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Ibama pede à Petrobras adequações em projeto de exploração de petróleo na costa do Amapá

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Mapa com os Estados das Bacias da Margem Equatorial. Foto: Divulgação

O Grupo Rede Amazônica teve acesso ao ofício encaminhado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) à Petrobras sobre o pedido para perfuração na Bacia da Foz do Amazonas, no litoral do Amapá. O documento lista 14 itens sobre o Plano de Proteção e Atendimento à Fauna Oleada (PPAF), exigência para o licenciamento ambiental.

Na terça-feira 29 de outubro, o instituto requereu mais informações à empresa sobre os planos para a região, incluindo a construção de bases no município de Oiapoque.

Em nota, a Petrobras informou que teve conhecimento da resposta do Ibama e considera que houve um importante avanço no processo de licenciamento do bloco FZA-M-59, Amapá Águas Profundas. Disse ainda que sua equipe técnica está detalhando cada questionamento para responder ao Instituto (Veja a nota na íntegra no fim desta matéria).

No litoral amapaense, o pedido de licenciamento em questão é para bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas. O projeto para perfuração de poço está a cerca de 500 km da foz do Rio Amazonas, a 175 km da costa do Amapá e a 2.880 metros de profundidade.

Para a Margem Equatorial, a companhia prevê investimento de US$ 3,1 bilhões para a perfuração de 16 poços na Margem – área que se estende pela costa do Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte – no período de 2024 a 2028.

Veja os 14 itens pontuados pela Petrobras:

  1. PPAF segmentado, assinado por técnicos da Petrobras, sem ter sido elaborado pela empresa responsável pela sua execução;
  2. Não foram apresentadas as empresas responsáveis pelo atendimento da fauna no caso de um acidente Tier 1;
  3. Há divergência de informações quanto ao número de helicópteros de apoio disponíveis (um ou três);
  4. A Unidade de Estabilização e Despetrolização de Oiapoque – UED-OI Aainda não foi viabilizada, não tendo sido apresentada sua estrutura, tampouco definição acerca da sua operação;
  5. Resta dúvida se haveria atendimento veterinário noturno, ou se os plantões seriam de 12 horas, não havendo troca de assistente;
  6. Não foi informado se no município de Oiapoque existe empresa especializada para coleta e destinação de efluentes e resíduos contaminados com óleo de lavagem de animais;
  7. Em relação à montagem de Unidades de Recepção de Fauna – URF, a empresa não informou a partir de qual localidade sairiam os profissionais especializados que estariam mobilizados em até 24h para Oiapoque, após o acionamento;
  8. Foram apresentadas três instalações mapeadas na região de Oiapoque que poderiam, caso necessário, ser mobilizadas durante eventual resposta a derramamento de óleo de grande magnitude. Entretanto, não foram apresentados os tempos de mobilização, deslocamento e logística entre o porto e o aeródromo de Oiapoque e estes locais;
  9. Em relação ao manejo de fauna, foram indicadas 2 embarcações dedicadas para resgate e transporte, sendo que apenas uma delas é rápida. Não foi apresentada solução para o resgate durante os períodos de deslocamento das embarcações até os portos, considerando que a embarcação convencional não atende aos tempos estabelecidos no Manual, caso seja utilizada também para o transporte;
  10. A empresa não confirmou a viabilidade e tampouco apresentou alterna para as atividades de transporte e transbordo de animais em período noturno, que podem não ser realizadas por questões de segurança dos profissionais, por exemplo. Caso tais atividades não sejam realizadas, a probabilidade de cumprir os tempos de atendimento determinados no Manual é reduzida;
  11. Não há informação quanto à quantidade e localização dos equipamentos disponíveis para captura e dissuasão;
  12. Há divergência de informações quanto a presença de veterinário a bordo da embarcação de resgate;
  13. A empresa não menciona se, durante o trajeto realizado pelas embarcações nearshore, com previsão de duração de cerca de 5 horas, seria possível seguir com o mesmo nível de cuidado dispensado aos animais na embarcação anterior; 
  14. Em relação às Unidades de Manejo de Fauna, o número de 4 profissionais tratadores especializados em manejo de fauna para a ampliação da EOR, é considerado insuficiente.

Veja a nota da Petrobras na íntegra:

A Petrobras tomou conhecimento da resposta do Ibama e considera que houve um importante avanço no processo de licenciamento do bloco FZA-M-59, Amapá Águas Profundas.

Remanesce pedido de detalhamentos do Plano de Proteção à Fauna e da nova base de Fauna do Oiapoque.  A equipe técnica da Petrobras está detalhando cada questionamento para responder ao Ibama.

A Petrobras está otimista e segue trabalhando na construção da nova unidade de fauna no Oiapoque,  com o entendimento que é possível realizar a APO para a obtenção da licença para a perfuração  em águas profundas no Amapá.

*Por Rafael Aleixo, da Rede Amazônica AP

Modelo de Inteligência Artificial para gestão e validação de patentes é desenvolvido no Inpa

Foto: Divulgação/Inpa

Um modelo de Inteligência Artificial (IA) para automatização de triagem e classificação de patentes desenvolvido no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) ganhou reconhecimento de Melhor Trabalho apresentado na VI Semana Acadêmica de Propriedade Intelectual da Universidade Federal de Sergipe (Sempi/UFS). O trabalho premiado foi desenvolvido pela estudante de Engenharia da Computação Isabela Aguiar e pelo pesquisador do Inpa Laurindo Campos. 

O modelo foi desenvolvido a partir de estudos para automatização e gerenciamento de processos internos da Divisão de Cooperação e Intercâmbio (Dicin) do Inpa, da qual Campos é o chefe e Aguiar estagiária. Segundo Aguiar, o modelo foi proposto a partir da observação de que o Inpa produz pesquisas que resultam em tecnologias inovadoras aptas a serem protegidas pelas leis e normas de Propriedade Intelectual. 

O trabalho promete contribuir com o processo de análise de pedidos de patente, examinando documentos de bancos de dados de patente. Com isso, o sistema identifica solicitações semelhantes e indica, com maior precisão, se o pedido poderá ser aprovado ou rejeitado pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). 

modelo de ia dicin.jpg
Foto: Divulgação/Inpa

Por meio do aprendizado de máquina e da utilização de redes neurais artificiais, a IA avalia a possibilidade de aprovação ou rejeição do pedido de patente, permitindo aos pesquisadores e empresas que desejam obter uma patente para proteger suas criações adequando o pedido. 

De acordo com a titular da Coordenação de Gestão da Inovação e Empreendedorismo do Inpa, Deuzanira Santos, por meio de parceria internas e externas, vai viabilizar a realização de testes da plataforma junto aos associados do Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (Fortec). Santos acaba de ser eleita para a Coordenação Regional Norte da entidade.

Conforme os autores do trabalho, a aplicação desse modelo pode contribuir para uma gestão de processos na área de Propriedade Intelectual mais ágil e precisa. Apesar de ter sido pensado para a gestão de patentes, o  modelo de IA também pode ser aplicado nos mais diversos processos do Inpa para validação e triagem de documentos, dando mais agilidade aos processos administrativos ao ser integrado no Sistema Eletrônico de Informações (SEI), por exemplo.   

Reconhecimento

O trabalho realizado por Aguiar e Campos foi apresentado na categoria ‘Aplicação da Inteligência Artificial na Propriedade Intelectual’ e obteve o 1° lugar da VI Semana Acadêmica de Propriedade Intelectual da Universidade Federal de Sergipe, realizada pelo curso de Pós-Graduação em Ciência da Propriedade Intelectual (PPGPI/UFS). 

Para Aguiar, a honraria é um passo importante para o desenvolvimento de sua carreira na engenharia da computação.

Durante o evento, Laurindo Campos também proferiu a palestra “Estudos para aplicabilidade da IA na análise de inovação tecnológica de projetos científicos” juntamente com  Eduardo Amadeu Dutra Moresi, professor da Universidade Católica de Brasília (UCB), e a palestra “Gestão do contencioso administrativo e judicial de propriedade intelectual: ferramenta essencial na proteção dos intangíveis” com Igor Manzan, sócio do escritório Mansur Murad. Paralelo ao evento, o reitor da UFS Valter Joviniano de Santana Filho, recebeu o pesquisador do Inpa para tratar de parcerias e colaborações. 

*Com informações do INPA

Registros de fazendas ilegais na Terra Indígena Apyterewa são cancelados por recomendação do MPF

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Foto: Reprodução/Acervo Funai

Em atendimento ao Ministério Público Federal (MPF), a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) cancelou registros de 130 fazendas ilegais na Terra Indígena (TI) Apyterewa, em São Félix do Xingu, no sudeste do Estado. A informação sobre o cancelamento dos registros foi encaminhada pela Adepará ao MPF no dia 22 de outubro.

O cancelamento cumpre parcialmente recomendação enviada pelo MPF à agência em outubro de 2023. A recomendação havia indicado a necessidade da desativação do cadastro de 177 áreas. Para o MPF, ao viabilizar a emissão desse tipo de documento, o Estado do Pará fomenta o desmatamento, a grilagem de terras públicas e a pecuária irregular na região.

No início de 2024, a Adepará havia negado o cumprimento da recomendação, alegando que o cancelamento dos registros poderia gerar risco sanitário ao rebanho paraense. Diante desses argumentos, o MPF solicitou à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) que informasse em quais desses imóveis rurais ilegais ainda havia cabeças de gado.

O pedido do MPF à Funai considerou que uma grande quantidade de bovinos foi retirada da TI pela operação de retirada de intrusos – a chamada desintrusão – que vem sendo realizada há um ano. Executada pelo governo federal, a operação de desintrusão é resultado de diversas ações judiciais do MPF que, desde 2009, requeriam a retirada de não indígenas localizados na TI. A operação foi determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O MPF informou que seguirá cobrando da Adepará o cancelamento dos registros das 47 fazendas ilegais restantes.

Boi Pirata

A recomendação enviada à Adepará fez parte de um conjunto de medidas decorrentes do relatório ‘Boi Pirata: a pecuária ilegal na Terra Indígena Apyterewa’, elaborado pelo MPF a partir da análise de bases de dados relativas à cadeia de produção e comercialização de gado criado ou engordado ilegalmente na área.

No total, os dados do relatório Boi Pirata deram origem a 85 processos ajuizados pelo MPF contra responsáveis pela venda irregular  de quase 50 mil cabeças de gado na TI Apyterewa. Ao todo, o MPF requer mais de R$ 115 milhões em indenizações para a recuperação da área e a proteção da etnia Parakanã, que habita o local. 

De acordo com o Centro de Monitoramento Remoto da Funai, a região da TI Apyterewa foi a área de floresta amazônica mais desmatada entre os anos de 2019 e 2022. Após a desintrusão, o desmatamento na Apyterewa caiu 97% no primeiro semestre de 2024, na comparação com o mesmo período do ano passado.

*Com informações do MPF

Insumo à base de urucum atua no controle de gordura no fígado

Foto: Reprodução/Unicamp

De cor avermelhada, muito utilizada na culinária e de origem brasileira, a semente do urucum possui diversos benefícios para a saúde. Um desses benefícios foi identificado por pesquisadores da Unicamp para atuação no controle metabólico, como no nível de lipídios e no acúmulo de gordura no fígado. A descoberta saiu da bancada da Unicamp para o mercado, com o licenciamento da tecnologia pela empresa-filha da Unicamp Rubian Extratos e o lançamento do insumo chamado Colliv.

Leia também: Ancestralidade indígena: conheça as diversas utilidades do urucum

O Colliv é um pó feito a partir da extração e da purificação de um complexo de substâncias presentes na semente do urucum capaz de atuar na redução da gordura no fígado, também conhecida como esteatose hepática não alcoólica. O produto é recomendado para pessoas que enfrentam a obesidade ou estão em situação de sobrepeso, uma vez que essa condição representa um fator de risco para o desenvolvimento de doenças hepáticas, como o acúmulo de gordura no fígado.

A tecnologia que deu origem ao Colliv foi desenvolvida por pesquisadores da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Unicamp, liderada pelo professor Mário Maróstica Júnior e com a participação das pesquisadoras Juliana Kelly e Milena Vuolo. A pesquisa teve recurso aprovado pelo Programa de Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e foi patenteada com estratégia da Agência de Inovação Inova Unicamp.

“Atualmente, em um mundo onde a obesidade e problemas metabólicos são crescentes preocupações de saúde, a colaboração entre academia e indústria é essencial. Essa história de sucesso exemplifica como a ciência e a tecnologia podem se unir para criar soluções inovadoras que impactam positivamente a vida das pessoas”, expõe Maróstica, comemorando o acesso da população a mais uma tecnologia da Unicamp.

A chegada desse produto no mercado, capaz de auxiliar na regulação dos níveis de colesterol, reduzir gordura hepática e contribuir para a prevenção da diabetes tipo II, impacta positivamente o cenário atual de saúde pública relacionada à obesidade, em que, de acordo com o Atlas 2023 da Federação Mundial da Obesidade, prevê-se que, nos próximos 12 anos, mais de 4 bilhões de pessoas enfrentarão problemas relacionados ao excesso de peso.

Maróstica conduziu testes de toxicidade hepática para averiguar a segurança do produto e não encontrou qualquer indício que pudesse pôr em risco a saúde humana. Assim, produto não possui contraindicações e pode ser utilizado por qualquer pessoa que apresenta quadros de obesidade ou sobrepeso. No entanto, Eduardo Aledo, co-fundador da Rubian Extratos, recomenda que seja procurado um médico para uma prescrição relacionada à dosagem adequada para cada paciente. O produto pode ser manipulado individualmente ou incluído junto a outros compostos, conforme a prescrição.

Aledo também explica que, além da atuação sem prejuízo para a saúde, a tecnologia ainda usa um processo ambientalmente limpo. Para produzir o insumo, é preciso fazer a extração e a purificação de um complexo oleaginoso da semente do urucum, por meio da tecnologia de extração por fluido supercrítico. Esse processo extrai uma variedade de fitoquímicos do urucum, todos com propriedades benéficas para a redução da gordura hepática.

“O dióxido de carbono (CO2) é utilizado como solvente, mantendo os principais fitoquímicos intactos do produto e oferecendo ainda uma extração sustentável, pois o CO2 é posteriormente recuperado para ser reutilizado”, comenta Aledo.

Inventores premiados

Mário Roberto Maróstica Junior (FEA), Eduardo Cesar Andreo Aledo (Rubian), Juliana Kelly Da Silva Maia (Rubian), Maria Angela De Almeida Meireles Petenate (FEA) e Carolina Lima Cavalcanti de Albuquerque (FEA) foram premiados na categoria Tecnologia Absorvida no Mercado no Prêmio Inventores 2024.

Este conteúdo integra uma série de reportagens produzidas pela Inova Unicamp sobre tecnologias licenciadas, absorvidas pelo mercado e empresas spin-offs acadêmicas da Universidade Estadual de Campinas. Acompanhe outras reportagens e informações no site do Prêmio Inventores da Unicamp.

*O conteúdo foi originalmente publicado pelo Jornal da Unicamp

Livro-reportagem revela bastidores do maior acidente de trânsito da história de Manaus

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Foto: Jamile Alves/acervo g1 Amazonas

No dia 28 de março de 2014, um grave acidente de trânsito chocou Manaus (AM) e deixou 16 mortos, quando um caminhão desgovernado colidiu com um micro-ônibus na Avenida Djalma Batista, uma das vias mais movimentadas da capital amazonense.

O episódio, que causou comoção nacional, agora ganha destaque com o lançamento do livro-reportagem ‘Linha 825: O maior acidente de trânsito da História de Manaus’, escrito pela jornalista Karina Cristina da Silva. A obra será lançada no dia 28 de março de 2025, exatamente 11 anos após a tragédia.

Formada em jornalismo pela Faculdade Boas Novas de Ciências Teológicas, Sociais e Biotecnológicas, Karina Silva começou a trabalhar na produção do livro ainda em 2017, como parte de seu projeto de conclusão de curso. O acidente de 2014, que marcou a cidade e resultou em três dias de luto oficial decretado pela Prefeitura de Manaus, foi escolhido como tema por sua relevância histórica e seu impacto na sociedade manauara.

“No início, tive dificuldades para obter todas as informações necessárias para a publicação, tanto que apresentei apenas a boneca do livro como meu trabalho final”, relembra Karina. No entanto, a busca incessante por detalhes e depoimentos a levou a se conectar com jornalistas como Clayton Passarelli e Mário Bentes, este último o fundador do selo Casa Literária, do Grupo Estante, que foi essencial na continuidade do projeto.

A autora ressalta que a investigação para a produção do livro foi extensa e desafiadora. “Narrar uma história como essa exige uma pesquisa minuciosa, especialmente quando se trata de um acidente que ganhou repercussão nacional”, comenta.

Investigação desafiadora

Um fato marcante foi condensar as histórias dos entrevistados. Para ela, ouvir os relatos foi doloroso.

Foto: Divulgação/Grupo Estante

Karina confessa que chorou ao escrever os relatos para compor a obra. “Escrever cada história me comoveu, me fazia chorar junto com elas. Eu sentia meu coração tão apertado”, revela. “Por várias vezes, perdi o ânimo para continuar escrevendo porque me doía por dentro. Cada história me fez chorar”.

A obra foi finalizada em 2020, mas o lançamento foi adiado devido à pandemia de Covid-19. Agora, Karina Silva espera que o livro não apenas resgate a memória do fatídico acidente, mas também contribua para a conscientização sobre a segurança no trânsito. “Meu objetivo com esse livro-reportagem é continuar contribuindo com nossa sociedade, lembrando que tragédias como essa podem e devem ser evitadas”, afirma a autora.

‘Linha 825: O maior acidente de trânsito da História de Manaus’ (Casa Literária/Grupo Estante, 2025) está em pré-venda, em versão física e digital, e será disponibilizado ao público no dia 28 de março de 2025, trazendo novos detalhes da investigação e do impacto desse evento na vida dos manauaras e no cenário nacional.

Pela segunda vez, Teclado Linklado está entre os 10 semifinalistas do Prêmio Jabuti

Foto: Divulgação

Pelo segundo ano consecutivo, o teclado de línguas indígenas – Linklado – ficou entre os 10 semifinalistas do 66º Prêmio Jabuti na categoria de ‘Fomento à Leitura’. O anúncio foi feito na última quinta-feira (24) pela Câmara Brasileira do Livro (CBL). Desenvolvido em parceria com as pesquisadoras Noemia Ishikawa e Ana Carla Bruno do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) e os estudantes Samuel Minev Benzecry e Juliano Portela, o teclado abrange cerca de 40 línguas indígenas.

Saiba mais: Pesquisadores do Amazonas criam teclado digital com caracteres de mais de 40 línguas indígenas amazônicas

O projeto, intitulado “Linklado: fomento à literatura em línguas indígenas”, é um aplicativo gratuito e um teclado digital que facilita a escrita e a publicação de livros e textos em línguas indígenas. Com o objetivo de preservar essas línguas e fomentar a leitura para uma população de 1,7 milhões de indígenas no Brasil, o projeto divulgou o aplicativo e criou uma rede de tradutoras para publicar e distribuir livros em comunidades indígenas.

A responsável pelo projeto, a pesquisadora do Inpa Noemia Ishikawa, diz que o teclado veio para auxiliar na publicação dos livros em línguas indígenas.

Noemia ressalta que estudantes indígenas estão usando o aplicativo para escrever dissertações e teses, embora muitos ainda desconheçam o projeto. “Por isso, acredito que o destaque que o prêmio Jabuti proporciona ao projeto amplia o número de pessoas que conheçam e usem o aplicativo para escrever mais livros em línguas indígenas”, declara.

Foto: Divulgação

A pesquisadora do Inpa, a antropóloga linguística Ana Carla Bruno, enfatiza a importância do teclado para que os indígenas escrevam de forma autônoma suas histórias e culturas. “As línguas indígenas no nosso país sempre foram vistas como algo sem valor. Isso reflete como os brasileiros pensam sobre os seus falantes, os indígenas. A escrita sempre foi um instrumento de poder nas mãos dos não indígenas. O Linklado possibilitou que os próprios indígenas escrevam o que quiserem em suas línguas: suas histórias tradicionais, poesia, cantos, além de dissertações e teses”, explica a antropóloga.

Samuel Minev e Juliano Portela, que criaram o aplicativo ainda no Ensino Médio, atualmente cursam ciência ambiental e ciência da computação nas universidades de Stanford e Yale, respectivamente, nos Estados Unidos. Ambos contribuem para que o aplicativo seja baixado gratuitamente nas plataformas Android e iOS.

Juliano Portela destaca que participar do projeto e ser novamente reconhecido pelo Prêmio Jabuti é uma honra. “No ano passado, apesar de termos sido finalistas, não conquistamos o prêmio, mas isso nos motivou ainda mais a continuar expandindo o alcance do Linklado. O projeto vai além de uma plataforma, é uma ferramenta vital para o empoderamento e preservação cultural”.

Maior alcance

Atualmente, o Linklado está sendo utilizado para publicar livros bilíngues do projeto “Diálogos científicos multiculturais sobre a sociobiodiversidade na Amazônia com potencial bioeconômico” do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e foi fundamental para o projeto finalizado “Redes de mulheres indígenas tradutoras e cientistas: conexões para uma educação transformadora em ciências no Amazonas”, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam).

Foto: Divulgação

O livro “Espécies de Aves da Região do Rio Cubate – Terra Indígena do Alto Rio Negro”, da pesquisadora do Inpa Camila Ribas, também utilizou o Linklado. Na obra, são listadas espécies de aves registradas na região do Rio Cubate, apresentando o nome em Nheengatu, Baniwa, português e científico.

Gracilene Florentino Bittencourt, do povo Baniwa, professora de Língua Indígena e moradora da comunidade Nazaré do Rio Cubate, utilizou o Linklado para traduzir o livro. “O Linklado foi uma coisa muito importante durante a minha tradução de livros, facilitou o trabalho, pois isso foi uma coisa nova para mim eu nunca tinha acesso esse tipo de teclado. Agradeço de coração e fico bastante grata com tudo isso principalmente a pessoa que disponibilizou este teclado para podemos utilizar”, frisa.

Sobre o Linklado

O Linklado foi criado em 2022 com objetivo de preservar as línguas indígenas e fomentar a leitura entre as comunidades. Passou por uma fase de ajustes e validação de colaboradores indígenas como Cristina Mariano, Rosilda Silva, Dulce Tenório, Marinete Almeira, Josival Rezende, Josmar Pinheiro, entre outros. Depois, foi disponibilizado nas plataformas Android, como IOS.

Uma das causas do desaparecimento de línguas indígenas é a carência de literatura e entre as dificuldades para aumentar o número de leitores está a publicação de obras nestas línguas, que foram excluídas da revolução digital por terem caracteres que não estão presentes na maioria de teclados físicos e digitais

O Linklado reúne caracteres especiais e diacríticos de diversas línguas indígenas do Brasil, facilitando a escrita e comunicação entre indígenas com uso da língua nativa. O nome do software é uma combinação das sílabas ‘lin’ = línguas indígenas e ‘klado’, que faz um trocadilho com a palavra ‘teclado’. Forma ainda a palavra ‘link’, que significa conexão.

Como resultado, Em 2023, o livro “Embaúba: uma árvore e muitas vidas” foi traduzido para as línguas Tikuna e Tukano, distribuídos para leitores indígenas da região do Alto Rio Solimões e do Alto Rio Negro. A estimativa é que cerca de 2 mil leitores indígenas da Amazônia foram alcançados.

*Com informações do Inpa

Regulamentação das profissões de Agente Indígena de Saúde e de Saneamento é aprovada pela Comissão de Saúde

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Foto: Reprodução/Ministério da Saúde

Responsável por regulamentar a profissão de Agente Indígena de Saúde (AIS) e Agente Indígena de Saneamento (AISAN) no âmbito do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS), o projeto de lei 3514/2019 foi aprovado, na quarta-feira (30), pela Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados. O Ministério dos Povos Indígenas (MPI), por meio de sua Assessoria Parlamentar, estabeleceu diálogos com o presidente da Comissão, a relatora, a liderança do governo e parlamentares que compõem o organismo para articular apoio visando a aprovação do projeto.

Criado pela ex-deputada Joenia Wapichana, atual presidenta da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), e com relatoria da deputada Juliana Cardoso, o PL foi uma das propostas analisadas durante reunião deliberativa extraordinária. O próximo passo do PL, que tramita na Câmara desde 2019, é ser avaliado pela Comissão de Trabalho (CTRAB).

O propósito da iniciativa é conferir o devido reconhecimento por lei às categorias citadas, uma vez que os Agentes Indígenas de Saúde e de Saneamento não possuem as mesmas prerrogativas profissionais dos Agentes Comunitários de Saúde, apesar de estarem registrados na Classificação Brasileira de Ocupações do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Assim sendo, o reconhecimento dos AIS e dos AISAN possibilitará não só a consolidação da atuação dos profissionais, mas também irá aprimorar as condições do exercício das atividades por meio da qualificação de direitos trabalhistas, relações de trabalho, equiparação de salários e formação, assim como ampliará o acesso de comunidades assistidas aos serviços de saúde, cidadania e informação.

Atualmente, integrados ao Sistema de Saúde Indígena (SESAI), 4.508 Agentes Indígenas de Saúde e 2.541 Agentes Indígenas de Saneamento estão em atividade.

De acordo com o PL, a origem da atuação destes profissionais remonta à década de 1980, quando em atenção às reivindicações indígenas frente à desestruturação dos serviços de saúde e à ausência de profissionais de saúde em Terras Indígenas, diversas universidades e organizações não governamentais e religiosas, iniciaram a capacitação de indivíduos nas comunidades indígenas para realizar a atenção básica à saúde.

Atribuições

Conforme proposto pelo PL, o Agente Indígena de Saúde tem como atribuição o exercício de atividades de prevenção de doenças e promoção da saúde, assim como a realização de ações de primeiros socorros, levando em conta práticas e saberes tradicionais indígenas.

Já o Agente Indígena de Saneamento exerce atividades de prevenção de doenças e promoção da saúde, especificamente, quanto ao saneamento básico e ambiental. Além disso, monitora o sistema de saneamento, contemplando o abastecimento de água, o esgotamento sanitário e o manejo dos resíduos sólidos, em corresponsabilidade com a comunidade.

Ambas as funções são voltadas à população indígena, mediante ações domiciliares ou comunitárias, individuais ou coletivas, desenvolvidas em conformidade com as diretrizes do SUS e do SasiSUS e sob supervisão do órgão distrital e federal responsável pela gestão do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena.

Os dois tipos de agentes precisam ser indígenas maiores de idade, morar na comunidade, falar a língua materna e conhecer costumes e sistemas tradicionais da comunidade onde atuam. É necessário que tenham concluído ou estar cursando o ensino fundamental e que tenham feito o curso de qualificação definido pelo Ministério da Saúde. Não é permitido qualquer outro vínculo empregatício.

*Com informações do Ministério dos Povos Indígenas

Do tamanho da ponta de uma caneta, nova espécie de orquídea é encontrada no Peru

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Foto: Reprodução/PetroTal

Uma nova espécie de orquídea foi encontrada por pesquisadores peruanos no distrito de Puinahua, localizado na província de Requena, na selva da região de Loreto, no Peru. A descoberta foi relatada pelo Programa de Monitoramento da Biodiversidade PetroTal, que financia o estudo.

A nova espécie foi batizada de Specklinia bretaiiense por ter sido encontrada na capital Puinahua, na Bretanha, bem próxima às operações da empresa. A orquídea faz parte do gênero Specklinia e do subgênero Hymenodanthae da grande planície amazônica do Peru. É tão pequena que fizeram uma comparação inusitada: com a ponta de uma caneta.

Leia também: Falsa parasita: conheça as Cattleyas, orquídeas nativas da Amazônia

Foto: Reprodução/PetroTal

Esta descoberta está detalhada no estudo de orquídeas realizado na área do Lote 95, como parte do Plano de Monitoramento da Biodiversidade (PMB) da PetroTal, recentemente apresentado no III Congresso Peruano de Orquidologia.

O estudo representa a primeira análise específica de orquídeas em áreas de mata de várzea propensas a inundações, especificamente na área de influência do Local 2 do Lote 95.

A constatação foi avaliada por instituições nacionais – como o Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento Sustentável de Ceja de Selva, a Universidade Nacional Toribio Rodríguez de Mendoza do Amazonas, entre outras instituições internacionais, como a Universidade Nacional Autônoma do México.

Foto: Reprodução/PetroTal

O PMB, que faz parte da política de gestão ambiental da PetroTal, fornece informações científicas periódicas sobre o estado do ecossistema e detecta variações no comportamento da flora e da fauna.

O desenvolvimento do PMB possibilitou, em 2022, o primeiro avistamento no Peru do Thamnophilus praecox, popularmente conhecido como Batará de cocha, também próximo às operações da empresa.

Conheça a nova espécie:

Pesquisador do Museu Goeldi é um dos 10 cientistas com mais descobertas de aranhas no mundo

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Foto: Janine Valente

Desvendar a biodiversidade é um desafio para a pesquisa científica em todo o planeta. No campo da zoologia, milhares de espécies são descritas a cada ano, principalmente no grupo dos invertebrados que, segundo estimativas, representa cerca de 97% do total de espécies existentes. Entre elas está a ordem das aranhas, composta atualmente por mais de 52 mil espécies. É nesse mundo megadiverso que Alexandre Bragio Bonaldo, doutor em Zoologia e pesquisador do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), destacou-se ao descobrir e descrever 472 novas espécies de aranhas.

Somente no ano de 2023, Bonaldo identificou 50 novas aranhas para a ciência, além de um novo gênero, sendo classificado em décimo lugar no ranking mundial do World Spider Catalog (WSCA), plataforma de referência para os estudos em aracnologia mantida pelo Museu de História Natural de Berna (Suíça). No mesmo ranking aparece ainda Nithomas Feitosa, recém-doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Zoologia (PPGZool), que foi orientado por Bonaldo.

Alexandre Bonaldo é natural do Rio Grande do Sul e foi lá que desenvolveu o interesse pela aracnologia. Ele conta que desde a infância era apaixonado por biologia e já pretendia seguir carreira na área. Durante a graduação, um estágio de iniciação científica na coleção de aranhas do Museu de Ciências Naturais do RS proporcionou o despertar para as possibilidades da pesquisa. “Percebi a grande diversidade de formas que elas apresentam, me entusiasmei pelo grupo e fiz do estudo destes bichos a minha profissão”, relata.

Método científico

Com 24 anos de trabalho dedicados ao Museu Goeldi, Alexandre Bonaldo é o primeiro aracnólogo da história da instituição e curador da coleção de aracnídeos constituída por mais de 40 mil lotes de animais preservados, abrangendo sobretudo a fauna da América do Sul e amazônica. O acervo da coleção serve de base para muitas das pesquisas, e o foco dos trabalhos é orientado mais pelo recorte taxonômico do que por critérios geográficos.

O input da tecnologia

A descrição de espécies pode ser feita a partir de diferentes abordagens e aprimorada com a utilização de equipamentos e recursos tecnológicos. As pesquisas de Alexandre Bonaldo adotam procedimentos de análise morfológica, isto é, das estruturas dos corpos dos animais que são minuciosamente documentados em ilustrações feitas pelo próprio pesquisador, que adota a tecnologia como aliada do método tradicional.

“O desenho científico é interpretativo, ou seja, em um desenho, é possível destacar as estruturas mais importantes, a partir de observações que permitem realmente entender as complexidades dos detalhes morfológicos. Além disso, alguns bichos são, digamos, pouco fotogênicos, e só podem ser adequadamente documentados através de desenhos científicos”, argumenta o aracnólogo.

Os detalhes observados e documentados em desenhos e fotografias podem ser investigados com o uso do microscópio eletrônico de varredura, por exemplo. Atualmente, o Museu Goeldi conta ainda com o suporte de um micro-tomógrafo computadorizado que permite produzir reconstruções em 3D das estruturas, abrindo novas possibilidades para a documentação dos caracteres e facilitar a descrição de espécies.

Alerta

Porém, além da estruturação e atualização de laboratórios, Bonaldo defende que a ciência precisa de ampliação e regularidade de investimentos direcionados à formação e à fixação de mais profissionais qualificados nas instituições de pesquisa.

*Com informações do MPEG

Hospital Beneficente Português: 151 anos de história e excelência em saúde no Amazonas

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Foto: Divulgação/HPAM

Por Osíris M. Araújo da Silva – osirisasilva@gmail.com

O Hospital Beneficente Português do Amazonas, fundado em 1873 como instituição de caridade, associação civil sem fins lucrativos, celebra 151 anos de história neste 31 de outubro de 2024. Sob o lema “Oferecendo Saúde, Salvando Vidas”, tornou-se um marco nas ações de saúde do Amazonas no período áureo da borracha, final do século XIX, início do XX. Então, o látex oriundo da seringueira ganhava projeção internacional na fabricação da borracha e seus derivados, insumos de ampla aplicabilidade na indústria mundial. Manaus e Belém, nesse período, passaram por profundas transformações sociais e econômicas pressionadas pelo crescimento populacional. Consequentemente, assumem importância fundamental as instituições de saúde, representadas na cidade por hospitais, enfermarias, lazaretos, laboratórios e hospícios.

O Hospital nasceu do esforço de aproximadamente 70 pioneiros que se dedicaram a construir e manter uma instituição de saúde destinada a atender tanto a colônia portuguesa quanto aos necessitados. Em 1893, a sede atual foi inaugurada na Avenida Joaquim Nabuco, antiga Estrada Corrêa de Miranda. Paralelamente, funcionavam na capital amazonense, à época, o Hospital “São Vicente”, criado em 1852, com fins militares, e a Santa Casa de Misericórdia de Manaus, também conhecida na documentação como “Hospital da Caridade”, criada pela lei provincial n. 451, de 4 de abril de 1880.

Em 11 de fevereiro de 1909, o Hospital Beneficente Português recebeu o título de “Real” das mãos do Rei Dom Manoel II. Posteriormente, em 5 de outubro de 1933 foi agraciado pelo Governo Português com a Comenda da Ordem de Benemerência, adotando o nome Real e Benemérita Sociedade Portuguesa Beneficente do Amazonas, tendo sido reconhecido como de Utilidade Pública pelo governo amazonense em 1959 e pelo governo Federal em 1996. Ao longo dos anos, o Hospital acompanhou a evolução da medicina estadual em todos os seus níveis e complexidades, investindo em tecnologia e na qualificação de seu corpo clínico, formado por médicos renomados de Manaus; de enfermagem e auxiliares técnicos.

Atualmente, a instituição conta com 22 leitos em apartamentos, 36 em enfermarias, 20 em UTIs, 7 salas de centro cirúrgico, 4 leitos de recuperação pós-anestésica, 10 em salas de observação e uma sala de reanimação. Além disso, o hospital segue com planos de expansão para aumentar sua capacidade de atendimento. Além disso, oferece serviços de imagem avançados e procedimentos de hemodinâmica, como cateterismo, drenagem, TAVI e angioplastia; e conta também com um serviço de diálise humanizado, uma equipe multidisciplinar especializada em nefrologia e uma estrutura moderna voltada ao tratamento de doenças renais agudas e crônicas.

Nas instalações do Beneficente, funciona ainda o Instituto de Oncologia do Amazonas (IOAM), uma referência em tratamento oncológico em Manaus. Equipado com tecnologia de ponta e os mais modernos recursos médicos, o IOAM se destaca pela segurança e excelência no cuidado aos pacientes, consolidando sua posição como um dos principais centros de oncologia da região. No geral, dispõe de abrangente e ampla gama de especialidades, dentre elas: Bariátrica, Buco Maxilo, Cabeça e Pescoço, Cirurgião Geral, Clínica Médica Geral, Clínico Cirurgião Oncológico, Cardiologia, Cardiovascular, Cirurgia torácica, Dermatologia, Endocrinologia, Ginecologia, Mastologia, Medicina de Família e Comunidade, Neurocirurgião, Nutrição, Obstetrícia, Oftalmologia, Ortopedia, Otorrinolaringologia, Pediatria, Proctologia, Psicologia e Urologia.

A instituição igualmente mantém diversificada cobertura de convênios, incluindo Aeronáutica, AFFEAM Saúde, Allianz, Amil, Blue, Bradesco, Capesaúde, Casembrapa, Casf Saúde, Cassi, Mondial Assistance, Central Nacional Unimed, Conab, Congregação das Missionárias, E-Vida, Foto Nascimento, Fundação Assefaz, Fusex, Geap Saúde, Golden Cross, Inter Assist, Life Empresarial Saúde, ManausMed, Marinha do Brasil, Mediservice, Omint, Plan Assiste, Postal Saúde, Pró-Social, Saúde Caixa, Saúde Petrobras, TRE Amazonas e Waimiri Atroari. Além disso, dispõe de pronto atendimento 24 horas, com atendimento a partir dos 15 anos.

A atual diretoria do Hospital Beneficente Português, referência em relação à estrutura hospitalar do Amazonas, está assim constituída: Presidente da Diretoria Executiva, médico Leopoldo Cavalcanti Krichanã da Silva; Presidente da Assembleia Geral, António Augusto Rocha de Souza Leite; Presidente do Conselho Fiscal, José Alcides de Queiroz Lima; Controller, Paulo Cezar Fortes do Couto e Administrador Geral, Juan Souza.

Sobre o autor

Osíris M. Araújo da Silva é economista, escritor, membro do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA) e da Associação Comercial do Amazonas (ACA).

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