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Porto Velho 110 anos: veja fotos do antes e depois de monumentos e prédios históricos

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Catedral Sagrado Coração de Jesus. Fotos: Reprodução/IBGE (esquerda) e Mateus Santos/g1 Rondônia (direita)

A cidade de Porto Velho completa 110 anos de instalação no dia 24 de Janeiro. Fundada no dia 24 de janeiro de 1915, a partir da construção da construção da Estrada de Ferro Madeira Mamoré, a capital deixa sua história escrita em construções, monumentos e praças.

Como forma de homenagear a cidade, o Grupo Rede Amazônica fez uma curadoria de imagens antigas e atuais de alguns desses lugares, para observar a passagem do tempo ao longo dos anos, confira:

*Por Mateus Santos, do Grupo Rede Amazônica RO

Projeto de lei cria rota turística entre Pacaraima e Rorainópolis, em Roraima

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Foto: Divulgação/Embratur

Tramita no Senado um projeto de lei que cria uma rota turística entre os municípios de Pacaraima e Rorainópolis, em Roraima. Apresentada pelo senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR), a iniciativa (PL 4.728/2024) visa interligar as regiões pela BR-174 e suas rodovias complementares, para promover o desenvolvimento econômico, cultural e social da região, por meio do incentivo às atividades de turismo histórico, ecológico, cultural e gastronômico. A proposta aguarda indicação de relator na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR).

A Rota Turística Pacaraima-Rorainópolis se estenderá pelos municípios de Pacaraima, Amajari, Uiramutã, Normandia, Boa Vista, Cantá, Alto Alegre, Bonfim, Mucajaí, Iracema, Caracaraí, São Luiz, São João da Baliza, Caroebe e Rorainópolis. Além disso, serão implementados programas de turismo regional promovendo os atrativos turísticos locais.

Leia também: Portal Amazônia responde: por que Pacaraima não pode ter cemitério?

A rota proposta vai permitir explorar de forma integrada os principais atrativos de Roraima, como o Monte Roraima, em Pacaraima, e a rica biodiversidade da Floresta Amazônica presente em toda rodovia. A visita às comunidades tradicionais também está inserida no percurso, para fortalecer a preservação das identidades culturais locais.

Foto: Divulgação

Para o senador, a rota é estratégica para fomentar o desenvolvimento econômico e cultural do estado e vai contribuir significativamente para a integração e o fortalecimento da Região Norte do Brasil.

*Com informações da Agência Senado

Japu-preto usa fibras de plástico para fazer seus ninhos no litoral do Pará

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Foto: Reprodução/Acervo da pesquisa

Diferentes espécies de animais habitam o litoral do estado do Pará, uma delas é o japu-preto (Psa­rocolius decumanus), ave de cor marrom-escura conhecida por sua cauda amarela e pelo bico branco amarelado, bem como por seus ninhos – elaborados e longos – suspensos em galhos de árvores. Normalmente, esse pássaro utiliza fibras naturais de folhas secas, raízes de orquídeas e/ou fungos rizomorfos alongados para a construção do seu refúgio.

No entanto o estudo ‘Blue nests: The use of plastics in the nests of the crested oropendola (Psarocolius decumanus) on the Brazilian Amazon coast‘, liderado pela mestra em Oceanografia e integrante do Laboratório de Oceanografia Biológica da Universidade Federal do Pará (LOB-UFPA), Adrielle Caroline Lopes, revelou que o japu-preto tem utilizado materiais sintéticos em seus ninhos, como fibras e cordas plásticas, tornando-os predominantemente azuis.

Dado o amplo impacto causado por resíduos plásticos no litoral brasileiro, muitas espécies de aves marinhas adotam comportamento semelhante ao do japu-preto. Em geral, os estudos sobre esta espécie limitam-se a listas de verificação e distribuição geográfica ou a alguns aspectos biológicos e ecológicos, como o mapeamento e a descrição de locais de nidificação. A pesquisa conduzida por Lopes inova ao identificar os tipos, a composição química e a frequência de plásticos e corantes associados aos ninhos de P. decumanus.

Por meio de busca ativa em três locais da costa paraense – a Praia do Maçarico e a Praia do Farol Velho, em Salinópolis, e a Ilha de Maiandeua, dentro da Área de Proteção Ambiental Algodoal-Maiandeua (município de Maracanã) -, foram coletados 36 ninhos abandonados, no período de setembro de 2022 a setembro de 2023. O material foi inspecionado em laboratório e, com o auxílio de um estereomicroscópio, separaram-se os resíduos plásticos da matéria orgânica.

Análise classificou plásticos por tipo e por cor

Os plásticos isolados foram classificados por tipo, de acordo com o Grupo Conjunto de Peritos sobre os Aspectos Científicos da Proteção Ambiental Marinha (Gesamp, na sigla em inglês), e por cor, conforme as diretrizes para o mo­nitoramento de plásticos em rios e lagos do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Unep, na sigla em inglês). Isso porque as aves marinhas escolhem materiais de nidificação principalmente com base na forma e na cor.

Os resultados evidenciaram que o japu-preto utiliza, de maneira generalizada, fibras de polietileno para a cons­trução do seu refúgio – provavelmente em decorrência da rigidez e potencial durabilidade desse material. A opção pelo plástico depende não apenas da abundância de detritos perto do ninho, mas também da disponibilidade de fibras naturais para a nidificação.

A pesquisa também analisou a composição química de 79 fibras presentes nos ninhos de P. decumanus a fim de avaliar a composição e a presença de potenciais contami­nantes químicos (corantes orgânicos). Foram identificadas seis substâncias: Cobalt Phthalocyanine (predominante em 66 fibras), Hostasol Green G-K, Irgazin Blue (Phthalo­cyanine), Indanthren Dark Blue, Copper Phthalocyanine e Sepisol Fast Blue. Esses aditivos são amplamente utilizados em aplicações industriais como corantes para plásticos, nylon, algodão e outros materiais.

Efeitos das substâncias em aves ainda são desconhecidos

À exceção do Irgazin Blue (Phthalocyanine), os demais componentes químicos são conhecidos pelo baixo grau de toxicidade em modelos animais, como roedores e microcrustáceos. Os efeitos em pássaros são desconhecidos, mas é possível estimar potenciais riscos à saúde das aves, como sensibilização respi­ratória, mutagenicidade em células germinativas e carcinogenicidade, além da possível transferência de contaminantes para os ovos e filhotes.

Ainda que não se possa generalizar os resultados do estudo, a predominância do Cobalt Phthalocya­nine nos ninhos de japu-preto levanta preocupações, uma vez que o corante é listado como perigoso pela Administração de Segurança e Saúde Ocupacional dos Estados Unidos da América (OSHA, na sigla em inglês).

Da mesma forma, é preciso mais estudos para atestar se os resíduos plásticos aumentam o risco de predação dos pássaros, dada a maior visibilidade dos ninhos.

Ninhos comuns de japu. Foto: Reprodução/Facebook-Museu da Amazônia

Sobre a pesquisa

O artigo ‘Blue nests: The use of plastics in the nests of the crested oropendola (Psarocolius decumanus) on the Brazilian Amazon coast’, publicado na Revista Marine Pollution Bulletin (2024), resulta da dissertação ‘Ninhos azuis: o uso de resíduos plásticos na nidificação de Psarocolius decumanus (Passeriformes icteridae) na costa amazônica, Brasil’.

O estudo foi desenvolvido por Adrielle Caroline Lopes, com orientação do professor José Eduardo Martinelli Filho, no Programa de Pós-Graduação em Oceanografia (PPGOC/UFPA), entre 2022 e 2024, com financiamento da Coordenação de Aperfeiçoamento do Pessoal de Nível Superior (Bolsa Capes nº 88887.687937/2022-00).

*O conteúdo foi originalmente publicado no Jornal Beira do Rio, edição 173, da UFPA, escrito por Thays Braga

Manaus é reconhecida como uma das melhores cidades para se visitar na América Latina

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Foto: Clóvis Miranda/Semcom Manaus

Manaus (AM) foi reconhecida como a 11ª melhor cidade para viver e visitar na América Latina em 2025, de acordo com o ranking da The Economist divulgado em janeiro de 2025. A avaliação considerou critérios como estabilidade, infraestrutura, educação, saúde e riqueza cultural, reafirmando o papel da capital amazonense como destino estratégico no cenário turístico e cultural.

Para o prefeito de Manaus, David Almeida, o reconhecimento é fruto de uma gestão voltada para o desenvolvimento urbano sustentável e que valoriza o turismo.

“Estamos investindo na criação de novos equipamentos turísticos e culturais, como o parque Gigantes da Floresta, que será um marco na valorização da biodiversidade amazônica; a casa de praia Zezinho Corrêa, que ampliou as opções de lazer para manauaras e visitantes com venda de artesanatos e show de artistas locais; e o Píer 355 do mirante Lúcia Almeida, um espaço que integra contemplação e acesso a nossa rica paisagem fluvial. Esses projetos simbolizam nosso compromisso em transformar Manaus em uma referência nacional e internacional em turismo e qualidade de vida”, afirmou o prefeito.

Leia também: O que fazer em Manaus em um dia?

Foto: Clóvis Miranda/Semcom Manaus

O diretor-presidente da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), Jender Lobato, destacou as ações estratégicas para promover Manaus dentro e fora do Brasil.

“Estamos trabalhando intensamente para posicionar Manaus como um destino global. Participamos das maiores feiras nacionais como a feira da Associação Brasileira de agências de viagens – Abav; a Feira Internacional de Turismo – Festuris; a Feira de Negócios Turísticos do Mercosul – BNT Mercosul; e a feira da Pesca & Companhia, além da feira internacional de turismo em Londres, a ‘World Travel Market London’, onde estivemos promovendo nossa cultura, gastronomia e atrativos naturais. Também cabe destacar nossas ações de promoção turística da cidade durante a temporada de cruzeiros, que este ano vai receber 16 navios internacionais, totalizando, aproximadamente 20 mil turistas: isso impulsiona diretamente a economia local e gera novas oportunidades para a população. Nossa cidade é única, e queremos que o mundo conheça esse potencial”, ressaltou o gestor da fundação.

Outro ponto relevante é a promoção da cultura e da gastronomia local, com ações que integram eventos como o Festival “Sou Manaus Passo a Paço”, evento que ganhou projeção internacional, tornando-se o maior do calendário oficial da cidade, além de parcerias para fortalecer o polo gastronômico da cidade. Esses esforços não apenas atraem visitantes, mas também consolidam a identidade cultural de Manaus como porta de entrada para a Amazônia.

Com um planejamento robusto, incluindo melhorias na mobilidade urbana, renovação do transporte coletivo, ampliação de infraestrutura, investimentos na saúde e segurança, a gestão municipal continua construindo um futuro em que Manaus se destaca como uma das cidades mais atrativas e acolhedoras da América Latina.

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Foto: Clóvis Miranda/Semcom Manaus

Projeção 

As ações realizadas, segundo a atual gestão municipal, tem buscado garantir projeção e reconhecimentos importantes para o desenvolvimento do turismo na cidade e valorização da identidade cultural.

Com realização de aula-show de gastronomia com o chef dos restaurantes Mocotó, em São Paulo (SP), e Caboco, em Los Angeles (EUA), Rodrigo Oliveira, evento estratégico, em 2022, foi possível garantir o reconhecimento da culinária, que é uma expressão de criatividade e respeito ao meio ambiente e à sabedoria ancestral dos povos originários. Esse diferencial conferiu o 41° lugar na lista dos melhores destinos turísticos do mundo, publicado em janeiro de 2023 pelo jornal americano New York Times.

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Outro marco importante para a gestão foi apontado pelo levantamento divulgado pela Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), vinculada ao Ministério do Turismo, em agosto de 2023, onde a capital do Amazonas figurou como a terceira na lista das seis capitais mais buscadas na alta estação.

Também é importante ressaltar, que foi após a apresentação da cidade para os maiores players do Turismo em feiras do setor pelo Brasil e durante o megaevento multicultural “Sou Manaus Passo a Paço”, em 2023, combinados aos investimentos em infraestrutura, saúde e segurança, que a capital amazonense, passou a figurar na lista dos 50 melhores destinos para se visitar em 2024. A pesquisa feita pela revista Lonely Planet, especializada em viagens ao redor do mundo, sendo a única representante do Brasil na lista, que foi dividida nas categorias de países, regiões, cidades, sustentáveis e custo-benefício.

*Com informações da Prefeitura de Manaus

‘Roça sustentável’ promove sustentabilidade e desenvolvimento em comunidades quilombolas do Maranhão

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Roça sustentável em comunidades quilombolas do Maranhão. Foto: Reprodução/Embrapa

As comunidades quilombolas de Oiteiro dos Nogueiras, Jaibara dos Nogueiras e Cantagalo, em Itapecuru, estão experimentando uma transformação significativa em suas práticas agrícolas, graças ao  Projeto de Transferência de Tecnologia. A iniciativa visa promover o desenvolvimento da agricultura familiar nessas comunidades por meio da aplicação de tecnologias, como o cultivo de arroz e o Consórcio Rotacionado para a Inovação na Agricultura Familiar – CRIAF – mais conhecido por Roça Sustentável – que integra culturas alimentares essenciais, trabalhando nesta comunidade com foco em mandioca e milho que, em breve, será colhido para plantar o feijão-caupi.

Esse esforço é resultado de uma colaboração entre a Embrapa, o Instituto Formação e a Estação Conhecimento, apoiado pela Vale. Essas instituições têm trabalhado juntas para levar conhecimento técnico, capacitação e práticas agrícolas avançadas às regiões rurais do Maranhão, com foco especial nas comunidades quilombolas que, historicamente, enfrentam desafios relacionados à segurança alimentar e à produtividade agrícola.

Leia também: Saiba qual o passo a passo para o reconhecimento e proteção das comunidades quilombolas

Um dos principais focos do projeto é o uso do cultivo consorciado de diversas culturas. Essa técnica visa otimizar o uso da terra e aumentar a produção, além de melhorar a resistência das lavouras às adversidades climáticas. Estão sendo implementadas três unidades de consórcio rotacionado e duas unidades de manejo de arroz de sequeiro em Itapecuru-Mirim, que é uma região muito adequada para essa atividade. 

As organizações envolvidas funcionam como espaços de aprendizado participativo, onde os agricultores contribuem ativamente em todas as etapas do cultivo, promovendo o desenvolvimento sustentável e o fortalecimento da agricultura familiar.

“São atividades que preconizam transferência de conhecimento, troca de saberes muito grande entre os técnicos da Embrapa e da Estação Conhecimento e os produtores. Os agricultores familiares estão sendo beneficiados por esse sistema”, conta Carlos Santiago, analista da Embrapa Maranhão.

Roça sustentável em comunidades quilombolas do Maranhão. Foto: Embrapa

Leia também: COP 16: quilombolas comprovam papel de territórios para conservação da Amazônia

Durante um ano de treinamento, os agricultores terão a oportunidade de aprender sobre o cultivo do arroz, especialmente nas áreas adequadas para o arroz de sequeiro favorecido, e o consórcio de culturas alimentares, como o milho, feijão caupi e a mandioca. Cada ciclo agrícola representa uma oportunidade de capacitação e fortalecimento da agricultura local, com o objetivo de garantir mais autonomia e sustentabilidade para as famílias rurais.

As unidades experimentais servem como centros de aprendizagem, onde os agricultores não só recebem treinamento, mas também têm a chance de contribuir ativamente para o desenvolvimento das culturas, sendo parte do processo de inovação.

Com o apoio da Embrapa Maranhão, essas comunidades quilombolas estão dando passos significativos rumo ao fortalecimento da agricultura familiar. “Temos apoiado os produtores rurais de diferentes portes, oferecendo soluções que visam a sustentabilidade e o desenvolvimento regional”, pontuou Santiago.

*Com informações da Embrapa

Ponte entre Tocantins e Maranhão será reconstruída até fim do ano, afirma Ministro

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Foto: Felipe Brasil

Apesar da queda da ponte entre Maranhão e Tocantins, construída na década de 1960, o país tem condição de prevenir outros casos como esse. Foi o que afirmou o Ministro dos Transportes, Renan Filho.

Segundo Renan Filho, na época em que a Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira foi construída não havia previsão de passagem de veículos pesados, como caminhões. O que é uma realidade atual.

O ministro reafirmou que a ponte vai ser reconstruída até o fim deste ano. A primeira etapa é a demolição das estruturas que sobraram, o que deve acontecer no início do mês que vem.

A queda da ponte deixou 14 pessoas mortas e três desaparecidas. Além disso, a interrupção do tráfego na BR-226 afetou a atividade econômica da região.

Foto: Reprodução/Prefeitura de Estreito

Quanto à concessão da BR 381, em Minas Gerais, anunciada nessa quarta-feira, o ministro afirmou que as obras também devem começar em fevereiro, com a restauração da pista nos primeiros 100 dias do contrato.

A concessão da BR 381 é sobre 303 quilômetros da rodovia, trecho que passa por 21 cidades mineiras. O contrato tem duração de 30 anos.

*Com informações da Agência Brasil

Pesquisa identifica genes do cupuaçu relacionados à resistência à vassoura-de-bruxa

Foto: Ronaldo Rosa

Uma pesquisa da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (DF) avaliou como o cupuaçuzeiro (Theobroma grandiflorum) reage aos estágios iniciais da infecção por Moniliophthora perniciosa, fungo causador da vassoura-de-bruxa, doença que traz grandes prejuízos tanto para a cultura do cupuaçu como para a do cacau. Foram identificados genes da planta relacionados à sua resistência ou mesmo à sua suscetibilidade ao fungo.

Conduzido pelas pesquisadoras Lucilia Helena Marcellino e Loeni Ludke Falcão, o trabalho é pioneiro no estudo da expressão gênica em grande escala voltado para a cultura do cupuaçu. A pesquisa foi feita a partir do sequenciamento de alta profundidade do transcritoma da planta, particularmente de uma parte que é alvo do ataque do patógeno: as regiões meristemáticas presentes nas pontas dos galhos.

Leia também: Estudo realizado por pesquisadores do Pará e São Paulo sequencia primeiro genoma do cupuaçu

Transcritoma é o conjunto completo de transcritos (RNAs mensageiros, RNAs ribossômicos, RNAs transportadores e os microRNAs) de um dado organismo, órgão, tecido ou linhagem celular. A análise de transcritoma é uma ferramenta poderosa para estudar a expressão gênica, e ao examinar os RNAs mensageiros (mRNAs), os cientistas podem desvendar os mecanismos moleculares que determinam os diferentes processos biológicos em curso.

Os resultados da pesquisa representam um avanço no entendimento da interação entre o cupuaçuzeiro e o fungo causador da vassoura-de-bruxa, abrindo novas perspectivas para o desenvolvimento de tecnologias que impulsionem a produção sustentável de cupuaçu no Brasil. “Diferentemente do cacau, que já conta com um volume considerável de pesquisas, o cupuaçu ainda possui um grande potencial a ser explorado, especialmente no que diz respeito ao desenvolvimento de cultivares resistentes e ao controle de doenças”, assinala Falcão.

Foi o sequenciamento de alta profundidade do transcritoma do cupuaçuzeiro, ao gerar um vasto banco de dados, que permitiu a identificação de genes relacionados à resposta à infecção por M. perniciosa. Foram registrados milhares de genes expressos tanto em plantas suscetíveis como nas resistentes. “Por meio da análise bioinformática desses dados, foi possível identificar genes relacionados à resposta imune da planta, ao metabolismo secundário e ao crescimento”, explica Lucilia Marcellino.

Essa informação detalhada sobre a interação planta-patógeno é fundamental para o desenvolvimento de novas estratégias de controle da doença, como a criação de marcadores moleculares para a seleção de plantas resistentes, a identificação de alvos para o desenvolvimento de fungicidas, bem como a identificação de genes envolvidos na resistência e suscetibilidade à doença.

Em outra frente, Marcellino conta que está em andamento um trabalho em parceria com a Embrapa Agricultura Digital (SP) que visa sintetizar uma molécula capaz de inibir o fungo, ao se ligar a uma proteína presente no microrganismo. A expectativa é de que a tecnologia seja capaz de controlar tanto a M. perniciosa como a M. roreri. Essa última, uma praga quarentenária que já está entrando no Brasil.

“A obtenção de plantas que aliem resistência, boa produção e qualidade de fruto é essencial para o desenvolvimento da cultura. Entretanto, o menor conhecimento a respeito da genética molecular do cupuaçuzeiro é um gargalo para o desenvolvimento de plantas com essas características; daí a importância dessa pesquisa”, declara Marcellino.

Inoculação com patógeno. Foto: Lucilia Marcelino

Por que “vassoura-de-bruxa”?

O foco do trabalho foi entender os processos no início da infecção pela Moniliophthora perniciosa. As pesquisadoras relatam que, nessa fase, o patógeno infecta a área intercelular de certos tecidos, causando crescimento anormal de galhos, devido à sua capacidade de manipular molecular e metabolicamente a planta.

“O fungo provoca o desenvolvimento de galhos laterais, o que resulta em uma estrutura parecida com uma vassoura [daí o nome vassoura de bruxa]. Além disso, a planta é induzida a enviar grandes quantidades de nutrientes para esses galhos, que acabam se tornando muito maiores e mais vigorosos do que os outros”, explica Falcão.

Após aproximadamente 30 a 60 dias de infecção, ocorre uma reação natural e o galho infectado morre, porém não se desprende da árvore. Nesse estágio, a M. perniciosa sai da fase biotrófica e vai para uma fase necrotrófica, na qual as ramificações do fungo (micélio) crescem abundantemente. “Aquele galho bonito e vigoroso, que o fungo fez a planta produzir, se torna alimento para ele por um longo período”, destaca a pesquisadora.

Além disso, segundo ela, nessa situação, o microrganismo permanece com menor concorrência de outros fungos e bactérias do solo (pois o galho não cai da planta), além de conseguir espalhar seus esporos com muito mais facilidade, com a ajuda do vento. Trata-se de uma doença de difícil controle, que demanda o uso de poda fitossanitária, de fungicidas e de plantas com maior resistência.

Foto: Lucilia Marcelino

Participantes do estudo

O estudo contou com a parceria da Embrapa Amazônia Oriental (PA) e outras instituições, como a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), na Bahia, a Universidade de Brasília (UnB), do Centro francês de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (Cirad) e a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac – Pará).

*O conteúdo foi originalmente publicado pela Embrapa

Ciranda (dança)

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Foto: Marcio James/Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas

A ciranda é uma dança coletiva originalmente nordestina, vindo para o norte no período áureo da borracha com os trabalhadores conhecidos como seringueiros, responsáveis por retirar o látex da seringueira (Hevea brasiliensis).

A origem da palavra ‘ciranda’ ainda é discutida. Alguns pesquisadores sugerem que o nome veio do espanhol ‘zaranda’, que representa um objeto utilizado para peneirar farinha.

No Amazonas, a dança que se tornou popular foi criada pelo professor Isidoro Gonçalves e pelo pernambucano Antônio Felício, mestre da primeira roda de ciranda na vila de Nogueira, em Tefé, durante a década de 1980. O enredo da dança homenageava moradores da vila de pescadores, como na música ‘Seu Manelinho’, da Ciranda Flor Matizada (do município de Manacapuru).

Em 1980, a ciranda foi introduzida em Manacapuru, no Colégio Nossa Senhora de Nazaré, pela professora Perpétuo do Socorro de Oliveira. Com a expansão da dança para outro colégio, a Escola Estadual José Seffair, em 1987 ocorreu a primeira disputa entre duas cirandas.

Manacapuru continuou a tradição da ciranda, criando o Festival de Ciranda do município, que em 2025 vai para a 27ª edição. Além disso, a ‘princesa do Solimões’, como é chamada a cidade, possui o Cirandódromo (Arena Parque do Ingá). O local abriga as disputas entre as cirandas Flor Matizada, Tradicional e Guerreiros Mura.

De acordo com o artigo ‘Cirandas do Amazonas: reflexões sobre as identidades culturais dos povos amazônidas‘ – de Jean da Cunha e Patrícia Bassinello – a apresentação da ciranda se baseava no folguedo ‘Auto do Carão’, uma sátira aos costumes europeus adotados pelos moradores na região de Tefé.

“Uma história que retratava a luta de uma vila de pescadores para preservar a ave, que é da família das garças. A dança era dividida em atos, que nada mais eram apresentações de seus personagens através de dança e música. A ciranda era formada por uma grande roda de cirandeiros e seus pares”, apresenta um trecho do artigo.

*Com informações da Aleam e SEC-AM

Tá de férias? Que tal conhecer 7 locais que proporcionam encontros com a natureza na Amazônia?

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Foto: Divulgação

A Amazônia, maior floresta tropical do mundo, é um dos destinos mais fascinantes para quem busca aventura, contato com a natureza e uma imersão cultural única. Com paisagens que impressionam e encantam, há muitas opções de passeios para quem deseja explorar essa região.

Que tal incluir alguns destes destinos imperdíveis na Amazônia durante as férias?

Horto Florestal (Acre)

Quem visita o Horto Florestal, percebe a diversidade da flora em cada canto. No local, uma equipe de biólogos, agrônomos e técnicos florestais trabalha incansavelmente para produzir mudas de espécies nativas da Amazônia, desde pequenas plantas até grandes árvores silvestres e frutíferas para fazer plantio nos locais necessários da cidade como rotatórias, canteiros, praças públicas.

Além de suas atividades de produção, o Horto Florestal também desempenha um papel fundamental na educação ambiental e na sensibilização da comunidade local. Visitas guiadas, palestras e atividades educativas são oferecidas regularmente, promovendo a conscientização sobre a importância da conservação e incentivando práticas sustentáveis.

O Horto está localizado na Avenida Antônio da Rocha Viana, em Rio Branco (AC), e funciona de segunda a domingo das 5h às 20h.

Foto: Divulgação

Bioparque da Amazônia (Amapá)

O Bioparque da Amazônia – Arinaldo Gomes Barreto é uma das atrações turísticas em Macapá (AP) para quem curte tirolesa, trilhas e esportes aquáticos. A biodiversidade do local reúne mais de 60 espécies de árvores e animais, entre aves, onças, antas e tartarugas.

Aos que adoram esportes, o parque, que possui uma área de 107 hectares, também oferece opções de canoagem, caiaque, stand-up padlle, parede de escalada e até arvorismo.

Às quartas, o ingresso meia para todos, no valor de R$ 5; já de quinta-feira a domingo, os ingressos custam R$ 10 inteira e R$ 5 meia para públicos específicos (crianças de 6 à 12 anos, estudantes e professores de escolas públicas e privada, militares, doadores de sangue e integrantes do CadÚnico). É necessária comprovação.

O Bioparque abre para o público de terça-feira a domingo, no horário das 8h às 17h. Na segunda-feira não há visitas. O espaço fica localizado na Rodovia Juscelino Kubitschek, na Fazendinha, próximo ao parque de exposições do distrito.

Foto: Divulgação

Bosque da Ciência (Amazonas)

O Bosque da Ciência é um espaço dedicado à divulgação cientifica, educação e lazer, que abriga uma vegetação florestal, animais da fauna amazônica de vida livre e atrativos para a visitação turística. Possui uma área de aproximadamente 13 (treze) hectares, e está localizado no perímetro urbano da cidade de Manaus, na Zona Central – Leste. O Bosque foi inaugurado em 1º de abril de 1995, pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA).

No Bosque o visitante vai encontrar um ambiente de tranquilidade e relaxamento, inserido no meio da cidade, onde poderá aprender mais sobre a região amazônica, e vivenciar momentos de contato com a natureza. Ao longo do ano inúmeros eventos são organizados e oferecidos ao público visitante e para saber mais verifique a Programação do Bosque.

Foto: Divulgação

Museu Paraense Emílio Goeldi (Pará)

Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) é um centro pioneiro nos estudos científicos dos sistemas naturais e socioculturais da Amazônia, bem como na divulgação de conhecimento, organização e manutenção de acervos de referência mundial relacionados à região. Investiga o bioma amazônico aglutinando dados das Ciências Humanas, Biológicas, Sociais e da Terra. É um dos mais antigos, maiores e populares museus brasileiros, e estimula a apreciação, apropriação e uso do conhecimento científico.

Instituição de pesquisa fundada em 1866 na cidade de Belém (PA), onde mantém seu campus de pesquisa e o primeiro parque zoobotânico do país, o Museu Goeldi também conta com uma estação científica localizada na Floresta Nacional de Caxiuanã, no Marajó (PA), que funciona como um laboratório avançado sobre o funcionamento das florestas tropicais.

O Museu Paraense Emílio Goeldi está localizado na Avenida Magalhães Barata, 376 – São Braz, em Belém. O espaço funciona de quarta-feira a domingo, das 9h às 13h. Os ingressos custam R$ 3.

Foto: Divulgação/Embratur

Bosque dos Papagaios (Roraima)

Cercada de muito verde e bastante água, Boa Vista convida a curtir mais de perto os diversos cantinhos com natureza. O Parque Ecológico Bosque dos Papagaios é uma das opções para isso. Localizado na Zona Oeste da cidade, no bairro Paraviana, o parque garante ao visitante uma experiência diferente, com seis trilhas, em torno de 5 km (somadas), diversas espécies de árvores e plantas, animais silvestres, como arara, tucano, jabuti, cutia, paca e até uma capivara.

Conforme levantamento feito pela equipe de profissionais do parque, no período de criação do Bosque, são 23 espécies de árvores contabilizadas, dentre elas: caimbé, pimenta de macaco, jenipapo, sucuba e murici.

Para os munícipes, o bosque funciona normalmente de terça-feira a domingo. Durante a semana, das 8h às 18h. Já nos fins de semana, funciona das 8h às 12h e das 14h às 18h.

Não é permitido entrar com animais domésticos, alimentar os animais, entrar com bebida alcoólica, consumir alimentos nas trilhas, fumar e descartar resíduos de forma irregular.

Foto: Katarine Almeida/Semuc PMBV

Parque Natural Raimundo Paraguassu de Oliveira (Rondônia)

O Parque Natural Raimundo Paraguassu de Oliveira popularmente conhecido como Parque Ecológico, localizado na região Norte de Porto Velho (RO), há 15 km do centro da cidade, foi criado na área do antigo Projeto Fundiário Alto Madeira, Gleba Belmont, pelo Decreto Municipal nº 3816, de 27/12/89.

Possui uma área de 390,82 hectares e está localizado no final da Avenida Prefeito Francisco Chiquilito Erse, s/n (antiga Av. Rio Madeira).

Além das muitas atividades de educação ambiental, o local recebe um grande número de visitantes, especialmente nos fins de semana, e está aberto para visitação pública de terça-feira à domingo, de 9h às 17h.

Foto: Divulgação

Parque Cesamar (Tocantins)

O Parque Cesamar é a principal área verde de Palmas (TO) que serve como espaço de convívio, proporcionando melhor qualidade de vida aos palmenses.

Com uma área de 96.770 m² de reserva biológica, contando a área do lago, a área verde do fundo, estacionamento e todo a área de lazer. Localizado no centro da cidade, o parque é um reduto para os amantes de esportes, principalmente praticantes de corrida e caminhada. Também é uma opção para quem deseja fazer um piquenique em meio à natureza.

O local conta com uma pista 2.820 metros de extensão, pistas de skate e bicicross, academias ao ar livre, restaurante, amplo estacionamento, parquinho para crianças, espaço baby, redário, orquidário, pedalinho no lago formado pela bacia do Córrego Brejo Comprido.

O parque fica na Avenida NS-04 coma LO-11, em frente a Quadra Arse 41 na capital do Tocantins. O espaço funciona todos os dias das 5h às 23h.

Foto: Divulgação

Autoridades reforçam cuidados para prevenir doenças típicas do inverno amazônico

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Com a chegada do inverno amazônico, marcado pela intensidade das chuvas, as autoridades de Rondônia alertam sobre a possível elevação dos índices de doenças típicas deste período. Entre os problemas mais frequentes estão as síndromes respiratórias, doenças virais, infecciosas e arboviroses como dengue, zika e chikungunya.

Leia também: Portal Amazônia responde: O que são doenças tropicais?

Para prevenir o adoecimento e evitar a lotação das unidades que compõem a rede municipal de saúde, as autoridades rondonienses orientam a população sobre os principais cuidados que devem ser adotados.

Combate ao Aedes aegypti

Dengue, zika e chikungunya são arboviroses transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. As doenças podem ser evitadas com medidas simples como manter as caixas d’água tampadas e eliminar a água parada de recipientes diversos. Para isso, é essencial a limpeza periódica dos quintais, evitando o acúmulo de lixo que podem favorecer a proliferação do mosquito Aedes aegypti.

Os sintomas mais comuns da dengue são febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas na pele, mal-estar, falta de apetite e fraqueza. O diagnóstico e tratamento da doença pode ser feito em qualquer unidade de saúde.

Síndromes gripais

A gripe é uma infecção do sistema respiratório provocada pelo vírus da influenza e possui grande potencial de transmissão. São quatro tipos de vírus: A, B, C e D. O vírus influenza A é o responsável pelas grandes pandemias. Os principais sintomas são febre, dor de garganta, tosse, dor no corpo e dor de cabeça.

A vacina contra a gripe é a principal forma de prevenir as formas mais graves da doença.

Foto: Reprodução/Prefeitura de Porto Velho

Prevenção da leptospirose

A leptospirose é uma infecção febril aguda transmitida a partir da exposição direta ou indireta à urina de animais, principalmente de ratos. A doença é potencialmente fatal e tem sua incidência intimamente ligada às condições de higiene doméstica.

O acúmulo de lixo, a falta de limpeza de quintais, o armazenamento inadequado de alimentos e o contato com lama e água de alagações, como transbordamento de esgotos e córregos, são fatores que podem favorecer a propagação da doença.

Os sintomas principais da leptospirose são: febre, dor de cabeça, dores pelo corpo, principalmente nas panturrilhas (batata da perna), podendo também ocorrer vômitos, diarreia e tosse. Nas formas mais graves, geralmente, aparece icterícia (coloração amarelada da pele e dos olhos).

A leptospirose pode levar a óbito em pouco tempo se não for diagnosticada precocemente. Pessoas com sintomas devem procurar atendimento médico imediatamente nas unidades de pronto atendimento, as UPAs.

Doenças diarreicas agudas

Também conhecidas como DDAs, as doenças diarreicas agudas são infecções gastrointestinais causadas por vírus, bactérias e parasitas, que provocam diarreia, vômitos, dores abdominais e, em alguns casos, febre. A transmissão ocorre principalmente por meio da ingestão de água e alimentos contaminados, contato com pessoas doentes e até objetos contaminados.

Nos primeiros meses de 2025, o país registrou surtos de DDAs em diversos estados, resultado de aglomerações e consumo de alimentos fora de casa, o que aumenta o risco de contaminações.

Para evitar danos à saúde, as autoridades recomendam atenção com a qualidade da água, dando prioridade às tratadas, fervidas ou mineral. Com relação aos alimentos, é importante mantê-los refrigerados, especialmente durante passeios; evitar carnes malpassadas e alimentos de procedência duvidosa ou fora do prazo de validade.

A higiene pessoal é outro importante fator de contaminação e prevenção. É fundamental manter a lavagem frequente das mãos, especialmente antes de manipular alimentos, após utilizar banheiros ou trocar fraldas.

Se possível, evitar locais com grandes concentrações de pessoas e procurar uma unidade de saúde em caso de sintomas.

Foto: Leandro Morais

Tétano

O aumento das chuvas pode ocasionar alagamento de ruas e quintais, favorecendo o aumento da ocorrência de tétano, infecção grave causada pela bactéria Clostridium tetani encontrada em diferentes ambientes como na pele, fezes, terra, galhos, plantas baixas, água suja e poeira.

A principal forma de prevenção do tétano é a vacinação, que é gratuita e está disponível nas unidades de saúde do município. Pessoas que necessitam entrar em ambientes alagados devem utilizar os equipamentos de proteção individual, como botas, luvas, capacetes, entre outras.

De acordo com o Ministério da Saúde, se o tétano não for tratado corretamente pode ocasionar problemas de saúde como complicações respiratórias, renais, infecciosas e, inclusive, levar a óbito.

Animais peçonhentos

O período chuvoso também favorece o aparecimento de animais peçonhentos que procuram lugares secos para se abrigar. São considerados animais peçonhentos aqueles que possuem glândulas de veneno, a exemplo de: serpentes, aranhas, escorpiões, centopeias, abelhas, vespas e marimbondos.

Roberto Nakaoka, coordenador do Programa de Acidentes com Animais Peçonhentos da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), explica que em áreas mais alagadas, próximas a rios e córregos, as chances de haver incidentes são maiores. Por isso, algumas recomendações podem ser adotadas pela população para ajudar a diminuir os riscos.

Manter a casa e quintais limpos, evitando o acúmulo de lixo e entulhos, vedar buracos e frestas em paredes, assoalhos, forros, meias-canas e rodapé, sacudir roupas pessoais, de cama ou sapatos antes de usá-los, usar calçados fechados, perneiras ou botas de cano alto estão entre as medidas de prevenção.

Em caso de acidentes, a primeira orientação é lavar o local da picada com água e sabão, não fazer torniquete, não colocar produtos sobre o ferimento e buscar atendimento médico.

*Com informações da Semusa Porto Velho