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Dossiê “Amazônia contra o Antropoceno” aborda sociodiversidade da região

Luar na casa comunal Wai Wai. Comunidade Katual TI Trombetas Mapuera, Roraima. Foto: Claide Moraes

O Instituto de Estudos Avançados (IEA) da Universidade de São Paulo (USP) publicou o dossiê Amazônia contra o Antropoceno”, organizado pelos professores Claide de Paula Moraes e Miguel Aparicio, ambos do Instituto de Ciências da Sociedade (ICS) da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa).

Na publicação constam nove artigos de arqueólogos, antropólogos e ecólogos, indígenas e não indígenas, entre eles, docentes pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Arqueologia e Antropologia (PPGAA) da Ufopa.

Para eles, as visões convencionais sobre a Amazônia têm dado uma especial relevância às características de sua biodiversidade. Com menor frequência é reconhecido o destaque da sua sociodiversidade, componente fundamental na configuração da Amazônia e, nas últimas décadas, tão ameaçada quanto a biodiversidade.

Os impactos sobre as florestas da Amazônia incidem também, em grande escala, sobre as formas de vida humana que modelaram suas paisagens. Com todo o avanço predatório sobre seus sete milhões de quilômetros quadrados, no século XXI, a Amazônia continua sendo o lar de uma ampla diversidade de povos indígenas, falantes de cerca de 180 línguas, além de inúmeras populações tradicionais que se estabeleceram na região em períodos mais recentes.

“A partir da perspectiva da Arqueologia, da Antropologia e da Ecologia queremos trazer para o debate o que os pelo menos 12 mil anos de história humana na Amazônia mostram sobre uma convivência com o ambiente que imprimiu marcas profundas nas paisagens. Frente a um viés homogeneizante no debate do Antropoceno, pretendemos destacar os impactos positivos para a manutenção da biodiversidade promovidos pelas populações indígenas e tradicionais da Amazônia, num movimento divergente e resistente aos modelos próprios da invasão colonial, em contínuo processo de avanço”, alertam.

Para concluir, os pesquisadores esclarecem os seus objetivos:

*Com informações da Ufopa

IBGE informa que mais de 60% dos indígenas do Amazonas moram em cidades

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Mais de 60% dos indígenas do AM moram em cidades, aponta IBGE. Foto: Janailton Falcão/FAS

Cerca de 62% dos indígenas no Amazonas moram em cidades. É o que aponta uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada no dia 19 de dezembro. O recorte ainda é do Censo realizado em 2022, pelo órgão.

Segundo o IBGE, a população indígena total, em 2022, foi de 490.935 pessoas, sendo que 62,3% vive em áreas urbanas (305.866) e 37,7% em áreas rurais (185.069).

Já em relação ao número de indígenas que moram em terras indígenas, esses são 149.080 (30,4% do total indígena). Desses, 22,2% vivem em áreas urbanas (33.070), enquanto a maioria (77,8%) permanece em áreas rurais (116.010).

Fora de terras indígenas, o IBGE aponta que a população é majoritariamente urbana, com 341.855 indivíduos (69,6% do total indígena).

O Censo também aponta que, os cinco municípios do Amazonas com maior população indígena nas cidades foram:

  1. Manaus: 69.747 indígenas;
  2. Tabatinga: 26.091 indígenas;
  3. São Paulo de Olivença: 18.265 indígenas;
  4. Tefé: 15.544 indígenas; e
  5. Santo Antônio do Içá: 13.863 indígenas,

Já em áreas rurais, destacaram-se São Gabriel da Cachoeira (24.913), Maués (8.092), Tabatinga (8.406), São Paulo de Olivença (8.354) e Santo Antônio do Içá (5.019), mostrando forte presença em territórios rurais.

Manaus continua sendo a cidade mais indígena do Amazonas

A pesquisa também apontou que Manaus é a cidade com o maior número de indígenas no Amazonas. Segundo o Censo, são 71.691 indígenas que, segundo o órgão “demonstra o impacto da urbanização e da migração em busca de oportunidades”.

A lista também contempla:

  • São Gabriel da Cachoeira, com 48.256 indígenas, destaca-se como um dos principais polos culturais e tradicionais indígenas;
  • Tabatinga, com 34.497, representando a influência das comunidades indígenas na região de tríplice fronteira;
  • São Paulo de Olivença (26.619) e Autazes (20.447) evidenciam a relevância indígena em áreas mais interioranas.
  • Tefé (20.394), Santo Antônio do Içá (18.882), Benjamin Constant (17.811), Barcelos (14.178) e Santa Isabel do Rio Negro (13.622) completam a lista, mostrando a ampla presença indígena nas regiões do médio e alto Rio Negro e do Solimões, que preservam tradições e enfrentam desafios em infraestrutura e serviços públicos, como saúde e educação.

Pesquisa de Roraima ganha prêmio máximo em congresso internacional de química

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Foto: Pablo Felippe/Coordcom/UFRR

A pesquisa Determining the content of paracetamol using machine learning with the use of a smartphone‘, realizada por meio de uma parceria entre Universidade Federal de Roraima (UFRR) e o Instituto Federal de Roraima (IFRR), recebeu a premiação de melhor pôster na categoria Quimiometria no 9º Congresso Ibero Americano de Química Analítica (Ciaqa), ocorrido em Belém em setembro deste ano.

A pesquisa trata da quantificação de paracetamol usando a inteligência artificial com o uso de um smartphone. Participaram da elaboração do estudo o grupo de pesquisa em Quimiometria do Extremo Norte da Amazônia junto com integrantes do Departamento de Química e da Escola Agrotécnica da Universidade Federal de Roraima (UFRR), além de docentes do Instituto Federal de Roraima (IFRR).

O estudo é realizado dentro de uma área da química chamada de Quimiometria que se concentra em auxiliar no entendimento de dados que são oriundos de análises químicas facilitando o planejamento e o desenvolvimento de métodos e modelos estatísticos voltados para diversas aplicações.

Conforme explica o professor do curso de química da UFRR, Francisco dos Santos Panero, os pesquisadores buscaram a quantificação de paracetamol nas formulações farmacêuticas utilizando para isso imagens digitais adquiridas com um smartphone e uma técnica de inteligência artificial. 

Foto: Pablo Felippe/Coordcom/UFRR

A professora da UFRR, Mirla Janaina Augusta Cidade, que representou o grupo de pesquisa no congresso apresentando o pôster, destaca que o método de medição utilizado no estudo é realizado de modo simples, porém bastante eficaz. 

“A técnica envolve uma reação química que muda a cor da solução, capturada pelo celular com o app PhotoMetrix-Pro®. Usando essas imagens, o estudo consegue determinar a concentração de paracetamol de forma precisa e acessível”, explica.

Além da aluna Sara Rocha e dos professores Francisco Panero e Mirla Cidade, também participaram da pesquisa o professor da Eagro/UFRR, Wilson Botelho Nascimento Filho, a aluna do curso de química, Rosana Ferreira de Sousa e o professor do IFRR, Pedro dos Santos Panero.

Com uma pesquisa envolvendo a parceria entre duas instituições públicas federais, para Mirla esse tipo de união é fundamental e o resultado positivo demonstra a importância e a qualidade da ciência roraimense.

Foto: Pablo Felippe/Coordcom/UFRR

Um dos participantes fundamentais para a aprovação da pesquisa, o professor Wilson Botelho também destaca a satisfação em receber a premiação e a qualidade das pesquisas realizadas na Amazônia.

“Nesse evento tínhamos diversas instituições e de todas as regiões do Brasil. É um reconhecimento para nós como professores e pesquisadores e mostra que aqui no extremo norte, na Amazônia roraimense, conseguimos desenvolver trabalhos de ponta que podem ser tão importantes quanto os trabalhos de outras instituições espalhadas pelo nosso país, instituições essas consolidadas no cenário nacional e internacional. Isso motiva a continuar nesse caminho e chegar a um ponto que seremos reconhecidos por nossas contribuições na pesquisa brasileira e quem sabe futuramente no cenário internacional”, afirma Wilson.

UFRR terá representante como embaixador do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (Cnpem)

Foto: Arquivo Pessoal/Gabriel Zazeri

A Universidade Federal de Roraima terá um representante como embaixador do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (Cnpem). Nesta primeira edição do Programa Embaixadores do Centro, o professor escolhido foi Gabriel Zazeri, do departamento de Física que será um dos 28 embaixadores espalhados pelo Brasil.

O Programa Embaixadores do Cnpem é uma iniciativa que tem o objetivo de expandir o alcance da ciência e tecnologia pelo país incentivando o engajamento de pesquisadores com áreas de pesquisa que necessitam de alta resolução dentro das Ciências Exatas e da Terra, Engenharias e Ciências Biológicas.

A primeira edição do programa foi voltada apenas para profissionais que atuam nas regiões Norte e Nordeste também com o intuito de fortalecer ações de capacitação e divulgação do centro de pesquisa na região. A aproximação também busca trazer pesquisadores e estudantes para utilização dos laboratórios e estruturas de referência do centro.

Conforme destaca o professor Gabriel Zazeri, o objetivo do embaixador é divulgar o papel desses laboratórios e do Sirius na busca por conectar a sociedade científica aos avanços tecnológicos e científicos feitos no CNPEM, além de promover o acesso a oportunidades e conhecimentos que visam beneficiar a comunidade científica e a sociedade em geral.

*Com informações da UFRR

Parque da Cidade, em Belém, terá mais de 2,5 mil árvores

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Foto: Bruno Cecim/Agência Pará

Com mais de 60% do paisagismo finalizado, as obras do Parque da Cidade avançam em ritmo acelerado em Belém. O Parque, que será o palco da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP 30, no Pará em 2025, já tem mais de 1.300 árvores plantadas, das 2.500 previstas para serem entregues na primeira fase da obra, em novembro de 2025.

Dessas 1.300 árvores que já compõem o paisagismo do Parque, 190 foram transplantadas. O processo prima pela sustentabilidade, como explica a engenheira florestal responsável pela execução do projeto, Regina Meireles. “Podemos dizer que o transplante de árvores adultas é uma técnica de sustentabilidade, pois estamos ‘mudando o endereço’ de uma árvore”, explica.

O transplante segue etapas criteriosas. Primeiro, avalia-se a viabilidade da árvore para ser removida. Em seguida, realiza-se a sangria, cortando 50% das raízes para estimular sua conservação, ao mesmo tempo que a folhagem é podada para reduzir o estresse da planta. Depois, corta-se o restante das raízes e a base da árvore é envolvida com terra nutritiva, preparando-a para o transporte.

No novo local, o plantio ocorre em um “berço” adequado, com irrigação abundante e adubação química e orgânica para garantir a nutrição da árvore. Após o plantio, monitora-se o rebrotamento das folhas e realiza-se manejos como poda e adubações, quando necessário. “O acompanhamento continua com medições regulares para avaliar o crescimento e a recuperação da árvore”, completa Regina.

Floresta na cidade

Entre as espécies plantadas, está a samaumeira, espécie emblemática da Amazônia e de Belém. Mas não só ela: também seringueiras, pau-preto, pau-ferro, pau-mulato, sibipiruna, jatobá, ipê, pau-brasil, mamorana, jambo, mangueira, andiroba, copaíba, cedro, açaí, jerivá, bacaba, flamboyant e diversas outras. São mais de 100 espécies.

Margareth Maroto, idealizadora do projeto de paisagismo, explica que o conceito foi trazer a floresta amazônica para a cidade. “O paisagismo foi inspirado na vegetação do bioma da Amazônia. Quisemos valorizar e perpetuar as espécies regionais, com todo o espaço remetendo à região amazônica. A ideia foi replicar uma floresta dentro do parque, e essa elaboração aconteceu em três anos”, conta.

Cronograma

Ursula Vidal, titular da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), pasta que gerencia e fiscaliza as obras do Parque, garante que o projeto é um compromisso de legado para Belém e todo o Pará. “Estamos falando em uma área paisagística grandiosa, com um investimento de mais de 50 milhões, um dos maiores do Brasil em paisagismo adulto”, destaca a secretária.

Ela também ressalta que as obras estão dentro do cronograma estipulado.

Porto Futuro

Além do Parque da Cidade, o Porto Futuro II, localizado no bairro do Reduto, é mais uma obra que ficará para os moradores da capital como um dos legados da COP 30, e que também segue dentro do cronograma exigido. A obra avançou 61%, com etapas concluídas, como é o caso das revitalizações das praças Pedro Teixeira e Barão de Mauá.

O complexo abrigará um Centro Gastronômico, um Parque de Inovação e Bioeconomia e a Caixa Cultural, a primeira da Região Norte, além do Museu das Amazônias. Haverá ainda uma espaço de convivência interno com playground, quiosques e fonte de água interativa. A entrega do equipamento também está prevista para novembro de 2025.

*Com informações da Agência Pará

Entenda o que são as florestas públicas não destinadas

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Gleba Castanho, no Amazonas, em 2022, foi a primeira área não-destinada a entrar no processo de concessão florestal. Foto: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

As florestas públicas não destinadas localizadas na Amazônia são terras de domínio dos governos estaduais ou federal que aguardam pela destinação para uma categoria fundiária, como determinado pela Lei de Gestão de Florestas Públicas (Lei 11.284/06). 

Elas somam uma área do tamanho da Espanha (56,5 milhões de hectares) e estocam quase um ano de emissões globais de carbono – ou sete bilhões de toneladas de carbono. No entanto, as florestas públicas sem destinação ficam mais vulneráveis à grilagem e ao desmatamento ilegal. 

Localização de florestas públicas não destinadas na Amazônia

6,18 milhões de hectares dessa área foram anunciados para estudo de destinação pelo Governo Federal

Fonte: Observatório das Florestas Públicas

Para contribuir com a proteção das florestas públicas não destinadas, o Amazoniar – iniciativa do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) para promover um diálogo global sobre a Amazônia – responde às principais perguntas sobre essas terras e como defendê-las.  

Por que proteger as florestas públicas não destinadas? 

A proteção das florestas públicas não destinadas é crucial, pois nelas vivem diversos povos indígenas e comunidades tradicionais que dependem diretamente desses territórios e cuidam de toda sua biodiversidade através de seus modos de vida. A preservação de suas culturas, tão vitais para o equilíbrio climático e o futuro do planeta, depende da garantia de seus direitos, inclusive da demarcação e autogestão de seus territórios. 

Proteger essas terras deve ser prioridade não apenas para garantir os direitos de quem já as ocupa, mas também como uma das soluções para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e combater as mudanças climáticas, devido ao seu estoque de carbono. 

Qual é o maior desafio para a proteção das florestas públicas não destinadas? 

O maior desafio é a constante pressão de atividades ilegais que essas áreas sofrem. Embora a Lei de Gestão de Florestas Públicas determine que essas florestas devem ser conservadas ou utilizadas de forma sustentável, sem a definição de uma categoria de uso, elas ficam mais vulneráveis à grilagem e, consequentemente, ao desmatamento ilegal e à degradação.  

Uma pesquisa do IPAM revela que, entre 2019 e 2021, mais da metade (51%) do desmatamento ocorreu em terras públicas, sendo as florestas públicas não destinadas as mais atingidas: tiveram alta de 85% na área desmatada, passando de 1.743 km² derrubados anualmente para mais de 3.228 km².  

O mesmo estudo mostra como aparatos legais são usados para disfarçar a grilagem de terra. Até o fim de 2020, mais de 18 milhões de hectares de florestas públicas não destinadas estavam declarados no SICAR (Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural), de forma ilegal, como propriedades particulares.  

Por que as florestas públicas são um grande alvo de grileiros? 

O enfraquecimento da fiscalização ambiental é o fator que mais abre espaço para que a ocorrência de grilagem nessas florestas aumente. Pessoas e empresas dificilmente entram em áreas para grilar sem saber que são públicas. 

Além do aumento dos registros de CAR (Cadastro Ambiental Rural) fraudulento no sistema, as áreas declaradas vêm apresentando tamanhos cada vez maiores. Uma nota técnica do IPAM mostra que, em 2021, cerca de 44% dos CAR que apresentavam sobreposição às florestas públicas não destinadas tinham mais de 1,5 mil hectares. É “um forte indício [de] que a grilagem esteja ligada a ações de grupos capitalizados e organizados que buscam, cada vez mais, ocupar grandes frações de terra pública”.

Como a grilagem em florestas públicas funciona na prática? 

Na maioria das vezes, os grileiros fazem um levantamento para identificar as características da terra – por exemplo, se é plana, com fácil acesso à água e à estrada. 

Escolhido o lugar, começa o ciclo:  

1) entram na área, usando o CAR (Cadastro Ambiental Rural) como um suposto documento comprovação de propriedade;  

2) desmatam a floresta; e então  

3) iniciam um processo parecido com a especulação imobiliária, com o objetivo de vender a terra desmatada para outros fins, em especial para a pecuária. Para se ter uma ideia, mais de 70% dos desmatamentos em florestas públicas não destinadas são transformadas em pasto para gado. 

Para saber mais sobre a grilagem, leia a cartilha “Por uma Amazônia livre de grilagem”, do Amazoniar.

Como proteger as florestas públicas não destinadas? 

A destinação é uma das políticas ambientais mais urgentes e eficazes para proteger as florestas públicas do desmatamento e da degradação. A ciência já provou que essas florestas são mais preservadas sob o cuidado de povos indígenas e comunidades tradicionais: o conjunto de terras indígenas e unidades de conservação estocam cerca de 56% do carbono da Amazônia brasileira. 

Um instrumento que pode facilitar a regularização de territórios e a destinação é a CDRU (Concessão de Direito Real de Uso). Por meio deste contrato administrativo, o poder público pode ceder o uso de uma determinada terra a populações originárias e tradicionais, contribuindo para a garantia de direitos dessas pessoas ao mesmo tempo em que salvaguarda o interesse público de proteger as florestas. 

Em paralelo, é preciso fortalecer o comando e controle ambiental, a ação mais efetiva para reduzir o desmatamento de forma imediata. Isso significa fortalecer a fiscalização e aplicar punições pelo cometimento e financiamento de crimes ambientais.  

Conheça outras alternativas para o combate ao desmatamento na cartilha “Soluções para o desmatamento na Amazônia”, do Amazoniar.  

O que uma floresta pública não destinada pode se tornar? 

Foto: Divino Silvério

As florestas públicas podem ser destinadas para uso comunitário, sustentável, proteção integral ou ainda fins militares. Alguns exemplos de destinação são: 

Terras indígenas – Os povos indígenas são os guardiões da Amazônia há milênios e desempenham um papel fundamental na manutenção da integridade dos ecossistemas e no combate às mudanças climáticas. No Brasil, as terras indígenas ocupam 13,9% do território nacional e guardam 19,5% da vegetação nativa do país. 

De acordo com levantamento do MapBiomas de 2022, o desmatamento em terras indígenas foi de apenas 1% em 30 anos. 

Unidades de conservação – Conforme explica ((o))eco, essas áreas garantem a representatividade de diferentes populações e ecossistemas, preservando o patrimônio biológico. Ao mesmo tempo, oferecem às populações tradicionais que as habitam os recursos naturais necessários para o desenvolvimento de atividades econômicas sustentáveis. 

São categorias de Unidades de Conservação: 

  • Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) 
  • Reserva extrativista (Resex) 
  • Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) 
  • Reserva Biológica  
  • Refúgio de Vida Silvestre 
  • Parque nacional, estadual e natural municipal 
  • Monumento natural 
  • Floresta nacional, estadual e municipal 
  • Estação Ecológica 
  • Área de Proteção Ambiental 

*O conteúdo foi originalmente publicado pelo IPAM

Estudo levanta perfil do turista que visita o Acre

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Foto: Pedro Devani/Secom AC

O fomento do turismo do Acre, além das belezas naturais e outros atrativos, também advém de políticas públicas e privadas. Para auxiliar na formação destas, o Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento divulgou o resultado da pesquisa do Estudo Econômico ‘Revisitando o Turismo: um olhar pensando no futuro’, que mostra o perfil do turista que visita o Acre.

O estudo mostrou que homens com nível superior, que ganham, aproximadamente, R$ 4 mil, visitam o Acre para passar cinco dias, de segunda a sexta-feira, a negócios.

O professor doutor Rubicleis Gomes da Silva, pesquisador da Universidade Federal do Acre (Ufac), do Fórum Empresarial e da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino e Pesquisa e Extensão (Fundap), conduziu o estudo e ressaltou a importância de conhecer o perfil dos turistas que visitam o Acre.

O secretário de Estado de Turismo e Empreendedorismo, Marcelo Messias, destacou que a ferramenta tem grande importância para os processos de crescimento e desenvolvimento do Acre enquanto destino turístico.

“A percepção que o visitante tem sobre um destino é muito significativa para propagar de forma positiva a imagem local e, conhecer o perfil do turista que visita nosso estado é indispensável para sermos competitivos frente aos desafios. Informações demonstradas na pesquisa são muito ricas e irão nortear o desenvolvimento de políticas públicas, planejamento estratégico, subsidiar tomada de decisão mais assertiva, seja pelo poder público ou classe empresarial, objetivando o aumento do fluxo de turistas, gerar mais oportunidade de emprego e renda para a nossa população”, afirmou.

Para desenvolver ainda mais o turismo no Acre, que conta com tantas belezas naturais, a união entre a Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo e as demais instituições é essencial para fomento do setor no estado. Pesquisas como o Estudo Econômico que mostra o perfil do turista no Acre é uma das ferramentas que auxiliam no crescimento dessa área.

O professor doutor Rubicleis Gomes da Silva conduziu o estudo. Foto: Arquivo pessoal

Aplicação da pesquisa

Para levantar esse perfil, o Fórum Empresarial do Acre elaborou uma pesquisa e aplicou questionários na rodoviária e no aeroporto de Rio Branco, entre 27 de julho e 22 de outubro, com 401 turistas que estavam chegando ou saindo do estado acreano.

A rodoviária representou 47,88% do total das respostas na pesquisa, sendo o local com maior frequência de aplicação dos questionários, indicando que quase metade dos turistas chegam a Rio Branco com transporte terrestre.

O aeroporto também teve uma participação significativa, com 32,17% das aplicações. Esse percentual reflete a importância do transporte aéreo no turismo local, destacando o aeroporto como o segundo principal ponto de acesso dos visitantes.

“A equipe de aplicação dos questionários não teve acesso à sala de embarque no período noturno, ficando a aplicação dos questionários limitada aos voos diurnos. Destaca-se que a equipe tentou aplicar os questionários no saguão do aeroporto, contudo, pouquíssimos passageiros se dispuseram a responder a pesquisa. Além disso, é importante destacar que, no período da pesquisa, os voos noturnos eram bem superiores aos diurnos”, explicou outro trecho do estudo, que pode ser conferido na íntegra aqui.

O professor Rubicleis Gomes explicou, ainda, que a pesquisa deve ser feita durante os 12 meses do ano, para entender, de fato, qual perfil do turista no Acre. “É preciso aplicar também nas cidades de Assis Brasil, Brasileia e Epitaciolândia, que são porta de entrada do Peru e Bolívia e têm um grande fluxo de pessoas”, afirmou.

*Com informações da Agência Acre

Com decisão histórica, é criada instância de participação indígena na COP da Desertificação

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Foto: Reprodução/MPI

A proposta brasileira de criação do Caucus Indígena na 16ª Conferência das Partes (COP16) da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (UNCCD), realizada em Riad, na Arábia Saudita, foi aprovada no dia 13 de dezembro.

Os Ministérios dos Povos Indígenas (MPI) e do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) lideraram a articulação das demandas dos povos de diferentes países para a criação da instância de negociação, que vai funcionar como um espaço de debate e integração dos povos de diversas partes do mundo.

Conhecida como COP da Desertificação ou COP do Solo, essa é a terceira das conferências firmadas na Rio-92, a segunda Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento. A COP da Desertificação era a única entre as três, a do clima e da biodiversidade biológica, que ainda não contava com uma instância formal para a participação indígena e de outros povos e comunidades tradicionais. Junto com a criação do Caucus Indígena, também foi criado um Caucus para as comunidades locais.

Com o tema central “Nossa Terra, nosso futuro”, a conferência teve início no dia 2 de dezembro e reuniu representantes de cerca de 195 países e da União Europeia, entre membros do governo e da sociedade civil. 

Nas conferências, a instância é o espaço para coordenação de estratégias e propostas entre os povos indígenas de diversas regiões do planeta, além de funcionar também como uma instância de diálogo e consulta entre esses povos.

Em discurso durante o Fórum dos Povos Indígenas na conferência, o diretor de Gestão Ambiental, Territorial e Promoção ao Bem Viver Indígena da Secretaria de Gestão Ambiental e Territorial Indígena do MPI, Bruno Potiguara, falou da necessidade de atitudes imediatas que interrompam o avanço e retroalimentação do processo de desertificação no planeta. 

A proposta brasileira foi apresentada durante a mesa de negociação, realizada nesta sexta, por Edel Moraes, chefe de Delegação do Brasil e secretária Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA.

O “People’s Day” foi realizado pela primeira vez nesta COP no último sábado, dia 7, e passou a ser mais uma entre as sete datas temáticas da programação. Na mesma data foi realizado o Fórum dos Povos Indígenas, sendo a primeira vez, nos cerca de 30 anos da COP da Desertificação, que esses povos contaram com um fórum específico para integrar e fortalecer suas perspectivas.

Em declaração entregue para apreciação das partes nesta ocasião, o caucus é apontado como solução para os povos indígenas articulados na conferência, que reforçam no texto do documento que o sucesso das estratégias de combate à desertificação só será viável com a colaboração destes grupos. A iniciativa é distinta do espaço já formalizado nas conferências para organizações da sociedade civil.

A declaração

Em seu discurso no Dia do Povo, o presidente da COP 16, Osama Faqeeha, afirmou que a data, que também integrou plenárias com foco na juventude, foi criada com o objetivo de promover a inclusão de grupos que representam a resiliência à seca.

O texto da declaração foi dividido em quatro tópicos, que defendem o respeito e o reconhecimento dos povos indígenas pelas partes reunidas pela conferência e a proteção dos seus direitos nas decisões. Também exige a participação plena e efetiva desses grupos nos debates, o reconhecimento dos seus sistemas de conhecimento e da sua contribuição para a restauração e gestão dos solos. E, por último, defende o acesso direto pelos povos indígenas e suas organizações representativas ao financiamento voltado à proteção e restauração de terras e territórios, como uma maneira de respeitar a autonomia indígena.

O documento também reforça a necessidade de que os territórios e os direitos territoriais, os sistemas de manejo e de governança indígena sejam reconhecidos e fortalecidos. 

*Com informações do MMA

Pará vai investir mais de R$ 30 milhões em projetos para economia limpa até 2026

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Foto: Divulgação

Para promover crescimento da economia e inclusão social, tendo a bioeconomia como aliada, uma das estratégias do Governo do Pará é a implantação do Plano Estadual de Bioeconomia (Planbio), que atualmente conta com 92 ações implementadas ou em andamento, mais de 50% das ações previstas.

Lançado na COP 27, no Egito, em 2022, o Planbio impacta diretamente a vida de 67 mil pessoas, com a realização de 12 marketplaces de bioprodutos da Amazônia, o que promove a diversidade de produtos sustentáveis e aumento da renda de mais de 1.056 famílias. Atualmente, são mais de R$ 34 milhões investidos no apoio a mais de 275 negócios.

Integrante do Comitê Executivo do PlanBio e com a missão de fomentar o desenvolvimento de pesquisas e inovações que se aplique o conhecimento científico e tecnológico na produção de produtos para a bioeconomia, a Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) fomenta atualmente 89 projetos diretamente ligados ao desenvolvimento de pesquisas e inovações, além de mais 69 startups apoiadas, entre 2023 e 2024.

Pesquisas

São projetos de pesquisa, apoio às empresas inovadoras, formação de jovens pesquisadores, apoio na formação de núcleos de excelência, fortalecimento de programas de pesquisa nas universidades e parcerias internacionais. Na lista de iniciativas, há também a formação de núcleos de excelência, fortalecimento de programas de pesquisa nas universidades e parcerias internacionais.

Entre os projetos está o da engenheira de produção, Ingrid Teles, fundadora da startup Ver-o-Fruto, que utiliza o caroço de açaí para produzir cosméticos e filtrar água, em comunidades ribeirinhas. A cada sabonete produzido, são impedidos de chegar ao meio ambiente 100g de caroço de açaí. Assim, com a proposta de promover a economia circular com um bioproduto, a pesquisadora utiliza o caroço de açaí como sua matéria prima base e transforma caroço em sabonete facial.

Com o beneficiamento deste resíduo, a Ver-o-Fruto movimenta a economia local, impactando toda a cadeia produtiva do açaí. “Hoje terceirizamos toda a produção e fortalecemos todo um quadro de funcionários já atuante, além de fortalecer as comunidades que são fornecedores de nossos parceiros”, informa a pesquisadora.

A Associação de Batedores de Açaí de Belém estima que 16 toneladas de caroços são descartados por dia, o que gera poluição visual, do solo e hídrica.

Foto: Divulgação

Investimentos

Somente em 2023, a Fapespa investiu mais de R$ 11,3 milhões em projetos alinhados à bioeconomia e voltados para a valorização do conhecimento tradicional amazônida. Já em 2024, mais 10,5 milhões foram investidos para novos projetos de ciência, tecnologia e inovação. Um montante que até 2026, deve chegar a R$17.645.152,25 para o complemento de projetos já contratados. Esse trabalho prevê ainda novos editais e parcerias que estão em andamento e com a previsão de que em 2025, possamos contar com um aporte de mais R$ 15 milhões.

São projetos como agricultura sintrópica; geração de novos produtos a partir da fauna, flora e microbiota; fortalecimento tecnológico de cadeias como o açaí e o cacau; geração de energia limpa e sustentável; mitigação dos riscos às populações de plantas e animais; novos bioativos para as indústrias farmacêuticas e de cosméticos; validação acadêmica dos conhecimentos ancestrais; formação de mão de obra qualificada, entre outros.

Integração

Considerando que o planejamento plurianual do Estado busca atender o território paraense, as ações são planejadas de forma que possibilite a participação e o benefício de toda a população. Para isso, a seleção dos projetos é dividida considerando-se as regiões de interação. A seleção ocorre via editais da Fapespa ou a partir de parcerias estratégicas com outras instituições do Sistema nacional de CT&I.

Na região do Guajará, atualmente, são fomentados 32 projetos. Entre eles está o AmazonCel, o primeiro laboratório de celulose e papel da região Amazônica, que produz papel a partir da fibra do açaí visando produzir embalagens sustentáveis. O laboratório já tem os primeiros resultados que mostram que a fibra é viável e pode ser convertida em celulose utilizando menos produtos químicos do que a convencional indústria.

O projeto está estudando propor papéis mistos de açaí e eucalipto. A coordenadora do projeto explica que o trabalho possui um terceiro objetivo, que é o cientificamente mais avançado, pois trata da produção de nanocelulose e nanopapéis a partir das fibras, além da bioativação desses papéis com óleos e resinas da Amazônia. “O equipamento para o último objetivo chegará início de 2025, mas já posso adiantar que será uma nova linha de papéis do açaí inovadores envolvendo nanotecnologia”, informa a coordenadora da pesquisa, Lina Bufalino, professora UFRA.

Além dos objetivos previstos, o laboratório tornou possível o desenvolvimento de uma linha paralela de papéis, de papel reciclado convencional com fibras do resíduo do açaí. “Estes papéis ficaram interessantes do ponto de vista estético e têm potencial, por exemplo, para serem papéis para convites, presentes ou de apelo Amazônico, já que é possível ver a fibra do açaí dispersa no papel reciclado”, informa a pesquisadora.

*Com informações da Agência Pará

Livros destacam potencial da cultura e do turismo de Roraima

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Foto: Reprodução/Governo de Roraima

O livro ‘Trekking ao Monte Roraima’, de Evandro Torezan, destaca o turismo de Roraima e é uma das obras que divulgam o potencial da cultura roraimense para o mundo contribuindo para a formação de bibliografias a disposição da comunidade.

A obra, além de narrar uma jornada de aventura, explora as riquezas históricas e geográficas do Monte Roraima, uma das mais imponentes montanhas da América do Sul, localizada no Planalto das Guianas, na fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana.

O autor, conhecido como “Ser Pedalante”, compartilha sua experiência ao percorrer o trajeto a pé, destacando a natureza exuberante e os desafios físicos da caminhada, além das lendas e histórias que permeiam a região.

Outra publicação importante é o livro ‘Kalu Brasil – Da Aldeia para o Mundo’, lançado em dezembro, que reúne as receitas e memórias de Kalu Brasil, de 83 anos, e reflete sobre a história de Roraima.

Já o livro ‘Monte Roraima: a morada de Makunaima’, do escritor e fotógrafo Bruno Garmatz, apresenta mais de 450 fotografias, resultado de quatro anos de pesquisa sobre a cultura, o turismo e as paisagens de Roraima.

Essas obras têm potencial para impulsionar o turismo em Roraima, promovendo o estado como destino turístico e fomentando a valorização de sua cultura. Segundo Bruno Muniz de Brito, diretor do Detur (Departamento de Turismo) da Secretaria de Cultura e Turismo (Secult), iniciativas como essas são essenciais para divulgar as belezas locais, atraindo visitantes de diferentes partes do mundo.

“Essas obras se somam a diversas outras disponíveis em nossa hemeroteca, que dispõe de monografias, dissertações e teses sobre a atividade turística local”, disse o diretor.

Hemeroteca do Detur

A Hemeroteca Antônio Tolrino Veras, do Detur, também dispõe de outros materiais, como monografias, dissertações e teses, que contribuem para a compreensão e promoção do turismo local. O acervo pode ser acessado aqui.

A Hemeroteca reúne estudos sobre diversos aspectos do turismo em Roraima, como o trabalho da Dra. Ana Sibelônia Saldanha Veras, que aborda a sustentabilidade do geoturismo na Amazônia Setentrional, com foco no município de Mucajaí. Outro estudo relevante é da pesquisadora Dayana Soares Araújo Paes, que analisou os saberes ancestrais das ceramistas Macuxi da comunidade Raposa 1, em Normandia, e o papel cultural do barro na região.

A pesquisadora estudou os processos e saberes ancestrais das ceramistas Macuxi que vivem em Boa Vista e na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, por meio de um trabalho de campo etnográfico, no qual passou a conviver durante alguns períodos na Comunidade Indígena Raposa I, participando de ações voltadas para a produção cerâmica e momentos de festividade, como o Festival das Panelas de Barro.

*Com informações do Governo de Roraima

Laboratório em Belém é o primeiro da Região Norte a ter tecnologia que agiliza diagnóstico de câncer

Foto: Divulgação

Laboratório IPCM (Instituto de Patologia Cirúrgica e Molecular), de Belém (PA), é o primeiro da Região Norte a adquirir a patologia digital da Roche Diagnóstica. A inovação, que chegou recentemente ao país, é caracterizada pelo escaneamento das amostras de tecidos em lâminas, que são enviadas digitalmente para que os patologistas possam, em qualquer localização física, interpretar as características anatomopatológicas de acordo com suas especialidades e compor o laudo com os resultados observados.

Atualmente, 15% da rotina do IPCM é digital, com tecnologias que permitem a coleta, análise e compartilhamento de dados do laboratório de forma automatizada e em tempo real. A expectativa é chegar a 50% até final de 2025. 

O laboratório atua há 10 anos em Belém com o propósito de ofertar serviços na especialidade de anatomia patológica, área da medicina focada na análise de órgãos, tecidos e células, contribuindo para o diagnóstico de lesões, tratamento e prognóstico das doenças, principalmente cânceres.

“Apenas 2% dos patologistas do Brasil estão na Região Norte. Portanto, com a inovação da Roche, conseguimos transpor barreiras e, assim, captar remotamente médicos patologistas em outros estados do país. Além disso, outro grande diferencial dessa inovação é a utilização de algoritmos de inteligência artificial, uma ferramenta a mais para auxiliar a dinâmica do laboratório, garantindo maior eficiência, acurácia e fluxo operacional. Estamos trazendo tecnologia de ponta, ou seja, o que há de mais moderno no mundo em anatomia patológica, para a população de Belém e região”, conta Augusto Silva, do IPCM.

No laboratório, o equipamento VENTANA Slide Scanners da Roche gera imagens de alta qualidade para vários tipos de tecidos, com uma digitalização de alta velocidade e interface de usuário intuitiva, sendo capaz de dar acesso às imagens em tempo real à patologistas em qualquer lugar do mundo.

“A chegada da patologia digital da Roche Diagnóstica à Região Norte é essencial para um diagnóstico mais ágil, eficaz e seguro para a população. Isso porque, quando a amostra é enviada para outros lugares, o risco de perda da amostra ou comprometimento da qualidade é alto. A nossa inovação proporciona uma estrutura adequada, onde todos os processos podem ser feitos no mesmo local, ajudando a minimizar os riscos de transporte e garantindo mais qualidade e segurança”, afirma Carlos Martins, presidente da Roche Diagnóstica no Brasil.

O laboratório possui capilaridade na região Norte atuando em outros importantes municípios do estado do Pará (Santarém, Castanhal, Marabá e Tucuruí), mas também em Manaus (AM) e Macapá (AP).