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Do Peru para o Norte do Brasil: lhamas chamam atenção em feira agro de Roraima

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Foto: Yara Ramalho/Rede Amazônica RR

Lhamas são mamíferos típicos da América do Sul, comum nas áreas frias do Peru, e uma das atrações de uma mini fazendinha na Exposição-Feira Agropecuária de Roraima (Expoferr), que ocorre até o próximo sábado (9).

Mafalda, Paquita e o Yoshi, todos com dois anos, são criados há cerca de um ano pelo comerciante Dorian Pedroso, de 47 anos. Nascidos no Peru, os bichos hoje vivem em uma mini fazendinha em Manaus (AM) e fazem participações especiais em eventos, como na Expoferr 2024.

Com pernas e pescoço cumpridos e muito pelo, a lhama é um animal domesticado usado no transporte de carga e na produção de lã. Da família dos camelídeos, “prima” dos camelos e das alpacas, ela é considerada um animal dócil. No entanto, se chateada pode cuspir nas pessoas.

Acostumados ao frio, Mafalda, Paquita e Yoshi passaram por um processo de adaptação ao clima quente da região Norte do Brasil, que incluiu a tosa do pelo fofinho. Em seis meses, lidar com o calorão passou a ser algo tranquilo.

As lhamas são animais que se alimentam de diferentes vegetais, capim e pasto. No Brasil, elas são consideradas animais domésticos e, por isso, não é necessário autorização do Ibama para a criação ou comercialização.

Na Expoferr, elas estão localizadas próximo a área da Secretária Estadual de Saúde (Sesau). As visitas podem ser feitas durante os cinco dias de evento, e a entrada custa R$ 5. A visitação é gratuita para crianças de até 9 anos.

Foto: Yara Ramalho/Rede Amazônica RR

Essa é a primeira vez que os animais são expostos na Feira Agropecuária de Roraima, mas o comerciante já está acostumado a trazer mini animais para o evento, como os pôneis. Neste ano, além das peruanas, estão os pôneis, as minivacas, mini cabras e os porquinhos da índia.

A 43ª edição da feira começou dia 5 e segue até o dia 9 de novembro no Parque de Exposição Dandãezinho, localizado no Monte Cristo, zona Rural de Boa Vista.

Chamada pelo governo de “Expoferr Show”, a feira agropecuária é organizada pela Secretaria de Agricultura, Desenvolvimento e Inovação (Seadi), em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária de Roraima (Faerr).

Este ano, o espaço da feira deve tem mais de 93 mil m² em infraestrutura montadas no Dandãezinho. A expectativa é receber 500 mil pessoas nos cinco dias de festa e movimentar R$ 600 milhões em negócios.

*Por Yara Ramalho, da Rede Amazônica RR

Ferramenta para facilitar mão de obra do produtor rural é testada no Amazonas

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Foto: Emerson Martins/Sepror-AM

A experimentação prática de protótipo para carregar cargas, visando facilitar o trabalho na mão de obra do produtor rural no campo foi acompanhada pela Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror-AM), em Rio Preto da Eva, no dia 5 de novembro. O projeto foi apresentado e desenvolvido pela Startup EXY, responsável pelo desenvolvimento de exoesqueletos e equipamentos vestíveis industriais para proteger e auxiliar os trabalhadores em atividades que exigem esforço físico, que atualmente, visa implementar essa ferramenta na produção rural do Amazonas.

Segundo o técnico da Sepror, Pedro Biondo, a experimentação do equipamento ocorreu no plantio de café, junto aos produtores rurais que trabalhavam na colheita, que vão desde jovens até pessoas de mais idade.

“Por determinação do secretário da Sepror, Daniel Borges, acompanhamos todo o processo aqui na Fazenda Progresso, e vimos um resultado positivo desse equipamento, que visa diminuir o estresse físico, além de proporcionar melhores condições de trabalho aos agricultores”, diz Biondo.

Foto: Emerson Martins/Sepror-AM

O engenheiro agrônomo da Fazenda Progresso, Rafael Decares, também acompanhou toda a realização do experimento-piloto na ferramenta para auxiliar os produtores.

Todo material coletado em campo, será analisado para as devidas alterações e modificações, buscando proporcionar um conforto de usabilidade aos produtores rurais que utilizarão o equipamento, em diversas culturas de produções rurais. A próxima visita está prevista para o mês de fevereiro de 2025.

De acordo com o analista de engenharia da empresa EXY, Willian Feneol, a ideia foi mostrar na prática, o funcionamento de um exoesqueleto vestível, leve, passivo, para uso na agricultura, para trazer mais conforto a ele, maior dignidade no seu trabalho, evitar lesões e também a correção de postura.

*Com informações da Sepror-AM

Mais de 100 cidades da Região Norte melhoram condições de crianças e adolescentes e conquistam Selo UNICEF

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Foto: Marina Domar/UNICEF

O Fundo das Nações Unidas para a Infância no Brasil (UNICEF) divulgou em 6 de novembro as cidades que melhoraram as políticas públicas municipais voltadas a crianças e adolescentes, entre 2021 e 2024 (confira a lista). Essas cidades avançaram mais do que a média nacional em diversas áreas, alcançando impactos positivos para a infância e adolescência – e agora recebem o Selo UNICEF. 

Para chegar aos resultados, as cidades premiadas se empenharam em:

  • cuidar bem da primeira infância e da adolescência;
  • melhorar a educação – da creche até a transição de jovens para o mundo do trabalho –;
  • investir na saúde física e mental de meninas e meninos;
  • promover hábitos de higiene e acesso à água limpa;
  • proteger crianças e adolescentes das violências;
  • e garantir a proteção social às famílias vulneráveis, em especial aquelas oriundas de povos e comunidades tradicionais. 

“Não estamos falando das cidades com os melhores indicadores, mas das cidades que mais melhoraram em relação à situação em que elas estavam em 2021. O UNICEF comemora esse avanço de cidades em regiões vulneráveis que conseguiram tirar o atraso e melhorar mais. Com o apoio do UNICEF, esses municípios conseguiram trazer mais eficiência para a sua gestão em diferentes áreas ligadas aos direitos da infância e adolescência, passando a cumprir de forma mais eficiente o que já é um dever do poder público”, explica Youssouf Abdel-Jelil, Representante do UNICEF no Brasil.   

Embora ainda existam grandes desafios, os avanços alcançados pelos municípios que recebem o Selo UNICEF devem ser celebrados. “O que estamos fazendo nas regiões Norte e Nordeste é um trabalho de larga escala visando à garantia de direitos fundamentais para milhares de meninos e meninas. É importante que essas cidades continuem se desenvolvendo e evoluindo para que crianças e adolescentes que lá vivem possam ter uma trajetória plena, com oportunidades, protegidos e tendo melhores condições para viver”, complementa Youssouf Abdel-Jelil. 

Coari, no Amazonas. Foto: Reprodução/Prefeitura de Coari

Confira as cidades de cada estado da Região Norte que conquistaram o selo:  

Acre (8)

Acrelândia
Brasiléia
Cruzeiro do Sul
Marechal Thaumaturgo
Plácido de Castro
Porto Walter
Rio Branco
Sena Madureira

Amapá (7)

Amapá
Pedra Branca do Amapari
Laranjal do Jari
Macapá
Porto Grande
Santana
Vitória do Jari

Amazonas (28)

Alvarães
Atalaia do Norte
Autazes
Barreirinha
Benjamin Constant
Boa Vista do Ramos
Boca do Acre
Borba
Careiro
Careiro da Várzea
Coari
Codajás
Eirunepé
Fonte Boa
Guajará
Humaitá
Iranduba
Itapiranga
Manacapuru
Manicoré
Novo Airão
Novo Aripuanã
Presidente Figueiredo
São Gabriel da Cachoeira
São Sebastião do Uatumã
Tabatinga
Tonantins
Urucurituba

Pará (27)

Abaetetuba
Almeirim
Augusto Corrêa
Baião
Barcarena
Belterra
Benevides
Canaã dos Carajás
Capitão Poço
Conceição do Araguaia
Mãe do Rio
Magalhães Barata
Marabá
Óbidos
Ourilândia do Norte
Pacajá
Parauapebas
Piçarra
Ponta de Pedras
Redenção
Santa Cruz do Arari
Santarém
São Félix do Xingu
São Sebastião da Boa Vista
Terra Santa
Tomé-Açu
Vitória do Xingu

Rondônia (11)

Ariquemes
Cerejeiras
Corumbiara
Espigão D’Oeste
Guajará-Mirim
Ouro Preto do Oeste
Pimenta Bueno
Rolim de Moura
Vilhena
São Miguel do Guaporé
Itapuã do Oeste

Roraima (6)

Boa Vista
Caroebe
Mucajaí
Rorainópolis
São Luiz
Uiramutã

Tocantins (15)

Araguacema
Araguaçu
Araguaína
Araguanã
Araguatins
Arapoema
Bandeirantes do Tocantins
Barrolândia
Colinas do Tocantins
Lagoa da Confusão
Monte Santo do Tocantins
Palmeirópolis
Paraíso do Tocantins
Pedro Afonso
São Sebastião do Tocantins

Pará sanciona lei do Plano Amazônia Agora para fortalecer conservação e sustentabilidade

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Foto: Fernando Sette/Agência Pará

O governador do Pará, Helder Barbalho, sancionou a Lei nº 10.750, de 31 de outubro de 2024, que institui o Plano Estadual Amazônia Agora (PEAA), substituindo o decreto estadual nº 941, de 3 de agosto de 2020, que criou o Plano, no último dia 4. Peça central nas políticas de desenvolvimento sustentável do governo paraense, o PEAA concilia a preservação ambiental com o desenvolvimento econômico na região amazônica, promovendo atividades de baixo impacto ambiental.

A lei, publicada no Diário Oficial do estado, foi construída de forma participativa, em processo de revisão do Plano realizado em maio passado, por meio de consulta pública aberta à sociedade, pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas). As contribuições da população para o Plano foram incorporadas à sua nova versão, sancionada nesta segunda-feira como lei pelo chefe do Executivo estadual.

A revisão pública aprimorou os componentes transversais do plano, como Força Estadual de Combate ao Desmatamento, o Programa Regulariza Pará, o Programa Territórios Sustentáveis, o Plano Estadual de Bioeconomia, o Plano Estadual de Recuperação da Vegetação Nativa, o Programa de Pagamento por Serviços Ambientais e o Sistema Jurisdicional de REDD+, este último em desenvolvimento.

“O Plano Estadual Amazônia Agora (PEAA) é um marco na busca por um desenvolvimento sustentável para o estado do Pará. Esse Plano foi elaborado com o intuito de enfrentar os desafios ambientais ao equilibrar a necessidade de proteção da nossa biodiversidade com as demandas por crescimento econômico e inclusão social”, declara Raul Protázio Romão, secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará.

O PEAA possui três componentes estruturais: desenvolvimento socioeconômico de baixas emissões de gases de efeito estufa (GEE); fiscalização, licenciamento e monitoramento; e ordenamento fundiário, territorial e ambiental. Como componentes transversais, o Plano inclui: financiamento ambiental de longo alcance; comunicação, transparência de dados e gestão participativa; tecnologia da informação, pesquisa científica, desenvolvimento e inovação; e o Sistema Estadual de Salvaguardas do Pará, da Política Estadual sobre Mudanças Climáticas do Pará (PEMC/PA).

O Plano estabelece diretrizes fundamentais que visam promover o desenvolvimento sustentável no estado do Pará. Entre as principais diretrizes, destaca-se o aumento da eficiência no uso da terra e a restauração produtiva, além do incentivo à regularização nas dimensões territorial, fundiária e ambiental. Assim, o Plano enfatiza a importância de observar as vocações, potencialidades e vulnerabilidades locais, valorizando os elementos culturais e o conhecimento tradicional de cada região.

Para combater o desmatamento, incêndios florestais e ilícitos ambientais, o PEAA prevê o planejamento e monitoramento das ações governamentais emergenciais. A proposta inclui a promoção de ações integradas nas áreas ambiental, hídrica, fundiária, zoofitossanitária e econômico-financeira, com o intuito de criar um ambiente seguro para negócios e desenvolver uma economia de baixo carbono. A transparência de dados, a governança pública e a participação social também são elementos previstos nas diretrizes do Plano.

O PEAA busca elevar o Pará ao estágio de Emissão Líquida Zero (ELZ) ou Carbono Neutro no setor de “Uso da Terra, Mudança do Uso da Terra e Florestas”, até o ano de 2030. O alcance da ELZ será considerado atingido quando as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) decorrentes do uso da terra e florestas, subtraídas pelas remoções ocasionadas pela vegetação, forem iguais ou inferiores a zero, conforme metodologia a ser proposta pelo órgão ambiental competente.

Para atingir esse objetivo, o Plano se compromete a reduzir de forma sustentada o desmatamento e a incrementar anualmente a vegetação secundária em quantidade equivalente ou superior à supressão vegetal autorizada, ou ilegal, seguindo as diretrizes do Plano Estadual de Recuperação da Vegetação Nativa do Pará (PRVN-PA) para a contabilidade das remoções estimadas de GEE.

“Esta lei que sanciona o Plano Estadual Amazônia Agora reafirma o compromisso do Pará com um desenvolvimento ambientalmente responsável, em sintonia com as demandas globais de redução das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) e preservação da biodiversidade amazônica. Convidamos cidadãos, organizações e instituições a se unirem na implementação deste Plano. Juntos, podemos trilhar o caminho para um Pará sustentável, no qual desenvolvimento e conservação se complementam, assegurando um legado positivo para as futuras gerações”, conclui o secretário.

O PEAA é coordenado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), tendo como órgãos executores, além da Semas, as Secretarias de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (SEDEME), de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (SEDAP), de Segurança Pública e Defesa Social (SEGUP), de Agricultura Familiar (SEAF) e dos Povos Indígenas (SEPI), além da Secretaria de Estado de Fazenda (SEFA), de Igualdade Racial e Direitos Humanos (SEIRDH), de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Profissional e Tecnológica (SECTET), de Turismo (SETUR). Órgãos como o Instituto de Terras do Pará (ITERPA) e o Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (IDEFLOR-Bio) também integram esse esforço.

Além desses, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (EMATER-Pará), a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (ADEPARÁ), a Polícia Militar, a Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros Militar do Pará colaboram como órgãos executores. Outros parceiros nacionais e internacionais do setor público, privado ou terceiro setor podem contribuir para o alcance dos objetivos do PEAA.

*Com informações da SEMAS-PA

Discussão sobre governança do sítio Ramsar da Foz do Amazonas e seus manguezais é retomada

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Foto: Reprodução/Acervo ICMBio

Para fortalecer a governança e proteger um dos maiores ecossistemas de manguezais do mundo, o Instituto Chico Mendes (ICMBio), através do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Sociobiodiversidade Associada a Povos e Comunidades Tradicionais (CNPT), retomou as discussões sobre a gestão do sítio Ramsar da Foz do Amazonas e seus manguezais.

As ações, realizadas nos estados do Amapá, Pará e Maranhão, visam consolidar uma estratégia inovadora de governança para a área. Esse esforço inclui a atualização da proposta de comitê gestor e o alinhamento de estratégias de capacitação e comunicação para um sistema de governança mais eficaz.

Leia também: Conheça os manguezais da Amazônia, o maior cinturão de manguezais do mundo

As reuniões contaram com a participação de lideranças e gestores do Piauí, onde foi reforçada a importância de criar um comitê gestor participativo, com foco no fortalecimento de gênero e juventude, que integre povos e comunidades tradicionais, instituições de pesquisa, órgãos ambientais e ONGs.

Esse comitê terá a responsabilidade de monitorar e orientar as ações de proteção do sítio Ramsar dos Manguezais Amazônicos, abrangendo os estados do Amapá, Pará, Maranhão, Piauí e Ceará. A ideia é garantir que as decisões de gestão estejam alinhadas com as necessidades e a participação das comunidades locais. 

A iniciativa fortalece a posição do Brasil na conservação global de zonas úmidas e assegura que os benefícios ecológicos, sociais e econômicos dos manguezais continuem a ser aproveitados pelas comunidades locais e pelas futuras gerações. 

O projeto POP Sítios Ramsar conta com o apoio da iniciativa Protecting Our Planet Challenge, com recursos da Bloomberg Ocean Initiative e da Re:wild, em colaboração com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), reforçando a agenda de fortalecimento das áreas protegidas brasileiras.

Sobre o ProManguezais

O Programa ProManguezais foi criado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudanças do Clima por decreto para preservar, recuperar e utilizar de forma sustentável os manguezais brasileiros.    

O programa estabelece que a conservação dos manguezais deve considerar sua integridade como ecossistema e reconhece a importância de suas funções ecológicas, econômicas, sociais e culturais. Para garantir uma gestão efetiva, o ProManguezal propõe uma articulação entre as esferas de governo e o fortalecimento de políticas públicas integradas, além de incentivar parcerias com o setor privado e a participação de comunidades locais.

*Com informações do ICMBio

Investimentos do BNDES para Amazônia Legal superam R$ 10 bi de janeiro a setembro de 2024

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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) desembolsou R$ 10,4 bilhões de janeiro a setembro deste ano para projetos na Amazônia Legal, o que representa um crescimento de 83% em relação a igual período de 2022. Na comparação com os três primeiros trimestres do ano passado, o aumento foi de 43,9%.

Já as contratações do Banco na região somaram R$ 13,2 bilhões, o que corresponde a uma expansão de 58% sobre o resultado dos nove primeiros meses de 2022. Em relação ao acumulado de janeiro a setembro de 2023, o crescimento foi de 30,8%.

O Banco já contratou este ano R$ 438 milhões com entes públicos na região da Amazônia Legal. É o maior valor registrado nos últimos 10 anos.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirma que o aumento de investimentos sustentáveis na região é estratégico para garantir a liderança do Brasil no processo de transição energética.

“A Amazônia é um grau a mais ou a menos na temperatura do planeta. Por isso, o BNDES tem feito um enorme esforço para alavancar projetos sustentáveis na região, procurando gerar mais empregos de qualidade e renda para as cerca de 28 milhões de pessoas que vivem naquele território”, explicou.

Arco da restauração

Na primeira fase do projeto na Amazônia, os recursos do Fundo Clima se somarão a outras fontes de apoio para investimentos de até R$ 51 bilhões. O objetivo é restaurar 6 milhões de hectares de áreas prioritárias e capturar 1,65 bilhão de toneladas de carbono da atmosfera até 2030.

Já a segunda etapa prevê investimentos de até R$ 153 bilhões, com participação de recursos do Fundo Clima para restaurar 18 milhões de hectares até 2050.

Multiverso agro: ‘Rota do Conhecimento’ leva estudantes a uma experiência inédita em Roraima

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Foto: Divulgação/Expoferr

Na Expoferr Show (Exposição-Feira Agropecuária de Roraima), uma tradição educativa se destaca: a Rota do Conhecimento. Esse projeto, promovido pelo Governo do Estado em parceria com escolas municipais, estaduais, técnicas e universidades, oferece uma experiência teórica e prática sobre o agronegócio e suas tecnologias.

No ano passado, a programação contou com a participação de 86 escolas e 1826 alunos. Este ano, a Rota do Conhecimento superou todas as expectativas, alcançando um recorde de participação: 58 escolas e cerca de 3.200 alunos dos níveis infantil, fundamental, médio e superior explorando o Parque Dandãezinho entre os dias 5 e 9 de novembro.

Na manhã do dia 5, alunos do 5º ano da Escola Municipal Balduíno Wottrich ficaram encantados com as exibições de cavalos, bois, porcos, carneiros, peixes e outros atrativos. Os acadêmicos de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Roraima (UFRR) também se aprofundaram nas práticas apresentadas, acompanhando projeções de manejo, alimentação e características de diferentes raças.

Segundo a coordenadora Ivaniria Faquinella, “Além de seu papel socioeconômico, a Expoferr Show proporciona aos alunos uma programação repleta de inovações tecnológicas, curiosidades e tradição cultural, enfatizando a sustentabilidade e a interação com a natureza”, reforçou.

A Rota do Conhecimento segue com atividades nos períodos da manhã e tarde, permitindo também que os estudantes explorem áreas comerciais, cooperativas, agricultura familiar, artesanato indígena, fazendinha, vitrine tecnológica, rota da economia criativa, rota do agro e equoterapia. Já no início da visita, cada criança recebe um kit exclusivo da Expoferr Show, incluindo garrafinha, boné, bolsa e abanador.

Escultura de preguiça-gigante em Porto Velho celebra patrimônio natural e histórico

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Foto: Reprodução/SGB

Uma escultura artística em tamanho real de uma preguiça-gigante, em homenagem à megafauna que habitava a região amazônica há mais de 10 mil anos,  será inaugurada na próxima segunda-feira (4), às 9h30, na Residência do Serviço Geológico do Brasil de Porto Velho. 

Leia também: Maior paleotoca do Brasil: mapeamento inédito vai criar ‘passeio virtual’ pela ‘casa’ de preguiças-gigantes

A obra visa promover a conscientização sobre biodiversidade, preservação do patrimônio natural e a importância das geociências. A ideia é reunir, em um único espaço, arte e ciência para promover também a popularização das geociências e a importância de conhecer o passado para preservar o futuro. Com quatro metros de altura e criada pelo escultor rondoniense Bruno Ferreira, a escultura foi construída em cimento e ferro. 

A diretora de Infraestrutura Geocientífica do SGB, Sabrina Góis, ressaltou que a escultura da preguiça-gigante vai além de uma expressão artística.

A ação destaca a importância do patrimônio geológico e dos fósseis, valorizando-os como partes fundamentais do patrimônio cultural e da história do planeta. Essa iniciativa também celebra o inédito mapeamento virtual da maior paleotoca do Brasil, localizada em Rondônia, construída por preguiças-gigantes e descoberta em 2023. A paleotoca, com mais de 600 metros de extensão e até três metros de altura, foi habitada pelos ancestrais das atuais preguiças (que têm menos de um metro de comprimento), que sobreviveram até o fim da “Era do Gelo”.

A divulgação científica é fundamental para o avanço do conhecimento e para a popularização da ciência entre o público em geral. Para o chefe da Residência, Marcelo Guimarães, no caso da réplica da preguiça-gigante, essa importância se torna ainda mais evidente.

Guimarães acrescentou que, através da exposição de uma réplica, é possível despertar a curiosidade das pessoas, estimulando o interesse pela paleontologia. “Isso permite que crianças e adultos aprendam sobre a extinção das espécies, as mudanças climáticas e a evolução, temas importantes para entendermos nosso papel no mundo atual”, disse. 

O  espaço infantil do SGBeduca  irá oferecer um ambiente educativo, lúdico e interativo, voltado para crianças, que promove o aprendizado das geociências de forma acessível e divertida. De acordo com Andrea Sander, coordenadora do SGBeduca, esse novo ambiente infantil disponibiliza um local único na cidade de Porto Velho, que tem poucas opções em ciências para o público infantojuvenil.

“No local, as crianças e jovens terão contato com minerais e rochas, com o mapa escolar de rochas de Rondônia, compreendendo a geologia do estado. Além de boa literatura sobre ciências, como uma coleção do periódico Ciência Hoje para Crianças e livros de autores consagrados”, informou.

O espaço – localizado na Avenida Lauro Sodré, 2561 – estará aberto ao público de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 18h.

Nível do Rio Acre reduz mais de 1,80 metro na primeira semana de novembro

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Foto: Reprodução/Rede Amazônica AC

O Rio Acre iniciou o mês de novembro abaixo dos 3 metros, média abaixo do esperado para esta época do ano. A Defesa Civil de Rio Branco atribui à ausência de chuvas significativas nos primeiros dias do mês.

De acordo com o monitoramento feito pelo órgão, o rio encerrou o mês de outubro com 3,55 metros no dia 31. Já no dia 1º de novembro, o nível reduziu para 2,83 metros e caiu todos os dias do mês até o dia 06 de novembro, quando amanheceu com 1,72 metro, voltando a ficar abaixo dos 2 metros, nível este que o manancial se mantinha acima desde o dia 14 de outubro

O coordenador tenente coronel Cláudio Falcão explica que além da instabilidade de chuvas o solo extremamente seco também contribui para a redução.

A expectativa da Defesa Civil é que, até o fim da primeira quinzena de dezembro, quando o solo recuperar sua umidade, a região chegará ao fim da crise hídrica.

A Defesa Civil permanece atenta à situação, com atendimento à população que foi afetada pela seca, além de monitorar o nível do rio. Ainda segundo o coordenador, a instituição também já inicia, simultaneamente, o planejamento de pré-cheia, em antecipação ao período de inverno.

*Por Lucas Tadheu e Victor Lebre, da Rede Amazônica AC

Mini-cabras de 35 cm encantam visitantes de fazendinha na Expoferr

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Foto: Nalu Cardoso/g1 Roraima

O que é o que é? Tem menos de 35 centímetros de altura, se alimenta com apenas 50 gramas de ração por dia e faz sucesso na Exposição-Feira Agropecuária de Roraima (Expoferr)? É ela! A mini-cabrinha. A curiosa versão mini do animal compõe o elenco da “Fazendinha”, que segue em exposição na festa até o próximo sábado (9), e tem chamado a atenção dos visitantes.

Como o nome já diz, esses animais são bem menores que os normais, que têm cerca de 65 centímetros. Para se ter uma ideia, a diferença entre elas e as cabras tradicionais é de praticamente 30cm. São duas mini-cabras para uma cabra.

Quem visita o stand pode conferir cinco exemplares das versões mini da cabra, bode e cabrito. Sobre a reprodução, o proprietário responsável por esses bichinhos, Dorian Pedroso, de 49 anos, explica que são resultados de cruzamentos genéticos entre cabras convencionais.

O sucesso das pequenas não é proporcional ao tamanho, já que estão roubando a cena na Expoferr 2024. Elas estão localizadas próximo a área da Secretária Estadual de Saúde (Sesau). As visitas podem ser feitas durante os cinco dias de evento, e a entrada custa R$ 5. A visitação é gratuita para crianças de até 9 anos.

Dorian é responsável pelos animais da 'Fazendinha' — Foto: Nalu Cardoso / g1 RR
Foto: Nalu Cardoso/g1 Roraima

A alimentação delas varia entre a ração e a grama, além do cuidado com o sal mineral, segundo o proprietário. Dorian afirma, ainda, que as pequenas chamam mais atenção de famílias que passam pelo local.

A prova disso é a técnica em saúde bucal Regina Almeida, de 30 anos. Ela foi uma das mães que não resistiu aos encantos da mini-fazenda. Ela levou os dois filhos para passearem, e conta que achou os animais “diferentes”.

Regina Almeida conheceu a 'Fazendinha' com seus dois filhos — Foto: Samantha Rufino / g1 RR
Foto: Samantha Rufino/g1 Roraima

Além das mini-cabras, a “Fazendinha” tem diversos outros animais, de tamanhos variáveis. Entre eles, mini-vacas, mini-cavalo, mini-boi, ovelhas, porquinhos da índia e a grande novidade do ano: Lhamas.

Os animais são trazidos da capital do Amazonas, em Manaus. Dorian conta que cria mini-cabras há 10 anos, e é a primeira vez que expõe em Boa Vista.

Os preços variam. Uma mini-cabra fêmea, é vendida por 5 mil reais e a macho, por 3 mil. Já as tradicionais, são vendidas por cerca de 3 mil reais, é o que afirma Eneias Pereira, conhecido como “Neto do Carneiro”, que também é responsável por cabras que estão em exposição na Feira Agropecuária.

“Elas chegam a pesar 45, 50 quilos. É um animal rústico, africano e está se adaptando muito bem aqui no estado, no Brasil, que é nosso. [É importante] uma boa alimentação, para quando ela parir, ter uma boa lactação para seus filhos”.

Famílias visitam fazendinha na Expoferr — Foto: Samantha Rufino/g1 RR
Foto: Samantha Rufino/g1 Roraima

Expoferr 2024

A 43ª edição da feira começou nessa terça-feira (5) e segue até o dia 9 de novembro no Parque de Exposição Dandãezinho, localizado no Monte Cristo, zona Rural de Boa Vista.

Chamada pelo governo de “Expoferr Show”, a feira agropecuária é organizada pela Secretaria de Agricultura, Desenvolvimento e Inovação (Seadi), em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária de Roraima (Faerr).

Este ano, o espaço da feira deve tem mais de 93 mil m² em infraestrutura montadas no Dandãezinho. A expectativa é receber 500 mil pessoas nos cinco dias de festa e movimentar R$ 600 milhões em negócios.

*Por Nalu Cardoso, da Rede Amazônica RR