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Startup cria biocosméticos amazônicos com design de embalagens inspirado na região

Foto: Divulgação

Cupuaçu, buriti, açaí, murumuru e castanha-da-amazônia são os principais componentes dos cosméticos produzidos pela startup Brava Amazônia. Os biocosméticos foram fomentadas pelo Programa Inova Amazônia-Módulo Tração, Edital Nº 001/2023, e são desenvolvidos com ingredientes naturais e biodegradáveis selecionados para minimizar o impacto ambiental.

A coordenadora do projeto, Kevelyn Sbravati, destaca que o descarte responsável de resíduos faz parte da missão da empresa, e reforça os benefícios dos insumos da Amazônia à pele e à saúde.

“Utilizamos insumos como manteiga de cupuaçu, óleos de buriti, de açaí, de castanha-da-amazônia, manteiga de murumuru e seiva de sangue dragão selecionados com base em critérios de qualidade, sustentabilidade e rastreabilidade. Os produtos são desenvolvidos com ingredientes naturais e biodegradáveis, cuidadosamente escolhidos para minimizar o impacto ambiental”, ressaltou.

Em parcerias com comunidades locais, a startup busca fomentar o desenvolvimento econômico local, respeitando a cultura e os direitos das comunidades amazônicas, seguindo práticas de manejo sustentável e garantindo a preservação dos recursos naturais.

A criação conta como apoio do Governo do Amazonas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

O apoio da Fapeam através do Programa Inova Amazônia amparou a startup nas oito etapas para garantir a qualidade e a responsabilidade social do produto, produzindo resultados eficientes sem abrir a mão da preservação ambiental na criação do produto no laboratório e nas embalagens eco-friendly (amigas do meio ambiente).

Brava Amazônia

Atualmente, a empresa já passou pelas fases de pesquisa, desenvolvimento, registros, e Minimum Viable Product (MVP) – produto mínimo viável, em tradução livre – e está iniciando a fase de lançamento do lote piloto.

“No momento estamos gerando conteúdos educativos com a audiência através das mídias sociais, divulgando nosso compromisso com sustentabilidade e valorização da Amazônia e aquecendo o público para o lançamento oficial que acontecerá em fevereiro”, comentou Sbravati.

A startup tem parcerias com as indústrias no Polo Industrial de Manaus (PIM) que garantem práticas sustentáveis por meio do manejo ético dos insumos, produção com baixo impacto ambiental e uso de embalagens recicláveis e biodegradáveis.

*Com informações da Fapeam

5 drinks criados na Amazônia que unem o regional e o moderno

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Foto: Reprodução

Cada lugar possui uma riqueza de ingredientes que compõem sua gastronomia original. Na Amazônia, seus sabores famosos, como o cupuaçu ou o açaí, estão cada vez mais presentes em receitas diferentes e inovadoras. E que tal incluir essa riqueza de sabores nos drinks?

Em Manaus (AM), alguns bares tem explorado, cada vez mais, a inclusão de ingredientes típicos da região para criar novos sabores que surpreendem o paladar e promovem a cultura local. Conheça alguns desses drinks e onde encontrar:

Kin-Maru

Criado pelo restaurante Kin Sushi Bar, o Kin-Maru tem como ingrediente principal o Cumaru, conhecido como “Baunilha da Amazônia“. Esse drink é refrescante e ideal para o clima quente da região.

As sementes de Cumaru são infusionadas em cachaça por aproximadamente 10 dias. Depois de pronta, a cachaça é misturada com uma dose de maracujá, sumo de limão e mel natural.

A mistura é batida com gelo em uma coqueteleira e servida. Para um toque final, pode-se coar para remover as sementes do maracujá.

Foto: Gabriel Gardinni

Amazônico

O bar Brazin criou o Amazônico, um drink que tem como estrela a cachaça de Jambu, conhecida pelo efeito levemente anestésico que provoca na boca.

A receita leva uma dose de cachaça de Jambu, pedaços de abacaxi, sumo de limão e melado de cana. O toque final fica por conta das raspas de Cumaru e da casca de limão siciliano para decorar e aromatizar a bebida.

Foto: Mariana Guerreiro

Moscow Mule Amazônico

O tradicional Moscow Mule ganhou uma versão amazônica. Presente na carta de drinks do restaurante Tambagrill e do bar LeBar, essa releitura mantém a base original (vodka, sumo de limão e sugar syrup), mas substitui a espuma tradicional pela espuma de taperebá e adiciona um toque regional com a Fisális, também conhecida como a “cereja da Amazônia“.

Foto: Divulgação

CaipiMaru

A clássica caipirinha ganhou um toque amazônico no Tambagrill. A cachaça infusionada com Cumaru transforma essa versão do drink em uma experiência única. O sabor levemente adocicado da “baunilha brasileira” faz toda a diferença nessa releitura de um dos drinks mais famosos no mundo.

Foto: Divulgação

Piña Colada Amazônica

O Tambagrill também reinventou a tradicional Piña Colada ao incorporar ingredientes regionais. A versão amazônica leva suco de cupuaçu, vodka, xarope de açúcar e uma espuma cremosa de taperebá, criando um equilíbrio perfeito entre dulçor e acidez.

Foto: Divulgação

*Com informações do Grupo Rede Amazônica

Projeção aponta que o Pará será o estado com 3° maior crescimento econômico do Brasil em 2025

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Foto: Alexandre Costa/Agência Pará

O Pará deve alcançar um crescimento econômico de 3,5%, este ano. O percentual é maior do que a projeção prevista para o Brasil, cujo aumento do Produto Interno Bruto (PIB) tende a ser de pouco mais de 2%. Os dados são da Tendências Consultoria e colocam o Pará como o terceiro Estado do país com maior índice de crescimento do PIB e o maior da Região Norte do país.

Setores como o Agronegócio, a Mineração e o de Serviços são os que mais contribuem para o desenvolvimento econômico acelerado da economia estadual. Também, tem destaque o fortalecimento e investimentos para a consolidação da Bioeconomia.

“O Pará, nos últimos cinco anos, com a gestão do governador Helder Barbalho, vem investindo fortemente em um equilíbrio entre a produção e a conservação da floresta. Por isso, o nosso Estado vem se destacando cada vez mais não só no crescimento das suas vocações naturais, que são o Agronegócio, a Mineração e os Serviços, mas também nos serviços ecossistêmicos, no crédito de carbono, que são cadeias produtivas que vêm cada dia mais se consolidando e ganhando espaço, na Bioeconomia”, destaca o presidente da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), Marcel Botelho.

Ele ressalta que o Pará tem uma economia diversificada. “Nós temos um agronegócio pujante, com o segundo maior rebanho do Brasil, uma grande produção e expansão de soja e de milho. Nós possuímos outros produtos da agricultura, da agrofloresta, como açaí, o cacau, que são líderes nacionais”. 

“Temos uma mineração fortíssima, uma das maiores províncias minerais do mundo está aqui, no Pará. Nós temos a maior jazida de ferro do mundo, então, por isso, a nossa balança comercial sofre outras influências, o nosso PIB sofre outras influências”, diz Marcel Botelho.

A Fapespa também projeta o crescimento real da economia paraense em 3,3%. Entre os investimentos estratégicos que devem acelerar esse aumento estão a expansão da mineração, melhorias na infraestrutura logística, bioeconomia, energia renovável e o fortalecimento das cadeias produtivas do agronegócio, comércio exterior e turismo.

A economista Renata Novaes enfatiza que Pará responde por 41,1% do PIB regional e a realização da Conferência Mundial Sobre as Mudanças Climáticas (COP 30), em Belém, trará impactos ainda mais positivos para o crescimento da economia, com o aumento da visibilidade do Pará no cenário internacional, o que abre portas para novos investimentos em energia limpa, agricultura sustentável e ecoturismo.

Ela assinalou que eventos do porte da COP 30, Atrai investimentos, especialmente em infraestrutura. Já contamos com mais de 4 bilhões em investimentos na infraestrutura viária, para melhorias na rede hoteleira e locais turísticos, o que gera empregos e movimenta a economia”, pontua Renata.

“A bioeconomia também ganha força, estimulando negócios sustentáveis e novas oportunidades para a região”, completa.

*Com informações da Agência Pará

Com inscrições prorrogadas, Elos da Amazônia quer investir mais de R$ 1 milhão em startups indígenas

Foto:

A Elos da Amazônia 2024 prorrogou as inscrições para a edição de empreendedorismo científico indígena que busca reconhecer empreendedores com tecnologia de inovação a partir da biodiversidade amazônica.

As inscrições devem ser efetuadas através do formulário até o dia 7 de fevereiro. Tanto a inscrição como a participação no programa são gratuitas. A chamada pública busca selecionar duas startups (projetos) que tenham sido desenvolvidas por até cinco anos antes da publicação do edital.

Conforme o edital, a edição de 2024, busca trazer oportunidades de criação de negócios e preparar para o mercado de empreendedorismo pessoas que sejam autodeclaradas indígenas.

” [A Elos da Amazônia] acredita que a tecnologia pode surgir de todos os lugares, seja com base na racionalidade, empírica ou com experiências de dentro ou fora da pesquisa”, enfatizou um trecho do edital.

Os candidatos devem propor os projetos a partir das seguintes linhas de pesquisa do Programa Prioritário de Bioeconomia (Ppbio), que procura solucionar a exploração da economia sustentável da biodiversidade, com base na ciência, tecnologia e inovação:

  • Alimentos ou cosméticos: formas de produzir alimentos.
  • Processos e equipamentos: soluções que apresentem melhores formas de fazer atividades.
  • Materiais: desenvolvimento de produtos para outras funcionalidades, como moda, construção civil, design, entre outros.

O Ppbio abrange todos os estados que fazem parte da Amazônia Ocidental (Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima) e Amapá de acordo com atuação da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

Para o líder de Inovação em Bioeconomia do Idesam, Paulo Simonetti, a prorrogação tem como objetivo alcançar ainda mais pessoas.

Decidimos pela prorrogação para que as pessoas tenham essa oportunidade agora um pouco mais extensa para conseguir se inscrever e concorrer a esse investimento de R$ 1 milhão. Como lançamos o edital no final de dezembro, após o período de festas começamos a ter uma boa procura e interesse desses negócios’’, explicou.

Ainda, segundo o edital, os benefícios para os projetos selecionados é de R$ 1 milhão sendo que R$ 500 mil será do Programa Prioritário de Bioeconomia (Ppbio) com objetivo de acelerar os negócios e R$ 500 mil do Instituto de Desenvolvimento Tecnológico (Indt) que apoiará no desenvolvimento do projeto e poderá ter acréscimo de até R$ 500 mil pela Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii).

As soluções serão selecionadas por uma banca examinadora interna de especialistas que terão seis fases:

  • Fase 1: submissão de inscrições até 7 de fevereiro.
  • Fase 2: triagem eliminatória das inscrições que não atenderem os critérios do edital.
  • Fase 3: triagem de classificação de acordo com os critérios de julgamento.
  • Fase 4: apresentação dos classificados e avaliação da comissão julgadora.
  • Fase 5: processo de avaliação dos classificados.
  • Fase 6: divulgação dos selecionados prevista para o dia 20 de fevereiro.

O edital é promovido pelo Idesam, Programa Prioritário de Bioeconomia, Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Instituto de Desenvolvimento Tecnológico (Indt) e Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Também conta com o apoio financeiro da Embrapii e possui apoio de divulgação do InPactas, Rede Amazônica e Parceiros Pela Amazônia (PPA).

De acordo com os idealizadores do projeto, o objetivo é promover o empreendedorismo indígena, transformando conhecimento acadêmico e tradicional em soluções.

“Esse edital é muito importante para que os povos originários possam trazer para o mercado aqueles conhecimentos adquiridos ao longo dos anos”, reforçou Geraldo Feitoza, Diretor Executivo do INDT.

*Por Amanda Silva, estagiária sob supervisão de Yuri Marcel na Rede Amazônica AC

Metodologia de assistência técnica muda realidade de fazendas de bovinocultura leiteira em Tocantins

Foto: Reprodução/YouTube – Amazon Sat

Em Augustinópolis, no Norte de Tocantins, as metodologias ensinadas pelas equipes técnicas do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) tem contribuído para mudanças significativas em pequenas propriedades que os técnicos acompanham, mudando o cenário econômico da região. 

O esforço dos produtores e federações para o crescimento da bovinocultura leiteira no estado tem gerado aumento na produção de leite, que gera esperança a centenas de produtores de pequeno porte que desejam investir na área, mas que, sem o auxílio necessário, acabam colocando em risco todo o esforço e investimento financeiro, como aconteceu com o produtor Antônio Apolônio.

“As coisas estavam indo de mal a pior antes da equipe do Senar chegar. Eu ia parar com a produção de leite, ia desistir, mas com o acompanhamento deu uma melhorada nas coisas. Em termo de pasto, sistema de cerca, me ajudaram com o corredor, aumentamos a quantidade de pasto e entre outras melhorias”, disse o produtor. 

Foto: Reprodução/YouTube – Amazon Sat

Segundo a equipe técnica do Senar, a propriedade de Antônio tornou-se uma prioridade, pois ele já estava desistindo da atividade. Eles afirmam que, assim como os demais produtores, as dificuldades para iniciar o trabalhos de acompanhamento são as mesmas. 

“Sempre tem a descrença do produtor em relação a implantação de novas tecnologias. Eles já viram outros produtores implantando sem acompanhamento e sem resultado, foram induzidos a fazerem investimentos e depois foram abandonados sem acompanhamento e ficaram no prejuízo”, explicou a equipe técnica.

Foto: Reprodução/ YouTube – Amazon Sat

Um sistema de controle com os próprios animais e uma vigilância mais firme com o financeiro torna a administração da propriedade mais ágil, pontua a equipe:   

“A falta de dados financeiros e zootécnicos prejudica. A maioria dos produtores não sabe a idade das matrizes, quantidade de cria, intervalo de partos, nem produção média diária e outros”. 

Tecnologia simples e barata 

“A principal tecnologia para uma produção de leite viável é o investimento em pastagem. Na região, é o melhor alimento em relação a custo benefício. A forma mais fácil de manejar corretamente uma pastagem é o ‘rotacionado’, ou seja, intensificação de pequenas áreas que viabilizam a adição de adubação constante”, informou o Senar.  

Foto: Reprodução/ YouTube – Amazon Sat

A produção do leite é baseada em nutrição, sanidade e genética do rebanho, “um tripé importantíssimo”:

  • Investe-se em alimentação, volumoso de qualidade e em quantidade adequada aos animais durante todo o ano (inverno e verão), sem mudanças bruscas na dieta diária das matrizes.
  • Implantação de um calendário sanitário que é de suma importância para o controle das medicações a serem utilizadas no rebanho, atentando aos prazos de aplicação e na alternância de princípio ativo a cada dois anos (evitar a resistência). 
  • Trabalha-se com genética, podendo o produtor aderir à inseminação artificial ou mesmo na troca de reprodutor e matrizes.                                                                                                         

Elevação de genética dos animais sem aumentar custos

De acordo com a equipe do Senar Tocantins, é possível elevar a genética de uma propriedade sem aumentar os custos, fazendo a seleção do seu próprio rebanho. A partir dos dados zootécnicos de persistência de lactação, intervalo de parto, período de serviço e produção média diária da matriz, as bezerras devem permanecer na propriedade para compor o rebanho.

Essa forma de seleção genética demanda tempo ao produtor, visto que o ciclo para a produção de uma matriz leva pelo menos três anos. 

A equipe reafirma e lista as principais técnicas colocadas em prática quando se trata de pastagens para a melhoria da alimentação do animal:

  • Implantação de rotacionado visando à intensificação da pastagem;
  • Oferta volumosa no ponto correto, as matrizes devem comer ponta de capim todo dia;
  • Roço de talos das touceiras de capim para maximizar a área foliar;
  • Entrada nos piquetes no final do dia, horário mais propício ao pastoreio, devida à baixa temperatura;  
  • Adubação e correção do solo, visando a disponibilidade de nutrientes na pastagem;
  • Proximidade da pastagem e do curral de manejo, evita que os animais percorram grandes distâncias todos os dias;
  • Controle de carrapatos e outros parasitas na pastagem com uso de fungos (controle biológico);
  • Adubação orgânica, que melhora a saúde da pastagem e evita a disseminação de pragas e doenças como ervas daninhas, lagartas e cigarrinhas.

Ano da serpente: o que sabemos sobre esses animais na Amazônia?

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Suaçuboia (Corallus hortulanus). Foto: Tomaz Nascimento de Melo/MUSA

No zodíaco chinês, o ano de 2025 é considerado o “Ano da Serpente”. Segundo a cultura desse país, isso significa um ano de sabedoria e transformação, características também atribuídas a esses animais. Bem longe da China e do zodíaco, o que sabemos sobre as serpentes da região amazônica?

Leia também: Portal Amazônia responde: Cobra e serpente são diferentes?

Segundo a professora Annelise D’Angiolella, da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), campus Capitão-Poço, atualmente são conhecidas 435 espécies de serpentes no Brasil.

A pesquisadora, que desenvolve trabalhos relacionados a herpetologia (estudo de répteis e anfíbios) destaca que a região Norte está entre as mais ricas em espécies de répteis, onde trabalhos recentes catalogaram 247 espécies de serpentes.

“Na Amazônia temos muitas espécies endêmicas de vertebrados e invertebrados. No caso das serpentes podemos destacar a Bothrops atrox, a jararaca da Amazônia”, diz.

Saiba mais: Conheça a jararaca-do-norte: A cobra mais comum e mais emblemática da região amazônica

Esses animais acabam sendo mais conhecidos por serem peçonhentos e por poderem causar envenenamento. O que algumas pessoas não sabem é que além de terem um valioso papel na natureza, como controladoras de pragas, elas são importantes também para a saúde humana.

“O veneno da jararaca brasileira – Bothrops jararaca,  é usado no mundo inteiro no tratamento de hipertensão e insuficiência cardíaca. Muitos anticoagulantes, usados no tratamento da trombose e coágulos sanguíneos são extraídos ou tem como base o veneno das serpentes. Um dos remédios mais usados em todo o mundo, é o captopril, usado para controle da pressão arterial e produzido a partir do veneno da jararaca”, diz Annelise D’Angiolella.

Outro exemplo de espécie endêmica na Amazônia, ou seja, que só existe na região, é a sucuri-malhada (Eunectes deschauenseei), que segundo a pesquisadora só ocorre no leste do estado do Pará (incluindo a ilha do Marajó) e na Guiana Francesa.

Ela explica que o endemismo das espécies pode ser influenciado por diversos fatores, entre eles as condições ambientais, ecologia da espécie, fatores geográficos, história evolutiva e também pressões antrópicas.

“A floresta Amazônica tem um alto grau de endemismo devido a sua complexidade ambiental, diversidade de micro-habitats e barreiras geográficas, como rios de grande porte. Espécies podem ser endêmicas de regiões específicas devido o isolamento proporcionado por grandes rios, como Madeira, por exemplo”. 

Mudança de pele

A mudança de pele, chamada de “ecdise”, é um processo que ocorre ao longo de toda a vida da serpente. “Esse processo é essencial para para o crescimento e renovação da pele. A muda ocorre mais frequentemente em indivíduos juvenis, que estão em fase de crescimento. Geralmente se inicia alguns dias após a di..gestão completa do alimento”, diz.

Leia também: Portal Amazônia responde: Por que as cobras trocam de pele?

Veneno

Annelise Batista destaca que as serpentes são peçonhentas, e não venenosas, como muitos dizem. Isso se deve ao fato de possuírem glândula de veneno e apresentarem aparato inoculador desse veneno, o que, no caso delas, são os dentes modificados em presas. “Considerando toda a diversidade de espécies de serpentes do mundo, apenas cerca de 10% destas espécies são de importância médica, ou seja, capazes de causar acidentes graves que podem evoluir ao óbito em humanos. A maior parte das espécies peçonhentas não oferece perigo ao homem”, afirma a pesquisadora.

Entre as serpentes peçonhentas, as jararacas, cascavéis, surucucu-pico-de-jaca e corais verdadeiros são capazes de causar acidentes graves em humanos. A picada de uma cobra coral, por exemplo, pode chegar a matar um homem adulto em seis horas.

Leia também: Surucucu: a cobra mais venenosa da América Latina

“Todas as corais verdadeiras tem veneno neurotóxico, ou seja, as toxinas agem diretamente no sistema nervoso. A maioria dos acidentes pode evoluir rapidamente para insuficiência respiratória aguda, principal causa de óbito neste tipo de acidente. Apesar disso, acidentes com essas serpentes não são frequentes, somente cerca de 0,5% dos acidentes ofídicos no Brasil são causados por corais. Isso porque são animais que se enterram (chamados de fossoriais) ou vivem no ambiente aquático, fazendo com que o encontro com com eles seja mais difícil”, afirma.

Segundo a pesquisadora, as jararacas costumam ser as responsáveis por cerca de 90% dos acidentes ofídicos no país. Acidentes com esses animais acometem principalmente homens, em zonas rurais, que tem seus membros inferiores, que são as pernas e pés, mais atingidos. “Apesar da elevada quantidade de acidentes envolvendo essas serpentes, a grande maioria evolui para cura, sem grandes complicações, se as recomendações do ministério da Saúde forem seguidas”, adverte.

Cuidados e tratamento

Ao avistar uma serpente, a recomendação melhor é tentar manter a distância e pedir ajuda a profissionais capacitados no manejo. E não machucar o animal. 

“A recomendação que eu costumo dar é que, na dúvida, não mexa. Existem órgãos devidamente capacitados para fazer o resgate de animais silvestres como o Corpo de Bombeiros e o Batalhão de Polícia Ambiental, que devem ser acionados caso esses animais sejam encontrados. É importante que o manejo de serpentes seja feito por pessoas treinadas para evitar o estresse do animal e principalmente, evitar que ocorra algum acidente em decorrência do manuseio errado do animal”, diz Annelise D’Angiolella.

Uma vez que a pessoa é picada por uma cobra, ela deve imediatamente procurar um posto de saúde. O tratamento é feito com o soro antiofídico específico para cada caso, que deve ser administrados em ambiente hospitalar e sob supervisão médica. O site do Ministério da Saúde disponibiliza uma lista de hospitais, por região e município, de locais aptos ao atendimento com serpentes. 

E por que o recomendado é nunca realizar torniquete ou amarrar o local em que foi picado? A professora Annelise D’Angiolella explica: “O veneno das jararacas e surucucus tem propriedades proteolíticas e hemorrágicas, que levam ao sangramento e destruição dos tecidos, e ajudam na digestão de suas presas. Ao amarrarmos o local para evitar que o veneno circule, estamos concentrando-o no membro atingido, fazendo com que essas ações sejam potencializadas, provocando a necrose e muitas vezes, a amputação do membro em casos mais graves”. 

Segundo dados do último Boletim Epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde, em 2023 foram registrados 32.595 acidentes com serpentes no Brasil. Os dados fazem parte do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sisan). No boletim, o estado do Pará aparece como o que mais notificou acidentes com serpentes: 5.234 casos, com 17 óbitos.

*Com informações da Ufra

Parque Nacional Cayambe Coca: o tesouro natural do Equador entre vulcões e florestas amazônicas

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Foto: Reprodução/Ecuador Lives

A Reserva Ecológica Cayambe Coca, localizada entre as províncias equatorianas de Pichincha, Imbabura, Napo e Sucumbíos, é um verdadeiro tesouro ambiental. Criada em 17 de novembro de 1970, cobre uma área de 403.103 hectares e desempenha um papel crucial na preservação da biodiversidade e na regulação de recursos hídricos.

Leia também: Tena: cidade equatoriana considerada porta de entrada para a selva amazônica

Com altitudes que variam desde os 600 até os 5.790 metros acima do nível do mar, o clima da parque oscila entre 5 °C e 25 °C, dependendo da altitude. Esse gradiente altitudinal favorece uma diversidade impressionante de ecossistemas, incluindo florestas tropicais e pântanos.

A reserva onde está o parque é uma fonte de água para o Equador, abrigando nascentes de grandes bacias hidrográficas. Os rios Napo-Marañón-Amazonas, cujas águas deságuam no Oceano Atlântico, e os rios Mira e Esmeraldas, que fluem para o Oceano Pacífico, têm origem nesta área.

Biodiversidade

A rica fauna e flora da Cayambe Coca tornam a reserva um santuário para inúmeras espécies, muitas delas endêmicas ou ameaçadas de extinção. Espécies icônicas como o urso-de-óculos, puma, gato-andino e o veado-anão habitam a reserva. Há também animais endêmicos, como o camundongo andino de páramo e o rato aquático.

Leia também: Portal Amazônia responde: existe veado na Amazônia?

Foto: Reprodução/Governo do Equador

Com 395 espécies de aves catalogadas, o local é um paraíso para observadores de pássaros. Espécies raras como o condor-andino são destaques. A reserva também é lar de 65 espécies de anfíbios e répteis, incluindo rãs, salamandras, cobras e lagartos.

Atrações Naturais

O Parque Cayambe Coca oferece experiências únicas para amantes da natureza e aventureiros. Confira algumas opções para aproveitar:

Montanhas e Vulcões

O vulcão Cayambe (5.790 m), conhecido por ser uma das montanhas com maior cobertura de neve no Equador, destaca-se junto ao vulcão El Reventador, ativo e em constante emissão de fumarolas.

Complexo de Pântanos Ñucanchi Turupamba

A 50 km de Quito, esse pântano localizado a altitudes entre 3.500 e 4.000 metros é um dos principais atrativos.

Termas e Lagoas

As Termas de Papallacta e Oyacachi oferecem águas vulcânicas ricas em minerais curativos. As lagoas de Sucus, Loreto e Baños completam a experiência de relaxamento e contemplação.

Parque de Escalada Cuyuja

Localizado próximo a Papallacta, é um dos melhores locais no Equador para escalada, com rotas de até 75 metros de altura.

Desafios

A superfície da reserva integra o Cinturão de Fogo do Pacífico, o que a torna uma região sujeita a eventos naturais extremos, como erupções vulcânicas, especialmente do El Reventador.

Como chegar?

Para chegar à Reserva Ecológica Cayambe-Coca, no Equador, pode ir de ônibus de Quito até Cayambe e depois caminhar até a reserva.

Plumagem atrativa e canto peculiar: conheça o chincoã-de-bico-vermelho

Foto: Regina B. Manzur/Mirante do Gavião

Medindo 40 centímetros de comprimento e com uma plumagem de três cores que chama a atenção de quem o observa, o chincoã-de-bico-vermelho é um animal encontrado na Amazônia Legal e em países pertencentes à Amazônia internacional (Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana e Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela).

Leia também: Entenda a diferença entre Amazônia Legal, Internacional e Região Norte

Seu nome científico Piaya melanogaster deriva de dois idiomas diferentes: do creole ‘piaye’, nome nativo para esta ave da família Cuculidae, e do grego ‘melanogaster’, que significa ‘barriga preta’. Ou seja, é o “pássaro cuco de barriga preta”.

Distribuição da ave na Amazônia Internacional. Foto: Reprodução/EBird

Parente dos cuco

Pertencente à mesma família dos cucos, o chincoã-de-bico-vermelho compartilha algumas características com eles, como hábitos furtivos e uma alimentação variada.

Plumagem elegante

Este pássaro possui uma altura considerável e tem a plumagem marrom-avermelhada, barriga preta, além de um bico vermelho vibrante – que dá nome à espécie.

Seu longo rabo com pontas esbranquiçadas ajuda na camuflagem e no equilíbrio durante o voo.

Foto: Flickr/Ivan Marques Campos

Alimentação 

A dieta do chincoã inclui insetos, pequenos artrópodes e frutas. É conhecido por capturar presas em pleno voo ou enquanto se movimenta agilmente entre os galhos da floresta.

Canto peculiar

Emite um canto melodioso e assobiado, que pode ser ouvido ao amanhecer e ao entardecer. Sua vocalização é uma forma importante de comunicação entre indivíduos da espécie.

Comportamento discreto

Apesar de sua aparência marcante, o chincoã-de-bico-vermelho é uma ave discreta, muitas vezes difícil de ser observada na floresta densa. Prefere ficar em galhos altos e se movimentar-se silenciosamente na vegetação.

Conheça Azevedo Costa, professor que se tornou o primeiro prefeito eleito de Macapá

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Azevedo Costa, o primeiro prefeito eleito de Macapá. Fotos: Sandro Sabino e Renato Costa/Arquivo Pessoal

Macapá completou 267 no dia 4 de fevereiro de 2025. Mas somente em 1985 a população pôde eleger o prefeito do município – antes, eles eram indicados pelo governador do ex-Território Federal do Amapá. E o primeiro a ser escolhido pelo povo foi o professor Azevedo Costa.

Atualmente com 86 anos, Azevedo Costa descreveu com exclusividade ao Grupo Rede Amazônica como foi governar a maior cidade do Amapá.

Ele detalhou que sempre estudou em Macapá e que a educação contou com a participação ativa dos pais:

“Estudei e me formei aqui mesmo. Sou técnico em contabilidade e sou professor de inglês. Dei aula por muito tempo, fui professor por muito tempo. Dei aula mais ou menos uns 10 a 12 anos”, disse o ex-prefeito.

Sobre o início da vida na política, ele informou que teve influência de um amigo chamado Binga Uchoa, que era presidente local do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) na época e um dos primeiros políticos de oposição do Amapá.

“Ele me convidou e disse: ‘Pedro, você vai ser um bom político. Vem pra cá, entra no MDB, que eu te formarei como um político de Macapá’. Fui vereador por dois mandatos e depois fui eleito o primeiro prefeito de Macapá”, disse Azevedo Costa.

Os maiores desafios na gestão

Azevedo Costa foi o primeiro prefeito de Macapá, após a transformação do Amapá em estado — Foto: IBGE/Cidades
Foto: Reprodução/IBGE Cidades

O ex-prefeito destacou que a falta de recursos na época foi um dos maiores desafios para poder governar o município.

“Meu maior desafio como prefeito foi realmente não ter nenhuma condição financeira para elevar o trabalho como prefeito. Eu não recebia do governo, nem federal, nem estadual. Eles não repassavam para a prefeitura naquela época. Então eu tive que fazer um bom trabalho e um bom desenvolvimento para conseguir algumas vezes um recursozinho”, disse.

Sobre como vê a cidade atualmente, Azevedo Costa disse que tem orgulho em como a cidade mudou.

“Macapá está muito bem pela administração do atual prefeito. A gente observa que ele realmente faz um trabalho condigno em favor da população”, acrescentou.

*Por Rafael Aleixo, da Rede Amazônica AP

Presidente da Fecomércio analisa benefícios da Reforma Tributária para Zona Franca de Manaus

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Foto: Divulgação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, no dia 16 de janeiro, a primeira lei que regulamenta a reforma tributária. O texto principal da regulamentação preserva as vantagens fiscais da Zona Franca de Manaus (ZFM). O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Amazonas (Fecomércio-AM), Aderson Frota, analisou o cenário e os possíveis impactos para a região.

A proposta garante a isenção da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) no comércio interno do polo industrial de Manaus e mantém o crédito presumido do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), sem a limitação prevista anteriormente.

Frota destacou que, inicialmente, a Indústria estava protegida com seus benefícios, mas o Comércio perderia os incentivos e reduções de impostos federais, o que afetaria a competitividade da região amazônica.

“Demos esse primeiro passo. Estamos acompanhando toda essa parte de negociações, agora o Senado vai retomar as discussões, o Congresso começará suas atividades, e nós estaremos presentes em todos os momentos, acompanhando tudo, para garantir que não haja nenhum problema que possa prejudicar o conceito e a situação fiscal da Zona Franca de Manaus”, afirmou Frota.

De acordo com o presidente da Fecomércio, quando há compras do mercado externo, a Zona Franca tem isenção de PIS, Cofins e Contribuição Social. Inicialmente, a Reforma Tributária não mantinha essa isenção, o que gerou uma discussão, sendo posteriormente incluída novamente no texto, preservando a competitividade da região.

“Isso afetaria nossa capacidade de competir. Poderia ser que em Porto Velho os números de competitividade fossem mais favoráveis do que os nossos aqui, na Zona Franca de Manaus, pois nossa estrutura logística é extremamente cara”, explicou.

Frota também ressaltou que os impactos seriam sentidos pela população caso essas isenções não fossem preservadas, exemplificando com os desafios que a região já enfrenta durante os períodos de estiagem, que dificultam o transporte de mercadorias pelos rios.

“As pessoas não têm ideia da nossa logística complicada, que é a mais cara do mundo. Além da parte burocrática, temos custos de frete elevadíssimos. Durante essas duas estiagens, vimos um aumento de mais de 300% nos custos de frete. Isso prejudica profundamente, porque todos esses custos acabam sendo repassados no preço final. E a população não vê o fornecedor, a indústria ou a agropecuária. Nós repassamos o preço. Temos uma grande dificuldade de compatibilizar isso”, concluiu Frota.

Benefícios fiscais da ZFM

A bancada amazonense votou de forma unânime a favor da proposta, após ajustes no Senado que garantiram a manutenção dos benefícios fiscais da Zona Franca de Manaus. O projeto inclui 25 artigos específicos sobre a ZFM e as áreas de livre comércio da Amazônia.

As alterações no texto foram feitas para preservar os incentivos fiscais para as indústrias da região, além de assegurar as vantagens para o comércio varejista, fundamentais para a manutenção dos empregos e o funcionamento das lojas no estado.

Uma mudança significativa no texto aprovado foi a inclusão de incentivos fiscais para o refino de petróleo na Zona Franca de Manaus, com a finalidade exclusiva de abastecer a cidade.

Proposta pelo senador Omar Aziz, essa medida foi mantida na Câmara, apesar das críticas de entidades do setor de petróleo sobre o favorecimento ao grupo privado que adquiriu a refinaria da Petrobras em Manaus. Além disso, o Amazonas terá a reinclusão das bebidas açucaradas no Imposto Seletivo (IS).

Com a aprovação do PLP 68/2024, as condições fiscais favoráveis à Zona Franca de Manaus são preservadas, garantindo a competitividade da região, essencial para sua economia.

O projeto define as regras para a cobrança dos três novos impostos sobre o consumo, estabelecidos pela reforma tributária de 2023:

  • Depois de um período de transição entre 2026 e 2033, cinco tributos — ICMS, ISS, IPI, PIS e Cofins — serão unificados.
  • A cobrança será dividida em dois níveis: federal (com a Contribuição sobre Bens e Serviços, ou CBS); e estadual/municipal (com o Imposto sobre Bens e Serviços, ou IBS).
  • Haverá também o Imposto Seletivo (IS) – uma sobretaxa aplicada para desestimular o consumo de bens e serviços prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.

Anteriormente, o projeto já havia passado pela Câmara, que havia incluído pontos no texto que ameaçavam o modelo Zona Franca. As principais ameaças eram:

  • A cobrança de CBS e IBS sobre os produtos vendidos no varejo local;
  • A limitação imposta pelos deputados de 1/3 ao crédito presumido, uma das principais vantagens fiscais que atraem indústrias para a Zona Franca.

No Senado, o senador Eduardo Braga (MDB-AM) foi escolhido para relatar o projeto de lei e conseguiu reverter os pontos contrários ao Polo Industrial de Manaus, retirando as medidas do texto final aprovado pelos senadores.

O texto também trouxe uma inovação para o modelo: a redução de 50% na tributação de importados para consumo interno na Zona Franca e nas áreas de livre comércio.

Próximos passos

Depois da sanção da primeira lei da reforma, o governo ainda precisa aprovar outras normas para regulamentar a mudança da tributação no país.

O governo ainda precisa aprovar o projeto de lei que cria o Comitê Gestor do IBS, da distribuição da receita do IBS entre os Estados e Municípios e de outras questões relativas apenas aos Estados e Municípios.

Falta ainda o envio de outros três projetos de lei ao Congresso:

  • Definição das alíquotas do Imposto Seletivo;
  • Regulamentação dos Fundos de Desenvolvimento do Amazonas e da Amazônia Ocidental;
  • Regulamentação da forma de aporte dos recursos ao Fundo de Desenvolvimento Regional e ao Fundo de -Compensação de Benefícios Fiscais.

Além dos projetos, o Ministério da Fazenda também trabalha com a elaboração das normas que vão disciplinar o IBS e a CBS.

*Com informações da Rede Amazônica AM