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Shows, concurso de quadrilhas e maior pamonha do Norte: confira melhores momentos do São João no Parque Anauá

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Foto: Secom-RR

O São João no Parque Anauá 2025 encerrou neste domingo (27) depois de seis dias de muita festa, shows, jogos, comidas e o concurso de quadrilhas. O evento, realizado pelo Governo de Roraima, contou com mais de 70 atrações musicais e vários estandes de alimentação e comércio criativo local.

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O evento se consolidou como um espaço para a família roraimense e todos os visitantes aproveitarem a tradição junina e se divertirem em um só lugar. Confira como foram os últimos dias do festejo:

Foto: Secom-RR
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Foto: Mega Fiilmes
Foto: Mega Fiilmes
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Foto: Secom-RR

Arraial do Anauá 2025

O projeto Arraial do Anauá 2025, realizado pela Rede Amazônica Roraima, com apoio do Governo do Estado de Roraima, tem como objetivo promover a cultura e tradição junina da região com diversas ações pensadas em todos os públicos.

Número de crimes violentos no Amazonas diminui em 2024, aponta Anuário Brasileiro de Segurança Pública

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Conforme os dados do Anuário, os crimes de homicídios dolosos no Amazonas apresentaram queda de 15,1%. E os de latrocínio reduziram 38,9%. Foto: Alex Pazuello/Secom

O Amazonas alcançou uma redução de 17,4% nas mortes violentas intencionais em 2024. O dado do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025 mostra que o resultado é três vezes maior que a média nacional, que ficou em 5,4%. Para a Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM).

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Número de crimes violentos no Amazonas diminui em 2024
O Amazonas alcançou uma redução de 17,4% nas mortes violentas intencionais em 2024. Foto: Victor Levy/SSP-AM

“O Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostra que o Amazonas reduziu sua taxa de homicídios de 33,2 para 27,4 por 100 mil habitantes, entre 2023 e 2024, isso representa uma redução de 17,4%. Essa taxa é praticamente a mesma registrada em 2013, que foi de 26,4. Esse resultado é fruto de uma política integrada, inteligência estratégica e presença firme das nossas polícias Civil e Militar nas ruas”, destacou o secretário da SSP-AM, Vinícius Almeida.

Estão inseridos nas mortes violentas intencionais, os crimes de homicídios dolosos, latrocínios, homicídios de mulheres, incluindo feminicídios e lesão corporal seguida de morte.

O dado do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025 mostra que o resultado do Amazonas é três vezes maior que a média nacional. Erlon Rodriguês/PC

Conforme os dados do Anuário, os crimes de homicídios dolosos apresentaram queda de 15,1%. E os de latrocínio reduziram 38,9%, registrando um resultado dez vezes maior que a média nacional. Os homicídios de mulheres, incluindo os feminicídios, tiveram queda de 25,2%, sendo este número quatro vezes a redução do Brasil.

Outras reduções

Além da redução nas mortes violentas, o Amazonas, conforme o Anuário, também registrou reduções expressivas em relação aos crimes contra o patrimônio. Um exemplo são os crimes de roubo de celular, onde ano passado, a capital Manaus esteve sendo a maior nesse tipo de delito para cada 100 mil habitantes e este ano, a cidade não foi relacionada entre as 20 com os maiores índices.

Estão inseridos nas mortes violentas intencionais, os crimes de homicídios dolosos, latrocínios, homicídios de mulheres, incluindo feminicídios e lesão corporal seguida de morte. Antônio Faustino/PMAM

Com combates eficientes, outros crimes contra o patrimônio que apresentaram queda foi o roubo e furto de veículos e roubos a estabelecimentos comerciais. Essas reduções foram superiores à média nacional em comparação 2024 com 2023, apresentou reduções expressivas: roubos de veículos caíram 34%; a transeunte 11%; residência 12%; a comércio 31,2%; roubo de carga 28%; e a instituição financeira está há cinco anos sem registros.

Anuário Brasileiro de Segurança Pública

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública se baseia em informações fornecidas pelas secretarias de segurança pública estaduais, pelas polícias civis, militares e federal, entre outras fontes oficiais da Segurança Pública. A publicação é uma ferramenta importante para a promoção da transparência e da prestação de contas na área, contribuindo para a melhoria da qualidade dos dados. Além disso, produz conhecimento, incentiva a avaliação de políticas públicas e promove o debate de novos temas na agenda do setor. Trata-se do mais amplo retrato da segurança pública brasileira.

Veja o Anuário Brasileiro de Segurança Pública abaixo:

*Com informações do Governo do Estado do Amazonas

Eita Junino vence 1° lugar do grupo Especial no Concurso Estadual de Quadrilhas Juninas no São João no Parque Anauá

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Eita Junino é a campeã do grupo Especial no Concurso Estadual de Quadrilhas Juninas no São João no Parque Anauá 2025. Foto: Divulgação/Secom-RR

As agremiações que concorreram ao Concurso Estadual de Quadrilhas Juninas no 32° São João no Parque Anauá mostraram que a tradição junina se mantém viva no Norte do país. Dividida em três grupos, a competição animou o público e o tão esperado resultado saiu na manhã deste domingo (27). No Grupo Especial a Eita Junino empatou com a Garranxê, tendo as duas tirado nota 10 em todos os quesitos, empatando também nos critérios de desempate.

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A disputa só foi decidida com a verificação das notas descartadas que consolidaram a Eita Junino vencedora do evento realizado pelo Governo de Roraima.

Larissa Thuany, diretora da Eita Junino, falou da emoção da vitória da agremiação que acumula a tríplice coroa, por conquistar o título municipal do Boa Vista Junina, o Concurso Nacional de Quadrilhas realizado em Canaã dos Carajás (PA) no início de julho, e agora o Estadual de Quadrilhas Juninas. “É todo o trabalho de vários anos de um grupo que é premiado agora”, frisou.

Em segundo lugar ficou a quadrilha Garranxê:

E em terceiro Amor Caipira:

Com o resultado, descem para o Grupo de Acesso a Escola Forrozão e a Xamego na Roça.

Grupo de Acesso

No Grupo de Acesso, a tradicional Coração Caipira se sagrou campeã e retorna ao Grupo Especial em 2026:

Em segundo lugar ficou a Namoro Caipira, que também sobe:

E em terceiro lugar a Evolução Junina:

Descem para o Grupo Emergente a Arrasta Pé e a Guerreiros de Jorge.

O presidente e animador da Coração Caipira, Sheull Chaves, se disse satisfeito com o resultado do concurso, fruto da união de todos os brincantes, diretoria e coordenadores. “Nós mostramos que nosso lugar é no Especial, pois sabemos da qualidade do trabalho que desenvolvemos”, afirmou.

Grupo Emergente

No Grupo Emergente, a disputa foi acirrada entre as quadrilhas, com a Coração Alegre se sagrando campeã e ganhando direito de subir ao Grupo de Acesso.

Quem também sobe é a Coração do Sertão, que ficou em segundo lugar.

A Beija Flor ficou em terceiro lugar e a quadrilha São Vicente ficou na quarta colocação.

A partir das 19h30, a Arena Junina do São João no Parque Anauá recebe a apresentação das campeãs do Concurso de Quadrilhas.

Critérios de avaliação

Nove quesitos foram avaliados durante as apresentações nos cinco dias do concurso. Cada quadrilha tinha um tempo mínimo de apresentação de 20 e de no máximo 35 minutos, para todos os grupos. Os critérios de julgamento foram definidos pelos grupos, em concordância com a Secretaria de Cultura e Turismo (Secult).

No início da apuração, os presidentes das associações que representam os grupos concorrentes, a Federação Roraimense de Quadrilhas Juninas e a Associação Cangaceiros do Thianguá fizeram a escolha dos itens que seriam usados para o critério de desempate do concurso.

Saiba mais: Você sabe como funciona a avaliação das quadrilhas juninas no São João do Parque Anauá?

Vale lembrar que:

  • as duas últimas Quadrilhas colocadas do grupo Especial caem para o grupo de Acesso;
  • as duas primeiras colocadas do grupo de Acesso sobem para o grupo Especial;
  • as duas últimas, do grupo de Acesso, caem para o grupo Emergente;
  • e as duas primeiras colocadas do grupo Emergente sobem para o grupo de Acesso.

Segurança e diversão

Com um plano inédito de segurança integrada, o São João no Parque Anauá 2025, as forças de segurança estaduais, municipais e federais apresentaram resultados positivos desde o primeiro dia de evento.

Até a penúltima noite do evento, o resultado foi de uma festa segura, praticamente sem ocorrências, como observado pelo servidor público Joel Cunha: “A gente vê que realmente estão trabalhando e nos sentimos seguros no evento. Cada ano vem melhorando mais a segurança”.

Mais de 200 efetivos de forças de segurança estaduais e municipais atuaram tanto dentro quanto no entorno do parque, o que agiliza na identificação ágil e na contenção de ocorrências. “Estamos atuando com um efetivo robusto e um plano inédito de segurança integrada para o São João. A cada noite, 120 policiais militares reforçam o policiamento ostensivo em todo o parque, garantindo a proteção do público e rápida resposta às ocorrências. A presença das unidades especializadas tem sido fundamental para a fluidez e tranquilidade do evento”, ressaltou o tenente-coronel Everton Oliveira, chefe do Departamento de Planejamento Operacional da PMRR.

Como explicou a delegada Simone Arruda, que coordena as ações da PCRR no evento em conjunto com o delegado-geral adjunto da instituição, Luciano Silvestre, as atividades foram planejadas de forma integrada e preventiva entre os órgãos de segurança para garantir que o São João no Parque Anauá se tornasse um evento seguro e tranquilo para todo o público.

O Corpo de Bombeiros Militares de Roraima também elaborou um plano operacional para garantir a segurança durante o evento, com foco na prevenção de riscos, atendimento pré-hospitalar, combate a incêndios e salvamento. Diariamente, 12 bombeiros atuam exclusivamente no local, com apoio de 64 militares em prontidão.

Para o secretário adjunto da a Sesp (Secretaria de Segurança Pública), Ellan Wagner, o São João no Parque Anauá destaca o uso da tecnologia como aliada nas ações preventivas e no monitoramento em tempo real do evento. “Contamos com o sistema de videomonitoramento transmitindo imagens e informações em tempo real para o nosso CICC [Centro Integrado de Comando e Controle]. Isso amplia a atuação das equipes de segurança e contribui para a realização de um evento muito mais seguro para toda a população”, reforçou.

Além da Polícia Militar, Polícia Civil, Bombeiros e Sesp, participam da operação integrada o Detran-RR (com 22 agentes e 7 viaturas), a Guarda Civil Municipal (com 66 agentes por noite), o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), o Conselho Tutelar, a Vara da Infância e Juventude, a Polícia Federal e o Exército Brasileiro.

Segundo o agente de fiscalização de trânsito do Detran-RR, Roberto Cezário, a atuação do órgão durante o São João no Parque Anauá tem priorizado a segurança e a fluidez viária.

“Pedimos aos participantes que venham ao parque e escolham o motorista da vez. Se for consumir bebida alcoólica, entregue a direção a alguém que não tenha bebido. E, se estiver embriagado, chame um motorista de aplicativo, um amigo ou alguém de confiança. Mesmo após a saída do parque, a fiscalização continua, e, caso alguém seja flagrado dirigindo sob efeito de álcool, os procedimentos legais serão aplicados”, finalizou Cezário.

Arraial do Anauá 2025

O projeto Arraial do Anauá 2025, realizado pela Rede Amazônica Roraima, com apoio do Governo do Estado de Roraima, tem como objetivo promover a cultura e tradição junina da região com diversas ações pensadas em todos os públicos.

Festa de São Tiago: público se diverte ao atirar bagaços de laranja na passagem do ‘Bobo Velho’

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Em Mazagão Velho, tradição, fé e teatralidade se misturam em um dos momentos mais aguardados da Festa de São Tiago. A passagem do “Bobo Velho” marcada por gritos, risos e arremesso de bagaços de laranja, encena a fuga de um soldado mouro expulso pelos cristãos, um rito simbólico que, há gerações, diverte e emociona o público.

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Festa de São Tiago

Leia também: Festa de São Tiago une história e fé em Mazagão, no Amapá

Com vestes coloridas, usando máscaras e montados em cavalos, os personagens do “Bobo Velho” percorrem as ruas da vila sendo “apedrejado” pela população. Em vez de pedras, o ataque é feito com restos de laranja, o que transforma a cena em uma brincadeira coletiva e bem-humorada, sem perder o teor simbólico da expulsão do invasor.

A atividade que conta com a participação de pessoas de todas as idades, faz parte do ciclo de apresentações que compõem a Festa de São Tiago, uma das manifestações culturais e religiosas mais antigas do Amapá, celebrada há 248 anos. A festividade, que ocorre sempre no mês de julho, revive a luta entre mouros e cristãos por meio de cortejos, encenações, missas, danças tradicionais, novenas e rituais que fortalecem a fé e a identidade cultural do povo mazaganense.

Leia também: Saiba curiosidades sobre o município de Mazagão

Leia também: Tradicional dança do vominê movimenta Festa de São Tiago no Amapá

A programação deste ano, que segue até dia 28, conta com shows, feiras de artesanato, apresentações folclóricas e momentos de devoção popular, como o Círio e o “Dia da Batalha”, quando cristãos e mouros se enfrentam em uma grande encenação histórica. É um espetáculo que mistura o sagrado e o profano, encantando moradores, visitantes e turistas que chegam à vila para vivenciar uma das festas mais autênticas da região.

*Com informações da Agência Amapá

Novo recorde: Governo de Roraima oferece a maior quantidade de pamonhas do Norte do País no São João do Anauá

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Recorde de quantidade de pamonha entregue no São João no Parque Anauá. Foto: William Roth/Secom RR

A tradição está estabelecida. Todos os anos, o Governo de Roraima oferece a maior quantidade de pamonhas do Norte do País para os visitantes do São João no Parque Anauá. O “pamonhaço” veio para ficar.

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A ação é feita com a participação direta de várias secretarias e autarquias do Governo do Estado, coordenadas pela Codesaima (Companhia de Desenvolvimento de Roraima). Neste ano, a entrega das pamonhas ocorreu neste sábado, 27, na penúltima noite da edição de 2025 do arraial, quando a população pôde degustar a iguaria típica das festas juninas.

A feitura do quitute começou pela manhã, quando os milhos foram selecionados, e as palhas foram reservadas para embalar as pamonhas; depois as espigas foram raladas, processadas, peneiradas e finalmente cozidas para, em seguida, serem preenchidas nas folhas. Nesse momento, o governador Antonio Denarium foi à empresa que produziu o alimento e conheceu toda a cadeia de produção.

Recorde de quantidade de pamonha entregue no São João no Parque Anauá
Recorde de quantidade de pamonha entregue no São João no Parque Anauá. Foto: William Roth/Secom RR

Logo, a partir das 19h, as filas foram organizadas no São João no Parque Anauá para o início da distribuição, e se estenderam por muitos metros ao lado da Tenda do Agro. As filas foram caminhando de modo ordenado e rapidamente todos receberam as pamonhas.

Foram distribuídas 5 mil unidades, somando 1.300 quilos do alimento, superando a marca de 960 quilos do ano passado. O peso foi aferido por uma balança da PRF (Polícia Rodoviária Federal) e certificada pelo Inmetro e Ipem-RR (Instituto de Pesos e Medidas de Roraima).

Para essa quantidade foram utilizadas 100 sacas de milho compradas de produtores indígenas e da agricultura familiar.

Recorde de quantidade de pamonha entregue no São João no Parque Anauá. Foto: William Roth/Secom RR

“Uma tonelada e trezentos quilos, um recorde que foi conferido pela balança da PRF e pelo Instituto de Pesos e Medidas de Roraima. O Ipem me entregou o certificado conferindo o peso. É muita pamonha para toda a população. Lembrando também que o milho foi comprado da agricultura familiar, valorizando os pequenos produtores de Roraima”, declarou o governador durante a pamonhada. Ele participou da ação, entregando pessoalmente as pamonhas para as pessoas nas filas.

Também colaboraram a presidente da Codesaima, Maria Dantas, vários secretários de Estado e a equipe de colaboradores da companhia.

O evento

Recorde de quantidade de pamonha entregue no São João no Parque Anauá. Foto: William Roth/Secom RR

Realizado desde 1991, o São João no Parque Anauá é considerado o maior festejo junino do Norte do Brasil. Em 2025, o evento conta pela primeira vez com recursos federais, repassados pelo Ministério do Turismo.

Outro destaque é o Concurso Estadual de Quadrilhas Juninas, que reúne 28 agremiações dos grupos Especial, Acesso e Emergente. O Governo de Roraima destinou R$ 1,5 milhão em apoio direto às quadrilhas, com R$ 159 mil em premiações – um aumento de 59% em relação a 2024.

Amapá recebe o primeiro terminal hidroviário; veja como vai funcionar

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1º Terminal Hidroviário do Amapá — Foto: Gea/Divulgação

O Terminal Hidroviário Hercílio da Luz Mescouto, o primeiro do estado, inaugurado no dia 24 de julho na orla de Macapá. Segundo o governo do Amapá, a reforma busca atender os critérios de segurança aquaviários, já que o local é um dos principais pontos de embarque e desembarque de pessoas vindas de regiões próximas à capital.

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A obra custou mais de R$ 2,6 milhões. Localizado no Píer 2 e conhecido anteriormente como “Rampa do Santa Inês”, com a reforma o espaço ganhou:

  • Pista com acessibilidade;
  • Quatro bilheterias;
  • Banheiros adaptados
  • Lanchonete;
  • Iluminação em LED;
  • Passarela coberta;
  • Paisagismo e áreas de convivência.
Amapá recebe o primeiro terminal hidroviário
Espaço passou pela inspeção da Antaq — Foto: Mariana Ferreira/g1

O governador Clécio Luís destaca que a gestão estadual busca manter uma relação amigável com as ilhas do Pará. A obra é tida como um avanço no setor econômico e turístico do Estado. 

“Parte do nosso PIB se deve por essa relação que temos, então temos que valorizar isso. Nossa relação econômica é muito forte, então essa relação tem uma importância afetiva, cultural e econômica. Junto a isso, tem o fato de estarmos à margem de um rio, e a gente não tinha nenhum Terminal Hidroviário ainda. Anteriormente tinha o embarque e desembarque, mas sem segurança e salubridade”, afirmou. 

De acordo com o governo, por ano passam pelo terminal cerca de 90 mil pessoas.

Leia também: Museu Kuahí é reinaugurado no Amapá e pajé mais antigo do povo Karipuna celebra: ‘renascimento’

Fiscalização marítima

Um dos problemas do antigo local é que ele não atendia aos padrões de segurança estabelecidos pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), colocando em risco a vida dos passageiros. 

Sala de espera para passageiros do Terminal Hidroviário do Amapá — Foto: Gea/Divulgação

Em alguns casos, quem precisava embarcar usava uma espécie de ponte de madeira para ter acesso aos barcos. Além disso, a passarela de desembarque de carga era a mesma que os passageiros utilizavam para transitar ao desembarcar.

“Em Macapá existe uma trafegabilidade muito grande de pessoas e cargas. Por isso, agora o terminal garante segurança e comodidade para transportar carga e passageiros, aconteça aqui. Nessa área, teremos a segregação do embarque e desembarque das cargas e dos passageiros, temos também um estacionamento exclusivo para as cargas e para os passageiros, tudo isso dentro dos padrões”, destacou David Covre, secretário de infraestrutura.

A obra iniciou a partir de um acordo judicial, o qual a gestão estadual se comprometeu a realizar as mudanças para se encaixar nos padrões de segurança. 

Cerca de 50 profissionais estiveram envolvidos nas obras e o recurso foi destinado do tesouro estadual. A fiscalização do trânsito na área será realizada pela Secretaria de Estado de Transporte (Setrap). 

Leia também: Marco histórico: lançamento do Plano Diretor da Bacia Hidrográfica do Rio Araguari garante segurança hídrica ao maior rio do Amapá

Quem é Hercílio da Luz Mescouto?

1º Terminal Hidroviário do Amapá — Foto: Gea/Divulgação

Engenheiro natural da cidade Bragança no Pará, Mescouto chegou ao Amapá em 13 de maio de 1971. O profissional foi responsável pela construção do Quartel “Plácido de Castro” da Polícia Militar (PM), do Hospital de Emergências de Macapá e do 3º Pavimento do Hospital de Clínicas Dr. Alberto Lima (HCAL), do prédio da Seguridade Social (INSS), de 12 casas do Banco do Brasil, além de outros projetos.

*Por Mariana Ferreira, g1 AP — Macapá

Pesquisadores criam curativo feito com bambu amazônico 100% biodegradável

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Marcelo Ramon e estudantes do Ifac durante desenvolvimento do curativo de bambu — Foto: Arquivo/Marcelo Ramon

Um curativo que protege feridas, é absorvido pela pele e ainda ajuda a preservar o meio ambiente. Essa é a proposta do Curativo Biodegradável Nanotecnológico, feito de bambu, desenvolvido por estudantes do Instituto Federal do Acre (Ifac), campus Sena Madureira, no interior do estado, sob orientação do professor de química Marcelo Ramon.

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O projeto será apresentado na prévia da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que acontece este ano em Belém (PA), em novembro. O produto, que tem formato arredondado e transparente, foi feito a partir da taboca, uma espécie de bambu nativa da Amazônia.

Pesquisadores criam curativo feito com bambu amazônico 100% biodegradável
Professor Marcelo Ramon, orientador do projeto Curativo Biodegradável Nanotecnológico, feito de bambu — Foto: Arquivo/Marcelo Ramon

Segundo o professor Marcelo, apesar de, frequentemente, ser considerada uma praga por produtores rurais devido aos espinhos, o bambu taboca foi escolhido por apresentar vantagens ecológicas.

“A taboca cresce muito rápido, até 20 centímetros por dia. Em cinco anos, você já tem uma floresta recomposta. Isso quer dizer que se uma área for desmatada hoje, em cinco anos a taboca estará de pé novamente”, explica ele.

Sobre a taboca, ela é:

  • uma planta do gênero Guadua, nativa da América do Sul;
  • pode atingir de 8 a 20 metros de altura;
  • cresce em média até 20 cm por dia;
  • se regenera rapidamente, sendo considerada uma planta de baixo impacto ambiental;
  • apesar de espinhosa, é rica em celulose e compostos úteis para biotecnologia.

Além disso, Marcelo também destaca que o Acre detém a maior concentração de tabocal nativo do mundo.

Dupla de alunos no laboratório do Ifac durante o desenvolvimento do curativo feito a base de bambu — Foto: Arquivo/Marcelo Ramon

“Tem taboca na África e Ásia, mas nada se compara ao que temos na Amazônia. E dentro da Amazônia, o Acre é o estado que mais concentra essa espécie.”

A produção do curativo é dividida em cinco etapas e começou quase por acaso, a partir de uma descoberta feita durante o doutorado do professor.

“Eu trabalhava com a taboca para outra finalidade, e percebi que o pó que a gente extraía, a carboximetilcelulose (CMC), formava um gel muito viscoso em contato com a água. Quando a gente desidratou esse gel, surgiu uma película parecida com plástico. No começo pensamos em usar isso como embalagem de alimentos. Mas como ele se dissolve com água, deixamos de lado. Mais tarde percebemos que isso poderia ser ótimo para feridas, que também têm água, sangue, pus… e aí surgiu o curativo”, detalhou o pesquisador.

Veja abaixo o passo a passo de produção do material:

  1. Coleta da taboca na floresta amazônica;
  2. Transformação da fibra vegetal em carboximetilcelulose (CMC), um pó fino que forma um gel em contato com a água;
  3. Adição de nanopartículas de prata (com ação bactericida) e nanoemulsões de óleos essenciais de copaíba e andiroba, que têm propriedades anti-inflamatórias e cicatrizantes;
  4. Desidratação do gel em estufas, formando uma película sólida e transparente;
  5. Aplicação na pele, onde o curativo se transforma novamente em gel e é absorvido.

Testes e planos

Segundo Marcelo, o curativo já foi testado com sucesso em ratos. Os testes em humanos ainda não foram iniciados por falta de patrocínio.

Rato utilizado nos testes do curativo de bambu — Foto: Arquivo/Marcelo Ramon

“Tem todo um protocolo mais simples para animais. Para humanos, é mais complexo e não quisemos investir energia nisso sem saber se teríamos apoio. Estamos aguardando oportunidades maiores, como a própria COP30 […] o nosso é 100% biodegradável, 100% natural e ainda tem ação medicinal ativa”, diz.

No momento, o produto é feito apenas em escala laboratorial, mas a equipe já pensa no futuro. “O maior desafio hoje é estrutural. Já sabemos fazer. O que falta é maquinário industrial e patrocínio para produção em larga escala. Nossa meta é encontrar investidores e montar uma fábrica no Acre”, completou.

COP30

Neste ano, o curativo biodegradável feito a partir de bambu será apresentado na prévia da COP30, que acontece em novembro, em Belém (PA). O professor ressaltou que a participação no evento será estratégica.

“Queremos mostrar nosso projeto, encontrar investidores e, quem sabe, fechar uma parceria. Não temos grandes expectativas, mas qualquer proposta já será um avanço”, frisou.

O projeto do Ifac é um dos destaques nacionais na área de biotecnologia e bioeconomia. Com aplicação direta na saúde e baixo impacto ambiental, o curativo biodegradável amazônico pode ser o pontapé inicial de uma nova indústria sustentável no Brasil.

Ele lembra ainda que a nanotecnologia tem sido uma aliada poderosa na medicina e outras áreas. Durante o doutorado, ele desenvolveu nanopartículas fluorescentes extraídas da taboca que ajudam a diagnosticar cânceres. “É um campo que ainda vai transformar muita coisa”, concluiu.

*Por Jhenyfer de Souza, g1 AC — Rio Branco

Número de desaparecidos volta a crescer no Acre e supera média de um caso por dia em 2024

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“Saudade: essa dor pode acabar” dá visibilidade ao drama vivenciado pelas famílias do Acre — Foto: Reprodução/MP-AC

O número de desaparecimentos registrados no Acre cresceu mais de 8% e ultrapassou a média de um caso por dia em 2024, segundo dados do Anuário da Segurança Pública. De acordo com o levantamento, 376 pessoas foram declaradas desaparecidas no estado.

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O estudo também revisou o total de desaparecidos que havia sido relatado na edição do ano passado, reduzindo de 400 para 347 o número de registros no ano de 2023.

Com isso, considerando um ano de 365 dias, o estado teve média de 1,03 desaparecidos por dia. Enquanto isso, a estatística de localizados teve um crescimento brusco: foram apenas 320 pessoas localizadas no ano passado, contra 82 em 2023. Esse número também aparece revisado.

Ainda conforme o estudo, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a média de desaparecidos a cada 100 mil habitantes no estado, que foi de 42,7, continua acima do índice nacional, que caiu para 38,5.

Leia também: Mais de 34 mil pessoas moram em unidades de conservação no Acre, diz IBGE

Número de desaparecidos no Acre. Fonte: Anuário da Segurança Pública/Fórum Brasileiro de Segurança Pública
Registros de desaparecimentos no Acre. Fonte: Anuário do Fórum de Segurança Pública

Pessoas localizadas

Por outro lado, o número de pessoas que tiveram o desaparecimento comunicado e que foram encontradas teve uma subida brusca em 2024 no Acre.

Conforme o anuário, o total saiu de 82 pessoas reencontradas em 2023 para 320 no ano passado. 

Essa estatística não especifica se foram encontradas vivas ou morta, e pode ter distorções. “[…] não foi possível apurar como o registro é realizado: qual o documento de base; se diz respeito a pessoas localizadas vivas ou mortas; se o encontro está ou não vinculado a eventos de desaparecimento previamente reportados; a que ano se refere o desaparecimento eventualmente antes reportado, ou seja, em que ano essa pessoa foi dada como desaparecida. Assim, os registros de pessoas localizadas nos anos de 2023 e 2024 não correspondem, necessariamente, aos casos de pessoas desaparecidas registrados no referido período”, cita o documento.

Banco de dados e campanhas

Em 2023, o aumento no número de desaparecimentos no estado já havia sido detectado. O Anuário do Fórum Brasileiro da Segurança Pública mostra que os registros de desaparecidos no estado aumentaram em 57% entre 2021 e 2022.

As informações sobre pessoas localizadas foram fornecidas por cada estado. No entanto, não foi possível apurar como o registro é feito: qual o documento de base (por exemplo, boletim de ocorrência); se diz respeito a pessoas localizadas vivas ou mortas; se o encontro está ou não vinculado a eventos de desaparecimento previamente reportados; a que ano se refere o desaparecimento eventualmente antes reportado, ou seja, em que ano essa pessoa foi dada como desaparecida. Em 2022, 15 pessoas foram encontradas e em 2021 apenas nove foram achadas.

Assim, os registros de pessoas localizadas nos anos de 2021 e 2022 não correspondem, necessariamente, aos casos de pessoas desaparecidas registrados no referido período. A taxa de registros de desaparecimentos a cada 100 mil habitantes no estado é maior do que a nacional, que é de 32.

Número de desaparecidos volta a crescer no Acre
“Saudade: essa dor pode acabar” dá visibilidade ao drama vivenciado pelas famílias do Acre — Foto: Reprodução/MP-AC

Por conta disso, desde o começo daquele ano, o Ministério Público do Acre (MP-ACRE) começou a tomar algumas medidas como forma de acompanhar esses casos mais de perto. Em janeiro, o órgão lançou a campanha “Saudade: essa dor pode acabar”, para dar visibilidade ao drama vivenciado pelas famílias, sensibilizar a sociedade sobre o problema, além de divulgar informações sobre como proceder diante dessas situações.

Como uma forma de reforçar ainda mais essas buscas e chamar atenção para esses índices, o MP disponibiliza um canal para que o cidadão possa fazer o registro de pessoas desaparecidas. A novidade está disponível no endereço eletrônico.

Para fazer a comunicação, basta ter em mãos o boletim de ocorrência em que o desaparecimento tenha sido comunicado.

“O MP faz parte de um programa que é nacional, chamado Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos (PLID), que criou um sistema, que é interligado entre os estados, que chama Sistema Nacional de Localização e Identificação de Desaparecidos (Sinalid). Em grande parte do país, os MPs que fazem a alimentação do sistema, então recebemos essas informações a partir de registro da ocorrência policial e fazemos a inserção dentro do sistema. Mas, aqui no estado customizamos esse sistema nacional para criar a possibilidade do cidadão comum fazer a inserção dessas informações dentro do sistema nacional sem precisar que os servidores do MP façam essa ponte. Estamos trabalhando para dar maior agilidade a essa informação”, explica a promotora Marcela.

Com isso, qualquer cidadão comum que tenha registrado um boletim de ocorrência de desaparecimento consegue inserir esses dados no sistema. Porém, é importante destacar que esse sistema não substitui a investigação da Polícia Civil, apenas cria um fluxo e um banco de dados para esses perfis, que podem ser acessados por órgãos de outros estados.

“Quando a pessoa registra o boletim na delegacia, ela está comunicando uma situação que pode ser criminosa ou não, aquele desaparecimento pode ser fruto de um crime e a polícia precisa iniciar os seus trabalhos. O que o MP vai fazer é tentar auxiliar esse trabalho de localização dessa pessoa”, diz.

*Por Victor Lebre, g1 AC — Rio Branco

Porto Velho é a segunda pior cidade do país em saneamento básico, aponta estudo

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Porto Velho é a segunda pior cidade do país em saneamento básico, segundo o Ranking do Saneamento 2025, divulgado pelo Instituto Trata Brasil, em parceria com a consultoria GO Associados. O estudo tem como base os dados de 2023 do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS).

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Esgotamento sanitário é quase inexistente em Porto Velho, Rondônia
Esgotamento sanitário é quase inexistente em Rondônia, segundo Caerd — Foto: Taísa Arruda/G1

Entre as capitais, Porto Velho ocupa a última posição no ranking de saneamento. A cidade aparece ao lado de outras sete capitais com os piores índices: Manaus (AM), Recife (PE), Maceió (AL), São Luís (MA), Belém (PA), Rio Branco (AC) e Macapá (AP). No total, também se destacam negativamente quatro cidades do Rio de Janeiro, quatro de Pernambuco e três do Pará.

O estudo também mostra que Porto Velho:

  • Tem apenas 12,18% do esgoto tratado;
  • teve 38,56% de perdas na distribuição de água;
  • investimento anual médio no período de 2019 a 2023 foi de R$ 111,55 por habitante.

Há 10 anos entre os piores

Segundo o Instituto Trata Brasil, há 10 anos Porto Velho sempre se apresenta nas piores colocações dentre as 100 maiores cidades do país:

A capital de Rondônia ocupa as piores posições em todas as categorias que envolvem o saneamento básico. São elas:

  • Acesso à água potável: centésimo lugar, a última colocação;
  • Acesso à coleta de esgoto: 97ª posição;
  • Volume de esgoto tratado sobre a água consumida: 94ª posição;
  • Investimento por habitante: 95ª posição.

O que diz o Governo de Rondônia?

Em nota, o Governo de Rondônia informou que reconhece os desafios históricos enfrentados por Porto Velho na área do saneamento básico, causados por décadas de déficit estrutural e paralisações em contratos federais. Segundo a gestão estadual, obras do PAC Saneamento estavam paradas desde 2018 e foram retomadas em 2020, com investimentos na ampliação do sistema de água tratada e implantação da rede de esgoto.

Peixes morrem em igarape seco em Porto Velho. Foto: Edson Gabriel/Rede Amazônica

Ainda segundo o governo, entre as ações em andamento estão obras de ampliação da rede de água tratada e implantação do sistema de esgoto, com construção de estações de tratamento, reservatórios, redes de distribuição e ligações domiciliares.

O governo também informou que busca novos investimentos por meio do Novo PAC, com destaque para obras nos distritos de Calama e Extrema (mais de R$ 12 milhões) e em Guajará-Mirim (R$ 83 milhões). Sobre o ranking do Instituto Trata Brasil, o Estado afirma que os dados não refletem os avanços recentes nem os investimentos estruturantes em andamento.

*Por g1 RO

Pesquisador da Unir é o único brasileiro entre os 50 finalistas do ”Nobel Estudantil”

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O pesquisador da Universidade Federal de Rondônia (Unir), Newman de Lira e Melo Neto — Foto: Acervo pessoal

O pesquisador da Universidade Federal de Rondônia (Unir), Newman de Lira e Melo Neto, está entre os 50 finalistas do Chegg.org Global Student Prize 2025, prêmio conhecido como o “Nobel Estudantil”. O estudante é o único brasileiro na lista e chama atenção pelo currículo: ele possui oito graduações e tem o recorde brasileiro de maior número de aprovações em estágios federais em um único lugar.

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Newman nasceu em Recife (PE), mas realiza trabalhos e projetos de pesquisa na área do Direito na Universidade Federal de Rondônia (Unir). Ele contou que o sonho de ser pesquisador surgiu durante os estágios, depois de ouvir relatos de professores.

O pesquisador da Universidade Federal de Rondônia (Unir), Newman de Lira e Melo Neto
O pesquisador da Universidade Federal de Rondônia (Unir), Newman de Lira e Melo Neto — Foto: Acervo pessoal

“Sempre tive o desejo de ser pesquisador em Direito. Durante a graduação em Direito, tive a oportunidade de estagiar e consegui adquirir uma boa experiência prática. No entanto, sentia falta da parte de pesquisa. Então, fui em busca de uma oportunidade e vi o aviso sobre um processo seletivo aberto para pesquisadores na UNIR. Imediatamente, me inscrevi”, explicou.

Apesar das conquistas, a trajetória de Newman não foi fácil. Ele é autista, cresceu em situação de vulnerabilidade e enfrentou sérias dificuldades na educação básica.

“Sempre estudei em escolas públicas e, por meses, ficava sem professores. A presença da polícia era constante para evitar o tráfico de drogas na entrada da escola, o que me levou a estudar de forma autodidata. Assim, apesar de passar meses sem professores, o fato de estudar em casa me fez desenvolver responsabilidade”, disse.

Além das pesquisas, ele participa de projetos sociais e acredita que essa conquista pode ajudar a ampliar o alcance do seu trabalho.

Para chegar à final do prêmio, Newman passou por um processo seletivo com mais de 11 mil estudantes de 148 países. Ele precisou organizar todos os documentos e prestar atenção em cada detalhe.

“É bastante desafiador. É necessário reunir todas as comprovações, certificados e declarações, deixando tudo bem organizado. Prestar atenção nos detalhes é fundamental, pois cada informação é extremamente importante para um processo desse nível”, disse.

Único brasileiro na lista

A emoção veio logo após o resultado. Quando soube que estava entre os 50 melhores estudantes do mundo, Newman ficou completamente sem reação. Era difícil acreditar que todo o esforço, mesmo diante de tantos desafios, tinha sido reconhecido em um prêmio internacional tão importante.

O pesquisador da Universidade Federal de Rondônia (Unir), Newman de Lira e Melo Neto — Foto: Acervo pessoal

“Estava trêmulo e não conseguia nem falar, apenas fiquei imóvel. Até hoje, mesmo alguns dias após o resultado, continuo sem acreditar que consegui”, relatou.

Para Newman, estar entre os melhores do mundo é mais do que uma conquista pessoal, é uma forma de representar o Norte e o Nordeste do país.

“Sabemos que na região Norte e Nordeste os desafios são ainda maiores e, justamente por isso, sempre superei meus limites. Dedico-me integralmente a causar um impacto positivo na sociedade. Meu sonho é poder alcançar todo o Brasil”, disse.

Leia também: Pesquisadores da Unir fazem registro de onça parda em Rondônia

Nobel Estudantil

O Global Student Prize busca destacar os esforços de alunos em todos os lugares que, juntos, estão deixando o mundo para melhor.

Foto: Acervo pessoal

O prêmio é aberto a todos os alunos com pelo menos 16 anos de idade e matriculados em uma instituição acadêmica ou em um programa de treinamento e habilidades. Estudantes em tempo parcial, bem como estudantes matriculados em cursos on-line também são elegíveis para o prêmio.

Neste ano, o prêmio anual de US$ 100.000 será concedido a um estudante que tenha causado um impacto real no aprendizado, na vida dos colegas e na sociedade em geral.

Os 10 finalistas do Global Student Prize devem ser anunciados em agosto deste ano. O vencedor, informado no fim do ano, será escolhido entre os 10 finalistas pela Academia do Global Student Prize, composta por pessoas de destaque.

*Por Luciana Kuster, Amanda Oliveira, g1 RO