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Galeria: Jovens e adultos se emocionam e se divertem ao assistir ópera pela primeira vez

Ação faz parte do projeto Ópera em Rede. Fotos da galeria: Isabelle Lima/Portal Amazônia

O brilho dos lustres, a imponência da arquitetura e o som vibrante das vozes no palco marcaram o segundo encontro de cerca de 500 pessoas com o universo da ópera. Realizada no dia 12 de maio, a iniciativa ‘Minha Primeira Ópera‘ proporcionou a “estreia” de muitos manauaras no Teatro Amazonas, com a apresentação de dois atos do clássico ‘As Bodas de Fígaro’, de Mozart.

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A ação integra o projeto ‘Ópera em Rede’, realizado pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), e tem como protagonistas adolescentes e idosos atendidos pela Adra Brasil no Amazonas, além de moradores da comunidade do Puraquequara — região periférica de Manaus.

“Ópera é uma grande fofoca embasada”, brincou o estudante Joaquim Ruan, ao tentar explicar, com bom humor, sua percepção do enredo do espetáculo ‘As Bodas de Fígaro’. “Mas é muito legal. Eu gostei porque une duas coisas que amo: teatro e música”, afirmou.

Leia também: 7 fatos que somente o Festival Amazonas de Ópera poderia proporcionar para a cultura no estado

Minha Primeira Ópera
Joaquim estava ansioso para ver sua primeira ópera. Foto: Diego Andreoletti/Amazon Sat

Confira alguns dos momentos marcantes da ação:

Ópera em Rede

O Ópera em Rede é um projeto que tem como objetivos democratizar o acesso à música lírica e a valorização da cultura amazônica, realizado pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), com o apoio de: Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas (SEC-AM), Governo do Amazonas e Amazônica Net.

Minha Primeira Ópera: experiência emociona participantes de projeto cultural com espetáculo no Teatro Amazonas

Minha Primeira Ópera. Foto: Isabelle Lima/Portal Amazônia

O brilho dos lustres, a imponência da arquitetura e o som vibrante das vozes no palco marcaram o segundo encontro de cerca de 500 pessoas com o universo da ópera. Realizada no dia 12 de maio, a iniciativa ‘Minha Primeira Ópera‘ proporcionou a “estreia” de muitos manauaras no Teatro Amazonas, com a apresentação de dois atos do clássico ‘As Bodas de Fígaro’, de Mozart.

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A ação integra o projeto ‘Ópera em Rede’, realizado pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), e tem como protagonistas adolescentes e idosos atendidos pela Adra Brasil no Amazonas, além de moradores da comunidade do Puraquequara — região periférica da capital amazonense. Para muitos, foi mais que uma simples ida ao teatro, foi um mergulho em um mundo até então desconhecido.

Minha Primeira Ópera
Minha Primeira Ópera: experiência emociona participantes de projeto cultural com espetáculo no Teatro Amazonas. Foto: Isabelle Lima/Portal Amazônia

Cláudia Daou Paixão, diretora-presidente da FRAM, ressaltou o papel da entidade na promoção da cultura na região: “A gente quer proporcionar para quem está mais longe, para quem nunca teve a chance de estar aqui, a oportunidade de viver esse momento. É sobre fortalecer pessoas, desenvolver a região por meio da arte, da cultura e da educação. Esse é o nosso maior legado”.

A executiva Mariane Cavalcante, diretora do projeto, destacou as diversas frentes do ‘Ópera em Rede’, como a ‘Ópera na Escola’, que já levou espetáculos líricos para mais de mil alunos da rede pública. “Nossa missão é levar cultura aonde normalmente ela não chega. E quando a gente vê o retorno dessas comunidades, temos certeza de que estamos no caminho certo”, disse.

Leia também: 7 fatos que somente o Festival Amazonas de Ópera poderia proporcionar para a cultura no estado

Reações emocionadas

Minha Primeira Ópera
Minha Primeira Ópera: experiência emociona participantes de projeto cultural com espetáculo no Teatro Amazonas. Foto: Divulgação

“Ópera é uma grande fofoca embasada”, brincou o estudante Joaquim Huan, ao tentar explicar, com bom humor, sua percepção do enredo do espetáculo ‘As Bodas de Fígaro’. “Mas é muito legal. Eu gostei porque une duas coisas que amo: teatro e música”, afirmou.

O encantamento tomou conta do público. Marco Antônio Vilaça, outro estudante estreante no Teatro Amazonas, contou que não esperava gostar tanto. “Superou minhas expectativas. O carteiro da história é muito engraçado. Nunca imaginei me divertir tanto com uma ópera. Espero ter outras oportunidades de vir ao Teatro Amazonas e conhecer mais da cultura local”, comentou o jovem.

Minha Primeira Ópera
Público acompanhou espetáculo ‘As Bodas de Fígaro’, de Mozart. Foto: Isabelle Lima/Portal Amazônia

A diretora Lidiane Lozana levou 250 estudantes ao teatro. “Muitos pais e alunos nunca viveram isso. Houve uma grande mobilização para que tudo acontecesse. É um aprendizado que eles vão levar para a vida toda”, disse.

Leia também: ‘Ópera nas Escolas’ leva arte e encantamento a estudantes da rede pública em Manaus

Puraquequara no teatro

Moradores da comunidade Vila do Puraquequara também participaram da ação. Aline Penha, coordenadora local, destacou a importância do momento:“Ali tem gente que nunca tinha pisado nesse teatro. Quando eu contei que o transporte, a entrada e até o lanche seriam gratuitos, custaram a acreditar. Mas formamos a lista, subimos no ônibus e chegamos aqui. Foi tudo muito bem organizado. O povo está encantado”.

A coordenadora também fez um apelo para a continuidade dos projetos culturais. “Essa é uma semente plantada. Agora precisamos levar mais iniciativas como essa para dentro da comunidade, principalmente ações ligadas à sustentabilidade. O impacto é real”, incentivou Aline.

Veja também: Festival Amazonas de Ópera: conheça o trabalho dos cenógrafos do espetáculo

Ópera em Rede

O Ópera em Rede é um projeto que tem como objetivos democratizar o acesso à música lírica e a valorização da cultura amazônica, realizado pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), com o apoio de: Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas (SEC-AM), Governo do Amazonas e Amazônica Net.

Papa Leão XIV: conheça os pratos favoritos do pontífice na culinária peruana

Foto: Reprodução/EatPeru

O Papa Leão XIV, atual líder da Igreja Católica, revelou seu carinho especial pela culinária peruana. O pontífice, que passou parte da vida no Peru, destacou alguns dos pratos tradicionais do país que compõe a Amazônia Internacional que marcaram sua trajetória.

Leia também: HABEMUS PAPAM: Robert Francis Prevost, o Papa Leão XIV, é cidadão do Peru

Em uma entrevista à rádio peruana Exitosa, Prevost, quando questionado sobre o que mais sentiria falta do Peru, respondeu que seria a culinária local, em especial a culinária da província de Lambayeque.

“O que mais gostei na culinária? Bem, muitas coisas como ceviche, cabrito… há tantas coisas de que gosto!”, afirmou Prevost.

Segundo a freira Margarita Flores, que trabalhou com o Papa Leão XIV quando ele era bispo em Chiclayo, o que ele mais gostava da culinária da região eram os Tomales Verdes, o Cabrito con loche e o aji de galinha.

Leia também: Conheça o típico café da manhã peruano e suas versões regionais

Pratos favoritos do Papa Leão XIV

Ceviche

Prato feito de peixe fresco e cru cortado em pequenas tiras. É marinado por várias horas em cítricos, e junta-se coentro, rodelas de cebola roxa e vários tipos de pimenta. O peixe utilizado deve ser de carne branca e de água salgada. Podem ser feitas algumas variações com frutos-do-mar (camarão, polvo, ostras ou mariscos), mas são tão apreciados assim.

Pratos de ceviche variados. Foto: Reprodução/ Facebook- intihuasi restaurante

Veja mais: Ceviche: prato de origem peruana é Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade

Cabrito

Consiste em carne de cabrito cozida lentamente em um molho com alho, coentro, cebola, pimentão e chicha de jora (uma bebida à base de milho). Geralmente, o cabrito é acompanhado de arroz, feijão, mandioca e/ou yuca frita.

Prato de Seco de Cabrito. Foto: Reprodução/ Pinterest

Arroz con Pato

Prato com raízes profundas na história da cultura culinária das montanhas peruanas, consiste em peito de pato assado em cerveja e licor de pisco, acompanhado de uma mistura de arroz e vegetais.

Prato de Arroz de Pato. Foto: Reprodução/ Comedera

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Tamales Verdes

Os tamales verdes são um tipo de pamonha peruana, feitas com milho e geralmente recheadas com carne, frango ou queijo.

Prato de Tomales Verdes. Foto: Reprodução/ Tudo Gostoso

Ají de Galina

O prato leva um creme feito com leite evaporado e uma pasta de uma pimenta chamada aji amarillo, acompanhado de batatas cozidas, ovos, arroz e azeitonas

Prato de Ají de Galina. Foto: Reprodução/ ComoHacer

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Rondônia se destaca no cenário internacional com aumento de turistas estrangeiros

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Rondônia registrou 4.610 entradas de turistas internacionais em 2024, número que representa um crescimento de 18,7% em relação ao ano anterior. Foto: Gisele Machado/Governo de Rondônia

O Estado de Rondônia vem conquistando cada vez mais espaço no cenário do turismo nacional e internacional é o que aponta dos dados da Polícia Federal, do Ministério do Turismo e Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur). Segundo dados, o número de turistas estrangeiros aumentou significativamente em 2024.

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Por meio da Superintendência Estadual de Turismo de Rondônia (Setur), ações voltadas à melhoria da infraestrutura, ao marketing turístico, incentivo às atividades do setor e ao fortalecimento dos produtos regionais também têm contribuído para ampliar a visibilidade de Rondônia como destino de referência na Região Norte.

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Rondônia se destaca no cenário internacional
Reserva Extrativista (Resex) Lago do Cuniã, no baixo Madeira, em Porto Velho, Rondônia. Foto: Reprodução/Semdestur

Um dos destaques mais recentes foi a participação de Rondônia no Meeting Brasil Europa, realizado em março de 2025. O evento internacional reuniu operadoras de turismo e agentes de viagens europeus, consolidando Rondônia na vitrine mundial do turismo, com foco especial no ecoturismo, turismo de pesca esportiva e de aventura.

Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, o turismo é essencial para o desenvolvimento socioeconômico do estado. “O turismo fomenta a economia, gera emprego e renda, além de movimentar os setores de comércio e serviços. Com isso, podemos realizar investimentos importantes para o crescimento e desenvolvimento de Rondônia”, enfatizou.

Leia também: Pescador captura maior surubim de lenha em Rondônia e bate recorde brasileiro

Visitantes estrangeiros

Rondônia se destaca no cenário internacional
Programa Rondônia Tem Turismo, promove as regiões, mobilizando a população para identificar os principais atrativos. Foto: Divulgação

Entre os principais países de origem dos visitantes que chegaram ao estado por via aérea estão Portugal, Estados Unidos, Espanha, Reino Unido e França, tendo como principais portões de entrada os aeroportos de São Paulo (55,2%), Brasília (34,2%), Belo Horizonte (3,1%), Manaus (1,8%) e Cuiabá (1,4%).

Conforme os dados oficiais, Rondônia registrou 4.610 entradas de turistas internacionais em 2024, número que representa um crescimento de 18,7% em relação ao ano anterior, quando o estado recebeu 3.882 visitantes. O levantamento considera ainda turistas que ingressaram por outros estados e incluíram Rondônia em seus roteiros de viagem.

Leia também: Rondônia assume coordenação das Rotas Amazônicas Integradas em 2025

Destino atrativo e competitivo

Rondônia se destaca no cenário internacional
Encontro das Águas em Rondônia. Fotos: Daiane Mendonça/ Secom RO

O superintendente de Turismo, Gilvan Pereira, ressaltou a importância da atuação integrada e estratégica do governo na promoção do setor.

“Estamos trabalhando para posicionar Rondônia como um destino atrativo e competitivo. Nossas riquezas naturais, nossa cultura e hospitalidade são diferenciais que encantam os visitantes”.

Leia também: Paiter Suruí, “o povo de verdade”: conheça os fundadores da primeira agência de turismo indígena do Brasil

*Com informações do Governo de Rondônia

Povo Asurini lança Plano de Gestão Ambiental e Territorial da Terra Indígena Koatinemo, no Sudoeste do Pará

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Plano de Gestão Ambiental e Territorial. Foto: Jéssica Santana

Dar protagonismo e autonomia aos povos indígenas e promover a proteção de terras, florestas, rios e costumes. Esses são alguns dos objetivos de um documento que representa importantes conquistas para as famílias que vivem na Terra Indígena (TI) Koatinemo, em Altamira, no Sudoeste do Pará. Durante o III Intercâmbio Cultural Asurini, na aldeia Ita-aka, lideranças indígenas, jovens e anciãos lançaram do Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA). 

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A elaboração desse importante instrumento contou com o suporte e assessoria da Norte Energia, por meio do Plano Básico Ambiental do Componente Indígena (PBA-CI) da Usina Hidrelétrica Belo Monte. 

O PGTA da Terra Indígena Koatinemo sintetiza o olhar estratégico do povo sobre questões de saúde, educação, cultura, atividades produtivas, economia, proteção territorial e fortalecimento institucional, registrando como eles se enxergam hoje e onde pretendem chegar na gestão de seu território. 

Leia também: Terra Indígena Apiaká do Pontal, em Mato Grosso, avança na construção do Plano de Gestão Territorial e Ambiental

Plano de Gestão Ambiental e Territorial
Plano de Gestão Ambiental e Territorial. Foto: Jéssica Santana

Construído de forma participativa entre os indígenas, o plano representa uma ferramenta importante do Povo Asurini, de implementação da Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas (PNGATI). O documento orienta o uso dos recursos naturais, a preservação do patrimônio cultural — material e imaterial — e ações para melhoria da qualidade de vida das 90 famílias que vivem em sete aldeias da região, distante cerca de três horas de barco de Altamira. Ao todo, são 340 pessoas.    

Em 2013, foram iniciadas ações de proteção, fiscalização e monitoramentos de terras, como parte do Programa de Gestão Territorial Indígena. Em 2023, fruto da interface com as ações de fortalecimento institucional, teve início a elaboração do plano, que foi distribuída em quatro etapas: sensibilização e mobilização; diagnóstico do território, por meio de oficinas; planejamento com rodas de conversa; e validação do documento pelos indígenas. 

O cacique Kwain Asurini, da Aldeia Ita’Aka, afirma que esse é um marco para sua geração e avalia que o plano será uma ferramenta que vai salvaguardar os direitos de seu povo. “Esse documento é uma garantia dos nossos direitos, ele assegura nosso modo de viver, de praticar a nossa cultura. Demorou anos para ficar pronto e, com a parceria da Norte Energia, o Povo Asurini teve essa conquista. Nós estamos muito felizes de ter recebido esse documento tão importante para Terra Indígena Koatinemo”, explicou o cacique.

Leia também: Povo Panará lança PGTA para garantir o futuro de seu território e de seus modos de vida

Plano de Gestão 

O Plano de Gestão Territorial Ambiental (PGTA) é uma das principais ferramentas de implementação da Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas (PNGATI), instituída pelo Decreto nº 7.747/2012.  

Plano de Gestão Ambiental e Territorial
Plano de Gestão Ambiental e Territorial. Foto: Jéssica Santana

O PGTA da Terra Indígena (TI) Koatinemo é o segundo a receber o apoio da Norte Energia, por meio do PBA-CI da Usina Hidrelétrica Belo Monte. Antes dele, foi lançado o plano dos Povos Juruna, da TI Paquiçamba, e Arara, da TI Arara da Volta Grande do Xingu, em cerimônia realizada em janeiro de 2019, no auditório da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), em Altamira. 

De acordo com a gerente Socioambiental do Componente Indígena da Norte Energia, Sabrina Brito, a construção do PGTA é um exemplo de processo participativo e reflete o compromisso da companhia com a proteção ambiental e territorial e o respeito aos povos indígenas.

“Entregar essa publicação no III Intercâmbio do Povo Asurini simboliza os bons resultados da parceria entre a Norte Energia e os povos indígenas. O PGTA mostra como os indígenas se veem e como eles querem se ver ao longo do tempo. Com essa entrega, estamos contribuindo para a proteção desse território e para a propagação de seus usos e costumes para as gerações futuras”.

Leia também: Povos indígenas e comunidade ribeirinha fazem acordo para uso comum de território em Mato Grosso

Levantamento aponta que Ipixuna, no Amazonas, tem o pior índice de desenvolvimento do país

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Município de Ipixuna, na calha do rio Juruá, no Amazonas. Foto: Divulgação/Defesa Civil do AM

O município de Ipixuna, no interior do Amazonas, registra o pior índice de desenvolvimento municipal do país, de acordo com levantamento elaborado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), divulgado neste mês. A cidade amazonense alcançou apenas 0,1485 ponto, o que a classifica como de desenvolvimento crítico.

O Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) é feito com base em dados oficiais, referentes ao ano de 2023, pelos indicadores de Emprego & Renda, Saúde e Educação. A Firjan informou que esta edição do estudo analisou 5.550 cidades, que respondem por 99,96% da população brasileira.

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O levantamento apontou ainda que, além de Ipixuna, outro município do Amazonas também está entre os piores do país: Jutaí, que ocupa a quarta pior posição, com 0,1802 ponto.

Grupo Rede Amazônica questionou o posicionamento do Governo do Amazonas quanto ao levantamento que coloca as duas cidades do estado entre as cinco menos desenvolvidas do país, bem como quais ações estão sendo realizadas nos municípios para melhorar os índices, mas até a publicação desta reportagem não houve retorno.

O IFDM revela que essas cidades com classificação de desenvolvimento crítico têm, em média, 23 anos de atraso em relação aos municípios mais desenvolvidos do país, como Água de São Pedro (0,8932), São Caetano do Sul (0,8855) e Curitiba (0,8814), que lideram o ranking com os melhores resultados.

“Nossos cálculos indicam que as cidades críticas têm, em média, mais de duas décadas de atraso em relação às mais desenvolvidas do país. É como se parte dos brasileiros ainda estivesse vivendo no século passado”, ressaltou o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano.

O gerente de Estudos Econômicos da Firjan, Jonathas Goulart, afirmou que todas as regiões ainda têm cidades em situação crítica, mas que Norte e Nordeste são as mais prejudicadas. Ele destaca que o estudo oferece uma análise detalhada para que o cenário possa ser transformado nos próximos anos.

“Estamos fornecendo um quadro representativo para a formulação de políticas públicas mais eficazes e equitativas”, pontuou Goulart.

Veja as 10 cidades com os piores resultados no IFDM:

  • 5.550º – Ipixuna (AM) – 0,1485 ponto;
  • 5.549º – Jenipapo dos Vieras (MA) – 0,1583 ponto;
  • 5.548º – Uiramutã (RR) – 0,1621 ponto;
  • 5.547º – Jutaí (AM) – 0,1802 ponto;
  • 5.546º – Santa Rosa do Purus (AC) – 0,1806 ponto;
  • 5.545º – Oeiras do Pará (PA) – 0,2143 ponto;
  • 5.544º – Fernando Falcão (MA) – 0,2161 ponto;
  • 5.543º – Limoeiro do Ajuru (PA) – 0,2420 ponto;
  • 5.542º – Melgaço (PA) – 0,2429 ponto;
  • 5.541º – Curralinho (PA) – 0,2431 ponto.

Levantamento

Criado em 2008 e atualizado neste ano com nova metodologia, o estudo é composto pelos indicadores de Emprego & Renda, Saúde e Educação e varia de 0 a 1 ponto, sendo que quanto mais próximo de 1 maior o desenvolvimento socioeconômico.

Através dessa pontuação, é possível avaliar o município de forma geral e específica em cada um dos indicadores. Tanto a avaliação geral quanto as análises dos indicadores são classificadas em quatro conceitos:

  • desenvolvimento crítico: entre 0 e 0,4;
  • desenvolvimento baixo: entre 0,4 e 0,6;
  • desenvolvimento moderado: entre 0,6 e 0,8;
  • desenvolvimento alto: entre 0,8 e 1 – desenvolvimento alto.

A análise mostra que 99% dos municípios registraram avanço no índice geral entre 2013 e 2023. Com isso, a pontuação média brasileira no estudo é de 0,6067 ponto, referente a desenvolvimento moderado. As três vertentes do índice contribuíram para esse avanço, ainda que em ritmos distintos.

*Com informações da Rede Amazônica AM

Serra do Estrondo encanta visitantes no Paraíso do Tocantins; entenda por quê

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Foto: Reprodução/Prefeitura de Paraíso do Tocantins

O que antes foi um povoado nascido com o surto da construção da Rodovia BR-14, hoje Belém- Brasília ou BR-153, hoje é uma cidade com pouco mais de 50 mil habitantes. O povoado que hoje é Paraíso do Tocantins (TO), foi fundado por José Ribeiro Torres em 1958. Tocantins é um estado que faz parte da Região Norte e da Amazônia Legal.

Leia também: Entenda a diferença entre Amazônia Legal, Internacional e Região Norte

De acordo com informações da prefeitura, o povoado “instalou-se ao lado do acampamento da Companhia Nacional, empreiteira da construção da Rodovia. Motivados pela novidade e entusiasmo, a ele se reuniu um aglomerado de moradores. Foi a Lei Estadual nº 4.716, de 23 de outubro de 1963, que o emancipou politicamente, com o topônimo de Paraíso do Norte, desmembrando do Município de Pium”.

O nome só foi trocado para o atual após a criação e implantação do Estado do Tocantins (Decreto Legislativo nº 01/89, de 1º de janeiro de 1989, art. 4º), que alterou para Paraíso do Tocantins.

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Mas por que chamar a cidade de Paraíso?

“O nome ‘Paraíso’ foi dado por Luzia de Melo Balthazar, esposa de Adjúlio Balthazar, que era o encarregado da Companhia Nacional, empresa que estava construindo a Rodovia Belém-Brasília. Ela se encantou com as belezas naturais da região, principalmente com os dois córregos de águas cristalinas (o Pernada e o Buriti), a Serra do Estrondo e a exuberância da vegetação típica do cerrado”, explica a prefeitura.

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Assim, desde o tempo em que ainda era apenas um povoado, muitos já o chamavam de ‘paraíso’. “E a Lei No. 01 de 22 de fevereiro de 1963, que elevou o povoado à categoria de distrito, também serviu para oficializar esta denominação”, descreve a administração municipal.

E justificando o nome, a cidade abriga uma beleza natural que encanta. O que é possível ver, na prática, quando se vai à Serra do Estrondo.

Essa é uma das atrações mais procuradas na cidade. Especialmente para os amantes do esporte ou da natureza, por proporcionar passeios em trilhas, cachoeiras e uma visão impressionante da região.

Leia também: 5 motivos para incluir Tocantins nos planos de viagens para turistar

A Área Municipal de Proteção Ambiental Serra do Estrondo foi criada pelo Decreto Municipal Nº 267 de 2 de dezembro de 2002. O topo da Serra conta com infraestrutura de Mirante, uma academia ao ar livre e a abriga a Capela de Santa Cruz, sinônimo de fé e peregrinação durante a Semana Santa.

Conheça três ferroviários que preservam a memória e a paixão pelos trilhos da Estrada de Ferro Madeira Mamoré

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Os ferroviários na Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, a 15ª ferrovia a ser construída no país. Foto: André Oliveira/SMC

A história de Porto Velho com a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré é profunda. Milhares de ferroviários de diversas nacionalidades chegaram nesta região da Amazônia e ajudaram, através de muito suor, a construir a lendária ferrovia que deu origem ao município de Porto Velho e à criação de outros municípios na região dos rios Madeira e também Mamoré.

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A Estrada de Ferro Madeira-Mamoré foi a 15ª ferrovia a ser construída no país, executada entre 1907 e 1912. Por seu legado e história, nesta data, vale destacar a história de três ferroviários que se dedicam diariamente pela preservação da memória e do patrimônio da ferrovia.

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Ferroviários da Estrada de Ferro Madeira Mamoré
Os ferroviários Antônio Moisés, Paulo da Costa e Lord Jesus Brown. Foto: André Oliveira/SMC

Os ferroviários Antônio Moisés, Paulo da Costa e Lord Jesus Brown são histórias vivas e que se dedicam diariamente para manter a preservação da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. Os três trabalham diariamente no Complexo Madeira-Mamoré, e, além disso, representam uma pequena parte dos ferroviários que foram e são essenciais na continuação dessa história.

Um desses ferroviários é Paulo da Costa, que começou a trabalhar na EFM-M aos 12 anos, no chamado “trem de lastro”, anos depois a paixão pela ferrovia continua a mesma. “Isso aqui é minha vida. Tenho um amor muito grande pela Madeira-Mamoré. Antes de partir dessa para melhor, meu sonho é ver o trem funcionando de novo, e seria minha maior alegria”, disse Paulo da Costa.

Leia também: Associação Brasileira de Preservação Ferroviária realiza estudos para a restauração e reativação da Locomotiva 18

Ferroviários da Estrada de Ferro Madeira Mamoré
No galpão da antiga oficina, além dos trens ficam guardadas com muito carinho a kalamazu, cegonha, a litorina. Foto: André Oliveira/SMC

Filho de ferroviários, Lord Jesus Brown, contou que trabalha no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré desde a década de 70.

“Meu pai chegou aqui para trabalhar na construção da ferrovia. Eu tenho muito orgulho dessa trajetória da minha família aqui na Amazônia. Eu luto e sempre vou lutar pela preservação da ferrovia. Essa é uma história muito linda e nós, ferroviários, temos que lutar até o fim”, concluiu.

No galpão da antiga oficina, além dos trens ficam guardadas com muito carinho a kalamazu, cegonha, a litorina e também outros veículos centenários utilizados na época de ouro da ferrovia. O ferroviário Antônio Moisés afirma que todos esses equipamentos fazem parte da trajetória da ferrovia. “Neste ano tivemos a grata surpresa de ver a Litorina voltar a andar. Nós ferroviários ficamos felizes porque todo final de semana estamos aqui transportando cerca de 300 a 400 pessoas aos sábados e domingos, para sentirem a emoção de andar por esses trilhos”, relatou o ferroviário.

Leia também: Estrada de Ferro Madeira-Mamoré: patrimônio histórico deu origem ao município de Porto Velho

Ferroviários da Estrada de Ferro Madeira Mamoré
Os ferroviários preservam a memória e a paixão pelos trilhos. Foto: André Oliveira/SMC

A prefeitura tem olhado com atenção para a preservação da EFMM, como por exemplo, o retorno do passeio da litorina, a liberação de entrada gratuita ao Museu da Ferrovia e ainda mais recente com o anúncio de estudos técnicos, com representantes da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF), com o objetivo de realizar estudos de viabilidade técnica visando a restauração e reativação da Locomotiva 18.

Segundo o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, os pioneiros da cidade merecem respeito e reconhecimento pelo trabalho que fizeram e ainda continuam fazendo pela EFM-M. “Eu tenho respeito e admiração pelas milhares de histórias de homens e mulheres que ajudaram a construir a nossa ferrovia. Aos ferroviários eu deixo a minha homenagem e dizer que vamos fazer muito mais e nossa ferrovia, se Deus quiser, vai voltar a apitar de novo”, finaliza o prefeito.

Leia também: Ferroviário da EFMM: conheça a história de mais de 60 anos de dedicação de Paulo Ramos

Litorina da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré

A litorina é em um pequeno vagão ferroviário que era utilizado para transportar, no ciclo da borracha, o salário de funcionários da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, além de engenheiros, médicos e outros profissionais. 

Ferroviários da Estrada de Ferro Madeira Mamoré
Os ferroviários trabalham atualmente na Litorina. Foto: Governo de Rondônia/divulgação

Vale lembrar que a estrada de ferro, também conhecida como “Ferrovia do Diabo”, foi inaugurada em 1912, por conta da necessidade de aumentar a colheita do látex da borracha. 

Contudo, só proporcionou grandes lucros nos primeiros dois anos de seu funcionamento, devido ao declínio da borracha na Amazônia, ocasionada pela produção intensiva da borracha natural na Ásia.

A litorina utilizada para os passeios é datada de 1932 e movida a diesel. Por isso, historicamente, a litorina, assim como a estrada de ferro como um todo, simbolizam a história viva portovelhense. 

Leia também: Conheça o Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Carajás, que une Maranhão e Pará na Amazônia Legal

*Com informações da Prefeitura de Porto Velho

Construtores de sonhos: saiba como é o trabalho dos cenógrafos no FAO

O trabalho dos cenógrafos no FAO. Georgia Massetani. Foto: Diego Andreoletti/Amazon Sat

Quem assiste a um espetáculo de ópera geralmente se encanta com as vozes poderosas, os figurinos deslumbrantes e a grandiosidade da música. Mas por trás do brilho do palco existe um trabalho minucioso, artesanal e intenso: a cenografia.

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saiba como é o trabalho dos cenógrafos
Detalhes da cenografia ‘As Bodas de Fígaro’. Foto: Divulgação

Leia também: Festival Amazonas de Ópera: conheça o trabalho dos cenógrafos do espetáculo

É nesse cenário — literalmente — que atua a cenógrafa Georgia Massetani, que há 15 anos contribui com o Festival Amazonas de Ópera (FAO), em Manaus (AM).

Neste ano, Georgia está à frente de dois cenários principais, além de ter contribuído com a direção de arte de alguns concertos. “Mesmo em apresentações menores é importante que os objetos de cena estejam presentes. Isso ajuda o público a perceber como eles se relacionam com a movimentação cênica”, destaca.

Confira a importância deste trabalho para o FAO:

Ópera em Rede

O Ópera em Rede é um projeto que tem como objetivos democratizar o acesso à música lírica e a valorização da cultura amazônica, realizado pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), com o apoio de: Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas (SEC-AM), Governo do Amazonas e Amazônica Net.

Festival Amazonas de Ópera: conheça o trabalho dos cenógrafos do espetáculo

Festival Amazonas de Ópera. Foto: Michael Dantas/SEC AM

Quem assiste ao Festival Amazonas de Ópera se encanta com as vozes poderosas, os figurinos deslumbrantes e a grandiosidade da música. Mas por trás do brilho do palco existe um trabalho minucioso, artesanal e intenso: a cenografia.

É nesse cenário — literalmente — que atua a cenógrafa Georgia Massetani, que há 15 anos contribui com o Festival Amazonas de Ópera (FAO), em Manaus (AM).

“Quem vê de fora não imagina o trabalho que dá. Não é só o talento dos cantores que faz o espetáculo acontecer, tudo compõe a experiência, inclusive o cenário”, revelou Georgia. Como cenógrafa residente, ela participa desde a concepção até os acabamentos dos cenários. Em algumas produções, também assina o projeto cenográfico completo.

Festival Amazonas de Ópera
Cenografia é uma parte importante no Festival Amazonas de Ópera. Foto: Marcio James/SEC AM

Neste ano, Georgia está à frente de dois cenários principais, além de ter contribuído com a direção de arte de alguns concertos. “Mesmo em apresentações menores é importante que os objetos de cena estejam presentes. Isso ajuda o público a perceber como eles se relacionam com a movimentação cênica”, destaca.

Leia também: Ópera em Rede retorna em 2025 com ações de inclusão cultural e ambiental

Da pesquisa ao palco

O processo criativo começa meses antes da estreia. “Nosso trabalho começa com uma pesquisa junto à diretora cênica, neste caso a Juliana Santos. Estudamos o libreto, buscamos imagens, textos, referências literárias e visuais. A ideia é entender o que a diretora quer comunicar através daquele cenário”, conta Georgia.

Ela mistura pesquisas acadêmicas e visuais, com especial apreço por livros e bibliotecas. “Gosto de equilibrar o digital com o físico. Livros me dão uma profundidade que às vezes não encontro na internet”, explicou a cenógrafa.

Festival Amazonas de Ópera
O cenário dá uma vida diferente para o Festival Amazonas de Ópera. Foto: Esley Cavalcante/FAO

Com as referências em mãos, começa o esboço pictórico. Para Georgia, a imagem ilustrativa é essencial. “Como já trabalhei com ilustração, preciso visualizar bem o que quero comunicar. Essa imagem me ajuda a pensar na temperatura da cena, nas intenções cênicas”, disse.

Depois dessa fase, entra o trabalho técnico, feito com o auxílio de assistentes. “Eu foco mais na parte artística e deixo a parte mais técnica — como vistas, cortes, plantas — com meus assistentes”, afirmou.

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Um exército nos bastidores

A criação de um cenário de ópera envolve uma equipe extensa e diversa. “Acredito que envolvemos cerca de 60 pessoas, ou até mais. Temos pintores, escultores, aderecistas, tapeceiros, costureiros, marceneiros, serralheiros… Todos eles são fundamentais para dar vida ao cenário”, disse.

Festival Amazonas de Ópera
Georgia Massetani, cenógrafa do Festival Amazonas de Ópera. Foto: Diego Andreoletti/Amazon Sat

A cenógrafa destaca o crescimento profissional que o festival proporcionou para a equipe local ao longo dos anos. “Em 25 anos de festival, muitos profissionais foram se formando aqui mesmo, desenvolvendo um conhecimento técnico muito potente”, contou.

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Desafios

Como em qualquer produção de grande porte, os desafios são muitos — e variam a cada edição. Georgia afirma que a máquina operística nunca é fácil.

“Sempre há algo novo, mas isso também nos amadurece. Trabalhar com pessoas tão diferentes exige delicadeza, paciência e empatia. No final, a magia do teatro quase sempre vence”, afirmou.

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Festival Amazonas de Ópera
Foto: Marcio James/SEC AM

Uma das dificuldades recorrentes é a obtenção de materiais. Mas Georgia vê isso como uma oportunidade de inovação: a cenógrafa afirma que sempre conseguem encontrar os materiais em Manaus ou pensam em alternativas. Para ela, isso alimenta a criatividade. Quando algo falta, sempre encontram uma solução.

E quanto aos imprevistos? Ela diz que sempre acontecem, embora não se lembre de um específico, mas uma lenda urbana chama a sua atenção. “Ah, dizem que tem fantasminhas no teatro! Quando trabalhamos à noite para dar retoques, até brincamos com isso”, comentou, rindo.

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A beleza que o público não vê

Enquanto os aplausos ecoam pelo Teatro Amazonas, Georgia e sua equipe seguem nos bastidores, dando forma aos sonhos encenados no palco. São essas mãos invisíveis que constroem os mundos fantásticos onde a música ganha corpo e cor.

“É um trabalho coletivo, sensível, de muito empenho. E é uma alegria poder contribuir para essa experiência tão intensa que é a ópera”.

Ópera em Rede

O Ópera em Rede é um projeto que tem como objetivos democratizar o acesso à música lírica e a valorização da cultura amazônica, realizado pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), com o apoio de: Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas (SEC-AM), Governo do Amazonas e Amazônica Net.