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Escudo das Guianas

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Kordas on es.wikipedia – Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada.

Localizado ao longo da costa norte da América do Sul, o Escudo é uma formação geológica de aproximadamente 1,7 bilhão de anos. Com 270 milhões de hectares, a região engloba a Guiana Francesa, Suriname, Guiana, Venezuela e partes da Colômbia e do Brasil, incluindo os estados brasileiros de Roraima, Amapá, Pará e Amazonas. Em sua totalidade, o Escudo corresponde a 40% da área do bioma amazônico. 

O Escudo das Guianas é umas das regiões mais preservadas da Amazônia e de efetiva contribuição para o controle climático do planeta, mas sua sociobiodiversidade, ainda pouco estudada, vem sofrendo pressões de atividades econômicas degradantes.

*Com informações do ICMBio

MPF pede indenização por danos materiais e morais às vítimas do naufrágio da Anna Karoline III no Amapá

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Embarcação Anna Karoline III no saiu do Amapá em direção ao estado do Pará. Foto: Divulgação / Governo do estado do Amapá

O Ministério Público Federal do Amapá (MPF) pediu à Justiça que determine o pagamento de indenização por danos materiais e morais às vítimas, bem como aos seus familiares, do naufrágio da embarcação Anna Karoline III, ocorrido em 2020 no Amapá.

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A ação judicial foi movida contra a União, a Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq), a empresa proprietária do barco e o comandante da embarcação. Na mesma ação, o MPF também pede a condenação por danos morais coletivos, no valor mínimo de R$ 20 milhões.

Embarcação Anna Karoline III no saiu do Amapá em direção ao estado do Pará.
Embarcação Anna Karoline III no saiu do Amapá em direção ao estado do Pará. Foto: Divulgação / Agência Amapá

Em 29 de fevereiro de 2020, no rio Amazonas, a embarcação Anna Karoline III naufragou próximo ao município de Vitória do Jari, no Amapá. O barco tinha saído de Santana (AP) com destino a Santarém (PA), com ao menos 93 pessoas a bordo e cerca de 176 toneladas de carga. A tragédia resultou na morte confirmada de 40 pessoas e o desaparecimento de 2 crianças, que se presume que também faleceram no naufrágio. As investigações demonstraram uma série de irregularidades na embarcação e falhas graves na fiscalização pública.

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O inquérito e os laudos periciais indicaram que a tragédia foi determinada por falhas de segurança e a omissão na fiscalização. Entre as irregularidades apontadas pelo MPF estão o excesso de carga e o armazenamento incorreto de mercadorias, o que comprometeu a estabilidade do navio. Além disso, a embarcação apresentava mau estado de conservação estrutural, incluindo corrosão na parte superior do casco e furos nas chapas de metal próximo à linha d’água, permitindo a entrada de água.

Ação judicial

Na ação judicial, o MPF aponta a responsabilidade da empresa proprietária do navio pelos danos causados às vítimas do naufrágio, tendo em vista a relação de consumo entre a empresa de transporte e os passageiros – que adquiriram bilhetes para o trajeto. O órgão também aponta a responsabilidade do comandante da embarcação, que assumiu o risco de zarpar com a embarcação com quase o dobro da carga autorizada.

Navio Anna Karoline 3 antes do acidente — Foto: Reprodução/Redes sociais

Além disso, o comandante parou o navio em local impróprio para transbordo de mercadorias e abastecimento irregular. O MPF argumenta que a conduta e as omissões dos responsáveis foram fatores determinantes para o acidente e para a elevada quantidade de vítimas.

O MPF também pede que a União e a Antaq sejam responsabilizadas por omissão específica no dever de fiscalização. O MPF destaca que a inspeção realizada pela Marinha (órgão da União) momentos antes da viagem foi “superficial e inadequada”, com duração de apenas cinco minutos, o que impediu a detecção das falhas estruturais e do excesso de carga. Já a Antaq é citada pela ausência de fiscalização efetiva na região, inclusive pela falta de um posto próprio no Amapá, criando um “vácuo” que permite a proliferação de operações irregulares.

Após a reflutuação do Anna Karoline 3, navio foi tracado em balsa particular em Santarém — Foto: Maurício Rebouças/TV Tapajós

Além da condenação ao pagamento de indenização individual pelos danos materiais e morais sofridos pelas vítimas e seus familiares , o MPF requer a reparação por danos morais coletivos. Segundo a instituição, a grave omissão e a falha na fiscalização abalaram a tranquilidade social e a confiança da população no transporte fluvial, que é um meio de locomoção essencial na região.

“O naufrágio da embarcação ANNA KAROLINE III representa uma tragédia de proporções inestimáveis, com 42 vítimas fatais e incontáveis danos a sobreviventes e familiares. A magnitude do evento, a complexidade da apuração das responsabilidades (envolvendo a União, autarquia federal e particulares) e a necessidade de garantir uma reparação justa e uniforme para todas as vítimas demonstram a imperiosa necessidade da atuação do Ministério Público do Amapá”, cita o procurador da República Aloizio Biguelini, que assina a ação.

Navio Anna Karoline 3 foi içado do fundo do rio um mês após o naufrágio, no Pará — Foto: GTA/Divulgação

O ajuizamento da ação civil pública em defesa dos direitos individuais homogêneos das vítimas se apresenta como o instrumento processual mais adequado e eficiente para o caso. O objetivo é garantir uma reparação justa e uniforme para todos os lesados, evitando o custo excessivo de ações individuais e o risco de decisões judiciais divergentes.

Prescrição

Embora a lei brasileira estabeleça prazo de 5 anos para mover ações de reparação de danos contra o Estado e fornecedores após um acidente, o MPF ainda pode entrar com o processo pelo naufrágio por uma regra específica da Lei do Tribunal Marítimo. A legislação determina que o prazo de 5 anos de prescrição é interrompido enquanto o Tribunal Marítimo estiver investigando o caso.

Como a decisão final do Tribunal no caso da embarcação Anna Karoline III só ocorreu em 16 de outubro de 2024, o prazo para o MPF buscar a reparação só recomeçou a contar a partir desta data. Dessa forma, a ação judicial, proposta pouco mais de um ano depois do fim da investigação, está dentro do prazo legal e não pode ser barrada pela prescrição. Na decisão, o Tribunal Marítimo condenou o comandante da embarcação por ter assumido o risco de navegar em condições inseguras e outros dois tripulantes por negligência.

Ação Penal

Em junho de 2021, o MPF denunciou seis pessoas, no caso Anna Karoline III, por homicídio culposo – crime de matar alguém sem a intenção por negligência, imprudência ou imperícia – e por atentado contra a segurança do transporte fluvial. Entre os réus estão o dono da embarcação, o comandante e dois militares da Marinha que vistoriaram o navio antes do início da viagem.

Na ação criminal, o MPF Amapá também pediu o pagamento de indenização mínima às vítimas do naufrágio da embarcação. Na ação civil protocolada agora, o MPF destaca que a fixação da indenização mínima na esfera criminal é um mecanismo que acelera a reparação à vítima, mas não exclui o direito de buscar a reparação integral dos danos em uma ação própria.

*Contém informações do Ministério Público Federal do Amapá

Projeto de lei pode tornar Porto Velho a ‘Capital Nacional da Pesca Esportiva’

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Projeto de lei busca tornar Porto Velho referência nacional na pesca esportiva de forma sustentável. Foto: Pedro Agostinho da Trindade/Concurso de Fotografias do Governo de Rondônia

A prefeitura de Porto Velho anunciou que foi dado um “passo importante” para consolidar a vocação turística e ambiental da capital rondoniense. Por meio da Secretaria Municipal de Turismo, Esporte e Lazer (Semtel), foi encaminhado à Câmara Municipal de Vereadores, o projeto de lei (PL) que busca reconhecer oficialmente o município como ‘Capital Nacional da Pesca Esportiva‘. As votações no plenário estavam previstas para os dias 8 e 9.

Leia também: Entenda como funciona a pesca esportiva e como deixar o peixe menos ‘estressado’ durante a pescaria

Para o titular da Semtel, Paulo Moraes Júnior, esse é mais um grande passo que o município dará em prol da prática tão atuante na região:

“Estamos falando de um projeto de peso para a nossa capital, que certamente irá repercutir em cenário nacional, atraindo pescadores esportivos de diversos estados, movimentando nossa economia e prevalecendo a pesca de forma sustentável. O bom diálogo com a Casa de Leis do Município é fundamental nesse processo e cremos que alcançaremos o nosso propósito”.

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De acordo com o secretário executivo da Semtel, Aleks Palitot, a proposta prevê a criação de políticas públicas voltadas para o incentivo à pesca esportiva, modalidade que movimenta o turismo e promove práticas sustentáveis.

“É um projeto de suma importância, uma vez que o município de Porto Velho é a principal área de pesca do estado e uma das mais importantes da região amazônica, sendo considerada a única capital brasileira com potencial para pesca esportiva, atraindo pescadores em busca das mais de 800 espécies de peixes catalogadas no rio Madeira. Com a aprovação do projeto de lei, Porto Velho entra de forma histórica como a capital da esportiva e isso irá promover ainda mais, a prática de forma sustentável e o turismo na região, fomentando também a economia local. Ou seja, mais desenvolvimento de forma abrangente para nossa cidade”, pontuou.

Projeto da Capital da Pesca Esportiva

O projeto objetiva nomear o município de Porto Velho como capital nacional da pesca esportiva, visando fomentar o turismo responsável e sustentável à promoção da pesca esportiva de captura e soltura de peixes, contribuindo para a preservação de ecossistemas aquáticos, a iniciativa tende a impulsionar a economia local, gerando demandas aos hotéis, restaurantes e serviços turísticos, fortalecendo assim o comércio e promovendo os vínculos empregatícios.

Reconhecimento pode atrair pescadores esportivos de todo o país

Na mesma oportunidade, será apresentado o projeto de lei voltado à Política Municipal de Fomento, Proteção e Valorização da Pesca Artesanal, reconhecendo a atividade como patrimônio cultural, social e econômico das comunidades ribeirinhas, tradicionais e pesqueiras do Município.

A pesca artesanal é declarada atividade de interesse público municipal, por sua relevância histórica, ambiental e essencial contribuição à soberania alimentar e ao desenvolvimento sustentável.

Pesca esportiva ganha força com projeto que une preservação e desenvolvimento econômico. Foto: Reprodução/Sopescar

Leia também: Amazonense está entre maiores recordistas de pesca esportiva do país

“Essa lei traz dignidade para as comunidades tradicionais, que são os pescadores artesanais no município de Porto Velho. A colônia de pescadores está muito satisfeita de hoje contar com essa lei que ampara a pesca artesanal, fortalecendo a classe”, declarou o diretor da Federação de Pescado do Estado de Rondônia (Fepearo), Ricardo Botelho.

Próximos passos

O projeto de lei será analisado pelas comissões temáticas da Câmara de Vereadores de Porto Velho, antes de ir à votação em plenário.

Caso aprovado, a gestão municipal poderá dar início às campanhas oficiais voltadas ao tema, e buscar parcerias com entidades estaduais e nacionais ligadas ao turismo e ao meio ambiente.

*Com informações da Prefeitura de Porto Velho

Defesa Civil faz recomendações para evitar prejuízos no período de chuva

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Nuvem de Chuva cobre o céu de Porto Velho, Rondônia. Foto: Leandro Morais

O período de chuvas intensas durante o chamado “inverno amazônico” exige atenção redobrada da população de Rondônia para evitar acidentes, prejuízos e transtornos, especialmente aos pedestres e condutores de veículos.

Saiba mais: Inverno amazônico na verdade é verão; entenda por quê

Orientações

Preocupada com a segurança dos munícipes, a Superintendência Municipal de Proteção e Defesa Civil (SMDC), órgão da Prefeitura de Porto Velho, reforça os alertas e presta orientações com o objetivo de minimizar os impactos que podem ser causados pelas águas pluviais.

Impactos das chuvas e da cheia em Rondônia
Impactos das chuvas e da cheia em Rondônia. Foto: Portal InMet

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Dentre as orientações, a Defesa Civil recomenda que as pessoas evitem passar por áreas alagadas, não se abriguem debaixo de árvores, mantenham distância de postes e fiações elétricas, não usem o celular em via pública durante o temporal e procurem um lugar seguro para se abrigar até a chuva passar.

Aos condutores de veículos, as principais orientações para dirigir na chuva são: verificar freios e pneus regularmente, reduzir a velocidade, manter distância segura de outros veículos, ligar os faróis baixos e não forçar a passagem em áreas alagadas.

Em caso de aquaplanagem, a principal recomendação para os condutores é que não acionem os freios bruscamente, pois isso pode causar a perda total do controle da direção e ocasionar acidentes.

Monitoramento e contato

Nuvem de Chuva cobre o céu de Porto Velho, Rondônia. Foto: Leandro Morais

O superintendente da SMDC, Marcos Berti, informa que as equipes realizam monitoramentos constantes com o objetivo de orientar e auxiliar a população.

Em caso de emergência, ligar imediatamente para a Defesa Civil Municipal por meio do número de emergência 199 ou pelo (69) 98473-2112.

*Com informações da Secretaria Municipal de Comunicação

VÍDEO: Pescador de Rondônia flagra peixe pulando para se alimentar no Rio Paxiúba

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Pescador de Rondônia flagra peixe pulando para se alimentar no Rio Paxiúba — Foto: Reprodução/acervo pessoal

O pescador de Rondônia, Anderson Guedes, registrou uma cena inusitada no Rio Paxiúba, no sul do Amazonas: um peixe saltando para beliscar folhas que pendem da mata. O vídeo, publicado em suas redes sociais, já passa de 60 mil visualizações.

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Segundo Anderson, o trecho do rio é cercado por uma vegetação tão densa que as árvores formam um corredor natural sobre a água, criando o cenário perfeito para esse tipo de comportamento. Além do peixe flagrado no vídeo, outros animais também apareceram se alimentando das folhas que caem da copa das árvores.

Pescador de Rondônia flagra peixe pulando para se alimentar no Rio Paxiúba
Pescador de Rondônia flagra peixe pulando para se alimentar no Rio Paxiúba — Foto: Reprodução/acervo pessoal

“Chegando nesse local comecei a notar os peixes pegando e comendo essas folhas e eram muitos peixes fazendo isso. O rio é estreito e a floresta é gigantesca e ela encosta na margem do rio, tanto que as árvores as folhas estão praticamente dentro d’água de tanta de tanta floresta que tem nesse lugar”, disse.

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Para o pescador, a cena ajuda a mostrar o quanto a floresta e o rio funcionam como um único organismo. O peixe que se alimenta das folhas é parte essencial dessa engrenagem natural.

“É importante a mata ciliar, para a preservação da Amazônia, porque ali a gente está falando de um peixe que se alimenta mas aquele peixe é um peixe forrageiro ou seja um peixe que também serve de alimento para os outros peixes e também serve de alimento para os animais”, disse.

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Comportamento alimentar

De acordo com o biólogo Flávio Terassini, muitas espécies de peixes na Amazônia se alimentam de folhas, frutos que caem das árvores e também de insetos. Ele explica que, além da possibilidade de o peixe estar comendo as folhas, o comportamento registrado no vídeo também pode indicar que o animal tentava capturar algum inseto presente na vegetação.

“Eu acredito que esse da imagem, registrado pelo pescador, ele estava tentando capturar algum inseto que estava naquela planta. Mas como a gente não vê um inseto, acredita-se que ele estava tentando comer as folhas”, disse.

O biólogo destaca que é comum que os peixes busquem proteína na vegetação que fica sobre a água. Muitas espécies, segundo ele, adotam diferentes estratégias para aproveitar o que o ambiente oferece. Alguns consomem frutos e sementes; outros caçam pequenos animais; e há aqueles que fazem as duas coisas.

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“Ali, naquela situação, é claro que ele estava tentando pescar. O peixe estava pescando. Na verdade, estava tentando capturar, pode ser uma aranha, pode ser uma formiga, um besouro, algum inseto que estava naquele local”, explicou.

Vídeo

Terassini também reforça que frutos e sementes desempenham um papel importante na alimentação dos peixes amazônicos, conectando de forma direta a floresta ao rio. Para ele, o vídeo feito pelo pescador evidencia um pouco desse complexo equilíbrio ecológico.

“Imagina uma árvore de açaí que está próxima ao rio ou igarapé, vai caindo ali, e esses sementes vão se alimentando. Então, isso faz parte da dieta dos peixes”, disse.

*Por g1 RO

Chegada do verão amazônico marca temporada do caju e fruta toma ruas e lavrado de Roraima

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O verão amazônico se firmou e trouxe com ele a temporada do caju em Roraima. — Foto: João Gabriel Leitão/g1 RR

Um cheiro adocicado e inconfundível toma conta das ruas de Boa Vista e do interior. É o sinal de que o verão amazônico se firmou e trouxe com ele a temporada do caju em Roraima. Do lavrado às calçadas, o cenário é de árvores carregadas e do chão colorido de amarelo e vermelho, um convite para quem não dispensa colher a fruta direto do pé.

Saiba mais: Inverno amazônico na verdade é verão; entenda por quê

O professor de espanhol Gilmar Silva é uma dessas pessoas. Ele aproveitou a fartura de um dos cajueiros que fica às margens da avenida Ene Garcez, no Centro de Boa Vista , para coletar alguns frutos. A produção é tanta que as árvores disputam o espaço urbano com os veículos: “Vi um ônibus passar e bater nos galhos e caiu muito caju”, contou o professor.

Caju nativo de Roraima
Caju nativo de Roraima tem como característica a variabilidade genética de tamanhos, cores e sabores — Foto: Nalu Cardoso/g1 RR

Os cajus recolhidos por Gilmar tinham destino certo: a cozinha de casa. “Outro dia eu estava passando, catei alguns e minha esposa fez doce. Ela pediu para que eu viesse hoje de novo. Ela gostou do doce e quis fazer para os filhos também”, completa.

A colheita urbana de Gilmar não é por acaso. É o reflexo do auge da safra do caju em Roraima, que ocorre entre os meses agosto a meados de dezembro. O período coincide com o verão amazônico, época em que as chuvas diminuem e dão lugar ao tempo seco e o calor intenso.

‘Chuva do caju’

Essa coincidência popularizou o fenômeno conhecido como “chuva do caju” entre roraimenses. Porém, ao contrário do que a tradição popular indica, pesquisadores alertam que o excesso de água pode ser um vilão.

Segundo a pesquisadora da Embrapa Roraima, Cássia Pedrozo, o que garante a boa safra não é a chuva em si, mas o fim dela. Para florescer, os cajueiros exigem alta luminosidade e os longos períodos de estiagem característicos do estado.

Professor Gilmar Silva aproveitou a fartura de cajus em árvores na Avenida Ene Garcez para coletar alguns frutos — Foto: João Gabriel Leitão/g1 RR

“Às vezes, a ocorrência de chuvas durante essa fase de florescimento é problemática. Se forem chuvas fortes e constantes, nós praticamente não colhemos o caju nativo. Ele apodrece”, explicou a pesquisadora ao g1.

Cássia explica que o caju de Roraima é nativo e se espalha sem depender do plantio humano. As castanhas que caem germinam perto de árvores e animais ou pessoas dispersam sementes para outros locais. Por isso, nesta época do ano a fruta aparece tanto nos campos do interior quanto nas calçadas da capital.

Para 2025, portanto, o cenário foi ideal. “O florescimento tem sido intenso este ano […]Isso ocorre porque estamos tendo chuvas pequenas, bem espaçadas, passageiras e muito localizadas. Isso favorece a frutificação”, detalhou a especialista.

DNA único

Outra característica que não passa despercebida por quem observa os cajueiros é a diversidade. Nas ruas e no lavrado, é difícil encontrar cajueiros iguais. “Alguns são mais altos, outros mais baixos; uns têm copa densa, outros não”, descreve Cássia.

Um cajueiro com copa densa é aquele que tem bastante folhagem, galhos cheios e uma sombra mais fechada.

Cajueiro nativo de Roraima localizado à beira do Lago dos Americanos, no Parque Anauá, em Boa Vista — Foto: João Gabriel Leitão/g1 RR

A variabilidade também aparece nos frutos. “Alguns têm colorações e tamanhos diferentes, tanto dos pedúnculos quanto das castanhas. Essa diversidade é uma característica do nosso estado, mas também ocorre em outras regiões”. O sabor também varia entre os mais “docinhos” e os mais “azedinhos”.

Essa riqueza genética do caju nativo de Roraima virou objeto de desejo do desenvolvimento científico. A Embrapa realiza coletas constantes de materiais no estado para enviar ao Banco de Germoplasma no Ceará, referência nacional na cultura.

O objetivo é usar a resistência do caju roraimense, adaptado ao solo arenoso e de baixa fertilidade do lavrado, para desenvolver clones mais produtivos e expandir o cultivo para todo o Brasil.

Economia da castanha

Para além da pesquisa e do preparo do suco e doces caseiros, o caju nativo também é fonte de renda vital para comunidades indígenas do estado. A colheita extrativista, principalmente da castanha, movimenta a economia de diversos grupos, especialmente na região de Normandia.

Diferente do plantio comercial, nessas áreas não há cultivo: os indígenas manejam as populações nativas de cajueiros, coletam os frutos e realizam o processamento artesanal de assar a castanha para venda em feiras e mercados.

Seja in natura, em forma de doce ou castanha torrada, ano após ano, o caju reafirma o papel na identidade local enquanto o verão durar.

Por João Gabriel Leitão, Nalu Cardoso, g1 RR — Boa Vista

Projeto de pesquisa de Mato Grosso promove monitoramento da BR-163

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A BR-163 é uma dos principais caminhos rodoviários do Estado de Mato Grosso. Foto: divulgação

A BR-163 é uma dos principais caminhos rodoviários do Estado de Mato Grosso. Atualmente a rodovia é espaço para inovação através de projeto de pesquisa desenvolvido pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) na Faculdade de Arquitetura, Engenharias e Tecnologia (FAET). A inovação já rende frutos como o reconhecimento da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

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O projeto

O projeto é coordenado pelo professor Raoni Teixeira, da FAET, e surgiu a partir do diálogo com a administradora da concessão da rodovia, a Rota do Oeste. “Essa é uma ideia antiga. Sugeri para Rota do Oeste antes da pandemia mas não havia recursos e interesse na época. Depois, com a recuperação econômica, a diretoria de pavimentos procurou, construímos um projeto e apresentamos a ANTT. Como os resultados foram positivos, 6 meses depois apresentamos outro e agora nesse ano mais outro”, relatou o professor.

A pesquisa é desenvolvido pela Universidade Federal de Mato Grosso
A pesquisa é desenvolvido pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Foto: UFMT

O professor explica que o mote do projeto é a agilidade na correção de problemas na rodovia. “A ideia principal é reduzir o tempo para correção de um problema na rodovia. No monitoramento convencional, uma equipe passa pela rodovia, analisa, anota o que encontrou e reporta. Mas bem sempre tudo é percebido e reportado”, explicou o professor Raoni.

O funcionamento da ideia é baseado no monitoramento contínuo de problemas como caminho para manutenção. “Com o projeto assim que a van passa por uma placa faltante por exemplo, descobrimos e incluímos um registro no sistema de manutenção. No caso de um buraco, a eficiência é ainda maior pq conseguimos detectar trincas e a equipe de engenharia pode fazer a manutenção antes que se torne uma panela ou buraco”, contou o professor.

Alunos participaram de diferentes etapas do processo

A descrição do projeto mostra que os trabalhos não geram apenas tecnologia de ponta, mas também funciona como um laboratório de formação em Inteligência Artificial no Estado. “Os alunos participam desse processo e são formadas para resolver problemas semelhantes. Há um componente de desmistificar o desenvolvimento tecnológico também”, relata o professor Raoni Teixeira sobre o projeto que empregou e capacitou 15 estagiários de graduação, oferecendo experiência prática em um ambiente de pesquisa e desenvolvimento real e financiado pela ANTT.

A BR-163 é uma dos principais caminhos rodoviários do Estado de Mato Grosso. Foto: UFMT

Turmas do curso de Engenharia de Computação, especificamente das disciplinas de Inteligência Artificial, puderam conhecer de perto o projeto e as etapas de desenvolvimento, conectando a teoria ensinada em sala de aula com a aplicação prática e real.

“Trata-se de uma tecnologia de ponta desenvolvida localmente. Não estamos apenas comprando soluções prontas, estamos construindo nossas próprias usando outras tecnologias”, pontuou o professor. Atualmente, ex-estagiários do projeto atuam com desenvolvimento de Inteligência Artificial em empresas locais.

“Nossos ex-alunos já foram contratados para participar de outros projetos na área. Sem as parcerias não temos condições de mostrar como o desenvolvimento funciona na prática. Não há dados reais disponíveis. Toda a construção é simplificada na sala de aula. Na prática, encontramos muitos problemas que ficam latentes (escondidos) na teoria”, finaliza o professor.

*Com informação da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)

Embrapa divulga estudo sobre o papel fundamental dos produtores rurais na preservação ambiental

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Foto: André Farias/Embrapa Territorial

Por Osíris M. Araújo da Silva – osirisasilva@gmail.com

A Embrapa Territorial lançou, durante a COP30, no pavilhão AgroBrasil da AgriZone, o estudo “Atribuição, uso e ocupação do solo no Brasil”, por meio do qual revela que os produtores rurais brasileiros preservam, dentro das propriedades, 29% das matas nativas do Brasil e que cerca de 65,6% do país ainda mantém vegetação nativa preservada. As áreas dedicadas às atividades agropecuárias (lavouras, pastagens e florestas plantadas) ocupam 31,3% do território. Os números reforçam que, para cada hectare dedicado à agropecuária, há 0,9 hectares de protegido dentro das porteiras e 2,1 hectares de vegetação nativa total.

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Oportuno salientar que a Embrapa Territorial desenvolve atividades fundamentais na Amazônia brasileira por meio de ações de inteligência, gestão e monitoramento territorial, visando a sustentabilidade e a competitividade da agricultura na região. Sua atuação envolve diversas parcerias e projetos de pesquisa, por meio do cruzamento de dados de sensoriamento remoto, como os do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e do Cadastro Ambiental Rural (CAR), para produzir informações detalhadas sobre o uso e a ocupação das terras, desmatamento e focos de calor (queimadas) no bioma.

O ensaio técnico divulgado é suficientemente claro sobre o protagonismo do produtor rural na preservação ambiental e a relevância global do modelo produtivo brasileiro. Desmistificando narrativas alarmantes de ONGs e certos setores da pesquisa retrógrados e comprometidos com interesses internacionais contrários ao desenvolvimento brasileiro, sobretudo no que tange às alarmantes previsões de “muito em breve”, ao “point of no return” da desertificação da região, afirma que, hoje, “44% das áreas preservadas no país estão sob a responsabilidade de produtores rurais”.

Na Amazônia, a cada hectare produzido, dois são preservados, o que reflete que o Brasil é uma referência mundial em produção aliada à conservação”, destacou. Por seu turno, a chefe-adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, Lucíola Alves, destacou “dados sobre a atribuição, ocupação e uso das terras no Brasil e evidenciou o papel fundamental do produtor rural na preservação ambiental”, enquanto o pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental, Alfredo Homma, apresentou os desafios as oportunidades para uma agricultura mais sustentável na região Amazônica.

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Em referência à Amazônia, o maior bioma brasileiro, o estudo destaca que produtores rurais destinam 27,4% da área total de seus imóveis à preservação ambiental, garantindo que 83,7% de seu território mantenha cobertura de vegetação nativa. O Cadastro Ambiental Rural (CAR) em vigor exige 80%. As atividades agropecuárias ocupam apenas 14,1% da área, sendo que 12,1% são de pastagens e 2% de lavouras. Para desapontamento de ecoxiitas, que invadem a região em nome de interesses internacionais escusos, “a proporção revela um cenário de equilíbrio em que, para cada hectare utilizado em produção agropecuária, há quase dois hectares dedicados à preservação ambiental dentro dos imóveis rurais e seis hectares de vegetação nativa em todo o bioma”. Ou seja, um terço de toda a vegetação nativa amazônica é preservada dentro das propriedades rurais.

Quanto ao Cerrado, contíguo, um prolongamento da região amazônica, de acordo com o estudo da Embrapa Territorial “os produtores rurais destinam 34,7% da área dos imóveis à preservação ambiental e contribuem para que 52,2% do bioma permaneça coberto por vegetação nativa”. O documento revela ainda que “as atividades agropecuárias ocupam 45,9% do conjunto desse ecossistema, com destaque para pastagens (30%), lavouras (14,2%) e silvicultura (1,7%). Na prática, isso significa que, para cada hectare produtivo, há 0,8 hectare protegido dentro das propriedades e 1,1 hectare de vegetação nativa total. Definitivamente, há muito espaço para produzir com sustentabilidade, sem destruição de florestas.

Há reservas, Florestas Nacionais (Flonas) – por manejo e concessões -, glebas não destinadas ainda virgens, cerca de 15 milhões de hectares de terras degradadas que podem ser exploradas por manejo florestal ou mineral sustentáveis ou por Sistemas Agroflorestais(SAFs) na produção de alimentos. Uma questão de desenvolvimento e emprego de tecnologias adequadas às idiossincrasias edafoclimáticas, ambientais e ajustadas às vocações econômicas das macrorregiões homogêneas, determinadas pelo Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE), no que o governo brasileiro vem falhando sistematicamente. Como malogra, ao lado de setores da pesquisa e da própria sociedade sobre a conscientização de uma verdade inexorável: quem efetivamente preserva, conserva, protege – não destrói – o meio ambiente é o desenvolvimento econômico e social.

Leia também: CNA defendeu na COP30 crédito rural específico para produtores amazônicos

Sobre o autor

Osíris M. Araújo da Silva é economista, escritor, membro do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA) e da Associação Comercial do Amazonas (ACA).

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

Unifap debate com moradores a preservação da memória do Museu da Base Aeronaval no Amapá

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Base Aeronaval do Amapá, construída pelos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial — Foto: Rafael Aleixo/g1

A Universidade Federal do Amapá (Unifap) realizou, no município de Amapá, uma audiência pública para apresentar à comunidade o projeto da preservação da memória do Museu a Céu Aberto da Base Aeronaval e transformação em parque histórico.

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O encontro aconteceu no final de novembro, no auditório da Escola Estadual Vidal de Negreiros. Segundo os organizadores, a participação dos moradores foi essencial para garantir apoio social ao projeto e fortalecer a construção coletiva dos arquivos.

Unifap debate com moradores a preservação da memória do Museu da Base Aeronaval — Foto: Unifap/Divulgação

O projeto é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Amapá (Fapeap) e conduzido pela equipe do Laboratório de História Militar (Lahim) da Unifap.

A coordenação é do professor Edinaldo Pinheiro Nunes Filho, com participação do pesquisador João Batista Gomes de Oliveira e bolsistas de História.

Expansão para parque histórico

A Unifap pretende transformar o espaço em um parque histórico da Segunda Guerra Mundial, abrangendo locais que ficaram fora da área atual.

Base Aeronaval durante a Segunda Guerra Mundial — Foto: Reprodução

A proposta inclui pontos importantes como o antigo local de atracação dos dirigíveis e o porto por onde chegavam equipamentos e veículos militares.

O coordenador do Lahim, Edinaldo Pinheiro, explicou que a ideia é preservar toda a infraestrutura deixada pelos norte-americanos durante o conflito.

“Nós fizemos parte do contexto da 2ª Guerra. Hoje a base é considerada um museu, mas o projeto busca abranger toda a estrutura construída e deixada lá, que é muito maior do que apenas o espaço atual”, afirmou.

Museu à Céu Aberto da Segunda Guerra Mundial

A Base Aeronaval de Amapá foi construída em 1941, um ano antes da entrada do Brasil no conflito, que ocorreu em 22 de agosto de 1942. A área da base mede 623,34 hectares, e abrigou militares da marinha e do exército estadunidense e servia como ponto para reabastecimentos de aeronaves que seguiam para os EUA ou para a África.

Museu da Base Aeronaval no Amapá
Torre de atração de dirigíveis na Base Aeronaval — Foto: Rafael Aleixo/Arquivo Pessoal

A Base Aérea do Amapá fica a 15 km do centro de Município do Amapá, a 302km de Macapá, a capital e principal porta de entrada do estado do Amapá. Quando a guerra acabou, a base foi devolvida ao governo brasileiro. Por algum tempo ainda passou a ser usada como pista de pouso, mas infelizmente caiu em desuso e foi esquecida.

No município de Amapá, a antiga Base Aeronaval virou o Museu a Céu Aberto da Segunda Guerra Mundial.

*Por Isadora Pereira, g1 AP — Macapá

Pesquisadores do Amapá criam bioplásticos feitos de amido de milho e casca de laranja

Pesquisadores criam bioplásticos feitos de amido de milho e casca de laranja. — Foto: Crystofher Andrade/g1

Um professor e dois alunos de Engenharia Ambiental da Universidade do Estado do Amapá (Ueap) desenvolveram em laboratório bioplásticos feitos de amido de milho e da parte branca da laranja. O objetivo é reduzir o impacto do plástico tradicional no meio ambiente.

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O projeto busca criar uma alternativa sustentável ao plástico comum, que demora mais de 100 anos para se decompor. Os bioplásticos usam ingredientes naturais e se apresentam como opção menos poluente.

Os testes foram feitos com duas matérias-primas: amido de milho e o amido extraído do albedo da laranja. A ideia era avaliar o potencial de cada biomassa para produzir um material biodegradável.

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Pesquisadores criam bioplásticos feitos de amido de milho e casca de laranja
Pesquisadores criam bioplásticos feitos de amido de milho e casca de laranja. — Foto: Crystofher Andrade/g1

A pesquisa

A pesquisa é coordenada pelo professor doutor em Biodiversidade William Xavier. Ele explica que os materiais foram escolhidos por causarem baixo impacto ambiental.

“O bioplástico derivado do amido de milho começou a se decompor em cerca de 20 dias, com a ação de microrganismos e fungos. O plástico tradicional demora muitos anos para desaparecer. Então pensamos em testar biomassas vegetais para verificar se a produção era viável”, disse Xavier.

Os estudantes produziram os bioplásticos em laboratório e realizaram diversos testes. O material feito de amido de milho se degradou completamente em cerca de 90 dias, bem mais rápido que os plásticos derivados do petróleo.

O estudo também analisou o bioplástico feito com o albedo da laranja, parte da fruta geralmente descartada. O albedo é a camada branca que fica entre a casca e a polpa dos frutos cítricos, como laranja, tangerina e limão.

Pesquisadores criam bioplásticos feitos de amido de milho e casca de laranja. — Foto: Crystofher Andrade/g1

Resultados

Além da biodegradabilidade, os pesquisadores avaliam a resistência e a flexibilidade do material. Segundo Rita Santana, integrante do projeto, as próximas etapas são aperfeiçoar a produção e estudar como os bioplásticos podem ser aplicados em embalagens, sacolas e outros itens descartáveis.

“O resultado tem sido satisfatório, mostrando que o material é durável e elástico. É parecido com o plástico tradicional, feito de petróleo, mas um pouco mais frágil. Apenas 10 gramas de amido de milho são suficientes para produzir uma folha”, disse a estudante.

Os pesquisadores acreditam que, com novos testes, o bioplástico pode se tornar uma alternativa viável para reduzir o acúmulo de resíduos plásticos no meio ambiente.

*Por Crystofher Andrade*, g1 AP — Macapá