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Rio Negro está a menos de um metro de bater seca recorde de 2023 em Manaus, aponta Defesa Civil

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Rio Negro está a menos de um metro de bater seca recorde de 2023 em Manaus, aponta Defesa Civil. Foto: Matheus Castro/g1 Amazonas

O Rio Negro está a menos de um metro da seca histórica de 2023, em Manaus (AM). Segundo a Defesa Civil do Amazonas, neste domingo (29), o rio está medindo 13,37 metros, 67 centímetros a mais que a cota mais baixa já registrada em 121 anos de medição: 12,70 metros.

Manaus está em situação de emergência por conta da seca do rio, que tem mais de 1,7 mil quilômetros de extensão e é um dos principais afluentes do Rio Amazonas. A praia da Ponta Negra, principal balneário da cidade já foi fechada para banho, devido ao baixo nível do rio.

No Porto da Capital, bancos de areia estão surgindo no meio do rio, forçando as embarcações a se afastarem e ficando cada vez mais longe do local onde costumavam atracar, próximo à via pública. A cidade pode, inclusive, sofrer com a escassez de peixes.

A previsão inicial do governo do estado é de que, neste ano, o Amazonas tenha uma seca severa nos mesmos moldes ou até pior do que o estado viveu no ano passado. Um relatório divulgado pelo Serviço Geológico do Brasil no sábado (28) aponta, inclusive, que o rio pode ficar abaixo dos 12 metros pela primeira vez na história.

Segundo a Defesa Civil, o rio começou o mês de setembro medindo 19,73 metros e já vazou, até este domingo, 6,36 metros.

“Nos últimos 30 dias, o nível hidrológico do rio variou em -0,23, o que significa que ele vazou, em média, 23 centímetros por dia. Já nos últimos sete dias, o nível hidrológico do rio variou -0,19, o que significa que ele vazou 19 centímetros por dia, em média”, aponta o órgão, que monitora a vazante.

A seca do Rio Negro também fez com que o Encontro das águas ficasse difícil de ser visto no Amazonas. A mistura das água escura do rio, com a água barrenta do Rio Solimões, é um dos patrimônios do estado e atrai turistas de todos os lugares do Brasil e do mundo.

Além de Manaus, todos os outros 61 municípios do Amazonas estão em situação de emergência por conta da estiagem severa. De acordo com o Governo do Estado, 560 mil pessoas estão sendo impactadas pelo problema. O número de famílias atingidas chega a 140 mil.

*Por Matheus Castro, da Rede Amazônica AM

Cultura gastronômica natural do povo Huni Kuin, do Acre, perde espaço para alimentos industrializados

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Foto: Reprodução/Pilnik (2019, p.450

O Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) – Ciências Humanas, Volume 19, nº 2 (maio-agosto de 2024), faz um alerta sobre um tema bem caro a todos os amazônidas, para não se falar em escala mundial: a culinária do povo indígena Huni Kuin, da Terra Indígena (TI) Kaxinawá do baixo rio Jordão, no estado do Acre, encontra-se sob risco de extinção.

Isso diante do avanço cada vez mais latente da globalização, que acaba de substituir culturas tradicionais por outras, no caso, por outros produtos fornecidos e comercializados internacionalmente. Os alimentos naturais, com todo um valor simbólico para os Huni Kuin, estão sendo gradativamente “trocados por alimentos por produtos processados e ultraprocessados que são, atualmente, acessíveis, tanto financeiramente, quanto nos comércios urbanos, tais como óleos e açúcares orgânicos”, escrevem em coautoria Málika Simis Pilnik e Tarik Argentim.

Essa situação é exposta em um dos trabalhos de pesquisa científica que integram essa publicação do Museu Goeldi, instituição que está às vésperas de completar, em 6 de outubro, 158 anos de atuação na realidade amazônica.

A gravidade desse processo verificado na comunidade indígena pode ser mensurada, apenas no aspecto da identidade regional desses e de outros cidadãos da Amazônia, por meio da suposição dos efeitos potenciais que seriam observados a partir da ausência de iguarias como a maniçoba, o vatapá, o arroz paraense, o pato no tucupi e doces de frutas da região na mesa dos amazônidas em geral. Ainda mais, nos dias que antecedem o Círio de Nazaré, em outubro, em Belém do Pará, quando a festa religiosa é emoldurada por essas e outras iguarias que dialogam historicamente com a cultura de povos indígenas e negros da Floresta Amazônica.

No artigo “Etnoculinária do povo indígena Huni Kuin do Jordão, Acre: conhecimentos, práticas e transformações alimentares na Amazônia ocidental brasileira”, assinado pelos pesquisadores Málika Simis Pilnik, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Manaus (AM), e Tarik Argentim, da Fundação Nacional dos Povos Indígenas, de Cruzeiro do Sul, do estado do Acre, o público verifica que esse processo conhecido como transição alimentar envolve uma redução nas taxas de desnutrição e, em contraponto, a emergência de doenças crônicas, como câncer, obesidade, diabetes e outras comorbidades nesses indígenas.

Saberes ancestrais

Por isso, esse conhecimento da alimentação é um repleto de conhecimentos, memórias, práticas e processos diversos para o povo Huni Kuin. Ao detalhar a centralidade da comida na vida dos Huni Kuin, o artigo mostra a importância da comensalidade (alimentarem-se em grupo); de alimentos entre parentes nas visitas a casas; o significado simbólico/espiritual de serem mastigados conjuntamente (naikĩ) os alimentos da floresta (da fauna e flora) para esse povo Nesse processo, os alimentos são saboreados lenta e simultaneamente.

É feita a abordagem dos cuidados com a alimentação dos bebês, em especial à corporalidade. A macaxeira e a banana são ingredientes essenciais na alimentação huni kuni, principalmente pela oferta abrangente, pelo seu valor nutritivo e ainda pelo uso em dietas/restrições alimentares (samã kea) de cunho espiritual realizado pelos xamãs (mukaya). Na capa do Boletim do MPEG, que está completando 130 anos em circulação, está uma foto do preparo de atsa pei (macaxeira com folha em hãtxa-kuin), em referência ao tema da edição “Territorialidades e patrimônios”.

Na descrição das práticas alimentares dos Huni Kuin, é possível observar o valor simbólico do ato de cozinhar (“ba”) relacionado à reprodução humana, ao ato de “procriar”, “nascer”, uma simbologia que envolve as utensílios da culinária desse povo e destaca a presença feminina em dois processos, entre outros aspectos estruturais da temática abordada, compondo um trabalho minucioso e esclarecedor sobre a relação umbilical de um povo indígena e sua alimentação para a própria existência através dos tempos.

Para baixar gratuitamente a edição completa, acesse AQUI.

*Com informações do Museu Goeldi

Manual em quatro idiomas ensina como interagir com botos, golfinhos e até baleias

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Foto: Reprodução/Fórum de Sustentabilidade

O Centro Nacional de Mamíferos Aquáticos lançou o ‘Manual de Boas Práticas em Interação com Cetáceos’, uma iniciativa que visa regulamentar e orientar as atividades de interação com golfinhos, botos e baleias no litoral do Brasil. O manual, disponível em quatro idiomas, é voltado tanto para o público geral quanto para profissionais envolvidos no turismo e lazer aquático. 

Elaborado por pesquisadores em mamíferos aquáticos do Instituto Chico Mendes, o documento oferece orientações para garantir a segurança dos envolvidos nas interações e, ao mesmo tempo, proteger os cetáceos de impactos negativos.

As diretrizes incluem desde a distância mínima que embarcações devem manter dos animais até protocolos para interações emergenciais, como desenredamento e desencalhe. Essas medidas são importantes para prevenir o molestamento intencional desses animais. 

O manual utiliza uma linguagem acessível e ilustrações didáticas, buscando promover a conscientização sobre a importância da conservação dos cetáceos. Aborda aspectos relacionados à interação colaborativa, especialmente observada em comunidades pesqueiras tradicionais, onde os cetáceos muitas vezes auxiliam na localização de cardumes, estabelecendo uma relação benéfica para ambas as partes. 

O ICMBio reforça que o ‘Manual de Boas Práticas’ não substitui a legislação vigente, mas complementa as normas, oferecendo orientações detalhadas para que a interação com cetáceos ocorra de forma responsável e sustentável. 

*Com informações do ICMBio

Ararajubas nascidas em parque de Belém são esperança para conservação da espécie

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Foto: Reprodução/Ideflor-Bio

Cinco filhotes de ararajubas nasceram no Parque Estadual do Utinga ‘Camillo Vianna’, em Belém (PA), com o apoio do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio) e da Fundação Lymington, para a preservação da biodiversidade amazônica.

O nascimento dessas aves marca um avanço no Projeto de Reintrodução e Monitoramento de Ararajubas na Região Metropolitana de Belém. Os filhotes, que já estão com cerca de dois meses, começam a observar o comportamento dos adultos e se prepararem para conquistar os céus.

O Ideflor-Bio informa que, até pouco tempo, as ararajubas eram consideradas extintas nos arredores da capital paraense. Com muita pesquisa, trabalho de campo e dedicação, essa situação está sendo revertida. A iniciativa do Instituto de Desenvolvimento Florestal já devolveu 58 ararajubas à natureza e isso é reflexo do compromisso do Estado com a proteção da biodiversidade e a preservação das espécies ameaçadas de extinção.

O presidente do Ideflor-Bio, Nilson Pinto, destacou a importância desse momento histórico. “O nascimento dessas ararajubas genuinamente paraenses é um testemunho do sucesso do projeto e da resiliência da natureza. Sem dúvidas, esse nascimento representa um grande passo para a conservação da espécie. É um sinal de que nossos esforços têm surtido efeito e que as ararajubas estão se adaptando ao seu habitat natural”, frisou.

Os filhotes que nasceram no Parque Estadual do Utinga têm uma vantagem em relação às demais aves reintroduzidas, que são trazidas do aviário da Fundação Lymington, em Juquitiba, interior de São Paulo: eles não precisarão passar por um período de adaptação ao clima e à alimentação, pois já estão inseridos em seu ambiente natural.

Marcelo Vilarta, um dos biólogos que atua no projeto, explica que essa nova geração de ararajubas é genuinamente paraense e representa a continuidade da espécie na região.

Além disso, o comportamento colaborativo das ararajubas tem sido um diferencial importante para o sucesso da reprodução. Não apenas os pais cuidam dos filhotes, mas outros membros do grupo se envolvem na proteção, alimentação e vigilância. Essa característica é marcante da espécie e tem sido observada pelos pesquisadores do projeto.

“As ararajubas têm um sistema de colaboração muito interessante. Mesmo não sendo os pais biológicos, outros indivíduos do grupo ajudam a proteger e alimentar os filhotes, contribuindo para que eles sobrevivam e alcancem a fase adulta”, ressalta Vilarta.

Adaptação inclui convivência com outras aves

O nascimento das ararajubas foi possível graças ao estabelecimento do grupo de aves reintroduzidas no Parque Estadual do Utinga. Elas passaram a confiar no ambiente e na convivência com os demais membros do grupo, o que facilitou a escolha do local para a reprodução. Leva um tempo até que as ararajubas se sintam confortáveis e selecionem o espaço adequado para fazerem seus ninhos. São aves territorialistas e protetoras, que só escolhem uma área quando sentem que há segurança e comida suficiente.

Outro ponto importante da ação é o monitoramento contínuo das ararajubas após a sua liberação. Marcelo ressalta que, mesmo ao deixarem o ninho, as ararajubas são guiadas pelos pais e pelo grupo. No entanto, caso se percam ou precisem de cuidados, a equipe do projeto estará pronta para realizar o resgate. “O ideal é que essa adaptação aconteça de forma natural, sendo conduzida pelos próprios membros da família”, detalhou.

Continuidade

A iniciativa se prepara para novas etapas de expansão. Em abril de 2024, o Ideflor-Bio e a Fundação Lymington firmaram um Termo de Colaboração para dar continuidade à terceira etapa do projeto. Essa fase prevê a ampliação do aviário para treinamento das aves, a construção de espaços dedicados à educação ambiental e a implementação de um equipamento digital para interação do público no Parque Estadual do Utinga.

De acordo com o presidente da Fundação Lymington, Luís Fábio Silveira, a reintrodução dessas ararajubas representa não apenas um esforço de conservação, mas também um símbolo de esperança. “A continuidade do projeto no Parque Estadual do Utinga e em outras áreas da Região Metropolitana de Belém é um passo significativo para a preservação da biodiversidade no Pará, um exemplo de como a união entre pesquisa, educação ambiental e gestão pública pode gerar resultados positivos”, enfatizou.

O objetivo é devolver mais 50 ararajubas aos céus de Belém até a realização da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), que ocorrerá na capital paraense. “Estamos ampliando a infraestrutura para recebermos um maior número de aves. A expectativa é que essas ararajubas passem por todo o processo de treinamento e se sintam preparadas para a vida em seu habitat natural”, destacou a gerente de Biodiversidade do Ideflor-Bio, Mônica Furtado.

*Com informações do Ideflor-Bio

Como os aceiros podem auxiliar no combate a incêndios florestais em Apuí, no Amazonas

Foto: Reprodução/Arquivo Idesam

Em parceria com o Mercado Livre, o Idesam promoveu em setembro uma arrecadação de recursos destinados à construção de aceiros nas áreas de agricultores afetados pelas queimadas em Apuí (AM). O geógrafo e brigadista voluntário, Heitor Pinheiro, explica que os aceiros são estruturas construídas de forma artificial e que podem ser feitas manualmente ou com a utilização de maquinários.

Ele classifica as estruturas como uma importante ferramenta no combate aos incêndios florestais, já que muitas vezes, a criação de um aceiro protege áreas gigantescas apenas com o combate indireto, fazendo com que o fogo não ultrapasse as barreiras criadas.

“Os aceiros podem ser feitos de forma manual, com o auxílio dos brigadistas utilizando enxadas, facões e roçadeiras. Também em grandes áreas pode ser feito de forma mecanizada com apoio de trator e maquinário. Normalmente os aceiros devem ser feitos cinco vezes o tamanho da vegetação. No caso de algumas regiões, pela grande altura da vegetação, os aceiros são construídos da melhor forma para que ele possa evitar que o fogo transpasse de uma região para a outra”, detalha Pinheiro.

Os aceiros também podem ser uma solução permanente, desde que sejam feitos de forma planejada e todos os anos, de acordo com o geógrafo. “O aceiro é uma prévia ao período das queimadas. Então, se você tiver estrutura, pessoas capacitadas e um planejamento prévio, é uma solução bastante eficaz para o combate indireto aos focos de incêndios florestais”, reforça.

Os recursos serão todos destinados para o projeto Café Apuí Agroflorestal e demais ações de agenda positiva pela restauração florestal e produção sustentável em sistemas agroflorestais. Atualmente, são 113 famílias na iniciativa e 231 hectares de áreas plantadas.

*Com informações do Idesam

“Foi devolvido o direito de viver”, diz liderança Yanomami sobre ações da Saúde

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Foto: Rafael Nascimento/MS

Lideranças Yanomami reconheceram os avanços que a saúde indígena alcançou no último um ano e meio. O aumento da assistência, a reabertura de unidades e a ampliação do quadro de funcionários são os principais investimentos no território.

Durante a última semana, no 5º Fórum de Lideranças Yanomami e Ye’kuana, em Auaris, Roraima, o Ministério da Saúde apresentou um balanço das ações para a saúde indígena.

  • Principais números da ação do Ministério da Saúde no território Yanomami:
  • 7 polos-base reabertos;
  • 5,2 mil indígenas voltaram a ter acesso à assistência;
  • 1.497 médicos atuando no território;
  • 33% de queda da mortalidade;
  • 3,3 mil crianças acompanhadas nutricionalmente;
  • 83,1% a mais de testes para a detecção da malária;
  • 47,5% de alta na vacinação de rotina no território.

O presidente da associação Urihi e do Conselho Distrital de Saúde Indígena Yanomami, Junior Yanomami, afirma que as ações da pasta devolveram o direito de viver e o bem-estar da população local.

Integração

Junior Yanomami destaca que a integração do território foi essencial para que as políticas tivessem efetividade. “As ações vão até as comunidades de mais difícil acesso. Melhorou, por exemplo, a vacinação . Isso é muito importante”, frisa.

“A ação mais importante foi a recuperação das crianças e o combate à desnutrição. Hoje, vemos nova luz. Eu acompanhei a situação que estávamos antes, abandonados. O governo ‘deu a mão’ e salvou crianças, devolveu a esperança”, conclui.

Foto: Rafael Nascimento/MS

Investimentos

O secretário de Saúde Indígena (Sesai) , Weibe Tapeba, apresentou, durante o fórum, um balanço das ações do ministério no território Yanomami .

Ele destaca que, de 2023 para cá, muitas ações foram implementadas, como o aumento do número de profissionais atuando no território, de 690 para 1,5 mil.

“Fizemos investimentos robustos. Quando iniciamos o governo, havia apenas quatro médicos. Hoje temos 40. Reabrimos sete polos-base, construímos seis novas unidades. Além disso, estamos mantendo as estruturas abastecidas”, pondera.

Desde o início da emergência, no ano passado, 5,2 mil indígenas voltaram a receber assistência. Em 2023, a Sesai investiu R$ 221 milhões no território e, até agosto deste ano, já foram R$ 216 milhões.

*Com informações do Ministério da Saúde

‘Quem quer ser uma paleontóloga?’: projeto no Tocantins quebra estereótipos e incentiva ciência nas escolas

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Foto: Daniel dos Santos

O projeto ‘Quem quer ser uma paleontóloga?’ é uma iniciativa desenvolvido pela professora Etiene Fabbrin Pires Oliveira, do Câmpus de Porto Nacional da Universidade Federal do Tocantins (UFT), e tem como objetivo desmistificar a imagem tradicional de cientistas e incentivar a participação feminina na ciência. O projeto ganhou destaque na promoção de uma maior diversidade no campo da paleontologia.

Etiene conta que a ideia para o projeto surgiu a partir da observação da concepção preconceituosa sobre quem faz ciência. Quando questionadas sobre como imaginam um cientista, a maioria das crianças e adolescentes descreve um homem branco e idoso.

O projeto visa, portanto, não só desafiar esses estereótipos, mas também estimular meninas e mulheres a se interessarem pelas carreiras científicas.

O projeto contou com uma equipe diversificada composta por estudantes de pós-graduação e graduação, egressos, servidores do Naturatins e membros da comunidade de Bielândia. A equipe foi fundamental na realização das atividades e na interação com o público-alvo, explicou Etiene.

Etiene é a idealizadora do projeto. Foto: Daniel dos Santos

Desenvolvimento

Para o projeto, foram selecionadas oito escolas públicas dos municípios de Filadélfia, Barra do Ouro e Babaçulândia para participar do projeto. Essas localidades foram escolhidas devido à sua proximidade com o Monumento Natural das Árvores Fossilizadas do Estado do Tocantins (Monaf) e pela ocorrência de afloramentos fossilíferos nas regiões circunvizinhas. Entre agosto de 2023 e março de 2024, três expedições de campo foram realizadas na região do Monaf, com base no alojamento gerido pelo Naturatins em Bielândia.

As atividades nas escolas seguiram uma dinâmica consistente, que incluíram: roda de conversa, para aproximar os alunos das pesquisadoras, foram feitas provocações sobre a imagem tradicional de um cientista, permitindo que os alunos interagissem e refletissem sobre estereótipos.

Na palestra, utilizando um data show, foram apresentadas informações sobre tipos de fósseis, o processo de fossilização e os principais fósseis do Tocantins. Na mostra de Fósseis, os alunos tiveram a oportunidade de ver e manusear fósseis selecionados, proporcionando uma experiência prática e direta com o material paleontológico. Entrega de Produtos de Extensão, foram entregues materiais didáticos para as gestoras das escolas participantes.

No total, participaram das atividades 753 estudantes e 45 professores, abrangendo turmas do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e do 1º ao 3º anos do ensino médio.

Foto: Divulgação

Impacto

Os alunos receberam as atividades com muito entusiasmo. Muitos, mesmo vivendo na área de influência do Monaf, desconheciam o monumento e a importância dos fósseis. As avaliações realizadas pelas gestoras das unidades escolares e pela equipe do projeto revelaram um impacto positivo significativo. A interação com as pesquisadoras e a apresentação dos fósseis despertaram interesse e curiosidade entre os estudantes.

Além disso, as avaliações mostraram que as atividades contribuíram para a democratização do conhecimento e para a popularização da ciência. Os professores notaram um auxílio didático valioso para as aulas de ciências e biologia, e houve uma solicitação por parte de outras escolas para atividades similares.

Além disso, o projeto desempenhou um papel crucial na divulgação da paleontologia, especialmente nas escolas situadas em áreas próximas a importantes sítios fossilíferos. A colaboração com o Naturatins e os moradores de Bielândia também fortaleceu a parceria entre a Universidade e a comunidade local.

Embora o projeto tenha terminado em março de 2024, com a entrega dos produtos de extensão às escolas, sua contribuição para a popularização da ciência e o incentivo à participação feminina na ciência permanece. A experiência também revelou a importância de continuar com iniciativas que promovam a inclusão e o reconhecimento da diversidade no campo científico.

A professora Etiene e sua equipe demonstraram que a ciência pode e deve ser acessível a todos, e que a quebra de estereótipos é essencial para o avanço e enriquecimento das carreiras científicas.

*Com informações da UFT

3 municípios para desbravar as belezas naturais do Tocantins

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Não há nada melhor do que aproveitar um momento para se reconectar com a natureza. No Tocantins, por exemplo, os turistas podem desfrutar de muitas belezas naturais e lugares paradisíacos. As atrações turísticas do Estado são ideais para quem deseja praticar esportes radicais, descansar com a família ou apenas pra relaxar.

Conheça três municípios que contam com lugares que vão te conquistar:

Aurora do Tocantins

No município de Aurora do Tocantins, situado às margens da Rodovia TO-110, está o famoso Rio Azuis. Com uma extensão menor que 150 metros, o Azuis é considerado o menor rio do Brasil e o terceiro menor rio do mundo, de acordo com o Guinness Book (Livro dos Recordes). O rio possui águas transparentes, com pedras em seu leito de cor azul-esverdeado. É um ponto turístico muito frequentado no Tocantins, não só pela curiosa extensão, mas também pela beleza marcante.

O rio possui, em suas proximidades, alguns bares e restaurantes que servem bebidas e pratos típicos do Estado aos visitantes.

Foto: Reprodução/Facebook/Rio Azuis

Pindorama do Tocantins

Um local para quem gosta de mergulho ou aproveitar momentos para se refrescar do calor é Pindorama do Tocantins (distantes a 220 quilômetros de Palmas), onde está a Lagoa do Japonês. O local tem atraído a atenção de muitos tocantinenses e turistas que buscam um lugar para curtir a natureza e se refrescar no intenso calor do verão.

Foto: Reprodução/Facebook/Lagoa do Japonês

Taquaruçu

Quer desbravar a natureza? Localizado a 32 quilômetros de Palmas, a capital do Tocantins, está o distrito de Taquaruçu. O diferencial deste lugar? As cachoeiras de água frias, algo que tem atraído cada dia mais pessoas.

A tranquilidade de Taquaruçu remete às pequenas cidades do interior do Brasil, as cachoeiras e o clima ameno contrastam com as altas temperaturas de outras cidades. São 82 cachoeiras catalogadas, paredões, grutas, córregos e mirantes, em um local onde o turista pode praticar atividades como rapel, tirolesa, trilhas – tanto a pé quanto de bicicleta – e se refrescar nas águas.

Entre os principais atrativos, estão Cachoeira da Roncadeira, Cachoeira Escorrega Macaco, Cachoeira do Evilson, Cachoeira do Vale do Vai Quem Quer, Cachoeira de Taquaruçu, Cachoeira do Sambaiba, Cachoeira Raizana, Cachoeira Pequena, Cachoeira Rappel, Cachoeira Caverna, Corredeira Rio São João e o Balneário Natureza.

Foto: Governo do Brasil

Pesquisas apontam como a pandemia de Covid-19 afetou Feiras Livres na Amazônia

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Foto: Divulgação

É inegável os impactos da pandemia da Covid-19 em muitos e diferentes aspectos, a alimentação é uma delas. Estudos apontam que a Covid teve impacto negativo na alimentação da população brasileira, com aumento no consumo de alimentos ultraprocessados. Esta informação corrobora com o que diz a pesquisa que o professor Lívio Claudino, do curso de Ciências Agrárias da Unifesspa, no Pará, apresentou recentemente no 6º Encontro Nacional de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar Nutricional (ENPSSAN), onde recebeu menção honrosa.

O evento, realizado no Rio de Janeiro, entre 10 e 13 de setembro, reuniu cerca de 600 especialistas de âmbito nacional e internacional, para discutir a Soberania e Segurança Alimentar.

A pesquisa ‘Como a Pandemia de covid-19 afetou as feiras livres e potencializou os supermercados em cidades médias na Amazônia’ fala sobre os mercados de alimentos em Marabá (PA) durante e depois da pandemia.

Segundo o Diretor do Instituto de Estudos em Desenvolvimento Agrário e Regional-IEDAR, Daniel Silva, a pesquisa traz informações relevantes sobre os mecanismos que fizeram com que os mercados locais passassem por mudanças recentes, também impulsionadas pela pandemia, fazendo com que as feiras tivessem perdido parte de sua força, enquanto os supermercados expandiram, aproveitando o momento de restrição da circulação das pessoas.

Para o pesquisador, o fenômeno de enfraquecimento das feiras que aconteceu durante a pandemia não cessou. Vale destacar que o processo de fortalecimento dos mercados inseridos nos contextos nacionais e internacionais já vinha acontecendo bem antes da pandemia, mas foi potencializado.

Lívio Claudino aponta que o outro problema que se agravou foi o abastecimento para os pequenos comerciantes, como os feirantes e ambulantes que comercializam verduras, hortaliças e similares.

“De uns anos para cá, apesar da existência de muitas hortas no município e proximidades, esses comerciantes não estão conseguindo acessar, já que os horticultores estão vendendo para os supermercados de modo direto ou por meio de intermediários”, explica.

Com a falta de incentivos à produção local e estruturação das vias de comercialização mais direta (os circuitos curtos), esses problemas tendem a se agravar. Ele ainda ressalta a relevância da produção e comercialização local e regional para a segurança e soberania alimentar e nutricional e também para a redução dos efeitos deletérios das mudanças e urgências climáticas.

O professor faz parte de diversos coletivos significativos para o avanço da ciência no país, inclusive sendo ele parte da Diretoria Nacional da Associação Brasileira de Agroecologia (ABA), como secretário nacional. Integra também o Conselho Consultivo da Rede de Estudos Rurais, além de ser delegado da regional Norte do Fórum Nacional de Professores e Professoras de Extensão Rural.

*Com informações da Unifesspa

Estudo aponta que incêndios em terras indígenas cresceram 80% em 2024

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Povos indígenas de Mato Grosso sofrem com os incêndios florestais. Foto: Erlie Runhamre Xavante

Os incêndios em terras indígenas no Brasil cresceram 80% em 2024. De janeiro a agosto foram queimados 3 milhões de hectares, um aumento de quase 1,4 milhão de hectares em comparação ao mesmo período do ano passado.

Segundo o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, o salto expressivo em 2024 sugere a possibilidade de incêndios florestais externos e fogo criminoso nesses territórios.

Isso estaria relacionado à intensificação de atividades ilegais e invasões, ou, em alguns casos, por queimas de roça que saíram do controle nessas localidades.

A situação é crítica nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, que apresentam queimadas próximas do máximo histórico. Por causa da fumaça dos incêndios e da seca rigorosa, o alerta é para a saúde no Acre, Amazonas e Rondônia.

O Ministério da Saúde informa que, em algumas cidades, mais do que dobrou o número de atendimentos por sintomas gastrointestinais, respiratórios e síndromes gripais. A ministra Nísia Trindade disse que a situação é de atenção.

Mais de 60 brigadistas atuam para controlar as chamas desde essa quarta-feira. Já foram lançados mais de 21 mil litros de água por helicóptero no combate ao fogo. Neste ano, a área queimada no Brasil foi 116% maior do que a registrada em 2023, atingindo 11 milhões de hectares.

Além disso, as perdas com incêndios causaram um prejuízo de quase R$ 15 bilhões, de junho a agosto, em cerca de 3 milhões de hectares de propriedades rurais, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil.

*Com informações da Rádio Nacional