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Livro lançado no Tocantins reúne informações sobre frutos exóticos amazônicos

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Foto: Reprodução/Punacoast

A Editora da Universidade Federal do Tocantins (EdUFT) lançou o livro Agregação de Valor e Uso Sustentável de Frutos Exóticos‘, coordenado por Glêndara Aparecida de Souza Martins. A obra explora a diversidade e as propriedades funcionais de frutas amazônicas, a exemplo do “abiu” e outras espécies da família Sapotaceae, ressaltando sua relevância para a saúde humana e o potencial econômico para comunidades locais.

Exibindo a alta concentração de compostos nutricionais, bioativos e antioxidantes, a autora discorre sobre a possibilidade de utilização deles em produtos alimentícios e farmacêuticos, que auxiliam na prevenção de doenças crônicas, como câncer e doenças cardíacas.

Composta por seis capítulos, ela ainda aborda temas como práticas de extrações sustentáveis e o impacto positivo da comercialização desses frutos no mercado interno e externo, destacando a necessidade de técnicas adequadas de armazenamento e transporte para minimizar perdas e garantir a qualidade dos produtos.

Entretanto, Glêndara também destaca a utilização responsável dessa matéria-prima, tomando cuidado com o extrativismo irresponsável e objetivando o desenvolvimento sustentável, além de maximizar os benefícios para a população e economia do país.

*Por Paulo Lourenço da UFT

Pescador flagra jacaré devorando boto no rio Guaporé em Rondônia

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Fotos: Reprodução/Instagram-@pousada_novavida

Um jacaré foi flagrado devorando um boto-cor-de-rosa no rio Guaporé, em São Francisco do Guaporé (RO). O vídeo (veja no fim da matéria) foi gravado pelo proprietário de uma pousada, Pablo Rozo, há cerca de um mês, mas viralizou nas redes sociais nesta semana.

Pablo Rozo informou que estava pescando próximo a sua pousada quando avistou de longe “algo girando e se debatendo”. Ao notar que se tratava de um jacaré, ele começou a gravar.

“Quando chegamos perto tinha quase uns nove jacarés em volta e esse grandão maior agarrado no boto. Conforme íamos nos aproximando, os demais saíram e ficou só o maior”, disse.

Segundo o empresário, ele até se aproximou do réptil, mas notou que sua presença o incomodava.

De acordo com o empresário, durante a noite ele navegou novamente pelo trecho e viu que o boto já havia sido devorado pela metade.

Foto: Reprodução

“Quando voltamos e passamos lá, o boto já tinha sido devorado pelo meio e tinham uns 15 jacarés em volta brigando pelo boto”, disse.

O biólogo Flávio Terassini informou que através das imagens é possível perceber que o boto já estava morto há alguns dias. Segundo ele, a morte de botos neste período de seca é comum, devido à escassez de alimento.

Além disso, o biólogo reforçou que nesses casos é importante ter cuidado e não se aproximar do animal.

“A equipe que estava ali no barco estava segura porque estava no barco, com certeza com o motor ligado, conseguiria fugir se o jacaré viesse na sua direção. Mas tem que tomar bastante cuidado porque esses crocodilianos podem atacar e se sentir ameaçados”, informou.

*Por Amanda Oliveira, da Rede Amazônica RO

Dragagem no Rio Madeira garante navegação e impulsiona a logística na Região Norte

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Foto: Reprodução/DNIT

Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) está na etapa final das operações de dragagem no Rio Madeira. As obras, iniciadas em agosto, têm o objetivo de assegurar a navegabilidade e melhorar as condições logísticas na Região Norte.

As intervenções ocorreram em pontos críticos como Miriti, Costa São Paulo, Salomão, Curicacas e, no momento, se concentra no canal do Bom Jardim, nas proximidades de Porto Velho.

Leia também: Entenda como funciona a dragagem, técnica utilizada para garantir navegabilidade em rios

Com a remoção de cerca de um milhão de metros cúbicos de sedimentos, tais ações estão restabelecendo a navegação nos canais, permitindo o tráfego seguro de embarcações.

Com a elevação do nível das águas, todos os canais do Rio Madeira estão navegáveis, garantindo a trafegabilidade entre Porto Velho e Manicoré. O DNIT busca, com essas operações, garantir a segurança e eficiência do transporte fluvial, crucial para o escoamento de produtos e o crescimento econômico da região, especialmente diante dos desafios impostos pela seca histórica no Rio Madeira.

*Com informações do DNIT

Com o objetivo de fortalecer cooperação transfronteiriça, pesquisadores do Pará participam de missão científica na Guiana Francesa

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Foto: Divulgação/Cisam-UFPA

Uma comitiva da Universidade Federal do Pará (UFPA), composta por professores do Centro Integrado da Sociobiodiversidade da Amazônia (Cisam-UFPA) e por representantes de importantes redes de pesquisa, esteve em Cayenne, na Guiana Francesa, para estabelecer uma cooperação transfronteiriça voltada à preservação socioambiental da Amazônia entre os dias 28 de outubro e 1º de novembro. O encontro marca o início da construção de uma rede internacional para a promoção de um futuro mais sustentável e saudável para a região amazônica.

O encontro, que teve como foco o debate de estratégias colaborativas, contou com mais de 60 participantes, com representantes da UFPA, da Universidade da Guiana Francesa e de diversas instituições de pesquisa francesas, como: AgroParisTech, EcoFoG, ARS, BRGM, CIRAD, CNES, CNRS, Ifremer, INRAE, IRD, entre outras.

De acordo com o professor do Instituto de Ciência Biológicas da UFPA Hervé Rogez, que já recebeu várias delegações da Guiana Francesa na UFPA, o atual momento é oportuno e crucial para que esta parceria seja ampliada e fortalecida, devido à “oportunidade que há hoje, com governos mais comprometidos com o futuro da região amazônica, com as mudanças climáticas impactantes desde 2023, com a COP 30, que será em Belém, e com uma massa crítica de pesquisadores amazônidas para fazer acontecer nesta nova cooperação científica”.

Foto: Divulgação/Cisam-UFPA

Intercâmbio de conhecimento e experiências

Ao longo da semana de visitação, também foram discutidas estratégias de fortalecimento da cooperação científica entre as instituições, incluindo a elaboração de projetos de pesquisa para editais, além de iniciativas para a mobilidade de estudantes e docentes, sendo todas as atividades com potencial de gerar avanços científicos e sociais que beneficiem toda a região amazônica.

Foto: Divulgação/Cisam-UFPA

Para a professora Thaisa Michelan, que aproveitou a oportunidade para falar sobre os Programas de Pós-Graduação da UFPA que estão interessados em trocas de experiências e cotutela de discentes de mestrado e doutorado, “a missão também foi uma excelente oportunidade de apresentar as redes de pesquisa do PPBio AmOr e do INCT-SinBiAm, visando ampliar parcerias e fortalecer a internacionalização da UFPA e dos grupos de pesquisa amazônicos”. 

Com o objetivo de tentar prospectar possíveis parcerias e linhas de interesse em comum, após as reuniões, foram realizadas visitas a empresas dos ramos da cosmética e da fruticultura, grupos de pesquisa e instituições. Entre os visitados, estão a empresa de beneficiamento de frutas Yana Wassai, que pretende realizar parcerias com instituições brasileiras; a estação Científica Paracou do Cirad, que desenvolve projetos de monitoramento e de avaliação de condições climáticas; e o Laboratório de Madeira, que cataloga os tipos de madeiras disponíveis e estuda a possibilidade de novos usos da fibra da madeira.

A realização da missão foi um trabalho em conjunto da Universidade Federal do Pará, do Centro Integrado da Sociobiodiversidade da Amazônia (Cisam), do Sínteses da Biodiversidade Amazônica (INCT SinBian), do Programa de Pesquisa em Biodiversidade da Amazônia Oriental (PPBio-AmOr), da Unidade EMBRAPII UFPA-Bioeconomia, da Embaixada e do Consulado Francês e da Université de Guiana.

*Com informações da UFPA

Cultivo de hortaliças sem o uso do solo é ensinado na Expoferr 2024

Foto: Yara Ramalho/g1 RR

Você já imaginou plantar alguma coisa sem precisar de nenhum “tiquinho” de terra? Isso é possível com a hidroponia: uma técnica que utiliza apenas água e nutrientes para cultivar plantas, como as hortaliças. Ela é ensinada para agricultores e pessoas que querem ter uma horta dentro de casa, na Exposição-Feira Agropecuária de Roraima (Expoferr) 2024.

Coentro, cebolinha, alface, rúcula e tomate-cereja são alguns dos alimentos que podem ser cultivados na horta hidropônica. No modelo vertical, ela fica em uma estrutura toda composta por canos de PVC e ocupa pouco espaço.

Foto: Yara Ramalho/g1 RR

A sustentabilidade é o diferencial do modelo de plantação. Apesar de só ser mantida a base de água, além dos adubos necessários para o desenvolvimento das hortaliças, a produção hidropônica tem uma irrigação cíclica.

Colocadas em “cestinhas”, dentro dos canos de PVC, as hortaliças são regadas de 15 em 15 minutos. A água usada segue para uma caixa d’água e é bombeada novamente pelos canos, o que gera um reaproveitamento. O adubo é colocado dentro da caixa junto com a água, que leva os nutrientes.

Marcelino Neto, engenheiro agrônomo e chefe do setor de drenagem e irrigação do Iater. — Foto: Yara Ramalho/g1 RR

Dessa forma, as plantas são cultivadas de forma mais sustentável, sem perder a eficiência do cultivo tradicional, de acordo com Marcelino Neto, engenheiro agrônomo e chefe do setor de drenagem e irrigação do Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural (Iater), responsável pelo ensino da técnica na Expoferr.

“A água é colocada num recipiente, pode ser uma caixa d’água, pode ser um tanque de criatório de peixe, você reaproveita a água do peixe, vai passando no ciclo da cultura e ela retorna paro o mesmo lugar, já tratada, com adubo, com tudo. A água passa pelas raízes com o adubo, ela absorve esse adubo, cresce, e você só repõe o adubo lá na água através de medições que a gente faz com o PH e a condutividade elétrica. É só água e os nutrientes necessários”, explica.

Os estudos sobre o sistema hidropônico em Roraima começaram em 2022, mas a técnica passou a ser aplicada no estado neste ano de 2024. A ideia é ensinar os agricultores familiares e a população comum que é possível cultivar alimentos de forma saudável, sustentável e econômica.

A 43ª Exposição-Feira Agropecuária de Roraima (Expoferr) começou na terça-feira (5) e segue até o dia 9 de novembro no Parque de Exposição Dandãezinho, localizado no Monte Cristo, zona Rural de Boa Vista.

Chamada pelo governo de “Expoferr Show”, a feira agropecuária é organizada pela Secretaria de Agricultura, Desenvolvimento e Inovação (Seadi), em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária de Roraima (Faerr).

Este ano, o espaço da feira deve tem mais de 93 mil m² em infraestrutura montadas no Dandãezinho. A expectativa é receber 500 mil pessoas nos cinco dias de festa e movimentar R$ 600 milhões em negócios.

*Por Yara Ramalho, da Rede Amazônica RR

Biblioteca Braille do Amazonas possui mais de 50 mil obras entre livros e filmes com audiodescrição

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Foto: Divulgação

Instalado no Bloco C do Sambódromo, em Manaus, está a Biblioteca Braille do Amazonas, um espaço que tem o objetivo de integrar, promover e incluir pessoas com deficiência visual ao meio social, cultural, educacional e profissional, melhorando condições de vida, estudo e convivência para contribuir na elaboração de trabalhos e pesquisas.

O acervo da Biblioteca Braille do Amazonas possui mais de 50 mil obras, entre livros digitalizados, livros falados, obras em Braille e filmes com audiodescrição.

Além disso, é responsável pela audiodescrição de espetáculos no Teatro Amazonas desde o ano de 2009. O espaço também disponibiliza estúdios de gravação, máquinas de escrever em Braille, computadores especiais, impressoras em Braille, scanners de voz e lupas eletrônicas.

Além da disponibilização do material, a Biblioteca Braille também promove cursos para deficientes visuais abordando diversos temas. Devido aos serviços oferecidos no espaço, dezenas de pessoas com deficiência conseguiram aprovação em concursos e centenas delas foram aprovadas em vestibulares.

Leia também: Conheça 3 livros em braille de autores amazônidas que promovem leitura inclusiva

Foto: Divulgação

A Biblioteca Braille do Amazonas foi implantada em 1999, funcionando dentro da Biblioteca Pública do Amazonas, rua Barroso, 57, Centro até 2008, quando ganhou uma sede própria no Centro de Convenções de Manaus, o Sambódromo, avenida Pedro Teixeira, 2565, Flores, onde funciona até hoje.

Desmatamento emitiu 1 bilhão de toneladas CO2 em 2023, aponta SEEG

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Foto: Reprodução/IPAM

Mudanças no uso do solo – categoria que inclui a derrubada de vegetação nativa, queimadas e criação de pastagens e lavouras, por exemplo – responderam pela emissão de 1,06 bilhões de toneladas de CO2 em 2023, 24% a menos do que em 2022. Apesar da redução, a categoria ainda responde pela maior parcela, cerca de 46% do total das emissões brasileiras. No mesmo período, o desmatamento, que equivale sozinho a 98% das emissões decorrentes dessas mudanças, emitiu 1,04 bilhão de toneladas de CO2.

Os dados foram divulgados na quinta-feira (7) no relatório do Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG), que analisa os números de emissões do Brasil de 1970 a 2023 e suas implicações para as metas climáticas do país. O documento foi produzido pelo Observatório do Clima com a contribuição do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) e outras entidades parceiras.

Apesar do desmatamento, áreas de vegetação nativa e secundária foram responsáveis por capturar 640 milhões de toneladas de CO2. Sozinhas, unidades de conservação e terras indígenas contribuíram para retirar 386 milhões de toneladas de dióxido de carbono do ar, cerca de 60% de tudo que foi absorvido em 2023. Pesquisadores do SEEG, no entanto, destacam que a capacidade de absorção dessas áreas se encontra ameaçada pela degradação dessas florestas, que também tem contribuído para perturbações no clima e no regime de chuvas.

Biomas

Com a redução do desmatamento na Amazônia, registrado em 2023, as emissões originadas no bioma caíram 37%, chegando a 678 milhões de toneladas, mas ainda correspondem a 65% das emissões brasileiras na categoria.

Por outro lado, o aumento do desmatamento nos outros biomas brasileiros tem dificultado o cumprimento das metas brasileiras. No Cerrado, segundo maior bioma do país, as emissões de CO2 saltaram 32% em 2023, atingindo 202 milhões de toneladas. Durante o período, mais de 1 milhão de hectares foram desmatados no bioma e, sozinha, a fronteira agrícola do Matopiba – que inclui áreas de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia – concentrou 47% de toda a vegetação nativa suprimida no Brasil, uma área quase duas vezes maior do que o registrado em toda a Amazônia, que perdeu 454 mil hectares em 2023.

O maior aumento de emissões, no entanto, foi registrado no Pantanal, que liberou 86% mais dióxido de carbono na atmosfera após uma temporada de secas e queimadas extremas na região, alcançando a marca de 16 milhões de toneladas. Caatinga e Mata Atlântica, por sua vez, registraram aumentos de 11% e 4%, respectivamente.

Fogo

O inventário nacional brasileiro, elaborado pelo Governo Federal, ainda não mede os gases de efeito estufa liberados por fogo e outros processos emissores da degradação florestal, como a extração seletiva de madeira e a fragmentação de ecossistemas. O fenômeno, no entanto, se torna mais importante conforme os efeitos da crise climática se tornam mais severos. Na Amazônia, por exemplo, a extensão de floresta degradada já ultrapassa a de área desmatada.

Por essa razão, desde 2018, a equipe responsável pelas estimativas de emissões por mudança de uso da terra no SEEG tem feito um esforço de estimar a quantidade de gases de efeito estufa lançados anualmente na atmosfera por queimadas. Esse levantamento estima que, desde 1990, as queimadas não associadas ao desmatamento totalizaram 4,3 bilhões de toneladas de emissões líquidas de CO2 entre 1990 e 2020. A Amazônia foi o bioma que mais contribuiu com esta estimativa, com 54%, seguida pelo Cerrado, com 38%.

A série histórica do SEEG também aponta uma tendência de crescimento das emissões por fogo em relação à área desmatada, em parte por conta das estiagens severas mais frequentes. Dessa forma, com a queda do desmatamento na Amazônia, a proporção de emissões ligadas às queimadas dentro da categoria de mudança do uso do solo tende a disparar após os recordes de incêndios ocorridos em 2024.

*O conteúdo foi originalmente publicado pelo IPAM, escrito por Lucas Gauraldo

Funai monitora presença de isolados em TI no Acre e informa que não há registro de conflitos

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Foto: Divulgação Funai

A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) informa que realiza um trabalho contínuo de monitoramento do povo indígena isolado, conhecido como Mashco Piro, na Terra Indígena Mamoadate, no estado do Acre. O grupo em isolamento voluntário compartilha o território com o povo indígena Manchineri e, em determinados períodos, deixa sinais de presença na região, o que deixa as equipes da Funai em alerta para manter a sua proteção. Por isso, reforça que não há iminência de conflito entre as etnias.

O povo Mashco Piro utiliza o território para desenvolver suas práticas culturais há anos. Os Manchineri, por sua vez, contribuem e são parceiros na proteção dos isolados da região.

Leia também: Conheça os Mashco Piro, indígenas do maior povo isolado do mundo

Ao receber as primeiras informações sobre a aproximação dos indígenas isolados da aldeia Extrema, a autarquia indigenista alertou a equipe de servidores da Funai que atuam na Unidade Etnoambiental, localizada na aldeia, os quais são indígenas do povo Manchineri. Eles foram contratados por meio de Processo Seletivo Simplificado para atuar, especificamente, com a proteção e promoção dos direitos dos povos indígenas isolados da Terra Indígena Mamoadate.

Ao longo dos anos, os servidores indígenas recebem treinamento e capacitação para desempenharem suas atividades nos territórios aliando com o conhecimento que têm sobre a região e os modos de vida dos povos indígenas.

Assim que a Funai soube da presença do povo isolado na região, a equipe de servidores indígenas começou uma série de ações pautadas em conversas com a comunidade, com demais instâncias administrativas da Funai e com as organizações indigenistas parceiras.

Foram abertas, também, reuniões da sala de situação composta pela Funai, Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) com o objetivo de acompanhar e de monitorar as informações relacionadas aos vestígios dos indígenas isolados.

A Funai reafirma o seu compromisso com a promoção e proteção dos povos indígenas e informa que segue presente no território prestando assistência aos indígenas Manchineri e aos Mascho Piro, respeitando a política de não contato adotada pelo Estado brasileiro com relação aos indígenas em isolamento voluntário.

E, por isso, esclarece que não há histórico recente de conflito entre as etnias e que segue monitorando a presença dos indígenas isolados na região, por meio da Unidade Etnoambiental, localizada na aldeia Extrema, da Coordenação Regional em Alto Purus e da Frente de Proteção Etnoambiental Envira, unidades descentralizadas da Funai.

*Com informações da Funai

Forças Armadas mobilizam ajuda para comunidades indígenas na Cabeça do Cachorro

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Foto: Divulgação/CMA

Em São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, comunidades indígenas como Waruá, Cewary e Yamado receberam no fim de outubro mais de 200 cestas de alimentos e água potável durante uma operação logística do Comando Conjunto Tucumã. A ação faz parte do esforço emergencial das Forças Armadas em apoio à Defesa Civil do Estado do Amazonas para mitigar os graves transtornos causados pela seca na região amazônica, uma das mais afetadas dos últimos anos.

A ação na área conhecida como Cabeça do Cachorro, ao noroeste do estado, acontece onde está localizada a 2ª Brigada de Infantaria de Selva. Ao mobilizar militares do 2º Batalhão Logístico de Selva em deslocamentos fluviais pelas calhas dos rios, que ainda são navegáveis, levou suprimentos básicos primordiais a comunidades indígenas ribeirinhas, onde a escassez de água potável e alimentos compromete o cotidiano e a segurança alimentar de diversas famílias.

Foto: Divulgação/CMA

A seca, que tem atingido níveis críticos, já afeta diretamente o acesso a itens básicos. O simples ato de ir ao comércio adquirir alimentos é um desafio para as áreas urbanas, e se agrava ainda mais nas comunidades ribeirinhas e indígenas.

Esse cenário eleva a necessidade de apoio da Marinha do Brasil, do Exército Brasileiro e da Força Aérea Brasileira em ações subsidiárias junto às Agências, dadas as projeções de eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes.

Foto: Divulgação/CMA

A Operação TUCUMÃ é uma ação conjunta, coordenada entre órgãos de segurança pública, agências e Forças Armadas, com o emprego temporário e episódico em atividades de apoio às ações de combate a incêndios e aos efeitos da estiagem na Amazônia Legal, em cumprimento à Portaria GM-MD nº 4.454, de 17 de setembro de 2024.

*Com informações do CMA

Representantes do Brasil e do Peru assinam acordo para abertura de mercado entre os países

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Foto: Divulgação

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, e o embaixador do Peru, Rómulo Acurio, assinaram no dia 5 de novembro um acordo que firma o compromisso da abertura de mercado de maçã do Brasil ao Peru e de citros do Peru ao Brasil.

Até o momento, o Peru importava maçã apenas do Chile, sendo o Brasil o segundo país acessar esse mercado promissor.

“A boa relação comercial, e o presidente Lula fala isso todos os dias, é aquela que a gente vende e que também compra. Então, esse ato hoje nos mostra isso, que estamos sim vendendo nossos produtos, mas também comprando produtos peruanos”, iniciou o ministro Fávaro.

O embaixador Rómulo classificou o dia como histórico. “Faz três anos que o Brasil e o Peru não conseguiam assinar um acordo para acesso de produtos. Estamos muito felizes e agradecidos”, disse.

Após o ato de assinatura, o ministro conversou com toda delegação peruana sobre as relações entre os dois países. Um dos assuntos foi sobre o Porto Chancay, construído pelo Governo Chinês no Peru e que também irá gerar oportunidades de escoação da produção brasileira.

Foto: Divulgação

Atualmente, o Brasil é o maior parceiro comercial da China na América Latina. Entre os principais produtos exportados estão soja, milho, açúcar, carne bovina, carne de frango, celulose, algodão e carne suína in natura.

“O Brasil que tem um grande volume de exportação para a Ásia, em especial para China, usa a rota via atlântico, que é muito mais longe. Essa conexão direta com a China irá ser benéfica para agilizarmos as exportações de produtos do agro brasileiro”, pontuou Fávaro.

O embaixador peruano ainda relatou ao ministro Carlos Fávaro que os dados que ele teve é que, nos sete primeiros meses deste ano, o comércio pelo Porto de Tabatinga foram maiores que os últimos 6 anos, e que com o Porto Chancay essas exportações devem melhorar ainda mais.

*Com informações do Ministério da Agricultura e Pecuária