Inauguração do Centro de Clima e Saúde. Foto: Divulgação/Fiocruz
A Fiocruz inaugurou o Centro de Clima e Saúde de Rondônia (CCSRO), instalado na nova sede da instituição em Porto Velho, no dia 16 de dezembro. O espaço foi criado para estudar como as mudanças climáticas afetam a saúde das populações da Amazônia.
O Centro está alinhado ao AdaptaSUS, plano nacional que prepara o Sistema Único de Saúde (SUS) para lidar com eventos climáticos extremos. O objetivo é transformar o local em um polo de pesquisa, inovação e formação, reunindo especialistas de diferentes áreas para entender a relação entre clima, saúde e meio ambiente.
Além da produção científica, o Centro pretende valorizar o conhecimento tradicional de povos indígenas e comunidades ribeirinhas, incorporando essas experiências às pesquisas e estratégias de saúde.
Abertura do centro que monitora os efeitos das mudanças climáticas. Foto: Walterson Rosa/Ministério da Saúde
Mudanças climáticas monitoradas no Centro em Rondônia
O CCSRO também vai atuar como referência em vigilância sanitária e no estudo de doenças relacionadas ao desmatamento e às alterações ambientais.
Entre as áreas de pesquisa estão doenças emergentes, determinantes socioambientais da saúde e o conceito de Saúde Única, que integra saúde humana, animal e ambiental.
O novo espaço ainda vai oferecer capacitação para profissionais que atuam no monitoramento de eventos climáticos e pretende atrair investimentos e parcerias com empresas, universidades e governos.
A Fiocruz também prevê acordos de cooperação nacionais e internacionais, além da participação ativa de movimentos sociais e povos tradicionais na construção das ações.
O primeiro modelo de moradia sustentável produzido a partir de resíduos plásticos reciclados foi apresentado pelo governador do Amazonas, Wilson Lima, que também inaugurou o Centro de Reciclagem da Defesa Civil do Estado, em Manaus.
A iniciativa integra o Projeto Amazonas Ecolar, que transforma plástico em blocos para habitação e outras estruturas, unindo proteção social, preservação ambiental e inovação.
“O que nós estamos trazendo aqui não é apenas uma estrutura. É uma solução. Uma ideia que cuida das pessoas, protege o meio ambiente e pode ser replicada em outros estados”, destacou Wilson Lima.
As unidades do Ecolar têm:
cerca de 50 metros quadrados;
dois quartos;
sala;
cozinha e banheiro;
e podem ser montadas em até cinco dias, oferecendo resistência, durabilidade e conforto térmico.
Além de casas, o material será usado em escolas, centros comunitários e outros equipamentos públicos.
O Centro de Reciclagem terá capacidade para processar mais de 80 toneladas de plástico por mês, suficiente para produzir até dez casas mensais, com material adquirido de cooperativas e associações de catadores, fortalecendo a inclusão social.
O projeto piloto prevê 25 unidades em Iranduba, com entrega prevista até março, e poderá ser expandido para outras regiões do estado.
Segundo o superintendente do Instituto do Clima e Meio Ambiente (ICMA), Pablo Oliveira, o Amazonas Ecolar cria uma “nova dinâmica econômica para os catadores, que passam a ser agentes fundamentais do processo”.
A tecnologia utilizada é da empresa Conceptos Plásticos, da Colômbia, e o investimento total no projeto é de R$ 11 milhões, incluindo transferência de tecnologia e aquisição de maquinário.
Vista aérea da capital de Mato Grosso, Cuiabá. Foto: Mayke Toscano/Secom-MT
O Mato Grosso é uma das 27 unidades federativas do Brasil, localizado na região Centro-Oeste, mas que tem a porção norte do seu território ocupada pelo bioma amazônico, tornando-o parte da Amazônia Legal.
No total, 142 municípios fazem parte do estado, que possui uma área territorial de 903.207,050 km² e uma população estimada de 3.567.234 habitantes segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
E, entre tantos municípios, alguns deles se tornaram verdadeiras “capitais” por suas produções:
Sapezal, a capital do algodão
Segundo dados do IBGE de 2018, Sapezal é o maior produtor nacional de algodão, com 756,89 mil toneladas avaliadas em R$ 1,84 bilhão, sendo o sexto maior de soja, com 1,23 milhão de toneladas avaliadas em R$ 1,15 bilhão e décimo maior de milho, com 903 mil toneladas avaliadas em R$ 315 milhões.
O PIB por habitante (per capita), de R$ 103.551,68, é o terceiro maior de Mato Grosso e ocupa a 53ª colocação entre os mais de 5.500 municípios brasileiros.
Sapezal é uma cidade que há muito sapé, uma espécie de capim utilizado para cobertura. Em Tupi, Sapezal quer dizer capim brilhante, que “alumia”.
Sapezal, a capital do algodão. Foto: Divulgação / Ministério Público do Estado de Mato Grosso
Campo Novo dos Parecis, capital do milho-pipoca
O município de Campo Novo do Parecis, no noroeste de Mato Grosso, a 390 quilômetros de Cuiabá, não possui nenhum cinema, mas é de lá que vem grande parte da pipoca consumida nas salas de exibição de todo o país.
Além de maior produtor de milho-pipoca, com 50 mil hectares cultivados, e líder na produção nacional de girassol, com 18 mil hectares nesta safra, Parecis também se destaca pela diversidade de culturas semeadas no período da seca, logo após a colheita da soja. Tem lavouras de milho-canjica, grão-de-bico, painço, gergelim, chia, niger e feijões azuki e caupi.
Área de girassol e milho-pipoca na Fazenda Stefanelo, em Campo Novo do Parecis. Foto: José Medeiros/Globo Rural
Sorriso, capital da soja
Sorriso é considerado como a Capital Nacional do Agronegócio e o maior produtor individual de soja do mundo. Um levantamento feito pelo IBGE, ocupa atualmente a terceira posição no ranking das maiores economias agrícolas do País. Sua população é estimada em 92.769 habitantes, conforme o IBGE (2020).
O Município de Sorriso está situado na região norte do Estado de Mato Grosso, no km 742 da rodovia federal BR-163, Cuiabá (MT) – Santarém (PA), a 398 km da capital, Cuiabá.
A sua origem surgiu a partir de um projeto de colonização privada, com a maioria absoluta da sua população constituída por migrantes provenientes da região Sul do País.
Sorriso, a capital do soja. Foto: Divulgação / Prefeitura de Sorriso
Sinop é um município que se destaca entre os 142 municípios mato-grossenses, ocupando a quarta posição no ranking da economia, desenvolvimento e prestação de serviços, de acordo com a União Nacional do Etanol de Milho. Segundo a organização, com a autorização, a indústria instalada em Sinop (MT) se torna a maior usina de etanol de milho no Brasil.
De acordo com a Prefeitura de Sinop, “no último censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE/2023), sua população é de, praticamente 200 mil habitantes (196.067) e, levando em consideração a polarização de cerca de 32 municípios (em seu entorno), sua população flutuante ultrapassa 600 mil pessoas”.
Sinop, a capital do etanol de milho. Foto: Reprodução/Prefeitura de Sinop
Cárceres, a capital do gado
A cidade de Cáceres, localizada no centro-sul de Mato Grosso, consolidou-se como o 4º município com o maior rebanho bovino do Brasil em 2024, de acordo com a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em setembro de 2025.
Com um rebanho de 1,4 milhão de cabeças, segundo a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso (SEDEC MT), Cáceres ficou atrás apenas de São Félix do Xingu (PA), Corumbá (MS) e Porto Velho (RO). O top 5 do ranking é completado por Marabá (PA).
Gado registrado em Cárceres. Foto: Divulgação / Secom MT
Lucas do Rio Verde, capital da agroindústria
A Prefeitura de Lucas do Rio Verde informa que o município é reconhecido como a “Capital da Agroindústria” por sua economia ser baseada principalmente na produção de commodities como soja e milho. A partir da década de 2000, houve a introdução de complexos agroindustriais com grande fator de relevância econômica na cidade.
Assim, Lucas do Rio Verde tem se destacado pelo seu desenvolvimento rápido, baseado na economia da soja e do milho, e mais tarde, pela ampliação desse cenário com a chegada de grandes empresas integradoras de aves e suínos.
Lucas do Rio Verde, capital da agroindústria. Foto: Anderson Lippi/Prefeitura de Lucas do Rio Verde
Rondonópolis, capital da exportação
Segundo a Prefeitura de Rondonópolis, o município atingiu U$ 342,06 milhões em exportações no primeiro bimestre do ano e liderou o ranking como maior exportador de Mato Grosso no período. O município também foi o 23º que mais exportou no Brasil, de acordo com os dados do Ministério da Indústria e Comércio Exterior
Entre as informações sobre a exportação do município, o principal produto exportado por Rondonópolis, no início de 2025, foi a torta e outros resíduos sólidos da extração do óleo de soja, equivalente a 54% do total das exportações.
Também com participação nas exportações locais estão a soja, o algodão, que representaram 18% cada do total exportado; além da carne bovina (4,8%) e o milho (3,3).
Cine Líbero Luxardo recebe o lançamento oficial da Academia Paraense de Cinema. Foto: Divulgação
O Cine Líbero Luxardo, em Belém (PA), recebe nesta quinta-feira (18), às 19h, em uma sessão especial de “Em Busca Do Ouro” (clássico de Charlie Chaplin), o lançamento oficial da Academia Paraense de Cinema (APC). Criada pelos críticos Marco Antonio Moreira e Luzia Álvares, dois nomes de referência do pensamento e da difusão da cultura cinematográfica no Pará, a entidade é uma iniciativa para a valorização, preservação e fortalecimento do audiovisual paraense e amazônico.
“A academia nasce com o objetivo de consolidar e dar maior visibilidade à rica história e à vibrante produção contemporânea do cinema paraense, além de promover, apoiar e articular estudos, pesquisas e ações práticas voltadas ao desenvolvimento do audiovisual na Amazônia. A proposta é atuar diretamente na valorização de cineastas, técnicos, pesquisadores, críticos e produtores locais, fortalecendo o protagonismo do Pará no cenário cinematográfico brasileiro”, destacam os realizadores do projeto.
a valorização e a preservação da memória do cinema paraense;
o apoio a projetos de restauração de filmes e materiais históricos;
e o fomento à produção cinematográfica local, com a colaboração na criação de editais e políticas de incentivo.
A Academia também se propõe:
a criação de prêmios e selos de qualidade, voltados a cineastas, profissionais técnicos e obras de relevância artística e social;
a ampliação do acesso do público, por meio da organização de mostras itinerantes, sessões especiais e ações formativas;
além do fortalecimento do debate crítico e acadêmico sobre o audiovisual amazônico.
Médico e crítico de cinema, Pedro Veriano é o patrono da Academia
Como forma de reconhecimento à trajetória histórica cinéfila no estado, o crítico e pesquisador Pedro Veriano (1937 – 2025) será o patrono da Academia, em uma homenagem ao seu trabalho intenso, contínuo e significativo para a formação de gerações de espectadores e pesquisadores do audiovisual no Pará.
Na programação de lançamento, Marco e Luzia farão uma apresentação pública das propostas, diretrizes e futuras ações da Academia, destacando o compromisso da instituição com o fortalecimento do setor no Pará e na Amazônia.
Em seguida, haverá a exibição de um curta metragem dirigido por Pedro Veriano e do clássico “Em Busca do Ouro”, de Charles Chaplin, em sessão comemorativa pelos 100 anos do lançamento do filme nos cinemas, reafirmando também o vínculo da Academia com a história universal do cinema e com a formação cineclubista do público.
Serpente cascavel, uma das mais venenosas da Amazônia. Foto: Divulgação
As serpentes continuam sendo os principais causadores de acidentes com animais peçonhentos no Amazonas. Os dados da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) mostram que, até dezembro de 2025, foram registradas 3.500 ocorrências no estado. Destas, 1.846 envolveram serpentes.
Segundo a fundação, o período de cheia dos rios aumenta o risco de contato com esses animais peçonhentos, já que as chuvas favorecem o deslocamento em busca de novos abrigos.
A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, afirma que o acompanhamento constante é essencial para orientar as ações de saúde diante dos acidentes com animais peçonhentos.
“Monitorar os acidentes permite direcionar insumos, fortalecer equipes e promover condutas seguras para a população”, disse a presidente da FVS-RCP.
Na dúvida sobre qual serpente é, o ideal é não se aproximar do animal e acionar os órgãos responsáveis. Na foto, uma jiboia, serpente que não é peçonhenta. Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros de Rondônia
O diretor de vigilância ambiental da fundação, Elder Figueira, destacou o papel das secretarias municipais no combate ao acidente com animais peçonhetos.
“Cada notificação ajuda a mapear riscos e planejar ações educativas. O envolvimento das equipes locais é decisivo para proteger a população”, afirmou.
Cena do filme Ela mora logo ali (Rondônia). Foto: Divulgação
O cinema amazônico tem se consolidado cada vez mais como um espaço de narrativas que fogem dos estereótipos impostos à região. Essas produções dão protagonismo a personagens, memórias e saberes locais, abordando temas como identidade, ancestralidade, conflitos sociais e resistência.
Realizados por diretores e atores da própria região, os filmes amazônicos dialogam com seus territórios, e utilizam o audiovisual como ferramenta de expressão, denúncia e preservação cultural.
Alguns desses filmes, curtas e documentários regionais estão disponíveis de forma online e gratuita:
O Comedy Club (Tocantins)
O longa acompanha Daniel, um jovem que chega a São Paulo e descobre uma nova vocação no universo da comédia stand-up. Ao retornar à sua cidade natal, no interior do Tocantins, ele decide aplicar o que aprendeu para sobreviver e, ao mesmo tempo, provocar transformações ao seu redor.
O filme, primeiro longa-metragem do Tocantins a estrear em circuito nacional, foi dirigido por André Araújo e estrelado por Manoel Medeiros, Paulo Carvalho, Júnior Foppa, Nathalia Cruz e Cinthia Abreu. Além disso, o longa destaca os bastidores das apresentações de humor como instrumento de autoconhecimento e reflexão social.
O documentário, dirigido por Jorane Castro, mostra a diversidade da cena musical paraense, marcada pelo diálogo entre tradição e modernidade. No longa amazônico, ritmos como o carimbó, a guitarrada e a música eletrônica se mesclam com depoimentos de artistas como Dona Onete, Pio Lobato, Manoel Cordeiro, Keila e o Trio Manari.
Do colo da terra (vários estados)
O documentário, dirigido por Renata Meirelles e David Vêluz, retrata a infância entre os povos Guarani Kaiowá, Guarani Nhandeva, Baniwa e Khisetje, no Amazonas, Pará, Mato Grosso e São Paulo. A partir de rituais, ensinamentos e práticas cotidianas, o filme mostra como cuidar da natureza é também preservar a própria existência.
O curta, ambientado durante a Revolução da Cabanagem no Pará, entre 1835 e 1840, narra o encontro de duas mulheres ligadas ao movimento, que refugiadas em uma cabana na floresta, precisam fugir antes de serem descobertas pelas autoridades.
O curta foi o primeiro filme paraense a conquistar o prêmio de Melhor Curta no Festival do Rio (2023), e selecionado por mais de 40 festivais pelo país. Além disso, o filem se destaca pelo trabalho sonoro e pelo uso do silêncio para intensificar a tensão dramática.
Cidade quente de Manaus (Amazonas)
Em Manaus, dois amigos se reencontram para comer bodó e, a partir dessa conversa aparentemente simples, o filme percorre cheiros, casas e afetos marcados pelo calor da cidade.
O curta amazônico, dirigido por Rafael Ramos, acompanha um personagem gay e uma travesti que enfrentam intolerância, machismo e exclusão.
O filme é um retrato intimista e urgente de uma Manaus: viva, exausta, onde resistência e afeto caminham lado a lado.
Yuri u xëatima thë – A pesca com timbó (Amazonas e Roraima)
O curta-documentário, realizado por jovens Yanomami, registra o processo tradicional de pesca com timbó, cipó utilizado para atordoar os peixes. O curta amazônico, exibido no Festival de Veneza, transmite, valoriza saberes ancestrais e revela, pela captura e opção narrativa, pequenos recortes de uma imensa floresta imensa.
Sabá (Acre)
Dirigido por Sérgio de Carvalho, o documentário acompanha Sabá Marinho, um líder seringueiro de Xapuri, no Acre, que há décadas luta por melhores condições de trabalho para sua classe. Companheiro de Chico Mendes, assassinado por fazendeiros em 1988, Sabá relembra os momentos de sua jornada entre as novidades de morte, os conflitos de terra e a floresta.
Produzido no Amapá e dirigido por Rayane Penha, o curta acompanha a filha de um garimpeiro falecido, que reúne fotos, cartas e depoimentos para reconstruir a história do pai.
O documentário, que questiona o mito do eldorado e expõe as marcas deixadas pela mineração, faz com que o percurso se confunda com as contradições da exploração da terra, revelando dores, ausências e impactos do garimpo na Amazônia.
Ela mora logo ali (Rondônia)
Produzido em Rondônia, o curta acompanha o encontro entre uma vendedora de bananas fritas e uma jovem leitora em uma cidade amazônica. O que começa como um contato casual em um ônibus se transforma em novas possibilidades de afeto e desejo, motivadas pela busca pelo livro favorito do filho.
Em junho de 1970, um jovem de 18 anos morreu em um acidente de moto no trecho que mais tarde se tornaria a Avenida Rogério Weber. A avenida foi batizada em sua memória e hoje é uma das vias mais movimentadas de Porto Velho (RO).
Ele era filho do primeiro comandante do 5º Batalhão de Engenharia de Construção (5º BEC) e chegou à capital aos 14 anos, quando o pai assumiu a direção do batalhão.
Antes do acidente, o trecho entre as avenidas Pinheiro Machado e Sete de Setembro era chamado Major Guapindaia. Já da Sete de Setembro até o 5º BEC, a via era conhecida como Norte-Sul, construída pelo próprio batalhão.
O acidente aconteceu no trecho Norte-Sul. Rogério pilotava uma motocicleta quando bateu em um caminhão basculante do próprio 5° BEC e morreu no local.
Avenida homenageia
Em entrevista ao Grupo Rede Amazônica, um dos três irmãos de Rogério, Márcio Weber, contou que ele tinha o sonho de se tornar piloto comercial e que já pilotava aos 15 anos. Segundo ele, o irmão era um desbravador.
Final dos anos de 1960. Em pé, ao centro, Cel Carlos Aloysio Weber e ao seu lado os filhos Rogério e Flávia Weber. Entrada da residência do Comandante do 5º BEC. Foto: Reprodução
“Ele era uma pessoa extremamente amiga daqueles que conhecia em Porto Velho. Além de ter sido um irmão e um filho muito querido, ele era alguém de quem todos gostavam; não tinha quem não gostasse dele”, relembra Marcio Weber.
Segundo Carlos Alberto Camargo Lima, sargento de Engenharia na época e autor do livro sobre os 60 anos do 5º BEC, Rogério era um jovem alegre, brincalhão e carismático, que chamava atenção por onde passava, mas mantinha a simplicidade e a amabilidade.
Após o acidente, foi criado às pressas nos fundos do 5º BEC o Cemitério Recanto da Saudade. A área, improvisada para receber o corpo do jovem, o primeiro a ser sepultado ali, acabou se tornando o cemitério destinado a militares e civis que trabalharam na unidade entre 1966 e 1971.
Ação percorreu cerca de 430 km em rios e lagos da Unidade de Conservação. Foto: Divulgação/Naturatins
O Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) finalizou no dia 14 de dezembro, as ações da 4ª campanha do Programa de Monitoramento e Conservação das Ariranhas (Pró-Ariranha). As atividades tiveram início dia 9, na região sul do Parque Estadual do Cantão (PEC) e áreas do entorno, no município de Pium. Como resultado, foram avistadas 31 ariranhas (Pteronura brasiliensis), distribuídas em sete grupos familiares e um indivíduo solitário, reforçando a importância do PEC como área estratégica para a conservação da espécie no estado.
Institucionalizado por meio da Portaria/Naturatins nº 70/2022, o Pró-Ariranha tem como objetivo acompanhar a ocorrência da espécie, considerada ameaçada de extinção, além de subsidiar ações de conservação e manejo. A campanha seguiu o planejamento estabelecido na terceira etapa de campo do programa.
Durante o período de monitoramento, as equipes realizaram deslocamentos terrestres e fluviais pelos rios Javaés, Javaezinho, Araguaia e Riozinho, além de canais e lagos do interior e no entorno das Unidades de Conservação (UCs) e do Parque Nacional do Araguaia. Ao todo, foram percorridos aproximadamente 430 km por rios e lagos da região.
Ações de monitoramento de ariranhas no parque
As ações incluíram observação direta das margens, bancos de areia e barrancos, busca ativa por grupos de ariranhas, registros de vocalizações, rastros, material biológico e identificação de tocas. Também foram coletados dados ambientais, como nível da água, condições climáticas e presença de outras espécies associadas ao ambiente aquático.
Foto: Divulgação/Naturatins
A equipe realizou ainda o registro fotográfico e o mapeamento dos pontos de ocorrência e de locais estratégicos para o acompanhamento contínuo da espécie. Além disso, houve interação com ribeirinhos locais, que contribuíram com informações sobre registros recentes e compartilharam percepções sobre a fauna aquática da região.
A inspetora de Recursos Naturais, Aline Vilarinho, explicou que esta campanha de monitoramento é realizada quatro vezes por ano no âmbito do programa e apresentou resultados expressivos.
“Essa foi a última campanha deste ano e visitamos a parte sul do parque. Observamos uma quantidade significativa de indivíduos, com registro de vários grupos e tocas ativas. Também realizamos a coleta de material biológico para análise, o que tornou o trabalho de campo muito produtivo”, destacou.
A coordenadora do programa Pró-Ariranha, a bióloga Samara Almeida, avaliou positivamente os resultados da quarta campanha.
“Mesmo com os dados ainda em fase de análise, a expectativa é que sejam incorporados ao menos dez novos indivíduos ao catálogo anual. Conseguimos realizar coletas de amostras biológicas, microbiológicas e genéticas, além de cumprir integralmente o planejamento da campanha. Também participamos de uma reunião do recém-formado Comitê de Bacias dos rios Coco e Caiapó. Encerramos a campanha com um saldo bastante positivo”, afirmou.
“Gata morena”, como é conhecida a cidade amapaense, completa 38 anos de emancipação político-administrativa nesta quarta-feira (17). Foto: Divulgação/Márcia Facundes
O município Santana, no estado do Amapá, completa 38 anos de emancipação político-administrativa nesta quarta-feira (17). Conhecida como “Gata Morena“, a cidade é considerada um polo econômico e histórico do Estado.
A emancipação ocorreu em 1987 e representa um marco na autonomia da gestão pública e desenvolvimento econômico do município, que antes era considerado distrito de Macapá.
A data é vista como oportunidade para valorizar a história e fortalecer tradições entre moradores antigos e novos. Diante da data comemorativa, o Grupo Rede Amazônica conversou com Serginho Guedes, morador há 59 anos e reuniu sete curiosidades sobre o município de Santana.
1. Celebrações
Santana tem três datas marcantes:
4 de fevereiro (data que celebra a criação do povoado de Santana, em 1758, por ordem do governador Francisco Xavier de Mendonça Furtado);
26 de julho, dia de Santa Ana, padroeira da cidade;
e 17 de dezembro, aniversário oficial do município.
2. Origem do nome Santana
O nome Santana vem da tradição das grandes navegações, quando povoados recebiam nomes de santos. Assim como Macapá, que já foi chamado de Povoado de São José de Macapá.
O apelido “Gata Morena” reflete as tradições culturais dos moradores. A cidade é também uma das principais portas de entrada do Amapá, graças ao porto de embarque e desembarque.
4. Economia do minério
A economia de Santana tem forte ligação com a mineração. O porto da cidade foi usado para escoar minério de ferro e manganês pela Indústria e Comércio de Minérios S.A. (Icomi). Hoje, o município segue estratégico para a retomada da atividade mineral no estado.
Porto de Santana, no Amapá. Foto: Rafael Aleixo/Rede Amazônica AP
5. Vila Amazonas
Nos anos 1950, a Icomi construiu a Vila Amazonas, projetada por Oswaldo Bratke, para abrigar trabalhadores da mineração. O bairro é símbolo da urbanização moderna no Amapá aos moldes americano.
Em 2024, a prefeitura revitalizou a antiga parada de ônibus “Rádio Cipó”, construída pela empresa. Mas apesar disso, com o tempo, o bairro perdeu características originais, restando poucas lembranças da época.
6. Bairro Nova Brasília
O bairro Nova Brasília reúne moradores antigos do município, que anteriormente moravam onde hoje é a área da Docas de Santana. A área já foi chamada de “Cutaca” e “Vila Olaria”.
Os habitantes foram transferidos para a região atual do Nova Brasília, sendo considerado um dos primeiros bairros planejados após a Vila Amazonas.
7. Forte Cumaú
O Forte de Cumaú foi construído por ingleses e depois reconstruído pelos portugueses. Serviu como defesa estratégica na Amazônia e está diretamente ligado à formação da região de Santana e à colonização do Amapá.
Santana, Laranjal do Jari, Ferreira Gomes e Tartarugalzinho terão eventos culturais, shows e ações especiais para celebrar aniversário de formação administrativa. Foto: Reprodução/Rede Amazônica AP
Quatro municípios do Amapá celebram mais um ano de criação nesta quarta-feira (17): Santana, Laranjal do Jari, Ferreira Gomes e Tartarugalzinho. Os municípios prepararam programações especiais de aniversário para moradores e visitantes. As agendas incluem shows, eventos culturais, atividades esportivas e ações de fim de ano.
As datas de criação marcam momentos importantes da formação administrativa do estado e, por isso, as comemorações costumam mobilizar moradores, lideranças locais e visitantes. Confira abaixo a programação de aniversário de cada município.
Vista aérea de Santana, no Amapá — Foto: Rede Amazônica
Para o Festival Viva Santana 2025, que celebra os 38 anos do município, a cantora nacional Viviane Batidão se apresenta nesta terça-feira (16), às 21h, na Avenida Santana. Nesta quarta-feira (17), a Prefeitura realiza o tradicional corte do bolo, às 16h, na Praça Cívica.
Programação de aniversário:
Terça-feira (16) — Festival Viva Santana 2025;
21h — Show de Viviane Batidão, na Avenida Santana;
Quarta-feira (17) — Aniversário da cidade;
16h — Corte do bolo de aniversário, na Praça Cívica.
Programação Natalina — Natal nas Águas:
De 16 a 25 de dezembro;
Entrega de brinquedos para crianças ribeirinhas;
Flash mobs natalinos nos bairros.
Santana é a segunda maior cidade do Amapá, com 123.096 habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2020), localizada na Região Metropolitana de Macapá. A cidade abriga o principal porto do Amapá, administrado pela Companhia Docas de Santana (CDSA), empresa pública vinculada diretamente à Prefeitura. O porto é um dos principais pontos de escoamento de cargas e tem papel estratégico na economia estadual.
Laranjal do Jari, no Sul do Amapá — Foto: Maksuel Martins/Secom
A programação oficial começou na sexta-feira (12) e segue até quarta-feira (17), no Terminal Rodoviário de Laranjal do Jari. Nesta terça-feira (16), a atração nacional é o cantor Natanzinho Lima. O encerramento, na quarta-feira (17), terá a dupla cristã Jefferson e Suellen.
Programação cultural — terça-feira (16):
19h — Apresentador Bob;
19h30 — DJ Patrick da Kenner;
21h10 — Banda Simone Matos;
22h40 a 0h — DJ pirotécnico Anderson Perfect;
23h40 — Homenagens e queima de fogos;
0h30 — Natanzinho Lima;
2h — DJ Balieiro;
3h — Aparelhagem JSOM.
19h — DJ gospel M. Áudio Stúdio;
19h — Cantor Leandro Souza;
19h15 — Michel Moraes e Banda;
19h40 — Cantor Gabriel Trindade;
20h05 — Edson e Banda;
20h20 — Ministério de Louvor Quadrangular;
20h40 — Cantora Yasmin Oland;
20h55 — Fala das autoridades;
21h15 — Mirian Guedes e Banda;
21h35 — Thaís Nogueira e Banda;
21h50 — Ministração da palavra (ato profético);
22h40 — Jefferson e Suellen (atração nacional).
Programação religiosa — quarta-feira (17):
19h — DJ gospel M. Áudio Stúdio;
19h — Cantor Leandro Souza;
19h15 — Michel Moraes e Banda;
19h40 — Cantor Gabriel Trindade;
20h05 — Edson e Banda;
20h20 — Ministério de Louvor Quadrangular;
20h40 — Cantora Yasmin Olanda;
20h55 — Fala das autoridades;
21h15 — Mirian Guedes e Banda;
21h35 — Thaís Nogueira e Banda;
21h50 — Ministração da palavra (ato profético);
22h40 — Jefferson e Suellen (atração nacional).
O município terá, ainda, uma corrida esportiva no dia 20 de dezembro como parte das comemorações de aniversário.
Localizado na região sul do Amapá, às margens do rio Jari, o município é o maior do estado em extensão territorial e o terceiro mais populoso. Entre os principais atrativos turísticos, está a Cachoeira de Santo Antônio, um dos pontos mais visitados da região.
Ferreira Gomes
Cidade de Ferreira Gomes, no Amapá — Foto: Fecomércio-AP/Divulgação
O município tem a economia baseada em atividades agropecuárias tradicionais e, mais recentemente, vem ampliando ações ligadas ao turismo, aproveitando o potencial paisagístico da região.
É lá que está localizada a Usina Hidrelétrica Ferreira Gomes, uma das principais estruturas energéticas do Amapá.
Tartarugalzinho
Município de Tartarugalzinho celebra 38 anos — Foto: Fecomércio-AP/Divulgação
O município também celebra aniversário nesta quarta-feira (17) com transmissão de jogo de futebol, apresentações musicais, culturais e sorteios, que vão acontecer na Praça Saturnino.
Programação:
14h — Transmissão do jogo Flamengo x PSG;
19h — Cantar os parabéns;
19h30 — Sorteio do IPTU premiado: 1 moto, 1 geladeira e uma bicicleta;
20h — Apresentações culturais;
21h30 — Pagode com Os Moreiras.
Tartarugalzinho está localizado no leste do Amapá. Seu surgimento e crescimento estão diretamente ligados à posição geográfica às margens da BR-156, que impulsionou a ocupação e o desenvolvimento da região.
No turismo, o município se destaca pelos diversos balneários e pela Cachoeira da Chamflora, um dos principais atrativos naturais da cidade.