Home Blog Page 420

Detector de anticorpos contra vírus da encefalite de Saint Louis na Amazônia é desenvolvido no Mato Grosso

0

Clonagem e expressão da proteína NS1. Foto: Divulgação/Arquivo da pesquisa

Pesquisadores de Mato Grosso estão desenvolvendo um ensaio imunoenzimático (ELISA), para a detecção de anticorpos contra o vírus da encefalite de “Saint Louis” (SLEV), uma doença ainda pouco diagnosticada no Brasil, mas que apresenta potencial de impacto significativo na saúde pública. O arbovirus é transmitido por mosquitos do gênero Culex e pode atingir o sistema nervoso central, causando inflamação no cérebro.

Os principais sintomas são a febre, dor de cabeça, rigidez no pescoço, estupor, desorientação, coma, tremores, convulsões ocasionais e paralisia espástica.

Estudos estimam que aproximadamente 500 espécies de arbovírus identificados no mundo, cerca de 200 já tenham sido encontrados no bioma Amazônia e, desses, pelo menos 40 podem causar doenças em humanos.

Nesse cenário, uma pesquisa desenvolvida no Laboratório de Imunologia e Biologia Molecular (LIBM) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), campus Sinop/MT, está desenvolvendo um método inovador para melhorar a detecção de SLEV no Sistema Ùnico de Saúde (SUS).

O projeto é coordenado pela doutoranda em Biotecnologia e Biodiversidade Ana Lucia Scarpin Ramos, e fomentada pela Governo do Estado, através da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), dentro do Edital nº 004/2023-Doutorado com Produto Tecnológico.

A metodologia envolve a clonagem e expressão da proteína NS1 recombinante do vírus, utilizado como antígeno em testes de ELISA para detecção de anticorpos IgG e IgM. O processo segue rigorosos protocolos. O RNA viral é extraído, amplificado por RT-PCR, e a proteína NS1 é clonada e expressa em células de Escherichia coli. Após a purificação, a proteína recombinante é empregada em testes laboratoriais para determinar sua eficácia na detecção de infecções por SLEV.

“Esses processos serão posteriormente validados com amostras humanas previamente processadas, garantindo alta sensibilidade e especifidade. Os resultados esperados desse estudo vão além do laboratório. Um teste diagnóstico eficaz e acessível, como o proposto, pode transformar a forma como as arboviroses são monitoradas e tratadas no Brasil”, afirmou a pesquisadora.

Foto: Divulgação/Arquivo da pesquisa

A equipe de pesquisadores do Laboratório de Imunologia realizam há mais de dez anos a vigilância humana e ambiental no município de Sinop e região. “Realizamos testes com amostras coletadas da população nos laboratórios municipais e parceiros, onde conseguimos monitorar o tipo de arbovirose em circulação, aumentando o controle e um melhor atendimento clínico a população, porque os sintomas das arboviroses são semelhantes”, afirmou Ana Scarpim

O teste de ELISA (Enzyme-Linked Immunosorbent Assay), é uma técnica de imunoensaio que detecta e quantifica antígenos ou anticorpos usando uma enzima ligada a um anticorpo. Quando essa enzima entra em contato com um substrato específico, ocorre uma reação colorida que pode ser medida, geralmente usa-se um leitor de microplacas.

De acordo com a pesquisadora, “ao final da pesquisa, o novo teste será incorporado à rotina de laboratórios públicos se tornando uma ferramenta valiosa. A detecção precoce, o diagnóstico mais rápido e preciso pode evitar subnotificações e minimizar confusões com outras arboviroses, como dengue, zika e chikungunya. Com um diagnóstico confiável, os profissionais de saúde poderão tomar decisões mais assertivas no manejo dos pacientes, reduzindo complicações e melhorando os desfechos clínicos, contribuindo para o mapeamento da prevalência e incidência do SLEV, além de fornecer dados valiosos para a formulação de políticas públicas e estratégias de controle”.

*Com informações da Fapemat

Silêncio como forma de resistência: indígenas isolados na área de influência da BR-319

0

Foto: Daniel Cangussu/Funai

No Interflúvio Madeira-Purus, onde a mata ainda fala mais alto que o asfalto, vivem povos que escolheram o isolamento como forma de existir. São indígenas que não mantêm contato com a sociedade envolvente e que seguem em silêncio, cercadas por árvores, rios e mistérios.

Na área de influência da BR-319, há registros oficiais da presença de pelo menos cinco grupos isolados, segundo levantamentos da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e organizações indígenas.

Leia também: Brasil tem 119 povos indígenas vivendo isolados, aponta publicação do Cimi

Esses povos habitam regiões de difícil acesso ao sul da rodovia, entre os municípios de Lábrea, Humaitá e Canutama. Ali, a floresta ainda guarda sinais de sua passagem: trilhas recém-abertas, malocas escondidas, utensílios deixados para trás. Mas a ameaça avança junto com projetos de infraestrutura, como a BR-319, hidrelétricas e a abertura de ramais.

A repavimentação da estrada e a abertura de seus ramais intensificam a presença de madeireiros, grileiros e caçadores — invasões que colocam em risco não apenas o modo de vida desses grupos, mas sua própria sobrevivência física.

Entre os registros mais sensíveis está o dos indígenas isolados do Mamoriá Grande, na calha do rio Purus, entre os municípios de Lábrea e Canutama. Indícios da presença desse grupo já foram confirmados por expedições da Funai, e sua existência levou o Ministério Público Federal a cobrar medidas urgentes de proteção.

Veja também: Indígena isolado faz contato voluntário com ribeirinhos no Amazonas

Outro caso emblemático é o da Terra Indígena Hi-Merimã, no médio rio Purus, onde vivem indígenas isolados que resistem sem contato há décadas, em um dos territórios mais remotos e preservados da região.

Historicamente, muitos desses povos se isolaram após experiências traumáticas de contato forçado, marcadas por violência, epidemias e expulsão de seus territórios.

O direito ao isolamento voluntário é protegido pela Constituição e por normas internacionais, mas, na prática, a proteção depende de ações como a criação de terras indígenas, restrições de uso e vigilância permanente.

Nos últimos anos, o Ministério dos Povos Indígenas e a Funai renovaram medidas de proteção, como a Portaria de Restrição de Uso da Terra Indígena Jacareúba-Katawixi, válida até 2026.

Mas especialistas alertam: o ritmo das ameaças é mais veloz que o das garantias. Defender os povos isolados é defender o direito de existir em liberdade — e proteger o que resta da floresta em pé.

*O conteúdo foi originalmente publicado pelo Observatório BR-319

PSDB solicita garantia de pavimentação da BR-319 ao STF

0

Trecho não pavimentado da BR-319. Foto: Divulgação/Idesam

O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) no início de abril para garantir que o governo federal pavimente a BR-319, na região Norte. A Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1215 foi distribuída ao ministro Luiz Fux.

Nela, o PSDB afirma que a deterioração da BR-319 — única ligação rodoviária entre Amazonas e Roraima com Rondônia — isola a região, amplia desigualdades e perpetua a pobreza local.

O partido também afirma que a situação fere os direitos constitucionais à saúde, à dignidade humana e à mobilidade. Aponta, por exemplo, que a falta de manutenção na estrada foi um dos motivos que gerou, em 2021, o desabastecimento de oxigênio nos hospitais de Manaus durante a pandemia da covid-19. ​

Leia também: BR-319: Conheça 5 curiosidades sobre a rodovia que divide opiniões

Questão ambiental

Segundo o PSDB, o avanço das leis ambientais tem criado dificuldades para a recuperação da rodovia. Embora as obras tenham sido licenciadas, decisões judiciais conflitantes estariam mantendo os trabalhos paralisados em um trecho de mais de 400 quilômetros.

Manaus – Porto Velho

A BR-319 foi inaugurada em 1976. Por falta de manutenção, tornou-se intransitável em 1988 e foi reaberta apenas esporadicamente e só em alguns trechos. Desde 2000, foram criadas 27 Unidades de Conservação ao longo de seu traçado, abrangendo florestas protegidas e terras indígenas.

Leia também: Portal Amazônia responde: o que é o ‘trecho do meio’ da BR-319?

*Com informações do STF

RG Animal: e se o SinPatinhas fosse para animais da Amazônia? Veja como seria

0

O Governo Federal lançou o Sistema do Cadastro Nacional de Animais Domésticos (SinPatinhas) no dia 17 de abril com o objetivo de ajudar na proteção e bem-estar de pets em território nacional. O chamado “RG Animal” tem como foco o registro de cães e gatos, mas e se os animais da Amazônia também pudessem realizar o cadastro?

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

O Portal Amazônia buscou por alguns animais da região que já são tão conhecidos que já poderiam ter seu RG:

A onça Mura

Um vídeo registrando a onça-pintada Mura mergulhando no zoológico do Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), em Manaus (AM), encantou internautas nas redes sociais. De acordo com as informações do CIGS, Mura é uma fêmea que nasceu em 2022 no zoológico, filha de Pituca e Máximus.

Saiba mais: Saiba a origem de Mura, a onça que encantou internautas no Amazonas

O jacaré Dony

Um jacaré-açu caminhando próximo de casas no bairro Panair, em Porto Velho. Poderia ser assustador para muitos, mas segundo os moradores, o animal frequenta a área há pelo menos 7 anos. É tão conhecido que já recebeu até um nome carinhoso: Dony.

Saiba mais: Dony, o jacaré-açu “de estimação” que passeia pelas ruas de Porto Velho

A galinha Galinhola

Uma família da zona rural de Jaru, em Rondônia, foi pega de surpresa ao presenciar o nascimento de uma ave com traços de galinha e galinha-d’angola. O animal, apelidado de “galinhola”, chamou a atenção por sua aparência incomum. Apesar da semelhança entre as aves, pesquisadores afirmam que não se trata de um cruzamento entre diferentes espécies, mas sim de aves de diferentes raças.

Saiba mais: ‘Fenômeno genético?’: Galinha com características de duas espécies nasce em sítio de Rondônia

O peixe-boi Kinjá

Nascido em cativeiro no Inpa em fevereiro de 2004, Kinjá é filho da fêmea Boo e do macho Tupy. O charme desse peixe-boi é devido à marcante mancha branca que se estende da barriga, passa pela nadadeira peitoral e vai até o focinho, característica que, segundo especialistas, o torna “o peixe-boi da Amazônia mais bonito”.

Saiba mais: Kinjá: peixe-boi “mais bonito do mundo” completa 21 anos

Mas o que é o SinPatinhas?

O Sistema do Castrado Nacional de Animais Domésticos (SinPatinhas) foi criado para registrar cães e gatos em um banco de dados nacional. Tutores, ONGs e municípios podem cadastrar os animais sob sua responsabilidade e emitir a carteirinha de identificação.

De forma simples, é um “RG Animal” que inclui um QR Code, que pode ser fixado na coleira e permite que, em caso de perda, qualquer pessoa consiga localizar o tutor e ajudar o animal a voltar para casa.

O SinPatinhas é gratuito e o cadastro é voluntário para a maioria das pessoas. Veja todas as regras AQUI.

O que são as reservas marinhas que o ICMBio quer criar na costa do Amapá?

Praia do Goiabal, em Calçoene, na costa do Amapá. Foto: Rafael Aleixo/Rede Amazônica AP

Quatro unidades de conservação marinhas podem ser criadas no litoral do Amapá. O objetivo, segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), é proteger as comunidades pesqueiras artesanais ameaçadas pela pesca predatória.

Consultas públicas vão ser realizadas até maio em municípios costeiros e fazem parte de um processo de esclarecimento das propostas para a população local (veja locais e datas no fim desta matéria).

O ICMBio informou que a criação das reservas extrativistas não impede a possível pesquisa sobre petróleo na Margem Equatorial brasileira. De acordo com o instituto, as reservas têm sido alvo de informações distorcidas.

Leia também: A dualidade da exploração de petróleo na Margem Equatorial: o que é e como afeta a Amazônia?

Os limites das reservas Flamã, Bailique, Amapá-Sucuriju e Goiabal ficam entre 130 km e 447 km do Bloco FZA-M-59, na Margem Equatorial.

“É importante dizer que as reservas extrativistas que estão sobre consulta vieram de um processo que começou lá em 2005, quando pescadores artesanais, populações tradicionais, apresentaram ao governo federal uma proposta de criação de uma reserva extrativista marinha”, disse Mauro Pires, presidente do ICMBio.

Proposta de criação de quatro Unidades de Conservação no Amapá. Foto: Reprodução/ICMBio

O estado tem cerca de 24 mil pescadores artesanais que têm na pesca a fonte de sustento. Para o instituto, as quatro propostas abrangem áreas predominantemente sobre o mar, com a inclusão de algumas áreas de manguezais, que são fundamentais para a reprodução e alimentação de peixes. Nessas áreas a atividade extrativista principal é a pesca.

O que dizem os políticos

Sobre o assunto, políticos do Amapá se manifestaram contra a criação das unidades. Na terça-feira (22) o senador Lucas Barreto (PSD-AP) disse, em pronunciamento no plenário do Senado, que a medida pode limitar o uso do território para as atividades de pesca e de exploração de petróleo.

“Já conhecemos essa história. Foi assim que nos tiraram mais de 74% do território estadual em nome de parques nacionais que só existem no papel. Agora, a tentativa se repete com novos rótulos e velhos propósitos. O ICMBio age como sabotador do desenvolvimento do Amapá e ainda tenta negar que as reservas afetem a exploração de petróleo. Trata-se de uma ofensiva articulada para transformar o estado em um museu ambiental: bonito de ver, inútil para quem mora dentro dele”, disse o senador.

Ainda na terça-feira (22) foi realizada na Assembleia Legislativa do Amapá (Alap) uma sessão ordinária sobre as consultas públicas do ICMBio.

“Criar mais uma reserva, nesse contexto, é um obstáculo ao progresso. Isso pode inviabilizar projetos estratégicos como o porto oceânico e transferir nossas oportunidades para outros estados. O Amapá precisa de desenvolvimento, emprego e renda — não de mais restrições”, disse o deputado Delegado Inácio (PDT-AP).

O vice-governador do Amapá, Teles Júnior, criticou a proposta e disse que as unidades podem comprometer projetos estratégicos para o estado.

“Mais de 70% do território amapaense já é área protegida. Criar mais uma reserva pode inviabilizar projetos estruturantes”, disse Teles Júnior durante a sessão.

O que é uma reserva marinha?

As reservas, também chamadas de Resex, são categorias de unidades de conservação criadas em áreas utilizadas por populações extrativistas tradicionais. O objetivo é proteger os meios de vida e a cultura dessas populações, e assegurar o uso sustentável dos recursos naturais.

As unidades permitem a organização da pesca artesanal para reduzir conflitos com embarcações industriais e promover o equilíbrio no uso dos recursos. De acordo com o ICMBio, as Resex incentivam o uso sustentável dos recursos pesqueiros e viabilizam a pesca de forma controlada e estruturada, além do potencial para o desenvolvimento do turismo ecológico e comunitário.

Veja as datas das consultas públicas:

30/04 (9h) – Oiapoque: Igreja Evangélica Quadrangular, Av. Karipuna, nº 270, bairro Nova Esperança.
03/05 (9h) – Bailique (zona rural de Macapá): Centro Comunitário de Jaranduba de Bailique, Rio Marinheiro.
05/05 (9h) – Amapá: Ginásio poliesportivo municipal Jânio Teixeira da Silva, s/nº, bairro das Sete Mangueiras.
07/05 (9h) – Calçoene: Escola Estadual Amaro Brasilino de Farias Filho, Rua Eulálio Modesto, bairro das Comunicações.

*Por Rafael Aleixo, da Rede Amazônica AP

I Mostra de Cinema ‘A Moda é Viver’ exibirá curtas produzidos por estudantes da rede pública de Caracaraí

0

Mostra de Cinema ‘A Moda é Viver’ exibirá curtas produzidos por estudantes: ASCOM IAMV

A I Mostra de Cinema “A Moda é Viver” será realizada em Caracaraí, no dia 26 de abril, a partir das 18h, na quadra coberta do município, localizada às margens do rio Branco, na avenida principal da cidade. O evento conta com uma ampla programação, iniciando com a animação de DJ, bandas, premiações, homenagens e a exibição de curtas metragens premiados produzidos por cineastas do estado.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp 

O momento mais esperado da festa é a exibição de dois curtas metragens de gênero documentário, produzidos por alunos e alunas da rede pública de ensino de Caracaraí e dirigidos pelo jornalista Éder Santos e pelo coordenador da Mostra, Leandro Monte. Durante as oficinas de formação que ocorreram no âmbito do projeto da Mostra, os alunos sugeriram ideias e criaram roteiros para documentários com base na realidade observada por eles. Eles foram a campo para produzir o material, gravando entrevista e acompanhando a equipe de filmagem durante uma semana intensa.

Leia também: Para o mundo ver: confira 10 filmes ambientados na Amazônia

Mostra de Cinema ‘A Moda é Viver’ exibirá curtas produzidos por estudantes: ASCOM IAMV

Curtas

O primeiro documentário tem como tem título “Andercley”. Conta a vida de um estudante com deficiência motora, com dificuldades de locomoção, coordenação, força muscular e fala. Ele precisa se deslocar por meio de uma cadeira de rodas e, no documentário, relata seus dramas e como faz para superar os desafios diários, enfrentando ruas precárias no período de inverno, a escuridão do bairro em que mora com dois irmãos menores de idade e o preconceito de alguns colegas. O pai de Andercley Costa, senhor Anderson Costa, também está no filme relatando a luta que enfrenta ao criar os três filhos sozinho, após a separação da esposa e depois de “puxar” oito anos e 10 meses de cadeia em regime fechado por um crime cometido em sua juventude.

Leia também: Verdade “nua e crua”: 5 filmes que mostram a realidade da região amazônica

Mostra de Cinema ‘A Moda é Viver’ exibirá curtas produzidos por estudantes: ASCOM IAMV

O segundo documentário de curta metragem trata da vida da jovem Luciana Paiva. Com o título “Yuri”, nome do bebê da personagem principal, o curta traz entrevista com a protagonista sobre como se deu o processo de superação, após o distanciamento da mãe, o acidente fatal que vitimou seu pai, a gravidez na adolescência e de como fez para continuar estudando, levando seu filho para as aulas. O filme ainda traz entrevistas com o diretor da escola Castelo Branco e com professores que acompanham o drama da estudante e suas conquistas.

Leia também: Confira seis produções de horror gravadas na Amazônia

Formação

Estudantes do município de Caracaraí (RR) receberam, nos meses de março e abril, duas oficinas de formação em audiovisual, sob a coordenação do Instituto A Moda é Viver: diga sim a vida. As oficinas de cinema compõem o projeto da I Mostra de Cinema “A Moda é Viver”.

Leia também: “Filme de terror” na Amazônia: conheça a história do acidente rodoviário que resultou em 39 corpos deformados por piranhas

Mostra de Cinema ‘A Moda é Viver’ exibirá curtas produzidos por estudantes: ASCOM IAMV

A primeira oficina foi de Direção de Cinema, ministrada pelo cineasta Alex Paiva. Os estudantes estudaram roteiros, arte de guiar atores e a direção de equipe técnica. Com a oficina de Produção, ministrada pelo cineasta Éder Santos, os estudantes aprenderam sobre as etapas de um filme, como a pré-produção, produção e pós-produção, observando na prática como se faz o agendamento de filmagens, o gerenciamento de prazos e outras tarefas administrativas.

O evento é viabilizado por meio de recursos da emenda parlamentar do deputado federal Haroldo Catedral, que tem apoiado ações culturais e educacionais em Roraima. A mostra tem o apoio da Associação Roraimense de Cinema e Produção Audiovisual Independente (Arcine), da Secretaria de Estado de Turismo e Cultura (Secult/RR), da Prefeitura Municipal de Caracaraí e da empresa Platô Filmes.

Outras informações pelo telefone (Zap) 99120-8382 ou e-mail: amvroraima@hotmail.com

A literatura amazônida ainda não existe

0

Foto: Jan Santos/Acervo pessoal

Por Jan Santos – jan.fne@gmail.com

Qualquer pessoa que publica neste estado que conseguiu um pouquinho mais de projeção já percebeu uma verdade dura: não basta ser bom, tem que romper fronteiras, e às vezes nem assim.

Não falo apenas de obstáculos metafóricos, mas de fronteiras mesmo, geográficas, que por vezes colocam um limite no alcance de nossas publicações.

Recentemente, eu e alguns colegas escritores do Coletivo Visagem passamos por uma situação que nos lembrou dessa verdade. Decidimos nos inscrever em um evento de Literatura Fantástica na Capital do Sucesso, São Paulo, e, para a nossa surpresa, fomos convidados a apresentar um pitching sobre um de nossos projetos em conjunto. O negócio é o seguinte: quando você é um artista no Norte e não recebeu “nãos” o suficiente na vida, e de repente alguém da Capital do Sucesso enxerga o que você faz demonstra interesse, expectativas são criadas.

Não muitas, porque mesmo não tendo “nãos” o suficiente, já tive algumas dezenas para entender que o interesse do Sudeste é algo muito pontual, como acabou sendo o caso. Acontece que, para nossa surpresa, provavelmente viram nossa inscrição no evento, o fato de sermos de Manaus e logo tiraram a conclusão que o brasileiro médio, mas que se acha por demais inteligente e culto, costuma tirar: se são de Manaus, logo são indígenas. Isso não nos foi perguntado, tampouco estava descrito no material que enviamos: foi totalmente presumido.

Imagine a decepção deles – e a nossa, quando entendemos isso – quando perceberam que investiram seu precioso interesse em autores de Manaus que sequer eram indígenas?? Considerei isso um duplo desrespeito: por um lado, fomos novamente encaixados em um estereótipo bem familiar a todo amazonense, e por outro, uma ofensa aos próprios povos indígenas, que habitam cada canto deste território e não estão restritos à região Norte, mas são vitimados também por outro estereótipo familiar.

De repente, nosso pitching já não era tão interessante, passou a ter defeitos que não tinha antes, e o que pareceu uma boa oportunidade de romper as fronteiras já mencionadas não passou de mais uma negativa daqueles que guardam os portões da oportunidade. Afinal, não éramos a Amazônia que desenharam em suas mentes, aquela que o estrangeiro espera devorar na emergência da COP-30, daqui a uns meses.

Nossa Amazônia, afinal, não se vende do mesmo jeito.

Mais uma vez, não é como se eu esperasse que isso nos abrisse as portas de uma editora que nos levasse a turnês literárias e sessões de autógrafo pelo Brasil (tenho minhas sérias dúvidas se isso sequer é possível).

Conheço sobre o interesse de baixo o suficiente para entender que não podemos apostar nossas fichas em um reconhecimento que é repetidamente negado. A questão é que a expectativa é inevitável, e deuses sabem que trabalhamos duro demais para nunca achar que um dia seremos finalmente vistos.

Por que a diversidade que é produzida nos estados do Norte ainda não é compreendida? Não é abraçada? Não é reconhecida como plural?

A imagem mostra um grupo diverso de sete escritoras nortistas cujos rostos foram rasurados em alusão ao apagamento comentado no texto, a despeito de sua movimentação e contribuição para a literatura da região. Foto: Jan Santos/Acervo pessoal

Não pretendo responder isso, porque cada negativa é uma resposta que, por mais que seja diferente, brota da mesma intenção.

Mais uma vez, seguimos colonizados, porque o que é daqui mal pode sonhar em chegar lá e prosperar, mas o movimento contrário não só é aceito como incentivado, e deuses nos proíbam de questionar tais iniciativas, quando é o sudestino que vem com sua bandeira e projetos nos ensinar o que é cultura, como fazer cultura, o que temos feito de errado durante todo esse tempo.

Porque o que já fazemos não existe, não sem a benção que vem de baixo.

Quando o movimento é esse, vemos a mesma história se desenrolar: feiras, saraus, festivais e demais eventos que buscam fortalecer a literatura amazônida. Agora, como pretendem fazer isso pagando cachês gordos para escritores de fora e nos obrigando a pagar por um espaço, por uma hora, por atenção, eu realmente não entendo. Como nos fortalecer nos enfraquecendo?

Eu entendo, atrai público celebrar o que passa no horário nobre, e já não tem um Programa da Fátima para servir de plataforma para os pobres artistas do Norte. Eventos precisam de público, e, colonizados, precisamos apenas aceitar que é assim mesmo, tudo pela visibilidade.

O que mata fazer uma curadoria? O que mata ir além da primeira página de resultados do Google?

O que mata não matar um artista?

Caso o mundo não saiba, não paramos de escrever com o Clube da Madrugada, e continuamos escrevendo mesmo quando nossas histórias não são adaptadas em rede nacional.

A imagem mostra um grupo de cinco escritores cujos rostos foram rasurados em alusão ao apagamento comentado no texto, a despeito de sua movimentação e contribuição para a literatura da região. Foto: Jan Santos/Acervo pessoal

A nós, só nos resta isso mesmo, continuar escrevendo. Mulheres amazônidas produzindo suas versões do feminino neste nosso território belo e hostil, LGBTQIA+ contando seus cantares, indígenas conjurando realidades que não exatamente conversam com o “índio” criado por José de Alencar e espalhado nos livros didáticos, pessoas mostrando que são tão diversas quanto as estrelas no céu ou peixes no rio.

Continuamos publicando não porque é agradável ser drenado pelo deleite de quem ainda coloniza, mas porque é pior a dor de quem não expressa. Só quem sufocou uma palavra na garganta sabe a necessidade de gritar em uma página, e poucas amarras doem mais do que essas.

Do Sudeste veio o Movimento Antropofágico, mas isso só vale quando não são eles os devorados.

Mal sabem que é dessa carne que faremos nosso sustento e nos escreveremos na existência, seja por bem ou por mal, da mesma forma que temos feito há décadas.

Apesar de vocês, amanhã há de ser outro dia, né?

Sobre o autor

Jan Santos é autor de contos e novelas, especialmente do gênero Fantasia. Mestre em Literatura pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e com graduações em Língua Portuguesa e Inglesa, é um dos membros fundadores do Coletivo Visagem de Escritores e Ilustradores de Fantasia e Ficção Científica, além de vencedor de duas edições dos prêmios Manaus de Conexões Culturais (2017-2019) e Edital Thiago de Mello (2022).

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

Projeto de Pesquisa descobre filmes sobre Mato Grosso nos EUA

0

Foto: Reprodução/UFMT

O projeto de pesquisa ‘Memória e preservação do cinema e audiovisual em Mato Grosso: acervo, história e cineclubismo’ está em importantes discussões nos Estados Unidos. O trabalho de investigação sobre a memória e história do audiovisual levou pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) a universidades estadunidenses para conhecer mais sobre a Expedição Mato Grosso, realizada pelo Museu da Pensilvânia em 1931. Inclusive, materiais relacionados à expedição já foram compartilhados com o Cineclube Coxiponés.

A professora Letícia Capanema, coordenadora do projeto de pesquisa, destaca que a viagem mostra aspectos fundadores para o cinema.

“O projeto de pesquisa busca realizar investigações acerca da memória e história do cinema e Audiovisual em Mato Grosso. A viagem possibilitou o acesso a materiais de um importante episódio dessa trajetória: a realização da expedição Mato Grosso pelo Museu da Pensilvânia em 1931 que gerou o filme ‘Matto Grosso: the great brazilian wilderness’, filme esse que tem sido considerado o primeiro documentário sonoro da história do cinema”, relata.

A visita técnica ao Museu de Arqueologia e Antropologia da Universidade da Pensilvânia, o Penn Museum, contou com a participação do professor Diego Baraldi para acessar a coleção de objetos, documentos, fotografias e filmes.

“Ao ter contato com o amplo acervo de objetos, documentos e fotografias relativos a expedição Mato Grosso e ao filme, pudemos compreender, com mais detalhes, o conjunto de circunstâncias e o tipo de olhar trazido pelos expedicionário que se traduzem em imagens e representações de Cuiabá, Cáceres e arredores e, principalmente, dos povos indígenas que interagiram com a expedição”, explica a professora Letícia Capanema.

Entre os primeiros documentários sonoros do cinema, o longa-metragem mescla registros documentais com reencenações e teve papel importante na construção das representações da natureza e das populações indígenas mato-grossenses no exterior, com a participação do diretor de fotografia Floyd Crosby, além da colaboração de exploradores como Sasha Siemel e George Rawls.

O material está sob a guarda do museu vinculado a coleção de Vincenzo Petrullo, antropólogo da Universidade da Pensilvânia que integrou a equipe científica da missão.

Novas descobertas e exibição no Brasil

O projeto de pesquisa também tem como resultado positivo a descoberta de um novo filme produzido na Expedição Mato Grosso.

“A visita nos revelou um segundo filme também produzido pela expedição: ‘The Hoax’ (A farsa, 1932), protagonizado por uma criança boe bororo. Os filmes, fotos e documentos serão objeto de estudo dos pesquisadores envolvidos com a pesquisa que poderão agora fazer análises, a partir de diversas perspectivas, do material encontrado”, conta a professora Letícia Capanema.

A docente conta que cópias dos filmes, documentos e fotos foram compartilhados pelo Museu da Pensilvânia com o Cineclube Coxiponés.

“Nos próximos meses, o Penn Museum nos enviará cópias dos filmes legendados em português em DVD, além de fotos selecionadas e digitalizadas em alta resolução. Estamos prevendo a realização de exibições dos filmes e também uma exposição de fotos e documentos da Expedição Mato Grosso”, finaliza a professora.

*Com informações do UFMT

Entenda como uma praga na agricultura levou o Amapá a pedir ajuda emergencial

0

A vassoura-de-bruxa foi a responsável por levar municípios do Amapá a pedirem socorro. Foto: divulgação/embrapa

Uma praga agrícola foi a responsável por levar municípios do Amapá a pedirem socorro ao Governo Federal. A infestação da vassoura-de-bruxa, doença que ataca a mandioca e compromete seriamente sua produção, está afetando a principal base de sustento de milhares de famílias no estado e já provocou o reconhecimento federal de situação de emergência em seis municípios. 

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp 

Diante da gravidade da situação, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Defesa Civil Nacional, está atuando para apoiar os produtores rurais afetados. O ministro Waldez Góes recebeu no dia 23 de abril, o prefeito de Calçoene – uma das seis cidades afetadas -, Antônio de Sousa, para discutir soluções conjuntas que ajudem a combater a praga e garantir apoio imediato às populações atingidas. 

Com os reconhecimentos concedidos pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), o Governo Federal aguarda o envio dos planos de trabalho por parte dos municípios atingidos para que os recursos possam ser liberados e utilizados nas ações emergenciais. 

Leia também: Rochas milenares eram usadas como calendário solar por povos indígenas: conheça o Stonehenge da Amazônia, no Amapá

A praga vassoura-se-bruxa ataca a produção do Amapá. Foto: Lucilia Marcelino

“Além do reconhecimento da emergência e da ajuda humanitária, estamos articulando com o Ministério da Agricultura e a Embrapa para resolver o problema de forma definitiva. Às vezes, a mesma terra que não serve temporariamente para a mandioca pode receber outras culturas, e, depois de curada, volta-se a plantar mandioca naquele solo. Estamos discutindo várias alternativas para solucionar o problema”, explicou o ministro Waldez Góes.

Leia também: O que é vassoura-de-bruxa? Veja a importância da produção do cacau no desenvolvimento da Região Norte

Principal meio de subsistência

Plantio de mandioca onde a praga não está presente. Foto: agência Pará

O prefeito de Calçoene, Antonio de Sousa, destacou que a situação é crítica especialmente em distritos como Canoas, onde a farinha é o principal meio de subsistência. “A sobrevivência ali do nosso agricultor é a farinha. Já temos decreto municipal, estadual e, agora, com a parceria do Governo Federal, tenho certeza de que vamos achar uma saída para atender as famílias e garantir a sobrevivência desses agricultores,” destacou.

Entre as primeiras ações previstas está o repasse de recursos para a aquisição de alimentos para as famílias. “A praga afeta diretamente a produção de mandioca, comprometendo a segurança alimentar e econômica de milhares de famílias. A distribuição de alimentos busca atender às necessidades básicas das populações mais vulneráveis durante esse período de crise,” destacou o coordenador-geral de Gerenciamento Operacional da Sedec, Leno Queiroz

Leia também: Plantação de mandioca no Amapá registra praga inédita no país

Vassoura-de-bruxa

Fruto infectado pela praga vassoura-de-bruxa — Foto: Ana Lee

A “vassoura-de-bruxa” é uma doença fúngica que afeta principalmente as plantas de cacau, mas também pode afetar outras culturas. A doença é causada pelo fungo Moniliophthora perniciosa e é caracterizada por deformações nos galhos e frutos das plantas, que ficam com aspecto semelhante a vassouras velhas, daí o nome da doença.

Leia também: Pesquisa identifica genes do cupuaçu relacionados à resistência à vassoura-de-bruxa

Como solicitar reconhecimento

Entre os desastres reconhecidos pelo Governo Federal, além de chuvas e secas prolongadas, estão também as doenças infecciosas, como surtos de dengue, chikungunya e zika. Quando uma cidade enfrenta um aumento expressivo de casos, sobrecarregando o sistema de saúde, o reconhecimento federal permite a liberação de recursos para combate ao vetor, atendimento médico e ampliação de medidas preventivas. Um caso recente envolve a cidade amapaense de Porto Grande, que obteve reconhecimento de situação de emergência em 11 de novembro de 2024, devido a infecção parasitária em peixes do rio Araguari.

Folhas secas atingidas pela praga vassoura-de-bruxa — Foto: Ana Lee

Também são classificadas como desastres pelo sistema federal, os deslizamentos de terra, comuns em regiões de encostas e áreas urbanizadas. Esses eventos podem comprometer moradias e infraestrutura, exigindo resposta rápida das autoridades. Queimadas e incêndios florestais também podem motivar a solicitação de reconhecimento de emergência, principalmente em períodos de seca severa, quando há aumento do risco ambiental.

A solicitação de reconhecimento segue o mesmo procedimento para todos os tipos de desastre. O ente federativo deve acessar o S2iD, preencher o Formulário de Informações do Desastre (FIDE) e anexar os documentos necessários. Após análise da SEDEC, o reconhecimento federal pode ser concedido, permitindo o acesso a recursos emergenciais para socorro, assistência humanitária e recuperação.

O reconhecimento de situação de emergência ou estado de calamidade pública é um instrumento fundamental para garantir apoio federal a estados e municípios diante de diferentes tipos de desastres. Com o uso correto do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD), gestores locais podem obter auxílio de forma ágil, minimizando impactos à população e agilizando a recuperação das áreas afetadas.

*Com informações da Assessoria de Comunicação Social do MIDR

Estudo de arqueologia em universidade de Rondônia ganha destaque no The Washington Post

Foto: Reprodução/UNIR

Uma pesquisa realizada pelo Departamento de Arqueologia (DArq) da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) foi destaque em reportagem especial publicada pelo jornal norte-americano The Washington Post.

A reportagem ‘Cientistas estão usando ‘raio-X’ na Amazônia para desvendar uma história humana perdida’, publicada dia 10 de abril, explora as mais recentes descobertas arqueológicas na Amazônia brasileira com o uso da tecnologia LiDAR (Light Detection and Ranging), um laser que tem permitido a identificação de geoglifos, estruturas complexas e assentamentos milenares ocultos sob a densa vegetação amazônica.

Leia também: Geoglifos escondidos na Amazônia são detectados por laser

Essas descobertas são fruto de um esforço coletivo que envolve, além da UNIR, várias universidades brasileiras e centros de pesquisa, mas também, de maneira fundamental, os pesquisadores e pesquisadoras do Quilombo do Forte Príncipe da Beira, em Costa Marques (RO).

“A participação da UNIR no estudo, por meio do DArq e a partir do projeto de pesquisa Arqueologia com a comunidade quilombola do Forte Príncipe da Beira, tem sido fundamental nesse processo, evidenciando o papel estratégico da ciência produzida na Amazônia e por amazônidas”, ressalta o chefe do Departamento de Arqueologia, professor Carlos Zimpel.

Segundo o docente, o reconhecimento internacional reforça também o compromisso da UNIR com a valorização do patrimônio cultural, histórico e arqueológico da região, e fortalece a luta por uma ciência engajada, crítica e comprometida com os povos e territórios amazônicos. “A ciência amazônica está no centro do debate mundial — e Rondônia está presente!”, conclui o professor.

*Com informações da UNIR