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Tocantins registra menor índice de focos de incêndios dos últimos dois meses, mostra boletim

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Foto: Cleide Veloso/Governo do Tocantins

O Governo do Tocantins, por intermédio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), divulgou no dia 19 de dezembro o menor índice de focos de incêndio registrado nos últimos dois meses. Com 37 ocorrências, o 15º Boletim Climático e de Riscos de Incêndio aponta também a redução de 71% dos focos na semana de 12 a 18 de dezembro, comparada à semana anterior que registrou 126 incidências.

Sem ocorrências na região do Bico do Papagaio e em Araguaína nesta semana, o relatório aponta registros em 22 municípios, tendo em Natividade cinco focos, o que equivale a 13,5% do total do período e com três focos em cada município, Araguacema, Crixás do Tocantins e Sandolândia, que somaram 24,3% do registro.

As condições meteorológicas do Tocantins, na última semana, apontaram, na região norte, a precipitação de 26,8 mm, com temperatura média de 25,7ºC e umidade relativa do ar de 86%. Na região central, houve 36,7 mm de chuva, temperatura de 27,0ºC e 79% de umidade relativa. Já na região sul, a precipitação alcançou 6,0 mm, a temperatura foi de 26,3ºC e a umidade relativa foi de 80%.

Nesse período, em média, Palmas manteve a boa qualidade do ar na faixa de classificação, com registro de 3,63 µg/m³, conforme classificação Guia Técnico para o Monitoramento e Avaliação da Qualidade do Ar, do Ministério do Meio Ambiente, com dados coletados pela estação de monitoramento instalada na Procuradoria Geral do Ministério Público do Tocantins (MPTO).

De acordo com o Boletim Hídrico deste período, na maioria das estações monitoradas, houve registro do aumento do nível dos rios, com destaque na estação UHE Peixe Angical da Bacia Hidrográfica do rio Paranã com 4,62 m, na estação Araguacema da Bacia Rio Araguaia com 4,09 m e estação Fazenda Grupo AgroPaulo da Bacia do Rio Caipó com 3,71 m.

Boletim

Com divulgação semanal, o Boletim Climático e de Riscos de Incêndio do Tocantins é produzido pelo Centro de Inteligência Geográfica em Gestão do Meio Ambiente (Cigma) da Semarh, com dados do Programa de Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Esse relatório fornece informações detalhadas sobre o monitoramento climático, os focos de queimadas, qualidade do ar, nível dos rios nas bacias hidrográficas do estado e a distribuição dos incêndios em áreas estaduais e federais.Para mais detalhes, consulte o 15º Boletim Climático e Riscos de Incêndio.

*Com informações do Governo do Tocantins

Projeto busca desenvolver biomateriais com fungos amazônicos para degradar pesticidas

Fungos presentes em plantas amazônicas serão fundamentais na pesquisa. Foto: Grasiele Cavallini

Docentes do Mestrado em Química da Universidade Federal do Tocantins (UFT), Câmpus de Gurupi, conquistaram mais de R$ 3 milhões em recursos para o desenvolvimento do projeto ‘Produção de sistemas para biorremediação de agrotóxicos utilizando fungos endofíticos da região amazônica‘. A proposta foi aprovada no edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) voltado para Centros Avançados em Áreas Estratégicas para o Desenvolvimento Sustentável da Região Amazônica.

O projeto visa criar biomateriais inovadores capazes de degradar pesticidas presentes no ambiente. A metodologia utiliza fungos encontrados em plantas da Amazônia para produzir bioprodutos que possam contribuir para a conservação ambiental e a exploração sustentável da biodiversidade.

A iniciativa conta com a colaboração de renomadas instituições, como a Universidade Federal do Amazonas (UFAM), o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), a Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

De acordo com a coordenadora do projeto, Grasiele Cavallini, a aprovação do recurso é um marco para a pesquisa em Química no Tocantins.

*Com informações da UFT

Pesquisa identifica cerca de 200 espécies de algas no Rio Uiacurapá, em Parintins

Foto: Angela Maria da Silva Lehmkuhl/Acervo pessoal

No município de Parintins, no Amazonas, pesquisadores realizaram um levantamento das algas diatomáceas (microalgas) presentes no rio Uaicurapá para avaliar os impactos das atividades locais sobre a qualidade da água e ecológica do rio.

A pesquisa apoiada pelo Governo do Amazonas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), identificou cerca de 200 espécies de diatomáceas entre endêmicas (exclusivas de determinada região) e indicadoras de excelente qualidade da água.

Amparado pelo Programa de Apoio à Interiorização em Pesquisa e Inovação Tecnológica no Amazonas (Painter) o estudo intitulado ‘Diatomáceas como indicadoras ambientais: avaliação do impacto das atividades locais sobre a qualidade da água do rio Uaicurapá, Parintins, Amazonas, Brasil’ foi realizado em quatro pontos do Rio Uaicurapá, que foram delimitados para abranger um gradiente com áreas de menor uso e ocupação da terra até áreas com maior atividade humana.

Coordenado pela doutora em Biologia, Angela Maria da Silva Lehmkuhl, do Instituto de Ciências Sociais, Educação e Zootecnia (ICSEZ), da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), o estudo apontou a alta diversidade que o rio possui em espécies de diatomáceas, e realizou o registro de uma espécie rara e possivelmente endêmica para a região (Actinella gessneri), além da descrição de uma espécie nova (Actinella cordiformis).

A pesquisadora explica que as diatomáceas são microalgas, eucarióticas, fotossintetizantes que possuem uma parede celular impregnada por sílica, que parecem com um porta-joias de vidro ornamentado. Foram realizadas quatro coletas ao longo de um ano, levando em consideração as fases do ciclo hidrológico do rio, sendo elas: enchente, cheia, vazante e seca.

Foto: Angela Maria da Silva Lehmkuhl/Acervo pessoal

“A comunidade de diatomáceas variou em espécies e quantidades ao longo das fases do ciclo hidrológico e ao longo dos pontos de coleta. Algumas espécies abundantes no pico da cheia, não foram abundantes e ou não estiveram presentes no período da seca”, disse Angela Maria.

Segundo ela, a alteração na estrutura da comunidade ajuda a prever alterações climáticas e períodos de seca dos rios. Algumas espécies presentes nos pontos com menor atividade humana (à montante) foram menos abundantes ou ausentes nos pontos com maior atividade antrópica (à jusante).

O estudo avalia a presença das algas diatomáceas que podem ser encontradas nos mais variados tipos de ambientes aquáticos. Devido a características como um ciclo de vida curto e rápida resposta às alterações na qualidade da água, são consideradas excelentes bioindicadores, principalmente em relação ao grau de nutrientes presentes.

As espécies de diatomáceas planctônicas, ou seja, aquelas que ficam livres na coluna d’água, foram coletadas com uma rede cônica com malha de 25 micrômetros, e as espécies perifíticas, ou seja, aquelas aderidas à um substrato, foram coletadas de partes submersas de plantas.

Outro detalhe foi a identificação das espécies por meio da análise em lâminas sob microscopia de luz e sob microscopia eletrônica de varredura das amostras coletadas.

*Com informações da Fapeam

‘Legado para a literatura amapaense’: livro explora relação transfronteiriça entre Amapá e Guianas

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Cantora e vocalista da Banda “Negro de Nós”, Silmara Lobato. Foto: Lidiane Lima/GEA

Personalidades da cultura amapaense estiveram presente no lançamento do Livro Região das Guianas: Território, História e Cultura‘, da Editora Letra 1, assinado por Clícia Vieira Di Miceli e Gutemberg Silva, com fotografias de Gabriel Flores. A noite de autógrafos aconteceu na última sexta-feira (20), no auditório do Sebrae-AP.

Os autores levaram 7 anos e quatro expedições na Guiana Francesa, Suriname, República da Guiana, Venezuela e no Norte do Brasil, para reunir em pouco mais de 400 páginas, a construção das relações internacionais e a contribuição para o Amapá.

Para a cantora e vocalista da banda “Negro de Nós”, Silmara Lobato, de 44 anos, o livro é uma importante contribuição para a história do Amapá e traduz em palavras, a herança cultural deixada por essa proximidade.

Silmara disse ainda, que essa mistura apresentada na obra, agora condensada em palavras, é tudo que a banda “Negro de Nós” trabalha desde a criação. Ela destaca ainda que se sentiu representada por contribuir há 30 anos com a música amapaense.

“O Negro de Nós é fruto dessa mistura, é fruto dessa cooperação, dessa miscelânea da nossa fronteira. Em 1999, quando a banda surgiu, ela foi criada justamente para trazer essa riqueza da mistura através da nossa sonoridade. E isso, na época, ainda não era bem visto, fomos muitos criticados, inclusive. E hoje, vimos que estava tudo certo, porque tudo está conectado”, finalizou Silmara.

A assistente social e professora Eli Moura, de 59 anos, fez questão de conferir o lançamento do livro e garantir uma dedicatória dos autores. Apaixonada pela literatura amapaense, ela ressaltou a importância de ter, cada vez, obras que contam a história do Amapá sob vários aspectos, inclusive, sobre as relações de fronteira.

A obra conta com a apresentação escrita pelo governador Clécio Luís e o prefácio assinado pela cônsul-geral do Brasil na Guiana Francesa no período de 2008 a 2013, a embaixadora Ana Lélia Benincá Beltrame, diz que o livro presta um notável serviço para os estados e à cultura Amazônica.

Os leitores podem acessar o livro de forma digital e também conhecer as ilustrações que foram feitas pelo geógrafo, professor e ilustrador Carliendell Magalhães

“Esse livro é um documento potente e grandioso pelas informações técnicas, fotos, pelo conjunto de cartografia e pelas ilustrações que tive a honra de fazer, além de ser um livro moderno e vivo que vai contribuir muito com o conhecimento dos amapaenses, só tenho que agradecer pela oportunidade”, frisou Magalhães.

*Com informações do Governo do Amapá

Oficina de cinema em Manaus promove integração cultural e dá voz a jovens migrantes e amazonenses

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Foto: Divulgação

Manaus (AM) recebeu a primeira mostra de cinema ‘Cine Hermano’ no dia 13 de dezembro, resultado de uma oficina de produção audiovisual com celulares que envolveu jovens migrantes e refugiados, além de manauaras. O evento foi uma celebração da diversidade cultural, com a exibição de 12 curtas-metragens produzidos pelos participantes, entre eles, jovens haitianos, venezuelanos e amazonenses.

A oficina foi uma iniciativa da Fundação Pan-Americana para o Desenvolvimento (PADF), organização sem fins lucrativos que atua na América Latina e no Caribe. O projeto contou com 44 alunos, que aprenderam desde a concepção de ideias e roteiros até a produção, captação e edição de vídeos, utilizando apenas celulares.

“Participar de um projeto como esse foi uma grande experiência. Trabalhar com um grupo de alunos dedicados e criativos foi inspirador, e o resultado final superou todas as expectativas”, destacou Anderson Mendes, oficineiro.

Foto: Divulgação

Ao longo de duas semanas intensivas de aulas, os participantes puderam se aprofundar nas técnicas do audiovisual, ao mesmo tempo em que tiveram a oportunidade de expressar suas culturas e vivências por meio do cinema.

“Durante essas duas semanas, nossos alunos aprenderam as técnicas do audiovisual para desenvolver suas histórias e mostrar suas culturas através do cinema. Foi uma experiência enriquecedora tanto para os participantes quanto para os oficineiros”, Ana Paula Angiole, coordenadora da PADF em Manaus.

O Cine Hermano se consolidou como um projeto pioneiro, que uniu cinema e integração cultural, proporcionando aos jovens migrantes e amazonenses a oportunidade de se expressarem e serem ouvidos.

Garimpos ilegais de ouro podem emitir 3,5 toneladas de carbono por hectare e concentrar mercúrio no solo

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Foto: Leo Otero/MPI

Garimpos ilegais de ouro reduzem em até 50% os estoques de carbono de áreas mineradas, especialmente durante estações secas. Como consequência dessa emissão, há aumento de até 70% na disponibilidade de mercúrio (Hg) no solo, representando riscos ambientais e de saúde pública, especialmente para comunidades que vivem próximas a esses locais.

Com base em amostras de solo de regiões de mineração ilegal em quatro biomas, pesquisadores brasileiros verificaram que a liberação de carbono para a atmosfera é, em média, de 3,5 toneladas por hectare, enquanto o acúmulo de Hg pode chegar a 39 quilos por hectare. Os resultados estão em artigo publicado na revista Science of The Total Environment.

Para analisar a dinâmica sazonal dos dois elementos químicos, os pesquisadores utilizaram técnicas avançadas, como a extração química, a espectroscopia – que avalia como a luz interage com a matéria para identificar substâncias e entender suas propriedades químicas e físicas – e a termogravimetria, que mede a variação de massa de um material conforme ele é submetido a alterações de temperatura.

Ao fazer as avaliações ao longo do tempo, os cientistas detectaram que a mudança da estação chuvosa para a seca pode elevar em até 20% a liberação de carbono para a atmosfera.

Autor correspondente do artigo, Soares recebe bolsa da FAPESP, que também financia o Centro de Estudos de Carbono em Agricultura Tropical (CCARBON), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) sediado na USP e coordenado por Carlos Eduardo Pellegrino Cerri, coautor do artigo. Também assina o texto Luís Reynaldo Alleoni, pesquisador vinculado ao CCARBON.

“Nossos resultados realçam que a mudança nas estações climáticas [seca e chuvosa] desempenha papel fundamental na manutenção dos estoques de carbono e na regulação da disponibilidade de Hg. A análise da solução do solo mostrou o esgotamento de carbono devido à conversão de pastagem em área de mineração e ao acúmulo de Hg, o que pode representar sérios riscos tanto para os ecossistemas quanto para a saúde humana. Além disso, a contaminação significativa de mercúrio influenciada por fatores climáticos sugere que as mudanças no clima podem exacerbar o transporte e a biodisponibilidade de Hg, levando a maiores desafios ambientais e de saúde pública”, diz Alleoni, que foi orientador de Soares no doutorado e supervisiona seu pós-doutorado, ambos com bolsa da FAPESP.

Paisagens diversas

Os pesquisadores coletaram as amostras em áreas de mineração de ouro nos territórios dos municípios de Tucumã (PA), Colider (MT), Poconé (MT) e Descoberto (MG), que abrangem os biomas Amazônia, Cerrado, Pantanal e Mata Atlântica. Para trabalhar nessas regiões, contaram com a ajuda de professores e cientistas de universidades e instituições de pesquisa locais, que fizeram a intermediação com garimpeiros para entrar nas áreas de coleta.

Dados do MapBiomas referentes a 2022 apontam que o Brasil tem 263 mil hectares de garimpo (duas vezes o tamanho da cidade do Rio de Janeiro) – dos quais 92% estão na Amazônia. Desse total da floresta tropical, 77% ficam a menos de 500 metros de algum tipo de corpo d’água, como rios, lagos e igarapés.

Considerando os valores médios de estoques de Hg obtidos no estudo liderado por Soares, a estimativa é que esses solos minerados possam abrigar cerca de 10.200 toneladas do metal. A pesquisa destacou que a quantidade de Hg varia significativamente entre os locais analisados, sendo a forma de mineração e a idade dos garimpos os fatores cruciais que influenciaram a dinâmica do mercúrio no solo, afetando diretamente sua concentração e mobilidade.

Os garimpos ilegais – sem registro em agências reguladoras e órgãos ambientais – geralmente usam mercúrio em excesso para viabilizar a separação do ouro dos demais sedimentos, causando uma série de impactos sanitários, ambientais, socioculturais e econômicos.

Na Amazônia, o ouro está presente no ambiente em forma de partículas muito pequenas. Para uni-las e facilitar a extração, é utilizado mercúrio metálico, que forma um amálgama. Quando liberado – após a queima do amálgama ou a lavagem nos rios –, pode sofrer um processo químico (metilação) por ação de microrganismos, tornando-se um composto altamente tóxico.

Ao longo do tempo, os peixes podem acumular o metal em seus tecidos e, quando consumidos, representam risco para a saúde humana. Estudo desenvolvido por cientistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e de instituições amazonenses, divulgado em 2023, revelou que peixes dos principais centros urbanos da Amazônia estavam contaminados pelo metal.

No organismo humano, o mercúrio provoca distúrbios renais, cardiovasculares e imunológicos, com comprometimento da visão e do sistema respiratório. Também pode afetar o sistema nervoso central, resultando em danos cerebrais e desempenho cognitivo reduzido, como os registrados em indígenas do povo Yanomami de nove aldeias assediadas pelo garimpo em Roraima, segundo estudo da Fiocruz em parceria com a USP. Além deles, os territórios mais ocupados por garimpeiros são as terras indígenas Kayapó e Munduruku.

Estima-se que cerca de 19 mil pessoas, majoritariamente indígenas e ribeirinhos, são diretamente afetadas pela contaminação decorrente da mineração de ouro somente na Amazônia, de acordo com a pesquisa. Nos outros biomas os dados sobre as populações em risco de exposição são menos abrangentes.

No trabalho, os cientistas também citam outro estudo que apontou cerca de 5,4 milhões de hectares de minas legalmente ativas no Brasil, incluindo vários tipos de minério, onde os estoques globais de dióxido de carbono equivalente no solo foram calculados em 1,68 gigatonelada.

Com base nesses resultados, há uma perda aproximada de até 0,07 gigatonelada de dióxido de carbono equivalente apenas nas camadas mais superficiais do solo, considerando exclusivamente as áreas legais, independentemente do tipo de mineração, e assumindo perdas de carbono semelhantes entre as diferentes regiões.

Alternativas

Segundo os pesquisadores, para mitigar os danos, é essencial fortalecer as políticas de fiscalização da mineração, incentivar a legalização da atividade e implementar programas de educação ambiental direcionados às comunidades locais. Além disso, é necessário utilizar técnicas capazes de reduzir os impactos causados pela disponibilidade de Hg no solo e na água, como a fitorremediação.

Os cientistas estudaram amostras de uma área de mineração abandonada há mais de 50 anos e observaram sinais de restauração da floresta nativa. Nessa área, os teores de carbono no solo são elevados e os níveis de Hg disponíveis são baixos. No entanto, isso demonstra que o processo de restauração é muito lento e, provavelmente, poderia ser acelerado por meio de pesquisas e o uso de novas estratégias de recuperação.

Para Soares, os resultados obtidos são fundamentais para desenvolver estratégias que promovam o aumento da matéria orgânica no solo visando melhorar a retenção de Hg e minimizar as possíveis emissões de CO2. Essas iniciativas contribuem para mitigar a degradação ambiental causada pela mineração, reduzindo os riscos de contaminação e os impactos negativos sobre o ecossistema.

Atualmente na Inglaterra, o pesquisador está em estágio de pesquisa no exterior com bolsa da FAPESP. O objetivo é desenvolver estratégias para reduzir a contaminação ambiental por meio da adição de nanopartículas de biocarvão e resíduos vegetais, além de compreender como as interações do carbono presente nesses materiais podem influenciar o solo e minimizar os impactos causados pela liberação de Hg.

O artigo Impact of climatic seasons on the dynamics of carbon, nitrogen and mercury in soils of Brazilian biomes affected by gold mining pode ser lido em: www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0048969724064350?via%3Dihub.

*O conteúdo foi originalmente publicado pela Agência FAPESP, escrito por Luciana Constantino  

Amazônia onde a violência campeia sem controle

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Foto: Reprodução/PRF

Por Osíris M. Araújo da Silva – osirisasilva@gmail.com

A violência no Brasil atinge números alarmantes, chocando a população de Norte a Sul e o mundo. O país tornou-se um país irascível, revolto. Assaltos a céu aberto e em estabelecimentos comerciais, execuções criminais, arrombamentos, guerras de facções, tráfico de drogas, mortes por balas perdidas tornaram-se rotina desde as menores comunidades, médias e grandes cidades. O crime está no ar. As estatísticas oficiais mostram terem sido registrados 46.409 homicídios em 2022, uma taxa de 21,7 por 100 mil habitantes. O Atlas da Violência 2024, divulgado nesta terça-feira, 18, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), revela que esse número é subestimado, contaminado por falta de registros específicos ou à grande quantidade de mortes violentas por causas não identificadas.

Na Amazônia o quadro não é diferente. A violência na região cresceu 41,5% este ano, alcançando terras a capital e o interior, povos indígenas, mineração, extração ilegal de madeira e ouro, além do narcotráfico, Tornou-se rotina em micro municípios, antes tidos como bucólicos, a ocorrência de estupros de menores, não importando a idade ou o grau de parentesco, assim como a expansão incontrolável do tráfico de drogas, assassinatos cruéis, assaltos em plena luz do dia. Conflitos gerados por invasões de terras configuram hoje o principal eixo estruturante da violência na Amazônia Legal, segundo conclui o estudo Cartografia das Violências na Amazônia, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), em parceria com o Instituto Mãe Crioula (IMC), em sua terceira edição.

O levantamento de cadastro de propriedades rurais apontou que mais de 20 mil imóveis estão localizados em terras indígenas (TIs) ou áreas de proteção ambiental, parques ecológicos e reservas públicas em qualquer ponto do território nacional. Em 2023, ocorreram 8.603 mortes violentas intencionais (homicídios dolosos, latrocínios, mortes decorrentes de intervenção policial e mortes de policiais) na Amazônia Legal, uma taxa de 32,3 mortes para cada grupo de 100 mil habitantes, 41,5% maior do que a taxa brasileira, já considerada alarmante, de 22,8 mortes para cada 100 mil habitantes. Números gigantescos, majoritariamente pautados em crimes do narcotráfico e contra o patrimônio.

O estudo observa que o agravamento da situação na região , “com uma intensidade que não se observava antes, tem relação com a proximidade da fronteira com Colômbia, Peru e Bolívia, países que respondem por 99% da produção de cocaína consumida no mundo. O fenômeno, que vem se intensificando nos últimos 20 anos, indica que a região encontra-se abandonada pelo governo. A política de “desmatamento zero” do Ministério do Meio Ambiente (MMA) é uma farsa. Tem apenas servido para a ministra Marina da Silva, em convescotes turísticos, exibir-se mundo afora na companhia das ONGs internacionais avalizadoras da política governamental vigente. Afinal, prender boi ou destruir dragas de garimpagem, sem uma efetiva política de regularização fundiária, tem apenas efeito midiático. Não resolve o problema.

O problema Amazônia, efetivamente, estende-se muito além da questão das queimadas e ocupações ilegais de terras não destinadas ou de reservas que resultam em comoção mundial e no desencadeamento de crises entre sociedade, governos e ambientalistas. Conflitos, na verdade, do próprio ente público e seus agentes – MMA, Ibama, ICMBio, Ana, Funai, AGU, PGR -, ao vacilarem diante de situações cruciais conflitantes entre o interesse da nação e pressões de organizações internacionais contrárias ao desenvolvimento do país. Na verdade, o que está em jogo (ou deveria estar) é a necessidade de adoção de políticas públicas de Estado objetivando a formatação de bases sólidas de longo prazo voltadas à sedimentar o crescimento econômico, único meio de promover a definitiva e irreversível ocupação e preservação ambiental do bioma amazônico.

Sobre o autor

Osíris M. Araújo da Silva é economista, escritor, membro do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA) e da Associação Comercial do Amazonas (ACA).

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

Farinha de cooperativa registrada no Pará amplia mercado para itens regionais

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Foto: Divulgação

A farinha de mandioca produzida por cooperativas que têm o selo de inspeção da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (ADEPARÁ) já está chegando a outros Estados brasileiros. Este mês, a Cooperativa Agroindustrial Frutos da Amazônia (COAFRA), uma das principais do Pará, com sede em Castanhal, no nordeste estadual, fez a primeira venda interestadual de farinha de mandioca.

Leia também: Portal Amazônia: qual a validade da farinha?

A comercialização foi, por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), e beneficiou 103 famílias da cooperativa. Um total de 126 toneladas de farinha foram vendidas e distribuídas para quatro municípios do Mato Grosso pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) para aldeias indígenas em situação de vulnerabilidade social.

Foto: Divulgação

Recentemente, a ADEPARÁ renovou o Selo de Inspeção Artesanal para a produção de farinha de mandioca e goma de tapioca da cooperativa e incluiu o registro para mais um produto, a macaxeira a vácuo. Em visita à sede da Agência de Defesa, em Belém , o diretor comercial e responsável técnico da cooperativa, o engenheiro agrônomo, Francisco Carlos, recebeu a renovação do certificado que autoriza a entidade a continuar produzindo os itens.

De acordo com o fiscal estadual agropecuário, Hamilton Altamiro, que fiscalizou e liberou as novas instalações da cooperativa, na nova área produtiva na agrovila Nazaré, destinada à produção de macaxeira à vácuo, envase de farinha e produção de goma de tapioca,

Foto: Divulgação

Atualmente, segundo a gerência de inspeção de produtos artesanais de origem vegetal, existem no Pará 15 estabelecimentos que trabalham exclusivamente com a produção de farinha de mandioca e 153 que processam outros produtos derivados da mandioca. 

As quinze  casas de farinha, todas de médio porte, que trabalham somente com a produção de farinha de mandioca, estão localizadas nos municípios de Bragança (02); Tracuateua (02); Augusto Corrêa (01), Castanhal (02);  Irituia (02);  Igarapé-Miri (01); Cametá (02);  São João de Pirabas (01) e Juruti (02). São agroindústrias que pertencem a cooperativas, associações e particulares.

Inspeção Vegetal 

A ADEPARÁ tem orientado os produtores a adequar as casas de farinha para que elas possam obedecer às exigências da legislação sanitária e produzir seguindo as normas de higiene, ampliando o mercado para os produtos regionais e gerando renda para os produtores da agricultura familiar.

Cooperativa 

A Cooperativa Agroindustrial Frutos da Amazônia (Coafra) surgiu em 2021 fruto da união de 65 agricultores de quatro municípios: Castanhal, Santa Maria do Pará, São Miguel do Guamá e São Domingos do Capim. Foi uma alternativa sustentável para  frear o êxodo do campo. Organizados em cooperativa, instituíram boas práticas agrícolas em sistemas produtivos com menos impacto ambiental.

Hoje, são 260 cooperados em 12 municípios, proporcionando a inserção de produtos da agricultura familiar em média 20% mais baratos e prestando serviços de modernização agrícola e assistência técnica aos cooperados, gerando cerca de 0,9 milhões de reais de economia e ganhos reais em 2023, promovendo bem estar socioeconômico para as famílias ao adotar modelos de produção sustentável.

*Com informações da Agência Pará

Matemática: Universidade de Roraima conquista segundo registro de computador emitido pelo INPI

Professora do curso de Licenciatura em Educação do Campo (LEDUCARR), Gladys Maria Bezerra de Souza, e o Técnico em Sistema de Computação e ex-aluno do Instituto Federal de Roraima (IFRR), Tiago Almeida dos Santos. Foto: Divulgação/UFRR

A Universidade Federal de Roraima (UFRR) conseguiu seu segundo registro de computador emitido pelo Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (INPI). O feito foi possível graças a um programa que identifica todos os números primos usando algoritmos matemáticos. O certificado foi recebido no dia 22 de outubro.

Os inventores são a professora do curso de Licenciatura em Educação do Campo (LEDUCARR), Gladys Maria Bezerra de Souza, e o Técnico em Sistema de Computação e ex-aluno do Instituto Federal de Roraima (IFRR), Tiago Almeida dos Santos.

A professora Gladys conta que o produto final do programa demandou anos de estudos. “Foi resultado de um longo tempo de espera. A ideia voltou quando retornei a estudar com 45 anos no curso de Licenciatura de Matemática na Universidade Estadual de Roraima (UERR). No terceiro para o quarto semestre, eu participei da 1ª Semana de Matemática da UFRR e ouvi uma palestra sobre criptografia que tem como base os números primos. Tive muita curiosidade a respeito. Por que os números primos são tão complexos de serem identificados?”, conta.

O programa é um aplicativo de celular desenvolvido para ser capaz de identificar todos os números primos dentro de um intervalo que pode ser determinado pelo usuário. Desta forma, o aplicativo utiliza de algoritmos matemáticos a partir de duas fórmulas criadas pela professora Gladys Souza enquanto que o processo de adaptar esses cálculos para programação e criação do aplicativo foi desenvolvido por Tiago Almeida dos Santos.

Elaborado por Tiago Santos, o programa possui uma interface intuitiva, sendo que com alguns cliques, o usuário pode obter uma lista completa de todos os números primos dentro do intervalo desejado. O objetivo é transformar o app em uma ferramenta valiosa para estudantes, pesquisadores e profissionais que trabalham com Matemática e Ciência de Dados.

“O projeto foi o meu primeiro em questões de aplicação de pesquisa e a Gladys veio com uma ideia inovadora em aplicabilidade de números primos. O que eu fiz foi colocar os cálculos dela em prática dentro de uma aplicação. Utilizei alguns métodos para adaptar as fórmulas dela para o contexto da programação. Posso dizer que todo o processo foi eficiente de forma até inesperada por nós mesmos, sem dúvida, uma experiência muito bacana”, destaca Santos.

Para conseguir o registro, o aplicativo também passou por testes, análises e fase de implementação. Os testes foram realizados com 20 alunos e professores de Matemática durante 20 dias. “As minhas fórmulas também foram analisadas por professores especializados e depois tivemos a fase de implementação do aplicativo. Desde o início vinha tentando fazer uma parceria buscando alguém para fazer a programação e encontrei o Tiago que estava finalizando a graduação no IFRR. Apesar de ele não ter feito seu trabalho final com esse programa, continuamos com a ideia e implementamos o app de fato”, afirma a docente.

Já Tiago destaca a parceria como importante para a conquista do registro pelo INPI. “A Gladys também trouxe a questão do registro e daí criamos o app, as documentações, foi uma conquista muito legal para gente. Sou desenvolvedor há mais de cinco anos e sempre crio coisas. Eu nunca tive algo que fosse uma patente minha também e gostaria que muitos da minha área tivessem a mesma oportunidade e até mesmo o incentivo. Essa participação colaborativa nossa em que Gladys tinhas as fórmulas e eu o conhecimento da programação foi relevante para essa conquista. A Matemática tem uma área muito ampla para ser estudada”, conclui Tiago.

O Coordenador do Núcleo de Inovação Tecnológica da UFRR (NIT/UFRR), Elton Bentes Neves, destaca que o “registro é fundamental para garantir a proteção legal de direitos autorais sobre programas de computador”. Desta forma, o produto garante proteção autoral e formaliza a UFRR como detentora dos direitos, ao impedir que terceiros usem ou distribuam o software sem autorização. O registro permite que a UFRR possa explorar comercialmente o software, negociar parcerias, transferências de tecnologia e garantir a segurança jurídica.

Além disso, conforme o Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT/UFRR), em instituições de ensino e pesquisa, como a UFRR, o desenvolvimento de softwares pode resultar em projetos inovadores que poderão ser repassados para a sociedade e também promover uma cultura de proteção intelectual. Esse fato incentiva professores, pesquisadores e estudantes a considerarem a propriedade intelectual como parte integrante do processo de desenvolvimento.

Buscando ajudar e democratizar o conhecimento da Matemática, os inventores destacam o aplicativo como um grande avanço e companheiro importante para os estudos da área. “O nosso app pode ser usado na educação básica por professores para que os alunos entendam como é o fenômeno de identificar os números primos e mostrar como eles são importantes no desenvolvimento da própria Matemática. Também pode ser usado a um nível superior da álgebra avançada e na teoria dos números”, analisam Gladys e Tiago.

Os interessados podem encontrar o programa em formato de aplicativo disponível gratuitamente na plataforma da Loja Google Play.

Relembre o primeiro registro da UFRR no INPI

O primeiro registro da titularidade de um programa de computador da UFRR no INPI foi com o aplicativo “Meu Software”, que busca facilitar a vida das pessoas interessadas em registrar programas de computador no Brasil. O app concentra em um único espaço informações sobre a importância, legislação, procedimentos e custos sobre o processo para pedido de depósito de registro de programa de computador junto ao INPI. A intenção é ajudar as pessoas a entenderem e a viabilizarem de maneira otimizada os seus registros.

O aplicativo foi produto tecnológico do trabalho de conclusão de curso do acadêmico e servidor da UFRR, José Alailson Sousa Pinho, na época aluno do Mestrado Profissional em Rede do Programa de Pós-graduação em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação (PROFNIT/UFRR).

*Com informações da UFRR

Com R$ 5,4 bilhões, BNDES e BID ampliarão financiamento a empresas na Amazônia

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Foto: André Telles/BNDES
 
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) obteve do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) a aprovação de um empréstimo de R$ 4,5 bilhões para facilitar o acesso ao crédito a micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) na Amazônia brasileira. É o Programa BID-BNDES de Acesso a Crédito para MPMEs e Pequenos Empreendedores (Pró-Amazônia), que prevê uma contrapartida de R$ 900 milhões do banco de fomento brasileiro e tem o potencial de beneficiar 16 mil empresas de menor porte.

A iniciativa busca fortalecer atividades produtivas sustentáveis que geram empregos e aumento da renda. O BNDES tem priorizado essa operação e avança nos processos internos para deliberação e na posterior ratificação legislativa.

As MPMEs são as maiores empregadoras do país, concentram a maioria das vagas oferecidas pelo mercado de trabalho brasileiro. Com mais de 75% da população residindo em cidades e 8 milhões de pessoas em situação de desemprego ou trabalho informal, o papel das companhias de menor porte é ainda mais crítico na Amazônia brasileira, onde elas enfrentam sérias restrições de acesso a financiamento de longo prazo.

“O futuro da Floresta Amazônica requer uma visão holística, que proteja a o meio ambiente e ofereça oportunidades econômicas sustentáveis para os habitantes da região. Essa abordagem é central no nosso programa Amazônia Sempre e baliza esta parceria com o BNDES para beneficiar mais de 16 mil micro, pequenas e médias empresas amazônicas”, disse Ilan Goldfajn, presidente do BID.

Para ampliar o impacto em temas-chave para o desenvolvimento sustentável da região, o programa define metas específicas de alocação de recursos para empresas de mulheres (30%), investimentos climáticos que promovam a adoção de práticas de agricultura de baixo carbono (20%) e distribuição geográfica (70%) em munícipios com IDH abaixo da média nacional. O compromisso ambiental do programa será reforçado com uma política de desmatamento zero, que exclui créditos com alertas ativos de desmatamento e realizando o monitoramento georreferenciado do uso da terra das áreas beneficiadas.

O BNDES é parceiro-chave do BID na oferta de serviços financeiros e não financeiros adaptados às necessidades de desenvolvimento e superação barreiras de acesso a crédito das MPMES, graças à sua experiência e relação estreita com essas entidades.  Com o empréstimo de longo prazo do banco multilateral, o BNDES ampliará sua capacidade de oferta de crédito com um enfoque multissetorial e operações indiretas realizadas por meio de agentes financeiros credenciados.

O modelo de crédito indireto do BNDES contribui para desconcentrar e dinamizar o setor bancário, com o potencial de mobilizar recursos adicionais do setor privado para atividades elegíveis do programa por meio destas instituições financeiras. O empréstimo do BID tem prazo de amortização de 25 anos, 5,5 anos de carência e uma taxa de juros baseada na SOFR, a taxa referencial para empréstimos calculada pelo Federal Reserve (FED) de Nova York.