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Árvores de florestas tropicais da Amazônia já sentem impactos climáticos, aponta estudo

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Pesquisa revela que diversidade de espécies de árvores da região amazônica já sentem impactos das mudanças climáticas. Foto: Cecília Bastos/USP

Um amplo estudo internacional, realizando com a parceria do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), revela como as mudanças climáticas globais já estão impactando a diversidade de espécies arbóreas nas florestas tropicais da Amazônia e da região Andino-Amazônica. A pesquisa, publicada na revista científica Nature Ecology and Evolution, reúne dados inéditos obtidos de monitoramento contínuo de florestas na América do Sul durante um período de 40 anos.

A primeira autora do estudo, a pesquisadora Belen Fadrique, da Universidade de Liverpool, destaca que utilizou registros de centenas de botânicos e ecólogos internacionais em parcelas de longo prazo para visualizar as mudanças significativas na diversidade de espécies de árvores nas florestas tropicais e suas limitações diante das mudanças climáticas.

“As plantas podem alterar sua distribuição acompanhando condições ambientais mais favoráveis, podem se aclimatar às novas condições ou, caso nenhuma dessas estratégias seja possível, suas populações tendem a diminuir, aumentando o risco de extinção”, afirma Fradique.

Leia também: Estudo aponta que um sexto da diversidade de árvores da Amazônia depende de áreas de várzea

O estudo trata da primeira análise em escala continental a rastrear mudanças no número de espécies arbóreas causadas pelas mudanças climáticas. Foram examinadas  406 parcelas permanentes de monitoramento florestal distribuídas em dez países sul-americanos, abrangendo regiões que concentram mais de 20 mil espécies de árvores, uma das maiores diversidades arbóreas do planeta.

Os dados foram coletados ao longo de quatro décadas, por meio de medições periódicas iniciadas entre as décadas de 1970 e 1980, envolvendo dezenas de grupos de pesquisa nacionais e internacionais.

O estudo rastreou mudanças de espécies arbóreas ao longo do tempo e identificou  os principais fatores ambientais associados a essas transformações. Em nível continental, a equipe descobriu que a riqueza de espécies permaneceu em grande parte estável, mas isso mascara diferenças regionais significativas. Em algumas extensas regiões, a diversidade estava diminuindo (até 3.3% de perda de espécies em relação ao número anterior), enquanto em outras, aumentou (até 1.95%).

A análise revelou que florestas em áreas mais quentes, secas e com maior sazonalidade apresentaram declínios na riqueza de espécies. Enquanto algumas áreas com ecossistemas mais intactos e com florestas naturalmente mais dinâmicas, na verdade, ganharam espécies.

Nos Andes Centrais, no Escudo das Guianas e nas florestas da Amazônia Centro-Oriental, a maioria das parcelas de monitoramento florestal perdeu espécies ao longo do tempo, enquanto a maioria nos Andes Setentrionais e na Amazônia Ocidental apresentou um aumento no número de espécies arbóreas.

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Estudo
Pesquisa aponta espécies de árvores já sentem os impactos das mudanças climáticas. Foto: Havita Rigamonti/Imazon

Apesar do aumento da temperatura ter um efeito geral e abrangente sobre a riqueza de espécies, a pesquisa destaca que a precipitação e seus padrões sazonais desempenham um papel importante na formação das tendências regionais. Os autores apontam os Andes Setentrionais como um refúgio climático, ou seja, uma região que tem mantido as condições climáticas adequadas para a sobrevivência das espécies e assim  poderia abrigar espécies cujo ambiente original se tornou quente demais pelas mudanças climáticas. 

Para a pesquisadora do Inpa, a ecóloga Flávia Costa, coautora do trabalho,  os resultados reforçam a importância de estratégias de conservação adaptadas às realidades regionais.

“Este estudo evidencia que os impactos das mudanças climáticas sobre a diversidade de árvores não são homogêneos nas florestas tropicais, o que reforça a necessidade de monitoramento contínuo e de ações de conservação específicas para cada região”, explica Flávia.

Árvore na Floresta Amazônica. Foto: Acervo Peld Manaus

O estudo destaca ainda que as espécies vegetais têm opções limitadas para sobreviver às mudanças climáticas. Segundo os cientistas,  elas podem alterar sua distribuição conforme as condições ambientais mudam ou podem se aclimatar às novas condições. Se as espécies não conseguirem se deslocar ou se aclimatar, suas populações diminuirão, podendo levar à extinção.

Os pesquisadores pretendem dar continuidade às análises, aprofundando o entendimento sobre quais espécies estão sendo perdidas ou recrutadas ao longo do tempo, considerando aspectos taxonômicos e funcionais. A expectativa é avaliar se essas mudanças indicam um processo de homogeneização da flora em larga escala na região Andino-Amazônica.

Saiba mais: Portal Amazônia responde: Árvores têm memória?

Sobre o estudo

O trabalho é fruto de uma ampla colaboração internacional envolvendo mais de 160 pesquisadores de 20 países, com muitas contribuições de universidades e parceiros sul-americanos. O projeto contou com o apoio de grandes coletivos de pesquisa, incluindo RAINFOR, Red de Bosques Andinos, o Projeto Madidi e a rede PPBio. Além de Flávia Costa, outros pesquisadores do Inpa assinam o estudo, dentre os quais Carolina Castilho, Juliana Schietti e José Luis Camargo – novos servidores contratados no último concurso – e Philip Fearnside.

O artigo, intitulado “Tree Diversity is Changing Across Tropical Andean and Amazonian Forests in Response to Global Change, está disponível AQUI.

*Com informações do Inpa

Quarto dia do projeto Bella Causa em Roraima incentiva mulheres para a busca da autonomia

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Foto: Willame Sousa

“Poder de decisão”. A autonomia é importante para as pessoas conquistarem a liberdade, seja emocional ou financeira. No quarto dia do projeto Bella Causa em Boa Vista, capital de Roraima, um grupo de mulheres recebeu orientações para conquistar essa liberdade.

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Realizado na Casa da Mulher Brasileira de Roraima, o projeto da Fundação Rede Amazônica (FRAM) reúne cerca de 50 mulheres vítimas de violência para instruir e incentivá-las a buscar autonomia e uma nova perspectiva de vida.

Segundo a especialista em gestão de pessoas, life coach e master em PNL, Fabiana Souza, a criatividade “é a chave”.

“Chegamos ao quarto dia do projeto, em que trabalhamos hoje sobre o poder de decisão através do dinheiro. Esse veículo, chamado dinheiro, pode realizar sonhos e elas conseguiram enxergar um mundo de possibilidades através da criatividade para realização do seu negócio”, afirmou a facilitadora que tem guiado as participantes.

Leia também: Projeto Bella Causa leva orientações para mulheres vítimas de violência em Roraima

Confira alguns momentos do quarto dia do Bella Causa:

Quarto dia do projeto Bella Causa em Roraima incentiva mulheres para a busca da autonomia
Foto: Willame Sousa
Foto: Willame Sousa
Quarto dia do projeto Bella Causa em Roraima incentiva mulheres para a busca da autonomia
Foto: Willame Sousa
Quarto dia do projeto Bella Causa em Roraima incentiva mulheres para a busca da autonomia
Foto: Willame Sousa
Quarto dia do projeto Bella Causa em Roraima incentiva mulheres para a busca da autonomia
Foto: Willame Sousa
Quarto dia do projeto Bella Causa em Roraima incentiva mulheres para a busca da autonomia
Foto: Willame Sousa
Quarto dia do projeto Bella Causa em Roraima incentiva mulheres para a busca da autonomia
Foto: Willame Sousa
Quarto dia do projeto Bella Causa em Roraima incentiva mulheres para a busca da autonomia
Foto: Willame Sousa
Quarto dia do projeto Bella Causa em Roraima incentiva mulheres para a busca da autonomia
Foto: Willame Sousa
Quarto dia do projeto Bella Causa em Roraima incentiva mulheres para a busca da autonomia
Foto: Willame Sousa

Leia também:

Bella Causa

O Projeto Bella Causa surgiu da necessidade de oferecer suporte a mulheres que enfrentam violência doméstica, proporcionando oportunidades para que resgatem sua dignidade e busquem crescimento pessoal e profissional.

É uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio da LB Construções e Engenharia, PauBrasil RR – materiais para construção e Governo de Roraima.

Programa Norte Conectado: amplia acesso à internet na Amazônia com mais 3 mil quilômetros de cabo fibra óptica

Norte Conectado é um dos principais programas estruturantes do Governo do Brasil para expandir a infraestrutura de comunicações na Amazônia Legal com a expansão do acesso à internet. Foto: Pablo Leroy/Ministério das Comunicações

O Brasil recebeu 3.170 quilômetros de cabos de fibra óptica provenientes da China, que serão utilizados na implantação de três novas infovias capazes de conectar municípios remotos da Região Norte. A operação, coordenada pelo Governo do Brasil, por meio do Ministério das Comunicações, é realizada em parceria com a Entidade Administradora de Faixa (EAF) e marca a maior logística de transferência de fibra óptica já realizada no âmbito do programa Norte Conectado, ampliando o acesso à internet de qualidade e impulsionando a inclusão digital na Amazônia.

Leia também: Banzeiro da Esperança na COP30: Entenda como funciona o Norte Conectado, programa que expande a inclusão digital na Região Amazônica

O Norte Conectado é um dos principais programas estruturantes do Governo do Brasil para expandir a infraestrutura de comunicações na Amazônia Legal. A iniciativa tem potencial para beneficiar cerca de 7,5 milhões de pessoas, em 70 municípios dos estados do Amazonas, Amapá, Acre, Rondônia, Roraima e Pará.

Com investimento estimado em R$ 1,3 bilhão, o projeto utiliza o modelo subfluvial para instalação dos cabos de fibra óptica, evitando o desmatamento e contribuindo para a preservação de mais de 50 milhões de árvores.

A proposta alia inclusão digital, desenvolvimento regional e sustentabilidade ambiental, conectando a Amazônia ao futuro sem abrir mão da proteção do bioma.

Leia também: Norte Conectado: O MCom põe a Amazônia no mapa da conectividade mundial

Programa Norte Conectado: amplia acesso à internet na Amazônia com mais 3 mil quilômetros de cabo fibra óptica
Iniciativa beneficiar cerca de 7,5 milhões de pessoas de 70 municípios dos estados do Amazonas, Amapá, Acre, Rondônia, Roraima e Pará. Foto: Divulgação EAF

A transferência dos cabos chineses para as embarcações nacionais levará 30 dias. A previsão para o início do lançamento da estrutura nos leitos dos rios amazônicos é em maio.

A implantação das infovias faz parte do programa Norte Conectado e levará mais conectividade às áreas rurais, ribeirinhas e remotas, garantindo a inclusão digital da população.

“Esse projeto vai muito além da infraestrutura. Ele promove desenvolvimento social e econômico, conecta escolas, unidades de saúde, órgãos públicos e, principalmente, leva oportunidades à população amazônica. É conectividade como instrumento de cidadania e inclusão”, afirmou o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.

Remessa de cabos para expansão da internet

A nova remessa de cabos, destinada à implantação das infovias 05, 06 e 08, soma cerca de cinco mil toneladas e representa a maior operação logística já realizada no âmbito do Norte Conectado. O volume supera com folga as etapas anteriores do programa, que utilizaram 2.400 quilômetros de fibra óptica, aproximadamente 3.600 toneladas, nas infovias 02, 03 e 04, já concluídas.

Cada cabo reúne 24 pares de fibra óptica e capacidade de transmissão de até 96 terabytes por segundo, garantindo internet de alta velocidade mesmo em regiões remotas. Produzidos com materiais inertes e atóxicos, os cabos são instalados de forma estável no leito dos rios, sem reagir com a água ou impactar os ecossistemas, assegurando conectividade robusta com preservação ambiental.

Saiba mais: 370 mil pessoas em comunidades ribeirinhas e indígenas da Região Amazônica irão receber internet

Cabo fibra óptica
Ilustração de um cabo de fibra óptica. Foto: Divulgação/Intelbras

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Programa Norte Conectado 

O Norte Conectado se destaca pelo compromisso ambiental. Ao utilizar o leito dos rios, elimina a necessidade de grandes obras terrestres, evitando o desmatamento de áreas sensíveis da floresta amazônica.

“Quando falamos em conectividade significativa, falamos de algo que vai além de sinal. Esse projeto propõe infraestrutura pensada para durar, respeitar a floresta e chegar onde o Brasil sempre teve mais dificuldade de chegar. Ao lançar fibra óptica pelos rios da Amazônia, estamos transformando geografia em oportunidade e tecnologia em cidadania. É assim que a EAF, por meio do Norte Conectado, traduz política pública em impacto real na vida das pessoas”, afirma Gina Marques, CEO da Entidade Administradora da Faixa (EAF).

A Entidade Administradora da Faixa (EAF) é uma instituição sem fins lucrativos criada por determinação da Anatel e vinculada ao Ministério das Comunicações. Entre suas atribuições estão a limpeza da faixa de 3,5 GHz, essencial para a operação do 5G no país, os programas Siga Antenado e Brasil Antenado, a execução das infovias na região amazônica, para expandir a infraestrutura das telecomunicações no norte do Brasil, e a implantação das redes privativas de comunicação para o Governo Federal.

CUFA Amazonas arrecada mais de 10 toneladas de alimentos em ação solidária durante o Carnaval

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Parceria com o Bloco do Sarará transforma festa em uma grande corrente de solidariedade em Manaus. Foto: Divulgação

A Central Única das Favelas do Amazonas (CUFA AM) arrecadou mais de 10 toneladas de alimentos não perecíveis durante uma ação solidária realizada em parceria com o Bloco do Sarará. Para ter acesso ao evento, os brincantes contribuíram com um quilo de alimento, unindo cultura, diversão e compromisso social.

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A ação contou com o apoio de mais de 30 voluntários, que atuaram nos pontos de arrecadação ao longo do evento, garantindo a organização e o recebimento dos donativos.

“Cada alimento arrecadado carrega um gesto de cuidado e amor. Essas doações vão chegar a famílias que enfrentam diariamente a insegurança alimentar, e isso nos emociona profundamente. Ver voluntários, artistas e foliões trabalhando juntos, com o mesmo propósito, reforça que a solidariedade transforma realidades. É o povo ajudando o povo, com empatia e compromisso social”, destaca Fabiana Carioca, vice-presidente da CUFA Amazonas.

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Foto: Divulgação

A instituição enaltece a parceria com o Bloco do Sarará, que pelo segundo ano consecutivo demonstra que a cultura popular pode caminhar lado a lado com o compromisso social. A iniciativa reforça a importância de alianças que geram impacto real nas comunidades. O agradecimento especial é direcionado à Laura Abreu e equipe.

“Essa parceria com o Bloco do Sarará mostra que é possível unir cultura, alegria e responsabilidade social. O Carnaval também pode ser um espaço de transformação. Arrecadar mais de 10 toneladas de alimentos só foi possível graças à confiança, ao compromisso e à sensibilidade de cada brincante que acreditou nessa ação. Que essa seja apenas mais uma de muitas parcerias que ainda estão por vir”, afirmou Alexey Ribeiro, presidente da CUFA Amazonas.

Leia também: Amazônia Negra: CUFA Amazonas celebra a força ancestral que resiste e transforma o território

CUFA conta com apoio de voluntários

A voluntária Natália Póvoas também ressaltou a importância de participar da ação. “É muito gratificante se voluntariar em uma iniciativa tão bonita e com um impacto tão importante para a sociedade. A gente sente que está fazendo parte de algo maior”, disse.

O cinegrafista Ronald Silva, que também realizou a doação de alimentos, comentou sobre a união entre Carnaval e solidariedade. “É muito significativo ver como a festa pode se transformar em ajuda concreta para quem precisa. Unir Carnaval e solidariedade mostra a força da coletividade”, afirmou.

Com a iniciativa, a CUFA Amazonas reafirma seu compromisso social, fortalecendo sua missão de servir, apoiar e levar dignidade às comunidades, por meio de ações que mobilizam a sociedade e promovem transformação social.

Amapá não registra desmatamento acima de 50 hectares por imóvel rural em três anos

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Resultado evidencia que é totalmente possível aliar desenvolvimento com práticas ambientais sustentáveis. Foto: Aog Rocha/Governo do Estado do Amapá

O Amapá é o único estado da Amazônia Legal que não registrou desmatamento acima de 50 hectares por imóvel rural nos últimos três anos. É o que indicam os dados do Ministério do Meio Ambiente (MMA) divulgados no dia 22 de janeiro. O dado positivo reafirma as políticas públicas de proteção ambiental que vêm sendo desenvolvidas pelo Governo do Estado.

O levantamento considerou as bases oficiais dos dados de imóveis rurais cadastrados no Sistema Nacional do Cadastro Ambiental Rural (Sicar), as bases cartográficas das categorias fundiárias e a de dados espaciais do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), além da base de embargos do Ibama, atualizada em novembro de 2025.

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Amapá não registra desmatamento acima de 50 hectares por imóvel rural em três anos
Dado positivo reafirma as políticas públicas de proteção ambiental que vêm sendo desenvolvidas pelo Governo do Estado. Foto: Marcia do Carmo/Governo do Amapá

Amapá busca consolidação

A secretária de Estado do Meio Ambiente, Taisa Mendonça, ressaltou que o resultado evidencia que é totalmente possível aliar desenvolvimento com práticas ambientais sustentáveis.

“Essa é uma informação extremamente relevante e que mostra o compromisso do Governo do Estado, do governador Clécio Luís, fazendo monitoramento e todo um trabalho integrado entre os órgãos do Estado para que nós alcançássemos esses índices que mostram uma política ambiental pública feita com muita responsabilidade”, frisou a gestora.

O Governo do Estado tem consolidado uma política de meio ambiente responsável, segura e de amplo diálogo com os setores produtivos, o que tem colocado o Amapá em expansão, com indicadores ambientais cada vez mais favoráveis.

*Com informações do Governo do Amapá

Merenda escolar de Boa Vista é referência nacional em qualidade e nutrição

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Reconhecimento que reforça o compromisso da Prefeitura de Boa Vista com a alimentação escolar de qualidade, seguindo as diretrizes do PNAE. Foto: PMBV

A merenda escolar da Rede Municipal de Ensino ganhou destaque nacional após pesquisa do Instituto Veritá, divulgada no dia 8 de janeiro de 2026, que avaliou a qualidade dos serviços públicos nas capitais brasileiras. O reconhecimento reforça o compromisso da Prefeitura de Boa Vista com uma alimentação escolar saudável, equilibrada e alinhada às diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), beneficiando milhares de estudantes da capital.

Presente nas 142 escolas municipais, a alimentação escolar é planejada para contribuir diretamente com o desenvolvimento físico, cognitivo e educacional dos alunos, sendo parte essencial da política pública de educação do município.

“Esse reconhecimento demonstra o compromisso que temos com a alimentação dos nossos alunos, ao garantir uma merenda de qualidade e com adequado valor nutricional. A condução desse processo ocorre por meio do acompanhamento da equipe de nutrição que, com muita responsabilidade comprometimento, elabora e apresenta um cardápio fundamental para o desenvolvimento dos estudantes”, destacou a secretária adjunta de Educação e Cultura, Meiry Jane Gomes.

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Com opções variadas e ‘pratos coloridos’, as merendas são símbolo de qualidade e nutrição. Foto: Fernando Teixeira/PMBV

Alimentação planejada por nutricionistas e alinhada ao PNAE

Os cardápios da merenda escolar são elaborados por nutricionistas da Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SMEC), seguindo rigorosamente as normativas do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). O objetivo é garantir refeições que atendam às necessidades nutricionais dos estudantes e respeitem os hábitos alimentares e a cultura local.

A Rede Municipal de Ensino conta atualmente com 420 merendeiras, profissionais responsáveis pelo preparo diário das refeições nas unidades escolares, seguindo padrões rigorosos de higiene, segurança alimentar e orientações nutricionais. De acordo com a gerente de Nutrição da SMEC, Isabel Martins, uma alimentação adequada é fundamental para o desempenho escolar.

“O cérebro necessita de nutrientes para funcionar adequadamente. A oferta equilibrada de energia, carboidratos, proteínas, vitaminas e minerais garante atenção, memória, concentração e raciocínio lógico, habilidades essenciais para o processo de ensino e aprendizagem. A deficiência desses nutrientes pode causar cansaço, sonolência, queda no rendimento escolar e até evasão”, destacou.

Leia também: Agentes de limpeza urbana garantem mais qualidade de vida em Boa Vista

A Rede Municipal de Ensino conta atualmente com 420 merendeiras, profissionais responsáveis pelo preparo diário das refeições. Foto: Jonathas Oliveira/PMBV

Mais de 1,5 mil toneladas de alimentos distribuídos em 2025

Em 2025, a Prefeitura de Boa Vista distribuiu 1.548.906 quilos de alimentos às escolas da rede municipal. Desse total, mais de 52% foram hortifrúti frescos, adquiridos por meio de sete cooperativas locais, fortalecendo a economia da zona rural e garantindo alimentos de maior valor nutricional para os estudantes.

Novidades no Cardápio de 2026

Para 2026, o cardápio da rede municipal ampliou a oferta de refeições saudáveis e variadas, com preparações regionais adaptadas e uso de alimentos in natura.

Entre as novidades estão Maria Isabel, feita com charque, abóbora e couve-manteiga; feijão tropeiro reforçado, com ovo, feijão carioca, couve-manteiga e cenoura; e feijoadinha com carne bovina, acompanhada de arroz com milho e couve-manteiga. O cardápio inclui ainda pratos tradicionais como peixe ao molho, frango com legumes, jardineira, delícia de macarrão, bobó de frango e sopa cremosa de macaxeira.

Também fazem parte da alimentação escolar opções de lanches nutritivos, como sanduíche de frango desfiado com tomate e alface acompanhado de iogurte, cuscuz colorido com ovo, cenoura, tomate e cheiro-verde, além de chocolate quente e vitamina de frutas.

Na dispensa das escolas, o que não falta é variedade. Foto: Giovani Oliveira/PMBV

Respeito à cultura alimentar nas escolas indígenas

A merenda escolar destinada às comunidades indígenas é elaborada conforme as diretrizes do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), respeitando critérios nutricionais, segurança alimentar e, principalmente, a cultura alimentar local.

Um diferencial é a oferta do desjejum, refeição exclusiva nos cardápios indígenas e rurais, além de creches e unidades do Proinfância. Nesse contexto, são servidas preparações como biscoito salgado e doce, tapioca com queijo, manteiga ou ovos, pão com ovo, pão de queijo de forma, bolo de milho, macaxeira cozida, banana pacovã cozida, vitaminas tropicais de banana, mamão e acerola, além de mingaus de abóbora com farinha de tapioca e de banana pacovã com tapioca.

Nas refeições principais das escolas indígenas e rurais, o cardápio também valoriza preparações tradicionais e alimentos regionais, como paçoca acompanhada de arroz e banana, galinhada com cenoura, tomate e milho, vinagrete com tomate, cebola e cheiro-verde, peixe assado, sopa de feijão, além de pratos com carne com osso, macarrão e legumes. O planejamento busca garantir uma alimentação saudável, equilibrada e culturalmente adequada, fortalecendo a identidade alimentar das comunidades atendidas.

Unidades de Conservação da Amazônia tiveram menor desmatamento dos últimos 11 anos em 2025

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Floresta Estadual de Faro. Foto: Marcio Nagano/Imazon

As unidades de conservação foram destaque na proteção territorial da Amazônia em 2025, com o menor desmatamento dos últimos 11 anos, desde 2014. De janeiro a dezembro, esses territórios protegidos tiveram 166 km² de floresta derrubada, 38% a menos do que em 2024.

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Os dados são do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do instituto de pesquisa Imazon, que monitora a floresta por imagens de satélite desde 2008 e, desde 2012, realiza a análise por categoria. Em comparação com 2022, quando a devastação chegou a 1.214 km² no período (a maior área derrubada desde 2012), o desmatamento nas unidades de conservação da Amazônia foi 86% menor em 2025.

Unidades de Conservação da Amazônia tiveram menor desmatamento dos últimos 11 anos em 2025
Foto: Reprodução/Imazon

Em relação ao total desmatado de janeiro a dezembro de 2025, que somou 2.741 km², as unidades de conservação foram responsáveis por apenas 6%, sendo 4% nos territórios estaduais (109 km²) e 2% nos federais (57 km²). 

Leia também: Saiba quantas Unidades de Conservação possuem cada Estado da Amazônia

Terras indígenas tiveram menor derrubada dos últimos oito anos

Outra categoria de destaque na proteção territorial foi a de Terras Indígenas, que tiveram o menor desmatamento dos últimos oito anos, desde 2017. De janeiro a dezembro de 2025, foram derrubados 44 km² de floresta dentro dos territórios dos povos originários, 20% a menos do que em 2024.

Comparado com 2019, quando foram desmatados 369 km² em terras indígenas de janeiro a dezembro – a maior área derrubada desde 2012 – o acumulado de 2025 foi 88% menor. Isso fez com que apenas 2% de todo o desmatamento na Amazônia ocorresse dentro desses territórios.

“Isso reforça a importância de destinar áreas ainda sem uso definido na Amazônia para a criação de novas unidades de conservação e terras indígenas. Historicamente, esses territórios têm funcionado como barreiras efetivas para o avanço da destruição da floresta”, ressalta o pesquisador do Imazon, Carlos Souza Jr.

Amazônia tem terceiro ano consecutivo de queda nos alertas de desmatamento

Apesar do mês de dezembro ter registrado alta de 7% na derrubada em toda a Amazônia, pois passou de 85 km² em 2024 para 91 km² em 2025, o acumulado desde janeiro fechou com redução de 27%. Isso porque a devastação passou de 3.739 km² de janeiro a dezembro de 2024 para 2.741 km² no mesmo período de 2025. Este foi o terceiro ano consecutivo com queda do desmatamento na região. 

“O Brasil mostra que está no caminho certo para o cumprimento da meta de desmatamento zero em 2030, que é essencial para a redução das emissões de gases de efeito estufa no país. Isso garantirá maior equilíbrio climático, a manutenção das chuvas, que também é benéfica para o agronegócio brasileiro, a conservação da biodiversidade e proteção dos povos e comunidades tradicionais”, afirma Larissa Amorim, pesquisadora do Imazon.

Desmatamento das Unidades de Conservação de 2008 a 2025. Foto: Reprodução/Imazon

Leia também: Saiba o que são as Unidades de Conservação (UCs) e a importância delas para a Amazônia

Dezembro também marca o quinto mês do chamado “calendário de desmatamento” de 2026, que, por conta das chuvas na Amazônia, compreende o período de agosto de 2025 a julho de 2026. Considerando os cinco primeiros meses desse calendário e comparando-os com os de 2025, a redução da derrubada é ainda maior, de 41%.

“Isso significa que o calendário segue com tendência de redução, por isso é necessário acompanhar os próximos meses e garantir a continuação de ações de combate à derrubada da floresta”, comenta a pesquisadora do Imazon, Raíssa Ferreira.

Foto: Reprodução/Imazon

Degradação caiu 88% de janeiro a dezembro

Apenas em dezembro, a degradação florestal causada pela exploração madeireira e pelo fogo caiu 91% na Amazônia, passando de 628 km² em 2024 para 59 km² em 2025. Isso ocorreu porque 2024 foi um ano recorde de queimadas, o que fez com que esse tipo de dano na floresta atingisse a maior área desde 2009. 

Com isso, a degradação acumulada de janeiro a dezembro de 2025 fechou com queda de 88% em relação ao mesmo período de 2024, passando de 36.379 km² para 4.419 km². Essa foi a menor área degradada desde 2022.

Foto: Reprodução/Imazon

Já no calendário do desmatamento de 2026, houve uma redução de 93% na degradação nos primeiros cinco meses.

Foto: Reprodução/Imazon

Os dados de dezembro podem ser conferidos AQUI.

*O conteúdo foi originalmente publicado pelo Imazon

Nova lei de licenciamento ambiental ameaça Unidades de Conservação no Amazonas, apontam especialistas

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Rio Amazonas. Foto: Felipe Werneck/Ibama

A nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental, prevista para entrar em vigor no país a partir de fevereiro, dispensa a necessidade de licença para atividades como pecuária extensiva e cultivo de lavouras, mesmo em propriedades que ainda não tiveram o Cadastro Ambiental Rural (CAR) homologados no Amazonas. Ao Grupo Rede Amazônica especialistas alertaram que a medida fragiliza a fiscalização e ameaça a biodiversidade.

Com a nova regra, áreas ainda em processo de regularização podem ser exploradas sem análise prévia dos órgãos ambientais. Na prática, isso significa que produtores podem expandir áreas de gado, soja e milho sem passar por etapas de análise que antes eram obrigatórias, o que, segundo especialistas, cria um cenário de insegurança jurídica e favorece práticas ilegais.

A dispensa de licenciamento reduz a capacidade de monitoramento do Estado e amplia o risco de desmatamento em regiões sensíveis, colocando em xeque a proteção de espécies ameaçadas e a integridade dos corredores ecológicos que garantem a conectividade da floresta.

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Parque Nacional de Anavilhanas. Foto: TVBrasil /Sigmar Gonçalves/ Divulgação

O que mudou?

  • Antes da lei, empreendimentos agropecuários com mais de mil hectares ou localizados em áreas sensíveis, como Unidades de Conservação (UCs), precisavam apresentar Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto Ambiental (Rima).
  • Agora, o artigo 9º da nova legislação estabelece a dispensa de licenciamento para pecuária intensiva de pequeno porte, pecuária extensiva e semi-intensiva, cultivo agrícola e pesquisas agropecuárias.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentou vetar justamente o trecho que liberava licenciamento para imóveis não homologados, mas o Congresso derrubou o veto junto com outros 51 pontos.

No Amazonas, os efeitos podem ser significativos. O estado concentra 100 Unidades de Conservação, maior número da Amazônia Legal, e possui mais de 11 mil registros de CARs em áreas protegidas, muitos ainda sem homologação. Entre as regiões mais vulneráveis estão:

  • Área de Proteção Ambiental Tapuruquara, com quase 18 mil km² – localizada em Santa Isabel do Rio Negro
  • Floresta Estadual Sucunduri, com 17 mil km² – localizada em Apuí

Por meio de nota, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio) alertou que a nova lei representa um grave retrocesso na legislação atual, flexibilizando todas as etapas do licenciamento ambiental, com redução de instrumentos e normas, dispensa de estudos e monitoramento de impactos e diminuição do poder da fiscalização por parte dos órgãos públicos.

“A ausência de autorização por parte do ICMBio pode trazer ainda prejuízos à segurança jurídica dos projetos, uma vez que podem ser licenciados empreendimentos que comprometam os atributos protegidos ou sejam incompatíveis com as unidades de conservação – exigindo, nestes casos, a futura adoção de medidas cabíveis”, diz um trecho da nota.

Leia também: Portal Amazônia responde: o que é Licenciamento Ambiental?

O que dizem os especialistas

A recente mudança na legislação de licenciamento ambiental preocupa especialistas da região. Para o advogado e doutorando em ciências ambientais pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Raimundo Albuquerque, a dispensa de licença para o setor agropecuário abre brechas que podem acelerar o avanço do desmatamento sobre áreas sensíveis da floresta.

“Com a dispensa para o setor agropecuário, esse controle deixa de existir. Ocupantes irregulares conseguem inscrever áreas invadidas no Cadastro Ambiental Rural e alegam estar em regularização, o que impede os fiscais de embargar desmatamentos imediatos”, explica.

Segundo ele, antes da alteração, o processo de licenciamento exigia um cruzamento espacial que identificava sobreposições com Unidades de Conservação (UCs). Esse filtro funcionava como barreira preventiva.

O especialista alerta que a medida pode intensificar a pressão sobre regiões já vulneráveis no sul do Amazonas.

“A dispensa de licenciamento funciona como combustível jurídico do desmatamento em municípios como Apuí, Humaitá e Lábrea. Sem barreira preventiva, a proteção formal perde força e as áreas conservadas passam a ser lentamente corroídas por práticas ilegais”, afirma.

nova lei de licenciamento ambiental afeta o estado do Amazonas
Foto: Marcio Nagano / Imazon

Ele destaca ainda o chamado “efeito de borda”, fenômeno que ocorre quando o entorno das UCs é degradado, tornando o ambiente mais seco e quente, o que acelera a perda de biodiversidade.

De acordo com o doutor em Ciência do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia, Antônio Norte, a flexibilização do licenciamento ambiental para atividades agropecuárias pode comprometer instrumentos essenciais de fiscalização e aumentar os riscos para espécies ameaçadas na Amazônia.

“O desmonte resulta na perda de instrumentos técnicos como inventários florestais e estudos hidrológicos, que antes eram exigidos antes de qualquer intervenção”, explica.

Com a dispensa, surge uma “presunção de legalidade” que dificulta a atuação dos fiscais. “Agora o fiscal precisa produzir provas complexas em campo para derrubar o autolicenciamento declaratório do infrator, uma tarefa que demanda tempo, recursos e expertise técnica nem sempre disponíveis”, afirma.

O especialista afirma que os impactos imediatos da flexibilização também preocupam os corredores ecológicos estratégicos, como o Mosaico do Apuí, que podem deixar de cumprir sua função de conectividade, tornando-se barreiras.

“Primatas como o zogue-zogue e o macaco-aranha-de-cara-preta enfrentam risco iminente de extinção local por dependerem de dossel florestal contínuo, hoje cada vez mais fragmentado pela expansão de pastagens”, alerta

Para mitigar os riscos trazidos, principalmente Artigo 9º, Norte defende medidas mais rigorosas de controle. “É preciso exigir que o CAR esteja de fato homologado antes de dispensar o licenciamento. A mera inscrição não pode servir de salvo-conduto para atividades ilegais”, ressalta.

*Por Lucas Macedo, da Rede Amazônica AM

Quais os direitos das mulheres vítimas de violência doméstica?

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Dados do Atlas da Violência de 2025, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), apontam que estados da região amazônica concentram algumas das maiores taxas de homicídios femininos – feminicídios – do país.

Esse cenário evidencia a necessidade de ações integradas de prevenção, proteção e fortalecimento dos seus direitos.

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Por isso, iniciativas voltadas ao acolhimento, à orientação e à autonomia feminina, tornam-se fundamentais para o enfrentamento da violência de gênero e para a promoção da dignidade e da cidadania. Tal como o promovido pela ONU Mulheres.

E também o Projeto Bella Causa, realizado pela Fundação Rede Amazônia (FRAM), que é uma dessas iniciativas que une conscientização, desenvolvimento social e sustentabilidade, com foco no apoio a mulheres em situação de vulnerabilidade e violência.

O projeto atua como um instrumento de fortalecimento dos direitos das mulheres, promovendo informação, orientação e oportunidades para o desenvolvimento pessoal e profissional, em diálogo com a rede de proteção existente. São desenvolvidas ações diversas para acolher e incluir as participantes a cada nova edição, como encontros presenciais, palestras, especiais para a televisão, aulas, entre outras.

Com esse escopo, o projeto da FRAM dialoga com essa rede, reforçando a informação, o acolhimento e o fortalecimento das mulheres atendidas nos mais diversos âmbitos. Em 2026, o projeto executa as ações em Boa Vista (RR), com um gripo de apoiadores que explicam a importância das mulheres conhecerem seus direitos.

Neste contexto, saiba quais são os direitos das mulheres vítimas de violência doméstica:

Quais os direitos das mulheres vítimas de violência doméstica?

Bella Causa

O Projeto Bella Causa surgiu da necessidade de oferecer suporte a mulheres que enfrentam violência doméstica, proporcionando oportunidades para que resgatem sua dignidade e busquem crescimento pessoal e profissional.

É uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio da LB Construções e Engenharia, PauBrasil RR – materiais para construção e Governo de Roraima.

Fernando Ferreira Lima: Sereníssimo Grão-mestre entre 2016-2019

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Foto: Abrahim Baze/Acervo pessoal

Por Abrahim Baze – literatura@amazonsat.com.br

Fernando Ferreira Lima nasceu no dia 20 de dezembro de 1942. Foi iniciado na Grande Benemérita Loja Simbólica Rio Negro n. 4, no dia 16 de novembro de 1974. elevado ao Grau de Companheiro, no dia 14 de março de 1975 e, Mestre Maçom, no dia 9 de agosto de 1975. Foi Grão-mestre Adjunto de 21 de novembro de 2015 a 21 de novembro de 2016. Faleceu no dia 7 de janeiro de 2021.

Meu querido irmão Fernando Lima, tua existência é uma prova do poder de transformação do fazer maçônico, do triunfo e da vontade de vencer.

Esta é uma noite especial. De consagração e reconhecimento de uma história de vida dedicada ao conhecimento e ao fazer maçônico. A sabedoria popular considera que todo aquele que trabalha que semeia e persevera colhe os frutos de seu esforço. Essa verdade, tem se confirmado e repetido em diversos casos. Esse é também o exemplo do nosso homenageado da noite, querido irmão Fernando Lima.

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Reafirmo, hoje é uma noite especial, pois por ironia do destino, este irmão de que prazerosamente vos falo completa quarenta anos de iniciado nos augustos mistérios maçônicos. Particularmente porque é dedicada a celebração do conhecimento e do trabalho maçônico, razão de ser desta casa e da nossa presença aqui.

As sociedades que escreveram seus nomes na história, foram aquelas que consagraram significado especial ao saber, a arte do servir e o aprimoramento espiritual, o que a Grande Benemérita Loja Simbólica Rio Negro n.°4 o faz muito bem. Querido irmão Fernando Lima, é com jubilo e orgulho que afirmo você está sendo distinguido não por um ato de condescendência ou de generosidade da parte dos membros da nossa sublime instituição. É um gesto de reconhecimento pela sua história de vida maçônica e compromisso com a sociedade que escolhestes para caminhar.

Fernando Ferreira Lima loja rio negro
Fernando Ferreira Lima. Foto: Reprodução/Loja Rio Negro

A vida é uma aventura em que os justos e os bons, apesar das provas e desafios, afirmam com a força de seu caráter e com suas acoes, as marcas de sua singularidade e de grandeza de suas atitudes.

Eis aí o diferencial que distingue as almas nobres, daqueles que vivem nas sombras ou se contentam com a pequenez de seus sentimentos. A trajetória de Fernando Lima é reveladora de seus múltiplos compromissos com a vida, com a nossa instituição e com a possibilidade de construção de uma sociedade fundada no respeito aos valores humanos, ao estado de direito e com profunda consciência do valor da cidadania, escudada na justiça social, como empresário pagando impostos e gerando empregos.

Tive a felicidade, ainda muito jovem, de indicar teu nome para fazer parte do saber maçônico, porque percebi que você florescera em sua alma o sentido de justiça e do bem comum. Estes fundamentos já estavam latentes e arraigados em sua consciência.

[…] Os homens não valem pelo privilegio da fortuna de que desfrutam ou do poder que, eventualmente conseguem empalmar, mas em prol da coletividade.

Meu querido irmão Fernando Lima, você é um vitorioso, pois sua vida foi alicerçada na crença do servir a maçonaria do Amazonas, legando a nós outros um belo exemplo de seu caráter. Tua obra maçônica e profana é sem dúvida, um lugar-comum na nossa história.

Sonhar E acreditar. Dessas duas qualidades trabalhastes as realizações sociais e os afazeres do espírito humano – fatores indispensáveis para perpetuação das aspirações enobrecedoras e a construção de possibilidades efetivas para a existência humana.

Toda nova geração forja novos padrões, valores e atitudes sobre a vida e a sociedade em que vivemos. Este caminho que trilhastes, descortinou o entusiasmo de todos em tua volta, da fé e da crença de uma maçonaria justa e perfeita. É certo que não podemos compreende o presente sem conhecermos o passado. Este conceito é atribuído a Alexis de Tocqueville (1805-1859) celebre magistrado e pensador francês.

Essas considerações me ocorrem enquanto constato, que aqui nesta loja, estivestes e estas entre os mestres do conhecimento e poderás utilizá-los como patina, no cinzelamento do teu conhecimento e do fazer maçônico.

Olho neste momento para os vultos eminentes dos irmãos ocupantes de várias cadeiras deste cenáculo maçônico e sinto evidencia de que aqui compareço não como ex-venerável, mas, com muitas humildade, pois os meus irmãos me permitiram desfrutar de companhia tão honrosa aqui presente.

Foto: Abrahim Baze/Acervo pessoal

No deslumbrante deste momento, para mim bastante emocional pelos quarenta anos de vida maçônica do irmão Fernando Lima, vejo o esplendo de tantas luzes a me envolver, como também tanta inteligência na sua mais alta fulguração, atentos as minhas palavras, que são antes de tudo a expressão do meu espírito. Na verdade, são mínimos os meus atributos e a plena convicção de que nada, ou quase nada possuo para vos dar.

Chego aqui nesta noite de esplendor para homenagear o amigo, o irmão Fernando Lima. Fui recebido pela vossa bondade reafirmo, pela vossa iluminada bondade. Não sei, em verdade de que referencia maior e mais comovedora. Não obstante, no meu noviciado maçônico me esforcei para ir além dos horizontes da vossa confiança.

Meus queridos irmão busco neste momento o que está situado para além dos meus pobres olhos de carne humana, com a finalidade de vos agradecer pela possibilidade de ter permitido colocar me frente a frente com os meus amados irmãos. Meu querido irmão Fernando Lima, foste portal de sonho, esperança e fraternidade de teus irmãos ou és simplesmente o vão de um abraço. Bendita foi a tua mãe, que gerou no ventre do amor o ser humano inquebrantável que foste.

Leia também: Desembargador Mário Sílvio Cordeiro de Verçosa: Grão-mestre entre 1962-1977

Sobre o autor

Abrahim Baze é jornalista, graduado em História, especialista em ensino à distância pelo Centro Universitário UniSEB Interativo COC em Ribeirão Preto (SP). Cursou Atualização em Introdução à Museologia e Museugrafia pela Escola Brasileira de Administração Pública da Fundação Getúlio Vargas e recebeu o título de Notório Saber em História, conferido pelo Centro Universitário de Ensino Superior do Amazonas (CIESA). É âncora dos programas Literatura em Foco e Documentos da Amazônia, no canal Amazon Sat, e colunista na CBN Amazônia. É membro da Academia Amazonense de Letras e do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA), com 40 livros publicados, sendo três na Europa.

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista