forças de segurança do estado, a exemplo das operações “Verde Rondônia”, “Protetores do Bioma”, “Mapinguari” e “Temporã” (fases 1 e 2) que atuam diretamente no Parque Estadual Guajará-Mirim e na Estação Ecológica Soldado da Borracha.

As ações recebem o suporte direto da Sala de Situação da Coordenadoria de Geociências (Cogeo) da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), que ocupa função na estratégia de conservação ambiental e desenvolvimento sustentável, destacando-se por pesquisas e avanços tecnológicos na análise de solo, água e outros componentes ambientais.

Geoportal

Através da Sala de Situação, a Sedam/Cogeo faz o monitoramento de focos de calor existentes dentro do estado e seu entorno, gerenciando um banco de dados de focos de calor gerados diariamente do sítio eletrônico da Nasa. As informações ficam a disposição da população no Geoportal na página da Sedam.

De acordo com o secretário da Sedam, Marco Antônio Lagos, com os dados, a Sedam monitora diariamente focos de incêndio, tanto em Rondônia quanto em regiões vizinhas, como Acre, sul do Amazonas, norte do Mato Grosso, além da fronteira com a Bolívia, compondo um panorama detalhado da situação regional.

Imagem: Reprodução/Geo Portal

Ações Efetivas

Para conter os focos de incêndios florestais, a Sedam têm realizado diversas operações nas áreas de preservação ambiental, onde há os maiores registros de focos de incêndio e calor. O grupo também é composto por policiais que realizam investigação e policiamento para identificar e prender os autores de queimadas ilegais, que estão prejudicando o estado.

O Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Rondônia (CBMRO) está em curso com a “Operação Verde Rondônia”, que iniciou as atividades em 6 de junho de 2024, justamente para combater a prática desse tipo de crime. São seis bases distribuídas estrategicamente pelos municípios do estado, que registraram um total de 22.074 ações preventivas, 5.135 incêndios combatidos, 1.160 averiguações realizadas e 116 multas aplicadas.

Foto: Frank Néry/Secom RO

Monitoramento

A Sala de Situação da Cogeo opera com base em informações atualizadas de plataformas de satélites que monitoram diariamente os focos de calor na região amazônica. Segundo os dados mais recentes, Rondônia registrou um aumento nos focos de incêndios durante o período de seca. De acordo com as Informações de incêndios para Sistemas de gerenciamento de recursos (FIRMS/Nasa), de junho a outubro deste ano, foram registrados 78.468 focos de incêndio no estado.

Foto: José Leandro Barbosa/Secom RO

Entre os estados vizinhos da Amazônia Legal, os números só são maiores que os do Acre, que teve 36.122 focos. Nos outros estados a situação é ainda mais alarmante. No Mato Grosso, foram mais de 355.505 registros de queimadas. No Amazonas, a situação também exige atenção, com destaque para os municípios de Boca do Acre, Lábrea e Apuí, que acumula mais de 153.734 focos de incêndio no mesmo período, enquanto na Bolívia, a área de fronteira com Rondônia foi a que mais sofreu com os incêndios florestais com mais de 787.552 focos entre os meses de junho e outubro.

O governador de Rondônia, Marcos Rocha, ressalta que ao identificar as áreas mais críticas, o governo do estado pode direcionar os esforços das equipes de combate em tempo real.

Articulação

Em agosto, a Cogeo recebeu a visita de representantes da Força-Tarefa de Governadores para o Clima e Florestas (Governors’ Climate and Forests Task Force – GCF-TF), uma colaboração subnacional única entre 38 estados e províncias do Brasil, Indonésia, México, Nigéria, Peru, Espanha e Estados Unidos, focada em construir uma colaboração entre governos, sociedade civil e setor privado para reduzir o desmatamento e promover o desenvolvimento sustentável.

Em setembro, foi a vez de uma missão técnica internacional, composta por representantes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em parceria com a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), com o apoio do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).

O grupo conheceu os sistemas e tecnologias utilizados pelo governo de Rondônia na defesa ambiental e nos sistemas de alerta. Os dados são fundamentais para o acompanhamento e avaliação dos indicadores ambientais, proporcionando um panorama mais preciso sobre as condições dos ecossistemas da região e auxiliando na elaboração de políticas públicas efetivas para a proteção do meio ambiente.

*Com informações do Governo do Estado de Rondônia

Projeto sobre antioxidantes naturais presentes em frutos da Amazônia é aprovado em concurso internacional

0

Foto: Divulgação/Ueap

Um projeto de pesquisa realizado pela Universidade do Estado do Amapá (Ueap), em parceria com a Universidad San Sebastián (USS) do Chile, foi aprovado no Concurso de Fomento à Vinculação Internacional (Fovi 2024), também do país sul-americano. A premiação visa financiar redes de colaboração chilenas e estrangeiras, promovendo o intercâmbio de conhecimentos entre países.

A iniciativa coordenada no Brasil pelo professor Gabriel Araújo-Silva, do colegiado de Licenciatura em Química, visa avaliar antioxidantes naturais presentes em frutos da Amazônia e da floresta austral chilena, para aplicações industriais em alimentos e cosméticos. O projeto vai contar com a formação de estudantes, realização de estágios e intercâmbios entre os dois países.

A partir do recurso, será possibilitada execução do projeto de pesquisa, com o pagamento de bolsas de doutorado, custeio das missões de trabalho da equipe do Chile no Brasil e vice-versa. O financiamento será viabilizado pela Agência de Pesquisa e Desenvolvimento (Anid) do Governo chileno, organizador do concurso.

Uso do açaí e da “limona”

No Amapá, projeto de pesquisa vai estudar os potenciais antioxidantes do açaí
Açaí. Foto: Reprodução/Secom PA

A pesquisa é liderada no Chile pela professora Luisa Quesada, da USS, e estuda as propriedades de uma espécie ancestral de maçã do país, mais especificamente a variante “Limona”. Com colaboração dos pesquisadores brasileiros e da Ueap, o projeto também vai estudar os antioxidantes presentes no açaí e outros frutos amazônicos.

A ideia da iniciativa é criar uma rede de pesquisa voltada ao desenvolvimento de métodos de extração ambientalmente corretos e capazes de obter os compostos antioxidantes presentes nessas frutas típicas de cada local. Além dos professores dos dois países, também compõem a equipe os pesquisadores associados Marcela Mansilla, Carlos Galleguillos e Saulo da Silva.

*Com informações do Governo do Estado do Amapá

Amapaense vence prêmios internacionais por geração de energia a partir de óleo residual

Foto: Hadassa Gama/Acervo pessoal

A jovem cientista do Instituto Nacional Leva Ciência (INLC), Hadassa Paulino Lopes Gama, tem apenas 14 anos e já busca fazer a diferença no Amapá. Com um projeto inovador sobre produção de energia elétrica de forma sustentável, Hadassa recebeu duas medalhas de reconhecimento internacional em um evento científico no Chile.

Sobre o projeto

Hadassa desenvolveu com a orientadora Danielle Brito, o projeto para produzir energia elétrica a partir de óleo residual, com o objetivo da solução de dois problemas que atingem o estado: o acesso limitado a energia elétrica em comunidades locais e o descarte inadequado de óleo vegetal.

Além disso, outro fator para o desenvolvimento do projeto, é a dificuldade que as famílias de comunidades isoladas no estado possuem para acessar energia elétrica.

Foto: Hadassa Gama/Arquivo Pessoal

Prêmio Internacional

Em agosto deste ano, a jovem recebeu credencial para participar da ‘Latinamerican Expo Ciências’, organizada pela Mouvement International pour le Loisir Scientifique Et Technique (Milset), no Chile.

Sem patrocínio, ela contou com o apoio da família e vendeu brigadeiros e rifas para financiar sua participação.

Foto: Hadassa Gama/Arquivo Pessoal

No evento, que aconteceu na Universidade Central do Chile, em Santiago, entre 12 e 16 de novembro, a jovem cientista conquistou dois títulos, sendo: Medalha de bronze e Medalha de mérito científico.

Hadassa é pesquisadora pelo Instituto Nacional Leva Ciência, uma instituição sem fins lucrativos que promove a iniciação científica com crianças, adolescentes e jovens.

*Por Isadora Pereira, da Rede Amazônica AP

Noruega anuncia doação de US$ 60 milhões ao Fundo Amazônia

0

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Em reconhecimento aos esforços do Brasil com a redução do desmatamento da Amazônia em 31%, em 2023, a Noruega fará a doação de US$ 60 milhões, cerca de R$ 348 milhões na cotação desta segunda-feira (18), para o Fundo Amazônia. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro Jonas Gahr Støre, neste domingo (17), durante a Conferência Global Citizen Now: Rio de Janeiro. O Fundo Amazônia é gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), sob coordenação do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).

Para o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, é mais uma demonstração importante da confiança do mundo e, em especial, da Noruega, ao compromisso do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a redução do desmatamento, a preservação da Amazônia e com a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.

O primeiro-ministro Støre destacou os reflexos obtidos a partir do combate ao desmatamento no país. “O sucesso do Brasil na redução do desmatamento é uma prova clara das ambições e da determinação do governo Lula. Mostra como medidas direcionadas podem produzir resultados importantes para o clima e a natureza,” afirmou.

Segundo a diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, o Fundo Amazônia alcançou a marca de R$ 882 milhões em aprovações de projetos este ano.

Ela disse que certamente o Fundo Amazônia é um dos mais auditados do mundo e o BNDES segue reforçando a sua governança, na busca de ampliar o impacto na proteção ambiental, na bioeconomia e na inclusão social na região amazônica.

Foto: Reprodução/Idam

“Essa nova doação da Noruega mostra que estamos num caminho auspicioso para amplificar ações que beneficiem ainda mais pessoas e a natureza naquele território”, pontuou Tereza Campello.

De acordo com o BNDES, dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes/Inpe), indicam que no período entre agosto de 2023 e junho de 2024, o desmatamento na Amazônia no Brasil chegou ao nível mais baixo desde 2015. O patamar é o quinto menor índice desde o início das medições, em 1988.

A meta do governo brasileiro de zerar o desmatamento na Amazônia é até 2030, o que é “fundamental para a maior floresta tropical do mundo, que desempenha um papel essencial na regulação climática global”, segundo o BNDES.

O ministro norueguês do Clima e Meio Ambiente, Tore Sandvik, lembra que as florestas tropicais do mundo absorvem e armazenam bilhões de toneladas de CO² e o investimento na preservação da floresta tropical é um dos mais importantes que o país realiza.

“Desde que Lula reassumiu a Presidência em janeiro passado, o desmatamento diminuiu drasticamente, mostrando que o Brasil é um líder global e uma força motriz na proteção das florestas tropicais”, afirmou.

Estados Unidos

Também neste domingo (17), o governo dos Estados Unidos anunciou uma série de iniciativas de apoio à conservação da Amazônia, que integram o programa americano de combate às mudanças climáticas. O anúncio foi feito em visita do presidente Joe Biden à Manaus.

Biden anunciou que os Estados Unidos farão a doação de US$ 50 milhões para o Fundo Amazônia. O total de contribuições dos EUA ao fundo atinge US$ 100 milhões, sujeito a notificação do Congresso americano.

*Com informações da Agência Brasil

Belém é confirmada como cidade sede do ‘Global Citizen Festival’ em 2025

0

A capital paraense, Belém, foi anunciada, no dia 17, como sede do festival ‘Global Citizen’ do próximo ano, em 2025. É a primeira vez que o evento será realizado na Amazônia. O anúncio foi feito ao vivo na programação do Global Citizen Now, que acontece no Rio de Janeiro.

O evento faz parte da programação do G20 Brasil realizado na véspera do encontro da cúpula dos líderes de estado. No encerramento da programação, Hugh Evans, CEO do Global Citizen, disse que a capital paraense vai receber artistas e grandes líderes globais para falar em defesa do planeta.

“Pela primeira vez, em 2025, nós vamos trazer o festival do Global Citizen em Belém, junto a COP 30. Com outros festivais, o Global Citizen Festival vai ser um dos maiores que tivemos, com artistas indígenas unidos para defender o planeta”, disse o CEO.

O que é a Global Citizen?

A Global Citizen é um movimento global que utiliza eventos de grande escala para mobilizar ações contra a pobreza extrema. Este evento reúne artistas, líderes mundiais e milhões de cidadãos globais que utilizam suas vozes para instigar mudanças significativas. Em edições anteriores, realizadas em cidades como Nova York, Londres e Mumbai, o evento abordou temas urgentes como mudança climática, igualdade e sustentabilidade.

Além de sediar o Global Citizen, Belém também receberá outros importantes eventos internacionais. A cidade será a sede da Conferência das Partes (COP 30), também conhecida como a “COP da Floresta”, um encontro vital para discussões sobre o clima e a preservação ambiental. Outro destaque será o “Amazônia para Sempre”, programado para setembro de 2025. Ademais, Belém já foi palco de rodadas de negociações do G20 em 2024, consolidando seu status como um centro de discussões globais.

Foto: Thalmus Gama / Ag. Pará

COP 30

Faltando um ano para a COP30, o Governo do Pará avança na preparação de Belém, que vai receber o evento entre 10 e 21 de novembro de 2025. No âmbito do governo estadual, estão em execução cerca de 30 obras estruturantes nos eixos de saneamento, mobilidade e desenvolvimento urbano. 

Além de assegurar a infraestrutura para a realização do evento, as obras em andamento trarão melhorias permanentes para a população local e para os visitantes. As obras contam com recursos do Tesouro do Estado, de Itaipu Binacional e financiamento do BNDES.

O Parque da Cidade e o Porto Futuro II estão entre as principais obras. O Parque da Cidade, espaço onde será realizada a conferência, já está com cerca de 70% das obras previstas para a COP30 concluídas. Construído em uma área de 500 mil m² de um antigo aeroporto, o parque é um dos grandes legados da COP para Belém e após a realização da conferência climática da ONU será entregue para uso da população.  O projeto final do parque contempla o museu da aviação, um centro de economia criativa, boulevard gastronômico, ciclotrilha e ecotrilha, áreas verdes preservadas, lago artificial e instalações esportivas voltadas para a promoção da qualidade de vida, lazer, cultura, arte e bem-estar.

No Porto Futuro II, cinco galpões cedidos pela Companhia Docas do Pará (CDP) ao governo do Estado estão sendo recuperados e vão ser transformados em um complexo de lazer e gastronomia, com um inovador polo de bioeconomia, que será um novo ponto turístico da cidade. Com espaço para valorização da cultura popular, do patrimônio imaterial, da história amazônica, das experiências gastronômicas e também da biodiversidade do Pará, o Porto Futuro II vai proporcionar uma experiência única para o visitante. Mais de 50% das obras já estão concluídas.

As iniciativas estão gerando mais de 6 mil empregos diretos e indiretos, demonstrando o compromisso do governo com o crescimento econômico sustentável e a preparação adequada para receber eventos de grande porte.

*Com informações da Agência Pará

Desintrusão na Terra Indígena Munduruku, no Pará, impõe prejuízos ao garimpo ilegal

0

Foto: Divulgação/Casa Civil

A primeira semana da Operação de Desintrusão da Terra Indígena (TI) Munduruku, localizada no Pará, gerou resultados no combate ao garimpo ilegal na região. O Governo Federal, responsável pela execução das ações, contabiliza 120 intervenções de segurança executadas, resultando em autuações, embargos e apreensão de mais de 100 mil litros de combustíveis.

Já foram aplicados R$ 4,4 milhões em multas, e o prejuízo direto ao garimpo ilegal ultrapassa R$ 32 milhões, com a inutilização de maquinário pesado e estruturas de apoio à atividade criminosa. Todas as ações ocorreram entre os dias 10 e 16 de novembro foram divulgadas pela Casa Civil da Presidência da República, pasta que coordenada a desintrusão, ou retirada de pessoas que ocupam uma área de forma ilegal, principalmente no caso de TIs.

A operação conta com a participação de diversos órgãos federais, incluindo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Força Nacional de Segurança, Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Ministério dos Povos Indígenas e Exército Brasileiro. Além disso, as agências reguladoras ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), e o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) também desempenham papéis cruciais.

O Censipam tem contribuído com monitoramento por satélite e análise de dados geoespaciais, ajudando a localizar áreas estratégicas de atuação. As ações incluem patrulhamento terrestre, aéreo e fluvial, com foco na inutilização de equipamentos e na desarticulação de redes logísticas que sustentam o garimpo ilegal. Um dos maiores desafios relatados é a capacidade dos garimpeiros de ocultar maquinário e combustível, o que exige aprimoramento contínuo das estratégias operacionais.

Divulgação/Casa Civil

Segurança Pública

Além do combate ao garimpo, a operação teve reflexos positivos na segurança pública. Em Jacareacanga, município que abriga quase que a totalidade da TI Munduruku, moradores relataram uma queda nos índices de crimes como tráfico de drogas e roubos, atribuída ao policiamento 24 horas realizado pela Força Nacional, com suporte da PF e PRF.

Próximos Passos

Com os primeiros resultados, a operação segue sem registros de ocorrências graves nos primeiros dias. O objetivo é manter o foco em proteger o território indígena e combater atividades ilegais. As lideranças envolvidas destacam a importância de medidas contínuas para garantir a segurança e a sustentabilidade da operação. O relatório também aponta para a necessidade de reforçar e ampliar a fiscalização em áreas próximas à Terra Indígena Munduruku.

A operação reforça o compromisso do Governo Federal em combater crimes ambientais e proteger comunidades indígenas, enquanto busca minimizar os impactos econômicos e sociais nas regiões afetadas.

*Com informações da Casa Civil

Em dois meses, mais de 400 focos de incêndio foram registrados no Amapá

0

Foto: Rafael Aleixo/g1 Amapá

Foram registrados no Amapá 426 focos de incêndio em 13 munícipios no período de setembro a outubro de 2024. Da quantidade, 22 foram totalmente combatidos, segundo um levantamento do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos (Ibama) divulgado no último dia 12.

Dos 426 focos registrados no estado, Mazagão foi o município que apresentou a maior porcentagem de concentração, já a capital foi a terceira. Veja:

  • Mazagão: 171 focos (40,1%)
  • Vitória do Jari: 53 focos (12,4%)
  • Macapá: 39 focos (9,2%)
  • Calçoene: 28 focos (6,6%)
  • Tartarugalzinho: 23 focos (5,4%)
  • Santana: 22 focos (5,2%)
  • Amapá: 13 focos (3,1%)
  • Laranjal do Jari: 9 focos (2,1%)
  • Pedra Branca do Amapari: 7 focos (1,6%)
  • Pracuúba: 7 focos (1,6%)
  • Ferreira Gomes: 5 focos (1,6%)
  • Porto Grande: 5 focos (1,2%)
  • Cutias: 1 foco (0,2%)

Dos municípios atingidos, o combate de focos foi registrado nos seguintes:

  • Laranjal do Jari : 1 foco combatido;
  • Tartarugalzinho: 6 focos combatidos;
  • Amapá: 15 focos combatidos .

Segundo a pesquisa, o combate em questão foi mapeado a partir do início do mês de novembro, registrados até o dia 10 do mesmo mês.

Dados são conforme levantamento do Ministério do Meio Ambiente, Ibama, Diretoria de Proteção Ambiental, Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais e a Coordenação estadual do Prevfogo-AP

Soluções de combate aos incêndios no Amapá

Uma iniciativa do Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade (ICMbio) é o Sistema Vellozia, que mostra uma visão detalhada e estratégica de monitoramento das áreas florestais atingidas nas unidades de conservação federal.

O sistema apresenta dados relevantes sobre camadas de dados e autuações de infração, fornecendo informações aos gestores ambientais. E apresenta também uma precisão de análise espacial temporal das áreas que estão sendo diretamente impactadas pelas queimadas.

Além da proteção nacional, medidas estão sendo reforçadas no estado na busca do combate aos focos, como a Operação Amapá Verde. Outro fator que contribui para o aumento das queimadas em áreas florestais, é o período de intensa estiagem que enfrentam os 16 municípios do estado. O governo federal reconheceu situação de emergência nas cidades.

Dados da operação Amapá Verde

Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Amapá (CBM) a operação iniciou no dia 1º de agosto de 2024 e segue até o mês de dezembro do mesmo ano com a mobilização de 760 bombeiros militares.

No ano de 2023, a operação iniciou em 16 de agosto. Este ano os serviços foram antecipados devido aos altos índices de incêndios registrados no ano passado.

“O início antecipado em 2024 foi uma resposta aos altos índices de incêndios registrados no ano anterior, com o objetivo de intensificar as ações preventivas e minimizar os impactos ambientais”, disse a sargento do Corpo de Bombeiros do Amapá, Gisele Brasil.

O CBM divulgou ainda que a operação conta com 13 bases avançadas para prevenção e combate nos municípios com maior incidência de incêndios. Quatro bases foram instaladas em locais que já possuem quartéis dos bombeiros. São eles:

  • Vitória do Jari;
  • Laranjal do Jari;
  • Porto Grande;
  • Oiapoque.

Outras 9 foram montadas em locais que não possuem os quartéis da corporação, que também possuem incidência das queimadas, incluindo a comunidade de tartarugalgrande. São:

  • Ferreira Gomes;
  • Mazagão;
  • Cutias;
  • Pedra Branca do Amapari;
  • Tartarugalzinho;
  • Amapá;
  • Itaubal;
  • Calçoene
  • Vitória do Jari

Os bombeiros informaram ainda que esse ano a prioridade foi a prevenção com 8.586 pessoas atendidas. O serviço foi reforçado com o nivelamento de 38 militares pela Força Nacional. De 1º de agosto até 13 de novembro, foram feitos:

  • 475 Combates;
  • 398 Prevenções;
  • 688 Monitoramentos.

*Por Isadora Pereira, da Rede Amazônica AP