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O novo trabalho: aprender e compartilhar

Por Julio Sampaio de Andrade – juliosampaio@consultoriaresultado.com.br

Roberto é um executivo experiente que passou por diversas funções, em diferentes empresas, na área comercial. Como vendedor, sempre se destacou, superando metas, mesmo quando perdia noites de sono, preocupado em atingi-las.

Os bons resultados lhe proporcionaram oportunidades em cargos de liderança, onde também se saiu bem. Era querido pelas suas equipes e seguiu obtendo bons resultados. Contribuiu muito para isto, o investimento que fez na sua formação como gestor. Tinha consciência de que as competências que o fizeram ter sucesso como vendedor, individualmente, não seriam as mesmas numa posição em que os resultados viriam do trabalho de terceiros. Ele não dependeria apenas de si próprio, mas de uma equipe, que ele precisaria transformar em um time. Esta consciência o fez estudar e desenvolver novos conhecimentos.

Os anos se passaram e Roberto foi abraçando novas oportunidades, chegando a um cargo de diretor comercial em um segmento que também era novo para ele. O aprendizado agora seria em duas frentes: o de diretor e o do novo segmento.

Não foi difícil se adaptar ao novo mercado, que guardava semelhanças com o de outros que Roberto atuara. A parte mais técnica foi suprida com horas de estudo e pela experiência de componentes de sua equipe, que eram acionados quando necessário.

Como diretor, no entanto, sentiu-se inicialmente inseguro, pois descobriu que uma coisa era ser gerente e outra, ser um diretor, pelo menos, um bom diretor. Apesar de ser uma área que ele dominava, a comercial, as atribuições não eram as mesmas, exigindo dele, para obtenção de resultados, um olhar mais estratégico e ainda mais voltado para pessoas.

O próprio tipo de estratégia havia se transformado desde o tempo em que Roberto estudara o assunto. De preditiva, em um mundo previsível, para emergente, em um ambiente mais complexo, marcado por mudanças e incertezas. Neste cenário, Roberto sabia que contar com pessoas capazes e comprometidas era essencial.

Roberto foi buscar novas técnicas e estudos, mas o tipo de conhecimento que fez maior diferença foi o autoconhecimento. Aprendeu a fazer uso de suas principais forças. Além disso, investiu em se tornar uma pessoa melhor, dedicando tempo para o seu desenvolvimento mental e espiritual. Mesmo tendo tido sucesso antes como líder, sentiu que havia atingido um outro patamar. Percebeu que não tinha o controle completo dos resultados, mas aprendeu a confiar que eles seriam consequência de um bom trabalho. Isto lhe deu tranquilidade diante de metas que se tornavam cada vez mais desafiantes. Já não perdia o sono por elas.

De estudo em estudo, Roberto aprendeu que a felicidade consciente que, como sabemos, não é apenas prazer, pode ser construída. Roberto incorporou isto seriamente ao seu trabalho, cada vez mais voltado para o desenvolvimento de pessoas que, em contrapartida, traziam os números que ele e a empresa precisavam. Roberto aprendeu e não cansava de repetir: pessoas e resultados andam juntos. Era um diretor exigente que inspirava o time a buscar a excelência.

Roberto agora inicia uma nova fase em sua vida. Ele descobriu que uma das maiores realizações do ser humano é compartilhar o que aprendeu em sua jornada. Este será o seu novo trabalho. Não estando mais como executivo, Roberto atuará como coach, mentor, consultor ou conselheiro. Como sempre em que esteve em situações de mudança, está consciente de que precisará aprender a desempenhar estes novos papéis. Há novas competências a desenvolver. Roberto está mais confiante do que nunca. Ele aprendeu a aprender e descobriu o sabor de compartilhar. Não será este, mais cedo ou mais tarde, o trabalho de todos nós?

Sobre o autor

Julio Sampaio (PCC,ICF) é idealizador do MCI – Mentoring Coaching Institute, diretor da Resultado Consultoria, Mentoring e Coaching e autor do livro Felicidade, Pessoas e Empresas (Editora Ponto Vital). Texto publicado no Portal Amazônia e no https://mcinstitute.com.br/blog/.

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

Brigadistas Yanomami são treinados para prevenir e combater incêndios no território indígena

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Treinamento do Ibama para brigadistas indígenas em Roraima. Foto: Divulgação/Ibama

Dezesseis indígenas brigadistas Yanomami participaram de um treinamento especial para monitorar, prevenir e combater incêndios florestais e queimadas em 2025 no maior território indígena do Brasil. A capacitação é parte da programação da primeira Oficina de Educação Ambiental promovida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).

O treinamento do Ibama sobre Manejo Integrado do Fogo (MIF) envolveu brigadistas que fazem parte do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) de diferentes povos, incluindo também Macuxi, Wapichana e Yekuana e seguiu até o fim de fevereiro.

Os brigadistas Yanomami que participaram do treinamento são da comunidade Xirixana e das comunidades da Floresta Nacional de Roraima, em Mucajaí e Alto Alegre. Os 20 brigadistas da comunidade Xirixana são da Brigada Yanomami, enquanto os 21 brigadistas das comunidades da Floresta Nacional de Roraima fazem parte da Brigada Apoio Yanomami.

Além das bases Yanomami, o treinamento também formou integrantes para outras duas brigadas, sendo elas:

  • Na Brigada Raposa, no município de Normandia – 25 brigadistas;
  • Brigada Malacacheta, no município do Cantá – 19 brigadistas.

Entre os brigadistas que participaram do treinamento estava Denilson Xirixana, de 48 anos, o mais velho da brigada Yanomami.

“Entrei para o Prevfogo depois de um grande incêndio que destruiu a minha casa, a floresta ao redor e os animais”, disse o brigadista, que precisou viver com a família na casa de um amigo até construir a nova moradia.

Ajudar a comunidade

Sob o efeito do fenômeno El Niño, em 2024, Roraima registrou um recorde histórico no número de focos de calor: 5.358, o maior número para o estado desde 1998, quando o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) começou a monitorar as queimadas na Amazônia.

O número supera o registrado cinco anos antes, em 2019, quando o estado teve 4.784 focos de calor. Tendo esses número em vista, o treinamento busca preparar os brigadistas para o período seco no estado.

Marcel Xirixana também viu a floresta em chamas neste período. Ele relatou que os mutuns, veados e a onça-pintada agonizavam no meio do fogo. “Cada indígena viveu uma experiência triste por causa dos incêndios”, disse o brigadista Yanomami.

Para não deixar o fogo destruir novamente a natureza, dezesseis indígenas da comunidade Xirixana se uniram para formar a Brigada Yanomami. Todos passaram pelo curso de formação oferecido, em 2024, pelo Prevfogo.

Este ano, a Oficina de Educação Ambiental em Manejo Integrado do Fogo (OEAMIF), do Ibama, trouxe um novo aprendizado.

“Os indígenas achavam que era só pra combater incêndios, e agora aprenderam que é preciso trabalhar com prevenção por meio de ações educativas”, destacou o chefe da Brigada Yanomami, Zaqueu Ângelo.

Além disso, o conteúdo da oficina está sendo traduzido para a língua nativa para facilitar a compreensão das comunidades indígenas.

Controlar os focos de calor

De acordo com o Ibama, a educação ambiental é a principal ferramenta para sensibilizar e capacitar os indígenas. “Os brigadistas educadores ambientais serão multiplicadores de atividades sustentáveis, promovendo boas práticas nos territórios onde as brigadas atuam”.

As oficinas são baseadas na metodologia participativa da educação popular e tem suas raízes na Educação Ambiental na Gestão Ambiental Pública (EA na GAP) do Ibama.

As atividades incluem visitas de campo e informações sobre os tipos de queimas, prescrita e controlada, e a troca de conhecimentos tradicionais referentes ao uso do fogo e seu impacto sobre a vegetação, os animais, a cultura e a economia da região.

Queima Prescrita: é o uso necessário do fogo em ecossistemas e ambientes adaptados a ele, como o lavrado, para florescer a vegetação. Também para combater o fogo em ecossistemas sensíveis, como a floresta.

Queima Controlada: é o uso do fogo de forma planejada, em áreas e períodos pré-definidos, como ferramenta para a produção agrícola ou pecuária, limpeza de áreas, combate a pragas e pestes.

Em cada etapa os indígenas participam de dinâmicas de interação e integração, que resultam em reflexões sobre a atuação de cada um no processo educativo da comunidade.

“É a construção coletiva de um espaço pedagógico que nos abre as portas para entrar e criar a empatia necessária nas comunidades em que trabalhamos, nas quais os brigadistas são selecionados”, explicou Ricardo Ayres, coordenador da Prevfogo.

As oficinas permitem aos educadores ambientais do Ibama, lotados nos diversos estados do Brasil, potencializar a capacidade de ação do Prevfogo, enquanto ampliam seu horizonte profissional pelas experiências que vivenciam nas comunidades tradicionais.

Já para os brigadistas supervisores do Prevfogo, é uma oportunidade de levar o conhecimento do manejo integrado do fogo para toda a sociedade, principalmente para os trabalhadores rurais que utilizam o fogo como única ferramenta para preparação do solo, como explica o supervisor estadual das Brigadas do Prevfogo de Roraima, Bruno Eduardo Wapichana.

“Esse conhecimento pode impactar de forma positiva a vida dos indígenas, que já usam o fogo de forma tradicional, e isso ajuda a reduzir as consequências das mudanças do clima que o Brasil vem passando”.

O produto das oficinas é a apresentação do Plano de Ações Educativas, elaborado pelos próprios brigadistas indígenas, a ser implementado por cada etnia em seus territórios, considerando o calendário de queima prescrita e controlada.

*Por , da Rede Amazônica RR

Japiim, o pássaro que imita mais de 20 espécies na Amazônia

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Foto: Cynthia Lebrão/Uakari Lodge

Japiim, japim, baguá, japuíra, japiim-xexéu, japi, xexéu do arari, xexéu e joão-conguinho. Esse pássaro (Cacicus cela) pode ter muitos nomes, mas são suas peculiaridades que chamam – e muito – a atenção. Primeiro por suas características físicas: preto com detalhes amarelos, bico fico e olhos azuis vibrantes.

Mas principalmente por ser conhecido como um artesão “de mão cheia” e também por conseguir imitar o som de outros animais.

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O japiim é extensamente distribuído. É visto em todas as florestas verdes da planície de Panamá, Trinidad, Peru e Bolívia, além da Amazônia brasileira.

Foto: Reprodução/Animalia

A espécie se alimenta em grande parte de insetos e outros artrópodes, mas também consome um pouco de fruta e néctar.

Quer conhecer mais sobre o Japiim? Separamos algumas curiosidades sobre a espécie que é considerada a artesã da Amazônia. Confira:

  • O japiim invade e ocasionalmente saqueia ninhos de outros pássaros;
  • Ele consegue imitar perfeitamente o som de outras aves como tucanos e periquitos e até mesmo outros mamíferos como os macacos-de-cheiro;
@passarosbrasileiros_ Além de lindo, o Xexéu tem um canto espetacular e também imita o canto de outros pássaros. Yellow-rumped Cacique – Cacicus cela – #xexeu#japiim #passarosbrasileiros #passaroscantando #passarosdobrasil #passarossilvestres #avesdobrasil #avescantando #avessilvestres #bird #birds #birdslover #birdsoftiktok #birdwatching ♬ som original – passarosbrasileiros – Pássaros Brasileiros e Cia

  • Sua árvore favorita é a mangueira;
  • A época de reprodução abrange de julho a fevereiro. Essas aves constroem seu ninho em árvores e vivem juntas em colônias;
  • As fêmeas lutam para ganhar um local de nidificação ideal e seguro para seus ovos;
  • Os machos são competitivos. Um exemplo dessa competição entre eles é o contra-canto. O pássaro que não consegue ficar em sintonia com as músicas, completa-las, perde;
  • Os ninhos da espécie são geralmente construídos em árvores que possuem ninho ativo de vespa, que ajudam a manter os predadores longe;
Foto: Cynthia Lebrão/Uakari Lodge
  • O japiim fêmea constrói um longo ninho de fibras de plantas em uma árvore. Ela os tece com gravetos, capim e fibras de palmeira. Os maiores parecem bolsas pendentes nos galhos de grandes árvores;
  • O pássaro é a inspiração para o bairro Japiim, fundado em 31 de março de 1969, em Manaus (AM). Segundo os moradores, na época, era comum a presença da espécie na área;
  • Existem três subespécies: Cacicus cela cela (Linnaeus, 1758), encontrada na Colômbia, Bolívia e Brasil; Cacicus cela vitellinus (Lawrence, 1864), encontrada do Panamá à Colômbia; e Cacicus cela flavicrissus (P. L. Sclater, 1860), encontrada do Equador ao Peru;
  • O Cacicus cela foi avaliado para a Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN, sigla em ingês) em 2020 listado como ‘Pouco Preocupante’;
  • O maestro paraense Waldemar Henrique (1905-1995) compôs uma série para voz e piano chamada Lendas Amazônicas e, entre elas, homenageou o Japiim. A canção foi interprestada no recital de mestrado de Isabela de Figueiredo Santos, em 2009, para a Escola de Música da UFMG, (com a dissertação ‘Lendas Amazônicas de Waldemar Henrique: um estudo interpretativo’). A pianista era Patrícia Valadão.

Santuário para quelônios: conheça o Refúgio de Vida Silvestre Tabuleiro do Embaubal

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Foto: Vinícius Leal/Ascom Ideflor-Bio

Criado por meio do Decreto Nº 1.566, de 17 de junho de 2016, o Refúgio de Vida Silvestre (REVIS) Tabuleiro do Embaubal abrange uma área de aproximadamente 4.033,94 hectares no município de Senador José Porfírio, no estado do Pará.

Inserido na Bacia do Xingu, o santuário é reconhecido como uma das maiores áreas de reprodução de quelônios do mundo, abrigando de 500 mil a 700 mil filhotes anualmente. Esse fenômeno torna a Unidade de Conservação (UC), administrada pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio), essencial para a preservação dessas espécies ameaçadas.

Leia também: Saiba o que são as Unidades de Conservação (UCs) e a importância delas para a Amazônia

Como uma UC de Proteção Integral, o uso de recursos naturais no santuário é restrito, garantindo a segurança das áreas de desova e dos animais que dependem do local para sua reprodução. A região abriga a maior área de desova da tartaruga-da-amazônia (Podocnemis expansa), além de ser um refúgio para tracajás (Podocnemis unifilis) e pitiús (Podocnemis sextuberculata).

As tartarugas percorrem grandes distâncias para chegar ao santuário, reforçando seu papel na proteção de animais migratórios.

“Esse local é vital para a continuidade das espécies, pois elas buscam o ambiente seguro do Tabuleiro para garantir a perpetuação das novas gerações”, destaca Átilla Melo, técnico em Gestão Ambiental do Ideflor-Bio.

Foto: Vinícius Leal/Ascom Ideflor-Bio

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Objetivos da Unidade de Conservação

A criação da UC tem como propósitos principais:

  • Preservar a vida silvestre e os ambientes naturais, garantindo a reprodução de espécies residentes e migratórias;
  • Proteger o rico patrimônio biológico do Rio Xingu, incluindo quelônios, aves migratórias e outras espécies vulneráveis da fauna amazônica;
  • Assegurar a proteção do Tabuleiro do Embaubal devido à sua alta vulnerabilidade e importância ecológica;
  • Favorecer pesquisas científicas e fomentar iniciativas que reduzam o risco de extinção de espécies ameaçadas.
  • A UC também permite atividades de visitação e pesquisas científicas, desde que previamente autorizadas e estabelecidas no Plano de Manejo da unidade.

Biodiversidade e Importância Ecológica

Além dos quelônios, o santuário é lar de diversas espécies amazônicas de grande valor ecológico, como o boto-vermelho (Inia geoffrensis), o peixe-boi amazônico (Trichechus inunguis) e diferentes espécies de jacarés. A área também atrai aves migratórias, como a águia-pescadora (Pandion haliaetus) e o maçarico, que utilizam o refúgio como ponto de descanso durante suas rotas migratórias. Esse intercâmbio de espécies auxilia na preservação da cadeia ecológica e no equilíbrio dos ecossistemas amazônicos.

Diante de sua relevância para a biodiversidade, o Refúgio de Vida Silvestre Tabuleiro do Embaubal segue desempenhando um papel crucial na conservação ambiental, garantindo a sobrevivência de espécies ameaçadas e contribuindo para a manutenção dos ecossistemas amazônicos.

*Com informações da Instituto Socioambiental e da Agência Pará

Projeto desenvolvido no Acre busca recuperação de paisagens degradadas no Juruá

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Recuperação do solo proporciona aos produtores melhores condições de plantio. Foto: Marcos Santos/Secom AC

O governo do Acre, por meio da Secretaria de Agricultura (Seagri), em parceria com o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), organização científica e não governamental, e outras entidades, está implementando um projeto para a recuperação de áreas e paisagens degradadas na região do Juruá.

A iniciativa tem como principal objetivo mostrar que é possível melhorar a produtividade agrícola de pequenas propriedades, sem a necessidade de novos desmatamentos, utilizando técnicas adequadas de manejo do solo.

Ao chegar às propriedades rurais, os técnicos apresentam aos produtores alternativas viáveis para recuperar áreas com baixa produtividade, como pastagens degradadas e áreas de capoeira. Com orientação especializada, os agricultores melhoram o manejo das áreas, garantindo ganhos na produção e preservando o meio ambiente.

A produtora rural Elizete Amaral, que trabalha com mandiocultura, já colhe os frutos da iniciativa. Em sua propriedade, o projeto otimizou a reutilização do solo no entorno da casa de farinha, facilitando o trabalho diário. “Antes, eu pensava que, para plantar mais, precisava desmatar outra área. Com o projeto, aprendi a recuperar o solo que já tenho, e isso fez toda a diferença. Agora, a produção da farinha ficou mais eficiente e menos cansativa”, relata.

Produtores rurais do Juruá são beneficiados com projeto de recuperação do solo. Foto: Marcos Santos/Secom AC

O gestor da Seagri no Juruá, Marcos Pereira, destaca a importância da assistência técnica oferecida pelo projeto. “Nosso foco é promover trocas com os produtores, para utilizarem melhor suas terras. Muitas vezes, não sabem que podem recuperar áreas já abertas e melhorar sua produtividade sem precisar desmatar. Com planejamento e técnicas adequadas, conseguimos fortalecer a agricultura familiar e reduzir impactos ambientais”, explica.

A recuperação das áreas degradadas envolve um conjunto de práticas, como preparo do solo, adubação, controle de doenças e mecanização. O analista de pesquisa do Ipam, Aliedson Sampaio, reforça a relevância do projeto.

“O uso correto do solo é essencial para garantir a produtividade a longo prazo. Aqui no Juruá, estamos mostrando que o manejo sustentável traz resultados concretos, tanto para os produtores quanto para a conservação da floresta”, afirma.

O projeto é financiado pela União Europeia, que firmou um acordo de cooperação técnica com o governo do Acre, estabelecendo um plano de trabalho entre as secretarias estaduais, com a Seagri como principal responsável pela execução das ações.

Produção de farinha após reaproveitamento do solo. Foto: Marcos Santos/Secom AC

*Com informações da Agência Acre

Museu do Homem do Norte, em Manaus, propõe imersão no cotidiano da população amazônica

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Foto: Divulgação/Arquivo SEC-AM

O Museu do Homem do Norte abre as portas para oferecer ao público manauara uma visita imersiva, com atividades sensoriais, a partir do dia 13 de março.

Segundo a diretora do departamento de gestão de museus da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, Aline Santana, a iniciativa faz parte da programação de 40 anos do Museu do Homem do Norte, mantido pelo Governo do Amazonas.

“Além da visita mediada com o Miguel Lana, especialista em cultura indígena, que vai apresentar a sala dos rituais, também teremos degustação de chás e tucupi, que é ingrediente principal do tacacá, destaque do nosso Norte”, explica Aline Santana.

“O museu reúne manifestações culturais, saberes e sabores desta região do Brasil. Então trazemos um pouco da gastronomia, modo de vida, mitos, rituais, com todas as formas de celebração e, principalmente, pessoas da região”, completa a diretora.

As atividades sensoriais vão ser conduzidas por Gilson Mauro, gerente da Biblioteca Braille, por outros espaços do museu.

Acervo

Com mais de duas mil peças, distribuídas em quatro ambientes, o Museu do Homem do Norte ocupa o Centro Cultural dos Povos da Amazônia, desde 2011, e conta ainda com o Cine Silvino Santos, uma homenagem ao fotógrafo e pioneiro do cinema na Amazônia, autor do documentário “No Paiz das Amazonas”, de 1921.

“O espaço recebe, em média, 500 visitantes por mês. Mas temos atividades paralelas, realizadas com instituições de ensino e grupos de idosos, além de programações especiais ao longo do ano”, pontua Aline Santana.

Foto: Divulgação/Arquivo SEC-AM

Sala de rituais

A visita tem duração de uma hora. Conforme Miguel Lana, na sala de rituais, o público vai conhecer rituais, como o reahu, cerimônia dos mortos da etnia Yanomami; rito da menina moça, festa indígena que celebra a primeira menstruação da menina indígena; e o ritual da tucandeira, costume da etnia Sateré-Mawé, que marca o rito de passagem da criança para fase adulta.

“Também vamos apresentar o significado do artesanato, cestos, bancos que são usados por caciques e tuxauas, entre outras curiosidades”, explica o especialista em cultura indígena.

O Museu está localizado no Centro Cultural dos Povos da Amazônia, na Avenida Silves, n° 2222, no Distrito Industrial. O horário de funcionamento é das 9h às 15h, com acesso gratuito. Instituições interessadas em visitas em grupos podem fazer a solicitação para o contato demus@cultura.am.gov.br.

*Com informações da Agência Amazonas

Quadrilhas juninas são reconhecidas como patrimônio cultural do Acre

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Reconhecimento visa promover valorização, preservação e difusão das tradições culturais populares do estado. Foto: Neto Lucena/Secom AC

O governo do Acre publicou no Diário Oficial do Estado (DOE) do dia 11 de março um pacote de leis (veja no fim da matéria) que reconhecem várias organizações de quadrilha junina como patrimônio cultural do estado e também o Instituto Junina Pega-Pega, como de utilidade pública.

Os projetos de lei são de autoria do deputado estadual Pedro Longo e foram sancionados pelo governador Gladson Camelí no início desta semana em Rio Branco. O ato de assinatura da sanção das leis, realizado no Palácio Rio Branco, na segunda-feira (10), contou com a presença do autor do projeto, o deputado estadual Pedro Longo; do presidente da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), Minoru Kinpara; da presidente da Liga de Quadrilhas Juninas do Acre (Liquajac), Francilene dos Santos, e de representantes de diversos grupos juninos.

“Confesso, de coração, que no primeiro Arraial Cultural que nós fizemos eu fiquei impressionado. Eu não tinha noção da dimensão do que era o movimento junino. E o que mais me deixou impactado foi o olhar no semblante de vocês, em que pude ver a dedicação de cada um. Por isso, afirmo: o sucesso de vocês é o sucesso do Estado e não do governador. O Estado pode fazer, pode colaborar, mas se não for a dedicação de cada um de vocês, a gente não consegue. Então, minha gratidão a todos por esse trabalho impressionante,  que faz parte da nossa cultura acreana. Presidente Minoru, conte comigo! E mais uma vez, Pedro, eu quero lhe parabenizar por esse reconhecimento, que eu faço questão de estar presente”, ressaltou Gladson Camelí durante a assinatura da sanção as leis.

De acordo com a publicação, o reconhecimento tem o objetivo de promover a valorização, a preservação e a difusão das tradições culturais populares do estado, incentivando sua continuidade como elemento formador da identidade cultural acreana.

“A Assembleia Legislativa resolveu fazer uma homenagem para o movimento junino do Acre. São cerca de 20 quadrilhas que atuam em todo o estado, e é um movimento que não acontece apenas no período junino. Durante todo o ano existem atividades culturais, atividades de organização, de preparação para os eventos principais que ocorrem no mês de junho. E nós queremos fazer um reconhecimento da importância desse movimento para a cultura acreana, por isso que as propostas foram aprovadas, com o apoio de todos os deputados, as leis reconhecendo as quadrilhas juninas filiadas à Liga das Quadrilhas Juninas do Acre como patrimônio cultural do Acre”, destacou o deputado Pedro Longo.

*Com informações da Agência Acre

Portovelhês: conheça o “jeitinho” de falar na capital rondoniense

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Quem não é de Porto Velho (RO), ao conversar com um nativo da capital rondoniense, pode ficar sem entender uma parte do diálogo. É que muitos moradores têm expressões peculiares para definir coisas do cotidiano, vocabulário conhecido como “portovelhês“.

Cada estado tem seu vocabulário próprio, como o amazonês e o acreanês, mas muitas dessas expressões acabam sendo parecidas devido a proximidade regional.

Leia também: ’Acreanês’: conheça algumas das expressões mais usadas pelos acreanos

A doutora em linguística Nair Ferreira Gurgel do Amaral, reuniu mais de 500 verbetes no livro ‘Carapanã encheu, voou: o portovelhês’, em que identifica e busca explicar as origens e uso de expressões dos moradores dessa “terra de muro baixo” (que acolhe todos que chegam).

Destacando que a língua é dinâmica e não pode ser delimitada rigidamente, Nair Gurgel explica o porquê de haver variações nas expressões e sotaques entre cidades de Rondônia.

“Tudo na língua depende do processo de colonização. Nosso jeito de falar tem muita influência, mas como eu disse, a língua é dinâmica, ela não para, ela muda, sofre influência e é por isso que Porto Velho e Guajará-Mirim, que são os dois primeiros municípios que foram criados têm sotaques diferentes do restante do estado”.

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Durante a década de 1970, com projetos de colonização, milhares de migrantes chegaram em Rondônia para ocupar a parte ao sul da capital. Os municípios que surgiram nesse período foram formados em maior quantidade por paranaenses, catarinenses, gaúchos e mineiros, explica Gurgel.

“Com o boom do “eldorado”, a construção da BR-364 e a vinda das pessoas do sul e sudeste pra cá é que foram surgindo novos municípios, entre eles Ariquemes. Então de Ariquemes pra lá, seguindo o eixo da BR tem outro jeito de falar por conta dessa influência”, explica.

Já em Porto Velho, a ocupação maior é de nordestinos que chegaram na cidade no segundo ciclo da borracha. A professora acredita que, na influência da fala, pouca coisa restou do primeiro ciclo da borracha que levou muitos barbadianos, ingleses e americanos à cidade.

Leia também: Amazonês: aprenda 30 gírias e expressões que são a cara de Manaus

Já no segundo ciclo, durante a Segunda Guerra Mundial, muitos nordestinos que foram trabalhar como soldados da borracha se fixaram na cidade e deram tom ao jeito de falar em Porto Velho. “Maceta”, de origem cearense, “brocado”, “rangar” e “telezé” são algumas das influências nordestinas.

Na cidade, há também influência portuguesa de forma indireta, vinda de Manaus (AM). É chiado na letra “s”, lembra a professora. Outra influência portuguesa apontada por ela é o uso do “tu”.

“Não tem muita influência indígena no nosso sotaque, mas no vocabulário temos tudo, e na culinária que é toda baseada na cultura indígena, o tucupi, a farinha, macaxeira, tapioca”.

Hoje aposentada, Nair segue como professora voluntária da Unir e vende itens como camisas e chaveiros com as expressões típicas de Porto Velho.

Como prova do dinamismo da língua ela pontua que mesmo dentro de Porto Velho há variações entre grupos e localidades. Alguns exemplos são os pescadores, ribeirinhos e lavadeiras. Agricultores da região dos distritos de União Bandeirantes e Rio Pardo também têm um sotaque mais parecido com o das cidades do interior, já que foram formados por maioria mineira, paulista, gaúcha, etc.

Uma expressão comum a Porto Velho e o restante do estado é “piseiro”, lembra Nair. No entanto, ela explica que mesmo alguns achando que ela é originária de Rondônia, na verdade, durante uma das pesquisas, ela descobriu que “piseiro” vem de de Goiás e Mato Grosso.

“Onde cria muito gado, ele fica preso e de tanto pisotear, chamava aquilo de piseiro. Depois, os bailes no interior eram de chão batido também e chamavam de piseiro onde tem festa”, diz.

Confira algumas das expressões do dicionário portovelhês:

  • Arrumação – invenção
  • As mina pira – gíria utilizada por adolescentes para dizer que as meninas gostam muito
  • Assear – tomar banho
  • Baixa-da-égua – lugar para onde se manda quem está chateado, lugar distante
  • Bagaço – cansado
  • Baladeira – estilingue
  • Banho – balneário
  • Banzeiro – movimento das águas dos rios, produzido pelo vento ou quando passa uma embarcação; ondas no rio agitado
  • Beradeiro – pessoa que mora na beira do rio ou que sente orgulho de ser portovelhense. Antigamente, era utilizado para pessoa cafona, brega.
  • Brocado – fome
  • Cair na buraqueira – cair na gandaia, ir pra farra
  • Carapanã – nome dado aos mosquitos sugadores de sangue
  • Carapanã encheu, voou – provérbio usado quando uma pessoa faz uma visita rápida, come alguma coisa e vai logo embora
  • Casão – presídio
  • Catar – pegar algo
  • Cega – mentira ou não comparecer a um evento
  • Cemitério – jogar queimada
  • Chabocar a venta – dar murro na cara
  • Cuidar – fazer algo rápido
  • Dar fé – perceber
  • Dar uma pedrada na gatinha – xavecar, aproximar-se de uma garota
  • Desmantelado – desarrumado
  • Eita pau – expressão de espanto, surpresa
  • Enxerido – intrometido
  • Espocar – estourar
  • Fuleragem – não presta
  • Gaiato – fazedor de graça
  • Galeroso – marginal
  • H (agá) – papo furado
  • Ir pra Juquira – ir pro mato
  • Jauera (já era) – já foi, perdeu
  • Lazarento – infeliz
  • Leseira – preguiça, falta de atenção
  • Maceta – coisa grande
  • Mais sujo que acari-bodó em poço de lama – pessoa que deve muito ou que já cometeu muitos crimes
  • Mangar – tirar sarro, caçoar
  • Mana – amiga, colega
  • Meu ovo! – discordância com algo
  • Moscar – faltar atenção
  • No doze – algo muito bom
  • Nem com nojo – não mesmo
  • Noiado – usuário de entorpecente
  • Orelha seca – ajudante de pedreiro
  • Papagaio – pipa
  • Peia – coça, pisa, surra
  • Peteca – bola de gude, bolita
  • Presepada – ato vaidoso ou extravagante para atrair a atenção, palhaçada, confusão
  • Que só, oh! – representa grande quantidade
  • Rabeta – pequena embarcação tipo canoa usada por ribeirinhos e movida a motor de baixa potência
  • Refrigerante de dois litros – pessoa que vai bem até a metade, depois perde o gás
  • Saltenha – salgado de origem boliviana recheado com frango e batata
  • Só a capa da gaita – pessoa magra demais
  • Te mete! – ir bem em algo, humilhar
  • Telezé – tu é leso, é?
  • Tô mesmo (Tô mermo) – confirmação
  • Tobó – bobo, imbecil, idiota
  • Zoada – barulho, gritaria

*Com informações da reportagem escrita por Diêgo Holanda, da Rede Amazônica RO

Como as mudanças climáticas afetam os peixes da Amazônia?

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Foto: Reprodução/Revista Pesquisa Fapesp

As mudanças climáticas tem afetado a vida em todo o planeta. Mas como elas afetam os peixes da Amazônia? O biólogo paulista Adalberto Val, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), explica os impactos das alterações no clima sobre os animais do Rio Negro e seus reflexos sobre a insegurança alimentar.

Leia também: Adalberto Val: pesquisador revela origem de seu fascínio pelos peixes da Amazônia

*O conteúdo foi originalmente publicado pela Pesquisa FAPESP, de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original aqui.

4 cidades em Tocantins para se aventurar na prática de voo livre

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Instrutor Cabeça Fly durante voo em Axixá. Foto: Cabeça Fly/Arquivo pessoal

O Tocantins tem emergido como um dos principais polos para a prática de voo livre no Brasil, atraindo atletas e aventureiros em busca de paisagens deslumbrantes e condições ideais para a prática desse esporte radical.

Cidades como Axixá, Babaçulândia, Porto Nacional e Palmas estão entre os destinos mais procurados no estado, impulsionando o turismo e aquecendo a economia local.

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Axixá

O município de Axixá se destaca por abrigar uma das sete melhores rampas de voo livre do Brasil, atraindo pilotos de diversos estados e até do exterior. O local é especialmente procurado entre os meses de maio e dezembro, período de alta temporada para a modalidade.

Entre os grandes nomes do esporte no estado está Adelmo, mais conhecido como Cabeça Fly. O piloto é o maior recordista de distância do Tocantins, com dois feitos históricos: em 2020, percorreu 228 km, e em 2023, ampliou seu próprio recorde para 289 km, partindo da rampa de Axixá e pousando na cidade de Quatro Bocas, no Pará, após sete horas de voo. Especializado em voo duplo, Cabeça Fly também ministra cursos e recebe turistas interessados em experimentar a adrenalina do parapente.

“Sou cearense, mas vim para o Tocantins em 2018. Dou cursos para quem deseja se tornar piloto e também de alta performance em Cross Country. É muito gratificante proporcionar essa experiência para os turistas e os moradores da região”, comentou Adelmo.

A cidade de Axixá também sedia eventos importantes para o esporte, incluindo o Campeonato de Voo Livre, cuja 11ª edição ocorre entre os dias 20 e 30 de julho deste ano. O evento já reuniu mais de 130 pilotos do Brasil e do exterior, incluindo competidores da França, Alemanha e Suíça.

A empresária Luana Carreiro também apostou na prática do esporte. Após iniciar voos duplos na região do Bico do Papagaio em 2020, ela decidiu, em 2024, fazer o curso para se tornar piloto de parapente.

“Eu queria viver essa experiência sob meu próprio comando, voar com minhas próprias asas, e consegui. Fiz meu primeiro voo solo e a sensação é indescritível”, relatou.

Babaçulândia

Outro município que vem ganhando destaque entre os amantes do voo livre é Babaçulândia, que tem se firmado como um dos principais pontos para a prática do esporte no Tocantins. A cidade conta com uma Associação de Voo Livre ativa e uma média de 70 pilotos atuantes. Desde 2020, o crescimento da modalidade tem se intensificado, impulsionado pelo aumento de novos praticantes e pela realização de eventos que atraem pilotos de diversas regiões do Brasil.

Segundo o piloto e instrutor Juliano Sandin, Babaçulândia se destaca pelo potencial para voos de longa distância, a modalidade Cross Country, uma das mais procuradas pelos praticantes. “A cidade proporciona um dos visuais mais belos do país, além de receber pilotos de vários estados, o que fortalece o turismo e movimenta o comércio local”, afirmou.

Palmas

Palmas, capital do estado, também se destaca no cenário do voo livre, contando com uma comunidade ativa formada por três instrutores e 22 pilotos vinculados à associação local. As decolagens ocorrem principalmente nos finais de semana, sendo mais frequentes durante a estação seca.

O instrutor de voo livre e paramotor há 17 anos, Eli Ramos, conta que sua paixão por esportes radicais começou com o paraquedismo. Atualmente, além de realizar voos acrobáticos – modalidade na qual já figurou entre os quatro melhores do Brasil –, ele também ministra aulas para alunos de Palmas e de outros estados, como Paraná.

“Ensinar voo livre é ajudar pessoas a realizarem um sonho. Elas passam a enxergar o mundo de uma nova perspectiva e conhecem pessoas de diferentes lugares com a mesma paixão pelo esporte”, comentou.

Porto Nacional

Porto Nacional também se sobressai no cenário do voo livre, contando com uma rampa localizada no Morro São João. O presidente da Associação de Voo Livre do município, Rogério Ferreira, explica que o vento predominante na região é o Leste, condição que favorece a decolagem contra o vento, essencial para garantir voos mais seguros e de longa duração.

“No voo livre, o vento é nosso grande aliado. Ele é determinante para voos de curta e longa distância, predominando entre maio e setembro. Os voos começam por volta das 10 horas e se estendem até as 17h30”, explicou Rogério Ferreira.

Eli Ramos e amigos se preparando para voo em Palmas. Foto: Eli Ramos/Arquivo pessoal

Futuro do voo livre no Tocantins

O crescimento do voo livre no Tocantins reafirma o potencial do estado como um dos principais destinos de turismo de aventura no Brasil. Apesar dos desafios estruturais, como o acesso às rampas, o interesse pelo esporte segue em expansão, atraindo cada vez mais praticantes e impulsionando o desenvolvimento econômico das regiões envolvidas.

“O Tocantins possui um imenso potencial para o turismo de aventura e esportes, oferecendo experiências únicas graças à sua vasta diversidade de belezas naturais. Nosso compromisso é seguir avançando na estruturação e na qualificação das regiões turísticas, com o objetivo de atrair cada vez mais visitantes. Dessa forma, buscamos impulsionar o turismo e aquecer a economia do estado”, afirmou o secretário de Turismo do Tocantins, Hercy Filho.

*Com informações do Governo de Tocantins