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Pará investe em rede de monitoramento da qualidade da água

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Foto: Fernando Sette

A partir deste janeiro, mês que inicia o ano de 2025, o Pará será o estado com o maior número de pontos de monitoramento da qualidade da água na Amazônia. Uma parceria entre a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) e o Instituto Evandro Chagas (IEC) vai ampliar o atual sistema de monitoramento da qualidade das águas no Pará, reforçando a análise de dados relacionados à poluição e contaminação dos rios, o nível necessário de tratamento, além da capacidade de restauração natural dos corpos d’água no Estado, fornecendo dados essenciais para políticas públicas.

A parceria entre as duas instituições estabelece que as atividades do projeto ‘Monitoramento e Diagnóstico de Qualidade das Águas Superficiais’ como subsídios para o instrumento de outorga no Estado do Pará serão realizadas durante 60 meses.

Ao todo, a ação abrange os municípios de Marabá, localizado na região sudeste do Estado, e os municípios da Região Metropolitana de Belém. Os pontos de coleta serão divididos em sete zonas que correspondem a áreas de curso d’água localizadas nas duas regiões do Estado escolhidas para a realização da ação.

No total, serão realizadas 680 coletas, em 95 pontos, a cada 12 meses. Ao longo dos 60 meses, o projeto terá feito 3,4 mil coletas nos rios, mananciais, baías, igarapés e furos d’água selecionados. As amostras serão coletadas de acordo com os períodos sazonais da região, que serão: pontos chuvoso enchente; chuvoso vazante; estiagem enchente; e estiagem vazante. 

Foto: Divulgação/ Agência Pará

Raul Protázio Romão, secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará, explica que atualmente o Pará já conta com uma rede de monitoramento e que, portanto, a parceria com o Instituto Evandro Chagas amplia a atuação do órgão estadual.

“Esse aperfeiçoamento irá proporcionar impactos econômicos e sociais, como a redução da poluição dos corpos receptores, evitando gastos futuros com programas de despoluição ambiental, geração de empregos pela atividade de turismo e lazer, decorrente dos recursos hídricos preservados, assim como a melhora na qualidade de vida da população devido a diminuição no número de casos de doenças associadas à qualidade da água”, afirma o titular da Semas.

Foto: Divulgação/ Agência Pará

Sobre o projeto – O projeto está dividido em 3 etapas de execução. A 1ª etapa vai buscar a caracterização e avaliação dos corpos d’água dessas macro-regiões. A 2ª etapa vai consistir no levantamento de dados de poluição/contaminação dos corpos d’água, bem como, o nível necessário de tratamento. E por fim, a 3ª etapa vai fazer o levantamento de informações de dados hidrodinâmicos e hidrográficos para avaliar a capacidade de autodepuração (restaurar suas características ambientais naturalmente) dos corpos d’água.

Ciência e governança – Luciene Chaves, diretora de Recursos Hídricos da Semas, afirma que a colaboração posiciona o Pará como referência.

Foto: Divulgação/ Agência Pará

*Com informações da Semas Pará

Síndrome de terceiro

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Final do Campeonato Amazonense em 2019 – Troféu Monteiro de Paula. Foto: Reprodução/Facebook-Liga de Handebol do Amazonas

Por Dudu Monteiro de Paula

A pouco tempo do início do handebol no Amazonas, feito pelos meus irmãos Edgar e Evandro junto com os irmãos e convidados de outras modalidades, e já ter com conhecimento da real modalidade levando em consideração os primeiros anos desastrosos, fomos convidados para o Brasileiro Masculino Adulto que seria realizado no estado do Rio de Janeiro.

Lembro que na época poucos lugares, pouquíssimos, tinham o tamanho oficial e iluminação adequada para a prática da modalidade. Foi um verdadeiro desafio! Mas conseguimos o número mínimo de atletas da modalidade para iniciar. Neste momento que escrevo estas linhas, não consigo lembrar todos os nomes dos presentes.

Os jogos todos foram realizados no ginásio principal na ‘ilha do fundão’ da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Na verdade, era um ginásio de treino com capacidade máxima de 1000 pessoas, mas com as dimensões e qualidade técnica para realizar uma competição oficial da Confederação Brasileira de Handebol (CBH).

Jogos duros, difíceis e complicados, mas como sempre lutamos bravamente e conquistamos o terceiro lugar, ficando São Paulo em 1° (90% seleção brasileira) e em segundo o Rio de Janeiro. Neste exato momento começam a ser vistos como uma potência na modalidade e entramos no ranking oficial da federação, ou seja, iniciamos uma série para, em pouco tempo, o Amazonas se destacar com atletas nas seleções brasileiras (masculino, feminino) e campeões nacionais.

Lembro que, ao término da competição, fui o terceiro artilheiro e ganhei uma bolsa de estudos para a Universidade Gama Filho e que não aceitei, pois, na época, era estudante de engenharia. Aliás! Ganhei o apelido de ‘pipoca’ por ser baixo em relação a todos, mas que ficava sempre pulando entre os adversário bem maiores e mesmo assim conseguia fazer gol.

Permitam-me explicar um detalhe: só tinham 3 seleções presentes, mas considerando que todo os estados foram convidados, o mérito de terceiro lugar é merecido e foi o primeiro ponto no ranking da CBH.

A outra história do terceiro lugar, conto depois. Por hoje é só! FUUUUUUUIIIIIIII!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Sobre o autor

Eduardo Monteiro de Paula é jornalista formado na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), com pós-graduação na Universidade do Tennesse (USA)/Universidade Anchieta (SP) e Instituto Wanderley Luxemburgo (SP). É diretor da Associação Mundial de Jornalistas Esportivos (AIPS). Recebeu prêmio regional de jornalismo radiofônico pela Academia Amazonense de Artes, Ciências e Letras e Honra ao Mérito por participação em publicação internacional. Foi um dos condutores da Tocha Olímpica na Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016.

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

O que você espera de 2025? O que 2025 espera de você?

Por Julio Sampaio de Andrade – juliosampaio@consultoriaresultado.com.br

O que você espera de 2025 quanto à sua saúde? O que a sua saúde espera de você em 2025?

O que você espera de 2025 quanto ao seu desenvolvimento e aprendizado? O que o seu desenvolvimento e aprendizado esperam de você em 2025?

O que você espera do seu companheiro ou companheira em 2025? O que seu companheiro ou companheira esperam de você em 2025?

O que você espera de seus amigos em 2025? O que os seus amigos esperam de você em 2025?

O que você espera de seus pais, de seus filhos ou de seus netos em 2025? O que seus pais, seus filhos ou seus netos esperam de você em 2025?

O que você espera de sua empresa, seu chefe, seus colegas e seus clientes em 2025? O que sua empresa, seu chefe, seus colegas e seus clientes esperam de você em 2025?

O que você espera de seus projetos e objetivos em 2025? O que seus projetos e objetivos esperam de você em 2025?

O que você espera de seus vizinhos, sua cidade e seu país em 2025? O que os seus vizinhos, sua cidade e seu país esperam de você em 2025?

O que você espera do mundo em 2025? O que o mundo espera de você em 2025?

O que você espera da vida em 2025? O que a vida espera de você em 2025?

O que você espera de 2025 quanto à felicidade? O que a felicidade espera de você em 2025?

O que você espera de Deus em 2025? O que Deus espera de você em 2025?

Que de 2025 você não espere muita coisa, mas que 2025 possa esperar muito de você!

Sobre o autor

Julio Sampaio (PCC,ICF) é idealizador do MCI – Mentoring Coaching Institute, diretor da Resultado Consultoria, Mentoring e Coaching e autor do livro Felicidade, Pessoas e Empresas (Editora Ponto Vital). Texto publicado no Portal Amazônia e no https://mcinstitute.com.br/blog/.

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

Sem trégua: Forças Armadas desencadeiam operação em TI Yanomami 

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No último dia do ano, o Comando Conjunto Catrimani II desencadeou a Operação Interdição Majestade, na Terra Indígena Yanomami (TIY), em Roraima. A ação demonstra o permanente estado de prontidão dos militares brasileiros, prontos para o cumprimento das mais diversas missões em qualquer local e época do ano.

Foto:Divulgação / Comando Operacional Conjunto CATRIMANI II.

O escopo da operação foi desarticular as estruturas vinculadas ao garimpo ilegal, inutilizando a pista de pouso Majestade, aeródromo clandestino que tem sido um ponto estratégico para o transporte de materiais relacionados à extração ilegal de minérios. Durante a ação, um helicóptero H-60 “Black Hawk” da FAB infiltrou militares do EB, que fizeram uso de explosivos para concluir a tarefa.

A prontidão das Forças Armadas é um diferencial estratégico no combate aos ilícitos ambientais na TIY, pois a capacidade de atuar em qualquer tempo, independente de hora, dia ou local, colabora para dissolução das infraestruturas de mineração ilegal que ameaçam a região. 

Foto:Divulgação / Comando Operacional Conjunto CATRIMANI II.

Mesmo em locais de difícil acesso, as Forças Armadas garantem presença constante, assegurando uma vigilância contínua e uma presença dissuasória. Essa atuação permanente dificulta a reorganização do garimpo ilegal, enfraquecendo essa atividade e protegendo a comunidades indígenas.

*Com informações do Comando Militar da Amazônia.

Professor da Unifesspa lança livro sobre humor e memória do terror na obra de Luis Fernando Verissimo

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O professor Carlos Augusto Carneiro Costa, da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), acaba de lançar o e-book “O difícil disfarce da dor: humor e memória do terror em Luis Fernando Verissimo”, publicado pela Editora Unimontes. A obra é uma versão adaptada de sua tese de doutorado, defendida entre 2015 e 2019 na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), sob orientação do Professor Dr. Elcio Loureiro Cornelsen, que também assina o prefácio.

A publicação, selecionada por edital e submetida a avaliação por parecer duplo-cego, será disponibilizada em breve na versão impressa. O e-book já pode ser acessado gratuitamente pelo site da Editora Unimontes (link para o livro).

O livro analisa contos e crônicas de Luis Fernando Verissimo publicados entre 1975 e 2010, abordando as relações entre humor e a violência da ditadura militar no Brasil. Questões como censura, repressão, tortura, memória e esquecimento são tratadas por meio de uma perspectiva que reflete as possibilidades do humor frente ao sofrimento e à dor.

Carlos Augusto destaca que o humor, amplamente presente na literatura, no cinema e nas charges do período, é uma estratégia representacional que permite retratar a violência do regime autoritário de maneira crítica e inovadora. O estudo parte do pressuposto de que a cultura brasileira frequentemente recorre ao riso para construir narrativas sobre temas complexos, como o trauma e a violência de Estado.

*Com informações da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará

Funai amplia parcerias para proteção dos direitos dos povos indígenas do Amapá e Norte do Pará

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A Fundação Nacional dos Povos Indígena (Funai) ampliou sua presença nas seis terras indígenas do Amapá e Norte do Pará em 2024. A autarquia indigenista realizou, por meio da Coordenação Regional (CR) Amapá e Norte do Pará, mais de sete ações itinerantes com  emissão de documentos para levar cidadania aos territórios e garantir os direitos indígenas. 

A Funai também apoiou ações voltadas à promoção da educação, como o Grupo de Trabalho sobre a Década Internacional das Línguas Indígenas, a consulta para a criação da Universidade Indígena e a realização de três consultorias para implementação de Territórios Etnoeducacionais.

A autarquia também trabalhou em conjunto com o Distrito Sanitário Especial Indígena do Amapá e Norte do Pará (DSEI-AMP) para ampliar a cobertura vacinal na região e com o governo do Amapá para o fornecimento de cestas de alimentos aos povos indígenas do município de Oiapoque (AP), que tiveram a produção de mandioca afetada por pragas.

A Funai priorizou ainda o fortalecimento da economia indígena na região. Entre as ações desenvolvidas estão o incentivo ao manejo sustentável do açaí no município de Pedra Branca do Amapari, no Amapá; o combate à crise fitossanitária que afeta a produção de mandioca em terras indígenas da região; o apoio à realização de 11 etapas da feira de produtos indígenas de Oiapoque; e a entrega de ferramentas para o trabalho nas roças. 

Nas Terras Indígenas Uaçá, Galibi e Juminã, a Funai trabalhou na realização do manejo sustentável da fauna e de açaizais, além de prestar apoio no transporte e escoamento da produção de açaí, assim como na Terra Indígena Waiãpi, onde a Funai também atuou em expedições de vigilância do território.

A CR Amapá e Norte do Pará apoiou e participou de assembleias gerais, regionais e de mulheres indígenas reforçando o compromisso da Funai com o respeito à autonomia e à participação ativa dos povos indígenas nas decisões que impactam os territórios e modos de vida das comunidades. 

Foto: Divulgação / TJ -AP

A autarquia indigenista reforça que os avanços só foram possíveis devido à ampliação das parcerias institucionais e à articulação de esforços com diversos órgãos e associações indígenas. Entre ele estão o DSEI-AMP; o Ministério da Educação (MEC); o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS); a Receita Federal; a Justiça Federal; o Exército Brasileiro; o Governo do Amapá; a Prefeitura de Oiapoque; o Tribunal de Justiça do Estado do Amapá (TJ-AP); o Tribunal Regional do Trabalho (TRT); Instituto de Pesquisa e Formação Indígena (Iepé); e o senador Randolfe Rodrigues. 

Foto: Divulgação / TJ -AP

A coordenadora regional da CR Amapá e Norte do Pará, Priscila Karipuna, agradeceu aos parceiros e destacou a importância de uma atuação integrada para a promoção e proteção dos direitos dos povos indígenas. 

CR Amapá e Norte do Pará

A CR está localizada no município de Macapá (AP) e atua junto aos povos indígenas das etnias Galibi, Kali’na, Karipuna, Marworno, Tiriyó, Katxuyana, Waiana, Apalai, Palikur e Waiãpi. Criada em 1987, a unidade  descentralizada da Funai é responsável por coordenar e monitorar a implementação de ações de proteção e promoção dos direitos de povos indígenas nos estados do Amapá e Pará.

Com informações do Ministério dos Povos Indígenas.

Dengue, Zika e Chikungunya: como identificar e se prevenir das doenças que aumentam no período chuvoso na Amazônia

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Foto: Wesley Pontes/SMC PVH

A chegada do período chuvoso em Porto Velho e outras regiões da Amazônia acende o sinal de alerta para o aumento de casos de arboviroses, como dengue, zika e chikungunya, doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, mas que apresentam sintomas e formas de evolução diferentes. Por isso, a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) de Porto Velho reforça orientação sobre as medidas para evitar o adoecimento.

Em Porto Velho, o resultado do último Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa) de 2024 apontou um Índice de Infestação Predial (IIP) de 2,5% para o mosquito, que representa médio risco para a proliferação. Mesmo assim, é necessário ações individuais para que a situação permaneça favorável para a saúde da população.

Principais diferenças entre dengue, zika e chikungunya

O médico Marcos Verçosa, do Departamento de Vigilância em Saúde (DVS) da Semusa, ressalta que embora compartilhem sintomas semelhantes, cada uma dessas doenças possui características próprias e exige cuidados específicos.

Dengue: febre alta e dores intensas

A dengue é a mais comum dessas doenças, principalmente nos meses de chuva, quando há mais focos de água parada, ambiente ideal para a proliferação do mosquito.

Os principais sintomas incluem febre alta (acima de 38°C), fortes dores de cabeça, nos olhos e no corpo, além de manchas vermelhas, vômito e diarreia. Em casos graves, a dengue pode causar hemorragias e queda das plaquetas, necessitando de atendimento médico imediato.

Uma pessoa pode contrair dengue até quatro vezes, pois há quatro sorotipos do vírus circulando.

Chikungunya: dor nas articulações e possível cronicidade

A chikungunya, identificada no Brasil em 2014, tem como principal sintoma a dor intensa nas articulações, que pode ser tão forte a ponto de limitar os movimentos.

A febre alta também é um sintoma comum, e a vermelhidão no corpo pode estar presente. Porém, ao contrário da dengue, não há complicações hemorrágicas.

Foto: Divulgação

Zika: risco para gestantes e sintomas leves

O zika vírus, que ganhou destaque em 2015 devido à sua associação com casos de microcefalia em bebês, geralmente apresenta sintomas mais leves, como febre baixa, vermelhidão nos olhos (sem secreção) e manchas vermelhas no corpo, acompanhadas de coceira.

“Na zika, a vermelhidão nos olhos, semelhante a uma conjuntivite sem secreção, é um sintoma típico, enquanto na dengue esse sintoma não ocorre”, destaca o especialista.

A doença pode passar despercebida em muitos casos, mas gestantes devem ter atenção redobrada, já que a infecção pelo vírus durante a gravidez pode levar a malformações no feto.

Grupos de risco

Gestantes, idosos e pessoas com doenças crônicas estão mais vulneráveis a desenvolver formas graves dessas doenças. Gestantes, em especial, devem ter atenção redobrada em relação à zika, devido ao risco de complicações no feto.

Tratamento e diagnóstico

Não há tratamento específico para nenhuma dessas doenças. O cuidado se baseia em hidratação adequada e uso de analgésicos, como dipirona ou paracetamol, sempre evitando anti-inflamatórios como ibuprofeno ou aspirina, que podem agravar os sintomas.

Prevenção: a melhor arma contra o Aedes aegypti

A melhor forma de prevenção é a eliminação de criadouros do mosquito. Medidas simples, como evitar o acúmulo de água em recipientes e usar repelentes, podem reduzir significativamente o risco de infecção.

A Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) também reforça a importância de cada pessoa inspecionar regularmente suas casas e quintais, eliminando focos de água parada. Além da proteção individual com uso de repelentes, algumas ações podem ser feitas pela população para evitar a proliferação do mosquito. Entre elas estão:

•Colocar areia nos pratinhos de plantas
•Manter caixas d’água bem tampadas
•Lavar com frequência os bebedouros de animais
•Limpar calhas e bandejas de degelo

A vacinação contra a dengue, disponível em alguns casos, ainda não protege contra zika e chikungunya, reforçando a importância das medidas de controle ambiental e prevenção individual.

Saiba como proceder ao detectar os sintomas

Caso apresente sintomas de qualquer uma das arboviroses, a orientação é procurar uma unidade de saúde para diagnóstico e tratamento adequado. Os exames laboratoriais para confirmação das doenças estão disponíveis nas unidades de saúde de Porto Velho, e a equipe médica está preparada para orientar sobre os cuidados necessários.

* Com informações da Prefeitura de Porto Velho

Museu da EFMM terá entrada gratuita para moradores de Porto Velho; saiba como garantir o ingresso

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Foto: Divulgação

O Museu da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré é uma atração que combina diversão e aprendizado, oferecendo uma rica experiência cultural e de lazer para crianças e jovens durante as férias escolares. A partir de agora, o os moradores de Porto Velho terão entrada gratuita no complexo turístico, ou seja, não precisarão pagar a taxa de R$ 30 para acessar o local.

A gratuidade contempla munícipes, mediante comprovação de residência, além de estudantes das escolas municipais e estaduais que moram na capital.

No museu, os visitantes têm acesso a um acervo diversificado que narra a história da construção da famosa ferrovia Madeira-Mamoré, além de destacar o surgimento de Rondônia e seus personagens históricos. Entre os itens expostos estão ferramentas usadas na construção e manutenção da ferrovia, documentos históricos, fotografias, móveis, acessórios como bússolas e abajures, além da locomotiva pioneira trazida para a região em 1878.

Visitação gratuita e agendada

A entrada no museu é gratuita, mas as visitas devem ser agendadas pelo site Sympla. Os visitantes podem optar por uma visita guiada, acompanhados por um guia que detalha o contexto histórico das peças, ou por uma visita não guiada.

Normas de Visitação

Para garantir a preservação do acervo e a segurança dos visitantes, algumas normas devem ser seguidas:

  • Trajes: É proibido circular descalço, sem camisa ou usando capacetes.
  • Objetos Pessoais: Bolsas e sacolas devem ser guardadas no guarda-volumes, sem custo adicional.
  • Proibições: Não é permitido portar armas, consumir alimentos ou bebidas dentro do museu.
  • Fotografias e Vídeos: Permitidos, desde que sem flash ou bastões de selfie.
  • Pets: A entrada é restrita a cães-guia.

Horários de Funcionamento

  • Complexo: Terça a domingo, das 10h às 22h.
  • Museu: Quarta a domingo, das 10h às 18h.

    As visitas guiadas são priorizadas para instituições de ensino às quartas e quintas-feiras, com visitas livres entre 12h e 14h. Às sextas, sábados e domingos, as visitas guiadas ocorrem das 10h às 12h e das 16h às 18h, enquanto as visitas não guiadas são realizadas das 12h às 16h.

Cada grupo de visitação tem um limite de 25 pessoas, e há intervalos de 30 minutos entre as visitas não guiadas.

Agendamento para Instituições

Escolas e faculdades podem agendar visitas gratuitas pelo e-mail: museuefmm@portovelho.ro.gov.br. Mais informações estão disponíveis pelo telefone: (69) 98473-6948.

* Com informações da Prefeitura de Porto Velho

‘Olho Mágico’: exposição celebra 128 anos do Teatro Amazonas e aproxima estudantes com o universo artístico

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Foto: David Martins/Secretaria de Cultura e Economia Criativa

A Casa das Artes abriu suas portas para receber a exposição “Olho Mágico”, um projeto pioneiro que une arte e educação. A mostra, que faz parte das comemorações pelos 128 anos do Teatro Amazonas, em Manaus (AM), comemorados no dia 31/12, apresenta obras de estudantes que participaram de um projeto-piloto entre os meses de outubro e dezembro, com imersões e oficinas realizadas no espaço do teatro e aulas no Palacete Provincial.

A exposição, que ficará até o dia 2 de fevereiro, está aberta das 15h às 19h, e nos demais dias, de quarta a domingo, das 15h às 20h. O público terá a oportunidade de conferir o talento dos jovens artistas, ao mesmo tempo em que explora a conexão entre a arte e o maior símbolo cultural do Amazonas.

Patrimônio da Humanidade

De acordo com a diretora do Teatro Amazonas, Elizabeth Cantanhede, a exposição também marca um passo importante na preparação para o reconhecimento do teatro como Patrimônio da Humanidade pela Unesco. “Essa exposição celebra os 128 anos do Teatro Amazonas e é parte de um processo maior, que busca o reconhecimento dos teatros da Amazônia, como o Teatro Amazonas e o Teatro da Paz, como patrimônios da humanidade”, explicou a diretora.

Foto: David Martins/Secretaria de Cultura e Economia Criativa

A visão do idealizador

O idealizador do projeto, Jorge Kennedy, destacou que o “Olho Mágico” nasceu da observação do desejo da comunidade em se conectar com o Teatro Amazonas.

Bastidores

A experiência foi transformadora para os jovens participantes. Sofia Mafra, do Colégio Estadual Farias Brito, contou que foi uma oportunidade única. “Foi incrível! Eu nunca imaginei participar de algo assim. Era uma mistura de alegria e ansiedade porque tudo era novo. O desafio maior foi conciliar os estudos com os desenhos, mas no final, valeu muito a pena”, relatou.

Para Quinn dos Santos, do Colégio Amazonense Dom Pedro II, os momentos de imersão no teatro revelaram detalhes surpreendentes.

Foto: David Martins/Secretaria de Cultura e Economia Criativa

E Nicolas Seraphim, também do Colégio Amazonense Dom Pedro II, enfatizou a intensidade do projeto. “Foi uma experiência bem intensa, porque exige muito foco e dedicação. Mas, ao final, percebi o quanto aprendi e cresci com essa oportunidade”, comemorou.

Os estudantes também falaram sobre o impacto do projeto em suas perspectivas artísticas. “Pretendo fazer faculdade de artes visuais na UEA e tentar viver disso. Se não der certo, a arte será meu hobby para a vida”, afirmou Sofia. “A arte é mais um hobby por enquanto, mas quem sabe o que o futuro reserva?”, comentou Quinn.

A exposição “Olho Mágico” é uma oportunidade imperdível para quem deseja explorar o talento dos jovens artistas e compreender a importância cultural e histórica do Teatro Amazonas. A mostra pode ser visitada na Casa das Artes até o dia 2 de fevereiro, de quarta a domingo, das 15h às 20h.

*Com informações da SEC AM

Levantamento do Incra aponta criação de cinco novos assentamento no Acre em 2024

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Foto: Júnior Andrade/Rede Amazônica AC

Cinco novos projetos de assentamento com capacidade para até cinco mil famílias foram criados no Acre em 2024, segundo um balanço divulgado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Os números foram apresentados na última segunda-feira (30) pelo presidente do órgão, Márcio Alécio. Na ocasião foram apresentados ainda projetos para os próximos anos no estado.

Em abril deste ano, o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, esteve no Acre e anunciou o lançamento de R$ 30 milhões em créditos do Incra para 2024 e a criação de novos assentamentos que deveriam instalar 1,2 mil famílias no interior do estado. 

Os assentamentos criados em 2024 foram, segundo Alécio, viabilizados através desses recursos.

Presidente do Incra, Márcio Alécio, apresentou os principais resultados do órgão em 2024 no Acre — Foto: Júnior Andrade/Rede Amazônica
Foto: Júnior Andrade/Rede Amazônica AC

O presidente do Incra ressaltou que os contemplados com os projetos além de ter a sua documentação regularizada, poderão ter acesso a várias políticas públicas, o que deve ajudar no desenvolvimento de suas áreas.

“Esse é o nosso compromisso, continuar trabalhando muito para o fortalecimento da agricultura familiar, para a gestão das terras, para regularização. Iniciamos processos de georreferenciamento muito importantes, isso vai permitir a titulação definitiva de famílias a partir do ano que vem e até 2026, e temos trabalhado muito”, afirmou.

Presente na reunião, o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Jorge Viana, declarou que os projetos de assentamentos criados em 2024 são uma grande conquista, já que há anos não eram feitos no estado.

De acordo com Alécio, foi feito um planejamento participativo, da equipe técnica do órgão, junto com os movimentos sociais, para que seja atendida as demanda da comunidade agrícola do Acre.

O presidente da Apex afirmou que o Incra estava em um momento complicado em anos anteriores e comemorou o que ele classificou como retomada dos investimentos no órgão.

“O Incra está dando dinheiro para as pessoas fazerem sua casa, que é o crédito de instalação. A gente tem áreas sendo demarcadas, áreas sendo arrendadas e projetos novos começando. E isso são as políticas públicas que trazem. O Acre vive uma situação muito crítica do ponto de vista econômico, e com a chegada do presidente Lula a gente está vendo as estradas sendo recuperadas”, finalizou.

Incra apresenta projetos de 2024 no Acre — Foto: Júnior Andrade/Rede Amazônica
Foto: Júnior Andrade/Rede Amazônica AC

Cheia

Jorge Viana comentou sobre a questão climática do estado que em poucos meses viveu secas severas e enchentes devastadoras no último ano, que são objeto de preocupação dos produtores rurais.

O presidente da Apex expressou preocupação com o período de cheia já que o Rio Acre continua subindo e citou que o eventos extremos são uma consequência do modelo econômico insustentável de produção e consumo que o mundo está experimentando.

Jorge Viana, presidente do Apex cita eventos climáticos no mundo, que afetam o Acre — Foto: Júnior Andrade/Rede Amazônica
 Foto: Júnior Andrade/Rede Amazônica AC

“O que é lamentável é que pararam de construir casas e tirar pessoas de áreas de risco. Mas eu diria que nós vamos ter que nos preparar para sermos solidários e termos propostas para o agricultor, ribeirinho e para quem vive na cidade, porque os eventos climáticos não são só aqui no Acre ou no Brasil, é no mundo inteiro. O desafio é lutar para ver se a gente mitiga ou diminui os efeitos do clima”.

* Por Hellen Monteiro e Júnior Andrade, da Rede Amazônica AC